Capítulo 06.
A Orb.
- O que aconteceu com o Rony? – perguntou Harry aos cochichos para Gina em volta da mesa do café da manhã. O ruivo estava vermelho em fúria, tinha derramado metade do suco na jarra, deixando algumas facas voarem pelo ar, e sujar toda a roupa de geléia, sem muita coragem de encarar alguém da mesa, embora ninguém repasse nisso pois estavam comentando todos os detalhes do casamento.
- Gui e Fleur foram para a França! – comentaram.
- Parece que o Krum e a Hermione voltaram!
Harry engasgou devolvendo o pão em cima do prato, por sorte, ninguém percebeu.
- É... Eu ouvi da boca da própria!
- E... O Rony... Eles não... Saíram na porrada?
Gina sacudiu a cabeça.
- Ele correu para os braços da Luna!
- E-Eles ficaram? – perguntou Harry abobado.
- Tudo indica que sim! – concordou Gina passando manteiga no pão para Harry.
Algum tempo mais tarde, Harry ficou sabendo de novidades mais quentes como o discurso que não deu certo dos padrinhos, Lupin e Tonks, porque a mulher tropeçou e para não cair, puxou a toalha da mesa ("Aquelle Tonks ssó deu bafõess" reclamou Fleur), e outras novidades de novos casais, só que Harry não deu tanta atenção quanto Gina, ele estava em algum lugar perdido no mundo da lua pensando somente no que havia ocorrido durante as últimas horas.
- Bom dia! – exclamou Hermione vindo na direção deles puxando Krum pelas mãos – Como estão? – ela sorria radiante.
- Bom dia – cumprimentou Harry de volta.
- Estão todos comentando! – cochichou Gina na rodinha.
Hermione riu e deu um selinho em Vítor, Harry só teve tempo de ver Rony revirando os olhos para outro lado da parede, e Harry, no fundo, concordou com os sentimentos – ou ressentimentos - do amigo.
No final do dia, após muita festança, as pessoas começaram a pegar suas malas indo embora, a lareira não foi o meio de transporte mais utilizado, e sim a movimentação das varinhas, gritando "Aparatar". Harry e Rony estavam perto de um lago, bem longe da casa dos Weasleys, conversando.
- Você acha que a Hermione fez aquilo para se vingar? – perguntou Rony ao Harry com uma expressão de desgosto.
- Não sei, pode ter sido. Afinal, elas são mulheres. Quem as entende?
Rony arremessou uma pedra em direção ao lago.
- Mas eu não deixei barato...
- Ficou com a Luna! – completou Harry – Não acho legal você brincar com os sentimentos dela, e você sabe que ela gosta de você!
Rony corou por todo o rosto.
- Eu não tenho culpa se ela gosta!
- Ela é nossa amiga, Rony! E...
- Você não é ninguém para ficar julgando com quem eu devo ou não ficar! – retrucou Rony rapidamente, meio furioso – E se quer saber de uma coisa... Eu gostei de ficar com ela... Não foi algo normal, como eu diria... Mas, foi bom!
Harry apertou os olhos, por causa dos raios de sol que rebatiam em seu rosto.
- Você gostou?
Rony concordou, olhando diretamente em seus olhos.
- Se você gostou... Não tem o porquê continuar brigando com Hermione!
Harry apenas olhou para o gramado bem aparado, quando Gina e Hermione aproximaram, a última tinha lágrimas nos olhos por despedir de Vítor.
- Como estão? – perguntou Hermione com as duas mãos colocadas nos bolsos de trás da jeans.
- O Krum já foi? – perguntou Rony não contorcendo mais o rosto como fazia no café da manhã.
Hermione concordou com a cabeça, espreitando os olhos na direção de Harry e dele, como se adivinhasse a conversa dos dois.
- Ei... Harry! – Hermione aproximou-se do garoto, ficando frente a frente – Acho que está chegando a hora... Nós precisamos conversar!
Harry olhou para a amiga, e ficou feliz por dentro ao saber que ela estava preocupada em ajudar o amigo.
- Eu... Não quero que vocês vão, de verdade!
