Disclaimer: Inuyasha não me pertence. Esse fanfic tem o único objetivo de divertir.

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TUDO PELA HERANÇA

Por: Madam Spooky.

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Capítulo 5 - Uma Visita

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Kouga saiu do elevador e entrou no escritório bem a tempo de ver o relógio de parede marcar quatro horas. Ótimo, ele conseguira chegar a tempo apesar do trânsito. Dentro de alguns minutos Inuyasha entraria por aquela porta acompanhado da tal garota que se parecia com a Kikyou, ele representaria seu papel e logo tudo estaria acabado. Se tivesse sorte, dali a alguns dias estaria em alguma ilha paradisíaca nadando em dinheiro, longe dos problemas do escritório e do ritmo estressante da cidade grande.

Ele olhou mais uma vez para o relógio e carranqueou ao perceber o quanto estava impaciente. Não tinham se passado nem dois minutos das quatro e já amaldiçoava mentalmente Inuyasha pelo atraso. Tentando se distrair de alguma forma, caminhou até a janela e olhou para baixo procurando a silhueta dos dois jovens entre as pessoas que caminhavam apressadas pelas ruas. Do décimo segundo andar onde ele estava era quase impossível reconhecer alguém entre aqueles pontinhos ambulantes que eram os transeuntes e o jovem advogado não demorou a desistir. Por fim, ficou apenas encarando o céu cuja luz já começava a enfraquecer, desejando não estar mais ali quando o mesmo estivesse completamente escuro. Se a garota fosse mesmo tão desmiolada quando ele pensava, não tinha como nada dar errado e aquela conversa não levaria mais do que uma meia hora.

- Com licença, senhor Kouga - a voz da secretária irrompeu na sala, assustando-o -, eu vim apenas lembra-lo de que tem reunião com um cliente daqui a quinze minutos.

Ele deixou escapar um grunhido contrariado. Entrara tão apressado no escritório que tinha acabado esquecendo de avisar que não queria ser incomodado, fosse o que fosse.

- Cancele! - ordenou com impaciência mal disfarçada, sem mesmo preocupar-se em se virar. - Cancele tudo para hoje. Estou esperando Inuyasha, você o conhece. Ele virá com uma garota... me consultar sobre alguns assuntos legais. Não estou para mais ninguém o resto da tarde.

A mulher de meia idade hesitou em sair, pensando se não seria melhor insistir com o assunto. Kouga era um ótimo advogado, mas costumava ser bastante irresponsável. O cliente que ele tinha que ver àquela tarde estava começando a ficar impaciente e o caso não ia nada bem. Ela suspirou. Sabia que podia alegar mil e um motivos para o chefe não faltar à reunião e ainda assim entraria por um ouvido para logo sair pelo outro. Resolveu não iniciar uma discussão e saiu pensando que se continuasse assim, logo logo teria que procurar um novo emprego.

Os minutos que se seguiram se arrastaram como se fossem horas. Se havia uma coisa que Kouga odiava mais do que reuniões com velhos rabugentos, ansiosos por dar um rumo a sua herança que não incluísse os parentes interesseiros, era esperar. Cada tique e taque do relógio de parede parecia deixa-lo mais irritadiço. Quando os ponteiros marcaram quatro e meia foi a gota d'água e ele agarrou o telefone a fim de descontar seu nervosismo em Inuyasha com uma torrente de xingamentos bem merecidos. Mas mal discou o primeiro número, a voz altiva de seu cúmplice soou na sala de espera.

Sou Inuyasha e tenho uma hora com o Kouga... Sim, não havia dúvidas, finalmente eles tinham chegado. Ele soltou o telefone e respirou fundo. Eu não preciso dar explicações. Vai ou não vai nos deixar entrar? Talvez fosse melhor sair e abrir a porta ele mesmo. A última coisa de que precisava era que sua secretária desconfiasse do plano. Reyko não era o estereótipo da mulher honesta - especialmente quando enchia a bolsa com lápis, clipes e outros materiais da empresa e, convenientemente, esquecia de prestar contas -, mas de jeito nenhum concordaria com aquilo. Por favor, nossa visita fará bem a ele... A voz de uma garota interrompeu Inuyasha em um pedido educado. Kouga desistiu de interferir, esperando que ela fosse feliz em conter a falta de tato de seu acompanhante, e posicionou-se de costas para a porta, pronto para começar com a encenação no momento em que eles entrassem.

Mais meio minuto e a porta se abriu, rangendo. O som de passos, meio abafados pelo carpete, foi ouvido, mas ninguém ali disse nada. Outra vez o ranger da porta, agora ao ser fechada. Quando Kouga se deu conta de que estava realmente sozinho com os dois, se virou lentamente, a boca aberta, pronta para um cumprimento. Seus olhos passaram por Inuyasha, que parecia estar esperando que ele começasse, e parou na garota sorridente ao lado dele. Nenhuma palavra.

- Kagome, este é meu primo Kouga. - ele ouviu Inuyasha sussurrar. - Acho que você já sabe o que deve fazer...

