Disclaimer: Inuyasha não me pertence. Esse fanfic tem o único objetivo de divertir.
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TUDO PELA HERANÇA
Por: Madam Spooky.
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Capítulo 4 - O Começo
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Miroku levantou-se da cama devagar. Ainda estava cansado do trabalho na noite anterior e logo teria que aprontar-se para começar tudo outra vez. Ele caminhou até os fundos do apartamento onde uma mesa velha e um fogão em petição de miséria tinham sido arrumados de qualquer maneira perto de uma pia ainda em boas condições. Na parede, acima da pia, um relógio em forma de um gato branco - que Miroku ganhara de aniversário de uma antiga namorada - marcava doze e quarenta e cinco. Ótimo, ele ainda teria muito tempo até as cinco da tarde. Poderia descansar um pouco mais antes de ir para o trabalho.
Tratava de fazer o caminho de volta para a cama quando Inuyasha saiu do banheiro - único cômodo da casa não compartilhado pelas mesmas quatro paredes. Estava muito bem arrumado, com um terno branco que ele já tinha há tanto tempo, que as mangas do paletó ficavam um pouco curtas, detalhe que tentava camuflar com uma camisa de mesma cor. Tinha penteado e prendido os cabelos para trás de modo a que ficassem menos revoltos que o habitual. Apesar disso tudo, o que mais chamou a atenção de Miroku foi o cheiro. Parecia que o irmão tinha tomado banho com a sua colônia importada, aquela que ganhara de uma garota com quem estava saindo seis meses atrás...
- Inuyasha! - ele gritou irritado. - Para onde pensa que vai usando a minha colônia sem pedir permissão?
Inuyasha aproximou-se sorrindo enquanto arrumava a gravata (felizmente tinha escolhido a azul clara, todas as outras que possuía iam do verde berrante à vermelha com bolas amarelas). Não parecia ter ouvido a pergunta.
- Você já está acordado? Pensei que dormiria até as cinco ou mais...
- Não se faça de desentendido! - protestou Miroku. Aquele era um filme antigo; ele fazia a pergunta e Inuyasha tratava de desviar sua atenção para algo menos importante. Mas ele não conseguiria daquela vez. Aquele interesse repentino em sair não estava cheirando bem e ele lhe arrancaria a verdade nem que tivesse que ameaçar não comprar mais cerveja. - Para onde vai?
- Ora, irmãozinho, desde quando se tornou tão desconfiado? - Miroku sentiu o irmão passar o braço por seus ombros e o cheiro daquela colônia - que nem era tão boa assim - ficou ainda mais forte em seu olfato. - Quando eu acabar o que começarei hoje, vamos ter dinheiro para comprar uma piscina dessa sua colônia malcheirosa, portanto nem se preocupe.
Dinheiro para comprar... Miroku não estava entendendo. O que sua colônia podia ter a ver com dinheiro? Ainda estava sonolento e precisou pensar um minuto inteiro antes de lembrar de tudo o que houvera no dia anterior. Kagome! Inuyasha marcara um encontro com Kagome, não? Será que ainda tinha intenção de usa-la naquele plano idiota? Por um instante ele sentiu o pânico subir-lhe a cabeça, mas foi ai que um dado importante lhe ocorreu, acalmando-o: a garota não sabia de nada, pensava que o irmão estivesse interessada nela. Quando ele falasse sobre o plano, o melhor que conseguiria era um tapa na cara e ser chamado de maluco. Nenhuma mulher em sã consciência aceitaria fazer parte de uma armação como aquela, disso ele tinha certeza.
- Por que está sorrindo, Miroku? - Inuyasha perguntou inocentemente.
- Ela não vai cair na sua conversa, nunca vai convence-la.
Foi a vez de Inuyasha sorrir.
- Isso é o que nós vamos ver.
Dizendo isso, acenou, mantendo o sorriso, e saiu sem dizer mais nada.
