-- CAPÍTULO 4 --
O RAPTO
O castelo era realmente grande, deslumbrante, e que completava a paisagem, em relação ao imenso azul do céu. As masmorras ficavam acima das grandes torres, elas projetavam à luz do sol, num brilho razoável, e distinto como se fossem espelhos. Havia ao lado de uma imensa torre, um salão muito grande, ao qual se realizavam os eventos.
Os alunos encantados tropeçavam em pedras, e fugiam do caminho entrando na mata, de tanto olharem para cima, avistando o castelo. Ao se aproximarem, perceberam que havia uma espécie de dois leões em uma gravura que ficava na parede de pedra polida do grande salão, ao quais estes leões seguravam cada um, uma espada apontada para o alto fazendo as duas se cruzarem acima.
Além destra e de outras coisas, que encantavam os alunos, havia um longo jardim ao lado de fora do imenso muro que rodeava a escola. E na parede do muro, havia várias pinturas em forma de caricatura, o qual Paulo tinha dito ser todos os diretores e diretoras da escola, e apontando para um homem barbudo, segurando em sua mão uma aliança de ouro, a expondo a todos que quisessem olhar.
- Este é Calisto Aliança, ele era o diretor desta escola, antes de Arcano Arkeyro, ele teve uma morte, que até hoje não foi desvendada pelo ministério da magia. - ele falou em um modo até compreensivo. - E aquele é Arcano. - Ele apontou para a gravura que estava acima de todas, estava no topo.
Elvys pode avistar um homem, abaixo de uma capa, onde apenas podiam-se ver seus olhos, brilhantes. Ele segurava um cajado, e na ponta deste cajado saía uma espécie de luz. Suas vestes, em forma de capa, envolviam seu pescoço em uma, muito estranha, forma de gola.
- Então este é Arcano. - falou um menino, baixinho, que estava logo atrás deles.
- Sim. - falou Paulo, olhando por cima do garoto, que realmente era muito baixinho. - Hei você ainda não tem idade para estudar magia, tem?
- Claro que tenho, - falou o menino colando a mão fechada na testa e batendo. - Eu tenho 16 anos.
- Nossa, mas como você é pequeno. - falou Elvys, admirando o tamanho do garoto. - Num bom sentido, é claro.
- Er... Como você se chama? - falou Paulo arrogante.
- Shanaelton - disse o garoto estendendo a mão para Paulo.
- Eu sou Paulo, este meu amigo aqui é Elvys - falou Paulo tocando no ombro de Elvys.
- Prazer - disse Elvys, estendendo também a mão para Shanaelton.
Os três caminharam juntos até chegarem bem mais próximo ao castelo. Ao redor do grande muro havia uma espécie de rio, que Paulo disse que era cheio de jacarés e criaturas aquáticas perigosas.
- Paulo, como é que você sabe tanto de Volta Quadrada, se nunca tivera aqui antes? - perguntou Elvys que admirava os fatos relatados por Paulo.
- Meu irmão, Diogo, estuda aqui já há dois anos, ele está no terceiro ano.
Eles continuaram a caminhar para a margem do rio que rodeava o castelo. Bem a frente deles estava um portão de madeira muito grande, da altura do muro. O homem, que estava coordenando a fila no terminal 0,001 voltara à frente do grupo que agora estava todo espalhado na frente do castelo.
Elvys viu ao seu lado Tracy e sua amiga, ele a olhou, mas ela não o notou. O homem que voltara a frente começou.
- Hum, hum... Atenção todos, atenção... Aten... A... - Ninguém parecia ouvi-lo. - ATENÇÃO!
Todos olhavam assustados, vendo aquele homem gritar.
- Bem... Deixem eu me apresentar. - falou o homem batendo a mão no peito. - Sou Warrior Streepton, sou o auxiliar chefe de Volta Quadrada. Então agora eu quero que vocês organizem filas correspondentes ao ano de vocês, começaremos com o primeiro ano aqui - Warrior falou apontado o chão em certo ponto. - primeiro ano, faça uma fila aqui, e o segundo ano aqui, ao lado do primeiro, assim como os demais.
Aos poucos as dez filas foram sendo organizadas. Elvys estava em nono lugar de sua fila, acompanhado por Paulo e Shanaelton. E em primeiro lugar, Elvys não conseguia parar de olhar para lá, estava a Tracy.
