Eu não agüentei e sorri.
- A gente da a mão e você quer o braço.
- Não é bem o braço que eu tava querendo não, viu?- ele diz sorrindo pra mim com o olhar malicioso.
- Tarado!- eu digo, vendo se aproximar mais de mim.
- Só por você...
- Bom...eu vou ver como o David está...- eu fui levantando do sofá, mas ele me puxou pela blusa.
- Volta aqui...- eu me desequilibrei e cai no colo dele. Deus me ajude.
-Não pode dar confiança mesmo... Aff...
- Pode sim,isso e muito mais
- Bom...eu vou ver como o David está...- eu fui levantando do sofá, mas ele me puxou pela blusa.
- Volta aqui...- eu me desequilibrei e cai no colo dele. Deus me ajude.
- O que você quer?
- Você.
E me beijou. Eu senti a língua dele na minha boca e m entreguei, ele me enlouquecia!
Por mais incrível que pareça, no primeiro momento ele só me beijou. Ficou me beijando por muitos minutos e não tocou em nada meu. Quando eu já não agüentava mais, ele parou um pouco. Tentei me soltar dele, mas ele colou as mãos sobre mim, me fazendo deitar novamente.
- Não tenha pressa não...- ele disse sorrindo, finalmente começando a tocar meus seios de leve.
Ele começou a beijar meu pescoço e a desabotoar minha blusa. Eu tentei para a mão dele, mas eu desisti completamente disso quando ele começou a falar coisas no meu ouvido.
- Abby, minha Abby... Te amo tanto...
Ele me deu mais um beijo profundo e terminou de desabotoar a minha blusa por completo.
- Carter...- eu sabia que não podia fazer isso...- vamos parar por aqui, ok?
Ele me olhou com a maior cara de decepção que vi em toda a minha vida nele. Acho que ele realmente achou que eu iria deixar. Bem, pra ser sincera eu ia...mas aquelas coisas voltaram a minha cabeça e eu não conseguia.
Eu olhei nos olhos dele e vi que ele fazia aquela carinha de cachorrinho pidão... Eu olhei ele ali tão "abandonado" e senti um peso enorme na minha conciencia. Sem pensar muito eu o beijei.
Ele não respondeu ao beijo como eu esperava, mas me beijou de volta. Vi que ele já não estava tão empolgado. eu sei que era ruim, tanto pra mim quanto pra ele, mas eu sabia que me sentiria pior depois.
- De tempo ao tempo, Carter...- eu olhei fundo nele- de tempo a mim, de tempo a você e principalmente a ele- eu disse, voltando meu olhos ao quarto de David.
Ele sentou no sofá e olhou pra mim do mesmo jeito.
- Você quer que eu te dê quanto tempo a mais? Um mês, um ano, um século? Sinceramente eu não agüento mais essa situação... Nós, ha muito tempo deixamos de ser crianças e passamos a encarar nossos problemas de frente... Eu não sou de lutar muito não... Não suporto rejeição por muito tempo e por mais que eu te ame eu vou viver minha vida
- Ah, então tá bom...- ele logo me levantei. Odiava quando ele falava assim comigo.
- Tá bom?- ele aumentou um pouco o tom de voz.
- Se você não tem paciência problema seu...Eu tive paciência de esperar você voltar...e o que eu levei? Um chifre no meio da testa!!!- eu comecei a gritar de novo. Ótimo, mais uma briga, só pra não perder o costume.
- Eu não vou mais repetir que eu errei, que eu fui um idiota isso não tem valor pra você! - ele já gritava comigo.
- Primeiramente não grite comigo e segundo isso teria mais valor se você demonstrasse isso!
- E eu não demonstro?! - ele disse passando a mão pelos cabelos - Por Deus Eu preciso me matar pra que você veja isso de uma vez
Eu fiquei calada e abaixei a cabeça. Certo, eu sabia que ele me amava tanto quando eu o amava. Mas era tão difícil acreditar...
- Eu vou ficar com Dave...- eu disse, saindo da cozinha e indo a direção do quarto.
- É esse seu problema! Você sempre foge quando eu digo as coisas, você sempre foge quando percebe o que sente e o que eu sinto por você.
- Eu não estou fugindo
- Não... sou eu...
- O que você quer?
- Quero conversar e sério agora! Vamos nos resolver logo... Agora se você quiser a separação eu te dou!
Eu gelei. Separação? Ele estava louco? Bem, fui eu quem pedi e insisti. Burra!
- Olha Carter, essa sua atitude é ridícula! O que você queria que eu fizesse? Saísse correndo pros teus braços quando depois de te esperar quase um ano mal sabendo noticias suas, dizendo pro meu filho que o pai dele voltava logo sem saber se voltava, saber que você me traiu? Olha, eu podia muito bem ter te traído e aposto que você ia adorar!
- Ha-ha-ha- ele riu falo- como você é engraçadinha, não?- ela ficou me olhando.
- Bom...acabou nossa conversa sem futuro, né? Posso ir ver como meu filho está?
- A vontade...- ele disse irônico, me mostrando com a mão o caminho do quarto.
Eu vi que meu filho continuava dormindo e fui pro meu quarto onde me joguei na cama e soltei algumas lágrimas. Minutos depois alguém bate na porta.
- Entra...
- Abby...
- Carter se veio me encher volte pra sala...
Ele ficou calado e continuou a caminhar na minha direção.
- Desculpa...- ele disse com um tom rouco na voz. Eu fiquei quieta e ele continuou- eu não quis dizer aquilo...Eu nunca te daria o divorcio mesmo...- ele sorriu e eu me forcei pra pra não cair na dele também.
- Abby... Fale comigo... Me mande embora ou me fuder, mas seu silêncio me preocupa... - ele acariciou meus cabelos e eu continuei muda. - Eu sei que eu sou um idiota... eu sei...
