N/A: Demorei muito, demorei meeeesmo! E não to nem aí! Foi de propósito! Review que é bom ninguém deixa né? O capítulo tava pronto há séculos, e como eu tinha dito, se tivesse bastante review eu postaria logo. Mas teve? Não. Então ta aí o capítulo mais de um mês depois. Respondendo às reviews...
Dark Angel: Eu tb amo True! É a melhor música ever!!!!!!! Hahahaha Tb curto algumas outras músicas do Ryan, já ouviu Blind Sight? Muito boa tb! Voltando a fic, os capítulos no geral são curtinhos, eu até tento escrever mais, mas eu não consigo! Que bom que vc gostou do capítulo. Tudo bem, nos outros capítulos o Harry não colabora muito, coisa que muda nesse. Bjus
Sam Crane: Os reviewers merecem essa atenção! Ta aí o resto do plano e o Harry...bem, continua babaca. Tem coisas que não mudam né? Pode deixar, ele já apanhou muito esse mês! Beijos.
Scheila Potter: Obrigado pelos elogios! Que bom que vc gostou da Mione, quando eu comecei a escrever a fic tive medo que ela não fosse bem aceita! Beijos
Death.A.: Ta bom, tabom, demorou muito, eu sei. Mas veja só, vc sozinha foi responsável por 50 das reviews do capítulo.Eu preciso de mais reviews! Façam propaganda da fic! Eu sou mto chato, eu sei. Então, nessa fic eu vou manter só a música True, quem sabe numa próxima eu uso essa que vc recomendou ;-)? Bjus
Sabem, eu gostei dessa coisa de responder reviews! Daqui a pouco isso vai estar maior que a fic em si! Tsc tsc tsc...
THE EVIL PLAN – FINAL PHASE : DO HARRY CARES ABOUT DRACO?
De repente, a conversa havia se tornado tão boa que nenhum dos dois havia percebido o tempo passar. Harry estava pasmo, completamente pasmo. Como aquele garoto divertido e agradável poderia ser o mesmo Draco Malfoy de um ano atrás? Garoto esse que não cabia em si de felicidade. Finalmente conseguira se aproximar de Harry o suficiente para ter uma conversa decente. E o melhor, o moreno parecia apreciar sua companhia.
-Harry?
-Ahn? Desculpe, o que dizia?
Harry havia novamente se deixado hipnotizar pelo azul-cinzento dos olhos de Draco, perdendo o rumo da conversa.
-Sobre o último jogo Corvinal x Lufa-Lufa...Você está bem? – perguntou Draco, confuso.
-Estou, só me distraí por um momento... – ao dizer isso, Harry consultou o relógio de pulso – Nossa, já são 10h30! A Mione e o Ron já deveriam estar por aqui...
-É verdade... Provavelmente esses se enrolaram com as tarefas que eu deveria estar fazendo. Acho que eu vou procura-los, pra dar uma ajuda...
-Ok, eu vou com você!
Ambos levantara-se e seguiram para o lado oposto de onde havia uma mal-intencionada Mione, escondida em um beco.
-É agora!
Uma tímida luz alaranjada irrompeu da varinha de Hermione em direção a Draco.
-Hermione, que diabos você está faz... – Ron foi interrompido pela mão da garota em sua boca.
-Calado! Depois eu te explico... – disse num sussurro.
Assim que a luz o atingiu, Draco tropeçou nos próprios pés, caindo de cabeça no chão. Tudo aconteceu tão rápido que Harry só se deu conta do que se passava quando Draco já estava no chão. Ao examinar melhor o moreno viu algo que fez seu coração gelar. Um pequeno filete de sangue escorria pela testa de Draco, que parecia estar desacordado.
-Oh meu Deus! – Hermione dizia horrorizada – O que foi que eu fiz?
Harry jogou-se ao chão, ajoelhado, virou Draco que estava caído de bruços, apoiou sua cabeça com um de seus braços e o corpo em suas pernas.
-Draco? Draco?! – chamava desesperadamente, dando palmadinhas nas faces de Draco.
