Avisos: Essa fic não tem fins lucrativos, e os personagens não me pertencem, mas a junção do mundo de Harry Potter, Charmed e OTH sim, se quiser utilizar algum desses personagens me avisem.
RESPOSTA AOS COMENTÁRIOS
KARINEPIRA – Oi linda tudo bem? Que bom que tu gostou das escolhas dos personagens. Eu adoro o Sev como Reeves. Eu posso demorar um pouco para postar, mas vale a pena esperar as mudanças serão para melhores, aguardo seus comentários.
Caros leitores agradeço por colocarem a minha fic, nos seus alertas, isso significa muito para mim se não for pedir muito poderiam fazer um comentário, pode ser pequeno, só um OI já basta.
Boa leitura.
"Juro Solenemente não fazer nada de bom"
Capitulo 2 – Famílias e Batalhas
MANSÃO DAS HALLIWEL, IRLANDA, UMA SEMANA DEPOIS.
Uma semana havia passado desde que o livro sofrera uma tentativa de roubo, não havia ocorrido mais nenhum incidente desse tipo, mas Sally não estava tranquila, algo lhe dizia que logo teriam mais problemas e ainda por cima estava muito intrigada com o que o irmão lhe falara, a semana fora tão corrida que não havia tido tempo para conversar melhor com Hermione. Tentando se distrair resolveu fazer um bolo já que a cunhada e os sobrinhos passariam o final de semana com ela. Ela passou a mão na parede onde tinha uma marca escura, lembrava-se muito bem dos demônios que derrotara ali naquela cozinha. Por Merlin, sentia muita falta dos pais e do irmão. Tentando afastar a tristeza sacudiu a cabeça e voltou para o bolo. Meia hora depois a campainha tocou, Misty correu para abrir a porta, Sally sorriu, a elfa adorava as crianças.
- Sobrinhos da mestra, sejam bem vindos – Misty os deixou entrarem e esperou para pegar os casacos.
Sally quase foi para o chão com o abraço em grupo dos sobrinhos.
- Estávamos com saudades tia!
- Eu também Mel, sinto muito não ter aparecido, mas é que estava cheia de provas para corrigir, mas esse final de semana seremos só nós. Agora vão brincar lá em cima, mas sem destruir a casa ouviram? – Não demorou muito para os três subirem e Hermione se jogar no sofá, ela parecia aflita, ela sempre fora a mais calma das duas, alguma coisa não estava certa e Sally odiava ter razão – Misty fique com eles para que tudo ocorra bem.
- Sim, mestra. – Em um estalar de dedos a elfa já estava lá em cima.
-Hermione, agora que estamos a sós você pode me dizer o que esta acontecendo com você?
- Eu não sei o que está acontecendo com eles. Depois do jogo eles foram à festa na casa de uma colega. Melinda voltou às 23h00min, muito aérea, disse que estava com muito sono e com dor de cabeça, por isso não ficou mais na festa. Ela tomou um banho e subiu, esperei um pouco mais e subi para ver como estava. Tenho certeza que a ouvi chorar no quarto e quando Max chegou percebi que estava muito nervoso, todas as luzes estavam acesas e mesmo assim ele se assustou quando falei com ele. Tentei conversar com ele sobre a festa, mas não quis papo, foi para o quarto e ficou por lá, a semana inteira eles não tocaram no assunto e sempre que eu tento fogem, eu não sei mais o que fazer Sally... Eu preciso da sua ajuda.
- Não se preocupe Hermione vamos dar um jeito nisso, eu prometo – O rosto de Hermione era tenso e cheio de olheiras, fazia muito tempo que não via a cunhada ficar desse jeito – Mais alguma coisa?
- Quero saber o que o seu irmão disse para você naquele dia.
Sally suspirou e falou:
- Thomas disse que estava chegando a hora das Encantadas despertarem, que o livro deveria ser passado adiante e que um grande mal do passado iria voltar, e em seguida, desapareceu.
- Mas como é possível que elas despertem? – Disse Hermione se levantando do sofá. – Lembro que na profecia de Melinda Warren falava-se em três irmãs, e na nossa família não temos isso.
- Eu não sei, mas foi isso o que o meu irmão disse. Para falar a verdade até que o poder das três poderia existir, afinal temos Max, Melinda e... Meg, eles podem ser as Encantadas.
- Isso não está acontecendo, quando é que esse pesadelo vai acabar? – Fala Hermione se levantando.
- Calma Mione, sei que está tudo muito confuso, mas vamos dar um jeito, sempre damos. O que não podemos fazer é perder a fé. Vamos resolver uma coisa de cada vez, ok? – Disse a cunhada sorrindo, tentando confortá-la.
- Desde quando você é tão centrada, tranquila e equilibrada?
- Eu tenho meus momentos – Falou colocando a língua para fora conjurou um chá para as duas, aquela tarde iria ser bem longa.
SÁBADO – TOCA - INGLATERRA
A TOCA era o lar eterno dos Weasley e de seus agregados. A agitação era sempre constante, todos iam lá para ficarem com Molly e Arthur, avós e pais maravilhosos que dariam a vida pela sua família, eles eram verdadeiros heróis, pois haviam lutado nas duas grandes guerras e conseguiram sair ilesos. É claro que perderam pessoas importantes na guerra, mas é uma família unida que conseguiu se reerguer e continuar com suas vidas. Não havia família mais unida e corajosa que aquela. Era uma manhã maravilhosa, a casa estava cheia de risos e gritos, para Molly era gratificante ouvir as risadas de todos que chegavam naquela casa. Era muito bom que todos pudessem viver épocas de paz e que não tivessem que se preocupar se sobreviveriam a mais um final de semana. Molly estava na cozinha supervisionando o almoço e de cinco e cinco minutos olhava para fora como se procurasse por alguma coisa no ar, tentava parecer calma, mas estava muito inquieta.
- Mãe, está tudo bem com a senhora?
- Ah, sim Gina só estava fazendo o almoço, arrumando umas coisinhas, nada de mais.
- Sim, sei que a senhora estava fazendo o almoço quando o fogão trabalha por si só?
- Ah Gina, não preciso lhe dar explicações... – Recebeu um olhar interrogativo da filha - Você tem razão, estava esperando a resposta da Hermione, sinto muito a falta dela - Falou Molly suspirando e sentando na cadeira ao lado da filha.
- A senhora sabe que ela só respondera quando tiver tomado alguma decisão, não podemos pressioná-la, senão correremos o risco de perdê-la, sei que já faz quinze anos, mas eu sinto que ela vai voltar. - Disse a filha abraçando a mãe.