~*~*~*~
Sango fitou Kagome em silêncio por um minuto inteiro. Em seguida largou-se na cadeira, de costas para a janela do quarto, e explodiu em uma sonora gargalhada. Vinha contendo o riso desde que a outra começara a lhe contar aquela história maluca sobre seu encontro com os sobrinhos da velha senhora da festa. Ouvira com uma expressão de censura os motivos que levaram Kagome a procurar por dois desconhecidos, durante a noite, em um bairro perigoso, sabendo que o mais provável era que não adiantasse nada, como acabara não adiantando. O interesse de Sango foi crescendo à medida que Kagome começou a falar no, segundo ela, maravilhoso rapaz de cabelos compridos e olhos sinceros, que gentilmente a acompanhara para casa no final de tudo. Aquilo fora realmente uma espécie de grande piada que o destino - ou fosse lá o que regesse os grandes mistérios do Universo e do tempo - pregara em Kagome, só ela parecera não perceber. Sango agüentou firme, mantendo a expressão impassível enquanto ouvia toda aquela conversa absurda sobre o quão maravilhoso era o tal de Inuyasha, mas quando Kagome deixou-se cair para trás e disse, "Sango, eu acho que o amo" foi demais para ela, e o riso preso na garganta explodiu sem que sequer pudesse pensar em uma maneira mais eficiente de conte-lo.
- Sango! - protestou Kagome levantando-se da cama tão rapidamente que o travesseiro que segurava voou para o chão. - Posso saber do que você está rindo?
Ela fez a sua melhor cara de indignada, mas apenas conseguiu que a outra risse ainda mais.
- Eu... - Kagome estava desconcertada. Não lembrava de ter dito nada que pudesse desencadear um acesso de risos em alguém. - Eu me alegro que esteja feliz por mim!
- Kagome... - Sango parou de rir, mas manteve a expressão divertida. - Você conheceu o tal rapaz ontem e está querendo me convencer que o ama? Não é para menos que nunca manteve um relacionamento por mais de duas semanas.
- Eu mantive vários relacionamentos por muito mais de duas semanas! - Kagome protestou, quase aos gritos, ainda mais indignada; mas a expressão morreu assim que ela tentou listar mentalmente os tais "vários relacionamentos".
- Claro, eu sei. VÁRIOS relacionamentos...
A ênfase que Sango colocou na palavra "vários" fez Kagome enrubescer. Em parte pela raiva que o comentário lhe despertara, mas principalmente porque ela sabia que a amiga tinha razão. O relacionamento mais longo em seus vinte anos de existência sobre a face da Terra tinha sido com um garoto chamado Houjou no ano em que entrara na Universidade. Ele era um rapaz muito doce e tranqüilo, fazia tudo para vê-la feliz. Quanto tempo estiveram juntos? Um mês? Seis semanas? Mais ou menos isso, ela não lembrava com exatidão.
- O Houjou e eu estivemos juntos por bem mais de uma semana e fui eu quem terminou com ele! - era a última cartada contra o argumento de Sango. Esperava que ela não se lembrasse do porquê deles terem se separado.
Mas Sango se lembrava. E como estava feliz por se lembrar. Há tempos não se divertia tanto.
- Você se livrou do Houjou porque ele disse que era cedo para ir pedir a sua mão diante da sua família. - dizendo isso, ela começou a rir outra vez. Nenhum argumento que Kagome pudesse inventar conseguiria derrubar aquele.
As duas ficaram em silêncio por alguns instantes. O quarto ficou em suspenso a não ser pelo barulho alegre das vozes de Souta e Shippo que jogavam bola no jardim. Sango foi a primeira a falar:
- Você vai sair com ele hoje? - perguntou fingindo desinteresse. Aquilo ia ser muito divertido, principalmente se o tal Inuyasha estivesse tão interessado quanto Kagome disse que ele estava.
- Posso saber o porquê do interesse?
- Curiosidade...