Impressionante. Se ele fosse mesmo um primo suicida doente, Inuyasha teria acabado de por tudo a perder. E esse idiota ainda se achava esperto o suficiente para meter a mão na herança da prima... Se não fosse por ele...

Seus pensamentos foram interrompidos pela garota que lhe estendia a mão, sorrindo timidamente, enquanto dizia qualquer coisa sobre como era ótimo vê-lo outra vez. Kouga apertou a mão dela de maneira automática, prestando mais atenção em seu rosto. Inuyasha não exagerou em dizer que ela era idêntica a prima dele. Elas podiam facilmente passar-se por gêmeas. As duas tinham os mesmos cabelos negros, compridos, que em Kagome estavam jogados para trás, deixando o rosto jovem e muito vivo completamente a mostra. Apesar de Kikyou sempre se vestir com elegância quase exagerada, o que a fazia parecer-se mais velha do que realmente era, e Kagome ter aquele ar de estudante de classe média, não seria tão difícil transformar a segunda na primeira, especialmente se ela estivesse disposta a isso. Ela era perfeita para o plano, absolutamente perfeita. Inuyasha era um desgraçado de sorte.

- Um desgraçado de muita sorte...

- O senhor disse alguma coisa? - Kagome perguntou. Só então ele percebeu que falara em voz alta.

- Não, eu... - Ele começou a se explicar, mas parou ao perceber que, escorado à parede, Inuyasha fazia gestos impacientes com as mãos para que ele começasse com o teatro de uma vez. Kagome tinha que sair dali convencida de que sua presença e cooperação eram necessárias a sua saúde.

- Não, eu estava aqui pensando como você está diferente, Kikyou. - Kouga falou a primeira coisa que conseguiu pensar. - Mas por que me chama de senhor? Nós nunca nos tratamos assim tão formalmente...

Ele a viu corar ao perceber seu erro e fez um esforço enorme para não sorrir. Ela ficava muito bonita ruborizada. Pensando melhor, talvez aquela garota não fosse assim tão parecida com a neta de Kaede, sua cliente mais rica. Não negava que fisicamente elas eram idênticas, mas faltava a arrogância, a segurança e, acima de tudo, a altivez do olhar de Kikyou. As personalidades delas são diferentes, mas depois nós damos um jeito nisso, dissera Inuyasha ao telefone no dia anterior. Como advogado ele se achava capaz de induzir sutilmente qualquer um a mentir e não vira nenhum problema em dar um empurrãozinho para aquela garota encaixar-se o melhor possível nos planos dos dois, mas agora que a vira...

-...e eu só queria dizer que, pelo que mais ama, não se mate.

- O que?

- Inuyasha me contou tudo e por isso eu vim. Eu estava... viajando... e... - ela tentava desesperadamente parecer convincente, mas, era uma péssima mentirosa. Parecia incapaz de parecer convincente naquele papel ainda que sua vida dependesse daquilo.

Ela estava falando sobre a história idiota de suicídio que Inuyasha inventara, mas ele não ouvira uma palavra até então. Agora parecia absurdo o que estava fazendo. Quanto mais tempo ficava ali parado, pensando nas diferenças entre Kagome e Kikyou, mais ridículo se sentia com aquela farsa. Os gestos de mão do amigo junto à parede tinham evoluído agora para exageradas contrações faciais e, podendo ou não, ele tinha que começar a fazer alguma coisa.

- Eu estou feliz que esteja aqui. - respondeu finalmente com um sorriso incerto. Em seguida contornou a mesa de trabalho e caminhou até estar a um palmo de distância de Kagome. - Muito feliz...

Kouga podia-se dizer um mentiroso descarado, vigarista, ambicioso, consumista, mercenário, um milhão de outros defeitos mais se tirasse um tempo para pensar no assunto, mas nunca um conquistador. Ele sempre vira as mulheres como uma forma interessante de passar o tempo e não se lembrava de ter chegado perto de uma com segundas intenções sem a certeza absoluta de que o alvo estava plenamente de acordo com uma investida. Ele ponderou isso cuidadosamente antes de seguir com o que tinha em mente, mas no final das contas decidiu que para a garota, ele estava vendo a Kikyou e não ela. O máximo que poderia acontecer era ela sair correndo e o plano ir por água abaixo. Nesse caso Inuyasha o mataria, mas ele podia pensar nisso depois. Certo de que jamais teria outra chance como aquela e exibindo sua melhor expressão sofredora, ele atirou-se sobre Kagome e a abraçou.

- Kikyou, eu senti tanto a sua falta... - ele disse com voz chorosa. Intimamente estava rindo como um louco diante do próprio atrevimento.

