N/A: aafff! desculpem a demora a postar outro capítulo. Eu sei que passou muito tempo (não sei ao certo quanto, mas sei que foi muito!). Agradeço a todas as pessoas que mandaram reviews - incentivaram-me muito a continuar esta fanfic! Por isso, já sabem, não deixem de comentar no final!
Um aviso: as vozes da consciência aparecem a negrito.
Obrigada e prometo ser mais breve da próxima vez!! DD
WickedAleena
Cap. 8 - Associação de Estudantes
Na hora do almoço, Dumbledore pediu silêncio ao salão.
- Olá queridos estudantes!! – sorriu – Após reunião com os professores, achamos melhor organizar uma Associação de Estudantes! – murmurios no salão – E alguns devem estar a perguntar-se... O QUE É UMA ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES? – "falou" ele em "voz mais alta", devido á excitação da própria ideia.
Nara chegou perto de Harry e murmurou:
- Ele está ficando louquinho!! – Harry sorriu.
- Bem! – continuou Dumbledore – Uma associação de estudantes consiste num grupo de estudantes, que vão, digamos, dar vida á escola! E, em certos aspectos, dar ideias para melhorá-la! Não serão os professores a escolher, mas vocês próprios! Ou seja, um grupo de estudantes vão-se organizar, com um líder, é claro, que irá controlar todo o processo. Os grupos são as "listas". Cada lista irá fazer as suas "promessas eleitorais", e têm 5 dias para organizarem debates com as outras listas, afixarem papéis a tentar convencer os eleitores.
Um burburinho percorreu o salão.
- Professor Dumbledore? – retorquiu Hermione. Ouviram-se alguns comentários da mesa dos slytherin, do género: "mas nem aqui ela consegue estar calada?" e "Sangue de Lama irritante!!"
- Sim, Miss Granger?
- O objectivo da criação da Associação de Estudantes é para organizar eventos? E trabalhar para a diversão e o bem estar dos alunos?
- Correctíssimo, Miss Granger, só não lhe atribuo pontos porque não estamos numa aula. – Hermione corou de satisfação.
O burburinho voltou.
- Agora, um pequeno pormenor – toda a gente se calou de imediato – Nós já escolhemos os líderes para cada grupo. – Snape ergueu as sobrancelhas, como a pensar "Tu escolheste os lideres, velho gagá. Eu fiquei a assistir!". – Achamos justo que fossem a Miss Granger e o Mr. Malfoy os lideres de cada lista.
Todo o salão começou a falar ao mesmo tempo. Draco estava deliciado. Rapidamente se esqueceu da promessa feita a si próprio. Ele ia competir com a Granger. Ahhh, ia ser mais facil que tirar um chupa das mãos de um bebé. Ou assim pensava o loiro!
Hermione também estava deliciada! O Malfoy ia pagar por tudo o que tinha feito!
- Cada lista pode ter 10 membros, incluíndo o Líder. Por isso, Mr.Malfoy, Miss Granger, só podem convidar 9 pessoas para fazer parte da vossa lista, e tentar ganhar as eleições com essas pessoas. Entreguem-me as listas até dia 13. Bom almoço!
Hermione estava na Sala comum dos chefes de Turma. A sua Lista ía ser a A, lista A. Gostava de A. Mordia a caneta. Quem iria escolher para fazer parte da sua lista?
Obviamente, não podia escolher pessoal só dos Gryffindor, por uma questão estratégica. Precisava de ter gente de outras equipas, para que os amigos dessas pessoas votassem na lista dela. Sorriu.
LISTA A
Presidente – Hermione Granger
1)Aline Amorim – Gryffindor
2)Nara Laís – Gryffindor
3)Ginny Weasley – Gryffindor
4)Ron Weasley – Gryffindor
5)Harry Potter – Gryffindor
6)Dean Thomas – Gryffindor
7)Luna Lovegood – Ravenclaw
8)Hannah Abott – Hufflepuff
9)Nuno Hight – Ravenclaw
Sorriu para a Lista. Tinha a impressão que se iria divertir muuuuuuito!
