Disclaimer: Inuyasha não me pertence. Esse fanfic tem o único objetivo de divertir.

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Tudo Pela Herança

Por: Madam Spooky

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Capítulo 14 – Em Dilema

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Inuyasha não esperava que as coisas melhorassem de uma hora para a outra, mas pelo menos quando acordou pela segunda vez aquele dia, já passando das duas da tarde, a dor de cabeça tinha desaparecido quase completamente, sendo substituída por uma sonolência e peso bem suportável que ele não sentia desde que passara dezoito horas seguidas vendo a maratona de SOS Malibu no começo daquele ano junto com Miroku. O irmão tinha um conceito estranho de 'programa de qualidade'.

Agora estava sentado no peitoril da janela, observando o pouco movimento de carros na rua. Miroku estava na cozinha adiantando alguma coisa para o jantar e cantarolando uma daquelas malditas músicas de comercial de refrigerante que não se consegue esquecer de tão bobas e irritantes que as letras costumam ser. Nem a música e menos ainda a interpretação eram agradáveis, mas Inuyasha não queria dirigir a palavra ao irmão. Sabia que ele estava tentando provoca-lo e apenas pronunciasse uma frase, recomeçariam a discussão sobre o telefonema de Izayoi e teria que suportar um novo argumento imbecil para como estava sendo cabeça dura em recusar-se falar com ela, uma vez que era mãe deles independente do que ele achava que ela tinha feito.

Como se fosse pouco ela não ter se importado com a morte do marido, pai dos filhos dela, pensou. Ainda não a perdoara por isso e tinha a íntima certeza de que jamais o faria enquanto estivesse vivo.

- Você disse alguma coisa, Inuyasha? – perguntou Miroku, parando o que estava fazendo e olhando na direção do irmão.

Este devolveu o olhar um tanto quarto alarmado. A casa estava silenciosa demais para que qualquer som fosse confundido com uma observação sua. Ou Miroku estava ficando maluco ou ele tinha resmungado qualquer coisa em voz alta sem querer. Balançou a cabeça enquanto soltava farpas pelos olhos, deixando bem claro que não tinha a mínima intenção de falar. O outro, porém, convenientemente ignorou aquela resposta silenciosa e começou a dizer:

- Sobre aquele telefonema...

- Dane-se o telefonema! – gritou Inuyasha, antes que ele continuasse. – Mas será possível que você não entende um não quando escuta um?

Se queria dar um fim aquela conversa, e dar início a mais dois longos anos de paz e sossego sem tocar naquele assunto, era melhor dar toda ênfase a sua decisão. Maldição... Às vezes duvidava que Miroku e ele tivessem o mesmo sangue. Por que os dois não podiam concordar com alguma coisa uma vez na vida? Era pedir demais ouvir da boca do irmão um "você tem razão, Inuyasha" de vez em quando?

- Eu entendo sim – respondeu Miroku, tranquilamente. – Mas vindo de você não tenho motivos para acreditar que seja sua última palavra. Você vive mudando de idéia sobre tudo. Lembra quando disse que meias com estampas de ursinhos era coisa de gay? Olha só para os seus pés agora.

Os olhos de Inuyasha desviaram-se para os pés calçados com meias grossas, estampadas de ursos marrons sorridentes e ele carranqueou mais ainda:

- É lã de primeira qualidade! Além disso, não vou aceitar críticas vindas do cara que dormia com um estúpido coelho de pelúcia até os dezessete anos.

Os dois desviaram o olhar para qualquer ponto da sala por um instante. Era um daqueles momentos em que desejam fervorosamente terem sido filhos únicos. Inuyasha torcia intimamente para que Miroku não resolvesse continuar com os argumentos idiotas para convencê-lo a aceitar o convite que a mãe fizera por telefone. De qualquer maneira, uma coisa tinha que admitir: se tivesse ficado calado sobre o telefonema, não estariam tendo aquela discussão agora. Da próxima vez que estivesse com dor de cabeça, se lembraria de colocar uma mordaça bem presa para que não deixasse escapar nenhuma outra informação como aquela.

- Inuyasha, ela vai se casar. É nossa mãe e quer nos ver presente – insistiu o irmão mais novo voltando a dar atenção às verduras e a carne sobre a pia da cozinha.

- Provavelmente só para não ter que dar explicações sobre o porquê de não estarmos lá – resmungou Inuyasha.

- Poderemos comer de graça.

- Temos bastante feijão em lata e cerveja. Esses casamentos cheios de frescura nunca têm cerveja. Como você espera que eu passe duas horas dividindo o mesmo espaço que Izayoi sem nem um copinho que seja?

- Na verdade eu não me lembro de você dividindo o mesmo espaço com pessoa alguma sem uma garrafa na mão – disse Miroku um pouco irritado. Em seguida sorriu divertido: - Mas veja o lado bom, o noivo é um homem de posses, você pode começar a planejar como vai fazer para passar a mão na herança quando ele morrer.

