Capítulo 5

Harry estava se dando muito bem em Hogwarts. Todos os seus antigos professores lhe deram as boas vindas como o seu novo colega e fizeram de tudo para que Harry se sentisse avontade em companhia deles. Afinal, quase todos deles já passaram por essa adaptação com Severo quando ele tinha vindo ocupar o cargo de professor de Poções antes de seus 20 anos.

Atualmente Harry estava parado na frente de seu guarda-roupas caçando uma boa roupa para vestir em seu casamento. Sim, ele não se deu ao trabalho de ir comprar Vestes Cerimoniais no Beco Diagonal. Ele puxou uma calça jeans e uma camisa azul-marinho de botões. Isso iria cervir, ele concluiu enquanto entrava em seus sapatos e passava as mãos pelo cabelo indiciplinado.

Harry fazia seu caminho pelas escadas em direção aos terrenos da escola para aparatar ao Ministério. Ele virou uma esquina e quase bateu no novo professor de Poções.

_ Harry, apressado eu vejo – disse o homem. Ele era um espanhol em seus 50 e poucos anos, com a pele morena e seu cabelo cor de areia, já com alguns fios brancos espalhados ali e aqui. Harry o conhecera na primeira reunião de professores. Seu nome era Jhon Catela, um renomado Medibruxo (na verdade o melhor medibruxo) da Europa e America. Ele era um viúvo a dois anos, sua esposa fora morta por Comensais da Morte quando eles e Benjamin – seu filho de apenas seis anos na época - vieram passar as férias de natal na Inglaterra. Desde então, John criou a criança sozinho enquanto continuava a trabalhar no hospital em Espanha. Agora ele decidiu tomar umas férias e quando Minerva lhe ofereceu o cargo de Mestre de Poções em Hogwarts ele não perdeu tempo e se mudou para o castelo com Benjamin, agora chamado carinhosamente por Benjy, por toda a equipe de professores.

_ Olá, Jhon! – cumprimentou Harry lhe dando uma pequena onda de cabeça. _ E Benjy! – ele estendeu a mão e despenteou o cabelo do menino.

Benjy sorriu para ele e o abraçou.

_ Olá Harry! – ele exclamou dando um passo atrás. _ Você vai arrumar sua sala de aula hoje?

Harry sorriu para ele. Parecia que a criança se apegara a ele mais rápido do que aos outros membros da equipe.

_ Hoje não, garoto. Vou arrumar amanhã. Será que você estaria disposto a me ajudar? – ele perguntou mesmo já sabendo a resposta.

O rosto de Benjy se iluminou e ele abriu um grande sorriso para Harry.

_ Claro! – ele respondeu rapidamente.

_ Então amanhã eu te procuro está bem?

O menino acenou para ele e Jhon lhe lançou um olhar de gratidão. Parecia que Benjy precisava de um pouco de distração por esses dias.

_ Agora eu preciso ir para uma farsa de um casamento. Até mais! – ele apertou a mão de Jhon e bagunçou o cabelo de Benjy novamente antes de correr pelo corredor até a escadaria de mármore.

Aparatando para o Ministério, ele entregou sua varinha para verificação no saguão de entrada e desceu para o Departamento Sivil Bruxo. Era aqui que Casamentos, Divórcio, ligações de aumas-gêmias (o que era raro entre os bruxos), nascimentos e mortes eram registrados e arquivados. Pelo visto ele estava um pouco atrasado.

Toda a família Weasley já estava presente, com Rony, Hermione e os gêmeos encostados em um canto, enquanto o Sr e a Sra Weasley estavam tentando acalmar uma frenética Gina.

_ Finalmente você está aí! – ela exclamou, empurrando sua mãe e perseguindo até ele. Seu rosto escureceu quando seu olhar passou pelas roupas de Harry. Ele sorriu interiormente. Um... Dois...

_ Harry James Potter! – ela gritou.

E aí estava.

_ O que você pensa que está vestindo? Onde você pensa que está? – ela gritava e mechia suas mãos freneticamente. Parecia que ela queria enforcá-lo no local.

Harry sorriu calmamente para ela. Parecia que isso irritou mais a menina. Agora suas bochechas estavam vermelhas de raiva.

_ Para uma obrigação que você me forçou. Então eu não escolhi muito minhas roupas. Na verdade eu não me importo. Agora vamos fazer isso logo antes que eu mude de idéia. – Harry a empurrou para o lado e foi até a mesa onde o oficiante esperava calmamente.

Gina bufou e o seguiu. Logo os dois tinham assinado os papéis e tudo estaba feito. Rony puxou seu braço e o levou para um canto onde Hermione e seus irmãos o esperavam.

