CAPITULO 9

Pov. Edward

Respirei fundo.

Estava tendo que me esforçar bravamente para não remover as roupas de Bella de modo selvagem, jogá-las de lado e tomá-la como mulher, ali mesmo, em cima da mesa com os artigos da Festa de Prazeres.

Todavia, não poderia fazer isso.

Tinha de ter em mente meus objetivos.

Havia antecipado aquele momento por anos, sonhando com Bella em meus braços dia e noite, acordado e dormindo, nunca realmente esperando que pudesse, de fato, acontecer.

Era por isso que pretendia ir com calma, saborear cada segundo daqueles momentos tão preciosos. Queria saborear aquela linda mulher. A única mulher da minha vida, do meu coração. Queria desfrutar da sensação de ser capaz de dar-lhe um imenso prazer.

- Bem, vamos direto ao ponto, certo? – Bella sorriu de modo tão malicioso e sugestivo que senti a garganta se apertar em um nó e uma enorme pressão apertar minhas calças.

Ela também estivera tensa um minuto atrás, mas agora parecia ter tomado a decisão de aproveitar aquela mudança no nosso relacionamento.

- Você vai me deixar nua ou eu mesma devo faze-lo?- ela lambeu vagarosamente os lábios, num gesto ousado e convidativo... Extremamente sensual.

Bella estava deslumbrante com as faces coradas e os cachos bagunçados, com a blusa levantada e os seios levemente á mostra através do sutiã aberto. A pele era macia e tinha um bronzeado quase dourado e havia um minúsculo piercing de prata em forma de argola no umbigo, o que me fazia querer lamber ali.

Nenhuma mulher era tão atraente quanto Bella, não apenas porque ela era bonita, charmosa e sensual, mas porque eu estava apaixonado por ela.

Perdidamente apaixonado. E de um jeito ou de outro, naquela noite ela seria minha.

- Oh, não... Eu quero tirar sua roupa- murmurei.- Peça por peça. Devagar. Quero deixa-la nua, aos poucos, como se estivesse desvendando um grande mistério – tirei os cabelos da frente dos próprios olhos, jogando-os para trás.- Isso é, se você não se importa.

Ela maneou a cabeça, graciosamente.

- Não, eu não me importo nem um pouco.

Meu coração se aqueceu. Aquilo era tudo que mais queria na vida, tudo que poderia sonhar. Ter Bella em minha frente, com o desejo estampado nos olhos e um doce sorriso brincando nos lábios sensuais.

Será que ela podia imaginar o que significava pra mim?

Será que tinha ideia de que eu a amava?

Não, claro que não.

Ela certamente nem sequer cogitava tal possibilidade. E eu queria muito contar-lhe, expressar meus sentimentos, colocar meu amor em palavras, mas sabia que não devia fazer isso, caso contrário estaria arriscando a própria sorte. Ela poderia recuar, apavorada.

Decididamente, a hora certa para abrir meu coração ainda não chegara. Então, antes que corresse o risco de estragar tudo com palavras, a alcancei e removi sua blusa pela cabeça vagarosamente. Em seguida, fiquei admirando, enquanto os cachos voltavam a posição natural, caindo como em cascatas, sobre os ombros.

Sem pensar no que fazia, joguei a blusa dentro de uma caixa de papelão que Bella havia colocado sobre a mesa para empacotar os produtos novamente.

Uma vez que o sutiã estava deslizando pelos braços dela e preso somente pelos seios, somente acabei de abaixar as alças e atirei na mesma direção da blusa.

Então parei para olhar. Para admirar, para mentalmente gemer e tentar controlar ao máximo a expressão de meus sentimentos.

O sangue estava acelerado nas minhas veias, meu coração batendo descompassado no peito, e a calça jeans absurdamente apertada.

- Pare de me olhar desse jeito – Bella estava enrubescendo, as mãos na cintura, os ombros levantados em protesto.

- De que jeito? Como se eu a estivesse achando inacreditavelmente linda? Maravilhosa? Sexy? – sorri – Porque é isso que estou sentindo.

A pele dela tinha se arrepiado, os mamilos, enrijecido. Uma vez que estava um calor absurdo, sabia que ela não estava com frio.

- Como se eu fosse uma célula numa lâmina de microscópio –apontou ela em tom de critica.

Não contive o riso.

