Capítulo V- Inveja

- Eu não pude fazer, não pude atirar!- ela disse, entre lágrimas.

Michael estava de pé diante dela, com o braço enfaixado e Ana-Lucia não se importou de chorar na frente deleAquela era a primeira vez em muito tempo em que ela confiava realmente em alguém, em que se permitia mostrar toda a sua vulnerabilidade e o seu medo da solidão. Sua máscara estava caída, e lágrimas sinceras escorriam de seus olhos escuros. Por isso não hesitou em entregar a arma a ele quando se ofereceu para matar Henry Gale.

- Desculpe!

- Pelo quê?- ela indagou com a voz chorosa.

No momento seguinte ele lhe desferia dois tiros à queima-roupa, o baque surdo ecoou em seus ouvidos, e o metal frio e destrutível das balas atravessou sua carne, rasgando suas entranhas. Ela gritou, muito alto, estava aterrorizada.

- Hey! O que foi? Calma, está tudo bem!- disse Sawyer, segurando Ana-Lucia na cama com força porque ela se debatia de olhos fechados, como se estivesse em um transe. – Ana, está tudo bem, você estava tendo um pesadelo, só isso!

Ela abriu os olhos ao ouvir a palavra "pesadelo", e se deu conta de que estava na barraca de Sawyer, deitada com ele na cama. Michael não estava ali, e ela não havia sido ferida, mas sua cicatriz doía naquele momento como no dia em que levara o tiro.

Sawyer a encarou com olhos preocupados, a respiração dela estava ofegante, o peito subindo e descendo. Ela devolveu o olhar dele, mordeu os lábios que tremiam, ameaçando chorar.

- Dudes, está tudo bem aí?- indagou Hurley do lado de fora da barraca, acompanhado de Charlie, Steve, Paulo, Nikki e mais algumas pessoas.

- Está tudo bem sim, jabba!- respondeu Sawyer, querendo que eles fossem logo embora.

Ana-Lucia segurava o choro, seu corpo começando a tremer. Sawyer fez um gesto para ela, avisando que se livraria das pessoas lá fora. Levantou da cama e saiu da barraca.

- Está tudo bem mesmo?- perguntou Charlie. – Escutamos ela berrar cara, o que você está fazendo com ela? Isso está me parecendo um pouco pervertido!

Sawyer fez cara de irritação: - Nossa! Um roqueiro viciado me chamando de pervertido! Dá pra acreditar?

- Ela está bem mesmo?- dessa vez foi Paulo quem perguntou.

- Eu já disse que está, isso não foi nada. Agora se fizerem a gentileza de nos deixarem em paz.

- Sawyer!- ela chamou de dentro da barraca.

- Boa noite pra vocês!- falou Sawyer, ríspido voltando para o interior da barraca.

- Eu hein, essa ilha está cada dia pior!-exclamou Charlie, desistindo de tentar entender a situação.

- Vamos dormir, galera! O show acabou!- disse Hurley.

As pessoas começaram a dispersar, voltando para suas barracas. Kate observava tudo em frente à barraca dela, tomando uísque em pequenos goles de uma garrafa que ela surrupiara da escotilha. Ao ver Sawyer voltando para o interior de sua barraca para ficar com Ana-Lucia, fazendo sabe-se lá o quê, ela começou a dar goles mais profundos do líquido queimoso, perdida em seus próprios pensamentos.

Dentro de sua barraca, Sawyer aconchegava Ana-Lucia ao seu corpo, tentando acalmá-la depois do horrível pesadelo que tivera, ela chorava abafado para que ninguém escutasse, convulsivamente, derramando lágrimas no peito nu dele.

- Outro pesadelo, cupcake?- ele indagou acariciando os cabelos dela.

Ela balançou a cabeça levemente assentindo.

- Quer falar sobre isso?

- Não.- ela respondeu com um soluço.

- Está bem, docinho. Quando quiser conversar com o seu cowboy, é só falar.

Sawyer ergueu o rosto choroso dela para ele, e deu um selinho em seus lábios. Ana-Lucia se aconchegou ainda mais a ele.

- Hum, rambina quer "chamego", hã?

Ana-Lucia sorriu, e disse, dengosa:

- Eu quero!

Ele apertou-a em seus braços, fazendo-a sentir-se muito segura. Ana-Lucia realmente adorava estar nos braços de Sawyer desde a primeira vez. Uma semana havia se passado desde que ele fizera um jantar para ela na outra praia, terminaram juntos naquela noite e desde então não se largaram mais. Ela ficou surpresa com o Sawyer que conheceu a partir dali, um homem extremamente preocupado, carinhoso, divertido e que adorava mimá-la, e decididamente Ana gostava de mimos. A postura de mulher "durona", que não precisava de ninguém e que não gostava de carinhos era só uma capa, Sawyer acabou descobrindo depois. Ana-Lucia na verdade, era muito meiga e dengosa, como uma gatinha, ele costumava comparar, porém não precisava muito para que ela se transformasse de gatinha em feroz tigresa. No entanto, esse era um segredo deles, apenas Sawyer conhecia o lado manhoso de Ana, assim como apenas ela conhecia o Sawyer amoroso, galante e por mais incrível que parecesse, fiel.