- Tem razão Gina, só quero ter todos os meus filhos reunidos comigo de uma vez por todas e também quero conhecer os meus netos, só assim serei completa.
- Eu sei mãe - Disse Gina sorrindo para mãe. Foram interrompidos por um garotinho de cabelos ruivos e olhos azuis correndo a mil por hora.
- Vó, vem brincar comigo, a senhora prometeu - Mike era muito parecido com Rony, quando não conseguia alguma coisa ficava emburrado e abria um berreiro, adorava brincar principalmente com os avós, já que todos os primos eram mais velhos que ele.
- Tudo bem querido, vamos brincar um pouco e depois vamos almoçar - Molly levantou-se e deu a mão para o neto que já a puxava com força para o pátio.
Gina saiu da casa e ficou admirando a sua família, adorava-a mesmo que as vezes eles a enlouquecessem agora a família estava segura, seus filhos e sobrinhos corriam pelo gramado, jogavam quadribol sem ter que se preocupar com nada, era uma vida quase perfeita, mal ela sabia que logo teriam grandes surpresas.
SÁBADO, INGLATERRA, MANSÃO MALFOY.
Uma música alta podia se ouvida por toda a casa que era dela também. Draco estava tentando se concentrar, mas não estava tendo muito sucesso. Droga, já pedira milhões de vezes para que ela não tocasse tão alto, ou então que pedisse para alguém colocar um feitiço que abafasse o som. Mas não Meg, sempre queria levá-lo ao limite e sempre conseguia, contou até dez e jogou os papeis em cima da mesa, foi até o quarto da filha quando tentou abrir a porta viu que esta estava trancada, começou então a bater na porta.
- Mégara, baixa esse volume. Agora! Isso é uma ordem! - Esperou alguns segundos e voltou a chamá-la, mas a garota continuava ignorando o pai. – Meg eu não estou brincando, baixa esse som, agora!
Ele ia enlouquecer, pegou a varinha e disse:
- Desligare .
No mesmo instante a casa ficou num escuro e num silêncio total, feliz consigo mesmo Draco estava se dirigindo ao seu escritório, mas parou no alto da escada ao ouvir uma porta ser aberta. Meg olhou para o pai e deu um grito estridente.
- Que droga, Pai! Por que fez isso? Poderia ter estragado o equipamento - Falou indignada.
- Eu bati, implorei para que você diminuir a musica, mas como sempre você ignorou, também está sempre trancada nesse quarto. Então, tive que tomar uma atitude mais drástica. - Disse o pai debochado.
- Ah, eu ficaria menos trancada se alguém e não falarei quem, mas que também é loiro, quisesse a minha presença nessa casa!
- Não fale assim comigo Mégara sou seu pai e você me deve respeito - Odiava quando a filha lhe confrontava.
- Só é meu pai quando lhe convêm não é, agora quando é para sair com as nojentas que você sai aí o senhor esquece que tem filha. - Disse Meg enraivecida,
- Não se meta nos meus assuntos particulares, não tem como esquecer você já que foi jogada na porta da minha casa como se fosse uma coisa, sem nem eu pedir. - Falou o loiro já vermelho de raiva e de tanto gritar. Draco sempre se descontrolava com a filha e sempre ficava mal com isso, só depois que parara de gritar é que percebera o que havia falado, tentou consertar, mas já era tarde os olhos da filha estavam mareados, - Filha eu...
- O que pai? Sente muito, não se preocupe, eu já estou acostumada, pode deixar que a "coisa" não vai mais te incomodar, com sua licença - Meg fez uma reverencia muito exagerada e saiu correndo para o quarto, magoada mais uma vez com o pai.
Draco ficou parado no corredor e suspirou ele, ia tentar falar com a filha, mas foi interrompido pela mãe.
- Draco, o que aconteceu? - Perguntou Narcisa.
- O de sempre mãe, essa menina me leva ao extremo. Eu desisto, vou trabalhar no escritório, não me esperem para o almoço, vou pegar as minhas coisas – Disse Draco entrando no escritório.
Narcisa balançou negativamente a cabeça fez um movimento com a varinha e disse:
- Ligare
As luzes voltaram, mas já não se ouvia nenhum som no andar de cima. Sabendo que não adiantaria falar com a neta foi para a sala.
No andar de baixo se podia ver um homem com o cabelo todo preto curto jogando xadrez com um menino da mesma idade que Meg. Lucas era um ótimo jogador e um ótimo sonserino ele puxara muito os pais, Pansy e Blaise.
- Sua vez moleque – Falou o homem já ficando impaciente com a demora do menino.
- Sabia que a paciência é uma virtude?
- Sabia que eu não tenho muita paciência? – Falou o homem recebendo do menino foi um sorriso sarcástico.
- Você não quer que eu responda quer?
- Não, mas eu quero que jogue – O moleque tinha poderes de lhe levar a loucura. Sabia que ficaria louco tendo que ir morar com eles, principalmente com dois ou três adolescentes na casa, mas não conseguira recusar o pedido do afilhado que sempre fora um filho para ele, ele viu a mulher loira descer a escada como se estivesse flutuando.
- Quem está ganhando?
- Ele como sempre – Falou Severo sem desviar os olhos do tabuleiro.
- É, fazer o que vó, se eu sou perfeito. - Falou Lucas
- Perfeito e modesto também, Lucas! Não há ninguém no mundo mágico que diga que você não é filho dos seus pais. – Falou Narcisa sorrindo e sentando-se na poltrona ao lado de Severo. Adorava a companhia deles principalmente da neta que era uma cópia quase perfeita dela, com exceção dos olhos. Ela só gostaria que o filho e a neta se dessem um pouco melhor.
- Quanto tempo vocês acham que eles vão demorar a... – O menino não pode terminar de falar, pois do andar de cima foram ouvidos dois gritos estridentes.
- Lucas.
- Severo.
Os dois se olharam e reviraram os olhos pediram licença à matriarca da família e subiram resignados, era sempre assim depois de uma briga entre pai e filha cada um chamava seu confidente para conversar. Narcisa achava isso muito engraçado. Eles ainda não haviam percebido o quanto eram parecidos, foi para a biblioteca pegar um livro para relaxar. Ela passou pelo quadro do falecido marido e sentiu um calafrio virou-se para o lado, mas não havia nada ali, o quadro não se movia, pois era mais seguro assim, ela seguira o caminho tentando espantar a sensação de estar sendo vigiada o que ela não percebera era que o quadro de Lúcio Malfoy estava sorrindo diabolicamente.
SÁBADO, IRLANDA, MANSÃO DOS HALLIWELL, MEIO-DIA.
