Capítulo 08.
Em essência dividida.
- Eae cara, por onde andaram? – perguntou o super rosca, digo, Rony abrindo a porta do quarto.
No meio da escuridão, a porta se abriu trazendo a luminosidade dos cômodos de fora, marcando o chão do quarto com uma penumbra, no meio da porta encontrava-se Rony usando uma tipóia e o braço parecia estar machucado.
- Cara... Desculpa... Pensei que você estivesse acordado... – resmungou Rony sem graça – Cara, você está bem?
- Super ros... Rony! Feche a porta! – disse Harry sem se preocupar em limpar o suor.
- Ei... Cara, o que, o que aconteceu? – perguntou Rony fechando a porta com força e vindo na direção de Harry, tropeçando nos próprios pés já que eles eram demasiado grandes, dando a aparência de um palhaço de circo.
- Eu... O Voldemort... Que por sinal sabe ler as entrelinhas... Digo... Quer dizer, eu estive novamente invadindo a mente dele... E...
- Você não deveria ter feito isso! – resmungou Rony como se tivesse preocupado como o amigo (assim também como aconteceu no quarto ano na véspera do Torneio Tribruxo).
- Eu sei! – cortou Harry apressado, precisando de água urgentemente, pois sua boca se encontrava seca, tão seca que uma bola parecia estar entalada na garganta – Aliás, eu vi a Mary Sue... Quer dizer, a Gina!
Rony arregalou os olhos de modo que quase saltaram de seu rosto, combinando assim com o seu nariz meio gigante.
- Ai, cuidado! Você quase acertou o nariz na minha cara! – resmungou Harry virando o rosto para não ser acertado – Aliás, a Mary Sue, ops, a Gina, ela estava nas mãos dos Comensais!
- M-mas... Mas... V-Você tem certeza disso? – perguntou Rony andando em círculo em volta de sua cama.
- Claro, era ela certeza, e por sinal, como todo mundo no mundo potteriano, os comensais também estavam apaixonados por ela, achando ela super gata!
- Cara... Eu não posso acreditar! – gemeu Rony preocupado começando a soar também – Nós devemos avisar a Hermione, não é mesmo? Eu sei que o quarto é dela, e ela vai me espancar se eu entrar, mas... Cada vez que ela me xinga, ou a gente briga, eu me apaixono mais! Aliás, isso é tão... Tão romântico.
- Vamos! – decidiu Harry mesmo não esquecendo de tomar água, precisava comunicar a amiga urgentemente o ocorrido.
Harry e Rony correram aos pulos até o quarto feminino do quinto ano (mesmo Rony chegando primeiro por ter as pernas mais compridas do que o resto do corpo – aliás, ele era meio desproporcional assim como o tamanho dos pés).
- Não, não, eu sei um feitiço mais fácil – lembrou Harry parando no meio do Salão Comunal.
- Qual? – perguntou Rony curioso.
- Accio Hermione! – murmurou alto e Hermione de repente despencou da sacada, lá de cima do quarto feminino.
- Ei! – guinchou chateada no chão – O que aconteceu? – perguntou assustada.
- Foi o Rony! – acusou Harry.
- Ah, é? – disse ela piscando freneticamente – Não faz assim não, desse jeito eu me apaixono! – gemeu ela levantando-se do lugar.
- Hermione, aconteceu algo muito sério – disse Harry e Rony trocando alguns olhares assustados antes de falar com a garota.
- Vamos, diga. AI RONY! Você me acertou com o nariz de novo! Cuidado quando for virar o pescoço! – reclamou Hermione massageando a cabeça com um galo prestes a crescer – Aliás, o que aconteceu, Harry?
- Ele é H²! - disse rindo, mas corrigiu depressa – Brincadeira, na verdade, eu... Sem querer... Sonhei... Na mente de Voldemort!
- Você não devia ter feito isso! – ralhou Hermione preocupada com Harry (como sempre, né? Coisa que a Gina Sue não faz muito).
- Foi sem querer, em todo caso, a Gina foi capturada!
Hermione sacudiu a cabeça tentando entender melhor tudo o que se passava.
- A Gina foi capturada pelos comensais da morte? E por isso que a Sede da Ordem da Fênix foi invadida? Eles a viram saindo?
- Exato, e agora todos eles estão apaixonados por ela – emendou Rony – É normal, não é? E Harry, não fique com ciúmes, eu sei que você é musculoso e tudo mais, mas... Você não pode ir lá e simplesmente chegar dando porrada em todo mundo.
- Eu sei... E eu não vou fazer isso, aconteceu o mesmo com... – ele engoliu em seco – Com o Sirius! – Tudo isso por quê? Porque ele não tinha ouvido Hermione como sempre devia fazer, afinal, ela era como uma mãe para ele, sem ela, ele não teria sobrevivido.