Portanto, não faziam o estilo "pombinhos apaixonados" que andava de mãos dadas pela praia trocando afagos na frente de todos. Para os outros sobreviventes continuavam os mesmos, deixando as pessoas até em dúvida se existia mesmo algo mais entre eles, carinhos só debaixo do cobertor à noite, ou em algum lugar bem afastado do acampamento onde não poderiam ser incomodados.

- Eu não consigo dormir!- ela disse, fazendo beicinho.

Sawyer acariciou o rosto dela, e virou-a de costas para ele, aconchegando-se a ela de "conchinha".

- Eu vou te fazer relaxar, e você vai dormir, baby, como um anjinho.

Ana-Lucia sorriu e fechou os olhos, respirando fundo.

- Isso, respira fundo, chiquita, eu vou cuidar de você!

As mãos dele começaram a passear pelo corpo dela, embaixo do cobertor, até pousarem nas coxas, onde as carícias foram mais demoradas. Ela respirou forte, imaginando o que ele iria fazer para relaxá-la.

- Você quer isso, baby? Quer que eu cuide de você?

- Quero!- ela murmurou, manhosa.

Sawyer subiu com suas mãos até o elástico da calcinha dela, e começou a retirá-la, bem devagar. Pousou a peça de roupa em cima de uma pilha de outras roupas e sussurrou lascivo no ouvido dela:

- Já disse que não precisa dormir de calcinha, elas deixam marcas vermelhas no seu corpinho!

Ela nada disse, permaneceu de olhos fechados, escutando as palavras dele, deixando-se seduzir. As mãos dele se espalmaram no ventre dela e ele o acariciou bem devagar, subindo e descendo, provocando intensos arrepios nela. Do ventre suas mãos desceram para a intimidade já úmida, e pôs-se a acariciá-la com dedos ágeis, precisos, se movendo nela da forma como aprendera que ela gostava, enquanto depositava um beijo molhado em sua boca convidativa.

- Hummmmm! Que delícia!- ela sussurrou ante os lábios dele em sua boca, friccionando uma coxa na outra enquanto ele a tocava, aumentando a intensidade de seu prazer.

Sawyer gostava de vê-la atingindo o clímax, achava que ela ficava ainda mais linda, com o rosto corado, os lábios inchados e a respiração entrecortada, ao mesmo tempo em que mantinha os olhos fechados, aproveitando cada minuto.

- Vem pra dentro de mim!- ela pediu, com um gemido.

Ele beijou seu pescoço e parou de tocá-la para abrir o zíper de sua calça. Uma vez livre, ele fez menção de virá-la de frente para ele, mas Ana-Lucia o parou dizendo:

- Não, eu quero assim, do jeito que estamos!

- Seu desejo é uma ordem!- ele respondeu, penetrando-a devagar, sentindo cada pedacinho do corpo dela.

Ana-Lucia gemeu baixinho ao sentir o membro pulsante dele dentro de si e os dois se amaram devagar, sem pressa, sufocando os próprios gemidos. O som mais alto que podia ser escutado dentro da barraca era a fricção dos corpos um no outro e o bater acelerado dos corações dos amantes que se entregavam naquele momento. Sawyer segurou uma das pernas dela passando-a por seu quadril, de modo que seu encaixe nela fosse mais profundo.

- Oh, assim é muito gostoso, baby!- ela murmurou se mexendo no mesmo ritmo que ele.

Sawyer beijou o pescoço dela, e desceu a alça de sua camisola com os dentes, conseguindo acesso ao ombro. Mordiscou-o fazendo-a dar pequenos gritinhos, que o deixavam ainda mais excitado.

- Adoro quando você faz assim, meu dengo!

- Sawyer...

- Vem pra mim vem...agora...- ele provocou sabendo que ela estava próxima do ápice, sentindo o interior do corpo dela ficar mais apertado.

Ela mordeu os lábios ao sentir o prazer inundando todo o seu corpo, forte, causando-lhe uma deliciosa tremedeira nas pernas. Em seguida sentiu Sawyer enchê-la com seu líquido quente. Deu um último gemido, bem baixinho e se aquietou.

- Está mais calma agora?- Sawyer perguntou depois que tudo acabou.

- Sim, você sabe como fazer eu me sentir melhor.- ela respondeu de olhos fechados. – Boa noite, Sawyer.

- Boa noite, Ana-Lucia.- ele cantou o nome dela e beijou o topo de sua cabeça, ajeitando o cobertor sobre eles.

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Kate já havia bebido mais do que o suficiente, e sentindo-se um tanto zonza, baixou a garrafa de uísque quase vazia no chão. De repente começou a achar que estava fazendo muito calor, e despiu a blusa de mangas compridas que usava para dormir, ficando só com a regata vermelha que estava usando por baixo. Levantou-se, trôpega e olhou ao seu redor a praia deserta, todos dormiam no mais completo silêncio.