Inuyasha revirou os olhos murmurando um irritado "muito engraçado". O que mesmo Izayoi tinha dito sobre o noivo? Ah, sim, que era um advogado. Um estúpido advogado! Como se já não tivesse problemas suficientes tendo que suportar Kouga para querer se tornar amiguinho de mais um sanguessuga engravatado daqueles. Se antes já queria distância da mulher que um dia chamara de mãe, agora tinha um novo motivo para isso.

- Miroku, por que você não sai e para de me encher? Não tem nenhum encontro para hoje não? Por que não vai buscar aquela sua namorada cabeleireira... como era mesmo o nome dela...?

- Yura? – Miroku estremeceu. – Dei o fora nela antes que resolvesse fazer mais uma de suas experiências de trabalho usando o meu cabelo como cobaia. Além disso, eu não sou desocupado como você, tenho que fazer umas entregas hoje à noite. Se quer se livrar de mim, saia você. Só tente não se casar com mais ninguém enquanto estiver fora.

Não foi um comentário muito feliz. Falar no casamento fez com que Inuyasha se lembrasse de Kagome e de tudo o que acontecera na noite anterior... novamente. O último telefonema tinha feito com que ele esquecesse completamente do primeiro. Kouga e sua mania se de meter onde não era chamado. Sorriu ao pensar que provavelmente ele acabaria tendo a porta batida na cara se resolvesse realmente ir falar com Kagome. Talvez devesse ter sido mais claro com o advogado sobre a conversa que tiveram. Não achava muito prudente a garota ser perturbada com aquilo quando tudo ainda estava tão recente.

Olhou para o relógio que marcava quase três horas e teve uma súbita idéia. Talvez devesse ir até a casa de Kagome novamente e observar o movimento do lugar. Sabia que seria uma tortura ficar esperando que Kouga telefonasse com seu costumeiro sarcasmo colocando a culpa nele por o plano ter ido por água abaixo. Se encontrasse coragem, poderia até mesmo tentar fazer o que pensara na noite anterior: dar a explicação que achava que ela merecia, fosse qual fosse o resultado.

- Sabe, acho que vou sair sim. Não agüento mais ficar aqui trancado ouvindo você cantar a música ridícula do refrigerante.

- Achocolatado.

- Que...?

- Era a música do achocolatado. Admira-me você, que vê tanta televisão, não saber disso.

- Eu não tenho tido tempo de ficar vendo televisão! – Inuyasha gritou. – Você tirou o dia para me passar indiretas ou essa foi decretada a semana do vamos-irritar-Inuyasha e não me avisaram?

Miroku deu de ombros.

- Acho que foi você quem acordou de mau humor.

Inuyasha grunhiu, mas não respondeu. Foi pegar algumas roupas e uma toalha, apressando-se para conseguir sair antes que fosse muito tarde. Se não fosse pela ressaca teria pensado naquilo tudo e saído ainda de manhã. Suspirou desanimado. Aquela altura Kouga já devia estar fazendo o que quer que tivesse planejado. O advogado não desistiria facilmente da herança, só esperava que não estivesse disposto a ir longe demais para conseguir o que queria.

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Kagome estava sentada no sofá da sala com um livro sobre os joelhos. Era um dos volumes sobre navegação de seu avô, um assunto pelo qual não tinha grande interesse, mas isso não tinha importância naquele momento. Sua mente estava na conversa que tinha escutado sem querer cedo da manhã. Desde que se levantara novamente não conseguira pensar em outra coisa e a dúvida a estava deixando maluca. Se ao menos a mãe e o avô parassem de trocar aqueles olharem cúmplices e depois sorrir para ela como se nada estivesse errado no mundo, talvez pudesse viver fingindo que nada tinha acontecido. Mas se eles mesmos não conseguiam disfarçar na frente dela, como poderia se manter discreta sobre o assunto? Precisa pelo menos saber quão grave era a situação na qual a propriedade se encontrava.

- Interessante esse capítulo sobre veleiros – disse Vovô que tinha se aproximado por trás, sem que ela percebesse. – Só não entendo como você está conseguindo ler com as páginas de cabeça para baixo.

Kagome corou ao perceber o livro virado em seu colo e o virou fitando atentamente as gravuras de veleiros que cobriam toda a página. Acompanhou com o canto do olho o avô que contornava lentamente sua cadeira e se sentava no outro sofá, escorando as costas devagar, como se um movimento mais rápido pudesse fazer com que ela se quebrasse ao meio.

- Faz muito tempo que não dou uma folheada em nenhum desses livros – disse ele ao se acomodar, usando um tom de voz nostálgico e sonhador. – Eles me lembram minha juventude, quando eu costumava velejar todos os fins de semana...

