Capítulo XI – A morte da única garrafa de rum e as conseqüências desse acontecimento para toda a história
Embora o fato não seja conhecido por todos – sequer amplamente divulgado – as garrafas de rum revelam, em geral, personalidades sensíveis e facilmente magoáveis.
Kate soubera que aquela estranha conversa da praia envolvia muito, muito mais do que tesouros, garrafas de rum e a preferência do capitão pela última. A moça não sabia, no entanto, que a disputa, em verdade, a envolvia, e, quando Sawyer e Jack falavam sobre a garrafa de rum, referiam-se justamente a ela.
A garrafa de rum, por outro lado, pensou por um fugaz instante que fosse ela a temática central da conversa e, quando percebeu seu gravíssimo equívoco, foi acometida por uma incontrolável vontade de se jogar da mesa aonde estava apoiada. Tamanho foi o desejo que, quando Jin estava transportando as mangas que conseguira recolher naquela trágica porém ensolarada tarde de setembro, uma das frutas escapou das mãos do rapaz e terminou caindo, quem diria, exatamente em cima da garrafa de rum.
Teria a manga decidido atender ao pedido desesperado de sua amiga garrafa?
Jin observou o evento chocado e embora tivesse tentando com todas as suas forças desesperadas, e isso incluía chutar o ar inúmeras vezes buscando desviar a fruta de sua rota, o pirata não conseguiu poupar a garrafa de seu trágico fim. Ela partiu-se ruidosamente ao receber o peso da manga.
O barulho e a gravidade do evento atraíram a todos. Sawyer, especialmente, que se levantara com os ombros ainda doloridos – e todo o resto do corpo também –, mas a dor foi logo esquecida em face ao tremendo aperto no coração que sentiu ao ver o precioso líquido escorrendo pela terra enlameado e imundo.
Sacrilégio, sacrilégio.
John Locke aproximou-se da garrafa, mas não para lamentar sua perda. Não que não estivesse sentido - é claro que estava -, mas simplesmente não era de seu feitio lamentar perda alguma. Ainda que fosse rum. E ainda que fosse uma garrafa inteira. E ainda que fosse a última das garrafas de rum.
O homem se agachou, mas não para beber o que conseguisse do rum esparramado. Não era de seu feitio beber resto de rum esparramado pelo chão. E ainda que fosse rum. E ainda que fosse uma garrafa inteira. E ainda que fosse a última das garrafas de rum.
Ele se agachou porque, quando a garrafa partiu e o líquido se espalhou, descobriu haver algo mais entre os cacos esparramados.
Recolheu o algo mais. Era um envoltório, também de vidro, e dentro dele estava um pequeno pedaço de papel cuidadosamente enrolado. Retirou-o de lá, atônito.
"O que é isso, John?" perguntou Sayid.
"Estava dentro da garrafa."
"Ah, que desperdício. Uma garrafa inteira!" desesperou-se Sawyer, que ainda não havia digerido a angústia ante ao acontecimento terrível.
"O que é?" inquiriu Kate.
"Acho" John não desviou os olhos do papel por um segundo sequer "que é uma mensagem."
"Mas por que diabos colocariam uma mensagem dentro de uma garrafa?" falou Jack, subitamente sentindo que sua fala fora um tanto quanto infeliz porque uma mensagens dentro de garrafas eram um recurso muito popular entre náufragos.
"O que é que tem? Um bando de gente faz isso," retrucou Sawyer, que acumulava um significativo conhecimento sobre naufrágios e náufragos.
"Fazem isso com garrafas vazias," disse Sayid.
"Detalhes, detalhes. Vai ler o que está escrito ou não?"
Locke prendeu a respiração, desenrolou o papel com um cuidado excessivo e então falou, a voz soando macabra.
"Cuidado para a garrafa não quebrar."
E a praia foi atingida por um silêncio sepulcral. Todos estavam apreensivos e intrigados com o que o bilhete dizia. Foi então que Locke riu.
"Peguei vocês! Brincadeira, brincadeira."