Olhou para a barraca de Sawyer, e balançou a cabeça negativamente. Em seguida olhou para a barraca de Jack e seu coração bateu mais forte. Sentiu borboletas dançando em seu estômago, mas decidiu que iria até lá assim mesmo. Entrou sorrateira na barraca dele, e o encontrou dormindo, porém assim que se aproximou do médico, ele acordou de imediato, esfregando os olhos.

- Kate? O que foi? Aconteceu alguma coisa? O Charlie me disse que a Ana...

- Shiii!- ela fez com o dedo indicador. – Fica quietinho!

Jack franziu a sobrancelha, não estava entendendo nada.

- Kate, você está bem? Está tão estranha!

- Na verdade, eu estou ótima!- ela respondeu, erguendo a blusa e exibindo a ele o seu sutiã de renda branca.

Os olhos de Jack recaíram imediatamente nas inúmeras sardas que adornavam o colo bronzeado dela. Kate sorriu, percebendo o olhar dele, e falou, provocante:

- Quer ver a marquinha que o sol deixa todos os dias no meu corpo?

Ela começou a baixar a alça do sutiã, Jack engoliu em seco e perguntou:

- Kate, o que está acontecendo aqui?

- Não está acontecendo ainda, mas vai acontecer, Jack!- ela disse, desabotoando o sutiã e expondo seus seios para ele.

- Kate...- Jack ficou sem ar admirando os seis pequenos dela, os bicos rosados, arrepiados.

Kate soltou os cabelos que estavam presos em um coque, e eles cascatearam por seus ombros, dando-lhe um ar selvagem de ninfa. E como ele não se mexia do lugar, abismado com o que estava acontecendo, Kate se acercou dele, libidinosa, e plantou um beijo molhado em seus lábios, fazendo-o suspirar. Jack a beijou de volta, entrelaçando sua língua na dela, provando da sua boca com vontade. Foi nesse momento que sentiu o gosto do uísque em seus lábios, e com esforço parou a si mesmo antes que as coisas fossem longe demais.

- Kate, você andou bebendo?- ele perguntou assumindo a postura de médico.

Mas ela não respondeu e continuou beijando-o, enviando uma descarga elétrica pelo corpo de Jack, roçando seus seios no peito nu dele.

- Kate, para com isso, você não está no seu estado normal...

- Qual é o seu problema Jack? Eu não sou atraente o suficiente pra você?

- Não!- ele bradou. – Você é incrivelmente linda! – Não seria certo, você pode se arrepender depois e eu não quero...

- Tire as calças, Shephard!- ela falou com firmeza, perdendo a paciência.

- Kate, não...- mas ele continuou inseguro sobre se deveria ou não seguir adiante com aquilo.

Por fim, vendo que não ia dar em nada, Kate respirou fundo e procurou pelo sutiã, abotoou o fecho de volta rapidamente e vestiu a blusa:

- Por que tem que ser sempre tão certinho? Pra mim chega, Jack!

Antes de sair da barraca, Kate ainda se voltou para ele e disse, no calor da embriaguez: - Já que você não me quer, vou dar pro primeiro que aparecer!

- Como é que é?- ele indagou, incrédulo.

Porém, a primeira pessoa que Kate encontrou quando saiu da barraca de Jack foi Charlie que havia saído de sua barraca ao ouvir os dois discutindo.

- Hey Kate, tá tudo bem? Eu ouvi...

Ela o ignorou, e voltou seus olhos novamente para Jack, bradando:

- Esquece o que eu falei!

Em seguida, ela se afastou em direção á sua própria barraca, muito zangada.

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A manhã seguinte não tardou, depois da noite tão movimentada. A fofoca do dia no acampamento não era outra senão o estranho grito de Ana-Lucia no meio da madrugada e a discussão de Jack e Kate, que Charlie fez questão de sair comentando com todo mundo. No entanto, os protagonistas da confusão da noite anterior faziam-se de desentendidos para todos, inclusive para eles mesmos.

Kate acordou com uma baita ressaca e quando cruzou com Jack na despensa da praia para o café da manhã, evitou olhar nos olhos dele o tempo todo. Isso o deixou bastante decepcionado, imaginando se ela não tinha vindo até a barraca dele na noite passada somente porque estava embriagada, caso contrário teria ido pra onde? Para a barraca de Sawyer? O simples pensamento de que isso pudesse ser possível causou-lhe uma irritação latente, e tomado por esse sentimento de raiva amassou um copinho de plástico vazio onde acabara de tomar leite.

- Jack, querido, você está bem?- indagou Rose ao vê-lo descontando sua raiva no copinho.

- Ah, eu estou ótimo! Não se fazem mais copos plásticos como antigamente né?- ele disfarçou atirando os restos mortais do copinho em cima da mesa de madeira.