Rony sacudiu a cabeça, em desaprovação.
- Isso é ridículo, cara! Na boa...
- Mas tantas pessoas inocentes morreram por minha causa, eu não quero colocar a vida de nenhum de vocês em risco!
Hermione apertou as mãos nos ombros de Harry, ficando frente a frente.
- Nós somos amigos, e é bem isso que os amigos fazem!
Harry sentiu os olhos marejarem de lágrimas.
- Eu admiro vocês demais, galera... Vocês podiam muito bem cair fora dessa, podiam ter... Simplesmente deixado eu partir sozinho nessa, mas não, vocês insistem em enfrentar o perigo comigo.
Hermione sacudiu a cabeça, também com lágrimas.
- Desde quando eu entrei naquela cabine e soube que você era Harry James Potter, eu simplesmente não quis que nada mudasse na minha vida, eu sabia dos perigos que ia passar, sabia de tudo isso, e não vou ser covarde a tal ponto de desistir.
Rony aproximou e deu alguns tapinhas nas costas de Harry.
- Vocês sempre souberam da minha história, e mesmo assim... Não desistiram, vocês podiam ter me ignorado, nunca mais olhado na minha cara... Mas não!
- Não vamos deixar você bater as botas, cara! Nem que isso custe as nossas vidas!
Harry estendeu os braços, puxando os dois para um forte abraço, Gina continuou parada, observando a cena.
- Eu... Eu... Quero participar disso! – e abraçou todos eles num único abraço bem apertado.
- Eu nunca tive família, mas... Merlin compensou vocês! Vocês são os melhores amigos do mundo!
Quando o relógio atingiu o horário do jantar, o trio estava sentado no sofá da sala ouvindo a Sra. Weasley reclamar de Fleur durante o casamento.
- Ela simplesmente não se deu ao trabalho de agachar... – dizia a Sra. Weasley a todo momento.
Assim que Gina saiu do banho no andar de cima, Harry percebeu pelo cheiro de flores que atingiu a sala.
- Já volto! - disse a Hermione querendo resolver de uma vez por todas alguns assuntos que estavam martelando sua mente.
Bateu os nós dos dedos na porta, e ouviu uma resposta.
- Quem é?
- Eu, Harry!
- Ah... Espera um pouco! – e ouviu ela ofegando, provavelmente tentando encaixar a roupa no corpo às pressas e em seguida berrou.
- Pode entrar!
Assim que Harry fechou a porta, Gina o abraçou pelas costas e deu um beijo em sua nuca, fazendo todos os pêlos de seu corpo se arrepiarem.
- Eu... Eu amei a noite passada!
Harry concordou com a cabeça.
- Eu não vou esquecer! – comentou o garoto que ainda tinha os pensamentos da Penseira de Sirius na cabeça – Mas agora preciso falar de um assunto muito sério com você.
- O que é?
Harry puxou Gina para sentar na cama, e ficou acariciando suas mãos.
- Eu... Não quero que você vá!
Gina revirou o rosto incrédula, decidida a não olhar mais nos olhos de Harry.
- Isso é idiotice!
- Não, não é idiotice, eu quero proteger você!
Gina tinha lágrimas nos olhos.
- Isso não é proteger, é me ofender! Você fala isso como se eu fosse uma criança... É desse jeito que você me enxerga, Harry? Como uma criança?
- Gina, não! – cortou imediatamente – Você sabe muito bem que não é assim, e eu me preocupo com você!
A porta se rompeu da parede sólida e o rosto de Hermione apareceu, vermelho, entre o vão da porta.
- Ah! Desculpa... Eu não... Eu não... – ela estava sem graça – Eu não sabia!
Harry não acreditou que fosse verdade, pois tinha avisado que voltaria logo.
- Não, pode ficar... Acho que melhor do que ninguém para ajudar a convencer a Gina a ficar!
Hermione fechou a porta com cuidado e se aproximou do casal.