- Bem acho que já estamos todos prontos, - falou Warrior virando-se para o portão, que estava na outra margem do rio, bateu palmas duas vezes em um barulho seco.
De repente o portão começou a descer para o outro lado da margem, e junto com ele correntes o acompanharam, formando uma ponte para passagem ao castelo. Os alunos admirados apenas olhavam, descendo suas cabeças ao mesmo passo do movimento do portão.
- Pois bem, vamos lá, apenas o primeiro ano, vão entrando. - falou Warrior passando as mãos para abrir aos alunos, que começaram a caminhar em direção a porta de entrada para a escola.
Tracy saiu na frente sendo empurrada pelos outros alunos do primeiro ano que a seguiam logo atrás.
Após o portão de entrada, puderam ver outro grande jardim, em um pátio em gramado que cobria por todo terreno do castelo, assim não se podia ver terra em todo jardim, a menos nos vasos de plantas que se mexiam, a qual tinha um tipo de "boca", que abria e após alguns segundos fechava em um movimento brusco. Logo à frente havia um salão de entrada cheio de ornamentações de plantas, e no meio havia uma árvore, que estava ainda enfeitada de natal.
À frente de todos havia uma escada larga e uma placa, pendurada a dois barbantes, com as escrituras "SEJAM BEM-VINDO A VOLTA QUADRADA". Os alunos começaram a subir em direção a um corredor da largura da escada que seguia em uma longa caminhada. Cheio de portas em todos os lados, o que pareceu a Elvys que fossem as salas de aulas, mas na realidade puderam ver, no final, algumas portas abertas, e cheias de livros, equipamentos aquáticos, restos de mesas e carteiras quebradas, onde Elvys notou ser algum tipo de depósito ou dispensa. Logo à frente havia outras duas escadas só que menores, uma descia e outra subia, a largura das duas completava a largura do corredor.
Esperaram os outros alunos para que assim pudessem continuar, quando ouviram a voz de Warrior, que estava se aproximando junto com o segundo ano, "podem continuar a subir". Então eles continuaram até chegar ao patamar da escada, continuando até a segunda parte, que era do lado oposto. E quando subiram viram um portão duplo, que se destacava de todos os outros, e estava com uma placa acima deles dizendo "SALÃO PRINCIPAL".
Mas o caminho deles continuou a subir escadas e escadas, que era dificilmente memorável, sobe quatro, desce duas, vira, passa três portas, sobe mais três...
Mas chegaram ao topo de uma escada onde puderam avistar dez portas largas com um buraco redondo no meio delas, e do buraco saía um olho, estupidamente grande, ao qual preenchia todo o buraco, ele saía dava algumas rodadas e então voltava.
- Bem, ao adentrarem estas portas encontrarão, de cada ano o Salão Habitual, e dentro deles haverá vários dormitórios. - falou Warrior aos alunos parados ao pé da descida da escada. - Bem, como podem ver existem números nestas portas ao qual corresponde ao ano de vocês, entrem e esperem seus pertences que chegarão a alguns instantes. Após chegarem os pertences, separem seus materiais e apetrechos, e escolham seus dormitórios, há, e falando em dormitórios, cada um deles comporta cinco alunos, seno um o líder do dormitório, guardem suas roupas nos armários e vistam suas vestes para a G.R.E.
- O que ele quer dizer com GRE? - perguntou Elvys a Paulo.
- É a Grande Refeição de Entrada. Diogo disse que é esplendida.
Eles entraram e aguardaram os pertences. No dormitório de Elvys ficou Paulo, Shanaelton, um garoto gordinho, e um garoto loiro, o qual todos chamavam de Lipinho. Para a alegria de Elvys, ele foi escolhido como líder de seu dormitório. Vestiram suas veste e desceram as grandes escadas de pedra polida em direção ao Salão Principal.
Chegando lá viram cinco mesas compridas, e um assento da cada lado, do comprimento da mesa. Havia quadradinhos na mesa com nomes.
Nestas cinco grandes mesas, sentaram-se, conforme o quadrado que correspondiam aos seus nomes. Elvys rodeou três vezes a grande mesa até achar seu lugar e afundar-se nele. E sem perceber sentou-se na frente de Tracy, e olhou de repente e notou que estava, mais uma vez, olhando, obcecadamente, para aquela garota.
