Capítulo 4

Harry estava sentado em sua cadeira da cozinha com o "Profeta Diário" aberto a sua frente e uma xícara de chá em suas mãos. O dia lá fora parecia refletir o humor do jovem. Nuvens grossas cobriam o céu de Londres e finas gotas de chuva caíam a esmo pelo chão. Realmente, Harry pensou, isso era igual a seus sentimentos.

A casa estava silenciosa sem os risos e gritos de Tedy. Tedy... Não, ele não podia pensar nisso ou ele iria piorar. Harry sabia que Tedy estava mais seguro com Severo em Roma. Longe de Gina... Ela não poderia fazer nada para o seu filho! Isso, Harry, pense sobre isso e não na falta do bebê.

Com os espíritos levantados, Harry se ergueu da cadeira e caminhou em direção a escada... Seu quarto faria com uma boa limpeza.

Duas horas , um grande saco de lixo e vários palavrões depois, a sala estava arejada e pronta para uso novamente. Harry estava se sentindo orgulhoso de si mesmo. Afinal, não havia um grão de areia fora do lugar em seu quarto. Para um jovem de 18 anos, isso era quase impossível de alcançar, não era?

_ Harry?

Porra, ele tinha se esquecido de bloquear o flu... Bem, agora tudo que restava a fazer era atender seu convidado com todo o respeito de um Potter. Ele bufou. Se Severo estivesse ali, ele diria que para alcançar esse objetivo era só bloquear o flu bem na cara de quem estava chamando.

_ Harry!

_ Estou chegando! – ele gritou enquanto descia os degraus de dois em dois. Espere, ele conhecia essa voz...

_ Professora McGonagall! – ele exclamou ao entrar na sala.

A cabeça de Minerva McGonagall estava flutuando entre as chamas verdes do flu no lado oposto da sala. A professora parecia cançada; olheiras escuras circulavam os olhos e sua pele estava pálida. Ele sorriu para ela.

_ Olá, professora! – exclamou ele caminhando até a lareira.

Minerva sorriu para ele.

_ Olá, Harry. Será que eu posso passar?

_ Claro, me dê um minuto – Harry retirou a varinha da manga e acenou em direção a um ponto específico no chão. _ Pronto, a senhora pode vir.

O flu ativou e a mulher deu um passo para fora com toda a elegância que o próprio Harry não tinha. Ele odiava viajar de flu!

_ Como vai a senhora? – ele perguntou indo até ela e estendendo a mão.

_ Por favor, me chame de Minerva – ela disse apertando sua mão. _ Tirando o cansaço de organizar o castelo para o próximo ano eu estou muito bem, obrigada.

Harry fez um gesto para uma poltrona a direita da lareira e se sentou a frente dela.

_ Eu posso oferecer chá? Café?

_ Chá seria bom – ela respondeu, seus olhos brilhando.

_ Monstro! – chamou Harry suavemente.

Um pop apareceu e o elfo estava parado a frente dele.

_ Monstro pode ajudar Mestre Harry? – ele perguntou, sua voz um coaxar.

_ Por favor, Monstro, traga chá e café para nós.

Depois de alguns minutos uma bandeja com chá, café, leite, açúcar e biscoitos estava na mesinha a frente deles. Harry fez um gesto para a professora ficar avontade e se recostou com sua própria xícara de café em suas mãos.

_ E Teddy, como vai? – ela perguntou depois de tomar um gole gratificante da bebida. _ Fiquei sabendo que estava com ele?

Harry sorriu ao lembrar do bebê. Ele acenou com a cabeça.

_ Teddy está bem e seguro, o que é mais importante.

Minerva fez uma careta. _ Eu estava preocupada com ele quando a menina Weasley viesse para cá.

O rosto de Harry se transformou em pedra e estava claro que se ele pudesse, Gina estaria morta agora mesmo.

_ Eu reencontrei o meu protetor e os mandei juntos para um lugar seguro.

Os olhos de Minerva brilharam de uma maneira que daria orgulho a Dumbledore. Ela sorriu.

_ Quer dizer que você o encontrou? – ela perguntou ansiosamente.

Harry inclinou a cabeça e franziu a testa.

_ Encontrei quem, Minerva? – perguntou ele, seu rosto inocente.

