Avisos: Essa fic não tem fins lucrativos, e os personagens não me pertencem, mas a junção do mundo de Harry Potter e Charmed sim, se quiser utilizar algum desses personagens me avisem.

RESPOSTA AOS COMENTÁRIOS

NOTT: Olha só cada um vê o personagem como quer, eu escolhi o Reeves porque gosto muito dele e acho que daria um ótimo Snape, e também a Rachel Weisz é uma das minha atrizes preferidas.

Não estou querendo transformar o Snape em um galã, mas eu quis mudar o ator, não é um crime afinal a fic é minha, não há necessidade de nós escritores seguirmos tudo ao pé da letra, se fosse para ser assim não precisaria ter fan fic, era mais fácil pegar e copiar os livros e colocar para publicar.

Como eu disse essa é a minha fic e a minha versão do Snape, sem que não vou agradar algumas pessoas, mas nunca conseguimos agradar todos não é verdade?

Obrigado pelo comentário.

Karinepira: Oi Karine eu resolvi colocar outra para não ficar tão confuso assim. Posso te dizer que muitas coisas vão acontecer na fic hehehe.

Que bom saber que tu gostava de Charmed é o meu seriado favorito.

E ai o que achou desse capitulo? Bjusssss

"Juro Solenemente não fazer nada de Bom"

Capitulo 1 - Surpresas

SEXTA, IRLANDA, CASA DOS GRANGER HALLIWELL

Era um típico amanhecer na Irlanda, mais um dia de trabalho e escola.

Em uma pequena casa uma família dormia tranquilamente sem nenhuma preocupação, ou melhor, dizendo, quase sem nenhuma preocupação, o corredor estava vazio, mas podia se notar uma sombra pequena e gorducha andando por todos os cômodos da casa, era Bichento que procurava um lugar para voltar a dormir já que a dona dele tivera um pesadelo e o empurrara para fora da cama.

Chegou a um quarto quase no fim do corredor e adentrou, subiu na cama e se aninhou com uma menina que dormia calmamente, esta o afagou e voltou a dormir.

Hermione estava em seu quarto dormindo tranquilamente quando ouviu um barulho na porta, sorriu consigo mesma pelo visto alguém havia acordado mais cedo do que ela fingiu que estava dormindo e esperou até que seu pequenino viesse até ela. Hector tinha cinco anos e era uma criança adorável, era parecidíssimo com seu Thomas, ele se colocou do lado da mãe e olhou para ela com aquele sorriso maroto:

- Mãe, a senhora está dormindo? – Hermione não respondeu, esse era o ritual de todas as manhãs ele sempre vinha ver se ela ainda estava ali. – Mãe a senhora está acordada? – o rostinho que antes tinha um sorriso maroto se desfez num beicinho bem grande, já desistindo de acordar a mãe começou a descer da cama, mas sentiu um puxão na roupa e quando virou a cabeça viu a mãe sorrindo para ele e logo sorriu de volta!

- Bom dia meu pequeno príncipe, dormiu bem?

- Bom dia mamãe, dormi sim e a senhora?

- Dormi bem, também, mas acordei muito melhor! – ela viu o ponto de interrogação no rosto do menino – Sabe por que eu acordei bem? – recebeu uma negação do filho – Porque o menino mais lindo desse mundo me acordou!

- Ah... e quem é esse menino?

- Eu estou olhando para ele agora mesmo – deram risadas e ficaram se olhando profundamente, Hermione aproveitou e começou a fazer cócegas no filho.

- A mãe hahaha, para hahahaha, ta fazendo cosquinha hahahahahaahahaha

- Essa é a intenção – Disse Hermione correndo atrás do filho.

Uma coisa não se podia negar, o amor reinava naquele quarto!

Num dos outros quartos da casa dormiam um menino e uma menina, no quarto do primeiro onde tudo era na cor verde, aparentemente estava tudo calmo, ele dormia profundamente, mas não estava tendo um sono calmo, ele se contorcia e sua testa suava, ele tentava sair do seu sono, mas não conseguia acordar.

O quarto ao lado, que pertencia a uma menina, era vermelho, com alguns detalhes em dourado. Ela dormia tranquilamente com um sorriso em seu rosto, podia se notar no quarto flores espalhadas pelo chão, era quase como ter um jardim que sumia e aparecia.

Hermione se jogou na cama com o filho, os dois estavam exaustos e decidiram que havia um empate entre os dois, Hector era uma das grandes alegrias da mãe, ele tinha os mesmos olhos e o mesmo rosto do pai, era um pequeno pedaço de Thomas. Ela olhou para o relógio e decidiu que já era hora de chamar os outros.

- Meu príncipe que tal nos tomarmos um banho e arrumarmos o café da manhã?

- Boa ideia mãe, eu posso fazer "pancacas"? – a mãe riu do filho algumas palavras ele ainda não dominava, mas era surpreendente como a cada dia aprendia alguma coisa nova.

- Claro que você pode me ajudar a fazer panquecas! – piscou para o filho. – Agora vamos tomar banho – os dois foram para o banheiro e se aprontaram para o café, para mais um dia de trabalho e escola.

SEXTA, IRLANDA, MANSÃO DOS HALLIWELL

Uma moça com uma aparência cansada se levantava sem muita animação, seu nome era Sally Halliwell, dar aulas a adolescentes não era nada fácil, mas ela gostava, sempre teve fascinação por passar tudo o que podia para os outros. Ainda bem que estavam de férias, mas mesmo assim ainda tinha que corrigir milhares de provas e trabalhos. Levantou-se e lembrou que este seria o dia que iria ver os sobrinhos e a cunhada, desceu as escadas e encontrou a mesa do café já posta, sorriu para a elfa que estava com ela desde que ela era um bebe.

- Obrigada Misty.

- Misty adora servir à senhorita, Misty adora a patroa dela – elfa saiu e deixou a mestra tomar o café, sozinha.

Sally estava podre de sono, não conseguira dormir bem, tivera sonhos muitos confusos. Havia uma ruga de preocupação na sua testa, pois os sonhos eram relacionados com o Livro das Sombras e os seus sobrinhos, algo estava para acontecer no mundo mágico e ela tinha a estranha sensação de que não seria uma coisa boa.

Terminou de tomar seu café e foi para o sótão, onde havia a relíquia mais preciosa da família Halliwell, o Livro das Sombras. Ele havia sido criado por Melinda Warren sua ancestral e desde então muitas gerações de Halliwell haviam adquirido seu aprendizado nele, para os trouxas ele era visto como um livro comum, mas ele continha um grande poder. Ela se aproximou do livro, ao tocá-lo uma luz invadiu o sótão cegando-a por alguns minutos. Após a luz desaparecer ela viu uma pessoa que há cinco anos não via, seus olhos se encheram de lagrimas, tentou abraçá-lo, mas ele fez um não com a cabeça, sorrindo tristemente para ela e simplesmente falou:

- Está na hora das encantas despertarem, o livro deve ser passado adiante, um grande mal do passado vai voltar, trazendo muito medo e desespero, elas precisarão de algo mais do que o poder das três. Elas vão lutar e perder, somente com o amor, com a amizade e com a esperança é que elas iram vencer.

