-- CAPÍTULO 13 --
TÉCNICA DE USO DA VARINHA
Elvys acordou numa manhã de terça-feira com os badalos do alegre sino, era bom escutá-los novamente.
- Preparando-se para o café, senhor Vieira, - perguntou Emillia entrando no dormitório, - é muito intrometimento de minha parte incomodá-lo a esta hora?
- Não, claro que não, pode falar, - Elvys tentou ser o mais educado possível.
- Minha conversa vai ser breve, - falou ela entrando ainda mais no dormitório com um sorriso esbaforido na face, - bem, eu só queria dizer que estou orgulhosa de você, do conselho, enfim, eu queria me... Me...
- Sim fala!
- Me desculpar! Pronto eu disse, já vou indo, - saiu sem nenhum detalhe a mais.
Elvys ainda muito curioso tentou continuar a amarrar os cadarços, e desceu para o salão principal, quando encontrou Paulo, contou tudo e com todos os detalhes.
- Ela disse isso porque Tracy deve ter a obrigado, e além do mais, ela faz tudo pela Tracy, é daquelas amigas muito fiéis, faria tudo que estivesse ao alcance dela para agradar a Tracy, Tracy deve ter dito que se ela não se desculpasse com você, ela não seria mais sua amiga.
- Bem, pode ser mais...
- De que estão falando, - Shanaelton entrou na conversa.
- Não dá tempo de contar o sino tocou, vamos.
Os alunos saíram do grande salão principal e seguiram, cada ano, para a sala de aula, o primeiro ano tinha aula de Química e Porções. E depois da aula com o professor André, eles iriam ter uma aula nova com a professora Bonner, Técnica de Uso da Varinha. E assim que entraram na sala da professora Bonner, tinha um cartaz muito grande no mural da sala com os dizeres bem destacados, "VALE A MAGIA, BEM USADA E PERFEITA, QUANDO A VARINHA TEM SEU MOVIMENTO ADEQUADO PARA SEU FEITIÇO".
Os alunos liam atentamente o cartaz mais não conseguiam entender.
- Pelo que vejo, meu cartaz novo chamou a atenção de vocês, - falou a professora Bonner entrando na sala, - bem este cartaz, está dizendo que um feitiço só é bem sucedido quando usamos perfeitamente o movimento com a mão e com o corpo também, pois um feitiço é muito fraco quando apenas apontamos a varinha para o alvo, agora quando o movimento é correto, ele pode até... Bem vamos prosseguir, iremos transformar nossos feitiços de simples ao nível médio com o movimento lança-chamas, esse movimento e mais ou menos desta forma, - a professora fechou a mão como se estivesse segurando a varinha, dobrou a perna direita de forma que seu pé alcançou as nádegas, tornou o pé ao chão, mas adiantando-o alguns centímetros de modo que seu corpo ficou de lado, e lançou a mão num movimento brusco, - entenderam vou fazer novamente, só que desta vez lento, - a professora fez lentamente, - bem estou fazendo assim lento para que vocês possam aprender, mas todo feitiço dever ser induzido pelo movimento rapidamente, assim também com a pronuncia, se vocês deixarem que o adversário pronuncie o feitiço antes que vocês, infelizmente...
A professora pediu para que os alunos fizessem um circulo na sala para treinar os movimentos.
- Muito bem, na próxima aula iremos aprender o nível avançado de movimentos. Podem ir para o almoço.
Passou-se o almoço e os membros do C.H. já estavam se preparando para o treino no pátio canhões, era a última aula do dia com a professora Bonner, Clarividência Natural.
Logo após terminar a aula, eles seguiram pelo saguão de entrada do castelo, e começaram a subir as escadas, até alcançarem um pátio bem no alto, aberto onde se podia ver toda paisagem da escola, dava até para ver o rio que passava após o muro, a trilha que levava ao aeroporto e a floresta ao lado dela.
Elvys se pôs logo à frente de todos e começou.
- Hoje, nós iremos fazer um treino de todos os feitiços que sabemos, implantando neles os movimentos, - falava Elvys consciente para os demais.
Os alunos começaram a fazer círculos, e Elvys vendo que não daria certo assim, novamente voltou a falar.
- É o seguinte, devemos nos juntar, em pares, escolham o seu par e ainda lembrando para não usarem o, - Elvys agachou e colocou sua varinha no chão, - o Sorcery Killer, - tornou a pegar a varinha novamente, - o primeiro que iremos treinar é o que confunde os movimentos, quem lembra, - Emillia levantou a mão, - bem então juntem de pares.