Estavam todos almoçando, parecia que estavam todos ali, mas na verdade suas mentes estavam bem longe. Hermione olhava para os filhos temerosa. Ela não sabia o que estava acontecendo e isso a deixava angustiada. Hector terminou de comer e foi para a sala ver TV, Hermione e Sally trocaram um olhar e decidiram que já estava na hora de dar um basta naquela situação. Hermione fez um aceno com a varinha e a louça suja foi toda diretamente para a pia. Os filhos olharam surpresos para a mãe, pois, era raro ela usar os seus poderes, pois viviam num bairro trouxa. Os dois se olharam e resolveram sair da cozinha antes que ela tenta-se conversar com eles. Sally viu que estavam se dirigindo para a porta, eles não escapariam tão fácil, fez um movimento com a mão e a porta se fechou, viu os olhares indignados dos sobrinhos e simplesmente sorriu para eles.
- Vão a algum lugar?
- Pensávamos em ir ver TV com o mano, não é certo deixar uma criança de cinco anos sozinha numa sala, já imaginou o que ele pode aprontar? – falou Melinda tentado disfarçar.
- Ora, não se preocupe minha querida, Misty está cuidando dele, mais seguro impossível.
- Está na hora de vocês contarem a verdade - Hermione viu que tanto a filha quanto o filho gelaram, mas obedeceram cegamente a ordem da mãe e se sentaram de frente para ela. – O que está acontecendo?
- Não tem nada de errado. - Falou o menino tentado desconversar.
- Não se faça de desentendido Max, desde aquela festa que vocês têm agido de forma estranha estou preocupada. Mel tem sempre olheiras por não conseguir dormir você tem tido pesadelos. Hector até me falou que ouviu você chorando no seu quarto de madrugada – A mãe olhou para aqueles olhos escuros muito penetrantes que lembrava os do pai – Filho, nós só queremos ajudar vocês. – Estendeu a sua mão e enlaçou-as nas mãos dos filhos.
- Max, Melinda, vocês não vão encontrar alguém que ame vocês mais do que nós, por favor, tenham a confiança de que faremos de tudo para ajudá-los não importa o que seja nós vamos resolver juntos, está bem?
Os dois não sabiam o que ia falar eles foram descobertos, Melinda se levantou e começou a torcer as mãos ela só fazia isso quando ficava nervosa.
- Tem razão mãe nós estamos escondendo uma coisa muito seria, mas antes de contar eu quero que saiba que não é culpa do Max, está bem? A culpa é toda minha – Falou Melinda recebendo um olhar interrogativo da mãe e um sorriso da tia, suspirando começou a narrar o que havia acontecido ainda estava bem nítido em sua mente era como se estivesse vendo um filme:
A festa estava muito legal, todos estavam muito felizes por termos ganhado o amistoso. A música estava a todo vapor. Estava numa rodinha dançando com as minhas colegas e Max estava do lado de fora da casa "namorando". Resolvi pegar uma bebida e sentar, quando estava no bar parou um cara ao meu lado, dava para notar que era mais velho e que não era da escola. Começamos a conversar ele queria saber varias coisas sobre mim, dai ele me convidou para dançar e eu disse que não. Então ele começou a insistir, me deixando nervosa com a insistência dele. e eu comecei a ficar nervosa com a insistência:
O que foi? Não vai me dizer que a filha de Thomas Halliwell está ficando nervosa. Não se preocupe, nós só estamos conversando, por enquanto. - Eu fiquei estática, pois em nenhum momento da conversa havia falado o nome do meu pai.
- Quem é você? Como você sabe o nome do meu pai?
- Eu sei muito mais do que você pensa, quem diria que a filha de Thomas Halliwell, seria tão lindinha como você.
- Você trabalhava com ele?
- Digamos que a morte dele foi uma benção para mim. - Eu fiquei revoltada com isso e dei um soco na cara dele como Max me ensinou. Ele me largou, pois o nariz começou a sangrar e saí correndo atrás do mano, olhei para todos os lados, mas não o encontrei de nenhum jeito. Então sai e ouvi umas vozes alteradas na cozinha, cheguei lá e Max estava discutindo com uma mulher. Não sei quem é ela, mas sei que ela ficou muito feliz quando me viu, tinha um sorriso gelado.
- Hora, o que temos aqui, agora sim a festa vai ficar boa, tenho tudo o que eu queria. Tudo bem Melinda?
- Max eu tenho que falar com você. Vem comigo, por favor. – Tentei puxá-lo, mas a mulher se colocou na nossa frente nos impedindo de sair.
- Ah não, vocês não podem ir, acabaram de chegar. Isso é falta de educação, pensei que Hermione tinha lhes educado melhor. E o que o seu pai pensaria desta atitude de vocês? Ah, desculpa seu pai já morreu né, pobrezinha. – Falou a mulher com um olhar terrível.
- Ah, que bom que você a encontrou! - O homem que eu havia socado chegou perto dela.
- Sim, mas na verdade ela veio até mim, o que ouve com o seu nariz?
- Ela fez isso!
- E vou fazer pior se vocês não nos deixarem ir.
- Ai, corre que ela morde queridinha você acha mesmo que nos temos medo de você? Vocês é que deveriam ter medo de nós. - Ele pegou a varinha do bolso da calça e apontou-a para nós. A mulher fez o mesmo gesto, eu comecei a tremer e a tentar sair dali.
- Olha vamos fazer assim, cada um segue seu caminho e se esquece do outro está? Nós não queremos confusão, só curtir a festa. - Max tentou dissuadi-los, mas eles não aceitaram.
- Fica quieto moleque você vai ser o primeiro a sofrer (CRUCIUS) - Eu não entendi o que ela quis dizer, mas logo em seguida Max começou a se contorcer de dor.
Max interrompeu a irmã e disse:
- Era como se mil facas estivessem me perfurando.
- Então já que nos divertimos um pouco vamos levá-los para o mestre. – Eu não sabia quem era esse mestre e também não queria saber. Ajudei Max a se levantar e me posicionei na frente dele.
- Vocês não vão nos levar a lugar nenhum – Eu disse.
Eles riram e começaram a se aproximar, comecei a tremer, minhas mãos suavam. Então, de repente, começou uma ventania que eu não sabia da onde vinha, dava para ver que eles começaram a ficar preocupados, agarrei a mão do mano e a ventania aumentou, os dois tentaram se aproximar, mas um clarão cegou a gente e nos derrubou. Quando nos levantamos… eles haviam sumido. Eu entrei em pânico, Max me mandou voltar para casa e alegar que estava com sono e eu obedeci, e o resto à senhora já sabe.
Melinda interrompeu o relato com os olhos cheios de lágrimas, Max por sua vez fazia de tudo para não chorar e Hermione e Sally estavam de boca aberta, não acreditando no que ouviram. Elas sabiam que alguma coisa havia acontecido, mas não pensavam que tinha sido tão sério assim.