Quando se distraíram e voltaram a se olhar, Elvys quis, rudemente, tirar a visão. Ainda meio tímido, olhando para suas mãos, decidiu em sua mente, "Eu tenho que cumprimentá-la, eu não posso ter tanta vergonha. E além do mais pra quê ter vergonha de uma simples garota?". Mas Elvys sabia que aquela não era apenas uma simples garota. Ele tornou a olhar a garota que ainda continuava a olhá-lo quando ele sorriu em um gesto simpático, foi correspondido e então falou:
- Oi... Er... - Falou o garoto olhando seguramente para a garota agora - Meu nome é...
- Elvys, eu sei... - falou a garota agora sorrindo ainda mais, - Shanaelton me falou.
- Ah, o seu nome sei que é Traki - ele balançou a cabeça pelo esquecimento depois de encostar a mão no lado esquerdo da testa, se apoiar e ficar admirando a beleza da garota, - quero dizer... Trany, não, Tracy.
Eles sorriram um para o outro e então em gesto simples Tracy disse.
- Prazer
Minutos se passaram e eles se conheceram ainda mais. Então a comida estava sendo posta à mesa. Depois começaram a devorar, pois estavam famintos.
- Sejam todos bem-vindos - falou uma voz rouca feminina, no alto do palco - Hoje estamos reunidos mais uma vez, para festejar o início do ano letivo em Volta Quadrada. Bem após retornarem para seus dormitórios encontrarão em suas camas um memorando com os horários de suas aulas e seus professores. Lembrando a todos que não admitimos atraso.
Elvys avistou a velha e cansada face de Nan, segurando um longo papel no qual parecia estar lendo. Os alunos se fartaram na G.R.E. e então voltaram bandos por bandos para os salões habituais.
Quando Elvys subiu para o dormitório, lá estavam os memorandos na cama de cada um. Reuniram-se em um pequeno espaço do salão habitual do primeiro ano, e então começaram a ler os memorandos, Elvys, Paulo e Shanaelton.
Elvys pôde ver logo a alguns metros de si, a linda e admirada face de Tracy.
- Não é possível. Não... Mais que Droga. - Dizia Paulo olhando fixamente para seu memorando, a qual Elvys já tinha acabado de ler.
- O que foi?
- Colocaram a senhorita Bonner para nos dar aulas de Clarividência Natural. Ela é terrível. - Acrescentou Paulo com um desprezo temível.
Algumas horas depois todos foram para cama, Elvys se deitara na sua, mas não conseguia dormir, ficava lembrando de seus pais, de sua família, de todos os acontecimentos. Levantou-se e desceu as escadas alcançando o salão habitual do primeiro ano e seguiu em direção ao banheiro masculino, que ficava ao lado do feminino. E quando ia entrando no banheiro, na outra porta saiu Tracy vestida em um pijama, onde seu antebraço ficava coberto, e Elvys imaginara "ele é linda mesmo com o pijama". Os dois se olharam assustado.
- Oi Elvys. - falou Tracy parecendo desconfiada.
- Er... Oi... Tracy. Ah, resolvi descer pra ir até o banheiro.
- Er, eu fiz o mesmo, mas já estou indo.
- Espere eu acompanho você até seu dormitório.
- Não, não é necessário, eu posso ir sozinha, não precisa se incomodar.
- Imagina, não será nenhum incomedo, quero dizer incômodo.
Eles seguiram pelas escadas chegando à porta do dormitório em que Tracy dormia e então pararam e se entreolharam.
- Obrigado Elvys, você é um cavalheiro. Realmente.
Ela se inclinou em direção à Elvys e deu-lhe um beijo na bochecha. Elvys sentiu o seu coração pular em alegria, mas não conseguindo dizer nada, apenas sorriu, a garota entrou para o quarto e fechou a porta atrás de si. Ele ficou parado do lado de fora olhando para a porta, e levemente levou a mão para o local onde tinha sido beijado pela moça e acariciou, ele teve uma sensação horrível de que estava sendo espionado, olhou para os dois lados do corredor e pareceu ver um vulto. Do outro lado estava Tracy escorada na porta e parecia feliz, olhando para baixo com um sorriso largo na boca.
Elvys desceu novamente as escadas, usou o banheiro e voltou para seu dormitório onde se deitou e ficou várias horas pensando na garota.
O dia parecia calmo e o céu tinha um relampejo de luz forte do sol, em um tempo aberto e alegre. O sino da escola começou a soar por todo castelo avisando aos alunos a hora de acordar.
