Capítulo IV- Preguiça

A visão da cortina improvisada dividindo a barraca ao meio era no mínimo cômica. Sawyer e Ana-Lucia, o "Sr. e a Sra. Smith" da ilha deserta ainda estavam morando juntos, desde que na hora de dormir o significativo pedaço de pano os separasse, exigência dela em primeiro lugar.

Dois dias tinham se passado desde a confusão que ocorrera entre eles na barraca de Sawyer, e todos ainda comentavam. A "Internet dos cocos" funcionava de vento em popa e a falta do que fazer na praia em tempos de paz alimentava a boataria. Mas, de todos, Jack foi o único a fazer perguntas concretas aos dois sobre o ocorrido, porque ele ficara realmente preocupado. Onde já se viu? Sawyer chama Ana-Lucia para dentro da sua barraca e no momento seguinte ela grita, os dois discutem e ela sai correndo de lá sem dar qualquer explicação? Mesmo assim, nenhum deles se dignou a dizer nada a Jack, nem a ninguém.

O médico chegou a comentar com Kate sobre isso, mas ela lhe deu uma resposta torta: - Não sei por que esse assunto tem importância pra você!

E depois de ouvir estas palavras, proferidas por sua doce fugitiva, Jack preferiu esquecer o fato e não tocou mais no assunto, nem com ela, nem com ninguém. Mas voltando à questão da cortina, o arranjo vinha funcionando muito bem há dois dias, aparentemente. Ana-Lucia inventara essa história de dividir a barraca para punir Sawyer por tê-la repreendido, de certa forma, na frente de todos e de uma maneira nada convencional, apenas por ter mexido em seus livros. É claro que de início, ele não aceitou.

- Mas essa é a minha barraca, droga!- Sawyer exclamou, quando ela propôs a divisão.

- Você tem razão!- Ana-Lucia respondeu calmamente, arrumando suas coisas para ir embora.

Porém, Sawyer foi incapaz de deixá-la ir, definitivamente a queria por perto, porque possuía fortes sentimentos em relação a ela, embora ainda não estivessem muito claros para ele. Mas para que ficar procurando uma resposta racional para tudo, ele não era o Jack, por isso respondeu monossilábico quando ela ameaçou deixar a barraca de vez.

- Ok!

- Ok?- ela repetiu, surpresa, não esperava que ele fosse ceder, ainda mais tão rápido assim.

- Ok, Lulu. Vamos falar com o juiz e fazer a partilha dos bens, mas eu fico com a jacuzzi e você com os nossos cinco filhos.- Sawyer disse debochado.

Ana-Lucia esboçou um sorriso e colocou suas coisas de volta no lugar. Logo a divisão estava pronta, mas em geral só era armada à noite, ou quando qualquer um dos dois precisava de mais privacidade, como naquele momento. Ana-Lucia queria trocar de roupa, iria para a floresta com Mr. Eko, mas Sawyer não queria sair, pois lia confortavelmente no seu lado da cama ou pelo menos fingia estar lendo, porque seus olhos não desgrudavam da sombra do corpo despido dela, atrás da cortina. O pano que usavam para fazer a tal divisão possuía uma textura relativamente fina, o que aguçava ainda mais a imaginação de Sawyer enquanto ela vestia uma calcinha, bem devagar diante dos olhos ávidos dele.

Sim, ela sabia que ele estava olhando e divertia-se com aquilo, por isso o provocava de todas as formas que podia. Porém, de repente, mal tinha acabado de vestir sua blusa preta e sentiu um ardor irritante na coxa esquerda.

- Ai!- exclamou levando a mão à coxa instintivamente.

- Que foi? Que foi?- indagou Sawyer, apreensivo, jogando o livro para o lado.

- Um maldito mosquito ou sei lá o quê me ferrou!

- Ficou muito vermelho?- ele perguntou, ainda atrás da cortina.

- Oh shit! Que tipo de mosquito é esse? Está ardendo muito!- ela se queixou, esfregando a parte interna da coxa, onde o inseto a ferrara.

Sawyer puxou a cortina com tudo e jogou-a para um canto, antes de dizer, visivelmente preocupado:

- È preciso ter cuidado com isso. Você é alérgica ou algo assim?

- Não que eu saiba!- ela respondeu. – Ai, parece que a minha pele está queimando!

Ela sentou-se na cama, ainda esfregando a coxa.

- Não esfrega não!- advertiu Sawyer. – Pode infeccionar!

Ele começou a procurar pelo vidro de álcool no meio das suas coisas, até que o encontrou. Voltou-se novamente para Ana, e ralhou com ela:

- Para de esfregar, eu já disse! Assim vai infeccionar, você pode estar espalhando o veneno na sua pele, mulher! Onde foi que ele ferrou?

- Aqui!- ela respondeu, entreabrindo as pernas e apontando para uma marca vermelha e arredondada que se formava na parte interna de sua coxa esquerda.

Não, aquilo era demais para ele. Já não bastava ter de dormir todas as noites ao lado da mulher que ele desejava, separados apenas por um pedaço de pano? Agora ela também tinha que se deitar seminua na cama dele, de pernas abertas, implorando por seus cuidados?

