N/A: FullMetal Alchemist não me pertence, sim a titia Arakawa!!
Primeiro tenho que me desculpar pela demora novamente!!
Tenho andando sem tempo...
Mas não vou enrolar mais, espero conseguir postar todos os capitulos dessa fic e da The Marriage!
Então leiam e divirtam-se (sem moderação XD)
Relembrando:
Ela se mantinha ali parada esperando, mas sentia uma onda (quase uma tsunami ) de ciúmes percorrer-lhe o corpo.
Roy depois de ler sorriu maliciosamente, se levantou colocou a carta no cesto de lixo e a incinerou.
- Mais alguma coisa coronel?
- Sim. – ele disse fitando-a intensamente. – Quero que venha jantar comigo essa noite.
Cap 4
Muito espantada a tenente ficou estática sem dar uma palavra, com os olhos muito abertos parecendo não acreditar no que acabara de ouvir.
- Você vem ou não tenente Hawkeye? – perguntou Roy ao ver que ela não respondia.
- Bem eu ... eu não posso. – ela balbuciou sacudindo a cabeça para afastar o espanto.
O coronel ficou sério, cruzou os braços e perguntou por que não.
- Ah por favor coronel, não é adequado oficiais e subordinados saírem juntos! – ela exclamou como se aquilo não fosse obvio o suficiente.
Roy suspirou e disse calmamente fitando-a com um sorriso maroto nos lábios.
- Se você não for tenente eu a farei ir a força.
- Duvido muito coronel... – ela desafiou
- Poderia seqüestrar Black Hayate , ou quem sabe incendiá-lo ou talvez outra coisa mais cruel. – falou como uma criança travessa.
Riza acabou aceitando o convite (que mais parecia uma ordem) mas deixou muito claro que só iria para manter o bem estar do seu animalzinho.
- Tudo bem tenente, quero que vá deslumbrante, vamos fazer uma pequena cena de ciúmes em alguém. – ele falou se sentando novamente.
- Cena de ciúmes? – perguntou ela.
- Sim, mas agora vamos voltar ao trabalho. – e fez um sinal para que ela se retirasse.
Na sua sala Riza tentava entender que espécie de cena de ciúmes Roy estaria falando, foi quando se lembrou do que ele dissera: "Quero que vá deslumbrante" aquilo encheu-a de raiva: "- Como ele é idiota" – pensou ela cada vez mais nervosa, mas a curiosidade logo fez com que a tenente se esquecesse disso.
À tarde ela ia saindo de sua sala distraidamente quando esbarrou em Roy desequilibrando-se, para que ela não caísse, ele num impulso segurou-lhe os ombros, ambos se olharam por muito tempo, Riza foi quem desviou o olhar daquelas profundas gemas negras e recompondo-se disse:
- Desculpe - me coronel, o senhor queria alguma coisa?
- Como? – perguntou ele ainda fitando seus belos olhos vermelhos, absorto.
- Bem, o senhor estava indo pra minha sala... – ela apontou para o recinto.
- Ah sim! – ele acordara do torpor. – queria apenas dizer onde você deve me encontrar já que não poderei ir busca-la devido a alguns problemas.
Entregou um papel com o nome de um famoso restaurante da Cidade Central e a hora que ela deveria estar lá.
- "Nem um pouco romântico" – ela pensou vendo-o se encaminhar para o corredor.
Às 20 horas Riza devia estar no local indicado, Roy dissera que ela não precisaria leva-lo para casa. Sendo assim a tenente foi se arrumar, estava disposta a impressionar seu coronel.
Mustang já estava no restaurante meia hora antes da hora marcada, observava as mesas ao redor todas ocupadas por casais e apenas uma vazia. Alguns minutos depois uma belíssima jovem entrou acompanhada de um homem de igual beleza, os dois tinham os cabelos dourados e ela trajava um elegante vestido vermelho com um exagerado decote nas costas e na frente. A mulher passou por ele e com um sorriso cumprimentou:
- Ora se não é Roy Mustang, o nosso herói. Como vai?
- Muito bem Lisa. – ele disse sorrindo.
- Esse é meu namorado Alfred. – ela apresentou o rapaz e esperou que se cumprimentasse. – Mas é uma enorme coincidência nos encontrarmos aqui depois de tanto tempo, não é mesmo!?
- Sim, é incrível! – disse Roy
- Bem, até logo então, Roy...Mustang. – ela se despediu sorrindo maliciosamente, ele apenas retribuiu. O casal se sentou numa mesa à frente da dele.
O coronel quase babava enquanto observava o decote de Lisa e seu colo a mostra.
- Aham, aham! – fez Riza tentando fazer com que Roy notasse sua chegada.
Quando ele se virou ficou maravilhado com tamanha beleza, Riza trajava um longo vestido preto de seda, que delineava suas formas, formas que seu uniforme escondia tão bem. Soltara seus cabelos e fizera duas tranças na altura das têmporas que iam ate o pescoço e se ligavam.
Roy nada disse, estava boquiaberto com a visão que tinha, ele se levantou e ela pode ver também a elegância dos seus trajes; um terno preto e uma bela gravata da mesma cor da roupa.
- "Ele está lindo" – pensou ela enquanto Roy arrastava uma cadeira para que se sentasse.
Na mesa da frente a mulher fitava a companhia do coronel e se consumia de inveja, ciúmes e despeito.