- Eu matei duas pessoas, foi isso que aconteceu. Eu sou uma assassina - Falou a menina chorando desesperadamente.
A mãe não podendo ver a filha daquele jeito foi se sentar ao seu lado e a abraçou.
- Shuiii, está tudo bem filha, você não teve culpa, foi um acidente. - A mãe recebeu um olhar incrédulo da filha.
- Como pode estar tudo bem mãe? Eu matei duas pessoas, eu sou um monstro eu... - Ela não pode terminar de falar, pois começara a chorar novamente.
- Mel, se acalme você não matou ninguém - Disse Sally – Alguns bruxos conseguem desaparecer sem deixar rastros nenhum, não é a mesma coisa que aparatar, mas é parecido, eles conseguem se reintegrar eles são chamados de Warlocks.
- Mas como podemos ter certeza que eles estão vivos? - Perguntou Max um pouco confuso.
– Em primeiro lugar, vocês sabem que são descendentes de uma poderosa linhagem de bruxas Warren. Vocês podem fazer magia sem precisar usar uma varinha, o único problema é que a nossa família sempre esteve na luta contra o bem e o mal, e esses demônios, Warlocks, sempre quiseram isso aqui – Sally fez um movimento com a mão e um livro surgiu na frente deles – Esse aqui é o Livro das Sombras, é passado de geração á geração. A primeira pessoa a escrever nele foi Melinda Warren – A sobrinha olhou surpresa para ela – É isso mesmo você tem o mesmo nome da primeira bruxa da nossa família, ela foi queimada na fogueira em Salém, para conseguir fazer com que sua filha Prudence sobrevivesse e continuasse com a nossa linhagem.
Sally enquanto ias explicando folheava o livro parou numa página e mostrou para os sobrinhos:
- Eles tinham alguma marca, como essa aqui?
Os dois concordaram com a cabeça.
- Mas um deles tinha uma varinha. Se eles são Warlocks e pode se reconstituir porque precisam de uma varinha? – Perguntou Melinda.
- Alguns Warlocks se juntaram na última guerra a Voldemort e provavelmente essa varinha era de algum bruxo ou bruxa que eles mataram. Seu pai e eu já os enfrentamos muitas vezes. – Sally parou de falar e olhou para a cunhada – Acho que devemos informar para o ministério Irlandês e para o Inglês.
- Mas Sally, é muito perigoso, não sabemos se podemos confiar nos ministérios. Podem ter espiões por toda à parte e além do mais, se você lembra da ultima vez, eles não vão acreditar em nós.
- Como da ultima vez? Eu não entendi, já houve ataques antes? – Max olhou para mãe sem entender.
- Sim Max, já houve ataques quando vocês tinham dois anos, eles nos atacaram e tentaram pegar vocês, nós lutamos e vencemos. Como eles são criaturas que há muito tempo estavam extintas, as pessoas os ministérios não acreditaram em nós. Talvez aqui não seja mais seguro como antes.
- Infelizmente nossos poderes são maiores na Inglaterra. - Disse Sally.
Max e Melinda se olharam preocupados. Vendo a reação dos filhos, Hermione os puxou para perto de si e falou:
- Meus amores, não quero que vocês se preocupem com isso, eu jamais deixaria que acontecesse alguma coisa com vocês. Agora está tudo certo, já sabem da verdade. Não quero ver meus filhos com medo, vocês são mais fortes do que imaginam. – Disse Hermione os beijando – E quero que me prometam que não vão esconder mais nada de mim, ok?
Max e Melinda se olharam e concordaram com a mãe.
- Ótimo, agora vão brincar com o seu irmãozinho. – Os dois se levantaram e se dirigiram para sala, as duas mulheres se olharam e Hermione fez um movimento com a varinha e disse: - Silêncio.
- Como eles podem ter expulsado um demônio? Eles usaram o poder das três?
- Eu não sei Hermione, ainda não entendi isso direito, eles não deveriam ter poder fazer isso, mas fizeram. Só que não foi o poder das três de fato, foi somente uma parte dele.
- Será que Thomas fez alguma coisa, eu digo algum feitiço para que isso acontecesse? – Perguntou Hermione preocupada.
- Talvez ele tenha feito, mas para mim não falou nada. Estou preocupada, aqueles bastardos atacaram as crianças numa festa.
- Eu não quero pensar nisso, estou com medo Sally, não quero que nada aconteça com os meus filhos.
- Hermione, calma, não adianta querer resolver as coisas com a cabeça quente. Por hora vocês ficam aqui, é mais fácil protegê-los, na mansão. Vai dar tudo certo minha amiga, não se preocupe.
- Tem razão, vamos pensar com calma e tranquilidade. Ah, Sally ainda bem que eu ainda tenho você aqui comigo, senão já teria ficado louca.
- Hermione, nós juramos ser sempre amigas e estarmos sempre juntas, eu nunca iria lhe abandonar – Disse isso e abraçou a amiga, irmã.
Melinda brincara um pouco com o irmão e resolvera se deitar um pouco, pois o relato fora demais para ela. É claro que já estava melhor, sentia-se mais segura agora que contara tudo para a mãe, mas mesmo assim ela não entendia nada sobre seus poderes. Estava curiosa, queria saber mais sobre seus poderes. Foi tirada dos seus pensamentos quando ouviu uma batida na porta.
- Entra.
- Mana, você está dormindo? – Perguntou o irmãozinho na porta do seu quarto
- Eu estava quase dormindo – Falou para ele com uma careta, deu logo um sorriso para o irmão – Vem aqui vem – Hector se jogou na cama da irmã e esta o abraçou – Eu te amo sabia disso seu diabinho?
- Eu não sou um diabinho, sou um lindo anjinho – Viu a irmã rindo dele, ouviram outra risada na porta e viram Max olhando para eles.
- Só se for um anjo sem asas – Disse o irmão se juntando aos dois – Mas de qualquer maneira nos te amamos e prometemos para você que nunca deixaremos nada te acontecer, ouviu?
Hector estranhou a fala do irmão, mas não falou nada simplesmente se aconchegou mais ainda na irmã e essa começou a fazer um cafuné em seu cabelo. Ele adorava quando ela fazia isso, os três sorriram um para o outro, logo Hector adormeceu. Max percebeu que Melinda ainda tinha algumas dúvidas.
- Mana, não se preocupe tudo vai dar certo.
