2 Semanas Depois...

Eu tinha acabado de deixar John na creche e chegado em casa quando algiém toca a minha campainha incontrolavelmente. Quem seria? Eu abri e um Carter furioso adentrou a casa.

- Bom dia- eu disse no tom mais calmo que consegui.

- Bom dia??? Bom dia??? Você é muito cara-de-pau mesmo, hein??

- Por que, Carter?- a razão de tanto nervosismo nem me passava pela cabeça.

- Por que? Você ainda pergunta por que? - ele parecia mais nervoso. - Hoje de manhã eu recebi o pedido de entrada no divorcio!

- Finalmente... Faz 1 semana e meia que pedi.

- Olha Abby! Se você acha que eu vou assinar isso você está muito engana! Já disse que não assino porra de papel nenhum!

- Você quer um divórcio litigioso?- eu perguntei num tom mais ironico do que deveria.

- Nem um nem outro, Abby. Você não entendeu? Eu não vou te dar porra de separação nenhuma, você não vai conseguir!- ele berrava e eu permanecia tranqüila.

- Eu tenho motivos, Carter. Qualquer juiz vai ficar do meu lado...- eu disse, ainda no mesmo tom.

- To pouco me lixando se algum juiz filha da puta vai ficar do seu lado ou não, mas não vou assinar os papéis nem por ordem do papa. - ele berrava.

Eu me sentei no sofá da sala e disse calmamente:

- Carter um papel faz pouca diferença para mim. Estamos separados... Alias... Pegue isso de volta... - eu tirei a aliança do dedo e coloquei na mesa da sala e ele ficou mais puto ainda.

- Pode cair o mundo que eu não pego isso de volta! - ele berrou. Eu parei e acho que tinha ido longe demais. Eu mesma não queria tirar a aliança, estava fazendo isso só pra irrita-lo, tinha que admitir.

- Que seja... Não vou usar mais... - eu me levantei e ia sair, mas ele me segurou pelo braço e praticamente me jogou no sofá.

- Ainda não terminei! Eu sei que você está fazendo isso pra me irritar... E está conseguindo. Agora coloque isso de volta AGORA!

Eu não sei porque mas eu tinha necessidade de provoca-lo. Coloquei o anel em cima da mesa e sai dali, entrando da cozinha rapidamente. Escutei os passos dele me seguirem e ele quase se encostou em mim quando eu estava em frente a pia.

- Eu mandei você colocar a aliança agora!

- Primeiro você não manda em mim, segundo eu não vou colocar e terceiro quero ver quem vai me obrigar?

- Não pergunte duas vezes...- ele me virou de frente e me lascou um beijo enorme. Eu até perdi o equilíbrio, buscando forças apoiada no mármore da pia. Ele aprofundou o beijo e quando minhas pernas já estavam bambas ele pegou a minha mão e recolocou o anel.

Eu fiquei com raiva daquela atitude dele e quando eu ia tirar o anel de novo ele segurou meu braço dizendo.

- Se você tirar esse anel eu recoloco ele de novo, portanto não me desafie.

Quando eu ia falar alguma coisa o telefone toca. Ele me impede de atender e caiu na secretaria.

- Hei Abby... É Josh... Será que a gente podia sair hoje?! Você me prometeu uma coisa esqueceu? Vou cobrar... Beijo.

Ele encarou o telefone e eu percebi que ali vinha bomba.

- Eu não acredito que você - ele nem conseguia terminar a frase.

- Eu não te devo explicações... - eu fui me adiantando antes que a briga começasse...de novo.

- Volte aqui que você me deve sim - ele me colocou contra a pia.

- Eu não te devo nada!

- Quem é Josh? Você tem saído com ele?

- Carter, me deixa...não é da sua conta! - eu tentei sair dali.

- Você beijou ele?- ele disse, mas não gritou - já deu pra ele também?- ele permaneceu no mesmo tom.

- Se eu beijei ele ou dei para ele problema meu!

- Não acredito que você fez isso...

- Isso o que?

- Você deu pra ele!?

- Cala a boca, Carter! - eu gritei incrédula. Não podia acreditar que ele estava me perguntando isso, muito menos com essas palavras.

- Só me responde...você transou com ele ou não?- eu vi o desespero no olhar dele.