- Harry... Isso é patético, eu ficaria ofendida no lugar de Gina – Gina olhou para Harry com um ar de "Até ela me apóia" – Todavia... – e Hermione mudou a expressão fazendo Gina ficar parada no lugar – Se o Harry quer assim, é uma decisão dele e não devemos interferir! – e Harry começou a se sentir culpado por Gina não saber da profecia.
- Não... Não é bem assim! – gritou Gina levantando da cama e afastando das mãos de Harry – Isso não é justo! – e saiu batendo a porta com força, tremendo a vidraça do quarto.
Hermione deixou o olhar cair na direção de Harry.
- Você não quer que ela vá para o Largo Grimmauld...
Harry respirou fundo antes de responder com um olhar totalmente vago, sem direção.
- Eu não quero que ela se envolva nisso!
- E sobre a profecia, você não vai contar a ela?
Harry revirou um olhar cortante na direção de Hermione.
- Hoje, não!
O dia seguinte não foi tão bom quanto o anterior, já que Gina recusava-se terminantemente a sair do quarto, fosse por Harry, ou qualquer outra pessoa, e isso atrapalhava os planos do garoto que pretendia ir para o Largo Grimmauld naquele mesmo dia resolver alguns assuntos que estavam guardados no quarto de Sirius.
- Ela não vai sair do quarto – disse Hermione descendo a xícara de chá dos lábios – Eu sinto muito, Harry!
Harry desviou o olhar para o prato, chateado.
- Não há mais nada que eu possa fazer aqui, acho que agora nós precisamos ir! As malas estão prontas?
- Sim! – uma resposta vinda de Hermione.
- Não! – uma reposta vinda de Rony.
- Sim ou não? – perguntou Harry sério.
- Mais ou menos! – responderam juntos e riram.
- Ótimo. Vamos sair hoje, por volta das oito horas!
O resto do dia não melhorou muito, Gina não olhou nos olhos do rapaz, de fato, e sempre que cruzava no corredor com Harry, ela fazia questão de voltar ao quarto, e fingir que não ouvia absolutamente nada do que ele estava tentando lhe dizer.
- Gina, chegou a hora, e eu preciso ir – disse Harry parado na porta do quarto – Não importa o quanto você esteja chateada comigo mas não vai mudar em absolutamente nada! Eu só quero que saiba que eu te amo e de modo algum isso vai mudar enquanto eu estiver fora!
Gina estava chorando abraçada com o travesseiro, continuou sem dizer nada. Harry caminhou na escuridão até ela e beijou sua testa.
- Fique bem!
E deixou a garota no meio da escuridão, chorando com o travesseiro no colo, sentindo o coração sem vida bater contra o peito, sua vontade era de se juntar a ela e chorar, mas havia assuntos importantíssimos a tratar e não tinha tempo sobrando. Quem sabe depois da Guerra...
- Preparados? – perguntou Harry juntando o malão com os demais garotos em volta da lareira. O pessoal da Ordem (Moody, Tonks e Lupin) estavam bem atrás, esperando pelos garotos.
- Oh, queridos, tão cedo... E vocês já... – ela debulhou em lágrimas passando os braços pelo pescoço dos três jovens, apertando com força – Tão jovens... E com um destino tão forte a seguir... Não se metam em encrenca, por favor... E... – ela passou os olhos vermelhos em cada um – Não desafiem Você-Sabe-Quem!
- Pode deixa, Sra. Weasley – disse Hermione com lágrimas nos olhos – Prometemos ficar bem, e vamos festejar o fim disso aqui na Toca!
- E... Não deixem de comer, vocês precisam de energia! – aconselhou entre os soluços, limpando o rosto no avental.
- Vai ficar tudo bem, mamãe! – prometeu Rony abraçando ela com força – Eu juro!
- E... Obrigado, Sra. Weasley! Não importa o que aconteça, eu sempre vou me lembrar da senhora como uma mãe! – e Harry abraçou ela com força.
Hermione foi a próxima.
- Obrigada mesmo, Sra. Weasley, por tudo! – e assim que soltou do abraço os três se reuniram em volta de Moody.
- Então, vamos? – e tirou a varinha do bolso apontando para um objeto próximo da Sra. Weasley, e o trouxe para a rodinha – Portus!