Kate percebeu que ele estava zangado, e sabia que era com ela, mas não se mexeu do lugar e continuou comendo seus biscoitos de peixe Dharma sem olhar para ele. Estava muito envergonhada do que fizera na noite anterior, Jack tinha razão, ela não estava em seu estado normal, mas se agira daquele jeito era porque seus sentimentos conflitantes ultimamente estavam à flor da pele. Tinha certeza de que sentia algo por Sawyer, mas não era o mesmo que sentia por Jack. Com o doutor as coisas eram diferentes, intensas e complicadas.

- Bom dia!- saudou Ana-Lucia ao chegar à despensa.

- Bom dia!- responderam todos, menos Kate, que não se preocupou em levantar os olhos para ela. Ana-Lucia notou isso, mas não se importou, aliás, não se importava que todos deixassem de falar com ela desde que tivesse seu caipira ao seu lado.

Ela começou a se servir de pão integral, queijo e leite desnatado, tudo da Dharma é claro. A maioria das pessoas já tinha terminado de tomar seu café da manhã e por isso começaram a retirar-se da despensa. No final das contas, só Kate e Ana-Lucia permaneceram.

Ana comia o seu sanduíche de queijo com muito apetite, estava de muito bom humor aquela manhã depois de mais uma noite de paixão nos braços de seu amor, e sem perceber começou a cantarolar uma antiga canção romântica de Luís Miguel:

- "Supiste esclarecer mis pensamientos, me diste la verdade que yo soñe, ausentastes de mi los sufrimientos, en la primera noche que te ame..."

- Cantando?- indagou Kate, sarcástica.

- Algum problema com isso, sardenta?- rebateu Ana, tomando um gole de café com leite.

Kate deu de ombros: - Problema nenhum, mas é que desde que chegou aqui no acampamento nunca a tinha ouvido cantar.

- Talvez eu tenha motivos.- provocou Ana-Lucia.

- Imagino!- ironizou Kate. – Mas sabe que isso também me surpreende, porque eu sempre achei que você não se desse muito bem com os homens.

Ana-Lucia deu um meio sorriso, e encarou Kate com um olhar desafiador e debochado ao mesmo tempo:

- Ah, então é por isso que me trata com tanto desdém, querida? Mas não fique assim, posso estar curtindo homens no momento, mas não desista de mim, ainda te acho bem "jeitosinha".

Kate alargou os olhos horrorizada com a insinuação dela, e Ana-Lucia segurou-se para não ter um ataque de riso. Foi nessa hora que Kate notou que ela usava uma das camisas de Sawyer.

- Hey, essa camisa não é do Sawyer?- questionou. – Ele sabe que você pegou a camisa dele? Sawyer não gosta que ninguém mexa nas coisas dele...

- Querida, Sawyer me deixa pegar onde eu quiser, mas você tocou num ponto importante, dammit, sempre me confundo, essa camisa não é do Sawyer, é do Jack!- disse Ana-Lucia, cinicamente.

- Como é que é?- perguntou Kate se levantando, já havia sido provocada o suficiente.

- Bom dia meninas!- disse Sawyer chegando de repente, percebendo de imediato uma estranha tensão entre as duas.

- Bom dia!- respondeu Kate, se retirando.

Sawyer franziu o cenho para Ana-Lucia:

- Lulu, o que você está aprontando?

- Nada, cowboy, não estou fazendo nada!

- Eu te conheço!- ele insistiu.

Ela deu um sorriso para ele, e saiu caminhando em direção à beira da praia.

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O sol aquela tarde depois do almoço estava escaldante. Kate pegava mangas, sentada nos galhos de uma enorme mangueira. Esfregava o suor do rosto com as costas das mãos, imaginando um refrescante banho de cachoeira assim que descesse da árvore. De repente, ouviu sussurros na floresta, e seu coração começou a bater mais forte. Sabia o que sussurros na floresta significavam. Porém, a tensão em seu corpo desapareceu ao ver o que os sussurros realmente significavam naquele momento. Olhou para baixo e viu Sawyer e Ana-Lucia conversando. Ela ria muito, descontraída como Kate nunca a vira. Curiosa, ficou bem quieta para tentar entender o que diziam.

- Ah não, para com isso! Você se gaba demais! Eu não acredito!- falava Ana-Lucia dando risadinhas, ao mesmo tempo em que batia de leve no ombro dele.

- Mas você ainda não viu nada, meu bem!- disse Sawyer imprensando-a contra uma árvore.

- Mas você vai me mostrar, meu cowboy lindo...

- Eu vou, coisa fofa!

Kate ficou surpresa ao ouvir aquele estranho diálogo entre eles, e quase caiu da árvore quando os viu se beijarem intensamente. Segurou com força no galho para evitar a queda e ficou assistindo eles perderem-se nos lábios um do outro por alguns minutos até que virou a cara. Queria descer da árvore, mas também não queria que os dois a vissem. Não estava agüentando mais ouvir as risadinhas, os suspiros e o barulho dos beijos estalados. Se tinha alguma dúvida ainda sobre um possível romance entre eles dois, não tinha mais. "Então é por isso que a Ana-Lucia não voltou mais para a barraca dela, fingem para todos que não existem nada entre eles, mas estão juntos".- Kate pensou consigo.

