Capítulo 07.

Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

- Você não acha que está sendo um pouco infantil, Harry? – perguntou Hermione cautelosa agarrada ao Bichento enquanto seguia às pressas os passos de Harry, ao lado de Rony que parecia mudo.

- Não, não acho, e se você tiver alguma coisa contra, pode ficar lá no quarto com ele! – resmungou aborrecido.

- Não seja grosso! – devolveu ela – E se quer saber de uma coisa? Eu fico! – e parou de andar, isso foi visível que já que não havia mais barulhos de passos pelo corredor. Rony mesmo caminhando deu uma olhada por cima do ombro e ao mesmo tempo focou Harry.

- Ei! Sem brigas! – disse parando de andar também, consequentemente, Harry acabou parando para saber o que é que estava acontecendo.

- Vocês vão ficar discutindo enquanto o mundo lá fora está morrendo? – perguntou alterando o tom de voz.

- Não, Harry, não é isso... Eu só acho que não adianta a gente ficar andando de um lugar, isso só coloca nós mesmo em perigo!

- Tudo bem se você quiser ficar, eu vou!

- Vai aonde, Harry? Não temos muita opção! – disse Hermione e Harry no mesmo instante viu Rony concordando com a cabeça.

- Hogwarts! – murmurou observando o tapete negro estendido pelo corredor – Nós vamos para ele. Agora mesmo!

- Harry... Não! – disse Hermione séria – Por favor, vamos ficar? Lupin pode nos ajudar, ele conhece encantamentos que nem nos melhores livros de Hogwarts...

- Não é não, Hermione! – cortou rapidamente entre os dentes – Eu sei que nós precisamos de treinamento, eu preciso! – corrigiu rapidamente – Mas eu não estou disposto a aceitar a ajuda de Lupin!

Ela aproximou cautelosa.

- Tudo bem, se você quer assim, nós vamos! Eu prometi que seguiria você até o final, não importa onde você fosse!

Harry sentiu um calor percorrer pelo corpo dominando até mesmo a raiva que sentia de Lupin.

- Obrigado, Mione. Agora vamos! – disse virando as costas decidido a não respeitar o calor que dominava o seu corpo, sabia que Gina não gostaria disso se soubesse.

- Encontro com vocês daqui uns minutos na sala de estar. Vamos como?

- Aparatando mesmo – sugeriu Rony que até agora estava parado, começou a seguir Harry em direção ao quarto onde iam pegar seus respectivos malões.

Harry abriu a porta do quarto aos socos, correu para pegar o malão.

- Eu preciso que você me faça um favor, Rony!

- Ah... Pode mandar, cára – disse o ruivo com a voz falhando.

- Eu quero que peça a Gina que cuide de Edwiges!

- Ah, tudo bem! Só não acho legal vocês ficarem desse jeito... – disse dando os ombros largos e saindo do quarto.

Harry estava guardando as meias que tinha deixado em cima da cama antes de tomar banho, ao empilha-las no malão, umas delas saiu rolando e caiu no chão, o rapaz agachou para apanhá-la debaixo da cama, quando sentiu os dedos roçarem não somente no chão mas também em um objeto que era tinha uma elevação, passou os dedos por baixo e trouxe juntamente com as meias.

Desceu os olhos para a sua mão, segurando uma plaqueta pesada, de ferro.

- Não mexa nisso! – rosnou alguma coisa.

- Monstro! – reclamou Harry após tomar um susto – O que você está fazendo embaixo da minha cama?

- Não te interessa! – e foi na direção de Harry apanhar de volta sua plaqueta – Me devolve!

- Onde é que você arranjou isso? – perguntou olhando o verso que estava escrito alguma coisa em outra língua.

- Isso pertence a minha família, vamos, devolva-me!

- Eu sou o seu mestre, e não quero devolver – disse Harry levantando do chão enquanto o elfo batia a cabeça contra o pé da cabeça.

- Isso é desgastante... O que a minha senhora diria? Servir a um mestiço nojento...

Alguém entrou pela porta, fechando-a, na esperança de ver Gina, Harry virou o pescoço por cima do ombro, mas não era.

- Harry, você não entendeu direito! – Lupin parecia preocupado – A minha intenção é ajudar vocês...

- Lupin, cara, eu sei que não havia como você fazer nada, mas ao menos... Vocês deviam ter ficado... – disse meio rápido colocando a plaqueta dentro do malão.