- O quê? Tá muito feio?- Ana-Lucia perguntou, sem fazer a mínima idéia do que estava passando pela cabeça dele.

Sawyer nem se deu ao trabalho de responder, destampou o vidro de álcool e derramou um pouco na mancha vermelha, que ardeu ainda mais. Ana-Lucia reclamou:

- "Sun of bicth!" Isso arde muito! Ai, Sawyer, faz alguma coisa pra parar de arder!

"Ela só pode estar brincando", Sawyer pensou. E imediatamente após ouvir o lamento dela, colocou sua mão sobre a mancha e fez pressão, massageando-a.

- Está melhorando?

- Aham!- disse Ana-Lucia, tendo sua dor substituída por arrepios gostosos pelo corpo devido à pressão que Sawyer fazia em sua coxa.

- E agora, passou?- ele voltou a perguntar depois de massageá-la por mais alguns minutos.

- Ainda não!- ela respondeu. – Você tem que apertar mais forte!

- Assim?- ele indagou, apertando a coxa dela.

- Oh sim- Ana gemeu, fechando os olhos e mordendo os lábios.

Sawyer colocou as mãos nas duas coxas dela, ficou apertando-as, e observando as reações de Ana-Lucia. A respiração dela começou a acelerar, seu peito subia e descia, e ela murmurou para ele:

- Ainda está doendo...

- Está, baby? Eu quero fazer passar toda essa dor que você está sentindo, é só me dizer o que eu tenho de fazer...

- Sawyer, beije as minhas coxas.- ela disse num murmúrio.

Ele prontamente fez o que ela pedia, e deslizou seus lábios pelas coxas dela, mordendo-as de leve. Ana-Lucia gemeu baixinho e pôs-se a acariciar os próprios seios por cima da blusa preta, contorcendo-se na cama.

- Chica, você é tão linda!- disse Sawyer, sentindo o sangue começar a ferver. – Principalmente assim, nua na minha cama! – ele suspendeu a blusa preta dela, expondo-lhe os seios.

- Mas eu gosto de ficar nua na sua cama.- ela sussurrou, entrando no jogo dele.

- Oh yeah?- ele sussurrou de volta, roçando o nariz no umbigo dela.

- Yeah!- ela respondeu com um suspiro manhoso, puxando o rosto dele para perto do dela, querendo beijá-lo. Trocaram um beijo ardente e demorado, enquanto as mãos dele acariciavam os seios dela. Ela continuou com sua provocação verbal no ouvido dele: - Mas sabe do que eu gosto mais?

Sawyer encarou os olhos negros dela, e Ana-Lucia disse em seu ouvido: Gosto quando você me cheira, me toca...me lambe, coloca a sua língua gostosa no meu corpo agora, cowboy!

O coração dele quase saiu pela boca nesse momento e ele roçou os lábios nos dela antes de traçar um rastro molhado com sua língua por todo o corpo de Ana-Lucia.

- Sawyer, eu preciso de mais!- ela gemeu colocando a mão dele diretamente em sua intimidade. Ele acariciou-a por cima do tecido da calcinha e perdeu totalmente a compostura ao sentir a umidade que se formava lá.

- Ana...- ele gemeu abafado.

- Está sentindo o quanto eu te quero?- ela indagou.

- Ana, você está aí?- chamou Mr. Eko, do lado de fora da barraca.

- Dammit!- exclamou Sawyer, irritado.

A voz de Mr. Eko cortou o clima que havia se instalado na barraca, de vez, como uma música que é interrompida de repente, antes de chegar ao refrão.

- Eu estou aqui sim, Eko.- Ana respondeu, sentando-se na cama e colocando a blusa no lugar.

- Você se esqueceu que íamos à floresta hoje?

- Não, eu não esqueci. Espere só um pouco que eu já estou saindo.- ela respondeu, procurando as calças para vestir.

Sawyer permaneceu deitado na cama, profundamente chateado. Sentia o corpo doendo por mais uma vez ter sido interrompido no auge da excitação. Disse baixinho a ela, enquanto se vestia:

- Por que você faz isso comigo? Me excita desse jeito e depois vai embora sem nenhuma explicação? O que raios você vai fazer na floresta com o Eko?

- Não é da sua conta!- Ana respondeu pegando sua mochila.

- Ah sim, mas é claro que é da minha conta!- ele disse, segurando no braço dela. – Eu estou louco por você. E você, sente alguma coisa por mim?

Ana-Lucia ficou surpresa diante da declaração seguida daquela pergunta e não soube o que responder em relação a isso. Limitou-se a dizer: - Mais tarde conversamos, cowboy.

- Mais tarde eu não vou querer conversa com você!- Sawyer falou ríspido.

Ela puxou o braço da mão dele, e deu de ombros saindo da barraca.

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- Mas e a tosse, Jack?

- Ah, essa tosse não é nada demais Bernard, você deve estar pegando muito sol e isso está inflamando a sua garganta. Sugiro que evite o sol das dez da manhã às quatro da tarde, ok?- disse Jack a Bernard lhe entregando um vidro com xarope para a tosse.