Mas ele foi o único que realmente achou graça, porque todos os outros pareceram bastante furiosos. Menos Jin. Jin não estava furioso de modo algum; ele estava, ao contrário, cortando mangas descontraidamente, e, vez ou outra, lançava aos demais um olhar curioso, mas então parecia ficar entediado com a situação toda e voltava para suas mangas, que certamente eram mais interessantes.
"Locke, o que está escrito na mensagem?" perguntou Jack, aproximando-se do outro devagar.
"Não cheguem próximos desse ponto ou haverá conseqüências" , era o que se lia no manuscrito. Locke deixou que todos vissem a mensagem e um espasmo de agitação percorreu seu corpo.
"De que ponto exatamente" Sayid foi o primeiro a quebrar o silêncio "eles estão falando?"
"Eu não sei," Locke comentou, os dedos espremendo o papel fino.
"Eles?" Kate disse. "Quem são eles?"
"Estou apenas supondo que são eles."
"Talvez nós devêssemos voltar para lá e descobrir alguma coisa," disse Sayid, agachando-se para observar os estilhaços da garrafa mais de perto, na esperança de que eles lhe fornecessem alguma informação.
Sawyer suspirou. "Mas o que há de errado com o mundo? É tão difícil assim para as pessoas entenderem que garrafas de rum devem conter rum e não qualquer outra coisa?! Rum, não mensagens esquisitas e ameaçadoras; rum."
"Como eu disse," repetiu o árabe com calma, "acho que devemos voltar e tentar descobrir algo."
"Ou alguém," disse Eko
"Como o filho da puta que atirou em mim," havia um quê de malícia presente no rosto de Sawyer. E então sorriu. "Locke, o que diabos você pensa que está fazendo com o meu casaco?"
"Eu estava," respondeu o homem, alarmado como uma criança que havia sido descoberta pegando doces antes do almoço, "retirando as armas para que possamos levá-las."
"Você não vai carregar a arma," retrucou o capitão, enérgico. "Eu vou."
"Temos duas delas."
"Kate levará a outra," anunciou ele e, não dando chance para que os outros protestassem, arrematou. "Vamos logo."
Há quem diga que não existe método mais eficaz para conseguir com que um pirata faça o que você quer do que pedir que ele faça justamente o contrário.
Horas depois da descoberta da mensagem na garrafa, Sawyer, Jack, Kate, Locke, Eko, Jin e Sayid rumaram ao único lugar para onde não deveriam ir.
Como o trecho a ser percorrido era relativamente longo, especularam sobre quem seria o autor da mensagem durante a caminhada.
"Selvagens," Jack sugeriu primeiro. "Devem habitar essa ilha e se sentiram ameaçados por termos invadido seu território. Isso explica o porquê de terem atirado gratuitamente na gente."
"Correção!" exclamou Sawyer seco. "Em mim. Atiraram em mim. Ninguém mais teve uma bala cravada no ombro."
"Não é a única parte errada da sentença," falou Locke.
"Como assim?" Kate perguntou.
"Selvagens não costumam saber escrever," ponderou ele. "E ainda que esses soubessem, não acho que simplesmente escreveriam, na nossa língua, uma mensagem ordenando que nos afastássemos."
"O que você acha, então?" perguntou o médico.
"Eu?" Locke pareceu surpreso. "Eu não faço a menor idéia. Estamos indo para lá justamente para descobrir."
"Eu só consigo pensar em uma coisa, meus caros," Sawyer interveio. "Tesouro."
"Nenhuma novidade até aí," Kate riu baixinho.
"Os caras," Sawyer recomeçou, "quem quer que eles sejam, não estariam empenhados em nos manter afastados se não quisessem guardar algo realmente valioso."
"Talvez eles também estejam procurando por ele," sugeriu a moça. "Talvez eles não queiram que a gente vá para aqueles lados e encontre o tesouro primeiro."
"Mas," pensou Jack "e o lado de cá? E se o tesouro estiver desse lado?"
"Vai ver eles já encontraram..."
"Então não faz sentido eles quererem que a gente não vá pará lá," insistiu o médico.
"Vai ver eles não querem ver essa sua cara horrorosa," provocou o capitão.