_ Harry! – Hermione se jogou em seus braços e o apertou firme.

_ Hermione, querida, Harry não deseja morrer prematuramente com falta de ar – disse Rony puxando sua namorada de cima de Harry enquanto rolava seus olhos para o amigo que voltou a respirar normalmente.

_ Desculpe – murmurou Hermione, seu rosto vermelho de vergonha, o que fez todos rirem.

_ Harry, irmão pequeno... – começou Fred.

_ Olha o que temos para você? – disse Jorge, passando dois frascos para Harry.

Ele os pegou e leu o rótolo: "Ereção em 5 segundos" e "Fertilizante". Ele corou e ergueu os olhos para os gêmeos.

_ Bem, nós sabemos que nossa falsa irmã não iria te dar o clima para ter um filho... – começou Jorge.

_ E exatamente por isso, esta poção – Fred apontou a poção de "Ereção".

_ E para que você não tenha que repetir o ato... – disse Jorge.

_ Dê a ela a metade da poção Fertilizante e beba a outra metade – concluiu Fred.

Quando eles terminaram, Harry os olhava com os olhos arregalados e uma ponta de esperança. Hermione, que não deixava nada passar, viu o olhar do amigo e se virou para os gêmeos.

_ Isso aqui é sério, meninos. Tem certeza de que isso vai funcionar?

Os dois jovens acentiram sériamente.

_ Nós sabemos, Hermione – afirmou Fred.

_ Jamais iríamos brincar com Harry nesta cituação – disse Jorge. _ Queremos ele feliz o mais rápido possível.

Hermione acenou com a cabeça e Harry sorriu para eles. Parece que os dois conseguiam ser sérios quando a situação chamou a eles. E se eles iriam ajudar ele com o "Operação só toque em Gina uma vez" – como ele chamava agora – Harry só poderia ser grato.

_ Boa sorte, companheiro – sussurrou Rony, seus olhos focando Gina que caminhava até eles com uma cara sorridente. _ Nos dê notícias, sim?

_ Claro – respondeu Harry ao mesmo tempo que a menina os alcançou. _ Vejo vocês amanhã.

_ Vamos para a nossa lua-de-mel, Harry? – perguntou Gina, sua voz saindo como se ela quisesse ser censual.

_ Não fasso idéia do que está falando – respondeu friamente. Será que a menina ainda esperava beijos e rosas dele?

Gina sorriu para ele, seus braços se enrrolando em seu pescoço. _ Harry, você não me deu o beijo do casamento.

Ela tentou colocar seus lábios nos de Harry, mas o jovem a empurrou com nojo. Ele nunca beijaria outra pessoa além de Severo! Ah, como ele queria gritar, largar tudo e aparatar para Roma e prender seu amado em seus braços longe de tudo isso.

_ Adeus, Sr. Weasley – ele apertou a mão de Artur e abraçou Molly, que sussurrou que sentia muito por tudo isso. Depois de abraçar Hermione e ganhar tumtapa de despedida de Rony e os gêmeos, ele pegou o braço de Gina e a conduziu para fora do Ministério da Magia.

Os dois desembarcaram nos portões de Hogwarts e logo que seus pés se firmaram, Harry largou Gina e começou a andar subindo a colina para o castelo.

_ Por que estamos aqui? – ela perguntou curiosa.

_ Eu trabalho como professor aqui – Harry respondeu sem parar e sem se virar.

Se Gina achou alguma coisa sobre isso, ela não disse nada. Os dois entraram no castelo e subiram as escadas até o terceiro andar, perto da sala de Defesa. Eles pararam em frente a um retrato do rei Artur cavalgando sobre sua égua em um grande campo gramado.

_ Veritaserum – disse Harry alto o suficiente para Gina ouvir.

Os dois entraram em uma sala de estar aconchegante, com uma grande lareira a direita com duas portas que a flanqueavam. Em frente ao fogo havia um sofá cinza com almofadas bege claro e duas poltronas confortáveis de cada lado dele. Atrás, para a esquerda da sala, eram duas estantes carregadas de livros e uma porta entre elas.

_ Este é o meu laboratório de poções – ele disse apontando para a porta mais próxima a saída da sala, a direita da lareira. _ Aquela é o meu quarto, onde você está proibida de entrar – e eu vou saber se você entrar – continuou, apontando para a porta do lado esquerdo da lareira. _ Aquela leva a cozinha – era uma porta oposta a porta do retrato -, e aquela é o seu quarto – ele apontou para a porta entre as estantes.

Gina acenou para ele e abriu a porta designada. Era um quarto simples, com um guarda-roupas para a direita, uma cama de casal no meio da sala, uma cômoda encostada a parede da porta e uma pequena escrivaninha para a esquerda, junto com uma porta que levava a um banheiro.