Lupin sacudiu a cabeça.

- Não adiantaria em nada, nós morreríamos juntos, sem fazer nada. No que mudaria? Morreríamos os dois! Eu fui buscar a ajuda de Severo...

- Você sabia que ele estava do outro lado!

- Naquele mesmo dia Severo mudou de lado!

- E você acreditou? – retrucou Harry incrédulo, cerrando os olhos – E você foi idiota a tal ponto?

- ME RESPEITA! – gritou alto o homem, ainda parado no mesmo lugar, parecendo mais nervoso do que o normal.

Harry abaixou a cabeça, respirando fundo, não ia dizer mais nada também.

- Os seus pais provavelmente apoiariam as nossas decisões, e Dumbledore também!

Harry continuava respirando fundo tentando manter a calma.

- Tudo bem, desculpa! Eu fui injusto com você!

Lupin sorriu olhando para a nuca de Harry.

- Vem cá e me dá um abraço!

Harry virou-se e correu na direção de Lupin o abraçando com toda a força que podia, no momento, ele era o seu pai.

- Desculpa mesmo... Eu perdi o controle!

- Tudo bem, não fico feliz em saber que você andou bisbilhotando as coisas do Almofadinhas, mas garanto que isso com toda certeza lhe serviu como ajuda.

Harry afastou encaixando os óculos no rosto.

- Sim, preciso montar a minha ORB, assim como a minha mãe fez!

Lupin concordou com a cabeça.

- E claro que você vai precisar de ajuda, e espero que eu possa servir em alguma coisa!

- Venha para Hogwarts conosco!

- Como? – perguntou Lupin franzindo a testa – Deixar a Ordem nesse exato momento e viajar para Hogwarts com você?

- Exatamente! – disse Harry trancando as travas da mala em cima da cama, de costas para o professor – E você vai poder me treinar!

- Mas, Harry, eu não posso simplesmente deixar a Ordem assim. As coisas não são tão fáceis!

- Então não vou poder contar com a sua ajuda, até mais! – disse pegando o malão em cima da cama e caminhando até a porta – Nós vemos em breve!

- Ei... Espera!

Hermione agarrada ao Bichento e ao seu malão adentrou no quarto, assustada, berrando tão alto que seus pulmões pareciam arder.

- HARRY! INVADIRAM A ORDEM! INVADIRAM A ORDEM! SEVERO ESTAVA LIDERANDO O GRUPO, NÓS PRECISAMOS FUGIR!

Lupin imediatamente puxou a varinha.

- Aparatem para Hogwarts e se cuidem, crianças! – gritou Lupin vazando desembestado pelo corredor.

- Cadê o Rony? Nós não podemos ir sem ele! – falou Harry preocupado – Ele... Ele está no andar debaixo, foi falar com a... GINA!

- Nós precisamos tirá-la daqui também! – gritou Hermione eufórica pegando Harry pelo punho.

Harry e Hermione desceram as escadarias para o andar debaixo como um tiro, atravessaram o corredor escutando gritos vindo da sala de estar, esforçando-se o máximo para não descerem até lá.

- Eu... Eu vou! – disse Harry voltando pelo corredor.

- Não! Você não vai! – gritou Hermione puxando a varinha da cintura e apontando para as costas dele – Levicorpus!

Em um segundo Harry já estava de ponta cabeça, respeitando a lei da gravidade o malão e os óculos do rapaz caíram.

- Você não vai, nós temos que fugir!

- Ora, ora quem está aqui! – disse uma voz rouca vindo do fim do corredor de um comensal desconhecido – A amiguinha do Potter e o próprio!

Como Harry estava pendurado por uma perna só, de ponta cabeça, no ar, a varinha que estava em sua cintura deslizou pelo seu corpo e caiu diretamente em sua mão.

- ESTUPEFAÇA! – gritou ainda de ponta cabeça, o feitiço saiu de sua varinha como sairia se tivesse feito em pé, normalmente, e atingiu o Comensal em cheio no peito jogando-o contra a parede da casa, fazendo um buraco.

- E... Ele atravessou? – perguntou Harry assustado pela conseqüência de um simples feitiço como Estupefaça.