Por um instante apenas, esperou sentir a dor de um golpe em qualquer lugar do corpo, ou pelo menos ouvir um grito, mas nada aconteceu. Ele sentiu o corpo da garota enrijecer em seus braços e em seguida relaxar. Fora um idiota ao pensar que ela reagiria com violência. Ela não bateria em um pobre suicida desesperado, bateria? Que espécie de pessoa ela seria se o fizesse? Kouga sorriu plenamente satisfeito e olhou para Inuyasha de relance. Se um simples olhar pudesse fulminar alguém, ele estava certo de que teria caído morto naquele momento. Seu amigo não parecia nada satisfeito com o rumo que a farsa tomava e ele se perguntou se era por estar perdendo tempo em que poderia estar conversando ou por estar abraçando a garota.

- Sen... Kouga... - ela chamou, nitidamente incomodada com a situação.

- Sim, querida Kikyou? - ele perguntou e sorriu na direção de Inuyasha que respondeu com uma expressão furiosa.

- Eu preciso ir agora...

- Mas já?

Kagome enrijeceu novamente, mas Kouga não tinha nenhuma intenção de soltá-la. Não ainda. Mais do que fazendo seu papel da melhor maneira possível, ele estava apreciando aquela posição. Quando tomara a iniciativa de dar um passo tão arriscado, queria saber se abraçar Kagome seria o mesmo que abraçar Kikyou. A verdade é que ele estava surpreso pela forma indefesa com a qual aquela garota se deixava abraçar. A prima de Inuyasha costumava monopolizar tudo, inclusive os abraços. Nada no mundo parecia agradar mais Kikyou que a sensação de controle.

- Não vá ainda... - ele soltou Kagome lentamente e a segurou pelos ombros. O relógio de parede marcava quinze para as cinco e ele não acreditava que ela estivesse convencida de seu papel importante na vida do pobre primo doente de seu acompanhante tendo passado ali apenas quinze minutos. - Nós ainda temos muito que conversar.

- Mas eu...

Ela olhou desesperada na direção de Inuyasha, mas ele a fitou com a mesma expressão insatisfeita com que encarara Kouga e não ofereceu nenhum conforto. Kagome corou levemente, certamente imaginando que o amigo, ou fosse lá o que ela pensava que ele era, não tinha ficado muito satisfeito em vê-la abraçando um homem que acabara de conhecer.

- Eu insisto. - Kouga sorriu sedutoramente, mas apertou os ombros dela com mais força, não admitindo recusa.

- Eu preciso resolver alguns assuntos e não posso adiar isso! - Kagome quase gritou.

As mãos de Kouga hesitaram. Ele não esperava aquela reação dela e gostou daquilo. A garota era gentil, mas parecia ter personalidade forte. Isso o fez pensar que o melhor era estar bem longe quando ela descobrisse tudo. Quase sentia pena de Inuyasha. Mandaria flores para o hospital se ele sobrevivesse.

- Eu prometo voltar. - ela disse de repente.

- O que...

- Eu virei vê-lo outro dia, senh... Kouga. Agora eu preciso ir... Por favor...

Ele conseguira. Ela estava prometendo que voltaria e, embora o rosto dela dissesse que não o faria por livre vontade, ele tinha certeza que ela faria se Inuyasha pedisse. Kouga conhecia seu cúmplice muito bem para saber que ele usaria aquele abraço como uma forma de chantagear a garota se fosse preciso e quase se arrependeu pelo que fez. Bom, agora era muito tarde para isso, ele tinha mais era que pensar no dinheiro. Assim que Inuyasha colocasse as mãos nos milhões da velha Kaede, ele seria pago, a garota liberada e nenhum deles teria que sentir remorso por nada.

Cinco minutos para as cinco horas. Nada mal... Kouga sorriu intimamente diante da performance perfeita que acabara de fazer. Ele viu Kagome caminhar até Inuyasha e os dois trocarem algumas palavras. A expressão irritada do rapaz se desfez em um sorriso agradecido e ficou claro que ele estava se desfazendo em palavras de agradecimentos pelo bem que ela fizera a seu primo demente. O advogado quase sentiu raiva. Ele realmente teve o impulso de correr até o jovem de cabelos compridos, parado na parede junto à porta, com um sorriso cativante no rosto enquanto mentia descaradamente para a garota que gostava dele o bastante para se fazer passar por sua prima, e dar-lhe um soco no meio da cara.

- Droga... - disse para si mesmo enquanto balançava a cabeça, como se tentando se livrar de algo incômodo pairando sobre ela. Ele gostara de Kagome. Gostara o suficiente para esquecer do dinheiro durante longos dez minutos e arriscar tudo só pela oportunidade de abraça-la. Inferno se o fizera só para compara-la com Kikyou. Ele realmente quis fazer aquilo.

- Nós já vamos. - a voz de Inuyasha interrompeu seus pensamentos.

Enquanto ele divagava brevemente sobre suas atitudes na última meia hora, Inuyasha e Kagome já estavam na porta, as mãos dadas, prontos para sair.

Kouga abriu a boca para responder, talvez reforçar seu pedido para que eles retornassem, mas não houve tempo. Naquele instante um grito de protesto vindo de sua secretária foi ouvido e um rapaz irrompeu na sala escancarando a porta.