- Não, não transei! Ainda!

- E nem vai transar...

- A vida sexual é minha, faço dela o que quiser!

- Ótima, então eu faço o que eu quiser da minha, certo?- ele voltou a se acalmar.

- Certo... - eu respondi calmamente. Foi então que ele veio mais forte do que das outras vezes, mais rápido do que sempre. Meu beijou com fome e me colocou em cima da pia!

Eu me libertei dele e disse:

- Ta louco?! Tira suas mãos de mim!

- A vida sexual é minha e eu quero trans

ar com você agora.

- Acho que isso tem que ser uma decisão de ambos, não?- eu disse, ainda lutando com as mãos dele.

- Não, eu decido por você porque sei o que você quer - ele disse entre um riso enquanto tirava, contra a minha vontade, a minha camiseta.

- Não vou transar com você! Eu não quero!

- Eu decido por você e eu sei que você quer! Portanto apenas aproveite e goze...

Eu me controlei para não rir do trocadilho. - Por mais que eu aproveite, gozar vai ser meio difícil... - eu disse, rindo, batendo na mão dele toda vez que ele tentava abrir minha calça.

-Por que ?- ele perguntou curioso.

- Porque eu estou a uma semana sem e acho que vou ficar sem por um bom tempo, então perderei a prática.

- E quem disse que você vai ficar sem?!

- Eu!

- Só porque você quer...- ele respondendo, vindo me beijar de novo.

- Você não desiste?- eu disse, meio que me rendendo aos seus encantos.

- Nunca!- ele disse, rindo me beijando de novo.

- Mas agora num dá... Eu tenho que ir me arrumar para ir pro County... Hoje vou passar o dia todo lá...

- Eu também...

- Então vá pra casa...

- Posso ficar aqui?

- Carter... Não complique e vá embora ok? Não quero discutir...

- Tá, mas eu volto... Você não vai se livrar de mim.

Ele me deu uma piscadinha irresistível enquanto ia saindo. Voltou e me deu um ultimo beijo antes de finalmente ir de vez. Tomei banho, me arrumei bem. Seria ótimo passar o dia todinho "ao lado" dele.

Eu não o encontrei muito durante o dia no County, aquilo estava uma loucura hoje. Eu estava sentada no banco da baía de ambulâncias quando ele apareceu.

- Oi- ele disse sentando do meu lado.

- Oi...- eu sorri iluminadamente e ele pegou na minha mão. Veio me dar um beijo, mas celular tocou.

Ele prestou atenção em cada palavra minha. Eu tratei de ser o mais rápida possível. Quando eu desliguei ele disse:

- Você está muito bonita...

- Obrigada - eu tentei não me abalar com aquilo. Eu tinha que esquecê-lo. Tinha.

- Quer que eu te leve em casa?

- Não, eu não vou pra casa.

- Como assim não vai pra casa?-ele já tinha mudado o tom de voz.

- Vou dar uma saída...- eu expliquei calma e tranquilamente.

- Como? Por que? Onde?- e a mais fatidica- com quem??? - ele me interrogou.

- Virou policial Carter?

Ele ignorou a pergunta e disse no mesmo tom:

- Por isso a roupa a maquiagem, as jóias!

- Num seja paranóico... Eu venho todo o dia assim pro County... Não viaja...

- Não vem não! - ele parecia sério - quem é, o tal de Josh?? Vai tirar o atraso hoje??-ele perguntou em tom irônico.

- Ai, ta bom...- eu virei os olhos- não quero discutir...

- Então responda minhas perguntas.

- Ta bom policial... - eu olhei pra ele e disse: - Sim é o Josh, não te interessa pra onde a gente vai e muito menos se eu vou tirar o atraso.

Ele começou a rir. Eu já não entendia mais nada.

- Que foi?- eu pergunto, perdida no clima.

- Você não vai transar com ele...- ele ria.

- Por que tá dizendo isso?- eu perguntei indignada com a afirmação dele.

- Eu te conheço como a palma da minha mão...-ele ria- não vai transar com ele nem ferrando!

Era a minha vez de cair na gargalhada.

- O que foi Abby? - ele estava espantado.

- Você tem toda a razão... Não vou transar com ele...

- Sabia!

