Olá minna-san!
Epa! Tem gente lendo minha fic! Estou tão feliz, oh shit -
Espero que gostem deste capítulo.
Eu já mencionei de que casal eu gosto em Naruto ;''? Ganha balinha quem adivinhaar! hehe
Beijos,
Chris.
Disclaimer: Naruto não me pertence. Masashi Kishimoto fez esse anime a partir de um sonho que teve comigo, onde eu contei a história para ele, mas que envolvem os amantes Kakashi e Iruka. Mas como o é Homofóbico mudou para Shounen totalmente sem romance (não do jeito que eu imaginava), fazendo só ter sangue e lágrimas em vez de lágrimas e amor (ou sechu).
Nota: História extremamente meladora e gay, então, se você não curte mas tem curiosidade de ler e é sensível a coisas pesadas demais, então sugiro que pegue um balde e deixe do lado, porque meu colega eu não garanto nada ;X
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2008 © by Masashi Kishimoto
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Capítulo II.
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by Chris Wiind
- Brr – disse eu enquanto apertava os braços em volta do meu corpo. – Fica frio aqui quando o sol abaixa.
O que era totalmente verdade. Devia estar fazendo mais ou menos 15ª graus agora, mesmo que pelo dia tenha feito 25ª graus com o sol rachando-me pela janela enquanto eu trabalhava na Academia. Era um choque térmico. Eu estava tão quente na loja de ramen que quando saí, mesmo com um casaco de moletom verde-musgo e uma calça jeans azul, tremi dos pés a cabeça com o vento gélido da noite. Esfreguei minhas mãos e assoprei nelas com o hálito quente da minha boca, só que não adiantou nada. O vento era mais forte e impedia. Xinguei-me mentalmente por não ter trazido luvas por precaução, por isso enfiei as mãos morenas no bolso do meu casaco e deixei-as repousar no fundo quente dele.
Não percebi que enquanto tentava me aquecer Kakashi me olhava. E não percebi mais ainda quando ele estendeu uma coisa para mim á minha frente. Parei de súbito, tomando um susto com o braço de Kakashi. Eu já ia repreende-lo por qualquer que fosse seu motivo para me parar quando disse num tom divertido:
- Tome. Use minhas luvas. Irá aquecer suas mãos. – foi o que ele disse, sacudindo na minha frente, agora que eu reparei melhor, um par de luvas de lã marrom escuro.
- Ah, Minha Nossa. – falei, sem palavras. Não sabia no melhor para dizer, então apenas agradeci de um modo acanhado. Ora essa, Kakashi estava me emprestando sua luva! O que significava que ele estava se preocupando comigo, ou seja, ele se importa comigo. Então talvez ele deva me amar também. Não.
Vesti as luvas que ficaram largas na minha mão – sim, Kakashi tem mãos grandes e grossas, diferentes das minhas que são finas. – mas que ajudaram a esquentar elas, pelo menos. Sorri para ele, agradecendo novamente e ele deu de ombros, voltando a olhar para o caminho estendido a nossa frente, de forma silenciosa.
Fiz o mesmo que ele. Permaneci em silêncio, agora com as mãos enluvadas em volta do meu corpo. Eu sinto frio muito fácil, e calor também. Mas não entendo como alguém não consegue sentir frio igual Kakashi parece demonstrar que não. É de se pensar que ele deva estar acostumado com os climas, pois em todas as missões que participou enfrentara de tudo para sobreviver. Mas não creio que isso faça com que ele perca os sentidos quanto á isso.
Um exemplo é ele usar apenas uma camisa de manga curta, cor cinza escuro com um jeans largo e preto. Devo acrescentar que ele usa a máscara em quaisquer circunstâncias, e mesmo não tendo nada a ver com suas vestimentas, ele fica bem de blusa social.
Estávamos seguindo em linha reta, nós dois em silêncio – eu, olhando para o céu lindamente estrelado e com uma enorme lua que iluminava-nos com sua luz prateada fantasmagórica e Kakashi.. Bem. Não sei o que Kakashi estava fazendo. – quando eu ouvi uma voz muito familiar gritando por meu nome e pelo do meu companheiro.
Baixei o rosto e me vi encarando, não muito longe de nós, o loiro que eu mais amei em toda a minha vida. Não, o amor em que me refiro é paterno. Sentimento paterno que eu tinha em relação a ele e que sabia perfeitamente que era muito diferente do amor que eu sentia por Kakashi.
