N/A: FullMetal Alchemist não me pertence... nem o Roy Mustang... o que é uma pena...

Oi pessoal, desculpem mais uma vez a demora... eu ainda estou tentando adivinhar como se posta aqui

Por isso peço que tenham paciencia comigo ...


O tenente segurou o braço dele o levou até sua sala, adiando assim o que Mustang havia planejado.

Chegou o fim do expediente. - " É uma boa hora para obrigar Riza a conversar" – pensava o coronel seguindo-a até o automóvel.

Mais uma vez o trajeto foi silencioso, Roy encostou seu braço na janela e a mão segurava o rosto, ele observava a tenente que dirigia pacientemente pela rua escura. Quando percebeu aquilo Riza, sem olha-lo perguntou:

- O que foi coronel? Por que está me olhando? Algum problema?

Roy soltou um suspiro impaciente com aquelas perguntais, as quais ambos sabiam as repostas.

- Sim, há apenas um problema aqui, você! – respondeu sem deixar de fitá-la

- Eu? – ela perguntou sem entender bem o que ele dissera parando o carro na frente da casa de Roy

- Exato, agora não tente fugir – e com um estalar de dedos incendiou todo o entorno do carro formando um circulo.

Boquiaberta a tenente olhava o fogo a sua volta.

- Olhe para mim. – ele disse segurando-lhe o rosto e com a outra mão afastando alguns fios loiros que escondiam os belos olhos vermelhos.

- Não sei do que voce tem medo, mas precisamos conversar sobre o que quase aconteceu entre nós...

Riza tentou virar o rosto para não ter que olhar para aquelas gemas de um negro tão profundo. Mustang não permitiu.

Então ela resolveu não mais se conter e levar a conversa adiante.

- Tudo bem, prossiga. – ela disse aparentando calma.

- Muito bem – ele suspirou – eu lhe devo desculpas, eu não devia ter agido daquela forma, a bebida mexeu comigo, voce tentou me ajudar e eu quase... fiz uma enorme besteira. – ele dizia agora sem conseguir fita-la.

FLASHBACK

Três semanas antes

- Hey coronel, o senhor tem algum compromisso hoje depois do trabalho? – perguntou Falman

- Não, por que?

- Hoje é meu aniversário, vamos para o bar festejar, pensei que o senhor gostaria de nos acompanhar, até a tenente Hawkeye vai. – exclamou Falman

Roy pensou por alguns segundos e resolveu ir para tentar se distrair um pouco e quem sabe encontrar uma nova namorada, quinze minutos depois estavam todos sentados num bar próximo ao quartel onde soldado e oficiais costumavam se encontrar.

- Um brinde ao nosso amigo Falman. – disse Breda erguendo a enorme caneca de cerveja.

E todos da mesa brindaram, inclusive Riza que em silencio tomava um suco. Roy depois de quatro copos já estava demasiadamente " solto", ria muito e falava alto, mexia com as oficiais da mesa vizinha e piscava para Hawkeye. Quase todos da mesa já se mantinham sob o efeito do álcool exceto a tenente que continuava impassível, observando tudo.

Quando o relógio marcou 11 horas, Riza se levantou e disse:

- Até amanha senhores.

- Hey es...espere ai tenente, voce vai me levar para casa! – disse o coronel segurando-lhe o braço.

- Está bem, vamos então. – ela disse pacientemente esperando que ele se levantasse e a seguisse.

- O senhor ficará bem? – perguntou Hawkeye ao chegarem até a casa dele.

- Não sei, poderia entrar comigo e acender as luzes? – ele pediu saindo do carro, mal esperando a resposta.

Sem muita escolha ela desceu e foi até a casa, abriu a porta para ele, acendeu a primeira lâmpada e ia se despedir quando ele a impediu dizendo que devia leva-lo até o quarto já que não se sentia bem para subir as escadas.

Hawkeye suspirou profundamente e cedeu, passou um braço dele pelo seu pescoço e subiu com ele. Ao entrarem no aposento notou a simplicidade do lugar, apenas uma cômoda, o guarda-roupas e a cama (de casal), parecia o seu quarto.