- Quando eu contar até três, rapazes! – gritou Tonks – Um... Dois... Três!
Todos eles seguraram firmemente os objetos nas mãos, e com a outra apertaram o vaso da Sra. Weasley, com muita força, e veio o puxão no umbigo...
O trio caiu de costas ao chão, enquanto a gaiola de Edwiges rolou para debaixo da mesa, já os aurores estavam em pé, parados, com os olhos vidrados em alguma coisa atrás deles.
- Estão todos bem? – perguntou Harry apoiando nos joelhos para se levantar e limpando-se da sujeira.
- Acho que sim! – respondeu uma voz familiar que Harry achou que não devia estar ouvindo.
Era Gina parada com uma das mãos agarradas na alça da mochila, com um sorriso presunçoso no rosto.
- V-você! – disse Harry quase aos berros – Você não deveria ter vindo!
- Não adianta, Harry! Não adianta você ficar me escondendo, querendo me guardar para sempre em uma gaiola! Isso é uma guerra e não um jogo de quadribol! Se Voldemort quiser me matar, não é porque estou trancada no meu quarto, de castigo, que ele não vai conseguir!
- Acho que devíamos ter embarco em outra hora! – comentou Tonks puxando os aurores para fora da sala. Rony e Hermione também os acompanharam.
Harry fitou Gina com uma certa fúria percorrendo pelo corpo, e passou por ela como se ela fizesse parte da decoração.
- Acho que está na hora de você aceitar os fatos, Harry! Eu não sou uma donzela em perigo!
- Você vai se tornar o alvo principal de Voldemort, será que não entende?
- Não importa, não importa que morra, Harry! Desde que seja por você!
Harry sentiu que havia tocado lá no fundo.
- Mas eu me importo! Eu não quero perder você! – berrou de braços abertos – Acho que está na hora de você entender de uma vez por todas que eu não quero você nessa Guerra!
- Ah! Claro... Você-Sabe-Quem pensa igualmente, "Não vou matar Gina Weasley porque Harry Potter não quer que ela participe da Guerra". Não faz diferença, Harry!
- Não quero expô-la ao perigo, Gina...
- E você acha que só porque eu sou a sua namorada que Voldemort vai querer me matar? – disse ela cruzando os braços observando-o, duramente.
- Mas é claro, foi assim com meus pais, Cedrico, Sirius e Dumb... – começou a listar.
Harry explicava pela milésima vez a mesma situação e sua opinião nunca mudava.
- Bom você está certo! – o tom de voz era cínico - Está tudo acabado! Eu não quero mais!
- O que? – gritou ele quase histericamente.
- Pronto não somos mais namorados! – ela explicou com simplicidade – O que quer dizer que, agora, estou segura, certo? – o tom de ironia em sua voz foi acompanhada por um ergueu de sobrancelhas – Você está sendo patético! – e virou as costas jogando os cabelos para longe dos ombros.
- Gina. Gina. Espera! – gritou Harry pegando-a pelo ombro – Eu não quero terminar desse jeito!
- Mas eu quero! – disse ela desvencilhando das mãos de Harry – E pode deixar que eu vou voltar para o meu quarto e ficar trancada como uma donzela em perigo, do jeitinho que você quer! – e subiu as escadarias do andar de cima com rapidez.
Harry suspirou fundo, parado no lugar, tentando entender o quanto tudo aquilo era horrível. Não acreditava que tudo isso estava acontecendo.
Rony e Hermione aproximaram para ajudar o rapaz a subir até o quarto, onde o colocariam de molho.
Não se precisa comentar como foi o restante do dia, pior? Impossível. O silêncio reinava naquela casa, simplesmente ninguém estava disposto a conversa sobre nada, e o que ainda era pior, reviver as lembranças de Sirius em cada canto daquele lugar, mas infelizmente não havia alternativa.
Harry aproveitou enquanto todos estavam almoçando e correu para a última porta do corredor do terceiro andar, sabia mais do que ninguém que aquele quarto era de seu padrinho falecido, Sirius Black. Sabia que doeria como nunca rever os objetos dele, mas precisava descobrir alguma coisa na Penseira que Gina havia comentado.