- Obrigado, Jack!- agradeceu Bernard, pegando o xarope das mãos dele.

Jack sorriu em resposta, e saiu caminhando pela praia, mais um problema resolvido. Aliás, ultimamente o acampamento andava assim, muito calmo. Quase nada para ele fazer, todos estavam bem. Isso deixava espaço para que pudesse pensar em outras coisas, como em seus sentimentos por Kate. Avistou-a estendendo roupas no varal com Sun, as duas conversavam e riam muito.

- O Jack não para de olhar pra cá!

- Ah Sun, para com isso! Ele não está olhando não!- disse Kate, tímida.

- Mas é claro que está, se você se virar agora vai dar de cara com ele!- provocou Sun.

Kate voltou-se na direção de Jack, e como Sun havia previsto seus olhos se encontraram. Jack deu um tchauzinho para ela, que correspondeu, dizendo:

- Hey, Jack!

Jack deu um belo sorriso a ela, e desviou os olhos, timidamente. Viu Sawyer sentado sozinho, na beira da praia debaixo do sol forte e resolveu ir até lá, perturbá-lo. Embora posasse de homem sério e compenetrado, Jack tinha um lado moleque incorrigível e uma das coisas que mais gostava de fazer era curtir com a cara de seu amigo Sawyer. O deixara em altas uma vez, quando Kate o levou a força para ser examinado por ele, porque o texano sentia muita dor de cabeça. De imediato, Jack percebeu que se tratava de um simples problema de vista, porém não perdeu a oportunidade de brincar com o problema dele, fazendo mil e uma perguntas constrangedoras sobre ele na frente de Kate.

- Hey, Sawyer!- Jack saudou, estendendo uma camisa que tirou da mochila para sentar-se ao lado dele na areia da praia. – O que está fazendo aqui?

- Pegando um bronze, não percebeu?- respondeu Sawyer, malcriado.

- Pois pra mim está é facilitando adquirir hemorróidas! A areia está muito quente!

- Thanks, doc, por me lembrar de uma coisa tão importante!- debochou Sawyer tirando a própria camisa e sentando-se em cima dela. – Se o meu problema fosse só pegar hemorróidas...

- Ah, então você tem um problema?- questionou Jack, bebendo um gole de uma garrafinha de água que tirou de sua mochila, ofereceu-a a Sawyer que a aceitou, virando o gargalo na boca em seguida.

- Yeah, um problema que começa com R e termina com A!

- Hã?- estranhou Jack.

- Ram-bi-na!- soletrou Sawyer.

Jack deu uma risada.

- Olha Sawyer, se quiser que eu te ajude com isso, vai ter que me dizer o que realmente está acontecendo entre vocês.

- E você acha que eu entendo? Não sei nem como começar.

- Que tal começar pelo começo.- sugeriu Jack.

- Ok.- concordou Sawyer. – O problema doc, é que essa mulher me enlouquece, em todos os sentidos. Eu a odiei desde o dia em que nos conhecemos, e de repente me sinto como se estivesse casado com ela. Acordamos juntos todos os dias, e ela bagunça toda a minha barraca, faz o que bem quer e eu simplesmente não consigo recriminá-la, quando eu ameaço fazer isso, ela diz que vai embora e eu não quero que ela vá. Você entende isso?

- Mais do que você pode imaginar!- afirmou Jack. – As mulheres são assim, fazem o que bem entendem e nós acabamos aceitando porque as queremos do nosso lado. Mas, me diz uma coisa Sawyer, você e ela já ficaram juntos?

- Quer saber se caímos numa rede?

- Cair na rede?- perguntou Jack, sem entender.

- È, cair na rede, você sabe, como quando você foi com a sardenta pra floresta. Você me disse que caíram numa rede.

- E caímos.- confirmou Jack.

- Então, eu e a Ana-Lucia também caímos em uma rede, no dia em que o Michael atirou nela.

- Vocês caíram em uma rede naquele dia? Ela usou sua arma para cortar a rede e depois fugiu com ela?

Sawyer balançou a cabeça negativamente:

- Doc, pare de bancar o engraçadinho comigo, você sabe do que eu estou falando. "Caímos numa rede", transamos. Ana-Lucia pulou em cima de mim na floresta, arrancou as minhas roupas e o resto você já pode imaginar.

Jack o encarou com ar divertido, então Sawyer pensava que ele e Kate haviam ficado juntos no dia em que foram atrás de Michael na floresta? Se ele pensava isso, Jack não fazia questão de desmentir.

- Ah claro, cair na rede, como eu e a Kate, entendi!

- Exato! E depois disso as coisas aconteceram muito rápido. Eu nem tive tempo de absorver direito o que tinha acontecido e de repente ela estava correndo risco de vida.

- Foi por isso que você cuidou dela?