- Inuyasha, você não pode continuar com isso!

***

Quando Sango viu o táxi frear a centímetros de seus pés, ela teve certeza de que morreria naquele dia, como castigo por seguir sua melhor amiga em seu primeiro encontro com o mais novo homem de sua vida. O veículo se aproximou depressa demais ou foi ela que atravessou a rua muito lentamente, com exagerado cuidado para não ser vista pelo casal que perseguia? Bom, agora não importava. Ela estava morta, não estava?

- Tudo bem com você?

Uma voz de homem soou em meio ao barulho das buzinas impacientes dos carros que vinham atrás. Silêncio novamente. Isso se o caos do trânsito de fim de tarde não contasse como barulho.

- Você está machucada? - ele insistiu. Só então ela percebeu que a escuridão a sua volta não significada que ela estava morta. Quando vira o carro se aproximando a tão curta distância, tinha fechado os olhos com força e assim os mantivera até presente momento.

- Eu estou...

Ela abriu os olhos finalmente, percebendo, envergonhada, a confusão que estava provocando estando ali, parada, no meio da rua. Estava tão preocupada em assimilar a situação em que se encontrava que só notou o dono da voz que lhe despertara do choque quando ele perguntou mais uma vez se ela estava bem. O rapaz estava parado junto ao táxi, olhando dela para o trânsito e impacientemente para algo à frente deles, como se relutando em perder alguém de vista. Era um homem jovem, vestido em um uniforme de entregador. Ela teria achado que ele era bonito se estivesse em condições de analisar esse tipo de detalhe.

- A senhorita está ferida? - ele perguntou pela... terceira vez? Não prestara suficiente atenção.

- Não, eu estou bem... - Sango respondeu. Daquela última vez a voz dele soou um pouco mais frenética e ela resolveu concentrar-se em se mexer.

Tentou dar um passo na direção da calçada, mas nada aconteceu.

Aquilo era ótimo, absolutamente perfeito. Estava parada no meio de uma rua em horário nada propício e quando conseguia pensar suficientemente claro para fazer alguma coisa a respeito, suas pernas resolviam não obedecer. Elas estavam tremendo, ainda bambas pelo susto.

- Desculpe, eu sei que não é a melhor hora, mas eu não consigo me mover. - ela ensaiou um sorriso, mas não conseguiu mais que um movimento nervoso com os lábios, sem desviar o olhar dos próprios joelhos.

O rapaz sorriu pela primeira vez. Ele correu até ela e passou os braços por seus ombros conduzindo-a para dentro do carro. Ela o seguiu cambaleante. Estava muito contrariada por ter perdido Kagome e Inuyasha de vista, mas agora não era o melhor momento para pensar nisso. Pelo que parecia, sua busca estava perdida por aquele dia. Provavelmente aquele desconhecido a levaria para um hospital e ela terminaria o dia em uma sala branca, cercada por enfermeiras fazendo perguntas e anotando tudo o que ela dizia em uma ficha. Se tivesse sorte a segurariam lá até o dia seguinte e ela saberia do encontro de Kagome quando ela aparecesse no horário de visitas, preocupada, mas tagarelando sem parar a respeito da maravilhosa tarde que passara e como Inuyasha era especial.

- Continue! - disse o rapaz para o taxista, despertando-a de seu devaneio. O homem por trás do volante já tinha uma certa idade e era tão baixo que mal enxergava por cima do vidro dianteiro. Ao contrário do que qualquer um teria feito, ele não se mostrou contrariado pela demora que ela causara. Sango imaginou que quanto mais tempo eles perdessem ali parados, mais dinheiro ele cobraria de seu desafortunado passageiro. - Inuyasha deve estar naquele prédio cinza. - o jovem anunciou com autoridade, apontando para frente, a um edifício muito alto que devia estar a um bom número de quarteirões dali, mas por ser o mais elevado da região, se podia ver o topo claramente. - Depressa!

Sango deu um salto diante do que acabara de ouvir. Inuyasha? Ele estava procurando um homem chamado Inuyasha? Outra pessoa? Seria coincidência demais. Inuyasha não era um nome assim tão comum.

- Desculpe, você disse Inuyasha? - ela perguntou, ansiosa.

O rapaz a encarou interrogativamente e ela apressou-se em explicar:

- Minha amiga Kagome está com um rapaz chamado Inuyasha e eu estava justamente...

- Kagome é sua amiga? - ele interrompeu.

- Sim.

- Inuyasha é meu irmão... - ele disse. Parecia que ia falar mais alguma coisa, mas ficou um pouco em silêncio, como se escolhendo as próximas palavras. - Eu estou justamente tentando alcança-lo para resolver uns assuntos pendentes.

- Sabe onde eles estão?

- Sim, estamos indo até lá... Desculpe-me, sei que deveria leva-la primeiro a um hospital, mas eu pensava justamente em manda-la para um no mesmo táxi assim que descesse no edifício. Isto é, me parece que a senhorita não sofreu nenhum dano físico e o meu assunto é realmente urgente...