- Ele virá me pegar as três e você vai ver como será o início de um lindo e duradouro romance!
- Eu não duvido...
Kagome olhou para o relógio de pulso que marcava uma hora em ponto e deu um salto. Faltavam duas horas para o combinado, mas ela gostava de ter tempo para aprontar-se. Sem prolongar a discussão, foi até o guarda-roupa e começou a vasculhar as gavetas a procura de algo apropriado para usar naquela tarde.
~*~*~*~
- Droga, Inuyasha, você se adiantou!
O rapaz estava na frente da casa de Kagome, olhando para o relógio de pulso e maldizendo em voz baixa sua falta de precisão em calcular o tempo que precisaria para passar onde tivera que passar e chegar na casa da garota. Ainda faltava quase uma hora para o horário combinado e ele teria que ficar ali, embaixo de um sol de matar, esperando que o clima fosse gentil com ele e alguma nuvem miraculosa aparecesse fornecendo-lhe alguma sombra.
- Moço!
Inuyasha já tirara o paletó e ia sentar-se na calçada quando a vozinha de criança soou dos jardins da casa chamando sua atenção. Ele olhou para trás e viu dois meninos, de cerca de cinco e oito anos, acenando para ele enquanto apontavam para uma bola que tinha ido parar quase no meio fio devido a um chute mais forte.
- Você pode pegar? - perguntou o menorzinho com um sorriso inocente.
Devem ser os irmãos de Kagome..., pensou enquanto ia pegar a bola. Não estava com ânimo para lidar com crianças, mas não podia dar a mancada de destratar justamente os irmãos daquela garota. Ele precisava muito mais dela do que ela dele.
- Chuta logo, moço! - gritou o outro garoto.
Mas ele não chutou. Ia fazer isso, mas pensou melhor e resolveu levar a bola até eles pessoalmente. Assim poderia fazer algumas perguntas a respeito de Kagome.
Os dois meninos o observaram interrogativamente enquanto ele ia na direção deles. O menor deu um passo para trás, como se assustado, mas ao ver que o irmão não saíra do lugar, resolveu ficar e ver o que o estranho queria.
- Oi, garotos. - Inuyasha esboçou o sorriso mais simpático do qual era capaz enquanto entregava a bola para Souta. - Aqui não é a casa da Kagome?
Os dois garotos se entreolharam confusos.
- Você é amigo da Kagome? - Souta perguntou.
- Sou. Vocês devem ser os irmãos dela.
- É, eu sou Souta.
- E eu sou Shippo. - apresentou-se o menor agora sem nenhuma sombra de preocupação.
- Eu fiquei de sair com a irmã de vocês hoje, sabem... E eu queria saber umas coisas...
Souta deixou a bola cair no chão e sorriu. Parecia disposto a responder qualquer pergunta que ele quisesse fazer.
- Você vai levar a Kagome aonde? - perguntou Shippo com o cenho franzido, aparentemente enciumado.
Onde ele levaria Kagome? Primeiro a algum lugar que ela desejasse e era exatamente isso que ele planejava descobrir com os dois moleques; a que tipo de lugar Kagome gostaria de ser levada. Quando ela estivesse feliz, melhor dizendo, "comendo na sua mão", ai sim ele começaria com o plano. A levaria até aquele lobo osso duro de roer e o faria liberar a herança de uma vez por todas.
- Onde você acha que eu devo leva-la? - ele manteve o sorriso falso. Souta sorriu de volta, mas Shippo não parecia nem um pouco confiante. Ciúmes da irmã, pensou Inuyasha. No entanto não estava bem certo. O pequeno olhava para ele como se conseguisse ver por trás de suas intenções.
- O que deu na minha irmã para aceitar sair com um cara de cachorro? - perguntou Shippo irritado.