- Nenhuma vez ao olhar para uma célula de qualquer organismo, eu me senti tão excitado assim. Eu a estou admirando porque a acho deslumbrante – murmurei com sinceridade.

- Desde quando? - Ela perguntou, enquanto estava prestes a alcançar a blusa descartada.

A detive, segurando-lhe o braço. Acho que literalmente choraria se ela cobrisse aqueles seios, mesmo que fosse por apenas sessenta segundos.

- Lembra-se daquele verão em que você foi acampar para ser orientadora? –perguntei, em tom calmo e baixo.

Bella assentiu com um gesto de cabeça, a mão ainda posicionada para pegar a blusa de volta. Eu sabia que era exatamente o que ela faria se lhe soltasse o braço.

- Eu tinha dezoito anos – balbuciou ela com voz trêmula.

- Quando você voltou para casa, bronzeada e confiante, rindo e animada, eu fiquei observando-a atentamente. E me dei conta como você era linda demais e você só melhorou... Ficou cada vez mais linda e mais formosa. E, a partir daí, nunca deixei de observá-la e admirá-la.

- Edward... – o tom de Bella era urgente, os olhos brilhavam, suaves.

Eu sabia qual era o aviso na entonação que ela dera a meu nome. Sabia agora que não havia mais tempo para ir devagar para hesitar, para saborear Bella. Não desta vez. Ela não tinha certeza sobre mim, sobre seus próprios sentimentos, sobre o que estávamos fazendo, embora obviamente me desejasse.

Estava certo de que Bella se importava comigo, talvez até mesmo me amasse, devido ao modo como vinha me tratando através de todos esses anos. Mas ela não estava apaixonada por mim.

Não ainda!

Quanto a isso, tudo bem, porque eu planejava fazer amor com Bella até que ela caísse de paixão a meus pés. Ou até que, pelo menos, ela enxergasse que tínhamos alguma coisa realmente sólida para construir um relacionamento, para construir um futuro juntos.

Se Bella hesitasse e sentisse medo agora, não teria a chance de provar o que desejava. Provar que poderia completá-la, dar prazer fazê-la verdadeiramente feliz. Então tudo o que tinha a fazer era agir rápido, levá-la tão alto através do prazer que ela se esqueceria de pensar.

Em vez de responder, a beijei. Profunda e sensualmente. Bella perdeu o fôlego.

Peguei o pulso que ainda estava segurando e envolvi seu braço em minhas costas, puxando-a para mim.

Então me inclinei tomando o bico de seu seio na boca.

Bella tinha um gosto quente e sensual. As unhas dela em minha costa provocavam uma sensação deliciosa.

Lambi, provoquei e brinquei com o mamilo, até que ela estava tremendo toda e com dificuldade de respirar.

O ambiente estava silencioso, exceto pela respiração pesada de ambos, e um ou outro gemido ocasional emitido por Bella, os quais elevavam a temperatura, me fazendo transpirar.

O gosto dela era muito bom, adocicado, suave, leve... O corpo feminino estava ávido e naquele momento tive a absoluta certeza de que desejava passar o resto de sua vida ao lado daquela mulher.

Quando apertei e acariciei as suas nádegas numa exploração firme, Bella gemeu mais alto.

- Oh, isso é muito bom – sussurrou tremula.

- Fico feliz que você goste - tirei a boca do seio dela, enquanto deslizava a mão por baixo da saia, levantando-a. A calcinha era de seda, bem pequenina na parte de trás e fina e baixa nas laterais dos quadris... Deixei as mãos vagarem por ali, acariciando de forma sedutora a superfície macia e arredondada. - Está muito quente aqui em baixo. - Murmurei com a voz embargada de desejo.

- Tenho certeza de que é por uma razão puramente biológica - disse ela, deixando a cabeça pender para trás. - Como essa proximidade entre minhas coxas que eleva a temperatura.

- Ou porque, biologicamente falando, seu corpo que fazer sexo.

- Edward! – Bella abaixou os olhos e ficou boquiaberta ao me ver sobre um dos joelhos.

- O quê? – abaixei a saia, soltando-a em volta dos tornozelos e expondo a calcinha cor-de-rosa.

"Claro que era cor-de-rosa"

Bella era o tipo de garota cor-de-rosa. Doce, meiga e extremamente feminina.