- Tudo bem, já disse que estou bem. De verdade.

O jovem sorriu mais tranqüilo.

- Sendo assim, pode me acompanhar. O que eu tenho para resolver com Inuyasha não deve demorar muito e assim poderá levar sua amiga para casa... Também tem algo a tratar com ela?

Sango corou levemente e olhou para frente, desviando o rosto da mira do rapaz. O que ela poderia dizer? Que estava seguindo Kagome sem nenhum motivo além de curiosidade? Era verdade que achara Inuyasha um homem muito suspeito. Alguma coisa na atitude dele a deixara com um pé atrás e ela sabia que se houvesse mesmo algo errado, Kagome não perceberia até que fosse tarde demais.

Mas o que deveria temer? Isso não estava nem remotamente claro. Tinha que pensar na possibilidade de que talvez estivesse sendo paranóica ou que o histórico de relacionamentos mal sucedidos de Kagome Higurashi acabara por fazer-lhe ver coisas que não existiam.

Ela acabou não respondendo nada e ele não insistiu na pergunta.

- Meu nome é Miroku. - foi tudo o que disse, estendo a mão.

- Sango. - ela retribuiu o cumprimento. - Me desculpe pelo incidente lá atrás... Eu não sou assim, mas hoje... Não sei onde estava com a cabeça.

- Tudo bem. - ele sorriu cordialmente, atento ao edifício que se aproximava. - Essas coisas acontecem. Apesar de tudo, você teve sorte em quase ser atropelada justamente por mim. Digo, já que estamos indo para o mesmo lugar, procurando por duas pessoas que estão juntas nesse exato momento...

- É verdade... - ela concordou. Em seguida pôs-se a imaginar o que faria quando chegassem ao destino. Poderia acompanhar Miroku e encontrar Kagome. Mas e se ela ficasse furiosa por vê-la lá? Não podia simplesmente chegar, sem mais nem menos, e dizer que sentira que havia algo errado com as intenções de Inuyasha. Nesse caso sabia exatamente o que a amiga diria. Começaria reclamando que não precisava de ninguém ditando o que ela tinha que fazer ou com quem tinha que sair ou não sair, que era maior de idade e dona da própria vida. Diria que conhecia Inuyasha, mesmo não sendo verdade, falaria das qualidades dele, de como ele era perfeito e de como estava feliz com ele. Por último lembraria que por ser tão desconfiada, ela mesma não saia com ninguém há muito tempo. Isso desagradaria muito Sango, mas as palavras seriam pronunciadas sem hesitação. Oh, raios, onde ela estivera com a cabeça quando tivera a idéia estúpida de seguir Kagome...?

- Nós chegamos. - disse Miroku já abrindo a porta do carro.

Sango olhou a sua volta e percebeu que estavam parados na frente daquele edifício cinza que viram lá de trás. A construção era elegante, de arquitetura moderna, cor acinzentada nos lados e coberto por janelas de vidro na frente. Ela desceu do carro devagar e subitamente foi acometida pela sensação forte de que havia algo muito errado com aquela situação. Aquele era visivelmente um edifício comercial, com salas para médicos, advogados, corretores... O que Kagome estaria fazendo ali? Será que aquela era a idéia de Inuyasha com relação a um encontro?

- Você tem certeza que eles estão aqui? - ela perguntou antes mesmo de pensar se deveria.

- Não pergunte, apenas me siga.

Miroku começou a andar na direção da portaria a Sango o seguiu, surpresa com o tom de voz levemente irritado dele. Fosse lá o que ele tinha para falar com o irmão, pelo visto não era um assunto agradável. Ela lembrou de Kagome mencionar qualquer coisa sobre o irmão de Inuyasha ser um boa vida e ter problemas com bebida... Mas se era assim, por que ele estava usando aquele uniforme de entregador? Ele absolutamente parecia o tipo de pessoa irresponsável que se embebedava sem motivo algum e ela não conseguia vê-lo em tal posição por mais que se esforçasse.

Os dois passaram pela portaria sem fazer perguntas e foram direto para os elevadores. Uma ou outra pessoa passavam por ali, mas no geral o lugar estava um tanto quanto vazio e quieto. Ninguém esperando para subir ou descer, só os dois. Quando o elevador finalmente chegou, ambos subiram e Miroku apertou o botão para décimo segundo andar.

- Desculpe, mas para onde estamos indo? - perguntou Sango enquanto observava os números do painel, que indicava o andar onde estavam, pular rapidamente do primeiro para o segundo e depois para o terceiro.

- Para o escritório do Kouga, um amigo do Inuyasha. - Miroku respondeu. Parecia estar pouco disposto a entrar em detalhes.

Sango ficou quieta. O silêncio reinou por alguns segundos até a porta se abrir no sétimo andar e dois homens entrarem conversando alegremente. Os dois desceram em seguida os deixando novamente sozinhos. A essa altura a jovem já olhava desesperadamente do painel para o botão que faria o elevador parar e a deixaria descer antes que eles chegassem ao destino final.