"Sawyer..." censurou Kate.
"Aposto que o tesouro estava naquela caverna. Aposto que já o encontram e não querem que passemos daquele ponto porque se avançássemos, chegaríamos perto deles e do tesouro," Sawyer continuou. "E aposto que nós estamos em maior número."
"E como diabos você poderia saber disso tudo?" Jack revirou os olhos.
"Porque se eles estivessem em maior número, nos deixaram passar e nos massacrariam."
"Ah, mas que brilhante teoria, capitão," retrucou o médico, sarcástico.
Locke ergueu uma das mãos pedindo silêncio.
"Estamos chegando perto. Como claramente estamos desobedecendo à ordem dele, não queremos ser vistos," disse baixinho.
O resto do trajeto foi realizado em silêncio. E, conseqüentemente, pareceu muito mais longo do que realmente era. Especialmente porque todas as vezes em que alguém eventuamente quebrava um galho ao andar ou coisa parecia, Eko virava-se para trás com um olhar repreensor.
"Foi dali que atiraram," anunciou Locke apontando para a copa de uma das árvores. "Quer escalar para ver se encontramos algo lá em cima?"
Sawyer o encarou surpreso. "Escalar?"
"Escalar," Locke confirmou, sério. "Não me diga que você não sabe escalar uma árvore."
"É claro que eu sei," retrucou o capitão, sem graça. "Mas, lá? Parece tão..."
"Alto?" Jack completou a sentença.
"Eu faço isso," disse Kate, e caminhou em direção ao tronco.
"É que eu estou me recuperando de uma grave lesão no ombro," justificou-se o capitão. "Sabe como é?"
Jack espremeu um riso enquanto Kate buscava chegar em cima da árvore.
"Alguma coisa aí?" inquiriu Locke.
"Nada," respondeu ela, observando o topo da cabeça de seus companheiros. "Mas alguém esteve aqui."
"Brilhante, Freckles," Sawyer comentou. "Essa era a única coisa de que nós realmente tínhamos certeza antes de você subir aí. Pode contribuir com algo mais útil, por favor?"
"Por que não vem checar você mesmo, Sawyer?" provocou ela, sorrindo.
"Kate," Locke a chamou. "Tente encontrar algum sinal deles daí de cima."
"Ou o tesouro," comentou o capitão. "Você sabe. Algo realmente dourado. Cintilando, talvez?"
"Alguma fogueira," continuou Locke, estreitando os olhos para ver Kate melhor, e, ao mesmo tempo, tentando conter o tom de voz. "Ou uma trilha. Qualquer coisa que nos indique um caminho para seguir."
"Eu realmente não vejo nada. A não ser outras árvores," afirmou de novo.
"Droga," falou Locke baixinho, e Kate preparou-se para descer.
"E agora, John, o que você vai fazer?" foi Eko quem perguntou, aproximando-se do outro.
"Não, espera," interrompeu Kate de repente. "Eu estou vendo algo se mexendo."
"Onde?" inquiriu John, num tom de voz urgente.
"Perto daquelas árvores."
"Daquelas árvores. Francamente, Freckles. Você está cada dia mais específica. Perto de que árvore? Da com folhas verdes-esmeralda alongadas ou da com folhas verde-mar-em-fim-de-tarde-de-verão com o terceiro galho em forma de foice?" Sawyer comentou, sarcástico.
"Eu não consigo ver uma fogueira, mas há fumaça," e indicou a direção com a mão.
"Fumaça?" John arqueou as sobrancelhas. "Está perto da gente?"
"Mais ou menos," ela continuou. "Ah, espera. Está vindo para perto."
"É claro. O ar está soprando em nossa direção," constatou Sayid, com o indicador esticado para cima, para comprovar o que falava.
"Mas, tem alguma coisa errada," a moça prosseguiu.
"O quê?"
"A fumaça acabou de desviar de uma árvore."
"Kate, observe direito," Sayid disse com calma. "Fumaças não desviam de árvores."
"Bingo!" Sawyer falou.
