N/A: Como eu demorei um século pra atualizar, me senti na obrigação de indenizar os reviewers, respondendo as reviews uma a uma. Eu não vou demorar tanto pra postar os próximos capítulos e se o retorno (reviews!) for bom, eu posto o próximo até quinta-feira que vem! Eu não gostei nada do capítulo e me amaldiçoei por um mês por ter escrito que a Hermione teve uma grande idéia
Sam Crane: Sempre deixando reviews que inflam meu ego, hahahaha! Que bom que você gostou do capítulo. Você viu essa Hermione, né? Ela não vai parar de aprontar... Confesso que até eu fiquei sem ar com a parte do quase-beijo... Abraços!
Camila Gryffindor: Fico muito feliz que você esteja amando a fic!!! O Draco ainda vai sofrer mais um pouco. Como os capítulos são curtinhos, ele ainda vai sofrer em alguns...Um beijo!
Nah: Eu achei que a fic precisava de um toque de comédia. O drama tava muito pesado. Nesse capítulo o drama volta, mas a comédia não será esquecida durante a fic. Obrigado por sempre me ajudar com a fic. Te amo! Bju.
Bom, Senhor ou Senhora Ponto, que bom que gosta da fic. Infelizmente num deu pra atualizar antes, mas eu acho que a partir de agora as atualizações ficarão mais freqüentes. Abraços!
Dark Angel: Incrível? Obrigadoooo! O Harry não é muito de colaborar, nesse capítulo ele cede um pouquinho. Sim, ele também me irrita, às vezes eu quero bater nele, hahaha! Abraços!
Ninn: Minha betaaaaa, linda, maravilhosa e sumida! Por onde você anda? Eu sabia que você ia gostar da parte do safadão, é a sua cara! Hahahaha! Te amo, bjus!
D.A.: Calma, calma! Já atualizei. Eu sei, foi muita mancada, demorou muito, mas não deu pra ser antes. Abraços!
Clarita Black: Que bom que você ta gostando, sou seu fã! Adoro "Laços"!!!! Os capítulos geralmente vão acabar assim, no suspense. Só pra vcs morrerem de curiosidade e deixarem reviews! Hahahaha! Vai demorar um pouquinho pro Draco conseguir falar, mas uma hora ele consegue! Beijos!
Finalmente chegara a tão esperada manhã da ida a Hogsmead. Toda Hogwarts estava agitada como se nunca houvessem feito isso antes. Uma pessoa, em especial, não se agüentava de excitação: Hermione.
Havia alguns dias que Hermione desenvolvia em sua cabeça a tal "idéia brilhante", como ela se referia mentalmente. A garota estava muito satisfeita com sua própria capacidade de raciocínio. "Eu sou praticamente um gênio do Mal, muahahahaha", concluía Hermione, com um sorriso nos lábios. Gesto esse que não passou despercebido por Rony, que se encontrava ao lado da namorada durante o café da manhã.
-Qual é a graça, Mione?
-Ahn...é... – Hermione levara um belo susto com a observação do ruivo, tendo que deixar de lado seus pensamentos "malignos", por hora.
-Qual o motivo do sorriso? – insistiu ele, curioso.
-Ah...nada em especial...digamos, que...hoje eu acordei feliz... – num tom sonhadoramente falso, tentando evitar perguntas.
-Hum...
Hermione sabia que Harry não daria o braço a torcer facilmente. Foi quando ela resolveu usar uma abordagem um pouco mais agressiva. "Se não vai por bem, vai por mal...muahahahaha...".
Do outro lado do Salão, na mesa da Sonserina, alguém não estava tão feliz assim. Draco estava nervoso desde a noite anterior. Imaginava como seria passar um dia todo ao lado de Harry. É claro que junto com eles estariam também Hermione e o "Pobretão" (N/A: certas manias não são superadas..hahaha), mas isso não o deixava nem um pouco mais calmo. Estava começando a perder as esperanças de Harry cedesse, pois até agora o progresso poderia ser considerado nulo. Já não sabia o que fazer para ser notado ou chutado de vez, porém decidiu que continuaria com a "política da boa vizinhança", esperando se aproximar de Harry aos poucos.
Harry entrava no Salão Principal, enquanto Draco sentia o chão faltar e o ar a sua volta ser sugado pela presença do moreno. Por um milésimo de segundo achou ter visto o brilho de duas esmeraldas intensas em sua direção, mas sabia que era apenas coisa de sua cabeça. Com esse pensamento, recuperou seu chão e sentiu o ar adentrar seus pulmões novamente. Então uma pergunta veio à sua cabeça: "Até quando?". Até quando teria que se humilhar para ter a atenção, um olhar, uma palavra daquele que amava? Será que todo esse sofrimento fazia mesmo sentido? Até onde iria com isso?
xxxxxxx
THE EVIL PLAN – PHASE 1: LEAVE THEM ALONE
Draco, Hermione e Rony tinham que cumprir primeiramente as tarefas de monitores, para apenas depois se juntarem a Harry.
Os três grifinórios levantaram-se da mesa da respectiva casa em direção ao Hall do castelo, sendo observados de longe por Draco, que imitou o caminho, juntando-se a eles.
-Bom, Harry, nós temos trabalho a fazer...você sabe, organizar os alunos e essas coisas... – começou Hermione – Vá na frente, nós nos encontramos depois.