Sorri. Naruto estava acenando para nós de modo alegre, de mãos dadas com uma garota bonitinha que reconheci sendo Hinata. Ele estava elegante, vestido de camisa de seda cor preta, com um jeans justo desbotado e de cinto preto também. Sua companheira morena, a Hyuuga Hinata, prendera seus longos cabelos azuis negros num rabo de cavalo alto deixando alguns fios caídos, e estava com um vestido de cetin que ia até os joelhos, com a coloração numa combinação de azul com prata, onde prendia no pescoço fazendo um V discreto pelo busto até o pescoço.
Naruto gritou, andando ansiosamente até nós com Hinata ao seu lado:
- Fala Iruka-sensei! E aí Kakashi-sensei! Que surpresa vê-los por aqui.
Eu ia gritar de volta, mas Kakashi foi mais rápido:
- Boa Noite Naruto. É uma surpresa vê-lo aqui também, principalmente com a Hyuugi-sama. – seu tom de voz era sarcástico, eu pude sentir. E pude comprovar quando Hinata tomou uma coloração tão vermelha que pensei que estaria ponto de explodir a qualquer minuto. Porém Naruto não ligou com o comentário do seu sensei, porque deu um riso bem humorado e pôs a mão na cabeça, coçando a sua cabeleira grande e loiro-dourada.
- Pois é, cara. Eu e Hinata-chan vamos ir ao novo restaurante que inaugurou a 3 dias atrás. Falaram-me que os petiscos de lá são deliciosos. Um ótimo lugar para um casal ,não acha? – disse Naruto, dando um risinho. Sua namorada, Hinata, era uma pessoa extremamente tímida e Naruto sabia disso. E eu sabia que ele sabia disso, porque ele adorava quando ela ficava toda vermelha – ou seja, sempre. -. Naruto nunca muda .
- Claro, sem sombra de dúvidas. E sabe que outro lugar vocês poderiam ir? Bem, vou te dizer, tem um mo... – joguei-me contra Kakashi, colocando minha mão em sua boca, abafando-o. Naruto e Hinata se entreolharam assustados, mas fiquei aliviado de poder ter calado Kakashi antes que ele terminasse a idiotice que iria falar. Vê se pode, ia assustar o primeiro encontro do casal!
Muito sem graça, pigarreei e falei com uma voz que eu esperava que fosse calma e divertida:
- Kakashi está falando demais. Vocês não vão querer se atrasar para o banquete, imagino. – sorri, de tão sem graça na situação em que eu me encontrava. Eu ainda estava com a mão na boca de Kakashi, para me certificar de que ele não falasse na hora que eu a retirasse. – Bem, Boa Noite meninos. Divirtam-se hoje!
Eles ainda me encaravam, hesitantes. Por um momento... Pensei ter visto o olhar de Naruto brilhar em nossa direção, e isso me pegou totalmente de surpresa, já que a única coisa que pude fazer foi continuar a sorrir.
Mas, depois de ele perceber que não ia dar em nada ficar parado e adivinhando qualquer coisa que estivesse suspeitando – e que levou meu coração falhar uma ou duas vezes, já que eu ainda mantinha minha mão na boca de Kakashi, onde podia sentir a curva de seu nariz e de sua boca. Senti um arrepio forte na espinha. - , sorriu de volta e ele e Hinata desejaram uma boa noite para gente, começando a caminhar pelo caminho que estávamos vindo. Kakashi acenou se despedindo deles, já que eu acho que até aquele momento eu estava meio desfocalizado.
Olhei os dois se distanciando por cima do ombro e soltei um suspiro aliviado, pensando agradecido que aquele constrangimento todo estivesse acabado. Só então senti mais uma vez aquela mão grande e grossa no meu braço, movendo-o delicadamente. Pulei um 10 centímetros quando vi que era Kakashi que estava fazendo isso.
Minha nossa, eu estava cada vez mais no mundo da lua.
Ele continuava a segurar meu braço, quando se dirigiu a mim com seu um olho visível intenso, com um pingo de sarcasmo:
- Não se preocupe, Iruka. Tenho certeza de que meu rosto está intacto. – riu-se sozinho.
Congelei. Minha pulsação voltara a se acelerar e estava ficando tenso, por isso desejei que ele não estivesse percebido enquanto estava com sua mão em meu braço o quanto eu tremia.