Nesse momento, ouviu a porta do salão bater. Draco entrou descontraidamente na sala e olhou para Hermione fazendo aquele olhar irritante típico de um Malfoy.
Olhos para os papéis dela.
- Tu, lista A?! – Riu-se.
Hermione olhou para ele com cara de qué-qu'este-gajo-quer?
- Malfoy...faz um favor a ti próprio e DESAPARECE!! – gritou.
- Não desapareço sem que as coisas fiquem bem esclarecidas! EU sou da lista A, porque EU sou um Malfoy e porque os MALFOYS mandam!! – rosnou. Encontravam-se os dois de pé, junto da secretária.
Hermione sorriu sarcasticamente.
- Tudo bem! Se tu não tens capacidade de pelo menos uma vez na vida pensares em ser inferior aos outros, tens sérios problemas mentais...! Até acho que a lista B tenha mais haver comigo! – Malfoy riu-se de novo, como sempre estava à frente da Sangue-de-lama, que o punha fora de si.
Dirigiu-se para o seu quarto mas foi interrompido pela morena.
- Malfoy! E que seja a última vez que entras no meu quarto, ou o teu não é suficientemente grande para que não caiba lá o teu cú?! – desafiou-o.
Malfoy virou-se bruscamente para trás. Tentou controlar-se. Não suportava a ideia de ela questionar o quer que lhe pertence-se.
- Não me digas que olhaste para ele para saber se realmente era perfeito ou não? – sibilou. Aproximava-se a passos largos de Hermione que o observava de sobrancelha erguida.
- Poupa-me Malfoy...! Já vi coisa melhor que essa! – mentiu. Esperou pela reacção do loiro. Sabia que estava de novo a pisar o risco, e sabia também tal como os muggles dizem, estava a "levá-lo à serra" (N/A: gíria portuguesa que significa: levá-lo ao limite). Por impossível que parecesse começava a conhecer os seus pontos fracos.
- Será mesmo que viste? Ou será tudo uma manobra de diversão, para que tenhas realmente oportunidade de olhar para mim? – apontou por abaixo sorrindo maliciosamente. Draco estava agora perigosamente perto...
Hermione abriu a boca para responder, mas foi impedida por uma vaga de calor que lhe percorreu o corpo novamente. Malfoy encostou-se ao seu ouvido e sussurrou-lhe lentamente. – Porque é que gostas de me desafiar Granger? Começo até a pensar que te sentes atraída por mim... - aproximou-se dos lábios carnudos e vermelhos dela. Sentia um enorme desejo de beijá-la outra vez. Sentia uma enorme saudade daquele aroma doce do seu cabelo. Sentia enorme saudade de voltar a tocar naquela pele macia... Mas afastou-se. Tinha outros planos em mente. Não queria levar mais um estalo, ou mais uma joelhada que se seguia ao beijo que sempre acabava por surgir. Queria ver até que ponto conseguia seduzi-la.
Hermione acordou do seu estado sonhador. E viu Malfoy a fitá-la intensamente.
- Então Granger? Ainda estás a sonhar comigo? Sabes, tenho pena, mas gosto mais de loiras! – sorriu com a trocista.
Saiu da sala deixando Hermione enfrentando a sua própria consciência. Porque é que o Malfoy não a tinha beijado como das outras vezes? O que quereria dizer com "Começo até a pensar que te sentes atraída por mim"?
Aproximou-se da secretária e partiu o lápis na falsa hipótese que aquele acto lhe acalmasse os nervos. Havia já duas vezes que não tinha resposta para a pessoa que mais odiava no Mundo e que sempre conseguira humilhar. Porquê?! PORQUÊ?! – gritou.- Porque é que ficava sem reacção sempre que Malfoy lhe sussurrava ao ouvido e sempre que conseguia ouvir a sua respiração. Fosse o que fosse que ele tivesse em mente não podia deixar que ela fosse nas tretas dele.
