CAPITULO 8
Pov. Edward
Apesar de estar consciente de que tinha acabado de admitir, de forma indireta que precisava de ajuda para manter minha ereção por longos períodos de tempo, e apesar de não ter sido muito sincero em relação a isso, não me importava.
Bella parecia estar precisando de um incentivo, de palavras de confiança, e eu diria qualquer coisa, até mesmo proclamaria aos quatro ventos que era virgem, se necessário fosse, para fazê-la sentir-se melhor.
Aquilo, na verdade, podia ser um bom plano. Poderia pedir-lhe que mostrasse a utilização de cada um daqueles produtos.
De súbito, encontrara uma boa desculpa para começar a agir em relação a nós, como vinha sonhando há tanto tempo.
Pretendia tê-la somente para mim. Contudo, ainda não estava tão desesperado assim.
Ainda tinha uma pequena esperança de que Bella estivesse intrigada comigo, interessada, de alguma maneira. De que, naquela noite, estivesse vendo-me de um jeito diferente do que sempre vira desde os tempos de infância. Ou seja, eu esperava que, pela primeira vez na vida, ela estivesse me vendo como um homem de verdade, e não como um amigo seu, ou amigo de seu irmãozinho, Emmet.
- Não se esqueça que vou querer também aquele talco de pêssego – disse.- E então, quanto ficou minha conta?- provavelmente já tinha gasto pelo menos cem dólares.
Bella deixou o anel de silicone de lado com um movimento rápido.
Não estava acreditando que ia realmente ter de levar todas aquelas mercadorias para casa. Talvez pudesse congela-las e usar em meus lanches.
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- Deixe-me pegar a calculadora - ela me lançou um olhar interrogativo, estudando minha expressão por alguns momentos. - Você não quer essas coisas de verdade, não é?
- Claro que sim – menti com a maior tranquilidade.
O olhar de Bella se transformou em travesso.
- Você tem certeza de que não quer mesmo o cordão de bolas? Poderia ser uma surpresa bem sensual para sua namorada.
- Eu não tenho namorada – enfiei as mãos nos bolsos traseiros do jeans, e a fitei com intensidade. - Mas estou trabalhando para resolver isso.
Bella sabia que eu estava me referindo a ela. Fiz questão de que ela pudesse ver isso nos meus olhos.
Sem perceber, ela arregalou os olhos e ficou observando-me, boquiaberta. Ri
- Você gosta desse cordão de bolas, Bella? – peguei uma caixinha com o cordão de cima da mesa. Meus movimentos eram lentos, sem deixar de fita-la sequer por um segundo. – Acrescente um desses na minha conta. - estendendo o braço, coloquei a peça na mão dela.- Considere isso um presente meu.
Só o pensamento de Bella na cama, nua, colocando aquelas pequenas bolinhas dentro de seu ponto mais feminino, me deixou tão excitado que chegou a doer. A reação dela foi umedecer aqueles lábios rosados antes de tirar a caixinha da minha mão.
O que aconteceria daquele momento em diante, seria determinado pelas palavras de Bella, talvez até mesmo o curso do nosso possível relacionamento dali adiante.
Por isso quando ela não disse nada, decidi persuadi-la. A iniciativa precisava ser minha, afinal.
Sem aviso prévio, a beijei.
Abraçando-a pela cintura, trouxe-a para junto de mim e aprofundei o beijo, agora sem a desculpa de provar o taco de pêssego da deliciosa pele feminina.
A beijei e saboriei com todo o meu sentimento, todo meu desejo por ela, todo meu amor.
Bella se abriu, sem a menor hesitação.
Meu autocontrole começou a se fragmentar quando tomei a língua dela mais profundamente, com mais voracidade, e ela espalmou a mão em meu peito.
Bella tinha um gosto delicioso... era tão maravilhoso senti-la nos braços. Uma sensação mais incrível do que pudera imaginar um dia. Era como se tivéssemos nascido um para o outro, como se verdadeiramente nos pertencêssemos.
Mudei a posição das pernas para ficar mais próximo dela. O encaixe parecia perfeito.
Porém, Bella afastou-se, rompendo o contato, e a respiração ofegante de ambos preencheu o ambiente.
Com os lábios inchados, ela murmurou:
- O que nós estamos fazendo, Edward?
- Estamos fazendo aquilo que desejávamos fazer a muito, muito tempo – pelo menos, quanto a mim, aquela era a pura verdade. Deslizei o polegar pelo queixo delicado de modo carinhoso.