Continuou falando sobre os velhos tempos e Kagome sabia que aquela história duraria horas, se ninguém os interrompesse. Ele acabaria com um relato quase amargurado de como os olhos dele não eram mais o que eram antes, mesmo com as grossas lentes de grau que usava para ler. Enquanto ele falava, ela se aprofundou novamente nos próprios pensamentos, se perguntando a todo o momento se deveria perguntar alguma coisa a respeito da casa, lançar uma indireta, talvez. Vovô era um homem inteligente, mas não era tão cuidadoso com as palavras quanto seria conveniente. Se pudesse desviar a conversa para aquele rumo, ele certamente acabaria deixando escapar alguma coisa.

- Kagome, você está me ouvindo?

A garota levantou a cabeça na mesma hora e sorriu inocentemente. Vovô a encarava parecendo ofendido por ter que interromper o que estava dizendo.

- Estou sim, eu...

- Não minta para mim – ele ordenou seriamente. – Você está estranha desde ontem à noite. E está ai sentada, pensando, desde que Sango foi embora hoje de manhã. Não me venha dizer que está praticando leitura dinâmica com o livro ao contrário. Posso estar velho, mas ainda estou em pleno uso das minhas faculdades mentais.

O sorriso de Kagome morreu com aquelas palavras. Ele tinha dado a oportunidade perfeita para que abordasse o assunto, mas não queria admitir que tinha ouvido uma conversa entre ele e a mãe atrás da porta. Certamente o avô a repreenderia por isso e, se bem conhecia seu gênio, se recusaria a dar qualquer explicação até que tivesse esquecido o assunto. Pensou por um instante como seria mais prudente responder a pergunta, até que se decidiu por fingir que nada tinha ouvido, que apenas o comportamento estranho dele e da mãe quando estavam juntos tinha despertado suas suspeitas:

- Eu estou preocupada sim, mas apenas porque tenho a desconfiança de que há alguma coisa acontecendo e que você e mamãe não estão querendo contar – fez uma breve pausa para avaliar a reação do avô e ficou satisfeita ao notar a surpresa nos olhos dele. – Não pense que eu não tenho percebido a troca de olhares preocupados quando pensam que não estou olhando. Há alguma coisa errada, vovô? Porque se for algo que também me afeta, acho que vocês deveriam me contar.

Pronto, tinha falado. Aquilo era tudo que diria na tentativa de fazer Vovô lhe falar sobre o assunto. Conhecendo o caráter dele, provavelmente a expressão neutra com a qual cobria seus sentimentos significava que estava pesando os prós e contras em dizer a verdade. Talvez o fato de ele temer que fosse falar com a mãe o ajudasse na decisão. Se tudo o que ouvira a respeito do pai fosse verdade, seria duas vezes mais difícil para ela falar sobre aquilo do que para ele.

Esperou encarando-o fixamente, em uma expressão que, imaginava, não dava nenhuma indicação de que sabia mais do que estava dizendo. Quando Vovô finalmente falou, sua voz não continha nenhuma sombra de hesitação, ainda que soasse mais cuidadosa que o normal:

- Kagome, você tem razão em imaginar que há algo nos preocupando e também tem razão sobre isso afetar você, mas quero que saiba que, se não falamos nada antes, isso foi unicamente para não preocupa-la – ele parou e olhou para ela um instante, mas como só viu expectativa no rosto da neta, continuou: - Seu pai era um homem bom e eu sei que você tem as melhores lembranças dele, mas antes de... antes de ele partir, cometeu um erro com alguns homens de péssimo caráter e terminou devendo-lhes muito dinheiro. Você está me entendendo, não é?

Kagome tremeu a cabeça com impaciência. Não gostava quando se dirigiam a ela como se fosse uma criança, mas tinha que perdoar Vovô dessa vez. Ele omitira sobre como o pai adquirira a tal dívida e parecia estar fazendo um esforço além das próprias forças para não pintar um quadro terrível do que estava acontecendo. Ela se enterneceu por isso e amou o avô mais do que em qualquer outra época de sua vida.

- Esta dívida cresceu e nós a herdamos. Se não pagarmos dentro de alguns dias, eles podem nos tomar essa casa.

O velho senhor olhou em volta com os olhos duros, como alguém que está vendo uma miragem e se recusa a aceitar que ela desaparecerá a qualquer momento. Kagome respirou fundo, tentando parecer chocada, mas sabendo que seus olhos não passavam a reação desejada. Era como se de repente, depois de todos os problemas que já tinha enfrentado naqueles dias, isso tudo parecesse natural. A tempestade sobre sua vida ainda estava em curso e ela esperava que esta enfraquecesse gradativamente, não morresse de uma hora para outra.

Apenas uma pergunta ainda a perturbava:

- O que vai acontecer, vovô? – a pronunciou hesitantemente. Se era tanto dinheiro como ele estava dizendo, a resposta era um tanto quanto obvia.

- Eu acho que poderia conseguir um empréstimo com a propriedade como garantia, mas isso levaria mais do que o prazo que nos deram – respondeu Vovô pensativamente. – Se eles nos tomarem a casa, teremos que ir embora para o interior, viver modestamente onde as condições de vida custam bem menos, até termos condições de voltar...