Após dizer isso o espírito foi embora, não dando tempo para ela dizer uma única palavra. Havia começado mais uma vez uma batalha e infelizmente ela envolveria seus sobrinhos, e desenterraria o passado. Ela pegou um porta-retrato que havia na mesa ao lado do livro e sorriu lembrando-se do dia em que tirou a foto, foi um dia antes de o irmão falecer. Ela tocou a foto e uma lembrança dela mesma surgiu, estava com uma camisola branca e segurava um pequeno embrulho em suas mãos e sorria.

Largou o porta-retratos e deixou o livro na mesa.

Ela suspirou e saiu fechando a porta do sótão.

- Selare.

Muitas coisas iriam mudar, sabendo que no momento ela não poderia fazer nada, por hora, foi se arrumar para ir trabalhar.

SEXTA, IRLANDA, CASA DOS GRANGER HALLIWELL

Após estarem ambos de banho tomado e devidamente secos, mãe e filho se vestiram e o pequeno foi correndo diretamente para a TV da sala, a mãe balançou a cabeça sorrindo era assim toda manhã ele dizia que queria ajudá-la no café, mas ao ver a TV se esquecia de tudo. Ela foi até a cozinha e preparou o café, vendo a hora no relógio decidiu chamar os outros dois filhos antes que eles dormissem o dia inteiro. Deu um beijo em Hector e subiu para os quartos.

Antes de entrar nos quartos dos gêmeos, entrou no seu e foi ajeitar o cabelo que como sempre, estava volumoso de mais para seu gosto. Ela se olhou no espelho, o reflexo não era muito diferente de 15 anos atrás, estava com 36 anos e ainda parecia a mesma, a única coisa que mudara era o brilho de seus olhos castanhos que há muito tempo havia desaparecido. Escolheu uma roupa para ir trabalhar, ouviu o despertador tocar e com um simples movimento da mão o aparelho silenciou-se, para muitos isso significaria que a pilha parara de funcionar ou que o despertador estragara, mas para outros isso seria magia, Hermione adorava poder fazer magia, mas é claro que não fazia sempre, pois viviam num bairro trouxa e tinham que ser cuidadosos, mas a morena no que podia usava magia arrumou seu quarto num aceno da varinha e saiu do mesmo dirigindo-se ao dos filhos para acordá-los. Há quinze anos era essa a sua rotina, acordar, acordar seus filhos, tomar café da manhã, leva-los para a escola e ir trabalhar...

Há quinze anos era assim, era feliz, mas sentia falta da sua antiga vida.

Para não perder mais um minuto com tais pensamentos resolveu acordar seus outros dois anjinhos. Abriu cuidadosamente a porta do quarto de sua filha e entrou, ficou bem surpresa com o que encontrou, o quarto estava coberto de flores, parecia um jardim, havia flores para todos os lados e o mais interessante, de todos os tipos. A morena sorriu carinhosamente para a filha adormecida na cama, ela era seu anjinho. Melinda era muito parecida com a mãe, mas Hermione podia ver alguns traços do pai, mas não se preocupava com isso, sua filha era muito especial, com um movimento da varinha fez com que as flores desaparecessem.

Melinda era muito carinhosa, amiga, às vezes se irritava facilmente, mas ela conseguia conquistar todos a sua volta, não havia quem não gostasse dela, fisicamente ela tinha seus olhos e a cor de seus cabelos, mas algumas expressões e o cabelo liso, ela herdara do pai, era uma mistura perfeita dos dois. Ficou com dó de acordá-la, mas ela não queria que se atrasassem para seus compromissos.

Sentou-se na cama da filha e lhe acariciou o rosto:

- Filha, está na hora de acordar – não demorou muito e se deparou com dois olhos castanhos olhando para ela. Melinda sempre acordara com facilidade, nisso era bem parecido com ela. Hermione viu que a filha olhara para o despertador e tentou-se cobrir um pouco, é claro que a filha adorava ficar um pouco mais na cama. – Vamos sua dorminhoca esta na hora de acordar. Temos muitas coisas para fazer. – a menina sorriu para a mãe

- Bom dia mãe – falou a menina sonolenta com um sorriso nos olhos – Eu sinceramente acho que esta muito cedo para acordar, então que tal mais meia hora?

- Nem pensar mocinha, hoje você tem escola e eu tenho que trabalhar. Tenho um caso muito importante para resolver então, levante sem demora! – Disse Hermione puxando a coberta da filha.

- Ok, já levantei, você já acordou o Max? - Perguntou Melinda indo em direção ao banheiro

- Não, estou me preparando psicologicamente para fazer isso, pois você sabe como é difícil acordar seu irmão.

- É, eu sei como é, mãe será que eu posso acorda-lo? Daí a senhora pode ir descendo e fazer o café isso já economiza bastante tempo não é? – sorriu diabolicamente, Hermione riu, sabia que a filha estava aprontando alguma coisa ela. Às vezes tinha um tom maldoso, o qual herdara do pai.

- Ok, eu vou terminar o café, mas não demorem muito e nem destruam a casa ouviu? Eu não posso me atrasar hoje de jeito nenhum está bem?

- Está, pode deixar não vamos demorar muito. – falou a menina dirigindo - se para o banheiro para se arrumar, enquanto isso Hermione saíra do quarto da filha acompanhada por Bichento, ela ouviu o chuveiro ser aberto e a filha a cantarolar. Sorriu consigo mesma, ela era um verdadeiro anjinho diabólico.

Desceu as escadas e viu o filho mais novo receber Bichento em seu colo e acariciá-lo. Hector estava rodeado de Ben10, Kevins e Gwens enquanto assistia entretido um episodio de seu desenho favorito. Sua vida não era perfeita, mas era maravilhosa na medida do possível.

Depois de arrumar-se, e ajeitar suas coisas para o colégio, Melinda foi até o quarto do irmão, abriu a porta encontrou-o na cama deitado de bruços dormindo. O sono não parecia ser muito calmo, pois ele estava se mexendo bastante, então acordá-lo não seria um pecado, sorriu maliciosamente a menina.

Ela adorava o irmão, mas em certos momentos ele lhe enlouquecia, especialmente quando ele se metia na sua vida amorosa e dava uma de irmão mais velho. Ele era somente alguns minutos mais velho que ela, mesmo com algum peso na consciência pegou os fones de ouvido do seu irmão e colocou-os nos ouvidos dele, quando tudo estava pronto apertou o play, foi tudo muito rápido, o irmão dera um pulo da cama e quase ficou grudado no teto.