Era o único jeito. Se ela esperasse parada até a porta se abrir no décimo segundo andar, sabia que não voltaria atrás. Iria com Miroku até Inuyasha e Kagome e, para o bem ou para o mal, presenciaria tudo até o fim. No entanto, enquanto aquela porta não se abrisse, haveria uma chance de voltar atrás. Ela podia apertar aquele botão e descer no décimo andar, dar a volta para as escadas e descer correndo, tomando o caminho de casa e esquecer que conhecera um homem chamado Miroku, que ele era irmão de Inuyasha, que andara seguindo sua melhor amiga sem nenhum motivo concreto e, claro, torcer para que ela nunca soubesse.

Ela tomou uma decisão, movida pelo pânico, a um segundo de passar pelo décimo andar. Inclinou-se para frente a fim de alcançar os controles do elevador e foi aí que o inesperado aconteceu. A máquina deu um solavanco para cima e para baixo e parou. Sango tentou desesperadamente segurar-se nas paredes lisas da caixa metálica onde se encontrava, mas caiu sem encontrar apoio. A seu lado, Miroku também se desequilibrou e aterrissou de joelhos, soltando um gemido de dor.

- Não me faltava mais nada... - Miroku levantou-se depressa, um pouco tonto pela pancada, e começou a apertar desesperadamente os botões no painel. Nada aconteceu. Ele começou a praguejar baixinho e sua voz saiu em um tom tão desesperado que Sango começou a se preocupar ainda mais com o assunto que ele tinha com Inuyasha, principalmente se isso podia envolver Kagome.

- Você vai ficar ai praguejando contra as paredes ou vir me ajudar a levantar?

Ela ainda estava no mesmo lugar onde caíra, sentada sobre as pernas, observando as atitudes de seu companheiro dos últimos vinte minutos com uma sobrancelha levemente erguida.

Miroku apressou-se em se desculpar e a ergueu ajudando-a a apoiar-se na parede.

- Você está bem? - ele perguntou.

- Sim. - ela respondeu com um sorriso. - Parece que isso está se tornando um mantra entre você e eu... Sabe, perguntar se eu estou bem.

- Eu acho que sim. - ele sorriu também e encostou-se de frente para ela. Parecia mais tranqüilo, apesar de friccionando os polegares nas palmas involuntariamente.

Os dois ficaram em silêncio por alguns minutos quando Sango encontrou os olhos de Miroku em cima dela com um certo brilho de curiosidade. Ela se sentiu imediatamente desconfortável. O que ele poderia estar pensando? Estivera tão preocupada com Kagome e o que ela diria quando soubesse que sua amiga de longa data a seguira, que sequer percebera que estava em um edifício desconhecido, longe de casa, dentro de um elevador, sozinha, ainda por cima com um desconhecido.

Miroku não parecia perigoso e Sango teve que admitir a si mesma que estava muito mais preocupada com a possibilidade dele começar a fazer perguntas que a dele tentar alguma coisa em outro sentido. Não queria ter que dizer algo desagradável a respeito do irmão dele e isso seria impossível se tivesse que falar sobre os motivos dela estar ali. A única outra possibilidade era pensar em uma desculpa realmente boa em apenas alguns segundos. Não, por favor, que ele não perguntasse nada. Os dois poderiam continuar ali, calados, até que fosse tarde demais para encontrar Inuyasha e Kagome. Quando o problema do elevador fosse resolvido, cada um iria para seu lado e aquela tarde ficaria na lembrança. Talvez estivesse sendo egoísta uma vez que não sabia quais os motivos da presença de Miroku, mas não conseguia parar de se perguntar sob que estado mental alterado estava quando dera o primeiro passo atrás de Kagome. Sobre o egoísmo, desde que não arrumasse nenhum problema, ela poderia viver com ele.

- Você tem horas? - perguntou Miroku.

- O que?

- Sabe que horas são? - ele repetiu a pergunta olhando diretamente para o relógio de pulso meio escondido sob a manga comprida dela.

- Ah, são quinze para as cinco...

- Droga! A essa altura Inuyasha já está conversando com o Kouga.

- E isso é ruim?

- Você não entenderia...

- Não se você não tentar me explicar.

- É complicado...

- Alguma coisa com Kagome? - ela perguntou preocupada. Talvez fosse melhor mantê-lo falando afinal de contas. Se houvesse algum problema com Inuyasha, quem melhor para saber do que seu próprio irmão?

- A culpa não é da sua amiga. - respondeu Miroku. - O meu irmão é um irresponsável e eu não quero que ele faça nada de que possa se arrepender depois.

- Está me assustando... - Era verdade. Por que Inuyasha faria algo de que pudesse se arrepender, em um edifício comercial, ainda por cima envolvendo Kagome? - Kagome pode ser meio distraída, mas não é uma garota fácil se é isso que está pensando.