- Mas... Como vamos saber se é verdade? Não vamos sair de Hogwarts agora, não é mesmo? – disse Hermione cochichando com os dois, e Rony apenas concordava quieto, claro, ele era sempre o inútil do trio e só prestava para fazer piadas inúteis e infantis nas horas impróprias.
- Claro, aparatamos em Hogwarts tão bem quanto elfos! – retrucou o patetão.
"Estava demorando para fazer outra piadinha" pensou Harry olhando para o inútil, ops, olhando para o Rony.
- Vamos avisar McGonagall? – sugeriu Hermione mais preocupada do que o próprio Harry (claro, ela era a sua consciência, praticamente).
- Não sei se devemos colocar a vida dela em risco! Podíamos tentar conversar com Lupin ou Tonks...
Harry, Rony e Hermione sentaram defronte à lareira, pensativos.
- A culpa foi minha! – gritou Harry dando um soco na poltrona.
- Não, Harry, eu não quero que você se culpe por uma atitude rebelde da Gina! – aconselhou Hermione apertando a mão firme de Harry contra o sofá, não deixando de observar um olhar reprimido de Rony – E eu não vou apoiar a atitude de Gina, Rony!
- Ela é a minha irmã! – resmungou crispando os lábios – E se o Harry tivesse deixado ela vir... Ela não ter feito isso!
- E agora é a culpa minha? – perguntou Harry virando o rosto na direção dele – Agora tudo é minha culpa?
- Você é tão idiota, Rony! Você não pode defender a sua irmã como se a culpa fosse inteiramente do Harry! Se ela quis sair de casa, o problema foi dela!
Rony levantou do sofá, ainda com o braço à altura do peito.
- Aproveitando da fragilidade do Harry só porque ele terminou com a Gina! – disse em alto e bom som querendo dizer em outras palavras que Hermione estava tentando se jogar para cima de Harry.
- Isso... Isso é mentira! – berrou ela chateada levantando do sofá e ficando de frente a ele, corando loucamente – Você sabe muito bem de quem eu gosto... E...
Rony remexeu a expressão facial de um jeito meio asqueroso.
- Eu não acredito nas suas palavras, Hermione! Você deixou de ser a mesma para mim desde quando eu soube que beijou o Vítor Krum! – e Rony virou as costas deixando Hermione ofegante para trás – E podem deixar, eu vou atrás da minha irmã!
- Rony, não! – gritaram Harry e Hermione juntos de pé, lado a lado – Nós vamos pensar em uma solução juntos!
- Fiquem aí pensando enquanto a minha irmã está morrendo! – berrou empurrando o quadro da mulher Gorda, a essa altura do campeonato todos os estudantes já deveriam estar acordados.
- Rony tem razão, precisamos ir atrás da Gina! – falou Harry admirando pela voz grossa que estava adquirindo com o passar dos anos.
Hermione concordou com a cabeça, e os dois desataram a correr tentando alcançar o ruivo que saia descontrolado pelos corredores descendo as escadarias na direção da sala dos diretores.
- Minerva ainda deve estar acordada! – resmungou Rony ainda na frente, nos corredores – Ela me deixou na enfermaria há pouco menos de uma hora!
Harry e Hermione alcançaram o garoto quando ele batia na porta da diretoria com força.
- O-o que aconteceu? Mas Sr. Weasley, eu já não o levei na enfermaria? – perguntou McGonagall parada à porta, assustada.
Rony não esperou resposta, adentrou ao escritório às pressas, deixando a professora boba, parada à porta.
- Sr. Weasley, eu não dei o direito de...
- A minha irmã foi seqüestrada! – disse Rony com a voz alterada.
Harry e Hermione apressaram a entrar para tomar conta do amigo antes que saísse berrando com Minerva.
- Sr. Weasley, eu não sei como chegou a essa conclusão, mas... – ela dizia apressadamente com as duas mãos apertadas no peito.
- Harry andou sonhando novamente! – disse Hermione depressa quase juntando todas as palavras em uma única – Aquela história toda de...
- S-sonhando com Voldemort? – gemeu ela assustada até mesmo com a pronuncia do nome – Mas, o nosso ex-diretor, Dumbledore, tinha deixado bem claro que...
- A questão é que as teses se encaixam! – disse Harry cortando-a – Eu e a Gina brigamos feio, e ela sumiu do Largo Grimmauld, dizendo que tinha fugido, inclusive deixou um bilhete, e no mesmo dia o Largo foi invadido por Comensais que viram a Gina saindo da casa, e... Ela foi capturada! Inclusive a Ordem foi invadida, de fato!