- Eu pensei que você apenas estivesse curioso a respeito de todos esses produtos. – ela murmurou insegura - Que estivesse somente tentando calcular como eles funcionam e qual a proposta de cada um.
- Não posso negar que sou mesmo curioso a respeito de tudo. Todavia, além de estar curioso sobre o funcionamento desses objetos... – fiz uma pequena pausa proposital. - Vim aqui, Bella, porque desejo você, e não um brinquedo sexual.
Ela pareceu horrorizada, e após refletir por alguns instantes, pediu:
- Defina "querer", por favor.
Beijei-lhe o queixo e trilhei os lábios até o delicado lóbulo da orelha, lambendo de levinho.
-Eu quero fazer amor com você – sussurrei junto a sua orelha delicada, fazendo-a tremer dos pés a cabeça.- Quero lhe dar prazer.
Também queria amá-la, casar com ela, construir uma família de lindos filhos, mas todas aquelas informações de uma vez, naquele momento, poderiam assusta-la demais.
Do jeito que a coisa estava, já parecia que uma forte ventania a havia atingido de surpresa. Afinal, Bella certamente não esperara por aquilo. Tudo acontecera numa velocidade assustadora.
Bella arqueou a cabeça quando aprofundei as carícias no pescoço e gemeu baixinho.
- Quantos anos você tem?
A pergunta repentina foi completamente inesperada, mas respondi de modo automático, meio distraído e mais interessado na graciosa linha do pescoço até os ombros.
- Vinte e cinco.
- Quando você faz aniversário? É em abril, não é?
- Sim, dezessete de abril – Aproximei as coxas em volta das dela, e Bella pressionou os quadris de maneira sedutora contra minha ereção.
- Então você mal acabou de fazer vinte e cinco. - concluiu ela.
- Acho que é isso – os seios femininos, volumosos e firmes, estavam agora em contato com meu tórax nu, e eu adorava aquela sensação.
- Você é jovem demais para mim – Bella pressionou as palmas contra meu peito, como se quisesse me empurrar e se afastar dos meus braços. A fitei longamente.
Ela estava falando sério?
Estaria ela negando a óbvia química que existia entre nos dois, apenas porque tinham uma pequena diferença de idade? Aquilo não fazia o menor sentido.
- Eu sou adulto, Bella. Sei muito bem o que desejo. E três anos de diferença não significam absolutamente nada.
- Não? – ela estava começando a relaxar de novo– Não sei... Parece-me que deveria.
- Mas não significam – Assegurei rapidamente enquanto envolvia um de seus seios, fechando os olhos por um breve momento perante a sensação que me causava a pele macia e quente.
- Oh, isso é gostoso demais – sussurrou ela, tencionando o corpo. - Mas ainda acho que não devíamos estar fazendo isso. Não está certo.
- Por que não? – esfreguei o bico com o polegar fazendo-a prender a respiração. - O que pode estar errado com o fato de nos sentirmos atraídos um pelo outro?
- Nós somos amigos Edward, sempre fomos. E eu não quero arruinar isso por nada no mundo – mordiscando o lábio inferior, ela suspirou. - Mas, oh... Sinto-me tão infinitamente atraída por você...
- O sentimento é mútuo, minha querida – beijei sua testa. - Isso não poderá arruinar uma amizade. Muito pelo contrário... Uma união como essa só pode fortalecer o nosso relacionamento, transforma-lo em algo maior e melhor.
Bella pareceu pensativa e indecisa, mas não disse nada.
- Se você quiser que eu desça aquela escada e vá embora agora, eu o farei – murmurei.- Mas juro que não gostaria nem um pouco de fazer isso.
Pov. Bella
Sentia que os problemas com minha personalidade era meu jeito sempre tão impulsivo. Geralmente não pensava antes de falar, nem antes de agir. Motivo pelo qual estava sempre endividada, comprando roupas de grife que não tinha condições, entre outras tolices que cometia.
E há pouco tempo há pouquíssimos meses, decidira que tal impulsividade estava me levando para baixo, arruinado minha vida, e determinara tentar ser mais racional, fazer melhores escolhas, pesar os prós e contras antes de apenas mergulhar de cabeça nas coisas.
Contudo, naquele exato momento, minha mente estava dominada pelos sentidos.
Não podia pensar em nada racionalmente com Edward ali, roçando o bico do meu seio com o polegar quente, e movimentando os lábios sobre minha testa de maneira sensual.