Inuyasha sentiu o sangue subir até a cabeça. Quem aquele pirralho pensava que era para chamá-lo de cara de cachorro? O guri mais parecia um filhote de raposa que uma criança, com aquelas mãozinhas finas e cabeleira vasta. Ele ouviu quando Souta repreendeu o irmão pelo comentário e sentiu-se grato por o maior não ter desconfiado de nada, pelo contrário, até parecia ter gostado dele.
- Não liga pra esse idiota, ele é só um bebê, não sabe de nada.
- Eu não sou... - Shippo ia protestar, mas Souta o agarrou por trás cobriu sua boca com as mãos.
- Se você quer ver a minha irmã feliz, leve-a ao parque. Ela adora. Principalmente agora, que está cheio de flores.
O parque, não é? Inuyasha sorriu. Não poderia ser mais perfeito. Não se pagavam entradas para entrar no parque, o que vinha bem a calhar uma vez que ele não tinha muito dinheiro. Kagome estaria feliz e ele não precisaria gastar nada. Se tivesse sorte, ela nem pediria para comer. Quem sabe ele conseguisse devolver o dinheiro à carteira de Miroku antes que ele percebesse?
- O parque é um lugar muito bonito mesmo. É uma grande coincidência porque eu também gosto muito de ir lá.
- É mesmo? - perguntou Souta animado.
- E como nós nunca te vimos por lá? - perguntou Shippo livrando-se no abraço do irmão.
Aquele moleque não tinha ido mesmo com a sua cara. Inuyasha só esperava que ele não viesse a lhe causar problemas. Ele abriu boca para responder quando o barulho de alguém correndo fez com que os três olhassem para trás.
- Inuyasha! - Kagome vinha correndo e acenando alegremente para ele. Atrás dela, uma outra garota, mais ou menos da mesma idade, a acompanhava de perto. Alguma amiga, certamente. - Ainda não São três horas. - disse Kagome ao parar bem em frente a ele, ignorando completamente a presença dos irmãos.
- Então esse é o Inuyasha, o homem da sua vida. - disse Sango por trás, visivelmente se divertindo.
Homem da vida de quem? O que elas andaram conversando...?
- Você vai mesmo sair com o cara de cachorro, Kagome? - perguntou Shippo mais uma vez.
Conversar com os moleques não fora tão ruim e pelo menos ele saíra do sol, mas agora tinha gente demais ali e ele tinha pressa de levar Kagome ao parque para depois ir com ela visitar a pessoa que fora ver no mesmo dia, mais cedo.
- Er... Kagome, você se importa se formos agora? - ele olhou para o relógio mais uma vez. - Ainda faltam vinte minutos para a hora combinada, mas se você estiver pronta...
- Claro que sim! - Kagome quase gritou. Ficaria feliz em tirar Inuyasha dali antes que Sango fizesse algum outro comentário embaraçoso.
- Ótimo.
Os dois despediram-se com um breve aceno e saíram quase correndo do jardim, cada um pelos seus motivos, para em seguida desaparecerem pela esquina da avenida que levava ao tão citado parque.
- Ela foi mesmo para o parque com o cara de cachorro. - disse Shippo tristemente.
- Foi sim. - confirmou Sango. - E eu vou para casa agora.
Ela se despediu dos garotos que agora voltavam a dar atenção para a bola e correu na direção em que foram Inuyasha e Kagome.
- Ué... - disse Souta. - Eu tinha certeza que a Sango morava para o outro lado...
Shippo deu de ombros e chutou a bola com força, novamente na direção da rua.
~*~*~*~
O jovem casal foi caminhando lado a lado na direção do parque, agora com menos pressa. A essa altura Inuyasha amaldiçoava a hora em que resolvera sair de casa de terno. O calor estava quase insuportável e ele estava suando como um condenado.
- Puxa, hoje está quente mesmo. - disse Kagome. Ela prudentemente escolhera um vestido claro de verão e sandálias, mas ainda assim sentia as conseqüências da alta temperatura. - Já é tarde, o sol deveria estar mais frio...