O irmão virou-se e deu de cara com ela se acabando de tanto rir, demorou dois segundos e pulou da cama soltando um grito estridente:

- Melinda Halliwell você esta morta! – falou o rapaz bufando indignado

Hermione estava na cozinha e ouvira o grito de Max, sabia que agora a correria iria começar, suspirou olhando para cima:

- Por Merlim eles poderiam fazer menos barulho! – Continuou fazendo o café, ela adorava cozinhar, herdara isso da mãe, mas quanto a lavar a louça não gostava nenhum pouco. Quando as panquecas estavam quase prontas ouviu passos na escada e seus dois filhos entraram, Hermione sorrira para eles. Eram sua alegria e sua razão de viver. – Bom dia meninos, dormiram bem?

- Bom dia mamãe – disse Melinda toda feliz, é claro que não teve a mesma reação do filho.

- Bom dia Max, dormiu bem?

- Ahhh na real mãe estava dormindo muito bem até que um hipopótamo resolveu me acordar, e a delicadeza dela é de deixar qualquer um com inveja – falou o menino após sentar-se à mesa e começar a comer.

- Ahhh que fiasco mano, só por causa de uma musiquinha que eu coloquei gentilmente para te acordar...

- Musiquinha? Gentilmente? Você quase me deixou surdo! – exclamou indignado, vendo a irmã cair na gargalhada, já ia saltar para cima dela quando a mãe interveio...

- Ok crianças, vamos parar com isso, Melinda peça desculpas para o seu irmão, e Max não precisa levar tudo a serio, aceite que dessa vez você foi passado para traz. – recebeu um olhar fulminante do filho, mas não se intimidou – Mel vá chamar o seu irmãozinho.

- To aqui mãezinha... Bom dia mana – deu um abraço bem apertado na irmã que sorriu e deu um beijo na bochecha do pequeno – Bom dia mano – fez o mesmo ritual com o irmão e olhou para a expressão dele, viu que ele estava bravo, - Ahhh mano não fica assim toma aqui, pra você ficar feliz – Hector colocou o pedaço de bolo de chocolate que havia em seu prato no do seu irmão, não demorou muito para que Max abrisse um sorriso para o irmão.

- Bom dia cabeça de melão – após os comprimentos todos se sentaram a mesa e saborearam um delicioso café da manhã em família.

Após o café os gêmeos ficaram e arrumaram a cozinha para a mãe e foram ajeitar suas mochilas. Enquanto isso Hermione ficara lendo alguns relatórios sobre o caso que teria que defender naquela manhã, alguns minutos depois Max desceu as escadas com irmão nas costas e Mel carregando as suas mochilas.

- Mãe, estamos prontos, vamos? – Melinda já estava do seu lado esperando para irem. Hermione não notara seus filhos parados na sua frente, estava muito concentrada no caso e quando isso acontecia, era porque entrava de cabeça no caso. Melinda e Max começaram a rir, era sempre assim, ela sempre queria sair mais cedo, mas quase sempre saiam em cima da hora.

Quinze minutos depois Hermione suspirou e se alongou, olhou para os filhos e encontrou-os sentados na sua frente esperando, ela sorriu envergonhada e falou:

- Fiz de novo, não fiz? – seus filhos simplesmente balançaram a cabeça confirmando – Ok, vamos embora – pegou suas coisas e saíram de casa se dirigindo para o carro, entraram no carro e seguiram para a escola ao chegar os dois desceram do carro e Max foi até a janela da mãe.

- Hoje no final do dia, vai ter um amistoso com outra escola você vai vir não é mãe?

- É claro filho, talvez eu chegue um pouco atrasada, mas com certeza vou estar aqui com você – Deu um beijo no filho e logo a filha entrou em seu campo de visão.

- Não se preocupe mano, você vai se dar muito bem! – Hector disse com uma confiança inabalável.

- Obrigado pirralho – fez um carinho no irmão e foi para a calçada.

- Tente não se atrasar está bem? É muito importante para ele. Tia Sally disse que vai fazer o possível para chegar, ela estava preocupada com alguma coisa. – Mel sussurrou para a mãe.

- Como assim preocupada com algo, e quando você falou com ela?

- Hoje quando fomos buscar as nossas coisas ela estava com o msn ligado e falei com ela não me disse sobre o que mas disse que tinha que falar com a senhora.

Bom eu tenho que ir, tchau mãe, tchau maninho se comporta e boa sorte no caso mãe.

- Humm, pode deixar que eu farei o possível para não chegar muito atrasada, obrigada filha – esperou os filhos entrarem na escola e dirigiu-se para o trabalho, gostaria de saber o que a cunhada queria com ela.

ESCOLA DE MELINDA E MAX, IRLANDA, SEXTA.

Os corredores ainda estavam vazios por isso se conseguia circular por eles, as aulas só começariam dali meia hora, Melinda e Max se dirigiram para seus respectivos armários e largaram seus materiais. Dirigiram-se para o pátio central para esperar por seus colegas, Mel reparara que seu irmão estava particularmente quieto naquela manhã, coisa que não era do feitio dele, pois adorava implicar com ela. Por um momento começara a pensar que era por sua causa, por causa da brincadeirinha da manhã, como estava começando a ficar preocupada resolveu perguntar:

- Mano o que você tem? - Perguntou Melinda sentando-se no banco ao lado do irmão.

- Não sei do que esta falando, comigo esta tudo bem - Era um fato que Max não sabia mentir.

- Você sabe que não me engana eu conheço você muito bem, anda, me fala foi alguma coisa que eu fiz?

- Não... É que... Não é nada, esquece - Falou o irmão se levantando.

- Como não é nada, olha, eu sinto muito pela brincadeirinha de hoje de manhã, não fiz para te deixar chateado só estava brincando - Falou a menina envergonhada, resolveu olhar para cima e deu de cara com o rosto carinhoso do irmão.

- Eu sei que era uma brincadeira, e eu não estou muito chateado por isso, é que eu não dormi muito bem... - Falou o irmão sentando-se do lado da irmã - Eu tive um pesadelo como das outras vezes só que desta fez foi muito mais real.

- Me conta como foi, talvez eu possa ajudar, sempre prometemos que iríamos estar juntos em qualquer situação - falou a irmã sorrindo e encorajando o irmão.

- Está bem, lá vai, eu estava num campo todo verde, você estava comigo e estávamos felizes, em paz, porém de repente você soltou a minha mão e o campo ficou coberto de sangue. Um monte de corpos estava ao meu redor, você saiu correndo e eu tentei ir atrás, mas não conseguia te alcançar, comecei vendo pessoas serem mutiladas, sofrendo, - Max parou um pouco para tomar fôlego e resolveu andar um pouco, olhou para a irmã e percebeu que esta estava toda arrepiada - Parecia um verdadeiro inferno, tudo estava destruído, não havia nenhuma alma viva ao meu redor, você havia desaparecido. Então eu vi uma luz muito clara, branca, corri para tentar alcançá-la, mas não consegui ou não sei se eu consegui. Logo em seguida disso, você me acordou com aquela musica horrível, foi isso! Após relatar todo o sonho, sentou-se exausto no banco ao lado da irmã, e logo foi abraçado por esta, ficaram assim por alguns momentos, não era necessário falar nada, Melinda sabia como o irmão ficava quando tinha aqueles sonhos, ela só não entendia porque ele os tinha. Isso não era justo não com Max, nem com ela. Ela se afastou um pouco do irmão e olhou-o, viu que olhos dele tinham olheiras muito profundas, Mel ficou condoída, pois se preocupava muito com ele e odiava vê-lo daquele jeito. Max viu que ela ficara preocupada.