Tentando manter a calma, falei numa voz embargada:
- Você é louco? Como você pode falar que.. que... que. Ah, você sabe o que. A Hinata é de uma família nobre e é extremamente tímida. – estava sussurrando, não sei porque. Mas parecia que as paredes das casas ao nosso redor podiam nos escutar. – Você estava constrangendo a Hyuuga. Que coisa Kakashi!
- Você me chamou do que? – perguntou Kakashi, casualmente.
Percebi meu erro. Chamei o Kakashi informalmente, e era a primeira vez que fazia isso na vida. Ah, meu Deus. Eu vou desmaiar, eu estou sentindo que vou.
- É... Ah... – só foi o que eu pude dizer, ou melhor, gaguejar.
Ele riu da minha cara.
- Gosto mais quando você me chama de Kakashi, e não com sensei. – disse Kakashi, num tom provocador.
Mudo. É o máximo que posso explicar de como fiquei no momento. Raciocina comigo: Como você ficaria se a pessoa que você está apaixonada de repente começasse a lhe provocar? Com as pernas bambas? A mão começar a suar e a pulsação começar a acelerar? Ou melhor, um rubor estilo vulcão subir pelo seu rosto?
Era exatamente o que estava acontecendo comigo.
Ele sorriu e tocou no meu ombro, apertando-o fracamente. Se ele estava tentando me tranqüilizar, sinto muito, mas só fez piorar a minha situação.
- Vamos. Está ficando tarde e vai esfriar bastante. A conversa é bem peculiar, e preciso lhe dizer hoje, sem demora. – confessou Kakashi, lançando-me um olhar muito sério e como sempre, intenso.
Concordei com a cabeça, porque o que me abalou foi que de repente Kakashi começara a ficar mais sério. Dava a pensar que essa conversa de boa não tinha nada.
Mordi o lábio inferior com medo. Eu estava com medo.
Medo exatamente do que? Bem, para falar a verdade, estava com medo de não ser correspondido. Estava com medo de que ele fosse conversar comigo sobre algo totalmente diferente do que eu estava imaginando.
Só que, ele é meu melhor amigo e companheiro por tantos anos. Será que eu deveria me abalar por não ter o que quero? Afinal, não acho que Kakashi seja alguém que ame o outro da forma que eu amo ele. Acredito que o que ele sinta por mim é afeto, amizade. Nada mais. Só amizade, e não amor.
Continuamos a caminhar. Arrisquei dar uma olhada para ele. Estava com as duas mãos enfiadas no bolso do jeans e olhava distante para algum ponto a nossa frente. Voltei meu rosto e segui seu olhar, avistando a floresta mais perto. Coloquei as mãos em volta dos braços e comecei a esfregá-los, tentando amenizar a tensão que estava sentindo.
Suspirei tão profundamente, que senti algum vazio dentro do meu corpo. Odiava essa sensação. Essa sensação que fora aprofundada mais tarde, algumas horas depois, como um soco forte e duro na barriga, vindo do nada, me deixando sem respirar por muito tempo.
Olhei para o céu quando entramos na floresta. Via uma fresta do céu noturno e apinhado de estrelas pelas folhas das árvores aos nossos lados, abrindo um caminho barulhento pelos galhos e folhas caídos neles. Andamos por não sei quanto minutos quando percebi que o céu estava mais extenso e que eu podia vê-lo muito melhor agora, com a lua aparecendo depois de escondida entre as folhas e galhos.
Tínhamos chegado ao centro da floresta.
O vento no local era muito mais forte e frio. Senti meus olhos lacrimejarem pela força do vento, e mesmo assim fiquei olhando ao meu redor tentando imaginar como a floresta, que de dia ficava tão viva e misteriosa, á noite era tão sombria e solitária.
- Bem, aqui estamos. – foi o que ouvi Kakashi dizer, antes de me virar e vê-lo muito perto de mim. Na verdade estávamos 10 centímetros de distancia, o que fez meus olhos se arregalarem.
- K-kakashi – funguei de forma exasperada, sem ter uma reação aparente. Fiquei em estado de choque quando ele pegou no meu rosto e sussurrou de uma forma que eu nunca o ouvi usar. Parecia... mágoa.
- Iruka, eu... – ele estava com sua mão, que era fria mas ao mesmo tempo quente para meu corpo. – Eu preciso te contar isso antes que seja tarde demais.