- Eu estou bem. - respondeu Inuyasha. A verdade era que ele mal podia esperar chegar ao parque para molhar o rosto na fonte que ficava bem no meio do lugar. Achava até que seria difícil controlar-se para não pular nela mesmo estando vestido.
Os dois caminharam algum tempo em silêncio antes que Kagome falasse outra vez:
- Para onde está me levando?
- É uma surpresa.
Inuyasha sorriu daquela maneira que só ele sabia. Quantas mulheres tinha conseguido com toda facilidade apenas com um sorriso daqueles? Se ele não fosse de considerar as mulheres umas inúteis, seria maior Dom Juan que Miroku.
Kagome ruborizou-se de leve e olhou para frente de modo a esconder suas reações. A seu lado, o sobrinho de Kaede alargou o sorriso. Não haveria com que se preocupar. Ele tinha tirado a sorte grande conhecendo uma garota tão exatamente igual a Kikyou e que fosse assim tão bobinha. A prima nunca teria aceitado que ele a acompanhasse como fez Kagome no dia anterior. A prima sequer teria ido a sua casa, se estava fazendo uma comparação realista. Por que mesmo ela tinha saído com ele daquela vez? Claro, porque Kaede queria manter seu dinheiro em família. Queria, até chegar a conclusão que Miroku e ele eram uma dupla de inúteis.
- Inuyasha, você está bem?
A voz de Kagome interrompeu seus pensamentos. Ele olhou para ela confuso, mas logo entendeu do que se tratava. Tinha cerrado os punhos com força e com certeza mudara de expressão. Era melhor não pensar na tia enquanto estivesse com aquela garota. Não se não quisesse por tudo a perder.
- Eu estou ótimo. - ele tratou de se explicar. - Estava pensando na cena que Miroku fez antes de sair de casa... Meu irmão está cada vez pior, você não sabe como eu sofro...
- Pobrezinho...
Kagome encostou a cabeça no ombro de Inuyasha e segurou a mão dele, consolando-o. Ela tinha acreditado, ótimo. Como ele pensara antes, não haveria problemas.
~*~*~*~
- O Inuyasha o que!? - Miroku quase gritou ao telefone.
Mas por que estava tão surpreso? Inuyasha lhe dissera o plano, não? Ele que fora estúpido o suficiente para achar que era da boca para fora.
- Calma ai, Miroku Quer dizer que você não sabia? - perguntou o advogado no outro lado da linha.
Miroku apertou o telefone com força. Advogados... Naquele não se podia confiar. Como fora aceitar o plano de Inuyasha com tanta facilidade...? O que o irmão o prometera? Dinheiro? Claro que foi dinheiro. Nada tinha maior poder de enlouquecer as pessoas.
- Está aí, Miroku?
- Esqueça, estou indo até aí agora mesmo.
Ele desligou o telefone sem esperar resposta. Esperava que pudesse chegar ao escritório antes que Inuyasha fizesse algo ilegal, se é que já não havia feito. Pegou o casaco pendurado na maçaneta da porta e correu para fora. Três horas, dissera o irmão. Ele tinha algum tempo.
~*~*~*~
- Está tudo bem, Inuyasha? - perguntou Kagome enquanto dava generosas mordidas em um cachorro-quente. - Puxa, muito obrigada por ter me trazido ao parque, eu adoro esse lugar.
O rapaz sorriu, mas permaneceu em silêncio. Estava vendo porque ela adorava aquele lugar. "Se tivesse sorte, ela nem pediria para comer", pois sim. Primeiro fora um refrigerante, estava quente, ele entendia, também quisera um. Mas como explicar o sorvete, a pipoca, o algodão doce... Aquela garota mais parecia uma criança passeando com o pai. Mais um pouco e ela o levaria falência. Miroku que desse adeus ao dinheiro que ele "emprestara" mais cedo. Era mesmo bom que valesse a pena.