- Humilde aquele que reconhece.
Eu sorri um pouco pra mim mesma diante meu próprio comentário. Ele ficou passando a mãos pelos meus cabelos um pouco mais de tento e eu já senti um sono me invadir.
- Vou acabar dormindo.
- Durma... Você deve estar cansada...
Por um momento pareceu que estávamos bem de novo. Eu olhei para ele com ternura e pude ver isso nos olhos dele também.
- Desculpa também...
Quando ele voltou eu ainda estava acordada.
- Ainda acordada?
- Sim...
- E como ele está?
- Não muito bem no sentido de animo.
- Será que ele nunca vi melhorar?- eu disse preocupada, ainda sem me mover.
- Vai...de tempo a ele- ele disse, usando as minhas palavras de instantes atrás- ele esta acordado, sem sono...Dormiu a tarde inteira, agora não quer ir pra cama.
- Por que não vamos ficar com ele Acho que ele precisa de nós agora...
- Sim...
Nós saímos e fomos ao quarto dele.
- Hei Dave... Como você está ? - eu disse vendo-o assistir Bob Esponja.
- Bem.
- E quer fazer alguma coisa ?
- Não... - ele disse emburrado.
- David...- Carter chamou a atenção dele, enquanto deitava no chão. Eu permaneci sentada na cama- você não pode ficar assim, vai ter que aceitar, poxa vida!- Carter estava sem muita paciência hoje- nem tudo pode ser como você quer, filho...
- Não é como eu quero!Por que você abandonou eu e a mamae? Você trocou ela por aquela outra lá! A mamãe gosta de você e você não vê isso Ela chorou muito já- eu gelei. David não poderia me abandonar agora. Olhei para ele olhar "matador" como ele e Carter o denominaram.
- Pai, você não podia ter feito isso com a gente, muito menos com a mamãe, pai...- ele chorava mais. Eu não estava me agüentando também, quase comecei a chorar. Carter olhava pra ele incrédulo.
Ele se abraçou a mim e continuou:
- A mamãe tá triste por sua culpa!
- David... - eu falei para ele - Chega meu amor...
Carter estava estático e espantado.
- Mãe...- ele se agarrou forte a mim. Nunca o tina visto tão desesperado. Ele extravasava os meus sentimentos. Aquilo era tudo o que eu queria dizer e fazer, mas não podia.
- Estou aqui querido...
- Eu não quero mais ver o papai... Ele magoa a mamae...
- Querido... Fique calmo e não pense nisso.
Ele se agarrar cada vez mais em mim. Carter olhava ainda abismado com tudo aquilo.
- Dave...eu já pedi desculpas a mamãe..- ele disse, tentando tocar os cabelos dele.
- Desculpas?- ele finalmente olhou pra Carter- não adianta agora, pai..- Deus meu filho era tão inteligente e sensível que ate me espantava.
- Eu e a mamãe já conversamos sobre isso...
- Conversar não adianta... Você disse para mim que não a ama mais.
- David esqueça isso ok... - eu disse o abraçando.
- Não dá.
Ele estava irredutível. Ele era teimosos demais! Dorga, nisso que ele deveria ter puxado ao Carter, puxou a mim.
- Dave...chega por hoje, ok?- eu cortei o assunto. As coisas só tndiam a piorar ali.
- Abby, me deixe sozinho com ele, por favor...
- Não mãe! - ele disse me segurando.
- Ele é seu pai bebê... Fale com ele... Vou estar no quarto ao lado. Qualquer coisa chame
Ele acenou e eu pedi calma a Carter e sai.
Eu fui pro quarto mais todas as portas estavam abertas, a casa estava muito silenciosa. Não pude deixar de ouvir a conversa deles, num tom muito sutil.
- Você ama ela, pai?- Dave perguntou, agora mais calmo.
- Sim, filho... Eu amo muito a sua mãe... Eu nunca deixei de amá-la.
Eu senti meu coração acelerar ao ouvir aquilo. A minha vontade foi ir até aquele quarto e o beijar e dizer que o amava, mas me controlei.
- Fala isso pra mamae! Fala!
- Eu disse isso a ela, filho. Mas é difícil...eu errei muito com ela, você não disse?- acho que ele deve ter confirmado com a cabeça ou algo que não pude ouvir- então...eu preciso esperar pra ver se sua mãe consegue me perdoar, entendeu...- mais uma vez o silencio- só quero que você ouça uma coisa e nunca se esqueça nem duvide isso ok? Eu amo muito você, você é a minha vida! A sua mãe também, nunca deixei de ama-la, nunca mesmo. Eu menti quando disse aquilo a você, porque a mamãe foi a única pessoa que o papai amou na vida toda, entendeu?- o silencio voltou.
- Mas ela vai acreditar... Eu falo para ela... - ele disse depois de um tempo.
- Não precisa filho. Se você falar ela vai achar que eu pedi para você dizer isso, pensando que eu me aproveitei que você quer que a gente volte e isso pode piorar as coisas. A única coisa que eu não queria que acontecesse é ela ficar mais magoada comigo.
- Ela ama você pai...
- Eu sei, Dave. Eu sei disso, acredito nisso piamente e por mais que a sua mãe fale que não perdoa ou que não me ama mais, eu nunca vou acreditar...por que...sabe?- Carter parecia estar bem emocionado falando aquilo-a gente é feito uma quebra-cabeça sabe?
- Que nem o meu de "Os Incriveis"?- ele perguntou empolgado. Carter riu um pouco e continuou.