Os conselheiros começaram a se mover e Elvys ficou com Shanaelton, Lipinho com Paulo, Fagner e Emillia, Luiz e Tracy, Rogério e Rodrigo, Gregório ficou sem par, e falou.
- Eu posso usar o feitiço de desfazer esta magia? - perguntava desanimado Gregório.
- Sim, tudo bem você usara em todos que forem atingidos, e lembrem-se quem puder se proteja, com o, - Elvys apontou a varinha para a floresta, - Saliteremm, - um raio preto saiu da ponta da varinha de Elvys, atingindo uma árvore na floresta, - podemos começar, lembrem-se quem esta do lado do portão do castelo, como eu, tem que se defender. - todos concordaram.
E começava-se a ver raios pretos por toda direção, membros derrubados no chão, outros agindo estranhamente no chão, e quando tudo terminou, Shanaelton estava no chão se levantando e caçando sua varinha, Lipinho estava todo contorcido no chão junto com Luiz e Rodrigo, e Emillia jogada próximo à pequena mureta que tinha elevações. Foi quando Gregório entrou em ação aplicando o feitiço desfazchi em Lipinho, Luiz e Rodrigo.
- Estou muito contente com a evolução de todos, e acho que podemos ir, - falou Elvys emocionado.
Passaram-se alguns dias do mês de agosto, e nenhum sinal de C.A., os conselheiros não pararam de ter treinos, dedicavam-se muito aos estudos, Shanaelton tinha evoluído bastante, graças à ajuda do professor Trylyan, que costumava chamar os conselheiros para treino revisando os feitiços.
Era um dia de quarta-feira e todos estavam reunidos no salão principal, fartando-se com a refeição da tarde, de repente a figura célebre de Arcano se aproxima do palco para avisar algo aos alunos.
- Boa tarde a todos, é com muita honra que iremos receber segunda-feira, aqui em Volta Quadrada, o Mago Supremo Francis – XII, que virá para dar início ao período religioso, que começará na terça-feira, dia primeiro do mês de Setembro, ele estará conosco até o dia quinze de setembro, lembrando que todos devem estar com as bíblias. Agora todos devem volta para as aulas do fim da tarde.
Quando todos já dormiam, o castelo, silencioso, e calmo, sem ninguém pelos corredores, e salões habituais, o corredor dos dormitórios do primeiro ano parecia estar com uma névoa escura, e bem no fundo, aproximava-se alguém, num tom fantasmagórico, caminhando lentamente, a face assustada e curiosa de Emillia surgia do nada, na escuridão.
Os passos lentos de Emillia caminhavam pelo corredor dos dormitórios, sempre olhando para as portas, parecendo muito nervosa, assustada, respirava quando preciso, tentando não quebrar o silencio.
- O que você está fazendo, - Rodrigo apareceu de uma das portas dos dormitórios logo atrás de Emillia.
- Ai! Que susto, você ta maluco, - falou Emillia encostando-se na parede e pondo a mão no peito, - estava indo ao banheiro, estes corredores deviam ter iluminação.
- Eu também to indo lá, - disse Rodrigo desconfiado.
- Melhor ainda, assim eu não vou só, me sinto tão insegura, - falava Emillia convincente.
Eles desceram as escadas para o salão habitual do primeiro ano alcançando os banheiros, onde Emillia entrou no feminino e Rodrigo no masculino. Depois que segundos se passaram, Rodrigo saiu do banheiro e ficou do lado de fora aguardando Emillia. E depois de uns três minutos Rodrigo já estava cansado.
- Emillia, você irá demorar muito, - perguntou Rodrigo apressado.
- Acho que vou, estou com uma forte dor de barriga, - falava Emillia retorcendo a voz, - se você quiser pode ir, estou acostumada a subir estas escadas pela madrugada, além do mais sei que você está com sono.
- É verdade, - disse Rodrigo bocejando, - então eu já vou indo.
E Rodrigo foi caminhando em direção ao corredor dos dormitórios, e assim que sumiu de vista Emillia saiu do banheiro, olhava para os lados atenciosamente, pegou alguma coisa do bolso e jogou pro ar, apontou a varinha que estava na outra mão e disse "accio transponder". Apareceu um telão que saia do objeto que foi atirado ao ar e Emillia, com os dedos, apontava para certo ponto em um mapa que era reproduzido neste telão, se aproximou da tela e disse.
- Um... Dois... Tre...
Emillia sumiu.