Olhou ao relógio. Os Gryffindor e os Slytherin iam ter um confronto de Quidditch. Decidiu não ir. Sabia que as suas amigas iriam ficar furiosas por não ter ido com elas, mas não estava com disposição de voltar a ver o Malfoy exibir-se.
Foi para o seu quarto e deitou-se na cama a fazer festas em Croockshanks, que, ultimamente andava solitário. Queria aproveitar o único dia da semana em que tinha a tarde sem aulas para pensar.
Eram horas do lanche e movida por alguma fome decidiu ir ao salão.
Havia poucas pessoas, o jogo talvez ainda não tivesse acabado. Recolheu algumas fatias de bolo, uma garrafa de sumo e decidiu ir contemplar o pôr-do-sol na torre de Astronomia. A passo e passo foi subindo os degraus. Chegou lá em cima estafada. Sem reparar sentou-se na varanda e respirou fundo por alguns momentos.
- Estou a ver que não sou o único amante da varanda da torre de Astronomia. – sorriu. Hermione olhou. Era Nuno, sempre bem disposto e sem nada desagradável para dizer-lhe. Muito pelo contrário. Hermione retribuiu.
- Não foste ver o jogo se Quidditch?
- Não...nunca gostei muito de assistir, só mesmo jogar. – riram-se.
- E tu porque não foste?
- Digamos que para ver pessoas desprezíveis vejo todos os dias, inclusive tenho de trabalhar juntamente com elas. – olhou amargamente.
- Estás a falar do Malfoy? Pessoas como ele merecem total desprezo, aliás sinto pena dele, é tão fraco que não tem capacidade de criar verdadeiros amigos, refugiando-se naquele tipo de personalidade.
Hermione sentiu-se melhor. Finalmente alguém a compreendia! Gostava da presença de Nuno, sentia-se sempre mais aliviada sempre que se encontravam e conversavam.
Fitaram-se. O moreno aproximou-se de Hermione e beijou-a calorosamente nos lábios. Hermione respondeu ao beijo, tentando assim esquecer o assunto: Malfoy.
O beijo cessou. Olharam-se nos olhos e ambos estavam corados. Hermione não estava pronta para encará-lo. Não agora.
Após ter saído da torre de astronomia, uma Hermione muito, muito confusa dirigia-se para os jardins. Não sabia se o jogo já tinha acabado, e nem queria saber. Só queria sentar-se perto do lago e ver a Lula gigante. Mais nada.
Depois de um tempo a olhar para ela, foi-se ouvindo um som de fundo. O som começou a aproximar-se. Ela levantou-se, curiosa, e foi ver o que se passava.
Uma onda verde e prateada saltava, feliz, pelos jardins. Hermione logo compreendeu o significado daquilo. Os Gryffindor tinham perdido. Pela primeira vez desde que o Harry entrara para a equipa, perderam para os Slytherin. A morena suspirou. Bem sabia que agora tinha de fazer o papel de amiga consoladora. Eles mereciam. Ron e Harry deviam estar fulos.
Ao passar na maré verde, esbarrou em alguém.
- Vê por onde andas, oh sangue de lama! – uma vozinha irritante fez-se ouvir.
- Parkinson, sai da frente!
- Uhhhhh, parece que alguém está irritado! Será que a sabe-tudo está infeliz por ter perdido? – Pansy fez com biquinho.
- Parkinson, dispenso os teus biquinhos, ficas horrivel mesmo assim. E já agora, eu não iria ficar furiosa por Quidditch. Jogo é jogo... Não me enervo por causa disso. E já agora, porque é que não sais da minha frente antes que eu te obrigue a isso? – Hermione estava REALMENTE a perder a paciencia.
- E o que é que me vais fazer!? Uhhhhh, que meeeeedo.
Hermione fechou os olhos e cerrou os punhos.
- Último aviso... Sai-da-frente-Parkinson.
Pansy não se moveu um palmo.
Hermione empurrou-a com toda a força contra o chão, e a slytherin ficou coberta de lama, enquanto Mione passava por ela, altivamente.
- Mas nós mereciamos ganhar, Mione! – dizia Ron, revoltado.
