N/A:Desculpem a demora, mais eu to muito desmotivado a continuar a fic. Por falta de idéias mesmo. Quem achar que pode contribuir com alguma dica ou idéia me manda um e-mail! Muito obrigado a todos que deixaram reviews, isso realmente faz a diferença e dá vontade de continuar, pena que as idéias não chegam. A fic permanece em hiatus por tempo indeterminado, mas não muito tempo. Quanto ao capítulo 4, eu o considero o melhor e o pior da fic...(sim, eu sou louco...hahaha)
Harry desceu lentamente em direção aos jardins do castelo. Continuava atordoado com o ocorrido na biblioteca, tinha em mente a nova atitude de Malfoy. "Por quê?", era o que ele mais se perguntava. Por quê Malfoy, seu inimigo desde o primeiro dia em que pisara no mundo mágico, estava tendo essa atitude tão...normal...tão social!
As possibilidades que passaram pela cabeça do moreno foram muitas. Como por exemplo, Malfoy estar dando uma trégua apenas pela realização do trabalho. Mas logo após reconsiderou. Malfoy não era o tipo de pessoa que abandonaria uma rixa de anos por um simples trabalho escolar. Pensou também que Malfoy poderia estar tramando alguma coisa, mas seria impossível, já que os grupos não foram escolhidos e sim sorteados.
Após muitas hipóteses, Harry já não sabia mais o que pensar. Se perguntava por que aquela simples mudança de atitude havia mexido tanto com ele. "Ok, não é apenas uma 'simples' mudança de atitude, era o Malfoy. Mas afinal, ele está sendo apenas cordial...".
Quando finalmente chegou aos jardins sentou, apoiando-se na primeira árvore que encontrou e ficou assistindo o pôr-do-sol. Depois de muito pensar sobre o assunto e fazer um balanço de sua relação com Malfoy, percebeu que desde que a Guerra acabara e a família do loiro fora presa, este havia mudado muito. Não havia mais zombarias nos corredores, não havia mais comentários ácidos, sobre grifinórios, Hagrid, ou que fosse.
Na verdade quase não via Malfoy desde então, e quando via, estava sempre sozinho em algum canto do castelo. Nunca havia reparado isso antes.
A alegria causada pela derrota de Voldemort era tanta, que Harry nem mais se lembrava da existência de Malfoy. Apenas queria poder curtir sua nova vida, sem ter que se preocupar em salvar o mundo a cada dia.
Tentando tirar isso da cabeça, chegou a conclusão de que pagaria pra ver. Ver até onde Malfoy chegava com aquilo. Decidiu apenas observar e, quem sabe entrar no jogo também...
Após algum tempo, perdido em seus pensamentos, Harry percebeu que já deveria ser hora do jantar. Levantou-se, esfregando o estomago que roncava sem que ele tivesse notado antes, e rumou para o Salão Principal.
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Hermione, ao sair da biblioteca decidiu ir ao dormitório, pois sabia que lá, a essa hora não haveria ninguém para perturbar seus pensamentos. No caminho, continuava pensando realização na do trabalho, que tópicos abordar, como organizar e todo esse tipo de coisa que Draco e Harry não pensariam. "Ah, esses dois...".
Hermione começou a pensar no que Draco tinha dito a ela anteriormente. Só agora, vendo a reação de Draco ao estar perto de Harry, ela podia imaginar a magnitude do amor que o loiro sentia. O jeito como ele tentava não olhar para Harry, muitas vezes sem sucesso, o constrangimento, a inquietude, o silêncio. Só um tapado como Harry não perceberia. "Apesar de que...alguma coisa ele deve ter notado...estava estranho também. No mínimo confuso ele deve ter ficado..."
Mas...e Harry? O que será que Harry sentia? De uma coisa Hermione tinha certeza: o amor não era recíproco. Será que Draco conseguiria destruir a barreira de ódio e ressentimentos que ele próprio construíra em torno do coração de Harry?
Harry nem ao menos gostava de rapazes...ou gostava? Ao puxar pela memória Hermione não encontrou indícios de que Harry gostasse de garotos. Na verdade, o único relacionamento amoroso de Harry que ela tomou conhecimento foi aquele curto flerte com Cho Chang.
Passando pelo retrato da Mulher Gorda, Hermione encontrou a metade dos grifinórios do sétimo ano vadiando na Sala Comunal. Teve vontade de passar-lhes um sermão, mas continuou com seus pensamentos, caminhando até o dormitório.