Quando Harry percebeu que aquilo não teria efeito nenhum e que ninguém à sua volta parecia se importar com que acontecia a Draco, resolveu tomar as providências por si próprio. Tomou o loiro em seus braços e saiu em direção ao Castelo sob olhares curiosos. Afinal o que fazia Harry Potter carregar seu arqui-rival, Draco Malfoy, nos braços?
A caminho do Castelo, Mione e Ron juntaram-se a ele, tendo combinado previamente em não revelar que o "acidente" havia sido causado pela garota. Ron ainda não entendia por que Hermione havia feito aquilo, ela e Malfoy não eram amigos agora? Porém concordou em ficar calado, pois Mione havia prometido contar tudo depois.
-Harry, o que aconteceu? – Hermione perguntou.
-Eu...eu não sei, nós estávamos conversando e de repente... sei lá, ele tropeçou nos próprios pés, bateu a cabeça e... – Harry parecia estar realmente preocupado com Draco, pelo tom de voz. – Olha como ele está pálido...
Harry corria para o Castelo o mais rápido que suas pernas permitiam por sustentarem seu peso e o de Draco pendendo molemente em seus braços.
Após uns cinco minutos de uma rápida caminhada, os quatro chegavam ao Castelo, indo direto à Ala Hospitalar, onde Madame Pomfrey cuidaria de Draco.
Ron abriu a porta para que Harry entrasse com Draco e o deixasse na primeira cama à vista. A enfermaria estava absolutamente vazia e após deixar Draco na cama Harry correu até a salinha de Pomfrey e socando a porta:
-Madame Pomfrey...temos uma...
-Obrigado por não derrubar minha porta, senhor Potter. O que está acontecendo?
-O Draco... ele caiu...bateu a cabeça... desmaiou...ta sangrando... – afobado, Harry dizia só o suficiente para se fazer entender.
A enfermeira foi à cama de Draco com menos urgência do Harry esperava, recitou alguns feitiços e em segundos o corte havia fechado.
-Sr. Potter, francamente...Com todo esse escândalo, eu achei que garoto estava com um traumatismo craniano!
-Mas...
-Ele deve acordar daqui a uns 15 minutos, não há com que se preocupar!
-Ok.
Girando nos calcanhares, a enfermeira voltou a sua salinha batendo a porta com um estrondo.
-Harry, eu fico aqui com Draco, até que ele acorde, pode ir! – disse Mione culpada.
-Não, pode deixar que eu fico. Vá aproveitar a tarde com Ron, vocês ficaram a manhã toda trabalhando!
-Tem certeza que não se importa? – Internamente Hermione dava pulinhos pois sabia que seu plano não poderia ter funcionado melhor.
-Absoluta!
-Tudo bem então!
-Valeu, cara! – agradeceu Ron, enquanto saia de mãos dadas com Mione. – E a senhorita me deve uma explicação! – completou, virando-se para Mione, num sussurro ameaçador.
Harry assistiu a saída dos dois para depois desviar seu olhar para Draco. Caminhou até a poltrona que ficava ao lado do leito e lá se sentou. Dali podia observar Draco mais de perto. Ele já aparentava estar bem melhor do que antes. No lugar onde antes existia um pequeno, porém profundo corte não havia nada além daquela pele alva e perfeita. Harry se perguntou como alguém de pele tão clara poderia ficar pálido, porém de fato, Draco estava mais corado.
Anjo. Harry não sabia porquê, mas ao olhar a expressão de Malfoy deitado ali, como se estivesse num sono tranqüilo, foi a primeira coisa que lhe veio à cabeça.
Draco se mexeu devagar, fazendo com que uma mexa de seus cabelos platinados cobrisse seu rosto. Harry, que admirava tal face, aproximou seus dedos lentamente, visando retirar do caminho a mexa que encobria sua visão. Ao afastar o cabelo Harry pode ver que Draco acordava, mas isso não o impediu de continuar o toque suave sobre o cabelo do loiro.
No céu, uma nuvem deixou de encobrir o Sol e uma leve claridade adentrou a enfermaria. Os fracos raios de Sol iluminaram o rosto de Draco, que abria os olhos, brilhando ao Sol. Um pouco perdido, olhou em todas direções até que compreendesse com quem e onde estava.