Todos os sinais de sua excitação estão aqui. Respiração ofegante, músculos tensos, pele quente.

Ignorando os dedos dela pressionado firmemente meus ombros, deslizei os polegares sob o elástico da calcinha, mergulhando um deles na feminilidade quente e escorregadia. Úmida. Definitivamente, excitada.

- Então, isso tudo é biológico? – a voz dela tinha adquirido um tom mais agudo, e Bella parecia aborrecida. - Meu corpo está reagindo a um estimulo? Que lisonjeiro... - falou com ironia.- Então, suponho que foi isso que aconteceu com você. Seu corpo está apenas reagindo a imagens estimulantes de todos aqueles produtos eróticos e suas funções...

Gostei do jeito ultrajado dela. Isso provava que se importava.

Agarrei o cós da calcinha e puxei em um só movimento, até o meio das coxas.

- Não. Com certeza, não, minha querida. - afirmei em tom carinhoso.- Meu corpo está reagindo por você, nua. Reagindo ao fato de que amo você. -murmurei sem antes pensar se o momento certo para me declarar chegara ou não.

Pov. Bella

Não, ele não tinha dito exatamente aquilo.

- O que? – estava perplexa.- Você não quis dizer isso.

Oh, Deus!

Ele precisava parar de me tocar daquele jeito. Não estava sendo capaz de raciocinar, não podia me concentrar em nada, excerto em como tudo em meu

interior pulsava harmoniosamente de desejo. Sobre como aquilo estava muito

prazeroso. Se não estivesse agarrada aos ombros fortes de Edward, poderia jurar que cairia desmaiada, ali mesmo.

Mas ele não podia me amar.

Não podia. Aquilo, com certeza, era só um modo de falar no auge do desejo.

Edward estava sobre os dois joelhos agora, então me dei conta de que ele começava a inclinar-se abrindo a boca, dirigindo-se a ela como se fosse...

- Você não vai...

Os lábios dele estavam agora pressionados contra minha vagina. Tive um sobressalto de surpresa, de um desejo ardente e primitivo.

Não era nenhuma puritana, não me importava nem um pouco em dar asas a imaginação, ou não teria comprado vibradores para vender a minhas amigas, todavia, estava em pé no meio da sala de casa. E encontrava-me completamente nua, exceto pela calcinha ainda presa em minhas coxas.

Edward estava de joelhos em minha frente, e aquilo era altamente sexy, embora enervante. Intimo demais.

- Você não vai... você não pode...-balbuciei sem forças.

A língua dele tocou meu clitóris.

Ah, ele ia...podia, sim. Claro que podia.

Uma das mãos de Edward estava em minhas costas, segurando-me no lugar, a outra espalhada sobre meu bumbum, puxando-me para perto do seu rosto.

Então vi estrelas, subi a um paraíso que jamais imaginara existir. Trançando os cabelos de Edward em volta dos dedos, arqueei a cabeça para trás e gemi, gemi alto, curvando o corpo contra a boca dele, enquanto ele fazia coisas mágicas com aquela língua incrivelmente talentosa... Tinha as pernas tão bambas que pensei que fosse cair.

- Oh, céus... oh, Edward - Uma onda de calor parecia dominar cada vez mais. Quando tentei me liberar, temendo que fosse chegar ao orgasmo tão precocemente, Edward apenas me seguiu com a boca, imobilizando-me não me deixando livre nem por um segundo.

Desesperada para me afastar, quase cai. A sensação era tão nova, tão boa, tão ardente, que se ele não cooperasse, jamais conseguiria parar. Mas ele não estava cooperando. Nem um pouco. Quando mais me esforçava para me afastar, mais forte ele puxava e mais peripécias incríveis fazia com a língua. A luz do lustre de gotas de cristal caia sobre a cabeça de Edward, destacando as mechas mais claras nos cabelos dele.

Ele afastou a boca somente o suficiente para murmurar:

- Venha para mim, Bella, venha... Por favor.

Como se ali eu estivesse lhe fazendo algum tipo de favor. Se a situação fosse outra, teria rido. Mas não era possível rir naquele momento. Absolutamente, não.

Naquele momento apenas conseguia sentir.

Me rendi, jogando a cabeça para trás, um gemido baixinho saiu da minha garganta enquanto explodia, espasmos de prazer percorrendo todo meu corpo.