- Não Jack, não foi por isso. O sexo entre nós só serviu para me fazer perceber o quanto eu me sentia atraído por ela, porque Ana-Lucia me desafiou desde o princípio, e eu neguei esses sentimentos a mim mesmo por muito tempo, me escondendo atrás do meu sarcasmo. Quando eu a vi baleada na escotilha, eu senti um medo terrível e inexplicável de perdê-la, como se a morte dela fosse me condenar à solidão eterna nesta ilha.

- E você acha que ela tem sentimentos por você? Digo, depois que ela se recuperou, não aconteceu mais nada entre vocês?

- Estamos próximos e distantes ao mesmo tempo. Dormimos juntos, mas ela não me deixa tocá-la, ou então de repente ela baixa a guarda, se entrega, fala sacanagem no meu ouvido e aí alguma coisa acontece, como se o destino estivesse conspirando para que as coisas não dessem certo entre nós. Hoje foi esse dia, estávamos lá na barraca, você sabe, nos entendendo, daí Mr. Eko aparece e a chama para ir até a floresta. O que diabos eles foram fazer na floresta?

- È Sawyer, o destino é uma droga na maioria das vezes! E é por isso que...

- Os red sox nunca vencem a liga!- completou Sawyer.

Os dois começaram a rir, pensando em suas venturas e desventuras amorosas, quando Kate se aproximou deles.

- Hey, o papo aqui está bom! Parecem tão animados, mesmo debaixo de todo esse sol!

- A conversa vai ficar melhor agora que você chegou, sardenta!- disse Sawyer.

- Eu estou morrendo de calor!- falou Jack, tomando mais um gole da garrafa de água.

- Hey, eu tive uma idéia. Por que não vamos tomar um banho de mar? O calor está dos diabos mesmo!

- Ai Sawyer, tô morrendo de preguiça!- murmurou Kate, descansando a cabeça no ombro de Jack.

- Ah é claro!- exclamou Sawyer. – Esqueci que hoje é o dia internacional da preguiça aqui na ilha, por isso mesmo é que deveríamos ficar de molho na água.- disse Sawyer, levantando.

Jack fez o mesmo, e tirou a camisa.

- Você também vai Jack?- Kate indagou.

- Aham!- ele respondeu. – E você também, vamos Sawyer me ajude a colocar essa preguiçosa na água!

- Hey, o que vocês vão fazer?- ela protestou rindo, enquanto Jack a segurava pelos braços e Sawyer agarrava seus pés. – Não, parem!

- No três Sawyer!- disse Jack, se divertindo.

- Ok doc, 1, 2...

- 3!- completou Jack e juntos eles a jogaram na água de roupa e tudo.

Toda molhada, Kate tirou o cabelo do rosto e lançou olhares furiosos aos dois, antes de começar a jogar água neles também. Logo os três brincavam juntos na água, como crianças, jogando água um no outro em meios aos risos descontraídos.

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- Há três noites havia pegadas como essa saindo do lado oeste, agora elas vão para o leste! Isso só prova que o que eu vi existe de fato.- dizia Mr. Eko para Ana-Lucia.

- Nunca vi pegadas como essa!- ela afirmou.

Já era fim de tarde, e os dois caminhavam de volta à praia. Tinham ido para a floresta investigar uma estranha aparição que Eko havia visto há cerca de três noites. Uma criatura bizarra, com olhos inumanos que o encarou próximo à igreja que ele estava construindo com Charlie. Eko acreditou de imediato que aquilo se tratava de um mau sinal. Contou apenas a Ana-Lucia sobre o que tinha visto, e ela acabou confessando a ele que nessa mesma noite teve um pesadelo com uma criatura com as características que ele descreveu. Por isso, os dois decidiram irem juntos à floresta investigar do que se tratava.

- Vamos voltar amanhã, e ver se as pegadas mudaram de direção novamente!- falou Eko.

- Sim.- Ana-Lucia concordou. – Mas vamos continuar mantendo isso em segredo, por enquanto, até sabermos o que está acontecendo.

Eko assentiu com a cabeça. Eles chegaram ao acampamento. A primeira pessoa que Ana-Lucia avistou foi Sawyer, se embalando com Kate na rede, ela lia uma revista para ele. Sentiu ciúmes, mas não fez nada. Em vez disso, passou por eles e foi até a despensa comer alguma coisa.

- Tá legal, vamos fazer esse aqui agora!- disse Kate, segurando uma revista que havia encontrado em uma das malas. Era uma daquelas revistas de testes. – O teste é para saber se você prefere o tipo de mulher "quase virgem, "a sonsa" ou a "tigresa insaciável"?

Sawyer caiu na risada e trocou um olhar com Ana-Lucia que bebia água.

- Nem preciso fazer esse teste sardenta, porque eu sempre preferi a "tigresa insaciável".- ele lançou um olhar malicioso a Ana-Lucia, que Kate não notou. – Mas sei lá, posso mudar de idéia, que tipo você costuma fazer?

Kate riu e bateu com a revista no ombro dele.

- Gente, vocês não vão acreditar, mas uma baleia encalhou lá na praia, olhem só!- falou Hurley esbaforido, apontando para o enorme peixe que tentava desesperadamente se mover do lugar, mas não conseguia devido ao seu peso.

- Parente seu?- indagou Sawyer a Hurley, debochado.