- Isso, filho. Igual ao seu. Cada peça se encaixa e por mais que você demore a colocar cada peça no seu devido lugar, elas sempre vão estar ali esperando pra serem encaixadas. Até o dia que você aprende a montar e não demora mais...O amor também é assim...quando você demora muito e aprende, sabe direitinho como fazer tudo e não machuca quem você ama mais..., entendeu?- houve um pequeno silencio.
- Hum...entendi...então quer dizer que a mamãe é um quebra-cabeça? Uma parte do meu quebra-cabeça?- ele perguntou, ainda duvidoso.
- Sim... Na nossa vida a gente tem um quebra cabeça e todas as pessoas que amamos estão nele. As vezes a gente magoa essas pessoas com palavras, atos, traições... ou seja coisas que a pessoa que amamos não gosta, mas nós temos a chance de concertar isso quando realmente amamos a pessoa e queremos concertar as coisas. Eu amo muito a sua mãe e quero concertar o que eu fiz... só preciso dar tempo ao tempo...
- E se a mamãe não perdoar... o quebra cabeça não pode ser montado ne?
- Não pode , mas alguém que eu amo muito vai sempre me ligar a ela e me dará a esperança de que um dia eu recupere a peça que falta pra completar o quebra cabeça.
- E que peça é essa?
- Você filho... Em você está unindo o meu amor e o da sua mãe... pois Deus nos deu você em um momento de muito amor... Você é as nossas características mais marcantes e a demonstração de um amor que ainda exista...
- Legal!- Dave parecia bem empolgado com tudo aquilo. Eu percebi que a conversa tinha acabado e que eu já podia voltar pro quarto. Andei pelo corredor e entrei, vendo Dave deitado com a cabeça no colo de Carter, que assistia Tv deitado na cama.
- Oi...- eu disse, chamando a atenção de Dave que prontamente olhou pra mim.
- Oi, mãe- ele veio até mim e me deu um longo abraço na minha cintura, que era ate onde ele alcançava. Nossa, a conversa tinha mesmo tido um bom efeito.
- Oi mãe... Vem ver tv com a gente...
- E o que vocês tão vendo...?
- Meu desejo favorito...
- Bob esponja - eu perguntei e ele sorriu.
- É Mas eu queria brincar...
- De que?
- Queria montar meu quebra cabeça dos incríveis... me ajudam?
Eu gelei de novo. Deus! Carter tinha um poder com aquela conversa. Ele entrou na mente de David de uma maneira, ele tinha entendido verdadeiramente toda aquela metáfora que ele tinha usado.
- Vamos mãe?- Carter me olhou. Eu podia ver nos olhos dele que ele sabia que eu tinha escutado a conversa dele e sabia o significado que teria eu resolve-lo todo. Mas Dave me olhava com uma carinha e se eu o desapontasse agora, nunca ia me perdoar.
- Claro filho...pega lá.
Ele sorriu abertamente e Carter olhou pra mim e docemente. Acho que de alguma forma hoje a minha raiva por tudo que ele me fez diminuiu.
- Pronto... - disse David estendendo a caixa pra mim e quebrando o contato visual que eu ainda matinha com Carter.
- Quer jogar aqui ou lá na sala?- eu perguntei meio sem saber o que fazer.
- Aqui mãe!!!- Dave parecia outra criança. Todo feliz e empolgado, pegou na minha mãe e sentou no chão, fazendo com que eu sentasse também. Carter olhou a cena sorrindo e logo depois se juntou a nós no chão.
- Pega seu risque-e-rabisque pra gente montar em cima, Dave- Carter disse e ele rapidamente correu ate a escrivaninha trazendo-o.
- Pronto-disse quando sentou no chão, abrindo a caixa e as espalhando por todo o chão.
Ele fez questão de deixar eu e Carter lado a lado. Esse meu filho era um gênio para fazer as coisas.
- Por onde começamos pai? - ele perguntou olhando pra Carter que pegou uma peça de um dos cantos do quebra-cabeça.
- Pelos cantos meu filho. Devagarzinho a gente chega lá.
David sorriu e foi procurar um pedacinho que ali coubesse. Eu acho que achei a peça e digo.
- Acho que achei... - tentei colocar, mas eu não conseguia por direito e Carter pegou minha mão e disse:
- Deixa te ajudar...
Ele encaixou a peça e soltou minha mão. Dave olhou rápido pra nos e procurou mais algumas peças.
- E agora pai?-ele perguntou, olhando mais pra mim do que pra Carter.
- Agora, Dave..- ele olhou rápido pra mim- nós temos que fazer tudo em volta. A base, entendo. Por que a base é a infra-estrutura...
- Entendi...- ele disse, separando todas as peças que contornavam o quebra-cabeça. Eu e Carter também.
Ele tentou encaixar peça por peça que achava até que conseguiu.
- Finalmente... Acho que não sou bom nisso.
-Todos somos filho -Carter disse e continuou - Principalmente os inteligentes como você. Só que precisamos ter paciência para conquistar o que queremos em qualquer sentido.
- E agora, pai?- Dave perguntou de novo me encarando.
- Agora a gente tem que ir montando com carinho e paciência, Dave- eu olhei pra Abby- vai haver momentos que nós vamos achar que não vamos conseguir, mas a gente que ir em frente.
Ele acenou e nós três seguimos montando de fora par dentro. Quando ainda faltava um quarto do quebra cabeça David começou a bocejar.
- Está com sono bebe?
- Sim...
- Então vamos dormir... Já está tarde... - eu disse e ele fez que não e disse:
- Mas temos que terminar.
- Mas depois nós terminamos querido. Temos um bom tempo... Esqueceu da paciência que eu falei ?
- Ah sim. Sim.
Eu levantei do chão e abri o lençol Olhei pra Dave que colocava o quebra-cabeça com cuidado no canto do quarto, sem desmontar.