- Será? Não podemos ter certeza absoluta disso, e se eles tivessem conseguido pegar a gente ou pior e se eles vierem atrás do Hector. Eu jamais iria me perdoar
- Eu também, mas temos que ter só um pouco mais de cuidado. – Disse Max, tentando confortar a irmã. Melinda levantou-se da cama com cuidado, para não acordar o irmãozinho e sentou-se na janela, olhou para o irmão e disse:
- Mesmo assim, ainda estou com medo Max – Ela viu o irmão se levantar e procurar algo na gaveta da escrivaninha do quarto. – O que você está procurando?
- Isto aqui – Max carregava uma tesoura na mão, recebeu um olhar inquisitivo da irmã. – Eu sei que eu posso contar com você para qualquer coisa e você sabe que pode contar comigo não é?
- Sim eu sei, mais ainda não entendi o porquê da tesoura.
- Você vai entender – Ele pegou a ponta da tesoura e passou na palma da mão, um filete de sangue saiu do corte, pegou a palma da mão da irmã e fez à mesma coisa, Melinda reclamou, mas não falou nada – Meu sangue e o seu sangue.
- NOSSO SANGUE – Falaram os dois ao mesmo tempo.
- Espero não pegar nenhuma infecção - Riu Melinda sendo logo seguida pelo irmão. Deitaram-se junto ao irmãozinho e pegaram no sono, pelo menos aquela noite eles dormiriam tranquilos.
Hermione e Sally subiram procurando por eles. Chegaram ao quarto de hóspedes encontraram os três dormindo profundamente. Elas sorriram e seguiram para o sótão. Tinham algumas coisas para verificar. Chegando lá a primeira coisa que Hermione fez foi sentar-se no sofá e escrever uma carta que traria muitas alegrias para certa família na Inglaterra.
SÁBADO, INGLATERRA: CASA DOS POTTER
Virgínia Potter estava no escritório da sua casa analisando alguns processos, ela tinha um grande caso em suas mãos e, diga-se de passagem, bem difícil, ela gostava muito do seu serviço, mas também gostava de ficar em casa com os seus filhos. Harry sempre dissera que ela poderia parar de trabalhar, mas ela era uma Weasley. Estava tão compenetrada no caso que não vira a coruja batendo na sua janela. Um menino praticamente idêntico ao pai deu uma espiada para dentro do escritório e largou um longo suspiro.
- Mãe? - Não ouve nenhuma resposta da parte da mulher sentada na sua frente. O menino sorriu diabolicamente, adorava assustar a mãe - O MANHEEEEEEEEEEEEEE!
A cena seguinte foi muito engraçada, a mulher de longos cabelos ruivos quase foi parar no teto, literalmente, tamanho foi o susto que tomou. Demorou cerca de alguns segundos para que ela se desse conta do que havia ocorrido.
- JAMES SIRIUS WESLEY POTTER, o que pensa que está fazendo? Quer me matar de susto? – Perguntou a ruiva colocando as mãos na cintura, uma típica pose de Molly Weasley.
- Ora mãezinha querida, é claro que eu não quero lhe matar de susto só quero avisar que tem uma coruja batendo desesperadamente na sua janela e que eu e os meninos vamos jogar um pouco de quadribol ali no campo, está? Fui!- O menino até tentou ser mais rápido que a mãe, mas esta já lhe lançara silenciosamente um feito de pés fixos.
- Um momento mocinho quem mais vai jogar?
- Humm, os de sempre, eu, Frank, Fred, Milena (Mia), Vicky, Teddy, e acho que é só. - Falou o menino tentado se soltar do feitiço, mas sem nenhum sucesso.
- Está bem, mas não se afastem muito, por que não convida a sua irmã?
- Ahhhhh, ela é chata. Fica reclamando de tudo - Falou o menino, mas vendo a cara da mãe se deu por vencido - Está bem, vou chama-la. Posso ir?
- Pode, mas comporte-se - Deu um beijo no filho e o viu sair correndo para o quarto da irmã, gritando o nome dela pelos quatro cantos da casa. Gina balançou a cabeça, seu filho era uma figura. Ouviu uma batida na janela virou-se e deu de cara com uma coruja tentando entrar. Abriu a porta e a coruja jogou as cartas na mesa e foi sentar-se no poleiro de Edwiges. A ruiva abriu a os envelopes e se surpreendeu ao ver de quem eram as cartas.
Querida Gina,
Fico feliz que você tenha se comunicado com Hermione e lhe garanto que ela gostou muito da sua carta e de seu convite, mas, você sabe como ela consegue ser teimosa quando quer. Não se preocupe ela pode ficar um pouco brava comigo, mas depois ela esquece, eu espero! Acho que iremos para a Inglaterra antes até do que prevíamos, aconteceu um incidente, os gêmeos foram atacados. Você pode imaginar como Hermione está nervosa com tudo isso, mas eles estão bem no fim o poder das ENCANTADAS protegeu-os. Nem eu nem Hermione entendemos como ou porque eles foram protegidos já que tem aquele probleminha de linhagem, tenho certeza que Thomas fez alguma coisa antes de morrer, mas não consigo descobrir o que é. Já revirei o livro inteiro e não há nenhum feitiço, nenhuma pista. Não se preocupe que eu irei pedir proteção para o ministério Irlandês mesmo tendo quase certeza que eles não vão acreditar em nós. Não acreditaram que Thomas está vivo, conseqüentemente não acreditaram que demônios já extintos podem estar retornando, o jeito será voltar para a Inglaterra, o poder da minha família é muito mais forte ai. Estou com saudades espero vê-la em breve.
Um grande abraço para todos.
Sally Halliwell.
Gina dobrou a carta apreensiva por causa do ataque. Coitada da Hermione, de certo não deve estar conseguindo se concentrar em seu trabalho. Deixou a carta de Sally de lado e abriu a outra, sorriu ao ver a letra caprichosa da amiga.
Querida amiga,
Já faz muito tempo desde a última carta que eu lhe escrevi e peço desculpas por isso, tenho sido muito negligente com a minha família. Sally com certeza já lhe falou sobre o ataque. Gina, eu estou aterrorizada, nunca senti tanto medo em toda a minha vida, meus filhos estão correndo perigo! Eu não gostaria de ter que voltar para a Inglaterra, ter que rever meu passado inteiro, mexer em feridas e você sabe o quanto isso é perigoso. Estou completamente perdida minha amiga. Tantas mudanças ocorreram desde o dia em que vim para cá, sinto muito a sua falta. Você tem que conhecer o seu afilhado, ele é tão lindo Gi. Melinda é uma verdadeira bonequinha com muita atitude, agora Hector, ele é a alegria da casa é um pedacinho de Thomas que corre por todo o lado, é muito esperto e animado, adora a tia e os irmãos, a união entre eles é incrível! Espero que os nossos filhos se deem bem. Falando nisso, o que posso levar para o James? Afinal, sou a madrinha que durante tantos anos não se fez presente fisicamente junto ao afilhado. Gostaria de presenteá-lo com algo que realmente o fizesse feliz aguardo sugestão. Sinto uma aura estranha no ar, ele parece mais carregado, como se uma chuva fosse cair. Lembro-me de que os dias eram exatamente assim quando a batalha final estava chegando. Só espero que não ocorra mais nenhuma guerra, quero que nossos filhos fiquem em paz sem ter a preocupação se irão viver ou morrer.