Minerva tinha a boca aberta, mexeu a varinha produzindo uma luz meio liquida e viscosa no ar, deixando-os em silêncio após algum tempo.
- Vocês têm realmente certeza do que estão dizendo? – perguntou apoiando as duas mãos à mesa, após ter produzido um patrono.
- Eu vi tudo, senhora! – resmungou Harry cansado de ter que falar sobre isso – E eu faria de tudo para salvar a minha namorada!
- Ex! – lembrou Hermione ao seu lado.
- É... Ex! – corrigiu depressa – Não importa! Eu... Eu não posso deixá-la assim, nas mãos dos Comensais!
Minerva concordou produzindo mais um patrono no ar.
- Será que poderia ir mais rápido? – perguntou Harry já perdendo a paciência – É a vida da minha namorada que está em jogo!
- Sr. Potter, receio que tenha que esperar ao menos que queira que a cena do Ministério se repita! – disse arrogantemente fazendo Harry se calar no mesmo instante.
Logo um morcego em formato de patrono adentrou a janela indo parar na direção de Minerva, trocando algumas palavras com ela, mentalmente.
- Ótimo. Vocês podem ir – eles gemeram no lugar – Menos o Sr. Potter.
- Por que? – perguntou incrédulo – EU NÃO QUERO! EU PRECISO SALVAR A GINA!
- Sr. Potter, não me falte com respeito!
Hermione apertou o braço de Harry com força, ela tinha toda razão, Harry não estava aborrecido por bobeira, todavia precisava se controlar ou seria expulso da sala pela própria professora, afinal, estavam no castelo dela.
- Tudo bem, Sr. Potter, você irá sob a capa de invisibilidade, somente nessa condição!
- Accio capa de invisibilidade! – murmurou apontando a varinha para a janela, sem outra alternativa sabendo que não convenceria a diretora facilmente.
Dito e feito, a capa voou até a sua mão aberta no ar.
- Ótimo! – comentou a professora arrumando os óclinhos no rosto – Perfeito! – e apontou a varinha para uma chaleira – Portus!
O objeto se mexeu no mesmo lugar dando alguns pulos e parou após soltar um brilho verde ofuscante e voltar à cor normal.
- Prontos?
- Certo! – disseram os três aproximando com as mãos estendidas e as varinhas entre elas.
- Harry! Capa! – exigiu Minerva.
- Ok. Ok – resmungou jogando a capa para o alto e deixando-a cair sobre ele, tirando o garoto do cenário.
- Um... Dois... – antes que a professora terminasse de dizer, os garotos foram puxados para dentro de um tubo através de um anzol que fincou no umbigo de cada um, em seguida foram girando até baterem o pé firme em um chão escuro, em um lugar assombrado.
- Tudo certo com vocês? – perguntou a voz de Rony.
- Tudo jóia! – responderam todos em lugares diferentes e afastados.
- Onde estamos, senhora... Er... Diretora? – perguntou Hermione não muito habituada a chamá-la de diretora já que estava há pouco tempo no cargo.
- Bem vindo a uma casa mal assombrada! – comentou Harry sem deixar Minerva responder.
- Uma casa bem assombrada, você quis dizer – corrigiu Rony.
Harry prendeu a respiração, sentindo que alguma coisa poderia dar certo em estarem ali, olhou para os amigos parados e ofegantes, pensando em que momento ficaria a sós com eles para comentar sobre isso, ou falassem sem que Minerva ouvisse. Queria falar sobre as Horcruxes com os seus amigos!
- Nós... Nós temos que esperar a ação dos aurores!
- Você os avisou? – perguntou Harry embaixo da capa.
- Claro, Sr. Potter! Eu não faria isso sozinha, e eles concordaram... De fato, a Sra. Weasley não tinha aparecido, de qualquer forma, o Largo foi abandonado, se ela chegasse, provavelmente não ia encontrar ninguém!
Harry concordou com a cabeça com um aperto enorme no peito, já devia ser de manhãzinha, seu estômago roncava de fome e ainda não saciara a sua sede.
- Vera Verto! – disse apontando para uma cobra morta ao chão - Aguementi! – criou água no pote, para tomar.
- Esse lugar é muito sinistro, senhora – comentou Rony escarlate – Não acha que deveríamos... Recuar?
- Não estamos precisamente na Casa dos Riddles – informou ela – Estamos em um vilarejo próximo.
Harry olhou para a taça que segurava nas mãos, e mesmo que estivesse na escuridão, estudou lentamente o lugar.
- Eu acho que sei onde estamos! – gemeu sentindo um calafrio percorrer a espinha – Estamos na Casa dos Gaunts!
Hermione parou estática no lugar, como se estivesse petrificada.
- Oh, não! – gemeu assustada.