- Eu já transei com ele Carter... Eu já transei com ele...

Ele parecia perplexo. Nunca ele esperaria que eu dissesse isso.

- Mentira!- ele disse sério.

- Bem, acedite no que quiser...eu não devo satisfação de com quem eu transo ou deixo de transar...- eu me fazia de indiferente.

- Abby..

Eu olhei para ele.

- Olha nos meus olhos e diga se você já transou com ele.

- Já Carter. Já transei com ele e ai? Quer saber se ele é bom? Ele é...

- Cala a boca! Eu não quero ouvir...- ele parecia perturbado.

- E a KEM?- eu mudei totalmente o assunto como se nada fosse. Deus sabe como foi dificil, ms eu consegui.

- KEM? Se liga, Abby! Ela já foi! Voltou pra África...cada pergunta...- se fazia de absmado.

- Sinto muito... Vocês eram lindos juntos...

- Pára ta Abby ?

- Desculpe se fui indelicada. Agora eu vou esperar ele em outro lugar, porque aqui não da...

Eu sai e ele pareceu entrar no hospital cuspindo fogo. Não o vi o resto do plantão. Quando começou a cair a noite e assim, acabar meu plantão, eu fui pra fora para esperar minha carona.

- Já vai vadiar?- eu escutei a voz dele atrás de mim.

- Eu vou jantar...- eu ainda tinha paciencia com ele.

- Que mal lhe pergunte, onde você vai deixar meu filho? Não me diga que com a Susan...- ele se vez ver, ficando agora na minha frente.

- Não é com a Susan... Vai ficar com a babá dele... Eu não vou demorar mesmo...

- Ah tudo bem... Aonde você vai?

- Vou jantar ja disse... Não sei nem porque estou te dizendo isso...

Quando ele ia responder, um carro prateado parou na frente do hospital.

- Vai vadiar vai...

- Vai se fuder Carter! - eu disse indo até o carro.

Eu entrei no carro dando um beijo no rosto de Josh. Fiz questão de virar bem pra ele para que Carter não percebesse que fora só no rosto. Na verdade, nem um beijo na boca eu tinha dado nele direito.

Mais Tarde...

Eu cheguei em casa eram quase 1:30 da manhã. Claro que eu não esperava demorar muito, mas é que digamos que hoje eu e Josh ficamos literalmente. Eu já estava preparada para pedir mil desculpas para a baba quando eu vi Carter sentado no sofá.

- Que que você está fazendo aqui?- eu já tinha me irritado no primeiro passo.

- Eu não ia deixar David com uma desconhecida...- ele se justificou, não dando indícios que iria se levantar daquele sofá. David dormia no colo dele. Na TV, eu podia ouvir alguma desenho animado que mesmo com a criança dormindo, Carter continuava vendo.

Eu fui até David e o peguei no colo.Ele não acordou apenas se abraçou a mim e encostou a cabeça no meu ombro. Eu o levei para o quarto e quando voltei Carter estava na mesma posição.

- Pra quem não ia demorar, chegar em casa 1:30 da manhã a noite foi boa ne ?

- Foi ótima...- eu não estava mentindo. Apensar de saber o sentido que ele falava aqui, a noite realmente havia sido muito agradável.

- Que houve? Ele quis inovar as posições sexuais?- ele perguntou, não tirando os olhos da TV.

- Não vou nem discutir.

- Por que Abby? É a verdade?

Olha Carter, se você quer saber, na verdade eu... - eu quase me desmenti, mas achei melhor deixar tudo como estava.

- Não, fala...agora fala. O que vocês fizeram???- ele pela primeira vez me olhou nos olhos. Eu fiquei calada olhando pra ele também. Ele se levantou e sentou no braço do sofá- diz...o que vocês fizeram hoje?- ele permanecia me encarando.

- Eu não sou obrigada a te dizer nada do que ocorre na minha vida. A muito tempo eu não te devo explicações.

- Não me deve mesmo... Além do mais eu sei que você deve esta nas nuvens... ele deve ter te levado ao estremo.

- Carter dá pra você calar a boca?!

- Não, não da...- ele bufou- e você calou a boca hoje??? Ele te fez gemer??? Fez? Fez gostoso? Diz logo, eu quero saber!- ele começou a gritar.