Como estão Rony, Harry, Luna e os outros?
Estou ansiosa para ver vocês e a propósito, gostei muito da sua proposta é uma boa iniciativa, mas não prometo nada, vamos falar mais quando eu estiver ai.
Um grande beijo,
Hermione Granger Halliwell.
Gina terminou de ler a carta e colocou-a junto da de Sally, parecia que o tempo de calmaria iria acabar, tinha que falar com Harry, Rony e Luna. Decidida pegou o celular e mandou uma mensagem para os três. Sabia que Rony teria dificuldades para lhe responder, mas atualmente o celular era mais rápido do que uma carta via coruja. O dia passou sem mais nenhuma surpresa. Gina estava fazendo, ou melhor, ajudando Dobby a fazer a comida já que o elfo adorava fazer tudo naquela casa. Gina se divertia muito com o pequenino, Lily brigara novamente com o irmão por causa do quadribol e se trancara no quarto e James, Deus ele era exatamente igual ao Sirius e ao avô Thiago. Mas ela era incondicionalmente apaixonada pelos seus filhos e pelo seu marido, é claro! Olhou para o relógio, que assim como o da sua mãe, marcava onde estavam as pessoas. O ponteiro de Harry estava apontando para o trabalho, mas ela sabia que logo o marido chegaria.
Harry aparatou no campo de quadribol da sua casa, sentia-se muito feliz após vencer Voldemort. Fez curso de auror, mesmo que seus chefes dissessem que nem ele nem Rony precisariam fazer o curso. Já haviam travado tantas batalhas, mas mesmo assim os dois fizeram o curso e se formaram com louvor. Depois de quinze anos os dois se tornaram chefes do departamento de aurores. A vida era perfeita Harry tinha um ótimo emprego, casara com a mulher mais incrível do mundo e tinha dois filhos maravilhosos, sem falar no afilhado que era com um filho para ele, o moreno suspirou fundo, não se sentia mais sozinho. Só faltava uma coisa para sua família ficar completa: Hermione, sua irmã de coração, ele sentia muita falta dela. Olhou em volta e não viu o filho e nenhum dos sobrinhos. Achou estranho, pois geralmente nessa hora eles estariam jogando quadribol. Entrou na casa sem fazer nenhum ruído olhou para sua ruiva e ficou admirando ela por um momento Harry Potter se sentia muito sortudo por ter uma mulher maravilhosa como Gina, se aproximou dela bem devagarzinho e a abraçou por trás a sustando a esposa.
- Aiii, Harry que droga você me assustou - Falou a ruiva se virando para o marido e dando-lhe uns safanões no braço - Porque chegou mais cedo hoje?
- Ahh amor, é que hoje estava tudo calmo daí eu resolvi vir mais cedo e ficar com a minha esposinha maravilhosa - Falou o moreno dando beijinhos no rosto, no ombro, no pescoço, isso fez com que a ruiva em seus braços ficasse toda mole.
- Harry, quer parar, não é hora para isso - Falou a ruiva já vermelha.
- Eu sei, mas quando eu te vejo eu não consigo me controlar - Falou o moreno rindo da cara da esposa e beijando-lhe a boca. O namoro foi interrompido por um grito estridente que fez até os pelos de Edwiges saltarem.
- Thiagoooooooooo - Os dois adultos se olharam e reviraram os olhos, sabiam que quando a filha gritava desse jeito era por que o irmão havia aprontado algo e pelo grito fora algo bem cabeludo. O moreno olhou para a ruiva como se pedisse clemência, o que não adiantou muito.
- Ah Harry, você viu a minha mensagem?
- Vi sim, foi engraçado. Rony não conseguia fazer o aparelho dele parar de tocar, quase jogou-o no chão. – Disse Harry se lembrando da cara do amigo.
- Achei que ele já havia aprendido a mexer no celular, não é tão difícil assim - Disse Gina.
- Você sabe, ele prefere os meios bruxos. Mas eu li a mensagem e ele disse que iria falar com Luna amanhã quando estivermos na TOCA. Estou exausto, esses plantões nos finais de semana são horríveis.
- Ótimo, tadinho do meu maridinho – Disse Gina beijando o moreno – Pode deixar que vou cuidar bem de você depois que os pestinhas dormirem, agora pode ir subindo lá e ver o que o diabinho do seu filho aprontou dessa vez.
- Ok. – Disse Harry dando um beijo em Gina e desaparatou. Gina balançou a cabeça, Harry adorava usar magia para as coisas mais simples, mas não era uma grande surpresa já que os trouxas nunca haviam sido bons com ele. Mas não era sobre isso que ela estava pensando, estava preocupada sobre a reunião que teria mais tarde. Voltou-se para a comida, ainda se ouvia os gritos no andar de cima. É, seus filhos podiam ter sangue dos Potter, mas era muito mais Weasleys.
CASA DOS LOVEGOOD WEASLEYS, INGLATERRA.
Luna estava na sala separando alguns artigos que já haviam sido aprovados para serem publicados no Pasquim. Após a morte do seu pai herdou o jornal e vinha administrando-o. Ela adorava o que fazia, mas também se interessava por moda o que a fez desenhar algumas coisas, mas não foram muito bem apreciadas pelas pessoas, mas não estava nem ai ela era a Di Lua. Não notara a bagunça que começara no andar de cima, mas não teve como ignorar quando uma bola foi parar em cima do seu trabalho bagunçando um pouco os papéis.
- Fred Lovegood Weasley, venha aqui agora – A mulher esperou 5 minutos e viu a cabeça vermelha de seu filho mais velho entrando na sala. Adorava o filho, mas quando ele estava em casa era confusão na certa.
- Sim mãezinha querida?
- Não me venha com adulações, o que vocês dois estão fazendo lá em cima?
- Ah, nada de mais, só nos divertindo.
- Hum, só se divertindo, sei! E por que meus papéis estão todos espalhados?
- Hum, por causa do vento?
- Ora, seu pestinha, não seja insolente comigo, agora vai me ajudar arrumar isso ou não?