Hurley fechou a cara. Kate disse:

- Oh meu Deus, mas é um filhotinho de baleia! Coitadinho!

- Está todo mundo indo pra lá ajudar!

- Eu vou também, Hurley!- falou Kate. – E o Jack?

- O Charlie foi chamar ele na escotilha pra vir dar uma força também, vamos precisar de toda a ajuda possível.

- Vamos Sawyer?- ela o convidou pondo a revista de lado e levantando da rede.

- Ah não sardenta, vou passar essa!- Sawyer respondeu, se esparramando na rede. – Eu te disse que hoje era o dia internacional da preguiça, portanto vou permanecer na minha humilde rede.

Kate franziu o cenho, mas não insistiu para que ele fosse. Ao invés disso se afastou com Hurley para a beira da praia, onde Sayd, Paulo e Jin já tinham começado a organizar as pessoas para tentar desencalhar o pobre animal. Sozinho na rede, Sawyer pegou a revista que Kate abandonara, e pôs seus enormes óculos que estavam pendurados na camisa preta e começou a ler a revista.

Sentiu Ana-Lucia se aproximar, mas não levantou a vista.

- Hey!- ela falou.

- Hey!- ele respondeu com os olhos grudados na revista.

Ana-Lucia sorriu: - Você não está lendo!

- E por que você diz isso?

- Por que a revista está de cabeça para baixo, Sawyer.- ela respondeu, divertida.

Sawyer fez cara de "pouco caso" e virou a revista para o lado certo.

- Eu posso me sentar?- ela pediu.

Ele nada respondeu, e Ana-Lucia sentou assim mesmo, por cima das pernas dele. Sawyer queixou-se:

- Você pesa, sabia?

Ela deu de ombros: - Por que não foi pra água ajudar a baleia encalhada? Não tem pena do pobre bichinho?

- Benzinho, eu tenho pena é de mim, preso há meses nessa ilha sem cerveja. Mas diga, o que você quer?

- O que eu quero?- ela repetiu. – E preciso querer alguma coisa só porque me sentei aqui nessa rede com você?

- Ah tá, então quer que eu acredite que você sentou aqui só porque está com preguiça de ficar em pé?

- Não!- ela respondeu. E olhou as pessoas na água, todas muito compenetradas em tentar salvar a baleia. Viu Jack chegando e se interpondo entre os outros. – Me sentei aqui porque queria fazer isso...

Ela se aproximou dele e deu-lhe um beijo rápido nos lábios. Sawyer a encarou, sério: - E por que isso agora?

- E tudo tem que ter por que pra você?

Eles se encararam, apaixonados. Ana-Lucia deu outro beijo nele, mas dessa vez Sawyer segurou sua nuca aprofundando o beijo, e envolveu os dedos nos cabelos dela. Começaram a se beijar com muita intensidade, esquecendo até que estavam em um local onde qualquer um poderia vê-los. Mas isso não aconteceu, todos estavam tão compenetrados em sua tarefa de salvar a baleia, que eles puderam curtir um ao outro sem mais preocupações.

Sawyer porém, queria mais, já estava cansado de ser provocado e sussurrou no ouvido dela: - Baby, porque nós não vamos pra um lugar bem longe daqui, hã? Assim a gente pode terminar o que começou hoje de manhã...

Ana-Lucia contornou de leve os lábios dele com seus dedos, e puxou seu lábio inferior, colocando um pedacinho daquela boca carnuda dentro de sua boca, de forma agressiva. Sawyer não agüentou, e suas mãos desceram até o traseiro dela, apertando-o e trazendo-a para mais perto dele. Ela se afastou dele, e disse:

- Hoje à noite! Prepare algo especial para nós, em um lugar onde ninguém possa nos incomodar e eu serei sua!

E dizendo isso, ela se levantou da rede e deu um último olhar avassalador a ele, dizendo: - È bom que seja algo interessante se quiser me convencer...

- Mas essa agora!- exclamou Sawyer, mais uma vez frustrado e agora com mais essa responsabilidade de fazer algo especial para ela. – O que eu vou fazer? Estou com preguiça até de pensar nisso! Por que as mulheres são tão complicadas?

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Depois de mais de duas horas de sofrimento, a baleia conseguiu voltar ao oceano com a ajuda de todo o povo da praia, Jack estava contente com isso, adorava a sensação de dever cumprido. Quando o animal conseguiu chegar a uma parte bem funda da água, levantou sua cauda como se estivesse fazendo uma saudação de agradecimento aos sobreviventes. Todos bateram palmas, muito felizes. Jack abraçou Kate, ela beijou-lhe a face, e sem perceber, Jack a beijou de volta, mas nos lábios. Kate alargou os olhos, sorrindo, um pouco vermelha porque estavam na frente de todo mundo.

- Jack?

- Me desculpe...- ele começou a dizer, mas foi cortado por Kate que derramou mais um beijo em seus lábios, e em seguida se afastou, sorrindo.

- Já vi tudo!- debochou Charlie, que não perdia uma.