- Você é mesmo muito obediente! - ele disse para Riza quebrando o silencio de cinco minutos de observação e êxtase de sua parte.
- Não entendi – disse ela
- Pedi para que viesse deslumbrante, e você o fez, até superou... - ele respondeu sedutoramente.
Riza ficou ruborizada e assim que voltou a fachada compenetrada de sempre ela o repreendeu.
- Pare de brincadeiras coronel!
Ele sorriu e respondeu a reprimenda.
- Primeiramente, não me chame de coronel, de senhor ou qualquer outro tratamento formal, não estamos no quartel e você sabe disso, segundo, eu não estou brincando Riza.
Mais uma vez a tenente ficou vermelha diante do tratamento e da afirmação.
- Aquela é a mulher que eu esperava encontrar aqui hoje. – ele disse depois de alguns segundos apontando com os olhos para a mesa da frente.
Hawkeye olhou também e ficou observando a bela jovem e o rapaz.
- Ela é muito bonita. – admitiu Riza com uma ponta de tristeza na voz.
- É sim, nos tivemos um "caso" quando eu entrei para o exército. – explicou ele.
- Entendo...
Passaram-se muitos minutos cerca de um quarto de hora sem que nem mais uma palavra fosse trocada entre eles, enquanto na mesa da frente o casal ria e conversava animadamente. Roy perdeu a paciência e disse:
- Assim não é possível! Como irei fazer ciúmes naquela mulher se minha acompanhante nem mesmo abre a boca?!
Riza nada respondeu continuou tomando seu vinho calmamente como se não o tivesse escutado.
- Vamos lá! Diga alguma coisa! – ele disse quase implorando.
- O que por exemplo? – ela perguntou impassível.
- Bem... – ele pensou por alguns segundos. – quais seus planos para o futuro? Já que agora não temos mais conflitos nem guerras e tudo esta resolvido.
- O senhor sabe que não se sai do exercito assim tão facilmente e além disso guerras podem surgir a qualquer momento. Eu apenas quero permanecer como estou...
Roy moveu a cabeça num sinal negativo sorrindo.
- Nada de casamentos, filhos ou "casos"?
- Não tenho tempo para isso... – ela respondeu rapidamente.
- Concordo – disse Mustang erguendo o braço para o garçom e voltando-se para ela prosseguiu. Não quero que se ocupe com essas coisas...
- Como assim? – perguntou ela com uma sobrancelha erguida.
- Ora é simples, se você deixar o exército ou encontrar alguém, quem tomara conta de mim? – ele respondeu ainda sorrindo. Era a primeira vez que ele admitia o papel de Riza na sua vida.
- Depois daquilo o tempo passou e eles acabaram numa conversa muito entusiasmada e se esqueceram do motivo que os levara ali
Riza começou a beber sem controle e o coronel teve que ajuda-la a sair do restaurante, nem mesmo se despediu de Lisa.
- Vamos, já esta tarde. – ele disse colocando a mão nas costas dela assim que desceram do carro em frente ao lugar onde Hawkeye morava. Aquele toque fez com que ela se arrepiasse.
Ao entrarem ele acendeu as luzes e se aproximou dela, olhou no fundo dos seus olhos e disse:
- Cuide-se Riza.
- Espere coronel. – ela falou cambaleante e caiu dormindo nos braços dele.
Roy sorriu, erguendo-a levou a tenente até sua cama e ficou de pé observando-a dormir, se lembrou da noite onde as posições estavam invertidas
- " Ela parece um anjo" – pensou, se sentando na cama e afastando alguns fios loiros daquele lindo rosto, depositou um suave beijo na testa dela o que a fez acordar ainda sob o efeito da bebida.
- Ah coronel... – ela disse se sentando e segurando o braço dele. – Não me deixe aqui sozinha... já permaneci só por muito tempo...
Aquilo o tocou profundamente, ele levou a mão ao rosto dela e o acariciou com suavidade.
- Eu jamais te deixaria...
Ela sorriu, o fitou e disse delicadamente.
- Eu te amo, senhor...- e caiu dormindo
Surpreso com aquilo Mustang ficou imóvel. Só depois de um longo tempo ele disse a si mesmo que aquilo era efeito do álcool: - "Isso não é verdade..."
Ficou ali por mais algum tempo e vendo que ela estava bem resolveu partir, Quando chegou em casa trocou de roupa e se deitou, enquanto o teto refletia sobre o que ela dissera, o quão infeliz ela deveria ser...
Não tinha ninguém no mundo a quem contar as frustrações e medos... ninguém para quem voltar quando chegasse a noite...ela estava só... assim como ele...
- " Não, não estou sozinho, eu tenho ela..." – ele pensou sentindo-se confortável e seguro, mas logo esse sentimento passou quando sua mente falou ao coração: " Mas ela não tem você... não agora...ela sempre foi o pilar que te manteve erguido, ela foi e é sua força... e você nem é capaz de protege-la e ama-la..."
Lágrimas rolaram dos seus olhos , então ele se lembrou de tudo o que viveram juntos, a guerra em Ishibal, tudo o que ela tivera que enfrentar...e como ela se mantinha ali, firme e sempre tão leal a ele... Adormeceu com aquelas lembranças.
Ei pessoas!!
Ai foi o quarto capitulo! Enfim consegui postar!!!
Deixem reviews com as opiniões!
Kisu XD