"Essa desvia," Kate continuou. "Parece até que ela está andando em zigue-zague."
"Olhe com atenção, Freckles. Se ela for suficientemente rápida, escreverá o seu nome."
Kate revirou os olhos.
"Acho que está vindo ao nosso encontro."
"Desça daí, Kate," ordenou Jack, num sussurro urgente, e todos se reuniram ao redor dele.
"O que faremos?" Sayid perguntou, voltando o seu olhar para o capitão.
"Nos esconder e esperar que essa coisa aparece, e quando descobrirmos o que ela é, atiramos," Sawyer disse, procurando sua arma.
"Vamos atirar em fumaça?" Eko lançou ao capitão um olhar demorado.
Mas ele não chegou a responder, porque o barulho de galhos se partindo e folhas farfalhando desviou momentaneamente a atenção do capitão e de todos os demais. Seus olhos buscaram o local onde Kate estava. Sawyer e Jack se aproximaram do tronco da árvore.
"Kate?" gritou o médico, aflito.
"Freckles, você está bem?"
"Estou," a voz parecia assustada e apreensiva. "Eu só escorreguei e..."
"Eu não consigo te ver daqui debaixo," Jack disse. Ele e Sawyer começaram a rodear a árvore, procurando encontrar uma posição em que pudessem vê-la. "Tem certeza de que não está machucada?"
"Tenho. Não foi nada, só..." ela hesitou por um momento, "um pequeno contratempo."
Quando finalmente conseguiram vê-la, Kate estava dependurada. O galho em que estivera apoiada se quebrava e ela conseguira apoiar-se no que estava logo abaixo apenas pelos dois braços. As pernas pedalavam no ar.
"Pequeno contratempo, Freckles?"
"John," A voz grave de Eko fez Locke olhá-lo, e não mais para a árvore em que Kate estava. O padre indicou a caverna com os olhos. Da escuridão que guardava sua entrada, surgiu um homem.
Nem Jack e nem Sawyer notaram qualquer coisa, distraídos com a possível queda de Kate. Sawyer começou a escalar o tronco da árvore, procurando resgatá-la.
"Aguenta firme," pediu Jack, observando a moça.
Escalada, claramente, não era o forte do capitão. Ele subia atrapalhado, desequilibrado, pisando nos lugares errados e escorregando incontáveis vezes. Nem mesmo havia chegado na metade do caminho quando Kate conseguiu, sozinha, retornar ao galho, recuperando o controle da situação, e recomeçou a descer.
Sawyer, ao perceber o feito da moça, deu meia volta, regressando ao chão apenas alguns instantes antes dela e a ajudando a se apoiar, oferencendo-lhe a mão quando Kate saltou da árvore em direção ao solo.
"Achei que estivesse se recuperando de uma grave lesão no ombro," ela sorriu para o capitão, soltando sua mão da dele. "Obrigada."
"Kate, você está bem?" o médico perguntou.
Mas ela jamais chegou a responder à pergunta porque uma voz desconhecida ecoou pelo lugar.
"Olá."
Os três se viraram assustados para encontrar apenas um desconhecido os fitando, os braços soltos próximo à cintura. Locke e Eko, numa perplexidade muda, posicionavam-se atrás dele, pois o homem avançava para perto do Capitão e seus dois companheiros.
As roupas dele estavam imundas e rasgadas, os cabelos castanhos, em que os primeiros sinais da calvice começavam a aparecer, estavam desalhinhados, como se não se encontrassem com um pente há muito anos. De seu rosto, duas grandes orbes azuis saltadas os encaravam com uma expressão que não era bem de surpresa, ou de ultraje, sequer de raiva, era bem mais um pouco de isso tudo. Indecifrável.
"Quem é você?" perguntou Jack enquanto Sawyer posicionava o corpo em frente ao de Kate, como que para protegê-la.
"Quem são vocês?" o homem devolveu a pergunta.
"Eu perguntei primeiro," o poder de argumentação do médico claramente já conhecera dias melhores.