- Sawyer...- Ana disse dengosa.

Kate franziu as sobrancelhas ouvindo-a falar assim. Percebeu que ela desabotoava a camisa de Sawyer e virou o rosto novamente, não tinha que ver isso.

- Hum, a minha menina sapeca já quer fazer travessura?- perguntou Sawyer ao vê-la desabotoando sua camisa.

- O que você acha de um banho bem gostoso de cachoeira?

- Eu acho uma ótima idéia!- ele respondeu com um sorriso safado.

- Então, quem chegar por último é a mulher do padre!- ela disse, e saiu correndo na frente dele.

- Do Eko? Nem pensar!- Sawyer exclamou correndo atrás dela.

Assim que eles se afastaram, Kate aproveitou para descer da árvore e voltar para o acampamento. Seu rosto estava queimando de raiva, se pudesse iria até a cachoeira somente para afogar Ana-Lucia.

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- Ana, volta aqui, não se esconde de mim não, gracinha! Vem aqui senão quanto te encontrar vai levar umas palmadas!- dizia Sawyer procurando-a em meio às árvores, depois que ela correra, ele não conseguira alcançá-la. – Analulu, cadê você, chica?

Sawyer viu alguns galhos de árvore se mexendo e pulou em cima, afastando-os:

- Te achei!- gritou.

- Tudo bem, mas, por favor, não me dê palmadas!

O texano alargou os olhos, muito embaraçado, seu rosto ficou vermelho como um pimentão e tudo o que ele queria naquele momento era enterrar a cabeça em um buraco como um avestruz, diante do olhar divertido de John Locke para ele.

- Olá James, caçando?- Locke gracejou. – Eu estava fazendo isso também, mas certamente o meu alvo não era uma gazela.

- Eu...hã...- gaguejou Sawyer.

- Tudo bem, James, pode ir atrás da "Analulu".- Locke continuou gracejando. – Longe de mim atrapalhar a brincadeira de vocês.

Sawyer fez cara de paisagem e deu de ombros, que mais poderia fazer? Assim que Locke se afastou, ele gritou:

- Ana, já chega dessa brincadeira, onde é que você está?

Mas ela não respondeu, Sawyer começou a ficar preocupado:

- Ana-Lucia Cortez, isso não tem graça!

O silêncio continuou. Sawyer seguiu a trilha até a cachoeira, em sua mente pensamentos terríveis começavam a passar, e se ela tivesse sido capturada pelos Outros? Não, isso ele não poderia agüentar! Por isso, em uma tentativa desesperada de encontrá-la, gritou a plenos pulmões:

- Ana-Luciaaaaaa!!!!

Mais silêncio. Balançou a cabeça negativamente, assustado, já pensando em voltar ao acampamento e dizer a Jack que ela havia assumido quando ela surgiu por detrás dele e o abraçou. Sawyer sentiu o coração palpitar ao ter os braços dela apertados ao redor de seu corpo e virou-se para ela:

- Onde estava?

Ana-Lucia sorriu: - Me escondendo de você! Mas você não foi capaz de me achar!

- Não faz mais isso comigo, por favor!- ele disse apertando-a em seus braços.

Ela ficou séria, momentaneamente, vendo que ele ficara realmente preocupado. Deu um beijinho em seu peito, e falou marota, tentando desanuviar a tensão que se apoderara dele:

- Me desculpe, Sawyer, eu fui uma menina muito má!

- E foi mesmo!- ele bradou, ainda muito sério.

- E o que eu mereço por isso?- ela indagou, maliciosa.

Sawyer percebeu as intenções dela de imediato, e ficou mais calmo, entrando na brincadeira:

- Vem aqui! Você vai ver só!- ele disse puxando-a para ele, e enchendo o seu traseiro de palmadas.

Ana-Lucia começou a rir e o beijou, em seguida afastou-a, indo para a cachoeira.

- Eu estou com muito, mas muito calor!

Sawyer ficou observando-a despir peça por peça de roupa, até ficar só de calcinha. Uma vez despida, Ana-Lucia entrou na água, e subiu nas pedras até a cascata, e deixou o jorro de água muito forte massagear suas costas.

- Hey, você não vem?

Ele havia ficado lá parado, perdido na imagem dela tomando banho quase nua na cachoeira. Ao ouvi-la chamando-o, tirou a camisa já metade desabotoada e as calças, e entrou na água só de boxer. Assim que ele estava dentro da água, Ana-Lucia pulou de cima das pedras e nadou até ele, jogando água em seu rosto. Sawyer a puxou para si e colou seu corpo ao dela, desfrutando da sensação maravilhosa de pele nua e água fria. Arrastou-a consigo para um canto perto das pedras, abaixou a cueca boxer, enquanto ela mesma puxava sua calcinha para o lado. Amaram-se mais uma vez ali, tendo apenas a natureza como testemunha.