Se é que teremos, foi o complemento aquela afirmação que permaneceu impronunciado. Kagome sabia que se fossem obrigados a sair da casa, não teriam como se manter em Tokyo de nenhuma maneira. Sentiu o coração saltar ao pensar em tudo o que deixaria para trás: suas lembranças, seus amigos, a chance de voltar para a Universidade... E Souta e Shippo teriam que dar muito duro se quisessem chegar a algum lugar vivendo longe da cidade e sem dinheiro que os garantisse uma boa educação. Ela não podia permitir que isso acontecesse. De alguma forma tinha que ajudar... Mas como?

- Vovô, o senhor tem certeza que pode conseguir esse empréstimo?

O senhor olhou para a neta, que se levantara do sofá e andava de um lado para o outro pensativamente, confuso.

- Com a casa como garantia, eu tenho certeza que poderia conseguir o dinheiro – respondeu.

- Em quanto tempo?

- Em um mês... Talvez menos. Por quê?

Kagome passou as mãos pelos cabelos, deu uma volta pela cadeira e pegou o livro sobre navegação, levando-o novamente para a estante.

- Eu preciso pensar sobre isso, vovô. Tente conseguir esse empréstimo. Eu sei que o senhor não está confiante que conseguiremos, mas eu tenho fé.

- Kagome...

Caminhou até o avô e lhe deu um beijo no rosto. Em seguida saiu correndo na direção da porta, o coração batendo insanamente no peito diante da loucura que acabara de pensar. Uma volta pelo bairro seria o bastante. Se quando voltasse para casa ainda estivesse com aquela idéia em mente, então saberia que tinha que fazer alguma coisa a respeito.

A tempestade de problemas estava chegando a seu auge e finalmente a loucura que tinham sido os últimos dias começava a fazer sentido.

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Kagura andava de um lado para o outro no casarão de Tenseiga, segurando a caixinha de música de Rin, se perguntando no que diabos estava pensando quando permitira que a menina viajasse até Tokyo sem a companhia de ninguém.

Rin tinha prometido telefonar todos os dias, mas, fora um breve telefonema de um orelhão no centro da cidade, para dizer que já tinha conseguido encontrar o endereço do apartamento de Sesshoumaru, não entrara em contato como tinha prometido e os patrões – e esses sim telefonavam todos os dias – não estavam mais acreditando nas desculpas que ela dava para evitar que eles falassem com a filha. No primeiro dia Rin estava no banho, no segundo dissera que ela tinha saído com amigos e àquela manhã que elas tinham discutido e ela se recusava a sair do quarto, o que não era lá um fato raro. No entanto, por mais que mantivesse o tom de voz perfeitamente calmo, sabia que um quarto dia sem contato com Rin os deixaria suficientemente desconfiados para uma mudança de planos e, se acontecesse deles voltarem e não encontrarem a menina que deixara sob sua responsabilidade em casa, ela não queria nem pensar. A cadeia seria a melhor das hipóteses.

Ela passou a caixa de música de uma mão para a outra nervosamente antes de sentar e encarar o objeto. Era um artigo fino, a madeira cuidadosamente trabalhada e seu interior parecia ter sido pintado à mão. Devia ter custado caro e ela ficara encantada o suficiente por ele – e, sendo sincera, pela possibilidade de ter por alguns dias aquela enorme casa só para si – que não pensara nas conseqüências do que estava fazendo. Agora tinha que tomar uma decisão antes que a semana acabasse e os empregados que estavam de folga começassem a voltar. Seria fácil calar a boca de um quarto de dúzia deles, mas de todos... Impossível!

Subitamente, sabendo o que tinha que fazer, correu para o quarto que ocupava no primeiro andar e pôs-se a procurar por uma mala dentro do guarda-roupa. Não demorou muito a encontrar. Era uma maleta cinza, onde caberia apenas o essencial, mas serviria perfeitamente. Ocupou a próxima meia hora em enche-la com roupas e objetos de uso pessoal e por último depositou cuidadosamente sobre tudo a caixa de música de Rin. Se a menina se recusasse a voltar com ela poderia prometer-lhe devolver o objeto em troca de sua obediência. Só esperava que ela não estivesse com problemas e, contando com uma sorte ainda maior, que não tivesse encontrado Sesshoumaru como ela nunca achou que encontraria. O jovem mestre de Tenseiga tampouco ficaria contente em ver que a irmãzinha tinha ido ao seu encontro sem a supervisão de um adulto.

Com tudo pronto, Kagura pegou o telefone e discou o número de cor. Só tinha uma pessoa com quem poderia ficar em Tokyo e tinha certeza que ele não faria perguntas, não depois do grande favor que lhe fizera alguns dias atrás.

Esperou apenas alguns minutos antes da voz conhecida soar tranquilamente do outro lado. Exatamente como sempre, pensou antes de responder:

- Acordei o senhor?

- É você Kagura? – o homem perguntou formalmente. Sabia exatamente quem estava falando, a pergunta era muito mais um "por que você está ligando assim de repente?".