Nara estava sentada no colo de Ron, acalmando-o. "Já lhe deve ter passado o amuo... pensou Hermione". Aline e Hermione e Ginny estavam sentados nos sofás á frente de Harry, Ron e Nara.
- O pior foi que ele fez batota! – Harry estava lívido de raiva.
- A sério? O que foi?
Todos fizeram silêncio..
- Mione, você não assistiu ao jogo? – perguntou Aline.
- É, eu não fui... eu lamento, pessoal! Mas eu não estava com disposição pra ir assistir Quidditch...
- A gente sentiu a tua falta, mas pensamos que tinhas entrado mais tarde e que depois te tinhas perdido, que não nos tinhas encontrado – dizia Gin.
- Deixa p'ra lá...
Após o relato das fintas traiçoeiras e das faltas cometidas, Hermione dirigiu-se para a sua sala comum.
Draco estava deitado no sofá, deleitando-se com a sua vitória. Ainda estava com o equipamento de Quidditch.
Estava cansado, e só lhe apetecia dormir. Os olhos fechavam... Mas ele abria-os. Queria ver a Granger, para poder gozá-la, e esfregar-lhe na cara que lhe tinha ganho... a ela, e ao Potter Perfeito e ao Weasel. Sorriu.
Mas não conseguiu segurar-se por muito mais tempo. Adormeceu.
Após uns momentos, Hermione entrou na sala comum, e viu Draco, deitado, a dormir. Aproximou-se um pouco. "Oh ceus... pensava ela, ele parece um anjo a dormir..."
só mesmo quando está a dormir.
- Tenho que concordar contigo! – respondeu a si própria.
mas vais dizer que não gostas do lado endiabrado dele?
- Tinha que vir a parte má do pensamento, não é?!
Afastando aqueles pensamentos, dirigu-se para o quarto e barricou-se lá dentro. Iria estudar para espairecer, e não queria interrupções.
Aline foi dar uma volta pelo castelo. Harry tinha, misteriosamente, desaparecido com Ginny, e Nay tinha ficado muito entretida a consolar Rony. Então... Ela foi dar um passeio.
Ao caminhar, pensou no Oliver... Nossa, como ele era boniiiito! E charmoso... e tudo de bom... Ahhhhhhh.
- BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUH – gritou alguém, mesmo atrás dela.
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH – berrou Aline. – MAI VOCÊS QUEREM ME MATAR DE SUSTO, ÉÉÉÉ?
Os gémeos sorriram. Fred e George não mudariam, nunca! Mesmo de passeio a Hogwarts, continuavam com as partidas.
Mesmo atrás deles, estava Oliver. Aline sentiu as bochechas aquecerem.
- Não, brasileirinha! Nós não te queremos matar! – disseram em unissineo, muito santos (cof cof).
- Tu não os conheces, Aline – esta corou. Oliver ainda recordava o nome dela!! – Eles são sempre assim.
- Hogwarts já não é a mesma sem nós... – suspirou George.
- É, maninho... A escola perdeu toda a cor sem os gémeos Weasley! – continuou Fred.
Oliver olhava intensamente para Aline, facto que não passou despercebido aos gémeos...
- BEEEEEEEEEEEM, eu vou... – começou George.
- Dar uma volta. Vens George?
- Era mesmo, mesmo isso que eu estava a pensar! Vamos por aí fora contar as rachas das paredes do castelo! É, as rachas!
- Isso aí!
Saíram os dois, assobiando.
Aline e Oliver ficaram sozinhos, percebendo perfeitamente a indirecta dos gémeos.
- É... Este castelo tem muitas rachas, não achas? – perguntou Oliver, super-corado, a olhar para a parede...
- É... eu acho! Aliás, eu acho que deveriamos formar um movimento contra as rachas castelares! – completou Aline, sentindo-se uma completa idiota.
Oliver gargalhou, e olhou para ela. Aline perdeu-se no olhar dele, penetrante, e sem saber como, viu-se colada á parede, a ser beijada pelo ex-capitão dos Gryffindor.
N/A: REEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEVIEWS!!