- Isso é mais perigoso do que eu imaginava – sussurrou Rony – Posso entrar em pânico?
A professora McGonagall embora não demonstrasse muita reação, estava assustada e começou a estudar a parede do lugar com as mãos.
- Como disse Dumbledore, as paredes são feitas de visgo-do-diabo!
- Meio esquisito, não acham?
- Antes fosse só esquisito – comentou Rony mordendo o lábio, recuando, não tivera boas experiências com visgo-do-diabo.
Hermione aproximou-se da sala para estudar melhor o ambiente, Harry aproveitou a oportunidade que a amiga tinha se afastado da professora, e a puxou para dentro da capa.
- Shi! – murmurou tampando a boca dela com as mãos – Eu preciso falar com você!
- Sobre o que? – perguntou ela meio constrangida.
- Acho que provavelmente deve ter alguma Horcrux escondida aqui!
- Isso seria um absurdo! – exclamou Hermione sacudindo a cabeça – É um lugar muito óbvio, até mesmo Dumbledore teria achado!
- Por isso, é muito óbvio, e por ser tão óbvio que deve...
Hermione sacudiu a cabeça levemente para não sair da capa, mesmo que saísse não faria muita diferença já que estava tudo muito escuro.
- Aqui foi onde tinha o Medalhão de Slytherin, poderia muito bem ter continuado aqui, não é?
- Mas você disse que aquela senhora lá levou... E... Voldemort tinha matado ela para pegar os dois pertences, e...
- E onde mais teria outra Horcrux?
Hermione pareceu entender o raciocínio.
- Ele pode ter traduzido de volta, é claro! Mas é como eu disse, é óbvio demais!
Harry concordou com a cabeça, finalmente contente pela amiga estar entendendo o plano.
- Ótimo, só preciso que tire Minerva daqui, o resto deixa que eu faço!
- Pode deixar, eu o farei! – disse ela saindo da capa.
E assim que saiu, houve um grito assustado do Rony que deparou com Hermione no meio da escuridão.
- Ei! O que você e o Harry estão fazendo aí? – perguntou Rony meio desconfiado.
Hermione não deu ouvidos, foi na direção de Minerva e começou a conversar com ela, coisa que Harry e nem Rony puderam escutar direito.
- Os aurores estão chegando! – avisou Hermione escutando Cracks, de fato, Harry também tinha ouvido.
- Ou não – disse Harry naturalmente empunhando a varinha.
- Isso, Harry, otimista! – ironizou Rony puxando a varinha também.
Teve alguns barulhos de passos e Harry começou a ficar assustado, talvez não fosse mesmo os aurores.
- É sempre o que eu digo galera! – resmungou alguém abrindo a porta que rangia acompanhado de um barulho "toque-toque" que deveria ser uma espécie de bastão – Vigilância constante!
- Professor Moody! – gemeu Hermione contente em saber que estava por perto.
- Não sei quanto a professor, mas Moody... – disse sem rir – Vamos galerinha, vamos procurar a jovem Weasley!
Minerva, Rony e Hermione correram na direção da porta para se juntarem aos demais aurores.
- Cadê o...
- Está escondido! – gemeu Minerva arrepiada só de pensar – Ou deve estar, do jeito que combinamos, você sabe! Não é seguro falarmos dele!
- É, é, não é aconselhável dizer onde ele está! – concordou Moody cortando-a e continuando com o seu toque-toque.
Harry sabendo que Hermione sabia do plano, mesmo porque a cada passo ela olhava para trás para ver o que acontecia, o garoto ficou para trás, coberto pela capa, pensando em revirar a casa em busca de alguma pista, ou alguma Horcrux.
Não havia muito o que procurar, eram apenas três cômodos, Harry decidiu que era melhor começar pela cozinha, revirou-a inteirinha sem que fizesse barulho, e isso não foi muito possível, ele até ficou com medo de que isso trouxesse pistas a alguém que estivesse rondando.
- Estou sozinho aqui! – pensou sentindo o coração parar.
E passou algum tempo revirando os objetos pensando o que poderia estar acontecendo com os seus melhores amigos, e quanto mais rápido fosse, melhor seria porque chegaria a tempo de ajudar na batalha.
- Accio, accio, accio! – dizia apontando para cada cômodo ouvindo um barulho chocar contra a parede.
- Ham! – gritou assustado apontando na direção da janela sabendo que tinha ouvido alguma coisa vir de fora.
Algum tempo depois em silêncio, Harry soube que esse barulho não era de absolutamente ninguém, resolveu testar novamente o Feitiço Convocatório que trouxe ainda mais barulhos idênticos aos de antes.
- Isso só pode significar uma coisa... A Horcrux está aqui! – disse a si mesmo arrepiando os pêlos até mesmo da nuca.