- Sou eu mesma, tio. Eu estou com um problema e preciso que me hospede em Tokyo durante alguns dias. Não vou demorar muito, nós nem precisamos nos ver se o senhor não quiser. Só preciso de um lugar para dormir – disse a babá de um fôlego só.

A linha ficou em silêncio e apenas o som de uma torneira ligada e da voz da televisão soando a distância pode ser ouvida por ela.

- Você não está com problemas envolvendo dinheiro, está? Lembre-se o que eu disse sobre isso a última vez que veio me pedir um pequeno empréstimo – respondeu o homem, finalmente.

- Eu sei que não gosta de fazer empréstimos – Kagura retrucou irritada –, mas esse assunto que tenho a tratar não tem nada a ver com o senhor. Eu simplesmente não tenho outro lugar para ficar e lembrei do favor que fiz recentemente, pedindo a Kikyou para levar o Sesshoumaru para longe, exatamente como o senhor me pediu – ela disse a última frase triunfantemente, dando por encerrada a discussão.

- Eu espero que não esteja pensando em me fazer chantagem pelo resto da vida por causa disso, Kagura. Lembre-se que os últimos três pequenos empréstimos que lhe dei foram na faixa dos dez mil dólares e que ainda tenho os papeis que você assinou se decidir de uma hora para outra cobrar centavo por centavo.

- É tão bom fazer parte de uma família que se ama...

- Está resmungando alguma coisa?

- Não!

Kagura engoliu em seco. Sabia que o tio não era homem que brincasse quando o assunto envolvia dinheiro. Suspirou quase se dando por vencida. Talvez, se conseguisse encontrar um lugar barato, tivesse condições de ficar em um hotel até averiguar se Rin estava bem. Seu plano era assim que encontrasse a menina, traze-la para Tenseiga sem perder mais tempo. Quanto mais cedo aquele assunto estivesse resolvido melhor.

Abriu a boca para dizer o mais educadamente que pudesse fingir que não tinha problema, que estaria bem mesmo sem ter certeza de onde ficaria na capital, mas antes que pudesse falar qualquer coisa, o tio se adiantou:

- Você pode vir quando quiser, mandarei preparar um quarto. Só espero que se lembre que a palavra "dinheiro" está proibida de sair da sua boca na minha presença.

- Sim... Sim senhor... - gaguejou confusa.

- Você tem o meu endereço. Não espere me ver, sorridente, esperando na estação.

Com essa última observação, o telefone foi desligado. Kagura ainda passou um bom tempo sentada na cama, apenas ouvindo o som da linha antes de sair do transe e colocar o aparelho no gancho. Seu tio conseguia ser muito estranho quando se esforçava.

Questão da hospedagem resolvida, passou a vasculhar a lista telefônica a procura dos telefones da estação rodoviária. Precisava se informar dos horários dos ônibus que partiriam na manhã seguinte. Até lá teria tudo resolvido para a partida e, dentro de dois dias no máximo, estaria de volta a Tenseiga acompanhada por Rin. Os patrões nunca ficariam sabendo de seu pequeno deslize e então poderia continuar com sua vida de sempre, fingindo que aqueles dias jamais tinham acontecido.

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Kagome não foi muito longe pelas ruas do bairro. Pensou em seguir até o centro e parar na pracinha, mas certamente o lugar lhe traria lembranças sobre Inuyasha que ela estava tentando manter em segundo plano no momento. Agora o mais importante era salvar sua casa e o futuro de sua família e, se o que estivesse pensando desse certo, precisaria esquecer por hora tudo o que Inuyasha lhe fizera e tentar conviver com ele. Suspirou pesadamente. Havia tanto o que pesar... Não seria uma decisão nada fácil. Embora sua maior inclinação fosse fazer o possível e o impossível para ajudar o avô, a solução que via não deixava de ser errada por causa disso.

Estava olhando para baixo, com os punhos cerrados como sempre fazia quando estava muito concentrada em alguma coisa, por isso não viu o homem que se aproximava pelo mesmo lado da calçada em sua direção até que esbarrou no ombro dele com força, quase sendo lançada para trás com o impacto. Imediatamente ergueu a cabeça e começou a pedir desculpas, mas a frase morreu na metade quando percebeu de quem se tratava.

- Mas se não é meu dia de sorte. Kagome Higurashi!

A garota sufocou um grito de indignação ao ouvir seu nome sendo pronunciado por ninguém mais ninguém menos que Kouga, o advogado cúmplice de Inuyasha. Ele a encarava com um enorme sorriso no rosto – do tipo que seu avô chamaria sorriso-de-vendedor-de-seguros – e tinha a expressão de quem realmente estava radiante em vê-la. Pois sim, no mínimo Inuyasha falara dos acontecimentos da noite anterior e ele estava ali para tentar faze-la mudar de idéia sobre se afastar indefinidamente dele, pensou Kagome ao mesmo tempo em que acrescentava mais um motivo para manter distância daquela dupla de vigaristas.