Chegando lá, despiu-se para tomar uma relaxante ducha. Ali retomou seus pensamentos e resolveu investigar melhor a vida amorosa de Harry. Ela sabia que muitas garotas e garotos eram afim de Harry. Mas com exceção de Cho, ele nunca havia demonstrado interesse em ninguém, seja homem ou mulher.
Pensava que isto talvez se devesse a responsabilidade que Harry carregava e também ao seu espírito heróico, com aquela coisa de não querer envolver mais ninguém. "Como eu vou descobrir uma coisa dessas...? Eu não posso simplesmente chegar nele um belo dia e dizer 'Bom dia Harry, só pra eu ter certeza, você é hétero, gay ou bi?'...Tem que ter uma maneira mais sutil...". Hermione esforçava-se para pensar em alguma coisa, mas até a hora em que saiu do banho não havia conseguido pensar em nada plausível. Após compor-se, desceu para a Sala Comunal, encontrando lá apenas Rony, que a esperava para o jantar. O garoto recebeu-a com um beijo caloroso, e juntos rumaram para o Salão Principal.
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Depois que Hermione e Harry saíram da biblioteca, Draco permaneceu lá por mais um tempo. Ele ainda não acreditava no acontecera da noite anterior até agora pouco.
Em mais um dos seus raros momentos de fragilidade, Draco havia saído para espairecer. Andara pelo castelo durante toda a noite. Sendo monitor, não havia perigo. Pensava em sua família, na Guerra e como tudo havia acontecido tão rápido. Entrou no Salão Principal e largou-se na primeira cadeira que encontrou.
Então começou a pensar um certo moreno de olhos muito verdes. Fora a gota d'água. Draco só conseguia se amaldiçoar por ter se apaixonado logo por ele. Chorava como uma criança. Sabia o quão impossível era aquele amor.
Após ouvir um pequeno ruído, flagrou Granger - agora Hermione – o observando. No estado em que se encontrava, não conseguiu nem ao menos brigar com a garota. Quando ela o ofereceu apoio, zombou dela, como de praxe. Mas reconsiderou, pois realmente precisava desabafar, precisava contar com alguém.
Fez o que jamais imaginaria um dia fazer. Contou a Hermione todos os seus mais profundos e íntimos segredos e sentimentos. Ela apenas o ouvia, passando o braço pelas suas costas , confortando-o. Sentiu que podia confiar nela, e ela o mesmo. Despediram-se como amigos.
No outro dia, por muita sorte, foram sorteados para fazer o trabalho juntos. E com Harry...
Quando viu no quadro seu nome, ao lado do de Hermione, sentiu-se muito feliz, pois poderia passar mais tempo com sua nova amiga. Ao ver o nome de Harry junto ao deles o estomago de Draco foi ao chão. Imaginava como poderia agüentar tamanha tortura. Passar horas e horas ao lado de seu amado, sem poder toca-lo, abraça-lo, senti-lo, ama-lo. Agüentando o desprezo e o ódio que Harry sustentava por ele. O que se confirmou quando Harry viu qual era o seu grupo, quase discutindo com Hermione por causa dele. Havia repúdio na voz de Harry.
Decidiu então mudar a idéia de Harry sobre sua pessoa. Almejando conseguir ao menos a amizade e o respeito daquele que amava.
Essa nova atitude confundiu Harry, o que Draco não sabia se era bom ou ruim. O importante era que ele havia notado a mudança.
Draco não pode deixar de rir-se quando lembrou da deliciosa expressão abobalhada do moreno quando ele proferiu o seu simples "Boa Tarde".
"Espero que isso dê algum resultado..." pensou Draco sem esperança.
Draco só percebeu que estava quase deitado em cima da mesa da biblioteca, quando Madame Pince veio adverti-lo que era hora de fechar a biblioteca. Não acreditando que todo esse tempo havia se passado, ele procurou uma janela e pôde ver que o sol já havia se posto. Juntou seu material e levantou-se preguiçosamente. Ao sair ouviu Madame Pince resmungando algo sobre alunos folgados que faziam a biblioteca de dormitório. Comentário ao qual Draco nem deu atenção.
Draco sentia seu estômago protestar, não havia comido desde o café da manhã. Sabendo que não adiantava brigar com seu estômago, resolveu ir ao Salão Principal, pois já deveria ser a hora do jantar.