Fiquei surpreso.
- Contar o que?
- Eu sou tão estúpido. – ele soltou meu rosto de forma frustrada e foi andando por passos pesados de um lado ao outro, olhando para o chão. – Mas foi o certo a fazer. Eu espero que você entenda, né, já que é meu amigo.
O que está acontecendo, afinal?
- Do que você está falando? – perguntei, confuso.
Ele continuava a dar mais passos e passos, e eu o observei atentamente com os olhos arregalados. O que diabos estava acontecendo? Por que Kakashi parecia tão magoado?
O jounin parou e passou a mão nos cabelos prateados. E eu pude ver. Estava um pouco longe, mas eu pude ver. Sua mão estava tremendo. Me assustei.
- Kakashi. – chamei-o, mas ele continuava a falar baixo, como se estivesse escolhendo as palavras certas. Isso tudo tava me deixando nervoso. O que incomodava tanto Kakashi, por Deus?! – Meu Deus Kakashi, que houve? Aconteceu alguma coisa?
E então a resposta veio. Veio rápida e angustiada, além de falhada. Veio como um punho invisível no meu estomago.
Kakashi parou a poucos metros a minha frente, apenas iluminado pela enorme lua no céu noturno que dava sombreamentos fantasmagóricos, e soltou:
- Eu vou me casar.
Paralisei.
- O-oquê? – ofeguei.
- Eu estava noivo. – Kakashi não estava confortável com isso tudo, porque passava a mão no rosto constantemente, sem conseguir me olhar nos olhos. – E agora vou me casar daqui a 3 dias.
Estaquei a onde estava, olhando-o perplexo.
Eu não acreditava no que ouvia.
- M-mas c-como? – gaguejava tanto, sem conseguir mexer minha perna nem meu rosto. Só estava ali, que nem um idiota, olhando para um Kakashi constrangido. – quando que... e como que...e com quem que vo...
- Ela era do meu time do 4ª Hokage quando tínhamos 13 anos. Seu nome é Rin. Depois da guerra que deu tudo errado e levou Obito, meu amigo, morrer. Bem, antes de tudo ele tinha me pedido para sempre proteger Rin. Mas, depois da catástrofe, ela simplesmente desapareceu. Nunca mais ouvimos falar dela, nem saber do seu paradeiro. Eu acreditava que ela estivesse morta, mas foi uma surpresa para mim que 2 anos atrás, 3 meses após a guerra contra a Akatsuki, eu recebi uma carta dela. Ela me relatou que havia virado a Hokage do País da Lua, mas apenas poderia ficar no comando e proteger a vila toda se casasse com um shinobi forte e destemido. Ela havia conversado com a Tsunade-sama, pedindo o favor de ela aceitar meu casamento com Rin. E ela aceitou. – ele parecia hesitar, antes de completar: - E, Iruka... Eu também aceitei. Porque é meu dever cumprir como shinobi da vila oculta da folha e como também amigo fiel do Obito, que deixou bem claro que era para eu proteger Rin.
Não acreditei no que tinha escutado. Eu sinceramente fiquei com uma sensação tão vazia no corpo, mas tão vazia, que o que eu fiz em seguida pode ter sido um sintoma disso. Por isso vou logo dizendo que não foi minha culpa.
Fiquei furioso. Fiquei extremamente furioso. Não só porque Kakashi-sensei iria se casar sem vontade, apenas por obrigação, com essa tal de Rin. Não. Eu estava furioso porque Tsunade-sama havia concordado, e ela sabia disso há tanto tempo e nunca me contou. Nem Kakashi. Ele nunca tinha me contado sobre essa carta, nem dessa tal de Rin.
Kakashi percebeu a dor terrível que devia estar meu rosto, porque ele andou alguns passos vacilantes até a mim e disse, na voz mais meiga que ele raramente usava:
- Iruka.. Eu... eu sinto muito. Não queria que você descobrisse dessa forma. – e foi por o mais uma vez a mão no meu rosto.
E eu desviei. Virei meu rosto para o lado com tanta força que deixou claro que eu não estava muito feliz. Comecei a sentir alguma coisa subindo pela garganta, mas tentei segura-lo. Não, não antes de falar o que eu queria falar.
- Ah. Quer dizer então, que depois de tantos anos de amizade, você vem me dizer 3 dias antes que vai se casar com uma pessoa qualquer... – falava de forma esganiçada, dando um riso que eu implorei que fosse sarcástico – Ah, como você disse? Claro, para não magoar seu orgulho próprio.