Elvys vestiu suas veste, assim como os outros e desceram para o salão principal, onde encontraram todos os alunos sentados e tomando o café da manhã.
Elvys sentou em seu lugar, mas em sua frente não havia sinal algum de Tracy e sua amiga. Elvys imaginou que ela já tinham ido para a sala.
Seguido por Paulo e o gordinho de seu dormitório, Elvys chegou à sala de Feitiços para sua primeira aula. Na verdade havia uma cadeira vazia ao lado da amiga de Tracy, e Elvys notara que ela não estava na sala.
- Bem iremos iniciar a aula de hoje com as apresentações. - disse um homem que estava assentado atrás de uma mesa logo a frente de todos. - Meu nome é Carlos Brooklin, ou Professor Brooklin, como devem me chamar, estarei com vocês este ano com Feitiços. Agora eu quero que cada um se apresente espontaneamente. Começando com você. - o professor falou apontando para Paulo.
- Bem meu nome é Paulo.
E assim foi com todos os alunos, até que, olhando em uma ficha, o professor olhou atentamente como se estivesse contando os alunos com o olhar e falou.
- Parece estar faltando alguém, em minha lista tem quarenta e um alunos, mas na sala só há quarenta.
Mas ninguém se pronunciou nem fez gestos, quando de repente o sino soou.
- Bem irei investigar quem está faltando. Por hoje vocês estão dispensados.
Saíram da sala enfrentando a grande multidão de alunos lá fora. Elvys correu em direção à amiga de Tracy até que quando a alcançou segurou o ombro dela até a garota olhar para trás e então falou.
- Er, oi... Er, e a Tracy, por que não veio hoje? - o menino falou olhando para os sapatos.
- Realmente não sei onde ela está. A procurei por todo salão habitual, mas ela não estava, quando acordei sua cama ainda estava desarrumada, mas ela já não estava mais lá. - Falou a menina, amiga de Tracy num tom arrogante.
- Er, você não tem idéia de onde ela esteja?
- Não. Estou muito preocupada com ela, e se me der licença...
- Não, espere, - falou Elvys segurando no braço da garota, - Er, então ta, nos vemos por ai.
Eles se distanciaram e Elvys logo encontrou Paulo e contou a ele sobre a garota. Chegando, todos, no salão principal, avistaram uma figura se aproximando do palco e se pronunciando.
- Atenção alunos, peço a atenção de todos, - o homem usava uma capa que cobria todo corpo e com um capuz que deixara apenas sua face descoberta. - Peço a todos que vão imediatamente para seus dormitórios e não saiam de lá até segundo mandato. Infelizmente uma aluna do primeiro ano foi raptada, ainda não temos idéia de quem seja, mas deixou um recado em meu escritório, eu receio que seja... Deixa pra lá o importante é que todos estejam seguros em seus dormitórios, pois iremos começar uma busca minuciosa para achar a Senhorita Anne.
Os alunos começaram a ir para seus dormitórios e Elvys teve certeza que Tracy estava correndo perigo, lembrou de seu nome ser Tracy Anne, quem mais poderia ser a Senhorita Anne? Chegando ao dormitório todos estavam preocupados, e uma garota estava aos prantos, pelo que se podia escutar no dormitório de Tracy, o qual era liderado por Emillia Carnston, uma garota magra, cabelos longos e morenos, era a amiga de Tracy.
Horas depois o sino do castelo novamente soou e todos desceram para o salão, e chegando lá estava Arcano, Nan, Tracy toda machucada e Emillia a abraçando com todas as forças.
Arcano novamente tomou a frente e começou.
- A aluna Tracy, foi encontrada pelos auxiliares do castelo, na masmorra da torre do Coith, ela estava com o temível Calisto, que até pouco tempo pensávamos que tinha morrido. Ele esteve procurando sua aliança por dois dias em nosso castelo, então resolveu raptar uma aluna para conseguir de nós sua aliança, felizmente, conseguimos capturá-lo, quando Tracy pôde ver um de nossos auxiliares, ela se lançou contra Calisto, e fez com que os dois caíssem no chão, então Warrior aproveitou a oportunidade, já que estava com sua varinha preparada, laçou o feitiço Congellus e consegui capturar Calisto, que está preso em Soccet Woods, e recuperou nossa aluna Tracy, que sofreu alguns ferimentos mais será encaminhada para o salão hospitalar, com certeza a Sr. Lee conseguirá curá-la. Agora podem se sentar e aproveitar o almoço.