- Vai tomar banho?- eu perguntei vendo ele coçar os olhos. Eu até sabia a resposta dela.
- Pode ser amanhã?- ele me perguntou com aquela cara de sapequinha. Eu sorri, vendo Carter assistir a cena perto da porta.
- Tá, mas o senhor vai tomar banho logo pela manha, viu seu porquinho?- eu apertei o nariz dele e ele pulou na cama, esperando que eu o cobrisse como fazia todos os dias.
- Prometo que sim... - ele disse sorrindo. Eu o beijei e terminei de ajeita-lo dizendo:
- Nem que o senhor não prometesse... Te colocava dentro daquele chuveiro a força.
Ele sorriu e Carter deu boa noite para ele também saindo logo depois de mim.
- Obrigada pela conversa com ele... Agora eu acho que ele realmente entendeu tudo.
Carter apenas acenou com cabeça entrando no nosso quarto. Ele não olhava pra mim em nenhum momento e aquilo estava me irritando muito.
- Onde você vai?- eu perguntei, vendo que ele pegara o próprio travesseiro.
- Dormir na sala...- ele disse ainda sem olhar na minha cara.
- Deixa de besteira, vai- eu peguei na ponta do travesseiro- pode dormir aí.
- Não... Vou pra sala...
- Ai Carter deita de uma vez ai...
- Não... Eu prefiro a sala.
- Ai meu Deus... O que você quer que eu diga pra você ficar aqui?
- Nem te digo!
- Carter...- eu disse mais séria.
- Brincadeira...- ele disse ficando sério indo até o corredor. Não, não podia deixar ele dormir lá. Não podia nem queria.
- Já disse pra você ficar aquiiii- eu disse cantando, procurando minha camisola debaixo do travesseiro.
Vi que ele não tinha me respondido, então comecei a me trocar. Quando eu estava só de calcinha, colocando a camisola eu o vi. Eu tentei me cobrir, mas ele não tirava os olhos de mim, apesar de tentar disfarçar. Ele virou de costas.
- Desculpa...
- Deixa disso, Carter- eu disse, colocando a roupa por completo- nenhum novidade aqui pra você..- eu disse, sorrindo, tentando tornar o clima agradável.
- Posso dormir aqui mesmo?- eu percebi o travesseiro na mão direita dele. Ufa, ele mesmo voltou.
- Aham..- eu fingi que não dei muita importância. Fui ao banheiro escovar os dentes e pentear os cabelos. Quando voltei, ele já estava deitado, coberto de barriga pra cima, olhando pro teto. Fiz meu espaço até ele, me deitando do seu lado.
- Posso apagar a luz?- eu disse já com o botão no espelho de luz que ficava um pouco em cima de nós.
- Aham- ele resmungou não saindo da posição.
Eu apaguei a luz e me ajeitei de lado, fechando os olhos. Na verdade eu não conseguia dormir... Só pensava em tê-lo ali e agora. Eu respirei fundo e senti o perfume dele que eu mais gostava. Ele agora usava esse perfume todo santo dia.
- Eu sei que você não está dormindo... - ele disse em voz baixa.
- Estou tentando...
- Quer que eu prepare um chá alguma coisa?
- Não, obrigada... - a única coisa que me faria dormir era transar com você e ter um orgasmo que só você me dá, mas não posso...
- Se precisar de qualquer coisa é só pedir.
- Ok... - Aí Carter para de me fazer essas propostas que daqui a pouco eu aceito.
Eu senti a mão dele subir os meus cabelos fazendo pequenos carinhos... Ele sabia tudo sobre mim
Eu fiquei imóvel. Qualquer movimento que eu fizesse podia ser perigoso. Virei de costas pra ele e antes que eu pudesse pensar em alguma coisa, ele começou a falar.
- Sabe...- eu continuei ali- você que o que eu disse pra ele é verdade, né?- eu acenei com a cabeça discretamente. Ele não se fez de vencido e continuou:
- Tudo o que eu disse pra ele foi verdade e sabe aquela pecinha do quebra-cabeça que você perde e quando termina de montar não fica completo e fica sem sentido? - eu voltei a acenar afirmativamente - Então... Você é essa peça do meu quebra cabeça,se eu te perder ou continuar sem você sou uma pessoa incompleta e sem sentido. Eu juro que se eu pudesse eu sumia da sua vida, porque sei que o que eu fui a pior das cachorradas, mas eu te amo Abby e isso nunca em hipótese nenhuma vai mudar. Acho que até depois de morto, em outra vida ou seja lá pra onde a gente vai depois que morre, você vai continuar sendo a peça principal do meu quebra-cabeça. Você deve estar pensando que eu estou dizendo isso pra te ter de volta... mas não... isso por mais que eu queira e eu quero, na verdade daria tudo o que eu tenho e até a minha vida pelo seu perdão, mas eu disse isso só pra que você não tenha dúvidas, se um dia teve, que eu te amo mais do que a mim mesmo e do que a qualquer coisa... Você e David... São as únicas coisas da qual eu não
me arrependo de ter tido em minha vida e agradeço a Deus por isso.
Eu controlava pra não chorar a cada palavra dele. Ele não precisava fazer muito mais pra que eu o perdoasse. Era só...ser ele...como sempre foi, por quem eu me apaixonei e que amo tanto. Não tinha como deixar de amar, esquecer. Ele fazia parte da minha como o ar que eu respiro.
Eu não disse nada. Não queria desabar a chorar na frente dele. Não mesmo. Fiquei quita no meu canto e senti quando ele virou pro outro lado. Pra ele estava bom, ele tinha me feito escutar o que ele tinha dizer e isso era mais do que necessário pra me fazer perceber as coisas. E ele sabia disso. Ele tinha esse poder sobre mim.