Já abria a boca para despachar o rapaz com uma resposta mal educada quando pensou melhor. Já que tinham se encontrado, talvez fosse uma boa oportunidade de descobrir mais sobre a herança e sobre qual era o plano que estavam combinando todo aquele tempo. Se houvesse um jeito de fazer as coisas o menos desonestamente possível, talvez... Mais no que estava pensando? Não existia uma maneira honesta de roubar a herança de alguém!

- Você está bem? – perguntou Kouga com um sorriso assustado.

Kagome olhou para ele com cara de poucos amigos. Pelo visto tinha denunciado seu conflito por meio de expressões. Suspirou cansada. Era melhor saber de uma vez por todas o que o advogado queria antes que pudesse começar a sondá-lo. Cruzou os braços e o fitou fixamente, esperando que falasse.

- Então... – ele disse, limpando a garganta. – Soube que você e Inuyasha tiveram uma briguinha...

A garota descruzou os braços e ergueu a sobrancelha esquerda. Uma briguinha? Era assim que Inuyasha encarava o que tinha acontecido? Pior ainda: tinha tido coragem de pedir ao amigo que intercedesse por ele como se não tivesse sido nada? Além de um vigarista ele estava se mostrando um grande covarde. Segurou a vontade de despejar tudo o que estava pensando em cima de Kouga e esperou que ele continuasse. As próximas palavras, porém, foram exatamente o que ela menos desejava ouvir:

- Você e Inuyasha pareciam estar se dando muito bem. Vai deixar que uma briguinha sem importância atrapalhe isso? Eu sei que ele é um cara imaturo, chato, intratável na maioria das vezes, completamente estúpido, sem falar inútil, mas...

- Mas você acha que todas essas qualidades fazem dele o homem perfeito para mim.

- Isso! – disse Kouga. Imediatamente se deu conta da bobagem que falou e pensou bem nas próprias palavras antes de acrescentar, em tom de voz bem macio: - Porque você é uma boa influência para ele. Inuyasha é um inútil, mas eu sinto que estando com você, ele é capaz de mudar. Sabia que ele até andou falando em procurar emprego? Sem falar que não bebe há dias... O episódio do casamento não conta...

Kagome não sabia se chorava de raiva ou se gargalhava da cara de pau que Kouga tinha em vir lhe dizer tudo aquilo. Pelo visto ele não sabia que ela tinha descoberto sobre seu papel no plano para tomar a herança de Kikyou e não tinha nenhuma disposição para explicar isso. Se ao menos ele parasse de falar sobre Inuyasha e abrisse alguma brecha para ela introduzir alguma das milhares de perguntas que estavam passando pela sua cabeça... Mas ele parecia estar disposto a continuar falando até conseguir o que queria. Talvez se dissesse o que ele estava esperando ouvir...

- Inuyasha vai ficar perdido sem você, vai se afundar outra vez, não entende? – dizia Kouga. – Precisa dar uma chance para ele, Kagome. Sei que você é uma garota inteligente e...

- Tudo bem – ela o interrompeu.

- Tudo bem? – o advogado perguntou confuso. – Tudo bem o que?

- Ora, tudo bem – Kagome girou os olhos. – Estamos falando de que por acaso? De política? Eu disse que tudo bem, eu falo com Inuyasha – nem que seja para você calar essa boca e me deixar tentar descobrir o que estou pensando, acrescentou mentalmente, irritada pelo rapaz considera-la tão idiota a ponto de sequer pensar em um argumento que fizesse sentido.

- Mas isso é ótimo! – Kouga abriu um enorme sorriso. – Eu a acompanho.

Os dois se encararam por um instante. Kagome sem saber o que devia ter entendido, Kouga mantendo o sorriso-de-vendedor-de-seguros.

- Acompanhar? Acompanhar a mim? Posso saber para onde? – perguntou Kagome por fim.

- Ora, onde? Acompanhar até o apartamento de Inuyasha...! Eu não tenho o dia todo sabia? Eu trabalho, sou um homem de responsabilidade, mas para mim os amigos vêm sempre em primeiro lugar – disse Kouga, solene. – A felicidade do meu bom amigo é tão importante como se fosse a minha própria e, claro, estou pensando em você também, Kagome.

Aquele sorriso estava começando a irritá-la mais. Kouga estava extremamente parecido com um lobo faminto da maneira confiante com a qual a olhava, como se tivesse certeza que a presa caíra em sua armadilha e não tinha mais como escapar. O olhar a incomodava e desviou o rosto para o lado, imaginando o que devia dizer para livrar-se daquele compromisso ao qual ele estava tentando arrasta-la. Por nada no mundo iria até o apartamento de Inuyasha aquele dia. Não o faria nem mesmo pela salvação de sua casa. Uma coisa era ser desonesto com os bolsos de alguém, outra muito diferente com os sentimentos dessa mesma pessoa. Fingir que perdoara Inuyasha estava fora de cogitação.