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Não importava se Locke os tinha visto brincando de esconde-esconde no meio da selva, eles não admitiriam para todo o acampamento que estavam juntos, não porque tivessem vergonha de seu relacionamento, mas porque gostavam da idéia de que aquilo era uma coisa só deles, intocável. Por isso, depois do tórrido banho de cachoeira, Sawyer voltou sozinho para a praia. Ana-Lucia chegou bem depois dele, com os cabelos parcialmente molhados. Kate estava num mal-humor só, e ao vê-la isso aumentou ainda mais. Porém, continuou fingindo que nada lhe afetava e pôs-se a executar a árdua tarefa de pegar peixinhos nos lagos rasos formados pela seca da maré.

Jack estava sentado sozinho, em frente à sua barraca, cortando uns pedaços de pano que serviriam para enfaixar ferimentos, caso alguém se machucasse. Quando viu Ana-Lucia, sorriu para ela e a cumprimentou:

- Hey, Ana!

- Hey, doc!- ela respondeu, indo sentar-se ao lado dele.

Os dois começaram a conversar animadamente. Aquilo irritou Kate e muito, mas ela tentou não se desconcentrar de sua tarefa. Ainda não tinha conseguido pegar nenhum peixinho. Ouviu-os rindo, e seu sangue ferveu nas veias. Olhou para trás e achou que Ana-Lucia estava se inclinando muito para cima de Jack. Largou sua rede improvisada com violência no chão e tentou contar até cinco, mas foi inútil, sua raiva aumentava cada vez mais.

Finalmente, Jack terminou de cortar as novas bandagens, e saiu para ir ver alguém que tinha se ferido com um ouriço. Ana levantou-se do chão, disposta a fazer um lanche na despensa quando Kate colocou-se em seu caminho.

- Quer alguma coisa?- ela indagou a Kate, com olhar inquisidor.

- Quero sim!- respondeu Kate, ríspida. – Quero que fique bem longe do Jack, já não basta ficar se agarrando com o Sawyer, eu vi vocês na floresta hoje!

- Ah, você viu?- ironizou Ana-Lucia. – Sinceramente não achei que você fosse voyeur!

- Tira esse sorriso cínico da cara!- bradou Kate. – Acha que o Sawyer sente alguma coisa por você? Não conhece ele, Sawyer só pensa em si mesmo, está te usando!

- È mesmo? Quero saber por que isso te importa tanto? Aliás, não responde não porque eu já sei! Você se sente ameaçada por mim desde que cheguei à esse acampamento!

Kate fez cara de pouco caso: - Até parece!

- Ah não? Então porque se importa tanto se converso com o Sawyer, com o Jack, ou com qualquer outro homem desse acampamento? Você se acha a "bambambam" daqui! Mas não é não!

- E você é por acaso?- provocou Kate.

A essa altura, algumas pessoas já tinham percebido que as duas discutiam, e uma roda em volta delas começou a se formar. Os fofoqueiros de plantão estavam ávidos por um combate entre as duas mulheres mais fortes do acampamento.

- Pensa bem Kate, não quer brigar comigo, por que a partir do momento em que eu te sentar a mão na cara, vai passar uns dois dias sem abrir os olhos.- ameaçou Ana-Lucia.

- Hahaha! Isso eu quero ver!- debochou Kate. – Antes de me acertar a mão na cara, arranco todos os fios dos seus cabelos.

- Minha nossa, as duas vão se pegar mesmo!- disse Hurley.

- Então acho que agora é a hora de fazermos as apostas!- falou Charlie.

E não deu outra, no momento seguinte, Kate partiu pra cima de Ana-Lucia e as duas saíram nos tapas. Ana acertou em cheio um soco no olho de Kate, e ela cravou suas unhas no braço esquerdo da latina, fazendo-a morder os lábios de dor.

- Sua vaca!- gritou Ana, enfurecida, e empurrou Kate no chão esganando-a.

Kate deu uma cabeçada no rosto de Ana-Lucia, fazendo seu nariz sangrar, mas Ana não deixou por menos e socou os lábios de Kate, estourando-os. Sun correu com Jin ao ver aquela briga no meio da praia, e falou alarmada:

- Hey, alguém tem que separar as duas! Charlie!

- Eu não, não quero apanhar!- disse o britânico.

Foi nessa hora, que coincidentemente, Jack terminou de curar a pessoa que tinha se ferido com o ouriço e Sawyer saiu de sua barraca onde estava lendo ao ouvir os gritos das duas. Ambos correram de imediato para separá-las.

- Hey, o que está acontecendo aqui?- indagou Jack, agarrando Kate pelo pulso, ela se debateu toda, como um galo de briga.

- Me solta Jack, eu vou acabar com essa desgraçada!

Sawyer por sua vez, agarrou Ana-Lucia pela cintura com bastante força para conseguir contê-la.

- Sua barbie paraguaia!- ela gritou. – Eu vou te matar!

- Para com isso Ana!- Sawyer gritou, apertando-a.

- Kate, já chega!- disse Jack, fazendo igual esforço para segurar Kate no lugar.