- Mel, não fica assim é como você falou, foi só um pesadelo, não dever ter nenhuma importância, você sabe como eu fico impressionado com pouca coisa - Tentando distrair a irmã.

- Como não é nada? Tia Sally disse que temos que ter cuidado com nossos sonhos e você sabe que sendo bruxos temos poderes, o que pode significar que o seu pesadelo pode vir a se tornar real.

- Nem brinca com isso, acho que não aguentaria viver num mundo daquele jeito.

- Temos que contar para alguém!

- Não! - Gritou Max assustando a irmã. - Se contarmos para a mamãe ela ficara preocupada e ela não precisa disso.

- Mas então vamos falar para a tia Sally, ela vai vir hoje ver o seu jogo.

- Vamos fazer assim, por enquanto não falaremos nada. Se eu tiver algum outro pesadelo, ai sim nós falamos, está bem? - Falou o menino esperançoso.

- Está bem, vai ser do seu jeito, mas só dessa vez - falou a irmã dando uma piscadinha. – Bom, chega desse baixo astral temos um dia muito importante pela frente, vamos indo que eu quero ainda passar na biblioteca, espero que os livros da Nora Roberts tenham chegado.

- Vamos - disse o irmão sorrindo para ela.

Os dois seguiram para os corredores da escola se preparando para começar, mas um dia de aula, eles não perceberam que atrás das arvores havia uma sombra negra que ficara vigiando-os o tempo todo, fizera isso tentado descobrir o máximo de informações possíveis, essa figura negra tinha olhos medonhos completamente frios e seu sorriso era diabólico.

- Hum, o pesadelo vai começar novamente - disse a sombra soltando uma gargalhada horrenda e desaparecendo logo em seguida.

ESCRITÓRIO DE HERMIONE HALLIWELL, SEXTA

Entrara na sua sala ansiando por uma cadeira, tinha ido deixar o filho na creche e fora direto para o tribunal e somente voltara agora, até àquela hora tivera três casos e em todos, ela conseguira fazer acordos que beneficiassem seus clientes, fora esses três casos da manhã ela não tinha nada até à tarde, graças a Merlin, pois estava exausta. Largou a sua pasta e sentou na sua cadeira para relaxar. Ela adorava o emprego, mas gostava mesmo era de dar aulas, sempre tivera esse sonho, de após se formar em Hogwarts começar a lecionar lá e ver seus filhos aprendendo o que ela e seus amigos aprenderam junto com os filhos de Harry e Rony.

Seus amigos... Fazia 15 anos que eles não se viam, como sentia falta deles, ela abriu a terceira gaveta da sua mesa e de lá tirou um quadro que tinha a foto de três jovens, felizes, rindo, eram adolescentes inocentes naquela época, eles jamais imaginavam o rumo que suas vidas tomariam, eles juraram que sempre estariam um do lado do outro, mas isso não foi possível.

- Harry, Rony, como sinto a falta de vocês rapazes, queria poder estar ai com vocês, como nós prometemos - Era raro Hermione pensar no passado. Na realidade ela tentava não pensar para não se machucar, mas hoje depois do pesadelo que tivera ela estava com a mente nos amigos, ela queria saber se estava tudo bem com eles o que estavam fazendo. Quinze anos era muito tempo, ela ainda se lembrava do dia em que contara a verdade para os amigos.

- Inicio da Lembrança-

Quinze anos atrás, Toca, Hermione, Harry, Rony e Gina estão reunido na sala da família Weasleys.

A sala estava quieta Hermione acabara de jogar uma bomba enorme nos dois melhores amigos. Gina estava com a mão em cima do ombro dela para lhe dar apoio, pois sabia que isso não seria nem um pouco fácil e a amiga poderia vir a desabar num instante, não é todo dia em que alguém diz para seus melhores amigos que esta grávida e ainda por cima de um traidor.

- Harry, Rony digam alguma coisa, qualquer coisa, eu sei que isso não era o que estavam esperando, mas eu não... - ela não teve coragem de continuar a frase, ela podia ter evitado isso, mas ela não queria. Ela precisava dele e vice versa, mas isso é claro ele nunca admitiria.

- O que agente pode falar Mione estamos chocados, enojados, por Merlim você está grávida e ainda por cima do Snape - falou Harry saltando da poltrona onde estava sentado - Isso é repugnante, ele matou Dumbledore, ele é um traidor, ele sempre nos odiou, fez das nossas vidas em Hogwarts um inferno.

- Eu sei Harry, eu sei de tudo o que ele fez, e não o defendo, mas ninguém manda no coração, e vocês sabem que eu não acredito que ele tenha matado o professor Dumbledore, você mesmo disse Harry que ele estava muito debilitado, eu...

- Não tente justificar os atos dele Hermione ele é um assassino - falou Harry exasperado não podia acreditar que a sua "irmãzinha" tivesse se apaixonado por um crápula, por uma cobra. – Não, eu não aceito isso Hermione, isso é loucura - O lustre acima dos jovens explodira em milhões de pedaços, os poderes de Harry estavam começando a se descontrolar. Hermione viu a cara do amigo e se sentiu despedaçada sabia que teria que tomar uma decisão, mas não queria e nem podia ficar sem seus amigos, eles eram o seu mundo.

Gina se colocara na frente do namorado e fizera ele se sentar de volta a poltrona.

- Harry calma não vai adiantar nada você ficar assim, já aconteceu, o que devemos fazer é pensar em como vamos manter isso em segredo, pois não se esqueça de uma coisa: Hermione esta em perigo mais do que eu mesma, se Voldemort souber que ela está grávida, ele virá atrás dela para atingi-lo, - a ruiva fez uma pausa para poder respirar e voltou a falar - Isso no final pode ser alguma coisa boa, se Snape amar Hermione ele pode se entregar e entregar os planos de Voldemort, e ai poderemos juntar as nossas forças, para destruir esse ser desprezível de uma vez por todas.

Harry olhou para o rosto da mulher que amava e ficou pensando em suas palavras, ele se lembrava que após eles terem conseguido todas as façanhas que eles conseguiram desde que entraram na escola, eles haviam prometido que sempre estariam juntos para o que der e vier e se sentiu envergonhado. Ele sabia que o amor podia fazer com a pessoa, ele tirava toda a sua força do seu amor por Gina e por seus amigos.

Foi para frente da amiga que para ele era como uma irmã, não era assim que se tratava a família, abraçou-a, sentiu a amiga se largar nos seus braços e começar a chorar como se fosse uma criança.