- Finite Incantatem! – murmurou Hermione apontando para Harry que caiu de quatro no chão – É normal nos momentos de fúria que nossos feitiços sejam de tais potencias, embora eu nunca tenha lido algo parecido... Ainda mais com um estupefaça, mas, vamos! – apressou ela ajudando Harry a ficar de pé – Nós precisamos tirar Rony e Gina o mais depressa possível!

Harry saiu pegando os seus objetos com a ajuda de Hermione e eles entraram pelo quarto de Gina onde depararam com Rony de olhos arregalados.

- A Gina fugiu!

- O que? – perguntou Harry incrédulo.

- Só tinha um bilhete quando cheguei – o garoto estendeu o bilhete na direção dos dois.

- M-mas...

- Nos preocupamos com ela depois! – alertou Hermione puxando a varinha – Rony, pronto para aparatar?

- Ei... Ei, eu não vou enquanto não achar Gina! E se ela estiver...

- Ela deve estar bem, Gina não é tão indefesa como você a julga, Harry! – gritou Hermione preocupada – E se não formos logo, eles vão entrar aqui e pegar você!

- Eu não ligo! – gritou sentindo as veias saltarem de raiva em seu pescoço – Eu vou atrás dela – e correu na direção da porta, porém Rony o segurou pelo braço.

- Gina conhece a azaração do Bicho Papão melhor do que ninguém!

- E isso não é suficiente, ou acha que Voldemort vai ser derrotado assim? – grunhiu com os olhos quase vermelhos de fúria.

- Você é a pessoa de maior importância em todo o mundo trouxa e bruxo – informou Rony como se ele não soubesse.

- Você é a nossa única esperança, Harry! – disse Hermione meigamente – Não podemos perder você.

E a mistura de uma sensação calorosa e repetida há pouco misturou-se com a fúria e a preocupação.

- Estou ouvindo vozes! – surgiu uma conversa entre dois comensais.

- Colloportus! – gritou Hermione apontando na direção da porta para ganhar tempo – RONY, PEGUE O SEU MALÃO. HARRY, SEGURA EM MIM!

Os pedidos de Hermione se tornaram uma ordem, Rony saltou na direção do malão como um leão, já Harry grudou no braço de Hermione sentindo um formigamento pelo braço e ouviu-se outros dois barulhos de feitiços.

- BOMBARADA! – gritou alguém lá fora.

- APARATAR! – berraram em uma seqüência combinada, fundindo as vozes de Rony e Hermione no quarto.

Após roçar os braços em paredes lisas, enfiando-se em um tubinho, Harry foi expelido caindo dentro de um lugar escuro, onde não podia enxergar um palmo à frente.

- Onde estamos? – perguntou na escuridão.

- Lumus! – murmurou Hermione acendendo uma luz – Estamos no Cabeça de Javali! Onde é que será que Rony aparatou?

- Provavelmente deve ter ido para o Três Vassouras!

- Ah, Harry... Pode soltar o meu braço – disse Hermione na escuridão meio embaraçada.

- Ah... Ok... Desculpa... – resmungou meio embaraçado também soltando braço da amiga – E o que faremos agora?

- Vamos até o castelo esperar Rony chegar, é o único jeito!

- Tem alguma idéia de como vamos sair daqui? Está tudo fechado! – avaliou Harry olhando para cada canto.

- Talvez tenhamos que usar alguns feitiços, é simples – ela disse apontando a varinha para a porta do bar, desfazendo alguns feitiços.

O barulho de correntes roçando ecoou pelo lugar, e logo após o cadeado cair fazendo um baque assustador no lugar, eles ouviram passos e gemidos do dono do lugar.

- Quem está aí? – resmungou Aberforth, Harry reconheceu a sua voz de imediato.

- Não se preocupe, sr. Dumbledore, somos nós, somos do bem!

- E o que fazem aqui? – resmungou acendendo a varinha na altura do peito iluminando o seu rosto enrugado e seus cabelos grisalhos enrolados.

- Estamos a caminho de Hogwarts, desculpa... Acabei aparatando aqui, e...

- Isso é invasão de privacidade! – resmungou.

- Sinceramente, desculpa... – pediu Hermione educadamente.

- Vou chamar a polícia! – disse alto acenando com a varinha – Vocês não vão escapar seus Comensais da Morte sujos!

- Eu não queria fazer isso – disse Harry puxando a varinha também e apontando para o homem – Incarcerous! – e o amarrou – Você vai ficar bem seguro aqui!