Eu senti as lágrimas escorrerem pelos meus olhos silenciosamente. Eu precisava tanto dele, mas o meu orgulho e minha magoa me paravam no meio do caminho quando eu resolvia perdoa-lo.
Eu não conseguia dormir depois do que ele me disse. Aquelas palavras entravam ficavam na minha cabeça como uma música. Eu acho que ele ainda não dormiu também, ele esta se mexendo muito.
Eu me virei, ficando de barrigada pra cima, olhando pro teto. Não conseguia ver em que posição ele estava, mas sabia que ele estava acordado.Fiquei bastante tempo ali, sem fazer nada.
Mas eu estava morta de cansaço, percebi que não agüentaria muito tempo ali acordada. Quando eu me vi quase fechando os olhos, senti alguma coisa passar a mão pela minha coxa.
A mão dele fazia pequenos carinhos em mim e pelo estado em que eu estava meu corpo estava ficando arrepiado já. Eu coloquei minha mão delicadamente sob a coxa dele dando o aval para que ele seguisse em frente. Ele se virou e ficou me olhando antes de beijar minha boca docemente, mas em pouco tempo o beijo já estava profundo e nossas línguas exploravam a boca um do outro sedentos de paixão e saudade. As mãos dele começaram a explorar meus seios e eu soltava gemidos baixos e logo minhas mãos estavam tirando a camisa que ele usava e acariciando seu toráx.
Aquele tórax que eu amava! Saudades...Ele logo começou a passar as mãos sobre as minhas nádegas e achar o fim da minha camisola, subindo-a imediatamente.
Sem parar de me beijar, ele tirou-a por completo e começou a beijar os meus seios com uma fome que há tempos eu não via.
Logo eu não podia controlar minha mãos que acariciavam todo o corpo dele. Segui com elas até o shorts dele, começando a desamarra-lo com rapidez. Não tínhamos trocados uma palavra desde que começamos a nos agarrar, e aquilo não parecia que ia mudar.
Ele começou a beijar meu pescoço enquanto suas mãos desciam pelo meu corpo e me acariciavam por cima da minha calcinha e isso estava me enlouquecendo. Eu ousei e comecei a acaricia-lo, vendo se surpreender pela minha atitude, mas sem falar nada, tirou minha calcinha e sua mão começou a me acariciar mais livre e profundamente fazendo eu gemer um pouco mais alto.
Foram poucas as vezes que fomos tão libertos dos pudores e medos no sexo. Mas hoje eu sentia que tudo ia ser diferente. Ele me acariciou mais e eu me segurei para não gemer demais. Quando eu comecei a morder meu lábio de tanto tesão, ele parou, me olhou e como nunca tinha feito, colocou dois dedos em mim, como se fosse a última coisa a fazer no mundo. Eu gemia alto e ele me sorriu um pouco, sem nunca dizer nada.
Ele continuava com os movimentos cada vez mais profundos e eu já estava quase gozando. Ele sabia disso e continuou cada vez mais rápido e mais profundo, só parando quando eu finalmente gozei profundamente. Ele me beijou apaixonadamente e depois deu pequenos chupões no meu pescoço me deixando ainda mais excitada.
Logo ele estava por cima de mim, imobilizando meus braços com a força sobre os meus pulsos. Ele gemei um pouco quando eu passei a lingua pelo torax dele e abriu um pouco as minhas pernas me olhando completamente.
Senti ele passar mais uma vez por mim e me olhou nos olhos deitando sobre mim. Senti a ereção dele se encostar nas minhas coxas e depois na minha barriga. Deus, como isso era bom.
Ele me penetrou vagarosamente e eu gemi baixinho. Era tão bom tê-lo dentro de mim. Ele começou com movimentos leves e beijava minha boca lentamente. A medida que ele aumentava os movimentos ele me beijava com mais paixão. Nós nunca transamos tão intensamente assim. Ele não parava de olhar nos meus olhos e isso me trazia a confiança que sempre tivemos.
Eu comecei a ficar com os sentidos a flor da pele, demonstrando a proximidade do meus segundo orgasmo. Só ele tinha esse dom comigo, me dar prazer além de tudo.
Ele segurou os meus seios com mais firmeza e apertou-os enquanto chupava meu pescoço. Eu tinha tanto prazer que as lágrimas começaram a brotar nos meus olhos, e a medida que ele ia me penetrando mais forte, eu chorava mais e mais.
Quando atingi meu climax, dei um gemido forte e abafado. Ele beijou minha face enquanto terminava sua parte ali.
Ele separou nossos corpos depois que ambos estávamos cansados e saciados. Eu me abracei a ele delicadamente e nós dormimos rapidamente. Eu nunca dormi tão bem como naquela noite. Eu me sentia amada novamente.
Dia Seguinte...
Eu acordei com o sol batendo em meu rosto. Olhei para o relógio e eram 7 da manhã. Eu queria dormir mais. A noite anterior havia sido maravilhosa e me deixara cansada. Tento me mexer, mas o braço dele me abraça de uma forma doce. Ele era lindo dormindo, alias, era lindo de todo o jeito.
Fiquei mais um pouco ali aproveitando o momento. Fazia tempo que eu não acordava com ele aqui, assim do meu lado. Todinho meu. Pude encarar seu sono por alguns minutos antes de escutar um barulho talvez vindo da cozinha. Eu não podia dar bandeira e confundir mais a cabecinha de David. Tirei a mão dele de cima de mim com cuidado para não acorda-lo e peguei minha camisola no chão, vestindo-a rapidamente. Peguei uma calcinha e um soutien na gaveta e fui para a cozinha.
Eu fui descendo as escadas e quando cheguei na sala vi meu filho comendo cereal e vendo Tv.
- Bom dia bebê.