Minerva riu e pegou outra xícara de chá. _ Fico muito feliz que ele está vivo e bem.

Harry concordou e apanhou um biscoito do prato a sua frente.

_ Você precisava de mim para alguma coisa? Não que eu não tenha apreciado sua companhia...

Minerva riu. Parecia que seu antigo aluno passou algumas horas com Severus.

_ Sim, sim – ela começou, seu rosto ficando sério novamente. _ Eu estou com alguns problemas que eu espero para resolver ainda hoje antes do jantar. Como você sabe, estamos preenchendo as vagas dos nossos professores. Acabei de vir da Toca e foi decidido que Hermione iria assumir o cargo de Runas Antigas, enquanto Rony estará voltando para fazer o seu sétimo ano. Como eu aposto que você está ciente, ele quer ser um auror.

Harry acenou com a cabeça. Ele já sabia que seu amigo queria terminar a escola para entrar no treinamento de auror. Agora Hermione foi outra história. Ele apostaria tudo que a menina iria ter um ataque cardíaco se não terminasse Hogwarts.

_ Hermione não vai terminar a escola? – ele não se conteve; tinha que fazer a pergunta.

_ Não – respondeu Minerva. _ Ela disse que iria terminar os estudos assim como você.

Harry tinha decidido que ele iria tirar seus niens por conta própria. Apesar de seus 18 anos, Harry não se sentia mais como um jovem desta idade. Ele fora obrigado a ver e fazer coisas que nenhum jovem dessa idade teria de fazer.

_ Estou surpreso – ele disse por fim.

_ Bem – continuou Minerva -, eu tenho uma proposta para você.

Harry inclinou a cabeça e a olhou com expectativa.

_ Eu preciso de um professor de Defesa contra as artes das trevas – sim, eu sei que sempre estamos precisando -, e você é a melhor pessoa que eu conheço para assumir o cargo. As crianças te respeitam – ela levantou a mão quando Harry abriu a boca – e eu e os outros professores vimos o trabalho que você fez em ensinar os alunos em seu quinto ano. Eles só passaram em seus NONS porque você os instruiu.

Harry suspirou e fechou os olhos. Em breve ele estaria casado com Gina e teria de aguentá-la por um ano sozinho. Em Hogwarts ele teria Hermione, Minerva e seus outros professores para a companhia; isso sem falar em ensinar do primeiro ao sétimo ano de Defesa. Seu dia estaria cheio com o que ele gostava. Passar somente algumas pequenas horas com Gina seria apenas um brinde. Ele sorriu.

_ É claro que eu aceito a ser seu novo professor, Minerva.

A mulher sorriu para ele.

_ Eu tenho certeza que isso vai te fazer muito bem a longo praso...

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Agora Harry se encontrava sorrindo como um idiota enquanto corria pelo quarto recolhendo camisas, calsas, vestes, capas, meias, cuecas, botas e sapatos, perfumes, as cartas de Severo, uma foto de Tedy, sua capa da invisibilidade junto com o mapa do Maroto, sua vassoura, seu álbum de fotos, livros (esses eram mais de 30), pergaminhos, penas e tinta, blusas e os enfiava em seu malão sem fundo assim que seus braços ficassem cheios.

Assim que ele acabou com seu quarto e escrit´ório, o rapaz apanhou outra mala – essa enfeitiçada para manter o que fosse posto nela fresco e sem danos – e se dirigiu ao seu pequeno laboratório. Lá foi uma questão de apanhar seus 5 caldeirões, seus frascos, ingredientes, conchas, varetas, facas, almofariz e pilão e os colocou com cuidado na mala.

Passando no quarto de Tedy ele apanhou duas trocas de roupas, um ou dois bichos de pelúcia, um pequeno carrinho e uma toalha de banho e os colocou em sua mala. Nada como ser um homem previnido, Harry pensou. Tudo poderia acontecer e sempre era bom estar preparado. Outra lição que ele fora obrigado a aprender durante a porra da Guerra.

Harry encolheu seus três malões e os enfiou no bolso da calsa de brin. Descendo as escadas ele caminhou até a cozinha e lhe preparou uma boa xícara de café antes de sair de casa. Ele esperava voltar para lá junto com Severo e seu pequeno menino.

Pensando em Severo, ele resolveu escrever uma pequena carta. Chamando pena e pergaminho até a mesa ele começou a escrever.