Ele se sacudiu jogando o corpo contra a parede, já a varinha estava no chão e suas mãos muito bem amarradas ao lado do corpo, ele se debatia como se alguma coisa fosse resolver.

- Seus... Seus pestinhas! Eu vou chamar o Ministério!

- Não faça alarde! Ou nós chamaremos a atenção de outras pessoas! – pediu Harry – Por favor... Eu desamarro o senhor, e...

- Não! – berrou ainda se sacudindo de um lado para o outro – Me soltem! Me soltem agora!

Hermione apertou o braço de Harry devagar.

- Vamos... Precisamos encontrar o Rony!

Harry assentiu com a cabeça e saiu carregando o malão.

- Desculpa, senhor Dumbledore, tentamos evitar – e saiu do ambiente.

Harry e Hermione ganharam as ruas de Hogsmeade sob a capa de invisibilidade, eles acharam que seria melhor assim, sem serem vistos e atravessarem toda a cidade que estava completamente vazia, as cortinas das casas corridas, e nenhum sinal de vida.

- As pessoas estão assustadas com a guerra! – gemeu Hermione arrepiada só de pensar – Ninguém mais está trabalhando na cidade, provavelmente foram buscar segurança em cidades maiores, e mais afastadas de Hogwarts, agora que o castelo é o alvo de Voldemort.

Eles passaram a estrada tortuosa que levava em direção ao castelo, discutindo sobre a possibilidade de Rony estar bem.

- Ele deve ter aparatado em algum ambiente fechado também, provavelmente – cogitou Hermione – Ahm... Harry, você está branco, aconteceu alguma coisa?

- Estou preocupado, só isso!

Hermione assentiu, ela também estava, não sabia o que ia acontecer com o pessoal que tinha ficado na Ordem.

- Você está pronto para abrirmos uma ORB?

Ele concordou com a cabeça.

- É como se fosse a AD, só que dessa vez eu serei o aluno!

- Você vai passar por exames pesados! – disse Hermione cautelosa.

- É, vou – concordou com o olhar longe.

Eles chegaram até os portões de Hogwarts e pararam bem em frente.

- E como passaremos pela segurança?

- Não tenho idéia – comentou Harry olhando fixamente para os portões.

Após alguns encantamentos e algumas senhas, Harry e Hermione passaram pelo portão de Hogwarts, ainda assim duas pessoas se materializaram na frente deles.

- Quem são vocês? E o que fazem aqui?

- Sou Harry Potter e essa é minha melhor amiga – Hermione sorriu para ele – Hermione Granger, viemos buscar segurança em Hogwarts.

- Não saiam do lugar até que a entrada de vocês seja autorizada, caso contrário, sofrerão danos permanentes!

Harry e Hermione não ousaram a ir adiante, continuaram parados, não demorou mais do que alguns minutos para enormes grandes em formato de círculo se transformarem em volta deles.

- Estamos sendo capturados em uma gaiola – gemeu Hermione apertando Harry com força pelo braço.

- Isso faz parte da segurança – comentou Harry espremendo os olhos – Eu acho – acrescentou não tendo muita certeza.

O cenário em volta deles se modificou completamente, de onde podiam ver o gramado e a Floresta Negra, tudo se transformou em dezenas de prateleiras com livros e alguns espaços de parede de pedra entre as estantes.

- Estamos no escritório de Dumbledore! – comentou Harry assim que a gaiola sumiu em volta deles.

- Oh! Graças a Deus estão bem! – alguém gritou aliviando-se.

Harry e Hermione viraram para encarar Minerva McGonagall que vinha do fundo do escritório com a mão direita no peito.

- Que susto que nos deram rapazes! – afirmou ela abraçando os dois, bem preocupada, coisa que nunca demonstrara anteriormente – Centenas de Patronos foram enviados anunciando que vocês tinham desaparecido!

Harry sentiu um forte aperto no peito ao olhar em sua volta, estava de volta a Hogwarts depois de algum tempo achar que isso nunca aconteceria.

- Não se preocupe, professora, estamos bem! – aliviou Harry sorrindo para ela como se nada tivesse acontecido – A senhora viu o Rony?

Ela olhou para os dois, desconfiada.

- O amigo ruivo de vocês?

- É. Ele não passou por aqui? – perguntou Hermione preocupada consultando o relógio – Mas já faz mais de uma hora que nós...