- Shuuii, esta tudo bem Mione vamos resolver isso juntos, sempre resolvemos nossos problemasassim, sempre estaremos aqui para te ajudar, como uma família - Falou o moreno no ouvido da amiga e sentiu-se ser abraçado mais forte ainda, viu pelo canto de olho que o ruivo se levantara da cadeira em que estava. Estava estranho durante toda a conversa não falara nada, o que será que se passava na cabeça dele.

- Rony? - perguntou a morena com medo da reação do amigo, mas ficou confusa com o sorriso nos lábios dele.

- Não se preocupe comigo Hermione, eu jamais lhe abandonaria numa situação como essa, eu vou sempre ser seu fiel escudeiro, vou estar sempre com você, prometo - Falou o ruivo olhando seriamente para a morena, ele estava magoado, mas o que poderia fazer, eles já não eram mais tão crianças e tinha coisas mais importantes, a amizade era uma delas. Hermione não cabia em si defelicidade, seus amigos apoiariam, não importava o que acontecesse.

- Fim da Lembrança-

Hermione suspirou longamente muitas vezes se sentia sozinha, desamparada. Ela nunca imaginou que suas decisões a levariam para tão longe de seus sonhos, de seus amigos, do seu passado, fazendo-a chegar num país completamente desconhecido, se não fosse por Thomas e Sally ela não saberia o que teria acontecido com ela e com seus filhos. Sentia a falta de seus amigos, mas tinha medo de voltar, já fazia tanto tempo será que seus amigos a perdoariam?

Hermione resolveu parar de trabalhar e ir almoçar, guardou a foto dos amigos na gaveta e fechou sua sala, ela não reparou que uma coruja branca pairava no ar, do lado de fora da sua janela, como se estivesse procurando alguma coisa ou alguém, essa coruja faria com que ela desse uma virada na sua vida, as coisas novamente iriam mudar.

ESCOLA DE MAX E MELINDA – HORA DO ALMOÇO, SEXTA

Estava tudo mais calmo agora, depois que Max se abrira com a irmã ele voltara a ser o de sempre, mas ainda estava nervoso por causa do jogo seria somente um amistoso, mas seria a primeira vez que ele jogaria sem ter o pai presente, Thomas sempre treinara junto do filho, sempre lhe dando vários conselhos e agora quando mais precisava dele ele não estava presente, Max muita vezes sentia-se sozinho, é claro que tinha a irmã para lhe ajudar, mas não era a mesma coisa, suspirou resignado e pegou sua mochila para ir almoçar com ela e com os amigos, mas uma voz o deteve.

- Se ficar com essa cara tão séria as pessoas vão começar a se assustar – disse uma mulher com longos cabelos pretos, lábios bem carnudos e um olhar enorme e penetrante, parecido com o da irmã – Ora que eu saiba a pensativa da família era a Melinda.

- Tia Sally, que saudades – Max não acreditou que a tia estava ali, sem demorar muito abraçou a tia com todas as forças que tinha – Que bom que está aqui tia estávamos com muitas saudades de você.

- Hehe, eu sei querido também estava com muitas saudades dos meus sobrinhos favoritos – piscou à morena.

- Tia, somos os seus únicos sobrinhos.

- Por isso mesmo é que são meus favoritos - ela deu uma risada - E então, o que tem feito nesse tempo em que eu estive longe?

- Ahh, nada de muito interessante, só estudando, tentado me manter fora das encrencas – Falou o menino com um sorriso debochado.

- Quem é você e o que fez com o meu sobrinho?

Max riu ao ouvir a tia.

- Só estou tentando me manter a linha para que a mamãe não pire – Disse o menino sorridente

- Ahhh, esse é o meu sobrinho, falando nisso onde esta minha sobrinha, estou morrendo de saudades dela.

- Ela ainda esta na aula, provavelmente tirando alguma duvida de ultima hora com os professores.

- É bem típico da sua irmã, nisso ela puxou a mãe, mas você também se da muito bem, assim como seu pai.

- É, eu sei, sou demais sem me esforçar muito!

- E também é muito convencido – Falou a tia rindo com o sobrinho.

Enquanto eles conversavam Mel acabara de sair da aula e ao se dirigir para o pátio, avistou os dois. Resolveu lhes dar um susto, foi chegando de mansinho, nenhum dos dois a tinha visto. Isso seria perfeito. Estava quase lá mais um centímetro...

- Nem pense em fazer isso Melinda Halliwell – Disse a tia virando-se de repente para a sobrinha – Que coisa mais feia menina, você ia nos dar um susto? – Falou Sally fingindo que estava brava com a sobrinha, mas estava fazendo de tudo para não cair na gargalhada, não aguentou por muito e começou a rir da cara surpresa da sobrinha.

- Também estava com muitas saudades tia – Jogou-se nos braços da tia – Chegou há muito tempo?

- Não acabei de chegar, e ai, vamos almoçar ou você tem que inventar uma formula para salvar o mundo?

- Haha, muito engraçado, sabia que ser inteligente não é nenhum crime, é uma virtude – Falou muito seria, mas logo apareceu um sorriso nos seus lábios o que foi seguido por varias risadas da tia e do irmão.

- Ok, minha cientista favorita vamos almoçar, ou vocês não terão forças para aguentar a escola – Os três saíram e se dirigiram para almoçar.

RESTAURANTE – 12:00

Hermione e seus filhos sempre almoçavam no mesmo restaurante, pois era muito corrido o tempo dela de almoço, ainda bem que havia um restaurante maravilho na frente do colégio dos filhos. A morena estava olhando o cardápio quando sentiu o filho lhe puxar e olhou para onde ele apontava. Não demorou muito para que o menino saísse da cadeira e corre-se ate a tia.

- Tia Sally, que saudades!

- Meu Deus quem é esse menino enorme? Onde esta o meu pequeno príncipe. – Abraçou o sobrinho dando risada, o levantou do chão e colocou-o no colo.

- Sou eu mesmo tia só que eu cresci. Você é que não tem vindo me ver – Disse o menino fazendo um beicinho.

- Ahh, eu sei querido, mas agora a titia esta aqui, vamos almoçar? – não precisou falar mais nada, pois o pequeno pulara do seu colo para ir correndo para a mãe, Sally levantou uma sobrancelha – Esfomeado como o pai.

- Sally como você esta? – Disse Hermione se levantando e abraçando fortemente a cunhada.

- Estou bem, um pouco cansada, dei a minha aula pela manhã e como não tinha mais nada previsto, resolvi pegar os garotos na escola. Como sei que vocês sempre almoçam aqui, resolvi traze-los, é claro que pedi autorização para a secretaria, não se preocupe eu não os sequestrei - falou Sally rindo e abraçando a cunhada. Fazia muito tempo desde que haviam se visto, ela sentira falta da família.

- Isso seria muito engraçado Sally, é bom te ver, sentimos muito a sua falta.

- É, eu também! Então vamos nos servir?

- Vamos – Falaram todos juntos. Foi um almoço maravilhoso, um almoço em família como há tempos não tinham, aproveitando assim para matar a saudade.