Tinha que pensar tudo muito rápido, pegar a Horcrux e fugir, porque chamaria muita atenção, e... Ele só teria tempo de pegar a Horcrux, e correr. Só!
- Lumus Máxima! – sussurrou apontando para a casa inteira, sabia que isso ia resolver o problema do visgo-do-diabo em volta dele, produzindo um enorme estampido que o garoto sabia que essa luz chamaria a atenção de qualquer pessoa que estivesse na redondeza da floresta escura, e por isso que tinha o tempo cronometrado.
- Vamos, vamos, vamos! – resmungou soltando novamente feitiços convocatórios descobrindo que o barulho não estava mais abafando, porém a Horcrux continuava a bater contra algum objeto, qualquer que fosse...
Harry rolou os olhos pela casa inteira e viu que a poltrona feita de retalhos devia esconder alguma coisa, já que o barulho parecia vir de dentro.
- Accio poltrona! – ao fazer isso, a poltrona moveu de lugar, indo na direção de Harry, assim deixando livre um espaço de alguns metros quadrados, o garoto foi averiguar para ver ra a casa inteira, sabia que is, e correr. ria muita atençora.. estar acontecendo com os seus melhores amigos, e quanto mais rpse havia algum indício e lá havia uma janelinha com uma argola dourada.
- Um... Um alçapão! – gemeu puxando com força a argola imaginando que agora uma grande quantidade de Comensais estaria vindo na direção – Accio poltrona! – disse novamente fechando a tampa do alçapão ao passar em tempo da poltrona voltar a ficar em cima da portinhola.
- Ufa! – gemeu ficando feliz por estar embaixo, escondido no alçapão, o que levaria mais algumas horas para os comensais acharem-no, ainda mais com a poltrona tampando o lugar.
- Lumus! – murmurou na escuridão, agora mostrando uma escadinha de madeira muito velha que parecia prestes a desmoronar, Harry teve medo de que ela rangesse, e continuou descendo vagarosamente. E deixou a capa deslizar pelo seu corpo enquanto isso, fazia muito calor ali embaixo.
Era um porão. Não havia bagunça, não havia nada na verdade, apenas um medalhão flutuando à altura de Harry. Ele parou na frente, estudando o objeto, pensando se deveria ou não passar os dedos por aquela bola gigantesca, assim como tinha visto na Penseira, sem tirar e nem por mais nada.
Harry pensando ainda se deveria arriscar ou não, agiu por impulso e agarrou o medalhão no ar. Nada aconteceu, estava muito gelado, apenas isso.
- Eu tenho certeza que tem alguém aqui! – disse uma voz lá em cima e Harry sentiu ficar estático. Congelou até mesmo os olhos no teto. Não havia como sair a não ser enfrentar todo mundo.
Harry sem capa aproveitou para guardar o medalhão no bolso e continuar a erguer a varinha, tinha sido tudo muito fácil até ali, pegar o medalhão e tudo mais. Mesmo que fosse o último lugar a procurar, seria tão tolo em esconder ali, tão tolo... Harry mal acreditava.
Houve um barulho em cima que fez o coração de Harry congelar, eles estavam arrastando a poltrona, sentiu a argola ser puxada e...
Era agora ou nunca!
- ESTUPEFAÇA! – berrou Harry atingindo de cheio o rosto de um homem, em seguida surgiu outro também que recebeu outro feitiço de Harry indo parar longe.
O garoto só teve tempo de agarrar a sua Horcrux e subir as escadarias velhas, antes que... A escada de madeira partiu ao meio, fazendo o pé de Harry afundar, até na altura do joelho.
- Ai... Meu pé! – guinchou Harry sentindo a madeira penetrar de leve em sua batata da perna, as madeiras da escadaria deveriam ter ferido o garoto ou algo do tipo.
- Olha, acharam o Potter, corram! – gritou um Comensal aproximando com o rosto coberto pelo capuz.
Harry sentia que estava fraco, porém ainda tinha sua varinha e como pudesse ia se defender, não importa quem o desafiasse.
E lá estava Rabicho, o mesmo que estava no labirinto, Harry desejou como nunca desafiá-lo, vingar a morte de seu amigo Cedrico, mas... Não tinha forças o suficiente.
- Estup... Estupefaça! – guinchava com algumas faíscas que saiam da varinha.
- Otário – riu Rabicho puxando a mão de ferro do bolso e apontando a varinha na direção de Harry – Faça o melhor que puder, como... CRUCIO!
Harry se contorceu de dor, tentando de algum jeito escapar dali, a perna já não conseguia se mexer, como se tivesse perdido o movimento dela, e a cada vez que mexia a cintura, sentia que piorava a situação.
- FILHO DA... – gemeu.