Girou a maçaneta em formato redondo mas a porta não abriu, não estava emperrada e sim fortemente trancada, algum feitiço muito poderoso que nem mesmo os Alorromorras de Harry foram o suficiente.
- Droga! BOMBARDA MÁXIMA! – gritou para a porta fazendo um barulhão, correu para dentro do quarto sabendo que não haveria tempo para descobrir muitas coisas porque em breve minutos o pessoal da Ordem estaria ali para investigar o barulho.
Harry encontrou em cima de um armário, uma bacia feita de pedra com um liquido visco por dentro e não pensou duas vezes, mergulhou de cabeça.
O cenário não mudou muito, de escuro foi ainda para um lugar ainda mais escuro. Estava de frente a um portão de ferro, e no fundo havia um casarão de dois andares, com uma árvore de galhos secos na frente.
- Ei... Almofadinhas! - chamou uma voz reconhecida até mesmo nos dias atuais. Era Lupin.
Eles eram tão jovens que era esquisito vê-los daquela forma, não estava acostumado.
- Aluado... Os boatos são verdadeiros! – disse segurando o portão com as duas mãos e tentando a qualquer custo empurrá-los – O portão não se abre...
Lupin jogou rajadas de feitiços na direção, mas nada aconteceu, continuava intacto como antes.
- Você acredita que talvez Voldemort esteja ai dentro?
Harry correu para aproximar, afinal, era só uma lembrança, provavelmente ele conseguiria atravessar e...
- BAM! – bateu de frente com o muro, não conseguia mesmo.
- Por qual outra razão não estamos conseguindo entrar? – respondeu Sirius vermelho de raiva – Precisamos de ajuda... Precisamos urgentemente do pessoal da ORB!
- Eu vou atrás de Pedro! – gritou Sirius aparatando.
- Eu vou procurar Severo! – gritou Lupin aparatando também.
E tudo ficou muito escuro. E ele sentiu os pés girarem no chão, já não estava mais dentro da Penseira, e sim foi jogado contra um chão fofo. Estava na cama de Sirius.
- Harry! – ouviu-se a voz de Lupin.
- O que é ORB? E... Pettigrew e Snape fazem parte da ORB?
Lupin olhou por cima do ombro e viu toda a turma da Ordem dentro do quarto.
- Pessoal, eu preciso falar a sós com Harry!
Todos abaixaram a cabeça e começaram a se retirar.
- Rony! Hermione! Podem ficar! – gritou Harry sentando na cama. Os dois olharam por cima do ombro e ficaram parados, deixando o restante sair.
- Reparo! – gritou o professor na direção da porta que ficou nova, até melhor do que antes – Aproximem-se, rapazes! – chamou os dois.
Hermione segurava Bichento com firmeza no colo, sentou na beiradinha da cama ao lado de Harry enquanto Rony ficou de pé com as mãos no bolso.
- ORB, é uma Organização, fundada por Lílian Potter!
- Ahm... E isso quer dizer o que?
- Organização de Rebeldes Bobos! – zombou Lupin – Apelidado pelo seu pai, claro! Mas na real... Não tinha um nome, era apenas um grupo de seguidores que estavam ao lado de sua mãe.
- Como um exército? – perguntou Hermione curiosa – Assim como Voldemort está fazendo?
- Isso! Um exército, assim como vocês também fizeram! A Armada de Dumbledore! – e eles exclamaram, surpresos – Lílian escolhia entre os melhores amigos para treinarem! Pedro e Severo faziam parte já que eram poderosos!
- Ah!
- Lílian fez assim como você, Harry, escondeu-se na Sala Precisa, chamou em cerca de dez pessoas. Sirius e Tiago também pertenceram a essa elite, e isso aconteceu no último ano.
- Por que minha mãe não o chamou antes?
- Porque os dois eram muito metidos! Lílian detestava o seu pai... E quando chegou o sétimo ano, último ano de treinamento e tudo mais... Ela teve que chamá-los porque de fato eram os melhores alunos de Hogwarts! Foi aí que começaram a se conhecerem melhor!