- Não há o que se possa fazer... É meu dever cumprir com o que a vila e Obito desejam. – ouvi a voz de Kakashi ficando rouca. Percebi, quando levantei meu olhar, que ele estava ficando furioso.
Rá, que direito ele tem de ficar furioso? Era eu que tinha tido o coração arrancado, eu que estava querendo que o chão entre nós se abrisse e eu caísse num buraco muito fundo.
Ri, memo não sendo humorado.
- Então eu acho que eu sou apenas um ninguém para você. Parece que você se importa com os sentimentos de sua preciosa vila e de sua querida Rin!
Não acreditava. Estava começando a chorar. Não sei ao certo que tipo de choro era, mas eu estava num misto de raiva e tristeza, e a coisa entalada na minha garganta se soltou e revelou-se um soluço grande e agudo, que se misturou com o vento gélido da noite. Eu estava tremendo, mas não por causa disso.
Kakashi se espantou. Eu via como ele estava arrasado, mas eu não me importava. Ele tinha acabado de me dizer que ia se casar. Toda a conversa que eu imaginei que nós teríamos e escorregou até meus pés, se espalhando no chão como areia. Toda a minha esperança fora por água abaixo, além do meu pobre coração que eu sentia que não estava batendo mais.
Por isso eu chorava. Porque tinha acabado de perceber que a única ilusão de um amor correspondido logo foi mostrado por uma estupidez e que na realidade eu estava sendo trocado.
Então Kakashi fez uma coisa que eu talvez nunca vá me esquecer na vida, mesmo que tenha sido em uma situação horrível como aquela.
Ele abaixou sua máscara com a mão esquerda, revelando um nariz aquilino e uma boca grande e fina. Abaixou a máscara o suficiente para fazer eu soluçar mais ainda, porque a próxima coisa que ele fez foi me puxar pela cintura e me beijar.
Isso. Eu estava nos braços dele, com a minha boca trêmula colada em seus lábios quentes e macios. Era um beijo com fervor, eu pude sentir. Um beijo apaixonado e desejado, que eu não imaginava da parte dele.
Ele com uma mão pegou meu rosto e nos distanciou. Levantei meu olhar e vi que ele havia levantado a bandana. Estávamos com os olhos um fixo no outro, e os sentimentos passavam a mil por hora por eles. Kakashi então roçou seu nariz no meu e voltou a me beijar, com mais intensidade ainda.
Fiquei vulnerável ao seus braços. Puxa, eu ainda estava com raiva do sujeito. Ele tinha arrancado o meu coração da forma como se arranca um cabelo. Só que, encaremos os fatos, eu desejava por isso por muito tempo. E, como eu pude sentir, Kakashi também.
Então eu abri um pouco a boca para dar passagem a ele, que recebeu o convite com mais convicção ainda.
Nunca vi um beijo tão intenso como esse. Era meu primeiro beijo, e apesar de ser numa situação que eu ainda estava magoado, eu me cedi por completo.
E estava cogitando muito a idéia de passar meus braços pelo seu pescoço. Mas eu não sou bobo, e nunca farei os outros me fazer de bobo também. Nunquinha mesmo.
Por isso botei minha mão em seu peito, enquanto nos beijavamos, e o empurrei com o máximo de força que conseguia.
Ele cambaleou para trás desnorteado, e seu lábio claro estava tão vermelho quando seu rosto, enquanto ofegava. Eu também estava ofegando, tentando puxar o máximo de ar que conseguia. Mesmo assim não perdi a compostura e rebati, de forma desprezível:
- Nunca mais. Nunca mais faça isso. Nunca mais! – esbracejei, lançando um olhar tão magoado para ele que quase senti-os ficando molhados. Mas iria me controlar, não seria fraco nessa hora.
Ele com o fôlego recuperado, pude ver sua boca se abrindo para falar, mas fui mais rápido do que ele.
- Eu não sei quanto a você, Kakashi. – apontei um dedo para ele, trêmulo. Não queria esconder meus sentimentos, eu não tinha dito a mim mesmo que era esse momento para eu falar tudo que sentia? Pois então, ele iria ouvir. – Mas você tem uma esposa para amar, então espero que esse beijo não tenha significado nada! Porque... – tudo bem, admito, agora estava soluçando. – só me magoou mais ainda.