- ESTUPEFAÇA! – berrou alguém lá fora, Harry pensou que estivesse perdido, nem teve tempo de raciocinar, só sentiu um ventinho e Rabicho foi jogado em sua direção, rolando escada abaixo, ajudando a terminar de quebrar, o que foi um alívio para a perna do garoto, molhada em sangue.
Harry caiu com as nádegas ainda duras no chão, gemia de dor, e sua perna esguichava sangue como nunca, ainda tinha um pedaço de madeira preso, pensou que se tirasse, ia ajudar em muito, e... A dor foi agonizante, as lágrimas surgiram em seus olhos e ele achou que estava perdendo os sentidos, para ajudar a Horcrux estava remexendo inquieta em seu bolso.
- HARRY! HARRY! – gritou alguém lá em cima sendo capturado por algum comensal, ou coisa parecido, estava desesperado, a voz parecia ser de...
- Sr. Weasley... – gemeu sem muita voz.
- HARRY! – e houve um barulho de uma pessoa caindo ao chão, com certeza era o mesmo sendo jogado devido a um Crucio. O Sr. Weasley não merecia isso, definitivamente não, era o último aliado de Dumbledore que deveria receber um.
- Ok, Harry, está tudo bem – disse uma voz tranqüilizando-o, parecia ser Tonks – Eu estou aqui... Agora vamos voltar! – ela sacudiu a varinha e puxou a sua mão, Harry sentiu tudo rodando, só teve tempo de agarrar a capa com força, e...
Estava atirado ao chão, em alguma enfermaria.
- Estamos no St. Mungus, fique tranqüilo, eu vou chamar alguém! – e ela saiu correndo batendo a porta.
Harry cego de dor, desceu as mãos para dentro das vestes apertando a Horcrux contra o corpo, para a sua felicidade ainda estava ali.
- Harry, você está bem? – era Hermione ao seu lado, apertando o seu braço com força, tinha acabado de aparatar devido ao CRAQUE bem distante.
- Hermione... Eu preciso que você leve isso – disse ele apontando para o bolso que mexia como se houvesse algum tipo de um rato inquieto dentro.
Hermione enfiou a mão no bolso e puxou o medalhão com as duas mãos, olhando para os lados se não tinha ninguém.
- Por favor... Cuide disso como se fosse seu!
- Tudo bem, Harry, tudo vem, garanto que vou cuidar disso! Fica tranqüilo, eu já volto! – e fez outro CRAQUE.
Tonks apareceu trazendo alguns medibruxos e Harry só teve tempo de ouvir a porta fechando.
Quando acordou algumas horas depois, já era quase de noite outra vez, mas para sua felicidade a enfermaria não estava com ninguém que não quisesse conversar.
- Hermione! – murmurou ele abrindo os olhos.
- Aqui, os seus óculos! – disse ela encaixando em seu rosto, delicadamente e com algumas lágrimas nos olhos.
- Obrigado – sorriu ele sentando sentindo a perna estar imobilizada – O que aconteceu?
Hermione ficou meio sem jeito de explicar.
- Uma das estacas quase fez você perder o movimento da sua perna, mas está tudo bem se você usar gesso durante algum tempo e...
- E sobre aquilo? Onde está?
Hermione suspirou olhando por cima do ombro. A porta abriu e Rony parou olhando para os dois cochichando bem de perto como se houvesse alguma coisa errada.
- Ei... Harry acordou, tudo bem, cara? – perguntou aproximando meio que afastando Hermione da maca – Você dormiu pra caramba e... Por que estão me olhando assim?
- Soube da Horcrux?
- Hermione me contou meio por cima! Então, você achou mesmo? Foi tão difícil assim?
- Foi nada – e abreviou a história pela metade – Enfim, como está Gina?
- Eh... Er... Bem... – Rony e Hermione trocaram uma olhada rápida e Harry sentiu o estômago congelar.
– Não... Não vão me dizer que...
- Não achamos ela em lugar algum! Acho que ela deve estar longe do vilarejo dos Riddles, Harry!
Ele perdeu a vontade de continuar sentado, deixou-se ser afundado no travesseiro, o coração parecia estar descompassado.
- Pelo menos temos alguns reféns conosco – alegrou Hermione colocando o cabelo atrás da orelha. Harry sentiu o estômago dar uma guinada – Adivinha só. Malfoy e Rabicho estão com a gente!
Harry só teve tempo de arregalar os olhos na direção da garota.
- Jura? O Malfoy pai?
- Não, não, o loiro oxigenado filho – comentou Rony – De qualquer forma será legal, vamos poder treinar feitiços imperdoáveis em alguém!
- São feitiços imperdoáveis, Rony! Não se pode treinar em ninguém! – explicou Hermione levemente zangada.