- Bom dia mãe! - ele disse me beijando e eu pude perceber o perfume dele.
- Tomou banho foi?
- Como prometido... - ele disse sorrindo e se esparramando no meu colo quando eu sentei ao lado dele.
- Coma direitinho pra não sujar o sofá. - eu disse levantando ele.
- Papai já acordou?
- Não, vamos deixá-lo dormir até mais tarde... Ele está cansado.
- Por que?- ele perguntou inocente.
- Trabalhou muito ontem, né, Dave?- eu disse indo até a cozinha. Ele continuou vendo TV enquanto eu preparava alguma coisa pra comer. Transar e não comer depois significava uma fome de leão no dia seguinte.
Peguei uma maça e uma fala e fui pra sala. Cortei-a em pedacinhos e fui comendo dando algumas pra Dave. Eu só consegui fazer ele comer frutas quando estava distraído com a TV.
Quando eu estava terminando Carter apareceu descendo a escada, completamente cheiroso e com a toalha no pescoço. Parecia quando estávamos juntos.Dave mastigou a maça e foi correndo abraçar o pai.
- A mamãe disse que você ia dormir até tarde!
- E ia, mas acordei sem querer.
Eu não conseguia olhar pra trás. Eu estava morrendo de vergonha. Como seria? Continuei enrolando com aquela maçã enquanto Dave conversava com Carter. Quando percebi que eles estavam na cozinha, tratei de ir o mais rápido possível pro meu quarto. Não queria ficar desfilando de camisola na frente dele.
Quando eu estava quase subindo as escadas, Dave me chamou.
- Mãe? Onde vai?
- Vou tomar banho querido... Termine seu café com seu pai e eu já volto.
- Ta bom...
Eu subi as escadas e fui pro meu quarto tomar banho. Demorei um bom tempo. Tanto tempo que Carter veio ver se tudo tava bem.
- Abby, tá tudo bem ai?
- Sim, sim... Já estou indo...
Eu tratei de andar um pouco mais rápido antes que ele entrasse naquela banheiro e as coisas piorassem. Ou pior ainda, percebesse que eu estava fugindo dele. Me enrolei na toalha e fui pro quarto, percebendo primeiro que ele não estava lá.
Peguei minha roupa e voltei pro banheiro. Não queria dar sorte ao azar.
Eu me arrumei e desci. Quando desci as escadas ele estava na cozinha fazendo waffes.
Abby: E o David ?
Carter: Brincando no quarto.
Abby: Hum... Faz para mim?
Carter: Estou fazendo... Sei que você está faminta.
Eu baixei os olhos de vergonha. Eu sabia porque ele sabia, como ele sempre me dizia que eu tinha fome depois do sexo. Olhei para o lado, esperando ele terminar, me apoiando na mesma.
- E então...- ele puxou o assunto. O que eu deveria falar, fazer, me expressar?????? Eu estava fora de controle.
- E entao o que? - enrolei para dar tempo de pensar.
- Como você está?
- Bem, por que a pergunta?
- Parece estar me evitando... Se estou te incomodando eu saio Abby é só dizer...
- Eu não, Carter...- eu disse me fazendo de inocente. Logo ele colou o prato a minha frente com os waffles quentinhos com mel e canela em cima.
- Delícia...- eu disse, já com água na boca. Comi rápido enquanto estava quente.
- Pode comer devagar... Vai fugir não...
- Quanto mais quente melhor...
- Mas também não precisa comer o prato... - ele disse sorrindo ao ver que eu já acabara com os waffles. - Quer mais
- Ta doido Isso tem um zilhão de caloria... Eu to uma baleia! Quer que eu não passe na porta!
- Exagero é seu pior defeito...- ele diz, lavando as mãos.
- É a pior?- eu levando as sobrancelhas- pensei que fosse outra...- eu digo séria.
- Outra? Qual?-ele parece curioso.
- O orgulho...
- Essa também é uma das mais fortes, mas eu prefiro o exagero...
- Mas dessa vez não estou... Estou 2 kilos mais gorda
- Nossaaaaaa... Que diferença
Cansei de discutir e encerrei o assunto. Me juntei a ela na pia e o ajudei a lavar a louça.
- Dave já comeu?- eu perguntei quando guardei o último prato.
- Sim senhora...- ele respondeu, rindo com aquele sorrido matutino que me animava até o fim do dia.
- É bom... Ele tem se alimentado mal...
- Eu sei... Forcei ele a comer frutas...
- Eu também...
Ele me olhar com o um olhar neutro. Quanto mais eu agüentaria aquele papel de difícil? Eu nem lembrava mais da traição dele. Ele voltara a ser meu. Meu como nunca.
Eu não ia ficar por muito tempo assim. O jeito como ele me olhava, como sorria pra mim. Tudo nele me fazia acreditar que agora era pra sempre.
Quem entrasse ali e não soubesse de nada, diria que nada aconteceu. Parecíamos o casal feliz de tanto tempo.
- Está muito quieto aqui... Será que ele esta fazendo algo errado?
- Não sei... Ele é filho de John Carter... Quer o que?
- Isso é indireta?
- Direta mesmo.
Nós sorrimos um ao outro. O clima estava bem melhor. Talvez com eu tirando a imagem daquele homem em cima de mim, me dando prazer tivesse me ajudado.
- Vou dar uma olhada dele...- eu fui indo em direção a escada e senti os passos dele me seguirem.
Cheguei no quarto e ele estava desenhando calmamente.
- Hei bebê... Ta tudo bem?
- Sim...
Sentei na cama vendo-o se virar pra nós.
- Precisamos terminar nosso jogo, mãe...- ele diz, começando a se empolgar novamente.
- É...- eu vejo Carter me olhar- quem sabe mais tarde, bebê?
A carinha dele se entristeceu.
