N/A: Não, não é um milagre! Eu atualizei a fic! Bom, eu tenho tentado seguir as dicas de vcs, tipo desenvolver mais, criar diálogos mais complexos, mas não tá dando muito certo. Parece que eu fico enchendo lingüiça... Mas pouco a pouco eu vou melhorando vcs vão ver!

A atualização está diretamente ligada ao número de reviews! Aliás, muito muito²³²³²³²³ obrigado pelas reviews do ultimo e de todos os capítulos, é por elas que eu continuo! bjus


Harry seguia seu caminho rumo ao Salão Principal distraidamente, assim como Hermione e Draco, vindos de diferentes pontos do Castelo. Harry vinha dos terrenos, Hermione, acompanhada por Rony, vinha da Torre da Grifinória, enquanto Draco vinha da Biblioteca. Por mais que os pontos de vista variassem, os três ainda pensavam sobre o mesmo assunto: Draco.

Nenhum dos três havia conseguido deixar de lado os recentes acontecimentos. Caminhavam mecanicamente, refazendo aquele caminho que tão bem conheciam, sem ao menos prestar atenção ao que os cercava, perdidos em seus pensamentos.

Harry se aproximava lento e pensativo da porta do Salão Principal, vindo da direita. Da esquerda, vinha um igualmente lento e pensativo Draco Malfoy. A colisão foi inevitável. Logo, Draco havia caído por cima de Harry. Face a face. Podiam sentir a respiração quente e o peito arfante um do outro.

Isso não constava nem nos sonhos mais ousados de Draco para o presente momento. Agora ele podia ver de perto a imensidão hipnotizante daquelas esmeraldas que Harry tinha por olhos, sentia-se tragado. Podia sentir o toque quente e suave de sua pele. Podia ter para si aquele que sempre desejou, tido que a proximidade entre eles era tão grande que o beijo seria inevitável.

I won't talk

I won't breath

I wont't move 'til you finally see

That you belong to me

Harry também havia se deixado hipnotizar pelos olhos azuis-cinzentos do outro. Sentia as mexas daquele sedoso cabelo platinado brincarem com suas faces. Sentia também o calor e o peso do corpo do outro e por alguma razão não queria que aquele toque cessasse.

You might think

I don't look

But deep inside the corner

Of my mind

I'm attached to you

Ambos se olhavam fixamente, como se encerrar o contato visual fizesse o mundo em volta deles desmoronar. Quando sentiram-se seguros para aproximarem-se e experimentarem o que fosse que acontecesse...

-Draco?

-Harry? – disseram Hermione e Rony ao mesmo tempo.

Com o susto, a magia do contato visual foi quebrada. Malfoy se levantou prontamente, como se nunca estive estado em cima de Harry, estendendo-lhe a mão para ajuda-lo a levantar-se.

Harry ainda embasbacado pela situação constrangedora, agarrou a mão de Malfoy e levantou-se.

-Desculpe, eu...eu estava prestando atenção...eu...

-Imagine, a culpa foi minha...eu é que...

Chegando a um entendimento mútuo ambos se calaram. Draco que estava vermelho como uma pimenta, apenas abaixou a cabeça e seguiu para a mesa da Sonserina.

Harry também ruborizado, aguardou que seus confusos amigos se juntassem a ele e seguiu para a mesa da Grifinória sem nada dizer.

Durante o jantar ainda notava-se o constrangimento do moreno perante os amigos. Nem uma palavra foi trocada sobre o acontecido, chegando ao fim do jantar Harry encontrava-se mais relaxado, olhando de esguelha pra Draco na sua mesa correspondente. Ele ainda não acreditava no que tinha contecido. Ele tinha quase...beijado Malfoy! Ele só poderia estar ficando louco. Malfoy, não tinha esses "interesses" para com ele e nem vice-versa. "Mas então...o que foi aquilo? As coisas estão começando a ficar estranhas. Malfoy fazendo trabalho com o "Testa-Rachada" e a "Sangue-Ruim", todo bonzinho, pedindo desculpas, caindo em cima de mim com aquela pele macia, aquele cabelo...Não agora o doido sou eu...Desde quando eu reparo na pele e no cabelo dos outros meninos? Principalmente de quem...

Draco, por sua vez, fazia o máximo de esforço possível para não olhar na direção de Harry, ou mesmo Mione. "Ótimo, agora ela vai pensar que eu sou algum tipo de tarado que me jogo em cima das pessoas...". Draco temia que Harry tivesse notado suas reais intenções. Mas não pode deixar de perceber que naquele momento, o moreno nada tinha feito para afasta-lo ou coisa do gênero. "Não, não, não...NÃO! Não posso me deixar iludir, ele apenas ficou surpreso, sem ação, talvez...". Draco decidiu voltar para a Sonserina, para organizar suas idéias, quando passava pela porta do Salão Principal, uma mão em seu ombro o parou.

Draco congelou. Respirou fundo, imaginando que a mão que o parou só poderia ser de Harry. Virou o pescoço lentamente, com receio de olhar nos olhos de Harry, porém a única coisa que viu foi uma garota de cabelos castanhos muito cheios. Sua amiga Hermione.

-Draaaco, o que foi aquilo agora pouco, seu safadão! – disse Hermione com um tom absurdamente malicioso.

-Aqui não! – Draco, um tanto constrangido, indicou a porta com a cabeça. Hermione logo entendeu e eles partiram sob o olhar atento de Harry e Rony.

Rony espumava de raiva por sua namorada sair a sós com Malfoy, enquanto Harry continuava muito confuso, sempre a imaginar o porquê das novas atitudes de Malfoy e sua repentina amizade com Hermione.