- Doutor, leva a sua que eu cuido da minha!- falou Sawyer, jogando Ana-Lucia nas costas de bumbum pra cima e levando-a para sua barraca.

Jack arrastou Kate para a entrada da floresta e a tomou nos braços, levando-a para a escotilha. No primeiro momento, ela empurrou, gritou e xingou, tentando fazer com que ele a soltasse, mas acabou desistindo vendo que Jack não a soltaria. Quando chegaram à escotilha, Jack pediu a Eko que estava apertando o botão para que se retirasse porque ele tinha uma conversa muito importante e particular para ter com Kate. O nigeriano assentiu e saiu logo em seguida sem fazer perguntas.

Quando ficaram sozinhos, Jack gritou:

- Senta aí!

Kate o obedeceu, sentando-se no sofá. Jack passou as mãos pela cabeça e respirou fundo: - Agora me diz, quem começou a briga?

- Foi ela, aquela vagabunda!

- Kate!- bradou Jack. – Eu quero a verdade.

Ela deu um suspiro resignado:

- Tá bom, fui eu quem começou a briga, mas foi por que ela estava me provocando desde cedo. Eu a odeio! Fica se esfregando com o Sawyer na floresta...

- E o que você tem com isso?- questionou Jack.

- È que eu acho esse comportamento ridículo, essa mulher só provocou confusão desde que veio pro nosso acampamento!

Jack pegou sua maleta de primeiros-socorros e retirou álcool, algodão e gaze de dentro, para curar os ferimentos dela que ainda sangravam.

- Kate.- ele tentou falar calmamente. – Isso não tem nada a ver com a Ana-Lucia, tem a ver com você! Está com ciúmes do Sawyer desde que ele se aproximou dela.

- Não, isso não é verdade!- Kate protestou.

Ele embebeu um chumaço de algodão com o álcool e pousou primeiro nos lábios dela, que arderam ao contato.

- Claro que é verdade, por isso você veio à minha barraca ontem à noite, bebeu por ciúmes do Sawyer e aí foi me procurar para afogar as mágoas!

- Não Jack!

- E o que foi então?- ele gritou, nervoso, apertando outro pedaço de algodão, dessa vez no olho roxo dela.

- Ai!- ela gemeu de dor. – Eu não sei o que foi, só sei que hoje à tarde, quando a vi conversando com você senti tanta raiva, mas tanta raiva, porque tive medo de perdê-lo para ela.

- Assim como aconteceu com o Sawyer?

- Não Jack ,eu achava que gostava do Sawyer. Mas não é isso, é você que eu mais quero, por isso te procurei na outra noite, mas fui rejeitada!

Ele colocou o álcool e o algodão de lado.

- Então você vai ter que me provar!

- O quê?- ela indagou sem entender.

Jack se levantou do sofá e tirou a camisa. Kate alargou os olhos verdes.

- O que está fazendo?

- Você sabe o que eu estou fazendo!

- Não Jack ,assim não.- ela disse, insegura. – Vamos com calma!

- A minha paciência já se esgotou, Kate! Eu vou te possuir agora mesmo, tão forte que você nunca mais vai pensar no Sawyer.

- Jack!- ela murmurou, levantando do sofá e se afastando dele.

- Você não vai fugir dessa vez Kate, só vai sair daqui depois que for minha!- ele proclamou, seus olhos castanho-esverdeados eram um lago negro de raiva, desejo, paixão e ansiedade naquele momento.

Kate estava assustada e excitada ao mesmo tempo, incapaz de formular qualquer pensamento coerente. Jack estava ali diante dela como uma fera prestes a devorá-la e Kate não sabia se fugia ou se entregava a ele. Seu instinto de fuga foi maior, e ela se afastou mais dele, disposta a ir embora da escotilha o mais rápido possível. Mas Jack não deixou, e se aproximou dela, segurando firmemente em seus ombros, imprensando-a contra a mesa da cozinha.

- Não Kate, eu estou cansado das suas provocações. Vou te ter agora mesmo!

- Para Jack, você está me assustando!- ela bradou, mas era mentira, sabia que ele não seria capaz de tomá-la á força, se estava agindo daquela forma era porque fazia idéia do quanto isso a excitava, e ouvir as palavras duras dele só teve um efeito nela, calor líquido vindo em ondas inundando uma parte muito íntima de seu corpo.

Kate tentou sair do aperto de Jack, mas ele mostrou a ela o quanto estava falando sério quando esmagou os lábios dela com os seus provocando dor e prazer ao mesmo tempo porque estavam machucados pelo soco que Ana lhe desferira. Empurrou sua língua dentro da boca de Kate, como se esta fosse seu território. Ela arfou, tentou se soltar empurrou-o de todas as maneiras, mas simplesmente não conseguia. Jack a apertava junto de seu corpo, fazendo com que ela sentisse a sua ereção por cima da calça jeans.

- Jack, Jack me solta!- ela implorou.

- Não Kate, só estou te colocando no seu lugar, e sabe qual é?- ele sussurrou no ouvido dela. – Embaixo de mim, ou em cima se preferir!