- Ah mããe...
- Depois do jantar amor.
- Tá bom...
Eu beijei a testa dele e sai seguida por Carter
Ainda passávamos pelo corredor quando senti a mão dele me virar. Eu o encarei nos olhos.
- Eu preciso te dizer uma coisa muito importante...- ele não tirava os olhos de mim. Nossos rostos grudados, sem se tocar.
- Eu te amo muito! Muito mesmo...
Eu sorri para ele enquanto ele passava os dedos pela bochecha que me devolveu o sorriso e voltou a dizer:
- Eu te amo Abby...
Ele me beijou profundamente. Eu não podia deixar de responder. O abracei forte e o beijei como se fosse a primeira vez.
Quando nos separamos ouvindo um barulho no quarto, ele me encarou mais ainda.
- Precisamos dar um jeito nisso...
Eu fiquei calada, pensando por um momento, até que entrei no quarto dele de novo.
- Filho...mudei de idéia...- eu puxei o quebra-cabeças pro meio do quarto- vamos montar agora?
- Vamos!
Ele sorriu e foi pegar o quebra cabeça todo animado. Ele estava muito mudado com aquela conversa que havia tido com Carter. Eu peguei na mão de Carter delicadamente. Eu já não tinha tanta raiva dele.
Sentei no chão e Carter sentou bem ao meu lado. David tinha aquele brilho nos olhos de novo. Era tão bom fazer meu filho feliz de novo...
Ele deslizou os montinhos das peças que estavam separadas mais ou menos por cores.
- E ai, pai?- ele encaoru Carter.
- Você vai tentando colocar a peça de acordo com os pequenos detalhes como cores e formas dos desenhos e da peça.
Ele pegou uma peça e olhou, olhou até que desistiu e partiu para outra.
- Achei Achei
- Ahhh... Entendi... Não pode desistir
- Não... Tem um ditado que diz assim: Água mole em pedra dura tanto bate até que fura... É uma forma de mostrar que não se deve desistir nunca.
- Ah!!!- ele parecia ter descoberto o mundo, mas ainda assim, olhou pra mim e piscou. Eu pisquei de volta sorrindo.
Carter também sorriu pra mime ao poucos o quebra-cabeças foi se fechando.
Faltavam apenar três peças a serem colocadas, de repente só tinham duas peças para três espaços.
- Ai droga! Falta uma peça.
- E onde ta?- David perguntou.
- Caiu em algum lugar... John me ajuda aqui.
Eu levantei e ele começou a olhar pelo chão. David olhava para o jogo meio tristinho e Carter foi falar com ele.
- Coloca essa peça, eu ponho essa...e quando nós acharmos, a mamãe põe.
Ele ficou olhando para Carter com aquela carinha de duvida.
- Não fique com medo campeão... Eu lhe garanto que o quebra cabeça vai ser montado... Ele sorriu para David e voltou a me ajudar a procurar a peça.
- Ai droga, não estou achando.
- Fica calma... Ela não fugiu.
Ele sorri um pouco e volta ao lugar, colocando uma peça perto do centro.
- Você pai...- ele parecia um pouco desanimado. Vi Carter colocar a peça e me encarar e quando eu trocava olhares com ele, Dave me chamou.
- Mãe...- eu olhei pra ele que estava com aquela carinha de enjoado de novo- posso tirar esse negócio- ele disse, se contorcendo com imobilizador de pescoço.
- Mais um tempinho só...
- Ah... Isso encomoda...
Eu olhei para Carter que acenou.
- Ok bebe... Vou tirar.
Eu retirei com cuidado e ele logo melhorou carinha. Fui até a cama e deixei o aparelho enquanto ainda ouvia ele resmungar pra Carter.
- E agora, pai? E agora? Como vai ser?- ele tinha levado muito a sério a tal metáfora.
- Hei... Calminha...
Eu já estava nervosa com aquilo e passei a procurar aquilo como se valesse a minha vida. De repente eu vejo a tal pecinha.
- Aqui... Aqui!
David ilumina-se como se sua vida tivesse mudado partir dali. Quem sabe isso não fosse verdade?
Eu fui até ele e o abracei com força, fazendo cócegas em sua barriga.
- Não disse que ia achar, rapaz?- eu vejo Carter sorrir a cena enquanto ele chorava de dar risada de cócegas.
- Sim mãe...disse- ele me empurrava para eu parar.
- Não vou parar...- eu disse aumentando as cócegas..
- Pára mãe... Pára mãe.
Carter partiu pra cima de mim e começou com cócegas. Eu soltei David e eles partiram com tudo pra cima de mim.
- Tá, eu me rendo, parei!- eu levantei as mãos pro alto e eles param por um instante.
- É minha revolta, mamãe...- ele continua sorrindo e eu passo a mão pelo rosto dele, vendo-o vir me dar um beijo no rosto.
- Meu bebe tão lindo... tão grande...
Ele se abraçou a mim e eu beijei o rosto dele.
- Carter me estendeu a peça e eu coloquei no quebra cabeça.
- TERMINAMOS!! TERMINAMOS!!!
- Sim...- eu disse sorrindo vendo toda a empolgação dele.
- E agora pai???? E agora???- ele estava agitado demais.
- Agora é só esperar, filho...- Carter me olha.
- Esperar o que?- Dave divide o olhar entre nós.
- Pra ele se conservar, Dave...
- E a gente faz o que para se conservar?
- Tem bastante cuidado...
- Só isso?
- E fazer de tudo pra que ele fique sempre perfeitinho...
- Ah...
Ele encarou o quebra-cabeças terminado.Ele parecia tão orgulhoso.
- Então...se o amor é igual a um quebra-cabeça...- ele ficou pensativo e olhou pra mim logo em seguida.