"Frequentamos essa ilha há um bom tempo, eu e meu povo. Nunca ninguém esteve aqui, nenhum navio que não fosse um dos nossos aportou nessa ilha ou nem sequer vagueou no horizonte. De repente, eu encontro um grupo de estranhos andando na nossa ilha. Então, não," ele continuou, num tom de voz calmo que chegava a ser assustador, "eu não me importo que você tenha perguntado primeiro. Não me importo," fez uma pausa para respirar. "Porque eu tenho o direito de obter uma resposta primeiro."
"Meu nome é Jack," Jack fez questão de não desviar os olhos do homem que estava parado diante dele. "Eu sou um cirurgião e o navio em que eu estava viajando naufragou nessa ilha ontem," respondeu. "Esses são Sawyer e Kate, Locke e Eko. Eles estavam no navio também."
O estranho sorriu.
"Meu nome é Henry Gale, Jack," disse, então. "Eu sou um traficante de rum e uso essa ilha como esconderijo há mais de vinte anos."
Sawyer emitiu um ruído de contentamento quando ouviu a palavra, embora fosse estranha a capacidade do homem de fazer palavras como "rum" soarem um tanto quanto macabras.
"Como foi que você chegou aqui pela primeira vez?" inquiriu Kate, desconfiada.
"Da maneira mais fácil de se chegar a um lugar: me mostraram o caminho."
"Você é, tipo," Jack perguntou, "o lider do seu bando?"
Henry sorriu pelo canto dos lábios. "Nós usamos essa ilha como esconderijo há anos. Usamos agora, os nossos companheiros a usavam antes de nós, e seus companheiros a usaram antes deles. E vocês estão aqui," ele falou, sério. "Invadindo a nossa ilha e pondo em risco o nosso negócio."
"Calma, amigo," Sawyer interviu. "Eu sou um pirata! Longe de mim estragar um negócio que envolva tráfico, ou rum. Quem dirá os dois juntos." Ele foi se aproximando do homem. "Agora, o médico ali, com ele você deve ter cuidado. Sabe como são esses médicos, não é mesmo? Todos certinhos, para ele contar para a Marinha, um pulo só." Estando ao lado de Henry, Sawyer apoiou o braço em um dos ombros do outro, como se fossem velhos amigos. "Agora me diz, onde mesmo vocês guardam o rum?"
Henry tratou de desvencilhar-se do capitão.
"Eu estou, agora mesmo," retrucou Henry, mudando a expressão, "carregando cinco garrafas comigo," e indicou o saco surrado que trazia nas costas.
"Ótimo, ótimo," comemorou o capitão. "Importa-se eu...?"
"Experimentar um pouco? É claro que não."
"Sawyer..." chamou Kate, enganchando seu braço ao dele e caminhando até que ficaram a uma distância razoável do homem. "Você acha mesmo que é prudente aceitar rum de um desconhecido?"
Ignorando-a, Sawyer aceitou a garrafa que o outro oferecia, sorvendo um generoso – e exagerado – gole. Kate respirou fundo e Henry sorriu satisfeito.
Sawyer engoliu o líquido, e se havia uma coisa que Sawyer conhecia com propriedade, essa coisa era o rum. No exato instante em que seus lábios se encontraram com o líquido da garrafa, ele teve certeza de que não se tratava de rum. "Ah! Fantástico," mentiu ele, desapontado ao reconhecer aquilo como simplesmente água. Deu um novo gole. "Qualidade estupenda do rum."
"Fico feliz que tenha gostado." E quando Sawyer estendeu o braço para devolver a garrafa de rum, Henry notou, perplexo, o capitão imobilizar seus dois braços numa manobra ágil.
"Agora, que tal você me dizer onde está aquele tesouro?"
N/A: Tá-dáááá. E aqui estamos. Capítulo XI, at last, com direito ao Henry Gale aparecendo na Ilha e tudo, hohoh. Espero que gostem, mon dears, e, ah, sim. Reviews são abençoadas XD
N/A: Só pra contar: olhem que coisa mais linda e fofa a capa ( http // fotos.sapo.pt/hidetherum/pic/00096erg ) pra fic que eu ganhei da moça Luisa (/luisaguerra)