- Oh, não! - Miroku apressou-se em corrigir-se. - Não foi isso o que eu quis dizer. Inuyasha nunca tentaria nada com a sua amiga. Pelo menos eu tenho certeza que ele não faria nada que ela não quisesse... Não com relação a isso.

Sango franziu o cenho, confusa. O que ele queria dizer com "Não com relação a isso"? Inuyasha forçaria algo com relação à outra coisa?

- Ele não tem problemas com a lei, não é?

- Inuyasha gasta tempo demais bebendo cerveja e vendo programas sobre coisas que nunca terá, lugares que nunca verá e mulheres inalcançáveis para ter tempo de arrumar problemas com a lei. O máximo que ele já fez foi conseguir uma multa por dormir em um lugar público. Estava bêbado demais para encontrar o caminho de casa.

Aquilo sim era uma revelação e tanto. Inuyasha dissera a Kagome que o irmão era um bêbado irresponsável, agora esse mesmo irmão dizia o mesmo, mas dele. Qual dos dois estaria mentindo?

- Essa droga de elevador não tem sequer um telefone. - Miroku reclamou consigo mesmo. - Inuyasha tem muita sorte...

- O que você pretendia fazer?

- Eu já disse, impedi-lo.

Ela não perguntou impedi-lo de que. Se ele não estava pensando em passar dos limites com Kagome no primeiro encontro nem tinha problemas com a lei, o que mais poderia estar acontecendo? Quem era o tal de Kouga? E o que ele e Kagome tinham a ver com aquela história toda? Ela estava entendendo cada vez mesmo e, pelo visto, Miroku não lhe diria nada por livre vontade. Ela teria que esperar para ver. Estava quase desejando poder sair dali e ver como tudo acabaria.

- Você não me disse o seu nome, disse?

- Sango. Eu disse lá na rua, mas pelo visto você não estava prestando atenção.

- Desculpe. Esse problema com Inuyasha ainda vai acabar me deixando maluco. - ele se desculpou.

- Pelo menos ele tem alguém que se preocupa.

- É... Alguém que ainda se preocupa... Mas um dia desses eu vou começar a cuidar da minha própria vida e esquecer que tenho um irmão.

Miroku não olhou para ela quando disse aquilo e Sango teve certeza que ele não falava sério. Estava zangado com alguma coisa, mas não era o tipo de pessoa que abandonava alguém de quem gostasse muito enquanto achasse que poderia fazer algo para o seu bem. E ele não estaria ali se não gostasse de Inuyasha. Parecia exatamente o que ela sentia com relação a seu próprio irmão, Kohaku.

- Miroku... Acho que não devo ir com você até onde estão Inuyasha e Kagome. - ela disse o mais sinceramente possível. - Talvez ela não goste de me ver aqui.

Ele deu de ombros.

- Inuyasha vai odiar me ver aqui. Provavelmente vamos ter uma discussão muito feia, mas eu não me importo. Se eu puder despertar o pouco de decência que imagino ainda existir nele, ficarei muito satisfeito em arriscar.

Ela sorriu consigo mesma. Era exatamente como imaginava.

- Acha que vai conseguir?

- Não, mas não conseguirei viver tranqüilo se não tentar. Se você não quiser vir, tudo bem, talvez as coisas não saiam do jeito que eu imagino e quem sabe se ainda terei tempo de fazer alguma coisa...

Dessa vez Sango não respondeu. Limitou-se a imaginar o que estaria acontecendo lá fora enquanto eles estavam ali presos e impotentes. O pensamento de que aquela altura Miroku poderia não ter mais nada que impedir enviou-lhe um calafrio pela espinha. Mais tarde ela não saberia dizer se foram as palavras dele com relação a precisar tentar fazer alguma coisa ou seu próprio pressentimento de que havia algo errado que a impulsionaram e tomar uma decisão, mas naquele momento ela soube que não seria capaz de voltar atrás. O destino, ou fosse o que fosse, a levara até ali e ela colaboraria com ele até o fim.

- Vou com você.

- Hum?

- Quando sairmos daqui... Vou com você até onde estão Kagome e Inuyasha. Eu não sei o que está acontecendo, mas sinto que preciso ir até o fim.

Miroku sorriu balançando a cabeça afirmativamente. Quando abriu a boca para responder, as luzes do painel do elevador piscaram todas de uma vez e ele começou a se mover.

- Parece que a culpa da nossa estadia aqui dentro era sua. - ele manteve o sorriso.

- Eu só espero que esteja tudo bem...

A porta se abriu no décimo primeiro andar e nenhum dos dois quis se arriscar a continuar dentro do elevador. Ambos saíram correndo em acordo na direção da escada. Não demoraram muito a chegar ao décimo segundo andar e Miroku caminhou em passos firmes para a sala onde ele sabia que o irmão estaria.

- Já são quase cinco horas. - disse Sango. - Acha mesmo que eles ainda estão ai dentro?

- Acho.

Ela o seguiu até uma ante-sala onde uma mulher de meia idade datilografava alguma coisa em uma máquina de escrever antiga.