- Cala a boca que o David tá dormindo!- eu gritei baixo, brigando com ele.

- Tá- ele baixou o tom de voz mas continuou me provocando- mas agora responde...que você fez?

- Eu não quero falar sobre isso.

- A coisa deve ter sido boa então... Você não tem nem palavras.

- Ah Carter deixa de ser chato !

- Eu quero saber!- ele gritou mais uma vez e eu o repreendi com os olhos- já chegou lá em baixo? Ou foi de costas mesmo?- ele ficou pensando...de quatro talvez...não, não, você nunca faria isso...- ele ficou falando sozinho e a minha riva foi aumentando.

- Carter... Se você está tão interessado, porque não vai dar você de quatro?!

- O que foi? Está nervosa?!

- Pára! Cala a boca!

- Vem calar...- ele me provocou.

- Nem ferrando...- eu respondi, me sentando no sofá. Troquei de canal e ele se sentou do meu lado. Mais próximo do que deveria, eu diria.

- Abby...

- O que é ?

- Eu te amo... E você não imagina o quanto me dói saber que você dorme com aquele viadinho...

- Primeiro: chumbo trocado não dói e segundo: Ele não é viado.

- Eu não teria tanta certeza assim...- ele disse meio a um sorriso.

- Você nem o conhece, Carter! Se toca!- eu disse, agora vidrada na TV.

- Sim, aham. Pensando em você, todos os dias- ele disse rindo, invertendo o que eu havia tido.

- E ele precisa pensar em mim o dia todo para ser homem!

- Sim... Pelo menos na maioria das vezes...

- Você lê os pensamentos dele .

- Não, mas eu sei... É, eu imagino...você sempre tem muito sono depois de fazer sexo- ele me disse, olhando para a TV desligada. Eu ia começar a mandar ele embora quando ele completou- mas nada comparado a fome- eu sorri com a afirmação dele. Não havia homem que me conhecesse mais nesse mundo - e eu lembrei daquele dia que ele me pegou na cozinha depois da gente ter transado. Ele disse que eu não conseguia dormir enquanto não comesse. Mas nessa vez eu não cheguei a comer nada, porque nós transamos mais uma vez. A gente tinha uma vida sexual agitada.

- Um dólar pelo seu pensamento.

- Nada não...- eu não daria esse gostinho a ele nem a pau- bem, eu to com sono com fome- eu ri para ele que ficou me olhando puto da vida- então, se você pudesse ir...eu agradeceria muito...- eu fui o mais delicada e sutil possível.

- Eu já estou indo... Vou deixar você repor as energias. - ele disse com raiva.

- Obrigada... Boa noite...

- Não vai ser mais tão boa, mas obrigado.

Ele saiu batendo o pé e eu sorri. Ele estava morrendo de ciumes e eu adorava aquilo, apesar de não querer gostar.

Eu acordei cedinho. Dei uma faxinada na casa antes de acordar David. Ele relutou um pouco pra abrir os olhos.

- Anjinho...- eu passei a mão pelo rosto dele- acorda...a mamãe precisa trabalhar mais cedo hoje. Levanta e vai tomar seu banho enquanto eu faço seu café, vai.

Ele levantou cambaleando e foi até o banheiro. Eu desci e preparei o cereal dele.

Ele era manhoso demais pela manhã. Herdou minha preguiça e isso fez eu me atrasar.

Quando eu cheguei o ER estava uma loucura ja. Eu estava indo ver o estado de um paciente na cardiologia quando encontrei Carter no elevador.

- Nossa, você dormiu muito né Chegou até atrasada... A noite foi boa...

- Eu não dormi muito... David tava manhoso e sim, a noite foi boa.

Nós fomos para o mesmo lugar e eu não agüentei e perguntei:

- Você também tem um paciente aqui?

- Não, mas tenho interesses aqui...

Eu sorri.

- Boa sorte nos seus interesses. - eu sai na frente dele e ele disparou:

- Você está muito bonita hoje Abby...

- Obrigada- eu me limitei a responder. Entrei na sala e chequei meu paciente. Sai logo em seguida fazendo algumas anotações da ficha dele. Carter permanecia grudado em mim, indo onde eu ia.

- Virou sombra agora foi?

- O que?