- Charlie, se você sair comentando sobre isso com alguém...- ameaçou Jack.

- Fica frio, Jack! Todo mundo já é mais do que cismado com o lance de vocês aqui na ilha, falta só assumirem!

- Todo o mundo o quê?- indagou Jack, mas Charlie já tinha se afastado.

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- Sayd, meu companheiro, amigo de fé, irmão camarada!- falou Sawyer se aproximando do iraquiano ao vê-lo se dirigindo para sua barraca, estava exausto depois de ajudar a empurrar a baleia de volta para o mar.

- O que você quer Sawyer?- perguntou Sayd sem muita paciência.

- Bom, eu vou direto ao assunto. Tô sabendo que você é "o cara" aqui na ilha quando se trata de fazer galanteios. Pois bem, esta noite eu tenho que fazer um galanteio para alguém e gostaria que você me desse umas dicas.

Sayd fez sua expressão divertida, não acreditou no que estava ouvindo:

- Como é que é? Você quer que eu te ajude a fazer algo para uma garota que você pretende conquistar aqui na praia?

- Isso mesmo Ali, e então, vai me ajudar ou não?

- Só se você me disser quem é a vítima!

- Ah não, isso eu não vou te contar não!

- Òtimo! Então não te ajudo, até porque mesmo se eu quisesse, teria que saber de quem se trata para te indicar alguma coisa infalível.

Ele virou as costas para Sawyer, que disse, agoniado:

- Tudo bem, eu falo quem é!

- Eu estou ouvindo!

- È a Ana-Lucia!

Sayd riu discretamente:

- A Ana-Lucia? Não tinha ninguém mais fácil não?

- Hey, não debocha de mim não!- falou Sawyer, irritado. – Ela já está metade conquistada, eu só preciso de um algo mais pra concretizar as coisas, entende?

- Ok, Sawyer, entendo! Em primeiro lugar, seja você mesmo, você deve ter alguma qualidade para tê-la atraído afinal.

Sawyer fez cara feia pra ele.

- Em segundo lugar, mostre a ela o quanto ela é importante, que ela é a única, que não existem outras distrações na sua vida, ela é o ar que você respira!

- Right!- respondeu Sawyer, decorando cada palavra do que ele dizia.

- O terceiro passo é fazer algo de concreto, como um jantar à luz das estrelas e é nisso que eu vou ajudá-lo. Espera apenas eu trocar de roupa e eu vou te levar até um lugar perfeito e te dizer tudo o que deve fazer, te garanto que ainda esta noite ela vai estar nos seus braços.

Ele ia entrando na barraca, mas voltou:

- Ah, já ia me esquecendo, o detalhe mais importante de todos. Jamais deixe que ela pense que você só está interessado em sexo e que a noite obrigatoriamente tem que acabar nisso. Não, mostre seu desejo aos poucos, isso vai deixá-la com vontade de estender à noite.

- Odeio admitir, mas você parece bom nisso cara!- falou Sawyer.

Sayd riu, entrando em sua barraca.

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Ana-Lucia não tinha um espelho para se olhar, mas imaginou que estivesse como ele gostava. Usava um vestido vermelho, de alças, sem estampas e folgado, por baixo apenas a calcinha branca. O toque final era uma flor da mesma cor do vestido, enfiada de lado nos cabelos soltos. Ela queria ter uma sandália que combinasse com o vestido, mas como o único par de sapatos que possuía ali eram suas botas de cano alto, foi o que calçou. A voz agradável de Sawyer soou sedutora do lado de fora da barraca quando ele indagou:

- Já está pronta, Lu?

- Estou!- ela disse saindo de dentro da barraca. – Aonde vamos? Há tantos lugares para se ir por aqui.- ela gracejou.

- Mas nesse lugar tenho certeza que você ainda não foi!

Ele estendeu sua mão para ela, que a aceitou entrelaçando seus dedos nos dele. Saíram caminhando ao longo da praia.

- Você está usando perfume?

Sawyer sorriu, fazendo as covinhas de seu rosto afundarem charmosamente. Ana-Lucia sentiu uma imensa vontade de se deixar envolver pelos braços dele naquele momento e sentir o cheiro do perfume dele mais próximo de si, mas conteve-se porque a maior parte das pessoas estava reunida no centro da praia ao redor de uma fogueira, ouvindo, inacreditavelmente, Jack contar piadas:

- Pois então, o cara estava tão bêbado, mais tão bêbado que ao ver uma daquelas freiras bem tradicionais, usando uma daquelas vestes pretas passando diante dele saltou sobre ela e encheu a mulher de porrada!

Todos puseram-se a rir. Kate disse: - Não, eu não acredito! Por que ele fez isso?

- E então...- continuou Jack. – ele continuou batendo nela, a pobre da freira não estava entendendo nada até que o bêbado disse, renda-se batman!

A gargalhada foi geral, Charlie comentou:

- Essa foi muito boa, Jack! Mas tá legal, minha vez. Tinha um sujeito que...

- Boa noite a todos!- disse Sawyer ao passar por eles de mãos dadas com Ana-Lucia.