- Senhora – disse os bonequinhos se materializando novamente na sala – Alguém tentou invadir a segurança.

- Um garoto ruivo!

- Rony! – gemeram os três ao mesmo tempo.

- O Salgueiro Lutador está uma fera, senhora, é bom correr!

McGonagall negou terminantemente que os dois descessem para o jardim do castelo porque daria bandeira se houvesse algum comensal bisbilhotando da Floresta, ou lá do céu, então, a própria desceu as pressas para ajudar o amigo, deixando os dois sozinhos no escritório.

- Vamos para a Sala Comunal, vamos esperar lá! – sugeriu Hermione pegando o malão e caminhando juntamente com Harry.

Para a surpresa dos dois ao chegarem lá, o lugar não estava completamente vazio, e sim havia algumas pessoas circulando, alguns alunos conhecidos da Grifinória, embora fossem pouquíssimos.

- Olha, Hogwarts reabriu! – comentou Harry.

- Ouvi o professor Moody dizer que só abriu para aqueles que realmente precisaram dela, não queria que todos soubessem – explicou Hermione entrando e sendo observada pelos alunos, assustados.

- Tudo bem, somos nós – explicou Harry aos gritos – E não vamos atacar ninguém! – gritou em voz alta, mas ao ouvir a palavra "atacar" as crianças fizeram o maior berreiro e se esconderam dentro do dormitório.

No primeiro momento Harry achou que Hermione fosse brigar com ele, assim como vivia fazendo quando Rony aprontava com a molecada, porém, a reação da amiga o surpreendeu.

- Viu o que você fez? – ralhou Hermione tentando controlar o riso – Espantou a garotada!

- Ah! Elas espantaram com a minha feiúra... – disse sem jeito dando os ombros.

- Você não é feio, Harry! – disse Hermione séria, terminando de rir, ele esticou as duas sobrancelhas – É sério! Como eu disse no ano passado, você nunca esteve tão atraente. Popular, quadribol... E essas coisas mais!

Harry sorriu, com as bochechas pinicando.

- Ah, obrigado então! Er... Vou levar as minhas coisas para o dormitório e...

- Eu também – avisou tirando a mala do chão.

Eles fizeram caminhos opostos, cada qual com o seu dormitório, e o garoto ficou espantado ao entrar lá, continuava exatamente da mesma forma que havia deixado o lugar, estava bem mais limpo devido à falta de estudantes, porém, estava limpo e com todas as camas bem arrumadas como se ainda esperassem algum estudante, o coração de Harry deu uma pulsada de saudade, misturada com felicidade.

Jogou-se na cama, sentindo que alguma coisa em sua vida estava certa, pelo menos uma entre tantas coisas erradas e mesmo sabendo que o futuro era incerto, tentou pesquisa mentalmente para saber qual era o motivo de que estava se sentindo bem, realizado, alguma coisa boa que estivesse acontecido.

Definitivamente não era sobre sua ex-namorada Gina... Muito menos assuntos da Ordem... Talvez fosse a sua chegada no castelo, mas não tinha muita certeza se era sobre isso... Alguma coisa relacionada a ORB?... Ou quem sabe Lupin? Não, não, ele não conseguia se lembrar ao certo, continuou revirando na cama, sentindo as pálpebras irem fechando... Fechando... E...

- Ele escapou, Mestre! – sibilou uma voz com um tom de súplica.

- COMO VOCÊS DEIXARAM ELE ESCAPAR? – berrou uma voz rouca ecoando pela sala e apontou a varinha no fundo para alguma lugar, quebrando alguns objetos – A cada dia que passa eu fico menos contente com o resultado dos meus seguidores, são todos um bando de BURROS E COVARDES!

- Desculpa, Milorde, eu sinto muito que o plano não tenha dado certo!

- Ao menos alguém morreu? – perguntou furioso.

- Quase...

- QUASE NÃO É MATAR ALGUÉM! – berrou virando um tapa na cara de uns dos comensais que foi parar de costas no chão.

- Milorde, usamos a maldição Cruciatus no lobisomem! Ele sofreu muito...

- Qual é o estado dele? – perguntou o homem de olhos vermelhos com os braços estendidos.

- Ele está inconsciente! Deve ter ido parar no St. Mungus!