Chegara a hora, ela já se divertira. Inuyasha decidiu que o melhor era seguir com a segunda parte do plano antes que mais algum carrinho de comida passasse por ali.
- Kagome, querida, você se importaria em me acompanhar a um lugar?
- Que... - mais uma mordida - lugar?
- Bom... - era agora que ele tinha que mostrar sua melhor performance. - Você sabe o quanto eu me importo com a minha família. Meu irmão Miroku, minha querida prima Kikyou que eu amo como uma irmã e espero sinceramente que esteja viva...
Estava dando certo, ela parecia estar prestando atenção.
- Eu tenho um primo, um homem amargurado... Ele amava Kikyou com todas as forças, mas nunca teve coragem de... Você sabe... Chegar nela. Agora o pobre coitado diz que vai se matar se não puder vê-la ainda que seja uma última vez.
- Que horror! - Kagome esquecera o cachorro-quente e gora fitava Inuyasha com os olhos marejados.
- Pois é... - disse ele com uma expressão de tristeza.
- Há alguma coisa que eu possa fazer?
Bingo! Muito bem, estava saindo melhor que a encomenda. Depois ela não poderia dizer que ele a coagira.
- Você se parece tanto com a Kikyou... - ele passou a mão pelos cabelos de Kagome afastando as mechas do rosto da garota. Ela o encarou com ainda mais atenção. - Não, é uma idéia idiota...
- Fale, Inuyasha, eu farei qualquer coisa para que seu primo esqueça esses pensamentos suicidas.
Ele quase esboçou um sorriso, mas conseguiu controlar-se no último minuto.
- Meu primo é jovem, mas está meio ruim das idéias... Talvez... Se ele a visse...
- Você quer que eu me faça passar pela sua prima Kikyou? - Ela perguntou de repente.
Inuyasha estremeceu. Será que tinha ido rápido demais? Talvez tivesse sido melhor esperar alguns dias. Ele tinha se apressado com medo que a prima aparecesse de repente e sua única chance fosse para o espaço, mas agora talvez sua pressa tivesse estragado tudo. Ele abriu a boca para se desculpar, mas Kagome tomou sua frente.
- É uma ótima idéia! - disse ela. - Eu sei que não é certo se passar por outra pessoa, mas se é por uma boa causa, claro que eu aceito.
Inuyasha suspirou aliviado e não conseguiu conter o sorriso. Ele segurou as mãos de Kagome e as beijou enquanto agradecia repetidas vezes.
- Inuyasha... - a jovem devolveu o sorriso, feliz por estar prestes de salvar a vida de alguém. - Vamos logo. - Ela se levantou e o puxou pela mão. - É da vida do seu primo que estamos falando, não podemos perder um minuto sequer.
- Claro que não.
Os dois saíram novamente para a rua, afastando-se com pressa. Nenhum dos dois percebeu a figura de Sango que os seguia camuflando-se entre as árvores do lugar. Tampouco viram quando Miroku parou ali perto em um táxi para em seguida ordenar que o taxista os seguisse. Não tinha importância, eles teriam tempo. A tarde estava apenas começando.
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CONTINUA
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Oi, pessoal. Minhas desculpas pela demora.
Eu ia viajar, acabei ficando,
mas como acho que ainda vou essa semana, resolvi publicar esse capítulo logo.
Tentarei agilizar o próximo, mas eu me conheço e comigo nunca se sabe... ^_^;;;
Muito obrigada a Kiki-chan, Kisamadesu, Kagome-Chan,
Sayo Amakuza, Ana *Hakubi, Kagome-chan e Kikyou
pelos comentários. Dai e Chibi-lua, obrigada pelos comentários e
por me suportarem durante meu último longo e irritante bloqueio. Valeu, gente.
Artemisa, parece que ainda vou continuar te enchendo com capítulos como
esse por muito mais tempo... Obrigada.
Por favor, continuem me dizendo o que pensam. Até mais.
madamspooky@hotmail.com