- Ainda se faz de lerdo... Fica me seguindo por tudo que é canto... Se você quer alguma coisa fale logo.

- Você sabe o que eu quero-ele voltou a insistir. Resolvi cortar ali, hoje eu não estava no espírito de ficar lidando com ele.

- Olha Carter- eu disse seria olhando pra ele- chega, tá? Acabou, mesmo. Não tem volta. Segue a sua vida que eu vou seguir a minha, beleza?- ele ficou me encarando até finalmente dizer

- Eu não vou largar do seu pé tão cedo...

- Carter vai procurar uma mulher vai...

- Não preciso de mais nenhuma... Tenho você...

Eu gargalhei.

- Você pode ter qualquer uma, menos a mim.

- Não se faz de difícil,vai, Abby...- ele disse. Eu comecei a perceber que aquele corredor sem fim estava vazio. Nenhum leito estava ocupado. Só havíamos nós ali.

- Eu preciso descer, Carter. Depois nos falamos, ok?- eu ia pegando o rumo do elevador quando ele me pegou firme pelo braço.

- Não fuja de mim... Eu apenas quero ser feliz ao seu lado. - Ele disse enquanto me empurrava para um leito vazio.

- Carter... Eu cansei de me machucar, me deixa ir...

- Não...

- Eu não quero sofrer mais com isso... Me deixa ir... - eu comecei a chorar.

- Não chore... Por Deus não... - ele disse beijando o meu rosto molhado pelas lágrimas

- Então me deixa, Carter- eu fui indo pra porta mas ele correu e se pos na frente.

- Você só vai sair daqui quando for minha de novo - ele disse autoritário mas tinha o velho e gostoso tom macio que eu amava.

- Eu não vou mais ser sua, Carter..- eu disse, limpando as lagrimas que caiam.

- Ahhhh vai...

Ele ia me pressionar de novo contra a parede,mas eu sai dele e disse:

- Carter, me deixa... Eu to cansada disso... Me deixa.

Eu sai meio que correndo e peguei o elevador.Ele estava forçando a barra. Eu não queria isso. Pensava muito no meu filho na hora que estava quase cedendo. Eu o amava muito mais não mais do que amava meu filho. Meu filho precisa de mim, agora mais do que nunca. E eu confundi-lo so iria piorar as coisas

Eu entrei na SDM com os olhos cheios de lágrimas. Susan sentou ao meu lado e disse:

- O que ele fez?

- Ele está forçando a barra Sue! Eu estou me magoando tanto... Eu queria tanto me enterrar num buraco pra me esconder!

- Abby... Não diga isso...

- Eu gosto tanto dele...Se eu pudesse eu o perdoava e corria pros braços dele, Sue. Mas eu não posso...não posso- eu já chorava avidamente- eu tenho que proteger o David. Não posso deixar ele confuso com as cagadas que eu faço.

- Abby... Eu torço para que vocês fiquem juntos, mas se você realmente não quer, imponha suas vontades. Se é não, é não... Não ceda... É difícil, mas não ceda...

- Não é que eu não queira, Sue. Eu quero, você sabe. Eu amo o Carter, amo ficar com ele e transar com ele. Mas não da, simplesmente não da!- eu desabei.

- Abby, de tempo ao tempo...se ele realmente quiser voltar atrás, vocês vão voltar...- ela tentava me acalmar.

- E nesse meio tempo? Eu me magoou mais?

- Não... Apenas deixe ele sair do buraco que ele criou pra ele mesmo. Faça apenas o que você quiser e tiver afim de fazer. Se quiser transar com ele transe, se quiser perdoar perdoe, apenas não se magoe mais

- Não tem como separar as coisas, Sue. Eu tenho um filho com ele. Não é tão simples...- eu não sabia se tinha mais medo por David ou por mim.

- Ah, Abby, não fala besteira, vai!- Susan já parecia ter me sacado- até parece que nunca escondeu namoradinho da mamãe. Até parece que nunca transou por transar.

- Com ele é diferente...

- Não é não... Só vai ser diferente se você quiser que seja, mas se você quiser ele só pra transar você pode ter.

- Eu vou tentar...

- Isso...