- Eu não posso ir ao apartamento de Inuyasha agora, meu avô está me esperando em casa. Eu falo com ele por telefone mais tarde – disse tratando de afastar-se de Kouga.

Durante aquela conversa eles tinham caminhado na direção do centro sem que ela percebesse. Tinha que acabar com aquilo e voltar para casa o mais rápido possível.

- Você parecia estar passeando muito tranquilamente para quem era esperada em casa com urgência – respondeu Kouga sem deixar de esboçar aquele sorrisinho irritante.

- Naquela hora eu ainda tinha tempo, mas você tomou o que me restava. Eu já disse que falarei com Inuyasha, não acredita em mim?

Kouga deu de ombros.

- Você pode estar falando isso apenas para se livrar de mim – disse. – Vamos lá, eu a trago em casa se achar que está muito tarde. Eu só quero que vocês façam as pazes, não imagina o quanto é importante para mim.

- Ficaria surpreso... – Kagome sussurrou consigo mesma.

O advogado fez menção de continuar andando, mas vendo Kagome parada na calçada, sem nenhuma intenção de acompanhá-lo, voltou e segurou-a pelo pulso.

- O que está pensando ai parada como uma boba? Vai deixar Inuyasha esperando?

Kagome puxou o pulso para si, mas não conseguiu se livrar da mão dele.

- Quer, por favor, me soltar? Eu sei andar sozinha e se não estiver com vontade de falar com Inuyasha eu não vou e pronto! – gritou.

- Mas você não entende...

- Não, é você quem não entende! Solte-me...

Ela esperou que sua ordem fosse obedecida sem desviar os olhos de Kouga. Por sua vez, este a encarava como se nunca a tivesse visto antes e continuou segurando-a firmemente sem parecer ter a mínima intenção de solta-la enquanto não decidisse acompanha-lo como estava querendo. Kagome sorriu, cerrando os dentes. Era tudo o que estava querendo para descarregar a raiva que acumulara todos aqueles dias. Sem nem mesmo pensar, fechou a mão que continuava livre e deu impulso acertando o queixo do advogado com o máximo de força que conseguiu acumular.

Ao sentir o pulso livre e o olhar chocado do rapaz, sorriu, respirando fundo, sentindo-se bem pela primeira vez desde que descobrira ser apenas um fantoche nas mãos de Inuyasha.

- Sua doida, o que...

Kouga começou a falar, mas nesse momento um policial uniformizado apareceu sem que nenhum dos dois percebesse e olhou de um para o outro curiosamente.

- A senhorita está com a algum problema? – perguntou a Kagome.

- Não, pelo contrário – ela respondeu. – Fazia tempo que não me sentia tão bem.

E, aproveitando que o advogado não ousaria fazer mais nada na frente do homem da lei, saiu quase saltitando na direção de casa. Podia não ter conseguido decidir-se sobre o que fazer para ajudar a família, mas pelo menos estava outra vez de bem consigo mesma. E de uma coisa ela estava certa: ninguém nunca a trataria como uma marionete novamente.

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- Ela não está em casa?

- Já disse que não!

Inuyasha ignorou o garotinho que lhe estendia a língua e se sentou no batente da porta da casa. Estava nervoso como um colegial prestes a chamar a garota mais bonita da sala para sair, mas se mantinha firme na posição. Decidira tomar aquela última iniciativa e explicar tudo a ela e era exatamente isso o que ia fazer. Seu coração batia descompassado ao mínimo pensamento de que a cena da noite anterior se repetiria, mas doze horas já tinham se passado e muita coisa podia mudar em doze horas. Eles nem mesmo precisaram de tanto tempo para se casar... Talvez ela tivesse pensado a respeito durante a noite... Pelo menos queria acreditar que não tinha sido fácil para ela suportar aquelas últimas horas assim como não fora para ele.

- Vamos logo Shippo!

Os pensamentos de Inuyasha foram interrompidos pelo grito de Souta e só então ele percebeu que o irmão mais novo de Kagome não tinha saído de perto, mas continuava olhando para ele de cara feia.

Um garotinho encrenqueiro que o odiava... Era o mínimo que merecia depois de tudo o que fizera a ela. Suspirou e exibiu um sorriso fraco, pouco disposto a se irritar com aquele pequeno castigo.

- Você vai continuar sentado ai o resto da tarde, cara de cachorro?

Uma veia pulsou na testa de Inuyasha, mas ele forçou-se a continuar sorrindo.

- Como vai o seu braço, Shippo? – perguntou civilizadamente. Pelo menos tão civilizadamente quanto era possível fingir.

- Ah, está tudo bem – respondeu o menino passando a mão pelo gesso já completamente rabiscado com os nomes de familiares e amigos. – Minha mãe disse que eu fui muito corajoso! – acrescentou orgulhosamente, estufando o peito.

- Ah, claro que sim... – respondeu Inuyasha mais relaxado. – E espero que saiba que foi uma grande burrice subir naquela árvore, deve ter deixado sua mãe e seu avô mortos de preocupação.