- Tia você vai ao meu jogo?

- É claro que eu vou meu querido, e não vou deixar a sua mãe se atrasar – Falou baixinho para a cunhada não ouvir, mas não adiantou.

- Olha quem falando, quem é que sempre tinha que te acordar quando você era adolescente? Quem é que chegava sempre atrasada na aula? – Perguntou a morena com cara de desdém para a cunhada.

- Ok, acho melhor pararmos por aqui, vamos comer a sobremesa? – Recebeu um sim dos três sobrinhos – Então vão lá e peguem para nós, pois eu tenho que falar com a mãe de vocês! – Ela viu os três correndo para o Buffet de sobremesas, sorriu consigo mesma, eram crianças adoráveis e espertas. Ela percebeu que a cunhada estava olhando para ela.

- A Mel disse que você estava preocupada hoje de manhã, aconteceu alguma coisa?

- Bom é que aconteceu uma coisa bem estranha hoje de manhã, com o livro. Eu o vi Mione, ele falou comigo e fiquei muito preocupada com o que ele falou. Acho que vamos ter problemas em breve. – Vendo que os sobrinhos estavam voltando – Eu falo melhor com você mais tarde pode ser?

- Claro sem problema – Hermione deixou o assunto quieto, pois ali não era hora nem momento para aquela conversa.

- Ahh, antes que eu me esqueça, o Hector pode passar a tarde comigo?

- Pode sim, ele vai adorar! daí Nos encontramos no jogo? – Recebeu um aceno positivo da cunhada. Os meninos chegaram e lhes entregaram a sobremesa, ela ajudou o seu pequeno a comer já que esse adorava se sujar.

- Filho o que você acha de passar à tarde com a sua tia?

- Obaaa, eu vou passar o dia com a minha tia! – A felicidade de Hector era contagiante, eles terminaram de comer, e se despediram da mãe, que foi para o seu trabalho, ela estava quase chegando ao escritório quando sentiu um arrepio por todo o seu corpo, virou-se, mas não viu nada, verificou se a sua varinha estava no bolso, e entrou no prédio.

Ela não vira que uma pessoa com uma longa capa preta a observava. Com um sorriso diabólico no rosto.

Sally, já dentro do carro com os sobrinhos, também sentira um arrepio e olhou para os lados, não viu ninguém, encaminhou-se para a escola dos mais velhos e largou-os lá, após se despedirem, foi com o pequeno Hector para a sua casa para passar o dia com ele, mas ela ainda estava com um mau pressentimento.

ESCRITÓRIO DE HERMIONE, IRLANDA

Após o almoço ela voltara para o escritório para terminar seus processos, assim que chegou seu chefe a chamou para conversarem, Hermione achou estranho, pois era raro ser chamada na sala do chefe. Bateu na porta e entrou na sala.

- Olá chefe queria me ver?

- Sim, sente-se, por favor. Hermione, você esta há uns dez anos conosco e seu trabalho vem melhorando cada dia mais. Dá para notar que você gosta muito do que faz, pois o seu trabalho é feito com muita paixão e devoção e por isso temos muito orgulho de você.

- Obrigado senhor, desde que entrei na empresa venho tentando dar o meu melhor e devo isso ao senhor que me ofereceu um emprego.

- Bom, eu sei que você pode ir muito mais além, por isso eu lhe farei uma oferta, mas não precisa responder agora, você terá um tempo para pensar e depois você me comunica a sua decisão tudo bem?

- Tudo bem, pode falar.

- Eu gostaria que você torne-se sócia do escritório, você teria todos os privilégios que eu tenho, é uma grande oferta e isso não acontece duas vezes.

- Senhor eu não sei o que dizer, eu...

- Lembre-se que você tem tempo para pensar, não precisa responder com urgência, vá para a sua sala termine suas tarefas, você tem até o final da semana para me comunicar a sua decisão, espero que decida aceitar, pois adoramos ter você aqui conosco, é uma ótima profissional.

- Obrigado senhor, pela oportunidade que esta me dando, com licença.

Hermione saiu da sala do chefe e foi direto para a sua sala, ao entrar se jogou no sofá e deu um longo suspiro, estava radiante, o seu chefe lhe oferecera um cargo como sócia da empresa, era tudo o que ela queria, estava muito feliz ,seus filhos também ficariam muito felizes, seus amigos...

Seu pensamento foi interrompido por um leve bater na janela, Hermione olhou para frente e deu de cara com uma coruja branca tentando entrar em sua sala de qualquer maneira ela começava a bater incessantemente. Hermione estava em choque, não podia acreditar no que estava vendo, deu um pulo do sofá e abriu a janela. A coruja branca voou para dentro e descansou no computador. Hermione foi até ela e a acariciou, a coruja retribuiu com o balançar da cabeça.

- Edwiges, o que você esta fazendo aqui? Como me achou? – O único som que saiu da boca foi um pio saudoso, fazia muito tempo que não via a coruja de Harry – Tem alguma carta para mim?

Nas patas da coruja havia um envelope amarrado. Desamarrou e sentou-se para abri-lo. Estava apreensiva com o seu conteúdo. Edwiges ao se ver livre da carta, saiu pela janela. Hermione abriu e logo de cara reconheceu a letra de Gina, sua melhor amiga, como estava com saudades dela, se acomodou na cadeira e passou a ler a carta.

Querida amiga,

Eu espero que Edwiges consiga achá-la dessa vez, pois infelizmente nas outras ela falhou. Mas eu ainda não desisti, nem Harry e nem Rony, todos sentimos muitas saudades de você. Não posso acreditar que já faz quinze anos, sentimos tanto a sua falta.

Gostaríamos que você voltasse para nós, temos tantas coisas para contar uma para outra, não seria ótimo que os nossos filhos pudessem crescer juntos? Vamos amiga, já faz tanto tempo, já está mais do que seguro para você voltar sem causar alguma suspeita, o que você acha?

Tenho uma proposta de trabalho para lhe fazer, acho que você vai gostar. Estou pensando em abrir um escritório de advocacia tanto para bruxos como para trouxas, o que você acha? Não seria ótimo estarmos todos juntos novamente? Como estão, Sally, Hector e os gêmeos?

Daqui a algumas semanas vai ser o aniversário de James, dá para acreditar que seu afilhado esteja completando quinze anos? Gostaria que vocês estivessem presentes, se isso acontecesse seria uma coisa maravilhosa. Quinze anos é muito tempo e não esqueça de que somos a sua família e morremos de saudades suas. Esperamos a sua resposta e que ela seja positiva, está bem? Amamos-te muito!

Da sua irmã e melhor amiga,

Virgínia Potter

Hermione estava em choque não sabia o que dizer... Finalmente depois de tanto tempo, Gina conseguira achá-la provavelmente o feitiço que fizera expirara era a única resposta que conseguia chegar naquele momento, não conseguia pensar em mais nada, juntou suas coisas e resolveu ir para casa descansar um pouco e ir depois ao jogo do filho e poderia conversar tranquilamente com Sally.

