Capítulo 12, 13 e 14 foram postados no mesmo dia (12-09-2007). Cuidado ao ler. Boa leitura!
O velho elfo.
Capítulo 14.
Ao saírem do enterro, acompanhados por centenas de repórteres que eles fizeram questão de ignorar, o casal ficou conversando durante um longo tempo até entrar no estabelecimento onde o velório tinha acabado de acontecer. Harry parou diante de Hermione e mostrou uma correntinha nas mãos.
- Eu quero que fique com isso! Era da minha mãe! – disse ele mostrando a ela uma medalhinha de pendurar no pescoço, tinha um formato triangular e um círculo desenhado, e um risco que dividia a figura ao meio.
Ela tirou os cabelos da nuca, mostrando seu pescoço, e sorriu mesmo que Harry não enxergasse.
- Coloca para mim!
Harry corou e tremeu no início, foi um pouco difícil encaixar a correntinha prateada no pescoço da amiga, mas conseguiu após muitas tentativas, e ela passou a mão pelo peito, roçando os dedos na medalha. E sorriu de volta para Harry.
Harry e Hermione sentaram no quarto para conversarem sobre Gina, o rapaz mais uma vez fala tristemente da garota, sobre tudo o que tinha passado e de acordo com os seus sentimentos, e perguntando-se ainda porquê Gina tinha de estar afetada pelo Impérios.
- Sinceramente – disse Hermione chacoalhando a cabeça e arrumando suas malas – Eu acho que qualquer um poderia ter sido alvo naquela noite do Ministério do quinto ano. Acho que se eles tivessem me pegado sozinha, ou Rony, ou qualquer outra pessoa, entende? Eles apenas queriam colocar o feitiço Impérios em alguém, para que pudesse controlar essa pessoa, fazer você se apaixonar por essa pessoa, e tirar as informações mais valiosas sobre você! Entendeu? Por isso pegaram Gina! Mas poderiam ter pegado qualquer um de nós. Eu, Rony, Luna, Neville...
- Eu não me apaixonaria por Rony ou Neville! – comentou Harry soltando uma risadinha abafada.
- Ou quem sabe Luna! – corrigiu Hermione.
Ele fez uma cara de quem não era muito fã de Luna. E a única alternativa que tinha sobrado era...
- Ou quem sabe você! – disse Harry sacudindo os ombros, inocentemente, como se não tivesse dado importância à frase. Hermione corou violentamente, parou estática em sua direção.
- Ah! Harry, deixa disso! – ela fez um gesto sem graça – Mas ainda bem que foi Gina, porque se de fato tivesse sido eu... Você teria me contado tantas coisas... E eu teria contado tudo aos Comensais... Ainda bem que Gina não sabia nada sobre você... Nada sobre as Horcruxes. Já imaginou que estrago seria se você tivesse realmente contado a ela sobre os seus mais íntimos segredos?
- É! – refletiu Harry com os olhos vidrados na direção do chão – Ainda bem que eu não contei nada a ela... Ou teria minha vida perdida... Talvez foi por isso que Dumbledore no ano passado disse para eu contar os meus segredos a você... E ao Rony... Somente vocês!
Hermione corou novamente, e voltou a guardar os seus objetos, refletindo consigo mesma.
- "Centauros invadem o Ministério da Magia em busca de reformas" – leu Hermione, no dia seguinte, com o rosto escondido por de trás da revista do Pasquim – "Pessoas também fazem protestos com plaquetas e tudo mais! Estão querendo que liberem o filho de Arthur Weasley" – e tinha uma foto de Rony ao lado, a mesma foto de quando foram no Egito mas esta estava ampliada.
Hermione deixou a revista cair em cima da mesa e lançou um olhar relutante a Harry, feliz pelo que tinha acontecido. Até então, estava tudo indo como haviam planejado.
Os dois tinham acabado de chegar ao Largo Grimmauld, acompanhados por alguns aurores, incluindo Olho Tonto Moody, Lupin e Tonks, e estavam tomando um delicioso café da manhã, servido por Monstro que limitava-se a resmungar.
- A Sede já foi invadida, não corremos mais perigo – analisou Tonks por lógica – Eles sequer desconfiam que nós estamos aqui!
- Snape tinha dito a eles como entrar na Ordem – disse Harry pensativo, estraçalhando uma bolacha, contudo, mantinha uma "rixa" com o ex-Professor de Poções.
- Ele tinha que fazer isso para garantir que estava aliado do lado de Voldemort, não é? – defendeu-o Tonks passando manteiga no pão – Eu entendo o lado dele, é sério.
- Eu... Eu acho estranho tudo isso, mas também entendo – Lupin meneou a cabeça aceitando o chá que Monstro trazia – Afinal, ele teve a chance de matar Hermione e não o fez!
Hermione concordou satisfeita, terminando de comer suas bolachas e antes que dissesse qualquer outra coisa, uma coruja marrom atravessou a janela e passou por cima da garota deixando um pacote amarrado cair, em seguida pousou na frente dela, e o animal carregava uma bolsinha de couro, a garota depositou uma moeda e a ave foi embora.