Eu acenei e fui trabalhar. Durante muitos dias eu e Carter só falamos o essencial. Ele vai ver o filho todo dia e David parece estar um pouco mais acostumado, apesar de as vezes pedir pro pai ficar. Hoje ele chegou mais cedo que o costume.

- Bom Dia... - ele disse quando eu abri a porta

- Oi Paiiiiiiiiiiiiiiiiii!!! - David veio correndo.

- Hei garotão.

Carter o pegou no colo e eu dei uma mala com a troca de roupa de David. Ele estava tão bonito hoje. Aquele sorriso voltou brilhar no rosto dele. Cheguei até a pensar que ele teria outra, mas não. Ele estava mudado.

- Obrigado- ele disse tocando minhas mão pegando a sacola. Senti um vontade louca de largar tudo ali e dar o beijo que há atnto eu queira, mas isso não podia acontecer.

- De nada - eu disse sorrindo. O perfume dele invadiu meus pulmões quando ele se abaixou para deixar David no chão. Meu Deus, o homem cheiroso.

- Quer vir com a gente Abby - ai como ele me fazia uma proposta dessa desse jeito. Eu vi David sorrir iluminadamente e olhar pra mim e eu quase morri de tanta vontade de ir.

- Não, obrigada... - eu tinha que recusar.

Ele não insistiu. Pegou na mãozinha de David e ele saíram. Aproveitei que meu plantão era no fim da noite e aproveitei para descansar. Dormi um pouco a tarde e esqueci ate de almoçar. Acordei com a campainha tocando. Já seria Carter?

Não, não era Carter e sim Josh. Ele entrou e almoçamos juntos. Ficamos conversando por um bom tempo como amigos. Quando estávamos vendo tv a campainha tocou e dessa vez era Carter que trazia David dormindo em seus braços. Quando ele vou Josh seu sorriso se apagou completamente. Eu levei David pro quarto e quando voltei Josh tinha ido embora.

- Que houve aqui?- eu perguntei, vendo Carter meio nervoso vendo TV na sala.

- Nada...- ele disse e eu sabia que ele estava me escondendo alguma coisa.

- Você botou ele pra fora, né?- eu já sabia até a resposta.

- Botei, botei sim por que?- ele já tinha se alterado de novo- e você, você é mesmo uma mentirosa, viu? Por que você me disse que transou com ele, hein? Por que?- ele começou a gritar.Ótimo, Josh fez o favor de me desmentir. Meu plano fora por agua abaixo.

- Porque eu quis...

- E por que você quis? Queria me deixar irritado? Eu fiquei muito mais agora...

- Carter...

- NÃO ME CHAME ASSIM! - ele berrou.

- John...

Ele olhou para mim nervoso ainda.

- Eu odeio quando você mente pra mim...- ele parecia magoado comigo, mas eu nunca tirava a traição dele da cabeça.

- É, eu também. Eu odeio quando mente, quando me trai, quando dorme com outra..- eu me fiz de durona.

- Você nunca vai me perdoar?- ele trazia um desespero no olhar.

- Você sabe o que é ouvir da boca de quem você ama que não te ama mais?- eu já chorava que nem um bebe pela milésima vez.

- Abby! Eu já disse que eu não podia dizer o que eu sentia pro David! Ele nunca entenderia, Abby!- ela não sabia se gritava ou chorava, ficava bravo ou chateado.

- Que não dissesse nada a ele !

- Eu não podia - ele gritou - Ele ia insistir !

- Ok, Carter..eu não vou discutir com você...mais uma vez.

- Deixa eu ficar aqui essa noite?- ele perguntou como se nós não acabássemos de te ruma briga.

- Você esta tirando com a minha cara, né?- eu não acreditava que ele era tão cara-de-pau.

- Não... - ele tinha lágrimas nos olhos - Eu estou me sentindo sozinho. Eu quase bebi ontem.

Ele não podia beber. Não podia. Ele tinha que se manter firme.

- Tá bom... Você pode ficar...

Ele sorriu iluminadamente.

- Eu vou dormir com o David e você fica na cama, tá bem?- o sorriso dele logo murchou.

- Eu posso ficar no sofá, não precisa de incomodar, Abby..- ele fez aquela carinha fofa que eu amava.

- E as suas costas Amanhã você nem levanta...

- Já faz um tempão que eu fui esfaqueado e nem dói mais.