Por favor, não me odeiem. Tentem apenas me entender.
Eu me virei tão bruscamente, não dando ouvidos quando ele começou a chamar meu nome desesperadamente.
Eu admito que estava agindo que nem uma criança. Só que, puxa, meus sentimentos tinham acabado de ser dilacerados. A pessoa que eu amava na verdade se importava mais com a vila e com a sua esposa Rin, e eu não conseguia encaixar nada disso. Sei que é egoísmo da minha parte, mas encaremos o fato: Ele me beijou logo em seguida, mesmo sabendo que iria se casar e me deixar para sempre? E também eu tinha guardado meu sentimento por muito tempo, por isso fiz o que fiz sem arrependimento.
Corri floresta afora abrindo o berreiro. Passei pelo caminho estreito que havia vindo antes ás cegas, sem perceber aonde iria parar. Imaginava que Kakashi talvez me seguiria, mas não importava. Eu só queria estar longe de tudo, de todos e da noticia. Eu só queria ir para casa, me jogar na cama e apagar, e nunca mais acordar.
Corri o mais rápido que eu pude, e quando parei com os olhos já vermelhos e inchados, vi que estava na frente do meu prédio, onde Kakashi também mora. Ou, melhor, morava.
Isso não foi o melhor a se pensar, já que meu choro ficou mais extensivo e eu não conseguia parar. Corri para as escadas, em disparada para meu quarto, percebendo que Kakashi não havia me seguido. O que era bom, de fato.
Eu não queria vê-lo como também não queria que ele visse o meu estado por causa dele. Não lhe daria esse privilégio.
Abri a porta do meu apartamento, e fechando atrás de mim, desabei.
Caí no chão com o peso do meu corpo exausto emocionalmente, e me curvei com as mãos no rosto, soltando toda a frustração, a indignação, a raiva, a decepção e a pior de todas: a solidão de uma esperança medíocre. Percebi que ainda estava usando as luvas de Kakashi, que agoram tinham ficado molhados pela cachoeira de choro que meus olhos tinham virado. E, olha só, isso só me fez chorar mais ainda. Tinha tirado as luvas e agora ficava soluçando com o rosto encostado nelas.
Eu só sei que, de tanto desgaste mental que passei na noite, acabei depois de muito esforço me arrastando até a cama e me jogando nela. Havia fechado todas as janelas e portas do meu apartamento. Minha cabeça latejava e meus olhos ardiam, e tudo ao meu redor girava. Começei a sentir minhas pálpebras ficando mais pesadas e minha garganta começar a pulsar depois de uns longos minutos berrando e chorando.
Mas antes de cair por completo no sono, eu consegui pensar em uma coisa: Eu e Tsunade-sama teríamos uma conversa muito longa quando eu acordasse no dia seguinte.
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Fim do Capítulo II.
by Chris Wiind
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Olá. Fim. Gostaram? Nhá, espero que sim i.i
Vou continuar. Se quiserem, claro.
Respondendo as reviews:
blueberry-chan: Eu também lovu esse casal. Perfeito demais né? Obrigada por gostar e ler a fic! o/ Beijos
yeahrebecca: Já? Ainda não. Bem, não agora. Calma, que tipo... se vocês desejarem... que sabem... É, você me entendeu u.ú. E aí está mais um capitulo.
Ah, obrigada por ler e gostar da fic! Beijos
Larry A. K. McDowell: Valeu :). Não, sua review já foi ótima. Obrigada por ler e gostar da fic! Beijos.
Ivana das Brumas: Valeu!! Ah que bom que você quer, fico felicíssima! Sim, cada um é diferente mas são dois gostosões - Obrigada por ler e gostar da fic!
Reneev: CHEGOU! TÁ AQUI! NÃO, TÁ AQUI, Ó! mostra, tremendo. Er, er... espero que goste engole em seco. Obrigada por ler e gostar da fic! Beijos.
Rock's Leely: É, as vezes eu sou má (6). Adoro um suspense. Ah, brigadão! Mas aí está, espero que goste. Obrigada por ler e gostar da fic! Beijos.
Bem, uau. Ai meu dedos i.i
Por que eu fui rápida em postar? Será porque eu já o tinha feito, mas ainda fui vendo o que mudar e talz? É, eu sou má, eu sei (6).
Brincadeira.
Até o próximo capítulo minna-san.