- Ahhh não, mas eu te amo mãe, tchau! – O filho nem sequer olhou para trás, o que deixara a mãe indignada, ela só se deu conta do que acontecera quando sentira algo lhe puxar a roupa, olhou para baixo e deu de cara com o seu caçula Mike.
- O que houve filhote?
- Eu te ajudo mãe – Falou o menino sorrindo para a mãe
- Tudo bem, então vamos deixar tudo direitinho para quando o papai chegar. Ele que não pense que eu sou bagunceira, está bem?
- Tá – Mike desceu do colo da mãe e começou a pegar os papéis espalhados no chão, mas quando foi pegar um que estava bem perto do seu pé ele desaparecera, olhou para cima e deu de cara com o pai, que sorria para ele lhe pedindo silêncio a única coisa que o menino fez foi concordar com a cabeça. Rony tinha chegado alguns minutos mais cedo e se divertira um monte com a esperteza do filho mais velho. Decididamente ele havia puxado ao tio, foi chegando bem devagar sem fazer barulho, até que abraçou por trás à mulher. Luna ainda não havia percebido a presença dele então começou a gritar e a espernear.
- Calma Lu é o seu maridinho perfeito – Falou o ruivo debochado recebendo um olhar indignado da esposa.
- Está maluco Rony? E se eu estivesse com uma faca e te acertasse? – Falou a mulher se soltando do marido, olhou para o Mike e falou – Ahh, seu espertinho você também estava nessa?
- Estava – Falou o menino correndo escada acima.
- Amor, que história é essa de faca?
- Ahh, nada! Seus filhos que me enlouquecem. Como foi o trabalho? Você sabe que eu odeio esses plantões de finais de semana, você deveria estar em casa para me ajudar com os meninos.
- Eu sei disso amor, também não gosto, mas é necessário, não teve nada de novo no trabalho tudo calmo, graças a Merlin. Prometo que irei tentar não pegar mais esses plantões nos finais de semana.
- Que bom, assim podemos aproveitar o nosso tempo sozinhos! – Falou a loira maliciosamente – Mas primeiro vai achar a peste do seu filho mais velho e colocá-lo de castigo já que ele nunca me obedece.
- Hehe, está bem, eu vou, mas eu volto logo! – Deu um beijo na mulher e já estava saindo quando...
- Ahh, Gina mandou uma mensagem de texto, você viu?
- Eu odeio celular e ela sabe disso. A coisa ficou tocando por uns trinta minutos até que o Harry entrou na minha sala e resolveu me ajudar. Amanhã quando estivermos na TOCA falamos com ela, só espero que esteja tudo bem.
- Também espero.
- Bom, vou ver meu filho bagunceiro e depois a gente janta? – Perguntou Rony faminto como sempre, Gina disse que ela teria sempre que estocar comida.
- Sim Rony, a gente janta, não esqueça do... (ploc)... castigo – Não dera tempo dela completar a frase pois o marido já havia desaparatado, essa era a família LovegoodWeasley um pouco malucos mas com grandes corações.
Domingo, Irlanda Mansão dos Halliwell.
Hermione e Sally estavam tomando um café no píer. Enquanto isso, os gêmeos e Hector assistiam a TV sem muito interesse, estava tudo calmo, calmo ate demais. Sally levantou-se de repente tentando ver o horizonte.
- Sally, o que houve? – Hermione se levantou, colocando-se ao lado da cunhada.
- Eu não sei, estou com um pressentimento ruim, algo não está certo!
- Como assim?
Não deu tempo ouvir a resposta da cunhada, pois ela fora obrigada a se jogar na água, por causa do feitiço que lançara nelas. Um grande "BUM" foi ouvido e levantou uma grande fumaça preta em volta delas.
- Hermione, você está bem? – Falou Sally ajudando a amiga a sair da água.
- Sim, estou. Vamos, temos que pegar as crianças devíamos ter percebido que eles atacariam. – Disse Hermione pegando a varinha de dentro da bota.
- Eu sei..., cuidado – Mais uma vez elas foram arremessadas ao chão. – Ahh, isso já está me enchendo.
Sally tirou a varinha de dentro da calça, mas foi impedida por Hermione.
- Não podemos lutar sem mostrar aos trouxas quem nós somos. – Falou Hermione preocupada.
- Tem razão, já sei o que fazer. Dê-me cobertura.
Hermione concordou. Sally foi para um canto e começou a recitar um feitiço:
- "para aqueles que bruxos não são, nada irão notar, somente irão ver uma grande névoa em volta da casa".
Em instantes tudo foi coberto por uma grande névoa.
- Agora sim, o show vai começar. – As duas começaram a correr e lançavam feitiços e repeliam outros, estavam num verdadeiro campo de batalha.
N/a: Ouçam a música The kids aren't Alright – The offspring.
Enquanto isso dentro da casa…
Max, Melinda e Hector estavam vendo TV. O dia estava muito chato, pois, era um domingo e nunca havia nada para se fazer. Hector estava quase pegando no sono quando uma explosão foi ouvida, os três correram até a janela e viram o píer ficar em pedaços. Melinda não esperou um segundo e se dirigiu a porta, mas foi impedia pelo irmão que a protegeu da explosão que se seguiu, eles viram a porta ser jogada para trás. Max pegou a irmã pela mão e o irmão no colo, subiu correndo e entrou na primeira porta.
- Max o que estamos fazendo aqui no quarto da tia? Temos que ajudá-las.
- Temos que encontrar uma maneira de nos defendermos.
- Já sei, o Livro das Sombras pode nos ajudar!
- Boa ideia mana, sabe onde ele está?
- A última vez que agente viu estava com a tia.
Foi ouvido mais um estrondo e Hector se agachou:
- Eu estou com medo, quero a mamãe.
Melinda se aproximou e pegou-o no colo, mesmo estando com medo, sabia que tinha que protegê-lo.
- Não te preocupa maninho, ela esta bem, eu tenho certeza disso. – Melinda olhou para o Max – Precisamos de algo para proteger a porta antes que eles entrem.
Hector se soltou dos braços da irmã e pegou um saquinho marrom na estante
– Hector, o que é isso?
- A tia Sally me colocou dentro desses cristais e eu fiquei seguro aqui dentro – Melinda olhou admirada com o irmão.
- Isso é ótimo maninho, me dá aqui os cristais – Melinda foi até a porta, e colocou os cristais em torno dele. – Espero que isso funcione. Achou alguma coisa Max?
- Não, acho que temos que ir até o sótão! - Max estava ficando desesperado.
- Temos que manter à calma, vamos dar um jeito de sair daqui e chegar até ele. – Disse Melinda. Em seguida olhou para a janela e viu a varanda. – Já sei, podemos ir escalando até lá, é o único jeito.