"Caro Severo,

Se passaram duas semanas e eu já estou morrendo de saldades suas e de Tedy. Como vocês estão?

Minerva me ofereceu o cargo de Defesa Contra as artes das trevas em Hogwarts e eu aceitei.

Como sei que você deve saber, estarei me casando amanhã e ela pensou que eu poderia ocupar a maior parte do meu tempo dando aulas, detenções, conversando com meus colegas professores e planejar aulas em vez de ficar com ela.

Na verdade foi uma idéia perfeita. Ah, Hermione estará ensinando Runas Antigas e Rony irá voltar como um estudante.

Não vejo a hora de te ver e de lhe segurar em meus braços. Assim que eu fizer isso, nada nem ninguém irá tirar você de mim. Com todo meu amor,

Seu,

Harry."

Harry dobrou e selou o pergaminho. Ele iria aproveitar e mandar uma nota para Rony.

"Hei companheiro,

Aceitei a proposta de Minerva. Serei seu professor de Defesa no próximo ano!

Bem, vou ter pouco tempo para gastar com Gina. Estarei muito ocupado!

Arrumei as malas e estou pegando o flu para Hogwarts assim que terminar de escrever. Dê meus parabéns a Hermione, fiquei sabendo que seremos colegas daqui a algumas semanas.

Mande um abraço a todos aí na Toca e eu vou te ver amanhã.

Harry."

Ele prendeu a carta nas garras de Martin e lhe pediu para entregar a Rony. Depois da partida do corvo, Harry convocou Dizy e pediu para ela entregar a carta a Severo. Assim que tudo foi feito, ele se levantou e foi até a lareira na sala de estar.

Jogando um punhado de pó de flu nas chamas, ele entrou e chamou:

_ Hogwarts, escritório do diretor! – e desapareceu em meio as chamas verdes.

XXXXXXX

Na parte mais antiga de Roma estava erguido a mansão dos Potter. Construida onde a muitos e muitos anos atrás decisões foram tomadas para quase o mundo inteiro. A mansão estava construída no local do antigo prédio do Senado Romano. Ela também pegava uma boa parte do novo prédio do Senado junto com o templo de Júpter. O lugar era enorme.

Para os Trouxas, o lugar não passava de milhares de escombros pelo chão e o Fórum não era nada além de um lugar aberto que um dia fora o principal mercado do maior império do mundo. Mas para os bruxos e bruxas, aquele lugar tinha muita história e eles fizeram daquele local um outro mercado, uma Vila que todos amavam e desejavam visitar em toda a Europa.

Ali vendia varinhas, livros mágicos e trouxas, revistas, penas, pergaminho, tinta, ingredientes e produtos necessários para poções, roupas para o mundo mágico e trouxa, uma grande variedade de comida e bebida, brinquedos, utilidades para bbebês, móveis, sapatos, produtos de beleza, animais de estimação, o correio coruja, o prédio do jornal"Diário Mágico" e etc.

E ao lado de tudo isso, estava a mansão Potter.

A tarde estava chegando ao fim quando Severo Snape passava por todo o Fórum Romano e entrou na mansão. Seu dia tinha sido corrido entre fabricando as poções, arrumar a loja e comprar ingredientes para mais poções. Tudo o que ele queria era chegar em casa, tomar um longo banho, jantar e ficar o resto da noite com Tedy. O tempo que ele passou com a criança o fez gostar mais e mais do bebê. Severo se pegou a cada dia sorrindo mais que o anterior. Tedy definitivamente estava fazendo bem para ele. O que os alunos iriam dizer se vissem o Morsego das Masmorras sorrindo e brincando com um bebê de sete meses? Ele bufou. Provavelmente iriam desmaiar de susto; e aqueles que não desmaiassem, iriam correr por suas vidas.

_ Olá, Tedy! – Severo pegou o menino de um pequeno cercadinho que ficava em um canto da sala de estar da família.

Tedy balbuciou feliz e estendeu a mão para apertar seu nariz.

_ Não, aí não pode – disse Severo, seus lábios se contraindo para cima.

Tedy o encarou com seus grandes olhos verdes – igual aos de seu Harry -, e sorriu, agora puxando e enfiando uma mecha de seu cabelo em sua pequena boca.