- E por que eles podem?
- Porque eles não são como nós! Do lado do bem! – acrescentou depressa para explicar o "nós".
- E... Nós não estamos preocupados com isso, estamos Harry? Queremos vence, isso sim!
- Mas isso é contra a lei! – ralhou ela incrédula – A professora McGonagall não iria permitir um absurdo desses!
- Não importa! – cortou Harry voltando a se sentar – Desde que eu vença assim, eu treinarei sim! Preciso aprender a lidar com coisas piores ou vou acabar morrendo, qual vocês preferem?
Rony deu uma olhada na direção da Hermione do tipo "Tomou?" e ela finalmente tinha ficado de boca fechada.
O dia seguinte chegou muito rápido, Harry até recebeu alta e foi levado novamente para o castelo na companhia de alguns aurores, mas antes disso o rapaz passou para visitar Lupin que estava na enfermaria. E Rony acabou ficando por lá também já que o seu pai tinha sofrido um grave ataque de Crucio, merecia cuidados especiais, Harry não pode vê-lo já que seu caso era um pouco mais delicado.
- Vou descansar – murmurou Harry para a diretora McGonagall.
E com ajuda das muletas, Harry acompanhado de Hermione caminhava pela escuridão do castelo na direção da Sala Comunal, deparando no finalzinho do corredor com um poltergeist, Pirraça, que continuava a zombar dos dois como se eles fossem malucos.
- Você disse que Voldemort não ia matar Gina até que obtivesse certas informações, certo? – perguntou Hermione recapitulando.
- Certo.
- E pelo que eu sei, ela não obtém muitas informações, certo?
- Certo. Ela não sabe de nada, eu não contei nada a ela, você sabe!
- Ótimo – disse Hermione pensativa franzindo a testa ligeiramente – Eu acho que ela pode ser de alguma forma valiosa ao Voldemort! Como se tivesse alguma ligação ou até mesmo outros tipos de informações...
- Como se ela pudesse trazê-lo a mim?
Hermione riu da ingenuidade do amigo.
- Ela nunca faria isso, mas eu quero dizer que... Provavelmente Voldemort vai tentar extrair informações que ela sequer possui! Ela nem sabe onde você está nesse exato momento! Até ontem, todos pensavam que você estava em Godric Hallow, mas...
- Peraí... Me explica de novo um negócio – pediu Harry sendo ajudado por Hermione a subir um degrau em direção à sala comunal – Como assim a Gina pode ser útil de alguma forma valiosa ao Voldemort sendo que você mesma disse que ela não sabe nada? Você disse alguma coisa sobre alguma ligação ou informações... C-como assim?
Hermione sacudiu a cabeça, rindo de si mesma.
- Besteira, andei pensando demais... É claro que Gina não tem absolutamente nada a dizer!
- Vamos, diga! – pediu Harry erguendo o pescoço de Hermione pelo queixo, fazendo com que ela o encarasse.
Hermione desviou o olhar na direção da lareira novamente, sem encarar Harry, parecendo não muito decidida a dizer o que estava prestes a dizer.
- Não sei se é o momento, Harry. E eu não quero bancar a amiga falsa...
Harry respirou fundo, soltando o ar vagarosamente.
- As suas informações podem ser importantes, Hermione! Você sabe disso... Enquanto mais você guardar isso para você, é pior. Assim como você fez durante a Câmara Secreta, saiu correndo deixando eu e o Rony, curiosos, para trás, se soubéssemos antes que era um Basilisco e...
- São segredos da Gina, Harry! – cortou Hermione com os olhos úmidos – Eu realmente não quero trai-la! Ao mesmo tempo, não acho justo o que ela fez!
Harry franziu o cenho.
- A Gina não gosta de mim, é isso?
Hermione negou com a cabeça rapidamente, ainda virando o olhar para longe do garoto.
- As suas informações podem ser valiosas, Hermione! – repetiu o garoto tentando persuadi-la.
- A Gina, Harry... Ela não foi inteiramente honesta com você durante o ano passado! – disse Hermione depressa aumentando as lágrimas nos olhos – Eu gosto muito dela, ela foi a minha melhor amiga e tudo mais... Mas, eu realmente não acho correto o que ela fez, e esconder isso de você me deixa ainda pior!
Ele revirou os olhos, incrédulo.
- C-Como assim ela não foi h-honesta?
- Ela usou a Poção Amortentia, Harry!
- Estamos falando da mesma poção? – perguntou Harry incrédulo, arregalando os olhos – Você tem certeza?
Hermione concordou com a cabeça, voltando a encarar Harry com firmeza.
- Ela me contou tudo sobre a Poção do Amor, na verdade, a Sra.Weasley durante o terceiro ano disse exatamente como prepará-la, bem no café da manhã, no Beco Diagonal.