- Basta se juntar as peças certas e tudo se completa.
Meu filho é um filósofo, ele disse uma das coisas mais lindas do mundo que eu já ouvi.
- Isso mesmo filhão!
- E então???- ele me encarou seriamente agora, com aquele olhar sapeca.
- E então o que ?- eu me fiz de inocente pra ver até onde ele ia.
- Você sabe muito bem, mocinha...- eu sorri vendo a forma como ele falara comigo.
- Eu não sei de nada... - eu sorri de novo.
- Sabe sim mãe!
Eu olhei para Carter que sorria com a situação... Isso era saia justa demais.
- E ai mãe?
- E ai o que meu filho?
- Ai mãe você sabe!!!!!! Não me obrigue a falar...
- Mas meu filho...
- Perdoa logo o papai vai!
Eu olhei sem jeito par ao chão. A minha família perfeita voltara a ser formada. Eu nada mais poderia querer do que aquilo. As duas pessoas que eu mais amava na minha vida, juntas ali, na minha casa. No meu território seguro, onde eu era a pessoa mais feliz do mundo. Simplesmente por amar incondicionalmente.
- As peças já se encaixaram, Dave- eu pisquei pra ele, tentando faze-lo entender mais aquela metáfora. Não tinha mais como escapar. Do meu amor por aquilo.
Ele sorriu perfeitamente pra mim, entendo tudo.
- Posso tirar uma foto do quebra-cabeças, mãe?- ele perguntou, levantando empolgado.
- Pode querido- eu mal disse e ele já tinha ido ao meu quarto pegar a câmera digital.
Carter olhou pra mim e pro quebra-cabeças, fazendo uma interrogação com o olhar. Eu sorri acenando. Logo ele se aproximou de mim, e nosso rostos estavam colados. Me deixei ser levada por toda a emoção do momento. Nossos lábios sem encontraram rapidamente. Ele tocou meu rosto e rapidamente nossas línguas duelavam a saudade, dor e mágoa deixadas pra trás. Eu o abracei e ele fez o mesmo comigo.
Carter estava de costas pra porta quando continuavam nosso beijo terno. Eu apoiei a minha mão sobre o quebra-cabeças e ele colocou a dele sobre a minha, acariciando-a, ainda me beijando. Só fui abrir os olhos quando senti o flash da máquina sobre nós e o quebra-cabeças e vi o rostinho de Dave brilhar em alegria dizendo.
- É, pai...- ele deu uma piscadinha pra nós- é como um quebra-cabeças.
Do you still remember how we used to be,
Feeling together, believe in whatever my love has said to me,
Both of us were dreamers, Young love in the sun,
Felt like my Saviour, my spirit I gave you, We'd only just begun
Hasta Mañana, Always be mine
Viva forever, I'll be waiting,
Ever lasting like the sun,
Live forever, for the moment,
Ever searching for the one.
Yes I still remember every whispered word,
The touch of your skin giving life from within like a love song that I'd heard
Slipping through our fingers, like the sands of time,
Promises made, every memory saved as reflections in my mind
Hasta Mañana, Always be mine
Viva forever, I'll be waiting,
Ever lasting like the sun,
Live forever, for the moment,
Ever searching for the one
Back where I belong now, was it just a dream,
Feelings untold, they will never be sold, and the secret's safe with me
Hasta Mañana, Always be mine
Viva forever (Viva forever),
I'll be waiting (I'll be waiting),
Ever lasting (Everlasting) like the sun (Like the sun),
Live forever (Live forever), for the moment (for the moment),
Ever searching (Ever searching) for the one (for the one),
Viva forever (Viva forever),
I'll be waiting,
Ever lasting like the sun,
Live forever (Live forever), for the moment,
Ever searching for the one,
Viva forever (Viva forever),
I'll be waiting,
Ever lasting like the sun,
Live forever (Live forever), for the moment,
Ever searching for the one (for the one)
Viva forever, I'll be waiting (I'll be waiting),
Ever lasting like the sun,
Live forever (Live forever), for the moment,
Ever searching for the one
Você ainda lembra, do jeito que costumávamos ser
Nos sentindo juntos, acreditando em tudo
Que meu amor me disse
Ambos éramos sonhadores
Era um jovem amor sob o sol
Eu te sentia como meu salvador,
Te dei meu espirito
Estávamos apenas começando
Até amanhã, Sempre seja meu
Viva para sempre, eu estarei esperando
Eternamente, como o sol
Viva para sempre, para o momento
Sempre buscando, sua pessoa
Sim, eu ainda lembro, te todas palavras sussurradas
Do toque de sua pele, dando vida lá de dentro
Como numa canção de amor que escutei
Escorregando pelos dedos, como as areias do tempo
Todas as promessas que foram feitas
Todas as lembranças guardadas
como reflexos em minha mente
Até amanhã, sempre seja minha
Viva para sempre, eu estarei esperando
Eternamente, como o sol
Viva para sempre, para o momento
Sempre buscando, sua pessoa
Mas estamos sozinhos agora,
Será que foi apenas um sonho?
Sentimentos guardados
Jamais serão conhecidos
E o segredo está guardado comigo
Até amanhã, sempre seja minha
Viva para sempre, eu estarei esperando
Eternamente, como o sol
Viva para sempre, para o momento
Sempre buscando, sua pessoa
Viva para sempre, eu estarei esperando
Eternamente, como o sol
Viva para sempre, para o momento
Sempre buscando, sua pessoa
Viva para sempre, eu estarei esperando
Eternamente, como o sol
Viva para sempre, para o momento
Sempre buscando, sua pessoa
Viva para sempre, eu estarei esperando
Eternamente, como o sol
Viva para sempre, para o momento
Sempre buscando, sua pessoa
FIM