- Vejamos, primeira linha do Profeta Diário desta manhã – murmurou Hermione desamarrando o jornal e estendeu em sua frente, na primeira página tinha uma foto de pessoas chorando em volta do caixão – Divulgaram a morte de Lílian também! – ela virou o jornal para ler as outras manchetes e deixou escapar uma sucção de ar, significava que tinha acabado de se assustar com alguma coisa do tipo – A vaca falou de você, Harry!
- Quem? – perguntou ele paralisando a xícara de café em direção aos lábios – A Rita?
Hermione fez que sim com a cabeça e apenas leu a manchete.
- "Enquanto um viver o outro não poderá sobreviver"! – Hermione fechou o jornal com força – Eu não acredito! Ela é uma filha-da-mãe!
Lupin sacudiu a cabeleira. Tonks pareceu um pouco intrigada com a notícia e Harry pediu o jornal para ver melhor.
- Ela ouviu a nossa conversa... Que morcega velha! – xingou Harry virando as outras páginas do jornais – Olha aqui! – e apontou para uma outra notícia – Ela fala da revolta dos centauros como se fosse inutilidade! Ah! – deixou escapar um guincho de raiva – Eu ainda mato essa mulher!
- Ah! – Tonks pegou o jornal assim que Harry largou na mesa, indignado.
A mulher sumiu com seus cabelos alaranjados por trás do jornal, citando em voz alta alguns dos trechos lidos.
- Risos! – disse em voz alta – Olha aqui o que ela fala sobre vocês dois! "O garoto Potter parecia muito mal por estar velando a mãe, obviamente. E ao seu lado, a sua namorada desde o quarto ano escolar, Hermione Jane Granger, apertando sua mão com força em forma de consolo".
Harry arregalou os olhos à medida que as palavras penetravam em seus ouvidos, Hermione parecia ter ficado sem ar, e limitava-se a não encarar o rapaz enquanto Lupin fingia estar procurando alguma coisa embaixo da mesa.
- Ela diz também que Rony não estava presente! Eita, o tio Voldinho vai ficar irritadíssimo quando ler isso! – comentou Tonks deixando o jornal de lado depois de um tempo.
- Bando de sangues ruins depravados! Merecedores da morte! – comentou Monstro arrastando os pés em direção ao fogo – O único velório que realmente Monstro se sentiu digno de ter ido foi o da Família Black!
- O Monstro estava no velório ontem? – perguntou Harry tentando se lembrar vagamente do elfo por lá, mas não tinha bons resultados. Eram muitos flashes de gente aparecendo.
- Estava sim! – comentou Hermione depois de ter ficado um bom tempo sem falar – Não parava de resmungar que o último velório que tinha visitado era o do irmão de Sirius. Arturo era o nome dele né?
- Sirius era um mestre muito nojento – reclamou o elfo – Comia todo o chocolate que Monstro comprava para o senhor Arturo... Sirius era adorador de chocolate!
- Não, na verdade Arturo era o nome do meio – corrigiu Tonks.
- Ah! Era Régulo o nome dele... E ele morreu jovem, também, não foi? – perguntou Harry ao casal que estava prestando atenção na conversa – Ao menos foi isso que Sirius me contou!
- Sim. Régulo morreu próximo de seus vinte anos! – comentou Lupin piscando várias vezes – Muito jovem, tinha acabado de deixar a adolescência!
Isso fez Harry se lembrar de Rony, o garoto provavelmente poderia ser liberado ainda hoje.
- Vocês acham que vão encontrar o Rony?
- Dissemos a Lilá e Parvati para todo mundo vasculhar cada detalhe, e como Lilá ainda gosta dele... – Harry deixou escapar uma risadinha e completou.
- Elas são as meninas mais fofoqueiras de Hogwarts! Com toda certeza o mundo bruxo já deve estar sabendo! – Hermione foi no embalo e caiu na gargalhada.
Depois de um café bem tomado, eles foram para a sala, agora viviam reunidos caso alguém resolvesse invadir a Ordem novamente, e como estavam sempre em conjunto, as trapalhadas de Tonks animava toda a galera, Olho Tonto estava muito quieto estudando alguns livros e quase não participava dos assuntos. Hermione estava sentada no tapete, com as costas encostadas no sofá, acariciando Bichento. Harry estava com os braços cruzados em cima da mesinha do centro da sala, observando a garota, da forma em que ela deslizava as mãos delicadas pelo gato. Viajou por um momento, imaginando como seria se ali estivesse ele, e não o gato. Um arrepio esquisito dominou o seu corpo.
- Fazia tempos que eu não sentava assim, com meus melhores amigos e mantinha a calma – comentou Harry por comentar.
- Acho interessante manter o espírito sempre de bom humor – comentou Tonks – Ainda não entendo, você disse que ia para a casa de seus pais ontem mesmo, e agora...