Parou por um instante na garagem, será que Sally sabia alguma coisa sobre a carta de Gina, ela não teria como saber a não ser... - Hermione parou ansiosa - não Sally não teria feito isso, ela jamais trairia a sua confiança, ela tentou ainda tirar esses pensamentos da cabeça, mas não conseguia, algo dizia a ela que Sally tinha culpa no cartório.

Chegou a casa e abriu a porta, foi direto para o quarto tomar outro banho e descansar um pouco ainda era 16h30min tinha muito tempo para começar a se preocupar, agora naquele momento ela só queria relaxar.

MANSÃO DE SALLY HALLIWELL

Ela estava terminando de ajeitar a bagunça que fizera com o sobrinho, fora uma tarde maravilhosa, fazia tempo que não se divertia tanto. Já havia terminado tudo quando ouviu um alarme tocar, ela se assustou. O alarme vinha do sótão, procurou Hector com os olhos e viu-o olhar para ela surpreso.

- Hector fique aqui e não se mexa ouviu? Eu já volto! – Deixou o menino protegido com os cristais e subiu correndo até o sótão. Ao chegar em frente ao sótão, ela viu a porta arrombada, entrou silenciosamente e viu um demônio sendo repelido pelo livro. O demônio ia fazer mais uma investida no livro, ela decidiu que era hora de agir.

- Pode tirar essa mão cheia de garras do livro das sombras. – O demônio se virou para ela e sorriu diabolicamente, ele tentou investir para ela, mas ela fora muito mais rápida, os dois começaram a lutar: socos, pontapés, bolas de foco (ufa passou perto) ela já estava ficando exausta, estava na hora de dar um basta naquilo, se colocou de frente para o demônio:

- Desculpa, mas hoje não é o seu dia, - Pegou uma das armas que havia no sótão e lançou no monstro, que virou pó, ela sorriu cansada, já não tinha mais quinze anos olhou para a porta e viu o sobrinho com os olhos arregalados, suspirou. Hermione iria mata-la. – Vem Hector vamos tomar um lanche, você vai me ajudar a corrigir os trabalhos de transfiguração. – o menino não fez nenhuma objeção e desceu com a tia.

Ela lecionava transfiguração e outras matérias em Beauxbatons a escola de bruxaria somente para meninas, graças ao Torneio Tribruxo no seu quarto ano, ela entrara em contato com Madame Máxime, a Diretora da escola, e conseguira uma vaga assim se formasse na escola. Ela se lembrava muito dos tempos de escola e sentia falta de poder fazer loucuras com as amigas e com o irmão. A guerra mudara a vida de todos. Foi ate à estante e pegou um porta-retratos onde tinha uma moça de 21 anos numa cama de hospital segurando um embrulho pequeno, porém podia se ver os movimentos e não demorou muito para que a toquinha saísse da cabeça do bebê e podem-se ver lindos cabelos loirinhos. Sally ainda se lembrava da primeira vez que pegara a filha no colo, fora maravilhoso, mas há muito tempo desistira daquela sensação maravilhosa. Colocou Hector sentado na cadeira ao seu lado e ficou corrigindo os trabalhos.

Logo foram interrompidos por uma coruja branca que entrou pela janela da cozinha lhe entregando uma carta. Sally ergueu uma sobrancelha e abriu-a.

Querida Sally,

Fico muito agradecida que você tenha contado para mim onde Hermione e os gêmeos estão espero que isso não cause muitos problemas para você, já enviei a carta para Hermione, espero que ela aceite a minha proposta. É claro que você esta convidada também, sentimos muita a sua falta.

Tente convencer a nossa amiga, faça-a deixar de ser tão cabeça dura, contamos com a sua ajuda. Se precisar de alguma coisa é só me avisar.

Um grande beijo.

Virgínia Potter

Bom isso sim era interessante, Hermione provavelmente já recebera a carta de Gina, é ela estava encrencada, mas ela sabia o que estava fazendo ou achava que sim, agora tentar convencer a cunhada que a intenção era boa ia ser difícil. Olhou para o relógio da cozinha e vira que estava quase na hora do jogo do sobrinho começou a se preparar para sair, sabendo que a amiga poderia perder a hora resolveu passar na casa da cunhada.

CASA DOS GRANGER HALLIWELL.

Chegou à casa da cunhada entrou com a chave reserva embaixo do tapete de entrada, estava tudo apagado, ela acendeu a luz e falou:

- Hermione você esta ai?

- Estou aqui em cima estou terminando de me arrumar.

Sally subiu a escada com o sobrinho no colo ele acabara dormindo durante o trajeto, fora um dia muito agitado para ele. Entrou no quarto da cunhada e encontro-a no banheiro, depositou o sobrinho na cama e falou:

- Oi cunhadinha, tudo bem?

- Tudo ótimo, maravilhoso por enquanto, você não vai acreditar em quem me escreveu! – Disse Hermione sarcasticamente

- Hum, quanto suspense quem foi que escreveu para você? – Perguntou Sally se fazendo.

- Ahh uma pessoa do nosso passado, uma pessoa com que eu não falava a mais ou menos quinze anos. Gina Potter, lembra-se dela? – Disse Hermione fuzilando a cunhada.

- Tá Hermione, vamos parar com isso, - Ela suspirou - Eu confesso eu mandei uma carta para a Gina. - Falou Sally dando-se por vencida, tapou os ouvidos para aguentar o sermão que viria.

- E você pode me dizer por que cargas d'águas você fez isso sem me consultar? Isso não diz respeito somente a você Sally diz respeito a mim e aos meus filhos, se não tinha me comunicado com Gina é por que eu tinha um bom motivo.

- E que motivo bom era esse? Hermione você tem fugido há quinze anos, está certa que no inicio você tinha razão em tentar se esconder, mas agora já não há mais necessidades disso podemos retomar as nossas vidas.

- Eu sei que não há mais perigo, mas não é fácil Sally, você sabe que ele ainda esta por lá. Ele pode perceber, pode vir a descobrir a verdade e isso eu não quero. – Falou a amiga exasperada se sentando na cama.

- Hermione mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer, a verdade vai se revelar, e você sabe que quanto mais cedo melhor, pois a mentira quando é descoberta machuca muito. Só estou tentando ver o que é melhor para as crianças, eu só quero que eles sejam felizes, você não quer isso?

- É claro que eu quero o melhor para eles é só isso que me importa. Ahh... não sei se essa é uma boa ideia, não sei o que fazer, ganhei uma promoção hoje, querem que eu seja sócia, o que você acha?

- Por Merlin, que boa noticia, parabéns! Você merece Hermione. E quanto ao nosso outro dilema podíamos fazer assim, nós vamos para o aniversário do filho da Gina, ficamos alguns dias só para matar as saudades e depois decidimos o que fazer, o que acha? – Respirou fundo para recuperar o fôlego, estava cruzando os dedos para que a amiga aceitasse a ideia dela.