Shippo pareceu pensar sobre aquilo e por fim acabou dando de ombros e exibindo um sorriso com dentes faltando:

- Eles são minha mãe e meu avô, estão sempre mortos de preocupação.

Os dois sorriram um para o outro e permaneceram assim por alguns instantes até que Shippo se lembrou que não deveria estar sorrindo para o cara de cachorro e fechou a cara outra vez. Não que não gostasse de Inuyasha. Ele até mesmo parecia legal. O problema era que ele era um dos irmãos de Kagome, um homem da casa que tinha a obrigação de tomar conta dela. E odiar todos os namorados que ela apresentava era parte integrante dessa obrigação.

- Vamos logo, bebê! – gritou Souta outra vez, mantendo-se a distância, segurando uma bola de futebol.

- Não sou bebê! – gritou Shippo e correu na direção do irmão. A meio caminho parou e olhou para trás, novamente na direção de Inuyasha. – A minha irmã vai demorar, melhor você voltar outro dia.

Inuyasha acenou para ele, nem um pouco disposto a sair dali, e ainda o ouviu resmungar enquanto corria: "eu não sei o que Kagome viu naquele cara de cachorro..."

Balançou a cabeça, rindo consigo mesmo. Os dois meninos, correndo pelo jardim como estavam, faziam-no lembrar dele mesmo e Miroku quando eram crianças. Podia dizer que tivera uma infância feliz e, naquela época, pensava que quando estivesse com a idade que tinha agora já teria abraçado o mundo todo. Que decepção para o garotinho que ele foi um dia... Jamais teria concebido encontrar a única chance de ter uma vida decente em roubar dinheiro de Kikyou, enganar uma outra garota no processo e se arrastar atrás dessa última quando se visse apaixonado por ela e sem nenhuma chance de tê-la de volta.

Espere um minuto... Apaixonado?

- Inuyasha?

O rapaz sobressaltou-se ao ouvir a voz de Kagome. Não a tinha visto se aproximar, mas ela estava parada bem na sua frente, olhando-o com uma expressão neutra.

Pelo menos não havia desprezo nos olhos dela, pensou enquanto se levantava. Mais atrás, Shippo e Souta tinham parado de jogar para observá-los. Sentia que o mundo inteiro os estava observando. Ele não podia falhar agora.

- Kagome, eu vim...

Começou a dizer com a voz tremulando de nervoso, mas foi interrompido pela afirmação fria dela:

- Você não precisa me explicar mais nada. Eu quero saber todos os detalhes do seu estúpido plano e quero saber agora.

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CONTINUA

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Finalmente eu termino um capítulo e não tenho que pedir milhares de desculpas pela demora. Deve ser a emoção de ter descoberto finalmente como vou terminá-la.

Respondendo aos comentários ao último capítulo:

Naru: Não, na verdade eu não acho os seus comentários desnecessários (até porque eles me fazem rir lunaticamente). Agora sobre nunca mais dizer que vou apagar alguma coisa... Preciso dizer que é impossível? Obrigada pela ajuda com esse capítulo!!

Kisamadesu: Bom, como eu estava de prontidão te acordando, então acho que não saberemos dessa vez, não é? :P Dessa vez nem deu tempo deixar saudades (ao menos uma vez eu tinha que conseguir). Obrigada pelo comentário!

Hell's Angel-Heaven's Demon: Que nada, não tem que te doer dizer isso até porque estamos empatadas, foi o capítulo que eu menos gostei de escrever. Daqui por diante vou deixar os sentimentos mais implícitos, como antes, ou não chego ao final nos próximos cinqüenta anos (exagero). Espero que tenha gostado mais desse aqui. Obrigada!

Bella-chan: Bom, ai está o fora do Kouga. Particularmente adorei escrever isso, ele estava merecendo. Ah, que é isso, o Sesshoumaru é muito... (sem palavras) o-o Você entendeu. Nem precisou falar nada, eu não demorei. ainda assustada com isso. Obrigada pelo comentário.

Letícia Himura: Este capítulo também não ficou muito grande, mas eu resisti ao impulso de completar com alguma coisa. Nenhuma cena me ajudaria muito dessa vez e eu terei razões para escrever mais nos próximos. Fico feliz que esteja gostando dessa história. Obrigada.

Chibi-lua: Obrigada por ser minha vítima de novo, Chibis. Você sabe como eu tenho preguiça de revisar depois que escrevo. ;;; O final está a caminho, já a parte do feliz... he he he... Obrigada.

Lilaclynx: Acho que você tem razão sobre o meu terrível hábito, mas... é tão divertido. XD Espero o seu fic do Sessh. Obrigada.

Bom, agora sim eu vou dar um tempinho e atualizar os outros fics – especialmente Eclipse, que estou enrolando e enrolando com uma cena... –, mas a proximidade do final está me deixando animada e acho que o 15 não demorará muito.

Até o próximo e, por favor, me digam o que acharam.

Madam Spooky