_ Isso também não, campeão – riu Severo. Ele se sentou em uma poltrona e deu a mamadeira para o faminto menino, que até o fim já estava quase fechando os olhos.

_ Mestre Severo – chamou uma voz a sua frente.

_ Ah, olá, Dizy – respondeu o homem que ageitava o menino em seus braços.

_ Mestre Harry mandou isto para o senhor, Mestre Severo!

Severo sorriu para o pequeno elfo e pegou o pergaminho estendido. Harry lhe mandou outra carta?

_ Obrigado, Dizy – disse ele, seus longos dedos quebrando o lacre da carta. Ele estava preocupado com o jovem.

Ele leu a carta duas vezes, sorrindo para a letra bagunçada. Já ouve tempos que ele detestou esses rabiscos, mas hoje ele os amava. Quando terminou de ler, seus lábios pousaram na testa de Tedy. _ Papai mandou um beijo, pequeno rapaz. – Ele dobrou o pergaminho e o pôs em um bolso de suas vestes para mais tarde.

Severo se levantou e levou o bebê até o andar de cima para o berçário. Depois de banhá-lo e trocá-lo, ele o colocou em seu berço, puxou o cobertou até os ombros e lhe deu um beijo em sua testa.

_ Boa noite, meu pequeno Tedy.

Saindo do quarto, Severo entrou na suíte principal e tomou seu próprio banho relaxante. Merlin, como ele adorava Roma! Só poderia ficar melhor se Harry estivesse aqui com ele. Oh, amanhã era o dia... O dia em que seu Harry teria de se casar com a maldita Gina Weasley... Bem, era melhor não pensar nisso ou ele iria voltar para a Inglaterra e matar a menina com suas próprias mãos neste exato instante.

Depois de um jantar de carne assada com legumes a vapor, Severo caiu na cama e fechou os olhos. Esta cama era muito grande só para ele.

Sua mente imaginativa começou a imaginar Harry ali com ele. Os dois estariam abraçados e Severo estaria passando suas mãos por todo aquele corpo esbelto e adorável. Harry, com aqueles lindos olhos verdes estaria beijando seu pescoço e gemendo a cada ponto sensível que Severo acariciasse em seu corpo. Seus lábios iriam acompanhar suas mãos, beijando, mordendo e lambendo a cada ponto que eles passassem.

Severo gemeu. Bem, ele não iria conseguir dormir com todo o seu sangue concentrado ao sul de seu corpo. Jogando as cobertas para o lado ele estendeu a mão e apertou sua grande ereção dura e aveludada. Imaginando que era as mãos de Harry que o estava dando tanto prazer, Severo começou a mover a mão para cima e para baixo em seu eixo duro, passando o polegar em sua cabeça sensível e gemendo em resposta. Apertando em lugares mais prazerosos do que outros, Severo sabia que ele não iria durar muito tempo. Já fazia um bom tempo que ele tinha conseguido ter uma ereção e ele queria vir logo que possível.

Algumas gotas escapavam da cabeça esponjosa, prevendo uma libertação em breve. Ele as usou como lubrificante e almentou o rítimo, agora as suas duas mãos apertando e puxando. Imaginando Harry beijando e lambendo seu pênis, Severo almentou a velocidade de suas mãos, arqueando o corpo quase completamente fora da cama. Sua respiração estava rápida, seu coração desparado e seu rosto vermelho de calor e excitação. Ele entrava e saía do pequeno túnel que suas mãos formaram. Ele sentil um formigamento subindo de seus dedos dos pés, um arrepio por sua coluna e suas bolas apertaram. Mais um puxão e groças cordas peroladas saíram de seu pênis, caindo em seu estômago e peito.

_ Harry! – ele gritou, seus olhos acompanhando seu esperma se expalhando por toda a superfície de sua barriga.

Depois de alguns minutos para acalmar sua respiração, ele estremeceu ao ar frio e estendeu sua mão que ainda tremia com a força de seu maravilhoso orgasmo e pegou sua varinha, lançando um feitiço de limpeza em si mesmo. Jogando a varinha na mesa de cabeceira, Severo puxou as cobertas até os ombros, se virou para o lado e fechou os olhos, sorrindo feliz com si mesmo. Fazia muito tempo que ele não tinha tido um orgasmo tão espetacular como esse.