- Com licença, mas eu preciso falar com o Kouga.

Miroku passou direto para a porta ao lado da mesa e tudo que a secretária pode fazer foi dar um grito de protesto. Ela ainda tentou contornar a escrivaninha e impedi-lo, mas era tarde. Sango, mais atrás, ouviu a frase pronunciada por ele com autoridade.

- Inuyasha, você não pode continuar com isso!

A porta se fechou atrás dela e a secretária a impediu de avançar se colocando na frente com uma expressão confusa. Parecia estar pensando se entrava no escritório ou ficava ali e impedia mais intrusões.

- O que você está fazendo aqui, seu idiota? - Tinha sido Kouga ou Inuyasha? Ela não tinha certeza. Pelo visto não haveria problema em ficar ali fora. Da maneira que gritavam, Sango apostaria que o pessoal dos andares vizinhos estavam ouvindo tudo com perfeição.

- Você tem que parar com essa história de herança de uma vez por todas! - gritou Miroku. - Eu não vou deixar que envolva gente inocente, que não tem nada com isso!

Isso foi à última frase ouvida na sala de espera. As próximas pareciam estar sendo sussurradas, mas aquilo era apenas uma suposição. Se a secretária saísse de perto da porta um minuto que fosse... Mas era um desejo infrutífero. A pobre mulher parecia apavorada com a confusão, provavelmente pensando em qual seria a reação do patrão mais tarde, quando este desse conta de que ela não pudera impedir Miroku de entrar.

- Ouça, senhorita...

Sango começou a dizer, mas no mesmo instante a porta foi escancarada e Inuyasha apareceu, segurando Miroku pelo uniforme enquanto era seguido de perto por uma Kagome confusa e um Kouga impassível.

- Eu acho que vamos ter que deixar nossa reunião para outro dia. - disse Inuyasha sem tirar os olhos do irmão. - Miroku e eu temos coisas a acertar.

Os dois saíram juntos sem se preocupar com quem deixavam para trás. Por um momento Sango achou ter visto um brilho divertido no olhar do homem alto ao lado de Kagome, mas tinha que ter sido impressão. Por que o tal de Kouga ia ficar feliz com uma interrupção como aquela?

- E então, querida Kikyou, eu posso leva-la para casa se quiser...

- Sango!

Kagome correu para perto do rosto conhecido da amiga deixando Kouga parado na porta do escritório, com a secretária a encara-lo assustada, como se não o tivesse ouvido. Mas espere um momento... Ele tinha chamado Kagome de Kikyou?

- Sango, o que está fazendo aqui?

- Eu...

- Não importa, ainda bem que veio, vamos embora daqui.

Sem maiores explicações, as duas saíram da sala correndo, de volta para os elevadores.

De pé no mesmo lugar, Kouga finalmente se permitiu sorrir. Tinha grandes planos para Kagome Higurashi quando tudo acabasse.

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CONTINUA

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Quero pedir mil desculpas pela demora!!! Eu estive muito bloqueada com a segunda parte deste capítulo, a de Miroku e Sango... Tanto que fiz uma bagunça com a cronologia... @_@ *sem comentários ^^u* Não aconteceu muita coisa nesse capítulo, não tanto quanto eu queria, mas foi necessário para os meus planos maquiavélicos para o que está por vir. O capítulo estava pronto desde sexta, mas como o fanfiction.net esteve fora do ar, eu provavelmente estarei publicando isto no domingo. ^__^

Peço desculpas pelos erros também... A minha paciência para revisar anda cada vez menor... Deve ser o frio. Quanto ao próximo capítulo, sairá bem mais rápido, talvez até no próximo fim de semana (talvez), porque já sei exatamente o que vou escrever (isso tinha que acontecer ao menos uma vez ^_^).

Meus agradecimentos à Kagome-chan, Chibi-lua (obrigada por ler isso antes, Spooky não sabe o que faria sem a Chibi), Misao-dono (quantos anos faz que eu te disse que atualizaria em uma semana??? Perdão!!!!!!!), Serennity Higurashi, Sayo Amakusa (sim, o Inuyasha superou o Miroku. E se depender de mim, você ainda vai ter muita raiva dele, hehehe), Ana *Hakubi, Dai (obrigada por ler entes também e pelas idéias!! Por ler mais de uma vez... pobrezinha da Dai... ^_^), Artemisa, Kisamadesu (meu bloqueio parece que resolveu tirar umas férias e espero que não volte tão cedo. Quanto ao anti-herói, ele ainda vai mostrar muito do seu lado "canalha", dessa vez eu acho que o fanfic anda mais rápido), Baiken (cão sarnento??? hahaha, coitado do Seisshoumaru. Ele vai aparecer no próximo capítulo, mas eu acho que a Kikyou ficou com a melhor parte... ¬_¬ Muito obrigada pelos comentários!), a Kagome Higurashi pelo E-mail e a todos que leram.

Até o próximo capítulo! Comentários são mais que bem vindos! =^-^x=

madamspooky@hotmail.com