-Até lá, Harry – cumprimentou Rony.
-Te vejo no Três Vassouras! – disse Hermione.
-Tchau! – respondeu Harry.
Harry já ia dando as costas, quando parou de sopetão com o que ouviu...
-Tchau...Harry... – disse Malfoy num tom tão inseguro que Harry quase não pôde reconhecer.
Harry, virou-se de volta, medindo Malfoy dos pés a cabeça, e respondeu:
-...tchau... – como quem diz "Maluco...", retornando ao seu caminho.
Porém, ele não foi o único que estranhou o cumprimento de Draco. Rony prontamente puxou Hermione e sussurrou em seu ouvido:
-O Malfoy chamando o Harry de Harry? – falava o ruivo como se estivesse diante da maior das aberrações do universo. – Que intimidade é essa?
Hermione, com sua mal disfarçada cara de risada:
-Draco! Mudança de planos! Hoje você foi dispensado das tarefas de monitor durante a manhã.
-Fui? - o loiro expressou surpreso e temeroso, pois sabia que vindo de Hermione, sempre havia algo por trás...
-Foi, então você vai com o Harry enquanto eu e o Rony acabamos a parte chata. Depois a gente encontra com vocês na Desdosdemel. Umas 10h, ok?
Os três garotos ainda não acreditavam nas palavras de Hermione, lançando a ela olhares preocupados. Por sua vez, a garota tinha outro de seus "surtos" de naturalidade muito bem fingida.
-Mas Mione... – começou Harry, sem a chance de terminar.
-Até mais tarde Harry...e Draco. – vociferou gentilmente, se fazendo entender e saiu puxando Rony pelo braço.
Draco e Harry não ficaram numa situação muito confortável. Ambos se calaram e esperaram a iniciativa um do outro. Foi assim por longos minutos até que Harry resolveu se pronunciar.
- ...então...nós não iremos passar o dia todo parados aqui, não é? – disse de forma rude.
"Até quando?", "Até onde?", as perguntas começaram a ecoar na mente de Draco novamente. Tentando afasta-las, respondeu a Harry a primeira coisa em que pode pensar:
-Então, vamos... – disse inseguro.
Harry começou a andar como se estivesse sozinho. Draco não se demorou e logo estava ao seu lado.
Ao chegarem a Hogsmead, andando pela rua principal, a situação não estava muito diferente, a não ser pelas tentativas de iniciar um diálogo partidas de Draco. Notava-se que ele não era muito bom nisso, fazendo comentários sobre o clima ou sobre a aparência das lojas.
Harry consultava seu relógio de pulso a cada 10 segundos e ambos estavam extremamente incomodados com a situação.
Pararam de caminhar quanto chegaram a porta da Dedosdemel, que estava lotada como sempre.
-Quer entrar? – perguntou Harry indiferente.
-Não, está muito cheia. – Draco respondeu.
Novamente o silêncio fez-se presente. Harry apoiou-se na vitrine na doceria e escorregou como se derretesse, sentando-se no chão. Malfoy logo o imitou, porém sentando-se a quase um metro de distância.
Silêncio...
-Dói? – disse Draco de sopetão, apontando a cicatriz na testa de Harry.
Harry, que não esperava uma pergunta dessas pensou um pouco antes de responder.
-Agora não... – Harry hesitou em continuar, mas como já não havia mais Voldemort, não haveria problemas em dizer ao loiro-mini-comensal quando sua cicatriz doía. – Doía apenas quando eu captava algum sentimento de Voldemort ou quando ele se aproximava.
Draco mostrou-se surpreso ao saber que Harry podia sentir o que Voldemort sentia. Começou a refletir sobre a vida miserável que ele e Harry levaram até o momento. Muito diferentes, porém muito próximas. Direta ou indiretamente o causador do sofrimento de ambos era mesmo homem, se é que aquilo podia ser comparado a um ser humano.
Repentinamente Draco se deu conta de quão estranha era a situação. Riu-se.
-Qual a graça? – perguntou Harry novamente rude, esperando a volta do sarcasmo do velho Malfoy.
-A ironia da situação...
-Ironia? – o moreno havia baixado a guarda, dando lugar à pura curiosidade.
-Sim, ironia. Nós dois, inimigos em Hogwarts desde o primeiro dia, aqui sentados tendo uma conversa comum. Coincidentemente sobre a tal cicatriz que nunca deixei que passasse desapercebida. "Testa Rachada"... Eu tinha cada idéia...
-Bom, temos mais uma ironia. Vou ter de fazer uma coisa que nunca fiz em anos...
-E o que seria?
-Concordar com você!
Riram levemente.
-Eu sei que eu já fiz isso antes, sem a sua permissão, mas... posso te chamar de Harry?
Harry não viu impedimentos, já não eram mais os arqui-rivais Potter e Malfoy. Agora eram apenas os colegas de classe Harry e... Draco.
-Ok... – disse Harry – Tudo bem se eu te chamar de Draco?
-Ok...
De longe, Hermione observava os dois, cheia de si. Não imaginara que fosse tão simples aproximar, mesmo que minimamente, duas pessoas tão opostas. Como tudo correra melhor do que a garota esperava, já era hora de iniciar a Fase 2 de seu plano.