- Boa noite!- alguns responderam, inclusive Sayd que deu um sorriso divertido imaginando que Sawyer iria se dar bem aquela noite.

- Onde é que eles vão?- indagou Kate a Jack.

- Eu não sei Kate!- Jack respondeu, irritado. Odiava quando ela se preocupava com o relacionamento de Sawyer com Ana-Lucia.

Kate não disse mais nada, e voltou a se concentrar na piada de Charlie. Mas Jack já estava perdendo a paciência com ela, por isso resolveu ir dormir.

- Boa noite, pra mim já chega de piadas por hoje!

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Sawyer levou Ana-Lucia para outra praia, não muito longe da deles, onde Sayd tinha levado Shannon uma vez e para onde Hurley quis levar Libby, mas acabou não tendo a chance. Ao chegarem lá, Ana-Lucia ficou realmente surpresa com tudo o que Sawyer tinha preparado para ela. Na areia da praia, havia um cobertor estendido no chão com um delicioso jantar preparado com a ajuda de Sayd, composto por lagosta, arroz da Dharma Initiative, uma salada de tomates e alface feitas com legumes da horta de Sun e vários tipos de frutas, além de uma garrafinha de vinho da adega da escotilha.

- Você fez tudo isso sozinho, Sawyer?- ela indagou deslumbrada.

- Bem, eu ia contratar um buffet, mas acabei não tendo tempo. Vem, vamos jantar.

Eles sentaram-se ao redor da toalha de mesa, e gentilmente Sawyer começou a servi-la de tudo o que ela queria.

- Essa lagosta está deliciosa!- ela disse, falando de boca cheia. Sawyer riu e ela ficou embaraçada. – Ah me desculpe!

- Não se desculpe!- ele disse sedutor. – Gosto disso em você, porque é real. Você não é como outras que eu conheci que gastavam o tempo se preocupando com bobagens, você é você, Ana-Lucia!

Ela riu levemente:

- Nossa, esse Sawyer galanteador eu ainda não conheço.

- Mas quer conhecer?

Ana-Lucia mordeu os lábios: - Sim, muito.

Ela limpou a boca com um pedaço de pano e sorveu um gole de vinho. Sawyer se levantou do chão e disse: - Agora que você comeu, posso te mostrar uma coisa!

- Tem mais?- ela perguntou empolgada.

Sawyer sorriu e retirou um pano de cima do rádio que estava escondido entre os pratos do jantar.

- Eu conheço isso.- ela disse.

- Eu sei que conhece.- ele respondeu. – Estava com o Bernard, depois foi parar nas mãos do Hurley e agora pertence ao meu amigo Sayd.

Ana-Lucia franziu o cenho: - O Sayd conseguiu estabelecer comunicação com alguém? Eu não acredito que...

- Não Ana, tudo o que o Sayd conseguiu foi isso!- Sawyer falou, apertando o botão do rádio, um pouco de estática foi ouvida, mas logo em seguida a voz suave da cantora Norah Jones soou no aparelho, e ele perguntou galante: - Vamos dançar?

- Só se me deixar subir nos seus pés...- falou Ana-Lucia.

- Mas é claro!- ele respondeu.

Ana-Lucia deu um meio sorriso e retirou rapidamente as botas. Caminhou descalça sentindo a areia fria da praia beijar-lhe os pés e se aproximou de Sawyer. Ele envolveu uma mão na cintura dela e a outra entrelaçou com a mão direita dela. Ana subiu nos pés dele e Sawyer pôs-se a balançá-la suavemente de um lado para o outro, no ritmo da música.

" What Am I to you? (O que eu sou para você? ) Tell me darling true ( Me diga amor a verdade), To me you are the sea (Para mim você é o mar), Fast as you can be (Tão rápido como só você pode ser), And deep the shade of blue (E profunda sombra de tristeza)...

- Sawyer...- ela sussurrou de repente, descendo dos pés dele, estava encantada com o que ele havia feito para ela, e todo aquele clima romântico alimentado pela canção, a praia com o barulho das ondas quebrando ao longe, a brisa que acariciava suas costas e a respiração quente dele em seu pescoço a estavam fazendo ver estrelas e Ana-Lucia se aninhava mais e mais no peito dele a cada acorde da música.

When you're feeling low (Quando você se sente pra baixo), To hom else do you go ( A quem mais você procura), See I cry if you hurt (Veja que eu choro se você se machucar), I'd give you your my last shirt ( Eu daria a minha última camisa), Because I love you so (Porque eu te amo demais)...

Sawyer ergueu o rosto dela em direção ao dele, e Ana-Lucia ficou na ponta dos pés para beijá-lo. O vento forte da maresia ergueu o vestido dela, mas Ana não se importou com isso, só queria beijá-lo até não ter mais fôlego.

- Ana, eu te quero mais do que você pode imaginar...- Sawyer murmurou, tocando o corpo dela por baixo do vestido. – Você me quer?

- Si, te quiero, Sawyer, te quiero!- ela respondeu em espanhol, roçando seu corpo no dele.

A música continuava tocando, inebriando os sentidos deles.