Ela gemeu com aquelas palavras, sentindo um prazer avassalador querendo tomá-la mesmo sem ele tê-la tocado. A situação era muito intensa. De repente, ele a carregou para o quarto, Kate não se debateu mais, ficou bem quieta, sentindo as pernas bambas. Jack a empurrou na cama, e gritou com ela:

- Tira a blusa!

Kate balançou a cabeça, assentindo e tirou-a rapidamente.

- Agora o sutiã!- ele voltou a ordenar.

Ela soltou o fecho do sutiã e o jogou de lado. Jack se ajoelhou diante da cama, e prendeu as pernas dela ao redor de seu corpo, abocanhando seus seios em seguida. Sugou-os forte e mordiscou os bicos, fazendo-a gritar.

- Oh Jack! Jack! Jack!- ela repetia incessantemente o nome dele, tomada pela mesma loucura, por aquela febre avassaladora de desejo que o tomara.

Jack abriu o zíper da calça dela e começou a puxar para baixo, Kate o ajudou, sentindo sua intimidade arder de tanta vontade de tê-lo dentro de si. E ele não perdeu tempo, junto com a calça jeans dela, levou a calcinha e Kate ficou completamente nua na cama, vulnerável, o peito arfando.

Jack beijou as coxas dela e sentiu o cheiro de sua excitação, seu sangue ferveu ainda mais. Mordiscou a parte de dentro das coxas dela, fazendo-a clamar e em seguida abriu sua calça, tirando-a junto com o boxer. Voltou a mergulhar entre as pernas dela, acariciando sua intimidade ferozmente com a língua.

- Ai meu Deus, ai meu Deus!- exclamou Kate, sentindo as pernas fraquejarem. Jogou a cabeça para trás e abriu mais as pernas, permitindo a ele uma exploração ainda maior do seu corpo.

E ele a torturou, lentamente, provando da sua carne, fazendo-a gritar seu nome repetidas vezes, e ela veio uma, duas, três vezes para ele, se sentindo dolorida de tanto gozo seguido. Depois de sua última liberação, Jack olhou bem fundo nos olhos de Kate, e ela viu além de desejo, muito amor ali dentro. Mas ele ainda não tinha terminado, agora vinha a melhor parte, e Kate sentiu o corpo estremecer só de imaginar isso.

Jack se levantou, e virou-a de costas, Kate gemeu:

- Jack, seja gentil, por favor, eu estou esgotada!

- Não, não vou te dar clemência, vou te levar às alturas!- ele murmurou antes de tomá-la de uma só vez.

Kate gritou, fechando os olhos porque sentira uma vertigem ao tê-lo dentro de si tão duramente. Jack começou a se mover nela com muita força, cada vez mais fundo, Kate murmurava várias palavras desconexas, torcendo com força o lençol da cama. Ele mordiscou o pescoço dela, e começou a dizer, libidinoso:

- Dammit Kate, você está tão molhada!

- Ai Jack, não fala assim, que eu não agüento...- ela gemeu, sentindo um prazer quase doloroso com os movimentos incessantes dele nela.

- Gostosa!

- Não Jack...

Vendo que ela hesitava em se soltar e perder o controle, a mão dele desceu á intimidade dela, e ele provocou-a o quanto pode com suas mãos, ao mesmo tempo em que faziam amor profundamente. Kate começou a gritar, perdendo o controle, não podia agüentar mais, e sentiu o prazer bater nela como um vulcão que entrava em erupção. Ao senti-la apertando ao redor de si, Jack deixou vir a própria liberação e eles chegaram ao ápice quase juntos.

Quando tudo terminou, Jack saiu de dentro dela, e eles ajeitaram-se na cama, suados e exaustos. Ele acariciou o cabelo dela, e perguntou carinhoso, depois daquela explosão que o acometera: - Kate, você está bem?

Ela sorriu para ele, arfante, com as bochechas vermelhas e respondeu com um beijinho doce em seus lábios:

- Eu te amo, Jack.

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- Quero saber que horas vai me deixar cuidar dos seus ferimentos!- resmungou Sawyer para Ana, dentro da barraca, muito aborrecido com ela.

- Hora nenhuma, porra!- ela respondeu agressiva, sem olhar para ele.

Sawyer se sentou ao lado dela e colocou o álcool e o algodão à sua disposição.

- Então tá, cuide-se sozinha, eu tô indo!

Vendo que ele se retirava, Ana-Lucia chamou-o de volta.

- Não amor, vem aqui!

Ele voltou-se para ela: - O que deu em você para bater na Kate?

- Ela me provocou!

- Isso não é desculpa, Ana!

- Então tá, vai atrás dela, ver se eu feri seus sentimentos.- ela debochou, enciumada.

- Para com isso Ana-Lucia, eu te amo, chica. È só você quem eu quero!

Ana-Lucia se derreteu àquelas palavras e abriu os braços para ele. Sawyer a abraçou: - Eu te amo também Sawyer, te amo muito!

Continua...