- Mais alguém? Alguma novidade? – perguntou ainda não satisfeito, berrando fumaça pelos buracos feitos abaixo dos olhos onde devia possuir um nariz.

- Sim, Milorde, atacamos também dois trouxas!

- Que trouxas?

- Acho que são os tios de Harry Potter!

- Excelente! – comemorou Voldemort passando a língua nos lábios – Que tipo de estrago fizeram?

- Creio que a ex-namoradinha de Severo Snape – comentou Dolovh lançando um olhar satisfeito ao homem carrancudo em um canto – Não enxergará nunca mais!

- E o gordão?

- Havia dois, senhor. O mais novo conseguiu fugir, porém, o pai foi atacado também, teve sérios danos, e nunca mais voltará a se lembrar de nada!

- Alguma notícia de Harry Potter? – perguntou Voldemort ficando um pouco mais contente.

- Antes de Said Wolfgang ser morto, ele disse ter visto o garoto e a amiguinha dele andando pelos corredores do lugar, mas não sobreviveu para contar a história!

- Eles devem ter fugido, são maiores de idade e já sabem aparatar! – resmungou raivoso quebrando alguns vasos diante da lareira.

- Com certeza, Milorde – concordaram o restante dos comensais.

- E temos uma novidade também!

Voldemort voltou na direção de um deles e o encarou com firmeza nos olhos.

- Fizemos uma captura!

- Quem foi dessa vez? – perguntou respirando fundo de ódio.

- Uma garotinha ruiva saindo pela porta dos fundos do Largo Grimmauld! – e dois comensais trouxeram da escuridão uma garota de cabelos de fogo, amarrada em uma corda na altura dos ombros e descia até a cintura, não havia como se livrar, estava com os cabelos espalhados no rosto e suor escorria por todo o corpo, os dentes tremiam de raiva e ela encarava todos naquela sala com uma espécie de nojo. As veias do pescoço latejavam e o seu rosto estava vermelho em fúria.

- Podemos brincar com esta, Milorde? – perguntou Belatriz deslizando sua mão cheia de unhas compridas pelos cabelos sedosos e ruivos da garota.

- Ainda não até termos tudo o que precisamos! – e deu uma risada maléfica que ecoou pelo cômodo.

Harry saltou da cama assustado, com o rosto cheio de suor, os óculos caídos em sua cintura, sem saber o que dizer.

- Gina!

Notas do Autor: voz do carinha dos jogos mortais

- GINA WEASLEY, VAMOS JOGAR UM JOGO? risada maléfica

Agora é hora de torturar ela xDDDDDDD. Beijos povo, amei as reviews. Quero mais!

Nessa: Hauhauha, calmaaaaaaaa migaaaa, logo logo acontece (o meu logo logo é bem perto) xD. Beijossssssssss

Lolixx: HAuhauauha, é crime sim, e ela fez, mas tem uma explicação séria a isso, você verá em breve. Beijos. Até mais!

Haylinhu: HAhuahuauha, obrigado pelos elogiosssssss, adorei. E acho que talvez o Krum volte no velório de alguém, hehehehe. Do Potter quem sabe, xD. Beijos.

Jane: Hahaha, a reviravolta já ta acontecendooooooo, espero que você esteja pegando as entrelinhas. Beijos.

PRÓXIMO CAPÍTULO...

"- S-sonhando com Voldemort? – gemeu ela assustada até mesmo com a pronuncia do nome – Mas, o nosso ex-diretor, Dumbledore, tinha deixado bem claro que...

- A questão é que as teses se encaixam! – disse Harry cortando-a – Eu e a Gina brigamos feio, e ela sumiu do Largo Grimmauld, dizendo que tinha fugido, inclusive deixou um bilhete, e no mesmo dia o Largo foi invadido por Comensais que viram a Gina saindo da casa, e... Ela foi capturada! Inclusive a Ordem foi invadida, de fato!

Minerva tinha a boca aberta, mexeu a varinha produzindo uma luz meio liquida e viscosa no ar, deixando-os em silêncio após algum tempo.

- Vocês têm realmente certeza do que estão dizendo? – perguntou apoiando as duas mãos à mesa, após ter produzido um patrono.

- Eu vi tudo, senhora! – resmungou Harry cansado de ter que falar sobre isso – E eu faria de tudo para salvar a minha namorada!

- Ex! – lembrou Hermione ao seu lado."