Tudo que meu cérebro parecia ser capaz de focar era que eu queria muito, muito mesmo, que Edward fizesse amor comigo. Realmente queria, e de um jeito que não poderia me lembrar querer tanto outro homem alguma vez. Ou qualquer outra coisa na vida. Eu gostava de Edward, confiava nele plenamente, e quando fitava aqueles olhos profundo e expressivos, via alguma coisa que não podia compreender, mas que me fazia sentir a mulher mais linda e desejável do planeta. Uma sensação fantástica.
Então, respirei fundo.
- Não, Não vá embora. Eu quero que você fique.
Que coisa!
Não acreditava que dissera aquilo. Mais uma vez agira com o coração, em vez da razão. Edward se afastou um pouco, de modo que eu pudesse ver seu rosto, e me deu o sorriso mais bonito que já vira. Isso provocou sensações estranhas em meu interior e me deixou totalmente sem fôlego.
- Bella...
Ele me deu um beijo leve, como uma pena macia sobre os lábios, que mal senti o gosto dele, mal o senti contra mim antes que ele se afastasse. Foi um beijo terno, carinhoso, não um beijo apaixonado, o que aprofundou a sensação confusa em minha mente, de pânico, preocupação de que estivesse agindo por um impulso hormonal e iria me arrepender daquilo pelo resto de meus dias.
- Oh, tudo bem.
Eu não queria mais pensar. Ele estava fazendo as coisas mais prazerosas do mundo com meus seios.
De alguma forma, quando não estava olhando, pensando ou notando nada, exceto o desejo nos olhos de Edward, ele tinha levantado minha blusa acima do sutiã.
Naquele momento, os dedos fortes estavam deslizando vagarosamente, de forma sedutora, sobre minha pele nua embaixo da renda do sutiã, provocando os mamilos com uma sutileza deliciosa.
Nunca havia pensado em mim mesma como uma amante passiva, mas naquele momento era diferente.
Edward estava diferente.
Eu o conhecia claro, mas nunca havia pensado nele nesses termos, com aquela determinação de desejo brilhando na expressão.
Aquilo havia me excitado, mesmo que estivesse certa de meu próprio papel. Era uma experiência nova e estimulante.
Então fiquei parada ali, receptiva, deixando-o me tocar, permitindo que ele assumisse o controle da situação.
E foi isso que ele fez, sem o menor constrangimento.
Edward parecia se aproximar do mesmo jeito que se aproximaria de uma equação química. Ele estava me avaliando, observando minhas reações, decidindo o melhor plano de seguir adiante.
Seus movimentos eram vagarosos e seguros, os lábios hábeis passeavam através do meu pescoço, dos ombros, e acariciando-os, enquanto ele ofegava e descia os dedos, até que estivesse brincando deliciosamente com os bicos dos seus seios.
Engoli a seco, as pernas tremendo, o pulso acelerado. Estava ainda segurando o cordão de bolas em uma das mãos e, de súbito, consciente do fato, estiquei o braço na intenção de largá-lo sobre a mesa.
A imagem daquele cordão, do que Edward poderia fazer com aquelas bolas, me atingiu tão fortemente, excitando-me de um jeito que quase atingi o orgasmo.
Aquilo era demais. Demais para ser absorvido, tanto pelo meu corpo como pelo cérebro.
Os olhos de Edward seguiram o movimento do meu braço.
- Talvez mais tarde... – sussurrou ele, a boca deslizando sobre a parte da frente da minha blusa em direção ao vale entre meus seios. - Na segunda ou terceira vez – ele puxou o bojo do sutiã no mesmo instante em que me dei conta do que ele quisera dizer.
Respirei fundo, de súbito, precisando desesperadamente de ar. Ele pretendia fazer amor mais que uma vez, naquela mesma noite. Ele quisera dizer a noite inteira.
Ele pretendia...Oh, Deus!
- Parece que você já tinha planejado tudo isso. -comentei com voz rouca.
Com um movimento hábil, ele abriu o sutiã de renda. Porque eu tinha aquela ideia tola de que Edward era um ingênuo no que dizia respeito as mulheres? O homem claramente conhecia o caminho ao redor dos trajes íntimos. Já devia ter estado com muitas delas. Uma súbita onde de ciúme me assolou com o pensamento, surpreendendo-me.
- Eu tive muito tempo para pensar sobre isso, e sobre o que desejo para mim – ele deu um passo para trás e lastimei assim que perdi as mãos fortes sobre mim. – E, nesse momento, quero vê-la nua. E então eu vou tocar e saborear cada centímetro de seu corpo. E lhe dar muito mais prazer do que você já sentiu na vida.
"Já que ele estava insistindo!", pensei, sem poder mais resistir.