Harry vidrou os olhos na direção da parede.
- Minha mãe fez um exército! ORB!
- Exatamente! Eu, Tiago, Sirius, Pedro, Severo, os Lovegoods, e Longbottons participaram!
- Ahm, espera um pouco. Estamos falando dos pais de Luna?
- Concreto!
Hermione apertou Bichento inquieto nos braços.
- E qual era o objetivo de vocês? Combater Voldemort?
- Parabéns, Hermione! Você adivinhou o que eu ia dizer, Lílian tinha uma certeza tendência à matéria de Adivinhação, e previu que um dia confrontaria contra Voldemort!
Harry ficou de boca aberta. Sua mãe, boa em Adivinhação? Não era em Poções?
- Mas... Slughorn disse que...
- Quem prevê as coisas pode prever ingredientes de Poções, não? – respondeu Lupin – Assim como também pode adivinhar o feitiço que a espera... Destacando-se em Defesa Contra as artes das Trevas, também! Lílian era boa em tudo, não tanto quanto Tiago!
- E... As pessoas sabiam da ORB? – perguntou Harry.
- Algumas só. Era melhor manter em segredo!
Harry concordou com a cabeça, Hermione parecia em outro planeta com os seus pensamentos.
- E o que eu acabei de ver... Na Penseira... Era Godric Hallows?
Lupin aproximou de Harry.
- Você... Você... Viu o que, especificamente?
Harry respirou fundo tentando se preparar para a verdade. E começando a raciocinar cada vez mais como Sirius e Lupin foram desleais com seus pais.
- Você e Sirius fugiram na noite em que meus pais morreram!
- Nós não fugimos, nós fomos buscar ajuda!
- Vocês podiam ter ficado para ajudar! – Harry sentiu que estava começando a perder o controle – Vocês podiam ter ficado para morrer! Mas fugiram!
- Nós teríamos ficado se ajudasse em alguma coisa, Harry! Mas não havia absolutamente nada a fazer!
Harry sacudiu a cabeça, incrédulo, decidido.
- Vamos embora, Rony, Hermione. Vamos embora daqui agora!
Notas do Autor: O segredo de Lílian está a um passo a ser desvendado, mas eu garanto que isso não acontecerá tão cedo na fanfic. Hehehe. Porque a intenção é manter vocês em contato com ela, e que vocês não parem de lê-la. Acho que o segredo é revelado no capítulo 14, não tenho certeza, ainda estou escrevendo.
Aqui nesse capítulo vemos o fim do namoro oficialmente de Harry e Gina. Fim. Broke up! Daqui para frente começamos a ter uma reviravolta... A reviravolta que eu sempre esperei nos livros, mas que não aconteceu... Beijosssss.
Gabriel: Em breve o Harry descobrirá tudo sobre a Gina, e quando eu digo breve, é muito em breve mesmo! A verdade está batendo na porta logo, hehehe, espero que você passe aqui para comentar sobre os capítulos. Abraços.
Morena: Hahaha, que bom que você está gostando, fico muito feliz em sabe, lisonjeado demais. Obrigado. Beijos.
Lolixx: Você voltouuuuuuuuuuu! Hahaha, fico feliz em saber que você ta gostando e vindo aqui para deixar reviews, se for sempre assim, terá sempre capítulos novos também. Beijos e te vejo em breve, hein?
Nessa: Entãooooo, se eu te contar que a Hermione já sabe da poção você vai acreditar? Hehehe, éee, ela sabe desde há muito mais tempo do que você imaginaaaa, e isso tudo vai ser revelado na fanfic, tudo tem um sentido, eu garanto. Continue lendo e verá cenas HH, embora as cenas HH que eu coloquei tenham sido melhores do que um beijo HH, eu achoooo, hehehe. Tadinha da Gina, mas... Todos terão os seus caminhos encaixados. Beijosssss.
Jane: Obrigadãooo por deixar uma review na minha fanfic, e pelos elogios também. Hehehe, e espero não desapontá-la no final, de verdade. Beijãooooo. Até.