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Chegando a uma sala vazia qualquer, Hermione voltou a indagar em seu tom malicioso:

-E então, não vai me contar o que você fazia em cima do Harry aquela hora?

-Há-há...engraçadinha! Não é nada disso! – o loiro não sabia se estava mais nervoso ou mais constrangido com a amiga.

-Uh-hum...já sei, você é do tipo que age rápido...- dizia com uma expressão descrente.

-Hermione! A coisa é séria!

-Ta bom, ta bom... desembucha logo o que aconteceu!

-Eu estava indo jantar, como você e os outros... tava meio distraído, de repente eu senti bater em alguma coisa e quando vi "a coisa" era o Harry...

-Hum...mas vocês estavam quase se beijando! Não rolou nada?

-Não! – disse Draco, como se estivesse indignado.

-Pois devia ter rolado! – Hermione continuava com seus comentários maliciosos.

-Não foi por falta de vontade! – e os dois começaram a rir como velhos amigos.

Ficaram ali conversando sobre o acontecido durante um tempo e depois sobre amenidades, só saindo de lá quando se deram conta que era hora de exercer seus deveres de monitores.

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No dia seguinte, após as aulas da manhã, Harry, Hermione e Draco se reuniram na Biblioteca novamente para dar início a realização do trabalho.

-Bom, - começou Mione – já é hora de começarmos a pesquisar sobre os tópicos do trabalho. Acho que vocês dois poderiam começar a pesquisar pela parte de Defesa Contra as Artes das Trevas. Comecem a procurar na seção mais óbvia e eu vejo se consigo encontrar outras coisas, em outros lugares... – Hermione lançou a Draco mais um daqueles olhares significativos, como quem diz: "?".

-OK – disseram em uníssono, ainda sem olhar um pro outro.

Draco suava frio, pensando em como passar horas ao lado de Harry, tentando sempre ser agradável e de algum jeito não demonstrar o nervosismo ao moreno. Ambos caminharam em direção a seção de DCAT como se estivessem sozinhos, ignorando a presença um do outro, embora soubessem que seria inevitável a comunicação entre eles. A tensão era crescente. Ao começarem a pesquisa, sentiam necessidade de perguntarem a opinião um do outro sobre os temas encontrados, mas não queriam dar o braço a torcer. Quando a situação se tornou insustentável, Draco decidiu reafirmar sua nova postura, tomando a iniciativa:

Potter, acho que devemos começar com as maldições mais comuns utilizadas na Guerra, as imperdoáveis. – disse, aproximando-se de Harry que estava encostado numa prateleira mais adiante, absorto em sua leitura.

Harry levantou os olhos sem mexer um músculo do lugar e disse simplesmente:

-Pode ser... – voltando a sua leitura.

Essa não era exatamente a reação que Draco esperava. Tinha em mente o início de um diálogo e não um simples "Pode ser...". Mas decidiu não se dar por vencido voltando a fazer perguntas até que conseguisse articular um diálogo com mais de três sentenças. Não foi fácil. Harry parecia não estar nos seus melhores dias. Mas pouco a pouco, Draco conseguia quebrar um pouco do gelo que havia entre eles. Nada para se dar vivas, porém o necessário para que pudessem realizar o trabalho com o mínimo de comunicação.

Por mais boba que a idéia parecesse, Draco se sentiu feliz. Feliz pelo fato de ter percebido que sabia ser uma pessoa minimamente agradável de se conviver e também pelo fato de ter mostrado isso a quem ele mais queria que soubesse.

Após duas horas entre monossílabos e frases com menos de dez palavras, Draco e Harry finalizaram suas anotações e decidiram que por hora já estava bom. Foram se encontrar com Hermione do outro lado da Biblioteca, cujas anotações pareciam ter rendido o dobro das de Harry e Draco juntos.

Mione? – disse, Harry interrompendo a garota.

Oh, Harry...

Malfoy e eu achamos que já ta bom por hoje, que tal descansar?

Hum...Ok! Só vou terminar umas anotações...

Harry sentou-se, já sabendo quanto tempo levavam as anotações finais da amiga. Draco, por sua vez, ficou em pé aguardando que Hermione acabasse. Surpreendentemente Hermione acabou suas anotações rapidamente, levantando-se e indo para junto de Draco. Harry posicionou-se ao lado dela e os três saíram.

Hermione tentava insistentemente puxar assuntos entre os dois, mas o máximo que ela conseguia eram "É's" e "Ah-ham's". Quando se deu por vencida uma idéia lhe ocorreu.

-Garotos, eu fiquei sabendo que no próximo fim de semana haverá uma visita a Hogsmead, o que vocês acham de irmos juntos? – ela perguntou em tom animado.

Ambos olharam para Hermione como se ela fosse uma aberração e foi então que ela percebeu que eles tinham em comum muito mais do que se imaginava.

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A semana de Harry, Draco e Mione passou incrivelmente devagar, pois além das aulas que se tornaram intermináveis e chatas, sempre com instruções para os NIEM's, haviam ainda os encontros para a realização do trabalho.

Draco não havia feito muito progresso em sua platônica missão, enquanto Harry não dava mais importância a sua atitude ou o encontrão dos dois. "Maluco..." pensou Harry.

Hermione, por sua vez, preocupava-se com Draco. Podia ver estampadas na cara do loiro a decepção e a ansiedade. Ela ainda não encontrara um jeito de fazer com que Harry notasse Draco. Sabia que aquilo seria um longo processo, e só esperava conseguir antes do fim do ano letivo. "Pelo menos os dois concordaram em ir a Hogsmead comigo...depois de muita insistência, mas concordaram!". Foi então que ocorreu a Hermione uma idéia que ela classificou como "simplesmente brilhante!".