- No caldeirão furado? – perguntou Harry depressa – É me lembro disso...
- E... Ela comprou também do Fred e Jorge, ela fez com que as poções entrassem em Hogwarts sem serem vasculhadas, e...
- Por isso você sabia de tudo! – disse Harry meio atordoado como se tivesse tomado um balaço – Por isso que... – e a ficha pareceu estar caindo.
Harry teve que sentar para absorver a notícia por inteira.
- A Gina... Ela... Ela...
- Ela amava você como ninguém! Ela amava de verdade, Harry!
Harry sacudiu a cabeça, incrédulo.
- Mas não é possível isso, eu juro que não...
- Ela chorou por você quando soube da Cho, e na mesma semana ela acabou saindo e se apaixonado por Miguel Corner de alguma forma, mas... Como se ela colocado novamente o cérebro para funcionar, e ela estava gostando de você outra vez!
Harry suspirou fundo, magoado, ferido, pisoteado, como se o seu coração tivesse sido cruelmente comprimido. Tinha sido traído pela pessoa que menos esperava.
- Eu não esperava isso dela, eu juro...
- Isso não é um absurdo, Harry! A Sra. Weasley mesmo conquistou o Sr. Weasley dessa forma, não foi errado! Ela pensou que fosse igual que ia ficar tudo bem, afinal, você aprendeu a gostar dela mesmo sem a Poção, não foi mesmo?
Harry suspirou, deixando a cabeça cair bem atrás da poltrona, deixando absolutamente claro que ele era apaixonadíssimo por Gina.
- É complicado, eu sei... Mas vai ficar tudo bem, vocês vão ficar juntos, vocês se gostam de verdade, e... Ela me contou que vocês tiveram a primeira vez...
- Agora faz sentido o bolo, a vontade incontrolável de ficar com ela durante as refeições... Após tomar um drinque que ela trouxe no casamento, e nós termos feito...
Hermione apenas deu os ombros como se não tivesse interessada nos detalhes.
- Eu sinto muito, Harry, muito mesmo! Mas você não é o primeiro e nem o último a tomar a Poção do Amor da história de Hogwarts!
Continua...
Próximo capítulo...
"- SEGURA O RATO, RONY! – berrou Hermione com o máximo de força que podia – É O RABICHO. SEGURA!
Ela estava encolhida no chão, derrotada, Harry deixou a vassoura cair de suas mãos e correu na direção da amiga para socorrê-la.
- Hermione, você está bem? – perguntou preocupado levantando a garota pelo braço.
- Harry... – disse ofegante – Aquele... É o Rabicho!"
Notas do Autor: O próximo capítulo está imperdível. E para você lê-lo o que deve fazer? DEIXAR MUITAS E MUITAS REVIEWS!
Quanto mais reviews, MAIS RÁPIDO O PRÓXIMO CAPÍTULO!
E gente, não fiquem com raiva da Gina (risos ao quadrado), eu sei que vocês amam ela, mas... Ela não é nada disso que vocês estão pensando! Vocês ainda vão admirar a Gina! Não tanto quanto a Hermione, mas eu garanto que vocês vão entender melhor sobre a história da Gina, é muito mais triste do que vocês pensam... Aguardem!
Jennifer: Nhaaaaaaaa, fico contente em saber que você gosto, aqui tem mais! Beijos!
Nessa G. Potter: A briga dele e do Lupin só foi uma forma de mostrar que agora estes tem uma relação de pai e filho. Assim como Harry e Sirius. Agora é Lupin quem é o "pai" de Harry. Saca? É ele quem vai estar lá sempre que o Harry precisar de alguém... O Lupin e a Hermione, claro! Enquanto a Gina... Bem, bem, bem... Ela vai voltar abalando a relação HH! Aguarde os próximos capítulos, eles estão melhores, eu garanto! Beijos.
Lolixx: Aqui acaba as entrelinhas da Poção do Amor! Hermione COMPROVOU o que a Gina SEMPRE FEZ! Nosssssssa Lolix, você demorou pra comentar dessa vez hein? Eu fiquei esperando o seu comentário só para postar o novo capítulo, xD. Mesmo assim ta valendo. Adorei. Beijão, até os próximos.
Edilmamorais: Seja bem vinda fã novaaaaa! Eu quero muitas reviews, viu? Muitas! Muitas! Muitas! Quanto mais, melhor! Beijãoooo!
Jane: Ê ê ê... A Jane passou para deixar uma review! Viva, fico muito contente em lê-la! Volte mais vezesss, e fico feliz em saber que você compreende as entrelinhas. Parabénsssssss, é de leitores assim que eu amo! Beijos!