When I look in your eyes (Quando eu olho nos seus olhos), I can feel the butterflies (Eu posso sentir borboletas), I love you when you're blue (Eu te amo mesmo quando está triste), Tell me darlin true (Me diga amor a verdade) What Am I to you? (O que eu sou pra você?)..."

A essa altura, a ansiedade de ambos por tornarem-se um só, era incontrolável. Sawyer suspendeu-a do chão e entrelaçou as pernas dela ao redor de seu corpo. Mas nada interrompia os beijos, cada vez mais ousados. Ele a levou para perto do cobertor no chão, a sentou nele e afastou tudo o que tinha em cima, de modo que pudesse deitá-la.

Depois disso, não perdeu mais tempo e ergueu o vestido dela, querendo tirá-lo completamente. Ana-Lucia facilitou a tarefa dele, erguendo os braços. Quase nua, ela deitou no cobertor e encarou os olhos azuis de Sawyer, faminta pelos carinhos dele.

- Chica!- ele sussurrou, admirando as curvas do corpo dela e os seios deliciosamente arrepiados, pedindo sua boca.

Ele se curvou sobre ela e beijou seus lábios mais uma vez, introduzindo a língua em movimentos de vai e vem em sua boca até finalmente descer ao pescoço, dar mordidinhas e abocanhar seus seios.

- Poderia sugá-los a noite inteira!- ele disse, fazendo-a gemer.

Desceu para a barriga dela e explorou com calma a região, chupou a barriga dela levemente, e Ana-Lucia ofegou.

- Dios!- ela exclamou sentindo a língua dele acariciar-lhe a carne. Ele era macio, os lábios tocando com leveza, bem em cima do umbigo. – Sawyer, tira a sua roupa, quero sentir meus seios no seu peito.

Sawyer parou de lambê-la e tirou rapidamente a camisa, a calça e os sapatos ficando só com o boxer. Em seguida deitou-se sobre ela encostando o tórax forte nos delicados seios dela. Voltarem a se beijar, ainda mais com fome.

- Faça o que ia fazer de manhã...- ela murmurou, agressiva. – Faça agora!

Ela pegou a mão esquerda dele e colocou bem no meio de suas pernas, Sawyer a tocou como tinha feito de manhã, por cima do tecido da calcinha, mas dessa vez ele não queria ficar só nisso. Com ambas as mãos, enfiou os dedos no elástico da calcinha dela e pôs-se a retirá-la. Ana-Lucia sentia sua excitação aumentar a cada minuto, ansiosa pelas carícias íntimas dele. O coração de Sawyer saltou ao sentir o cheiro feminino dela, e ele disse a ela, lascivo:

- Finalmente eu vou saber qual é o seu gosto!

Ana-Lucia deu um gemido alto, achando que fosse explodir ao sentir a língua quente dele em seu corpo, explorando-a com voracidade.

- Ana, você é tão doce!- ele murmurou, esparramando as pernas dela para ele, deixando-a completamente à sua mercê.

Ela não conseguia parar de gemer, simplesmente não se controlava, o que estava acontecendo era muito intenso e ela não experimentava nada assim há muito tempo. Sentia Sawyer subindo e descendo as carícias, provocando sensações deliciosas nela. Ana foi ao céu duas vezes e quando já estava sendo levada para a terceira explosão de prazer da noite, Sawyer a surpreendeu, tirando a cueca boxer e a possuindo sem nenhum aviso, Ana gritou, sentindo um pouco de dor devido ao estado sensível de sua intimidade depois de sentir prazer ao máximo duas vezes seguidas. Mas ela logo se acostumou às investidas duras dele e começou a se mover com ele no mesmo ritmo. Sawyer estava ensandecido, não raciocinava mais, só queria empurrar nela o mais fundo que pudesse, fazendo-a perder o controle.

- Baby, assim é tão bom!- ela murmurou provocando-o.

Enquanto se moviam, ele a beijava na boca, mordiscava os bicos de seus seios, lambia seu pescoço e perdia-se nos olhos negros dela.

- Você é tão deliciosa...

- Hummmmm- ela gemeu, escondendo o rosto no pescoço dele.

- Apertada e molhada...

- Sawyer!- ela gritou, perdendo o controle. – Eu te amo, te amo, te amo, te amo...

Ele já não podia agüentar mais tempo, e fez Ana-Lucia gritar de prazer ao derramar seu êxtase nela. Ao fim de tudo, permaneceram em silêncio por alguns momentos até que suas respirações voltassem ao normal. Ana-Lucia estava tonta e sentiu a vista turva quando ele saiu de cima dela, deitando-se ao seu lado. Arfante, ela disse a ele:

- Acho que vou querer seu telefone sim!

Sawyer sorriu, e beijou-lhe a ponta do nariz, abraçando o corpo nu dela. Ficaram ali, aconchegados por quase toda a noite, dormindo à luz das estrelas, preguiçosos, completamente despidos ouvindo o som do mar batendo nas ondas e as batidas ritmadas de seus próprios corações, como Adão e Eva, sentindo-se os únicos habitantes daquele paraíso perdido.

Continua...