O clímax foi curto, vulcânico, com a intensidade que me deixou atordoada. Me contorci, ri, tremi, e então chorei.

- Edward, oh meu Deus! – murmurei, enquanto tentava lembrar de respirar, o corpo ainda pulsando depois daquela sensação alucinante.

Minhas pernas bambearam quando ele me soltou. Em algum lugar no fundo da mente, me dei conta de que Edward estava se livrando do jeans, da cueca, e rasgando um envelope de preservativo. Mas o significado daquilo apenas se registrou quando ele me ergueu no colo. Envolveu minhas pernas em volta da cintura estreita e deslizou para meu interior, rígido e possessivo, mergulhando como se fosse dono daquele lugar.

Como se sempre tivesse sido dono, me levando novamente ao clímax. Imediatamente.

Os músculos internos da minha vagina convulsionaram, meu corpo inteiro se arrepiou quando ele se afastou e então voltou num golpe brusco. Apoiei a testa em seus ombros. Podia sentir o aroma da pele de Edward, um aroma sensual, almiscarado, misturado com o suor do próprio desejo crescendo entre nos.

Ele estava mexendo dentro de mim, em movimentos rítmicos e firmes.

Mordi a pele do seu ombro, querendo saboreá-lo, querendo sentir com plenitude cada detalhe daquele momento.

Tudo parecia quente, brilhante, agudo e um pouco fora da realidade. Era como se o mundo tivesse parado, e nada mais existisse na terra, além dos dois corpos unidos.

Estava atordoada, fora de controle, agarrada em Edward pensando que aquilo

era algo mais especial, algo mais profundo do que já tivera com outro homem. Sem dúvida, a melhor e mais fantástica experiência da minha vida.

Talvez fosse porque nos conhecíamos tão bem. Porque nos gostavamos muito como pessoas, acima de qualquer coisa.

Mas fosse o que fosse, não tinha condições de analisar agora. Não queria pensar em nada, apenas me entregar de corpo e alma as sensações.

Por isso, quanto Edward gemeu em êxtase em meu ouvido, tocou um ponto em meu coração que nem mesmo sabia que existia.

- Bella...

Então enquanto estava devastada, com minha descoberta ele chegou ao clímax em meu interior com um último movimento brusco.

Comprimi meus músculos internos para potencializar lhe o prazer, e admirei seu rosto, vi o maxilar contraído e as gotículas de suor que brilhavam nos ombros másculos com uma satisfação extremamente feminina.

Eu tinha feito aquilo.

Ele me queria. Desejava-me. Perdera o controle comigo. E aquilo me fez sentir muito sexy. Muito mais mulher.

- Uau! - Edward exclamou após ter parado de pulsar dentro de mim.

Dei uma risada leve.

- Esta é a sua conclusão cientifica?

- Sim. Baseado no fato de que foi inacreditavelmente bom. - replicou ele sorrindo.

Me sentia fabulosa, meu corpo ainda arrepiado e tremendo pelo pós orgasmo.

Era como a consequência de correr uma maratona e vencer. Ou mais primorosamente, sair com bastante dinheiro numa liquidação de inverno em plena Nova York e achar sapatos lindos por cinco dólares.

A sala estava quente, sufocante, e meus cabelos estavam úmidos de suor. Virando-me, caminhei sobre pernas bambas até o ventilador que tinha colocado atrás da mesa da sala de jantar para festa.

- Onde você está indo? – Edward perguntou em tom inseguro. Como se temesse que fosse me afastar.

Olhei para Edward por cima do ombro, que a estava apoiando, a mão desenrolando o preservativo, nem a ereção masculina e nem a expressão do rosto dando sinais de que ele dera aquela noite por encerrada.

Ótimo.

- Vou apenas ligar o ventilador. Está quente demais aqui...

Com um leve toque no botão, o ventilador começou a funcionar, espalhando ar frio pelo meu corpo nu, enviando pequenos tremores de satisfação através da minha coluna. Aquilo parecia acariciar o interior quente das minhas coxas, meus mamilos rígidos, levantei os cabelos atrás da nuca para secar os cachos úmidos.

-Isso está bom demais, Edward. Venha até aqui.

O ar frio estava me excitando novamente.

- Estou indo – ele respondeu sem hesitar.

- Perfeito.


N/A: Mereço Review?