Ela o levou até a cama e o deitou, algo a impedia de sair dali, então se sentou e permaneceu lá por meia hora, observando-o dormir (e roncar). Mustang se levantou de repente e que assustou a pobre tenente, se sentou na cama parecendo mais sóbrio, fitou Riza que estava de pé e sorriu. Sem entender muita coisa ela disse boa noite e quando ia sair o ouviu dizer:

- Obrigado por me ajudar.

Riza meneou a cabeça e colocou a mão na maçaneta, virou-se dizendo:

- Cuide-se

- Espere ai! – ele pediu se levantando e indo em direção a ela.

Segurou uma das mãos e passou a ponta dos dedos pela palma clara. Ela o fitou Roy sem se conter tocou seus lábios nos dela e depois aprofundou o beijo enlaçando-a pela cintura. Surpreendentemente Riza correspondeu e passou seus braços pelo pescoço dele aproximando-os mais ainda.

- " Isso é errado" – gritavam as consciências de ambos, mas seus corpos não obedeciam.

Ele a apertou contra si e a guiou até sua cama, sem deixar de beija-la. Deitou-a e desfez o coque deixando livre os cabelos loiros. As jaquetas foram arrancadas quase desesperadamente. Então ecoou no quarto um leve gemido que para constrangimento de Riza reconheceu como seu...

Ela se levantou bruscamente pegou a jaqueta e saiu correndo como uma criança que faz algo errado.

Passaram-se semanas sem que os dois tocassem no assunto, o que não era difícil já que estavam habituados a não conversarem sobre coisas pessoais.

- Acho que desculpas apenas não é o suficiente. – ele disse ao ver Riza olhando para a rua com o rosto sério e sombrio, ele nem fazia idéia do que se passava dentro daquele solitário coração.

Era terrível ter que lembrar de tudo aquilo e ainda ouvi-lo se desculpar, dizer que aquilo não deveria ter acontecido...

- Cale-se coronel. – ela disse a cabo de alguns segundos. – Não há nada a ser perdoado e sim esquecido. – falou esfregando os olhos num sinal de impaciência, tudo o que ela queria era fugir daquele carro e não mais ouvir aquela voz, mas o fogo a impedia; então ela suspirou e completou: - Somos adultos, agora se me permite eu gostaria de ir embora, já está tarde.

Ele nada fez, algo o impedia de fazer qualquer movimento, tentou assimilar a conversa e em fim fez com que o fogo se apagasse dando mostras do por que era chamado Flame Alchemist e era tão respeitado, viu-a caminhar lentamente pela rua, com sua pose séria de sempre e sem olhar para traz.

Não tocaram mais nesse assunto

Alguns dias depois numa manhã a tenente apareceu logo cedo no escritório do coronel Mustang, havia alguns papeis que requeriam sua assinatura.

- Bom dia senhor – cumprimentou depois de prestar continência. – Aqui estão as ordens de recolocação de soldados e ...- ela deu uma pausa.- uma carta de uma mulher endereçada ao senhor.

Colocou os papeis sobre a mesa a carta, ficou esperando alguma ordem, mas observou que o tempo todo desde que ela entrara até agora o coronel permanecia sentado com seus óculos escuros. Eles caíram e ela viu que Roy dormia profundamente.

- CORONEL MUSTANG!!! – ela gritou muito nervosa.

O coronel acordou num sobressalto e ainda arfante perguntando o que era.

Riza fechou os olhos, balançou a cabeça num gesto negativo e disse novamente por que estava ali.

- Essas são as ordens de recolocação – apontando para os papeis sobre a mesa – de alguns soldados e uma carta de uma mulher end...

- Uma mulher!? – ele a interrompeu pegando o papel rapidamente, abriu e leu.

Ela se mantinha ali parada esperando, mas sentia uma onda(quase uma tsunami ) de ciúmes percorrer-lhe o corpo.

Roy depois de ler sorriu maliciosamente, se levantou colocou a carta no cesto de lixo e a incinerou.

- Mais alguma coisa coronel?

- Sim. – ele disse fitando-a intensamente. – Quero que venha jantar comigo essa noite.


Ai está ! Espero que gostem

Agradeço muito pelas reviews!!!!!!! E peço que continuem mandando-as pra mim, elas me ajudam muito

Até o proximo cap

Bjus