- É perigoso, mas vamos tentar. Hector, eu quero que segure bem forte em mim, ok? Melinda procura uma corda para amarrá-lo em mim.
Melinda obedeceu ao irmão e não achando nada para usar como corda resolveu pegar o lençol, colocou em torno dos irmãos e amarrou bem, fazendo com que Hector fica-se preso ao irmão.
- Hector, não olhe para baixo e nem solte o mano, ouviu?
- Ouvi.
Melinda abriu a janela e viu a mãe e a tia lutando lá embaixo respirou bem fundo e ajudou o irmão subir Max como já havia feito isso antes, pois quando chegava tarde a casa ele subia pela treliça de plantas que havia no quarto dele, não teve nenhuma dificuldade, Melinda pegou os cristais da porta e puxou uma cadeira para segurá-la sabia que não ia adiantar muito, mas era só o que tinha, de fato quando ela estava na sacada ouviu um estouro e a porta ser jogada ao chão vendo que o irmão já estava a uma boa distância, ela começou a subir. Deu um grito quando sentiu seu pé ser puxado por Max que já entrara no sótão e havia lançado uma bola de ferro no demônio conseguindo se soltar, Melinda terminou de subir e fechou a janela.
- Ótimo, agora vamos ver o livro. – Disse Melinda
- Não precisa falar duas vezes – Respondeu Max.
Os três se aproximaram do livro que estava no meio do sótão em cima de um pedestal. Ao encostarem-se a ele, um clarão iluminou tudo. As páginas começaram a se mover até que pararam.
- Um feitiço de tele transporte – Disse Melinda surpresa, já que era exatamente o que ela queria, aquele livro era fantástico.
- Ahh, só isso? – Falou ele cinicamente - E vamos ser tele transportados para onde?
- Sei lá, perto da mamãe e da tia?
- Mas e se elas estiverem... – Max não teve coragem de terminar a frase.
- Não, eu as vi lutando e sei que estão bem, só temos que dar um jeito de nos reunirmos novamente. Aqui, vamos usar esse, me deem as mãos, agora pensem na mamãe e na tia, ok? – Os irmãos obedeceram e fecharam os olhos para se concentrarem:
"Ouça essas palavras, ouça a rima, ouça a esperança em nossas mentes, nos leve de volta para o lugar onde a nossa segurança se encontra" – Melinda acabou de recitar o feitiço e uma luz em invadiu bem na hora em que os encapuzados estavam chegando perto do sótão, todos foram dizimados.
Hermione e Sally estavam se aproximando da casa quando viram os quartos e o sótão explodirem, Hermione deu um grito desesperado.
- Não!
Sally não sabia o que fazer, até que ela viu uma luz aparecer perto deles, levantou a varinha em posição de batalha, mas o que viu foi as três crianças, tão surpresas quanto elas.
- Mãe! – Falou a menina jogando-se nos braços da mãe que chorava muito. Hector se agarrou a mãe junto da irmã, o Max se jogou para os braços da tia.
- Vocês estão bem? – Perguntou Hermione com Hector nos braços e indo abraçar o filho. – Como saíram da casa?
- Usamos o feitiço de tele transporte, escalamos a treliça da tia, subimos até o sótão e achamos o livro – Falou a menina abraçando-a, e o Hector usou os cristais para proteger a gente – Hermione abraçou o filho mais forte ainda.
- Gente, eu sei que é tocante o reencontro, mas não vamos esquecer que estamos sob ataque – Falou Sally tentando tirá-los dali antes que mais um ataque ocorresse.
- Para onde iremos? – Perguntou Hector com medo.
- Temos que lutar, nos defender. Não podemos ficar parados aqui. – Disse Max
- Max, nem sabemos lutar. Temos que sair daqui! – Falou a irmã incisivamente.
- Abaixem-se! – Hermione gritou e um raio passou por eles quase os atingindo – BOMBORDA. Sally tire-os daqui agora.
- Mãe, não podemos deixá-la aqui. – Falou a menina.
- Melinda, me obedeça vá com sua tia, ela vai colocá-los em segurança. Max, por favor, vai com eles – Hermione abraçou o filho e disse – Eu preciso que você proteja os seus irmãos, principalmente o Hector, por favor, filho.
O menino olhou tristemente para a mãe e concordou com a cabeça, foi até o irmãozinho e pegou-o no colo, teve que segurá-lo fortemente, pois ele se debatia muito, Melinda olhou para a mãe e viu que não tinham outra opção pegou a mão da tia, com os olhos molhados de lágrimas.
- Cuide deles Sally, eu amo vocês. – Os quatro viram Hermione correndo para frente da casa onde, só o que eles conseguiram ver foi o clarão de feitiços lançados de um lado ao outro, Sally não esperou mais nenhum minuto e aparatou com os sobrinhos.
Hermione olhava por cima do seu ombro, viu à hora em que ela havia aparatado, agora podia ficar tranquila, seus filhos estariam a salvo. Ela se viu rodeada de Comensais da Morte e demônios. Não podia acreditar, eram muitos, que Merlin a ajuda-se!
N/a: eu sei que é chato eu interromper assim, mas por favor ouça a musica Bring Me To Life - Evanescence
- Então os Comensais da Morte resolveram juntar-se com demônios? Que coisa! Vocês decaíram muito, estão muito desesperados por companhia, não é?
- Se eu fosse você e estive cercada pelos meus inimigos eu não falaria isso – Disse uma voz sombria por detrás de Hermione que simplesmente sorriu.
- Bellatriz, eu deveria saber que uma imunda como você não morreria tão facilmente, o que querem dessa vez, dominar o mundo? Ora por favor, o mestre de vocês já morreu, não sobrou nada para vocês, somente a prisão.
- Você se acha a maioral não é, sabe-tudo irritante? Pois saiba que o nosso mestre vai voltar e nós vamos dominar sim o mundo, mas primeiro acho que vou torturar você um pouquinho – Os outros deram certo espaço para as duas. – Pronta para morrer?
- Você esta cometendo um grande erro "Bella", eu não sou mais aquela garotinha que você torturou – As duas começaram a lançar feitiços, uns atingiam, outros eram repelidos, era uma confusão total.
"Malfeito feito".
CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO...
Oi meu povo e ai gostaram do novo capitulo? Sei que foram somente algumas modificações, mas tenho certeza que elas ficaram melhor.
Queria agradecer ao Mazzola, por ter corrigido esse capitulo.
Espero os comentários, bjussss.
E a propósito, Doby e Edwiges ainda estão vivos pois eu adoro eles e acho uma maldade muito grande da J.K Rowling ter matados eles.
Amandinha Potter