- Até que não é uma má ideia, eu vou pensar, mas não estou prometendo nada.

- Eba, você é demais eu já te disse isso hoje?

- Você sempre consegue o que quer não é?

- Na maioria das vezes – Deu um sorriso – Agora que estamos em paz novamente eu tenho que te contar uma coisa. Aconteceu hoje a tarde. Quando estávamos lá em casa um demônio tentou roubar o livro – Ela viu o rosto da cunhada ficar sem cor nenhuma – Fique calma, o Hector ficou na sala protegido pelos cristais. Eu o destruí, mas o que me preocupa é que foi fácil de mais, ele não fez muito esforço para me derrotar, como se estivesse me testando.

- Você se machucou? – Perguntou Hermione.

- Não, só um arranhão, porém já me curei, ainda bem que sou metade bruxa e metade anjo.

- Isso é verdade, me lembro de você sempre poder nos curar, o que Thomas falou para você hoje de manhã?

- Não temos tempo para isso agora, mas eu lhe prometo que lhe conto hoje quando eles estiverem dormindo, vamos termine de se ajeitar para irmos para o jogo.

Hermione simplesmente confirmou com a cabeça e voltou para o banheiro, ela não estava nenhum pouco tranquila, mas por hora resolveu esquecer o incidente.

Ao chegarem à escola os portões estavam sendo abertos para os pais e amigos entrarem. A quadra estava lotada, todos estavam muito animados mesmo sendo somente um amistoso, todos estavam com os nervos a flor da pele, o time de Max estava reunido no vestiário esperando pelo técnico para dar umas ultimas orientações sobre o time adversário, Max ainda não tinha visto nem a mãe nem o irmão, sabia que ela viria só esperava que ela não demorasse muito. Viu sua irmã na porta do vestiário chamando por ele.

- Oi mano, e ai, nervoso? – Perguntou Melinda.

- Um pouco, mas tenho certeza que vai dar tudo certo, eu espero. – Respondeu Max

- Ahh, não se preocupe com isso você joga muito bem e sabe disso, só tem que ir lá e arrebentar.

- Valeu mana! E ai, já viu a mamãe, o mano e a tia Sally?

- Ainda não, mas eu vou procurar por elas e já as trago aqui.

- Não, vai ficar muito idiota a nossa mãe vir aqui no vestiário masculino.

- Hum, tem toda a razão então vamos lá procurar por elas.

- Ok, só espera um pouquinho - Pegou os tênis e saiu do vestiário com a irmã. Estava muito cheio a quadra, muitas pessoas estavam sentados no chão ou de pé, Max e Melinda ficaram parados procurando pelas duas, mas não havia jeito nenhum de enxergá-las.

- É, essa foi uma ótima idéia, com esse povo todo vamos acha-las facilmente - falou a menina bufando.

- Não tem problema Melinda. Eu tenho certeza que elas não vão faltar. - sorriu chateado para a irmã, sabia que não precisava se preocupar, mas queria dar um abraço nelas pelo menos - Bom eu tenho que ir, depois agente se vê - Abraçou a irmã e já estava indo para dentro quando ouviu uma voz atrás dele.

- E nós não ganhamos nenhum abraço do melhor jogador do time? - Falou Hermione sorrindo para o filho, do lado dela estava Sally segurando Hector Max abriu um grande sorriso e voltou correndo para a mãe. - Achou mesmo que não estaríamos aqui para ver o jogo? Você podia ter um pouquinho mais de fé em nós. - falou Hermione recebendo o filho nos seus braços.

- Eu só achei que vocês não conseguiriam, por causa do transito e tudo mais. – Falou o menino emocionado.

- Max sinceramente nem mesmo o fim do mundo poderia nos impedir de vermos esse jogo, e não precisamos do carro, pois somos bruxos, é ainda mais fácil aparatar é claro que não fazemos mais isso, pois estamos numa cidade completa de trouxas, mas às vezes a gente quebra algumas regras. - Falou Sally abraçando o sobrinho - Agora quero que me escute bem, sei que está nervoso, seu pai também ficava quando tinha algo importante para fazer, mas eu tenho certeza que você vai se sair bem, e aposto com você que será 5 a 0, e vai fazer quatro, um para cada um de nós o que você acha?

- Hehe, eu acho legal, mas isso pode vir a ser impossível, mas farei o meu melhor. - Disse o menino sorrindo para as mulheres de sua vida.

- Mano, boa sorte! – Disse Hector se atirando no colo do irmão.

- Obrigado maninho.

- Vai dar tudo certo Max não pense em vencer, pense em se divertir, é melhor assim, eu tenho muito orgulho de você querido, agora vai lá e arrasa - Depois de falar todos se abraçaram e Max foi para o vestiário, as três seguiram para a arquibancada. Seria um jogo muito interessante.

SÁBADO DE MANHÃ, IRLANDA, CASA DOS GRANGER HALLIWELL.

Fora uma noite muito interessante Sally previra que o time de Max ganharia de 5 a 0, mas na verdade ela errara por um ponto, sim os Titãs venceram de 6 a 0, no fim do segundo tempo Max fez mais um em homenagem ao pai. A festa foi grande todos ficaram muito felizes, pois isso significava que o time estava unido, prontos para tudo. Hermione estava tomando um chocolate quente, pois não conseguira dormir muito bem na noite passada não poderia dormir depois do que conversara com a cunhada, ouviu um barulho na porta e se dirigiu para a sala. Viu o filho entrando bem devagarzinho, como se precisasse disso.

- Oi filho e ai a noite foi boa?

-Aiii mãe que susto, achei que estivesse dormindo.

- Acordei agora quer um chocolate quente?

- Quero sim, estou com fome.

- E então como foi à festa?

- Ahh, foi legal, Melinda já chegou? - perguntou o menino tentado sair do assunto da vez o que não passou despercebido pela mãe.

- Ah, sim ela chegou ontem ainda, disse que estava muito cansada por isso não quis ficar na festa, tem certeza que estava tudo bem na festa Max?

- Claro que tenho mãe para de ser paranoica, eu só estou um pouco cansado, na real muito cansado, obrigado pelo lanche, eu vou dormir, ok?

- Ok pode ir descansar, parabéns pelo jogo filho.

- Brigado mãe - Após dar um beijo na mãe subiu correndo para o quarto olhou para a porta do quarto da irmã, mas não entrou. Chegou ao seu quarto, tomou um banho e se deitou, estava exausto a festa tinha sido muito boa, mas não para eles, queria falar com a irmã, mas estava exausto. Deitou-se na cama e a ultima coisa que viu foi bichento deitando-se aos seus pés.

Continua no próximo episódio...

"Mal feito, Feito"

N/A: Olá meu povo tudo bem? Espero que gostem desse capitulo, sei que somente algumas coisas mudaram na fic mas ao decorrer muitas outras vão mudar então por favor me acompanhe.

A e sem querer pedir, mas já pedido façam uma escritora feliz e comentem ok?

Bjusss