Após passear com os olhos por todo o rosto de Draco, o moreno parou em seus lábios. Harry notou que a fraca claridade de inverno fazia com que os lábios vermelhos de Draco parecessem tão convidativos.
I'm weak
it's true
cause I'm afraid to know the answer
do
you want me too?
cause my heart keeps falling faster
Ao olha-lo nos olhos, percebeu que o olhar era recíproco e lembrou-se do que havia acontecido à porta do Salão Principal há alguns dias atrás. A sensação era a mesma, porém intensificada pelo Sol.
Harry foi se aproximando lentamente, sem perder os olhos de Draco. Tudo parecia tão intenso. O perfume, a maciez dos cabelos do outro, tudo tornava mais convidativo o que estava por vir.
Draco estava entorpecido pelos olhos de Harry, só queria que o moreno se aproximasse mais e mais rápido.
Num momento que foi eterno e passageiro os lábios se tocaram com tanta suavidade que ambos se sentiram no paraíso.
I've waited all my life to cross this line
to the only
thing thats true
so I will not hide
i'ts time to try anything
to be with you
all my life I've waited
this is true
Como um simples tocar de lábios podia ser tão maravilhoso? Era o momento mais maravilhoso e intenso da vida de ambos, ainda que fosse causado por algo tão suave.
Então, a insegurança falou mais alto. Harry se perguntava o que estavam fazendo. Afinal eram garotos. "Não, isso não pode estar certo, nós somos garotos, ele é o Malfoy, nós nos odiamos, eu..."
Então toda a mágica foi quebrada e o contato foi interrompido.
-Draco...eu, o que estamos fazendo...isso não deveria ter acontecido...me desculpe...
Isso tinha sido tudo que Harry havia conseguido falar antes de suspirar e sair da enfermaria transtornado, deixando Draco aos prantos.
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Harry estava perdido, sem rumo. Aquele sentimento que crescia dentro dele só o deixava mais confuso a cada instante. A imagem de Draco deitado naquela cama, com seus olhos e cabelos brilhando ao Sol o perturbavam e o acalmavam ao mesmo tempo. Não sabia o que fazer, nunca havia sentido aquilo antes, o que significava?
Harry precisava pensar e imaginou que não havia melhor lugar que seu dormitório, vazio no momento, pois todos ainda estavam em Hogsmead.
Ao passar pelo retrato da Mulher Gorda deu de cara com Ron e Hermione se "atracando" numa das poltronas da Sala Comunal. Harry passou correndo, derrubando tudo que havia em sua frente. Nem o apaixonado casal poderia deixar de notar sua presença ali.
-Harry, mas o que...?
Hermione foi interrompida pelo som da porta batendo. Ron olhou para a garota esperando uma explicação.
-Mione, chega de me enrolar, acho que tem algo que eu deva saber...
-É o seguinte...
Hermione contou toda a história, desde o dia em que pegou Draco chorando no Salão Principal, até seu plano de juntar os dois.
Ron estava multiplamente chocado - Choque 1:Saber por tudo o que Malfoy passou, Choque 2: Saber que Malfoy amava Harry, Choque 3: Malfoy era gay, Choque 4: Harry era possivelmente gay, Choque 5: Mione havia quase matado Draco (N/A: Um exagero típico do Ron) para juntar os dois. Ron quase não conseguia fechar a boca.
-Muita informação pra um dia só! – disse o garoto de olhos arregalados e boca ainda aberta.
-É, eu sei. Mas agora nós precisamos saber o que aconteceu com o Harry. Vai, levanta daí!
-Se você sair de cima de mim...quem sabe?
Hermione se levantou esperando Ron para que fossem até o dormitório. Ao chegarem, a porta estava trancada e podiam ouvir algo como um choro.
-Harry? – Mione chamava enquanto batia na porta.
-Harry, o que está acontecendo? Me deixa entrar!! – insistiu Ron.
Harry não respondeu uma só palavra e após dez minutos tentando Ron e Mione desistiram, chegando a conclusão de que Harry precisava de um tempo.