- É, mas as vezes você tem umas crises...

- Mas eu não vou deixar você dormir desconfortável... - ele queria mesmo dormir no mesmo quarto que eu e eu também queria dormir ao lado dele.

- Hum..- eu pensei um pouco- vamos fazer assim. Pra nenhum de nós sair desconfortável ,eu coloco o colchonete la no quarto e você dorme lá que é mais espaçoso, ok?- ele sorriu um pouco mais.

- Eu prometo que não vou te atacar- nós dois rimos e eu fu subindo para ajeitar tudo.

Eu arrumei tudo e desci de novo vendo ele olhar uma foto nossa. Ele a colocou no lugar quando eu me aproximei e quando nossos olhos se encontraram eu vi que ele parecia estar chorando. Aquilo tocou o meu coração... Ele não era de chorar... Ele passou a mão pelos olhos e disse:

- Desculpe...

- Tudo bem... - eu disse disfarçando - Quando você quiser subir é só avisar que está tudo pronto.

- Certo... Obrigado... To sem sono... Vou depois...

Eu subi e antes de ir para o meu quarto, passei no de David para dar uma checada. Tudo bem, ele dormia como um anjinho. O meu anjinho. Fui para o meu quarto e tomei um banho rápido. Coloquei um shorts e uma camiseta. Não iria colocar a minha camisola habitual. Nao queria que ele pensasse que eu o estava provocando.

Eu não consegui dormir de imediato, acho que estava esperando por ele. Ele não demorou muito a vir pro quarto e quando eu ouvi o barulho da porta fechei os olhos imediatamente. Quando ele estava de costas pra mim eu abri um pouco os olhos e pude percebeu ele tirar a camisa e a calça. Ai ele não ia fazer isso comigo...

Quando ele virou pra frente da cama eu fechei os olhos rapidamente mas pude perceber ele me olhar. Senti ele se aproximar de mim e tocar o meu rosto. Eu já estava pronta para acordar e gritar com ele mas ele se afastou de mim e foi andando, até que eu o vi acender a luz do banheiro. Abri os olhos mais uma vez e vi que ele se via no espelho. Ele estava só de samba-canção. Deus, eu tenho que me controlar. Ele lavou o rosto e voltou pro quarto. Ele foi até mim e sussurrou:

- Eu te amo...

Eu estremeci. Ele desligou a luz e deitou no colchonete e eu abri meus olhos

Eu me movi devagar para a beirada da cama pra ficar mais próximo dele. Vi que ele ainda não tinha dormido. Fiquei olhando-o ali tão fofinho e tão perto de mim. Comecei a sentir um calor e sem pensar muito, joguei as cobertas longe.

Eu percebi ele se mexer e me olhar. Ele soltou um profundo suspiro e virou para o lado e eu com a visão do corpo dele e foi minha vez de suspirar. Eu estava enlouquecendo

Tentei pensar em David, no ER ,na Susan e até na Weaver. Nada adiantava. Comecei a pensar nele com aquela vadia e um ódio começou a me subir. Ele se mexeu de novo, virando de lado, mas dessa vez pro meu lado. Fiquei vendo a boca dele e toda a parte da frente. Logo a raiva se transformou em excitação.

Aquele homem me enlouquecia. O cabelo, os olhos, o narizinho dele ela era tão sexy, aquela boquinha... Ai meu Deus eu preciso parar de pensar nisso, mas a minha excitação só aumentava. Eu desci meus olhos e parei no abdome dele. Nem definido, nem gordo... meu deus eu vou explodir.

Respirei profundamente. Ele se fechou um pouco. Acho que tinha ouvido algo. Decidi que o melhor era sair um pouco dali se não eu mão me controlaria. Sai devagarzinho da cama, indo até o banheiro. Molhei o rosto e voltei pro quarto, vendo- o agora dormir de bruços. "que bunda", pensei comigo.

Eu não agüentaria ficar vendo ele ali daquele jeito. Levantei e fui até o quarto de David que dormia como um anjo. Ajeitei as cobertas dele e beijei oo seu rostinho. Ele dormia do mesmo jeito do pai. Sorri e sai do quarto indo em direção ao corredor.

O escuro dominava a área e quando eu estava quase entrando no meu quarto, trombei com "algo".