_ Você pode guardar suas coisas, eu volto mais tarde – falou Harry, fechando a porta após sair.

Hoje seria uma tarde muito longa...

XXXXXX

A hora havia chegado. Harry não podia mais adiar esse encontro. Ele apanhou o frasco de poção de fertilidade e engoliu metade em um gole, despejando o restante na taça de vinho de Gina. Ele despejou uma taça para si mesmo enquanto esperava o minuto para que pudesse beber a outra poção.

Depois de engolir a poção para poder ficar animado, ele suspirou e se levantou. Apanhando as duas taças de vinho, ele caminhou para o outro lado da sala e bateu na porta de Gina.

_ Entre – disse ela.

Harry abriu a porta e quase engasgou. Gina estava nua, coberta por um fino lençol. Que coisa horrível! Harry queria voltar por onde ele havia entrado e correr para fora do castelo. Mas ele tinha que continuar; sua vida com Severo dependia disso e ele seria amaldiçoado se ele perderia isso.

Dando passos rápidos até a cama, ele entregou uma das taças para a menina e engoliu sua própria bebida em dois goles rápidos. A poção já começou a fazer efeito. Harry podia sentir seu membro esticando suas calças, duro e pronto para ser liberado de seus feixes.

Gina, sem perceber nada, engoliu o vinho e sem que Harry se deu conta, ela estava em cima dele, beijando e arrancando suas roupas.

Parecia que ela queria dominar... Mas ele nunca iria deixar a garota fazer isso com ele. Com um aperto forte, Harry enverteu as posições e abriu as pernas de Gina para se acomodar entre elas. Gina não parava de lamber e morder seu pescoço, suas mãos indo por todo o seu corpo. Harry sentiu uma enorme vontade de vomitar; mas ele se obrigou a continuar.

_ Harry, por favor... – pediu Gina, sua voz cheia de desejo. Ela estendeu a mão entre seus corpos e deu um aperto em seu pênis. Harry gemeu alto. Porra! Ele queria terminar isso logo...

_ O que você quer? – ele perguntou rispidamente.

Gina gemeu. Como ela gostava desse tom comandante de Harry!

_ Quero você dentro de mim, agora!

Harry não poderia ficar mais feliz. Seu membro pulsava para a liberação o mais rápido possível e ele queria sair dalí.

Com uma mão ele começou a se acariciar e com a outra ele enfiou os dedos na vagina de Gina. Ela estava totalmente molhada e inchada... Parecia que ela estava pronta para ele.

Ele guiou seu pênis até a entrada de Gina e com dois impulsos fortes de seus quadris ele entrou nela. Ele ouviu o grito de prazer da menina e sorriu por dentro. Oh, como era diferente! Severo, pense em Severo! – sua mente gritou para ele.

Harry achava uma ótima idéia. A imagem de Severo estava cruzando suas longas pernas em suas costas e o fez se enterrar mais profundamente em seu corpo pálido. Ele começou a balançar para frente e para trás, seus lábios sendo monopolizado pelos lábios finos de seu amor. Os olhos negros de Severo brilhavam de amor e escuros de desejo, seus dedos longos emaranhados nos cabelos bagunçados de Harry que o batia no colchão com força.

Harry sentiu o aperto no pé do estômago e seus dedos começaram a se enrolar e formigar e ele sabia que estava perto. Fechando os olhos para não ver Gina, ele puxou a imagem de Severo embaixo dele, seus dedos apertando e puxando seu próprio pênis duro e pingando... Ah! Isso era demais... Harry veio, jatos e jatos de sua semente dentro de Gina, que neste instante deu um grito e Harry sentiu um líquido atingir seu pênis ainda sensível, o que o fez a ter um pequeno orgasmo mais uma vez.

Lutando para respirar, ele tirou seu membro agora flácido e molhado de seus orgasmos e se levantou da cama. Ele apanhou suas roupas no chão e saiu apressadamente do quarto. Jogando suas coisas no sofá ele correu para o banheiro e quase não chegou a tempo de esvaziar seu estômago no vaso sanitário. Suas lágrimas traíram seus soluços que ele fazia o seu melhor para segurar e seu estômago se revirava novamente. Foi horrível! Ah Severo, como ele queria se enrolar nos braços do homem e dormir por dias seguidos...

Mas tudo estava feito. Ele havia feito o que todos esperavam e agora estava libre para esperar por seu amor voltar. "Sinto muito, Severo" – ele pensou, antes de enxaguar a boca e deitando em sua cama. Ele adormeceu quando sua cabeça bateu em seu travesseiro.