- Eu achei melhor não, Voldemort com certeza vai estar me esperando lá, ainda mais depois do velório da minha mãe, vai ser muito arriscado chegar até lá, disso eu tenho certeza!
- Oras, por que não reunir os seus amigos novamente? – perguntou Tonks coçando a cabeça – Assim como fez no Ministério? Vocês se saíram muito bem...
- Obrigada – comentou Hermione escovando os pêlos de Bichento – Com a chegada de Rony, a gente pode pensar melhor sobre isso...
Harry sabia que tinha muitos segredos que os demais não deveriam saber, de qualquer modo, não podia chegar em Godric Hollows sozinho, ou apenas com Rony e Hermione às costas, era praticamente ir desarmado.
- E por falar nisso... Olha quem chegou! – Gui, Fred, Jorge e Quim apareceram carregando vassouras nos braços, bem à frente deles, tinha um ruivo em destaque. Rony estava sorrindo radiante, mostrando todos os dentes, embora estivesse sujo, muito sujo, os amigos não ligaram para isso, correram para abraçá-lo como forma de recepção.
- Rony! Você não sabe o quanto choramos! – disse Hermione afastando ainda com lágrimas nos olhos – Nós achamos que...
- Não foi dessa vez que se livraram de mim, rapazes! – riu Rony deixando sua mochila cair pelas costas enquanto os demais Weasleys se acomodavam na sala – Passei alguns dias terríveis que não me derrubaram, e sim me fortaleceram!
Hermione voltou a abraçar o garoto, Harry ficou meio sem graça e empurrou os dois para mais perto dos demais sentados.
- Ficamos feliz em que tenha voltado – comentou Harry querendo que Rony escutasse e lhe desse atenção (ou talvez, no fundo, no fundo, separar o abraço dos dois).
- A propósito, cara, obrigado por mandar uma "renca" de gente para me salvar!
Hermione sacudiu a cabeça se afastando.
- Imagina só, o Ministério inteiro foi invadido por sua causa! – e deu um soquinho fraco no braço do amigo – Imagina, Rony! Imagina o que você vai poder contar aos seus filhos? Milhares de pessoas fizeram um grupo organizado para invadir o Ministério para simplesmente salvar você de lá!
- É... É, é verdade – resmungou coçando a nuca, vermelho por ser tão elogiado – É de fato uma cena que eu nunca vou esquecer – e seus olhos brilharam – Vocês precisavam de ver os cartazes eram enormes, do tamanho de balões, escritos "Queremos Ronald Weasley". E tinha a torcida de Hogwarts, cara! O pessoal cantando aquela musiquinha, "Weasley é nosso rei!".
Harry riu ao imaginar a cena.
- Na verdade, o Ministério não quis devolver Rony – disse Fred em voz alta.
- Mas nada que os produtos da Gemilidades Weasleys não resolvam, né? – completou Jorge rindo – Fizemos o maior "auê", eles tentaram esconder o Rony!
- É – concordou o garoto franzindo as sobrancelhas de medo – Eles me jogaram em um calabouço!
- Mas ele foi visto antes de ser trancado pelos amigos do papai que trabalhavam no Ministério – explicou Gui.
- Acham que o papai vai perder o emprego? – perguntou Jorge fazendo uma cara de decepção.
- Provavelmente – completou Lupin meio chateado também.
Harry não quis que a poeira da tristeza dominasse o lugar, resolveu mudar o assunto.
- E como tem passado?
Ele entristeceu um pouco, jogando os cabelos ruivos, agora compridos, para trás.
- Foi difícil, dementadores viviam me cercando, foi realmente difícil, mas... Aqui estou! – ele deu uma cheirada por baixo do braço e disse a todos – Vou tomar um banho! Não estou agüentando o meu cheiro... E... Vou descansar, tudo bem? A gente se fala mais tarde!
- Bom descanso! – acenou Hermione para o garoto que estava sorridente.
Gui saiu logo depois dizendo que precisava ir embora agora que Fleur estava sozinha na casa nova deles. E aparatou-se.
O Sr., a Sra. Weasley e a filha do casal apareceram pouco antes do almoço para saberem mais sobre o filho e correram tão rápido para o dormitório acima que Harry jurou ter visto eles aparatando.
O casal trouxe Rony ainda meio dormindo para o almoço que Monstro fazia de mal gosto com ajuda de Tonks. O ruivo sentou-se à mesa muito feliz por estar de volta e poder comer decentemente e só conseguiu dizer elogios para a comida. O coração de Harry bombeava de felicidade.
- Foi realmente divertido ver aquele mar de gente gritando o meu nome inteiro! Acredita que eles sabiam que eu me chamava Bilius? – narrou Rony aos pais já em uma versão ainda mais eletrizante, de modo que tinham foguetes escrevendo "Queremos Rony" no céu, também centenas de fotógrafos que ele deu entrevista.
- Será que podíamos conversar, Harry? – perguntou Gina vendo que todos estavam entretidos na conversa do irmão. Hermione foi a única a erguer as sobrancelhas na direção do casalzinho que conversava em cochichos.
Harry e Gina deixaram a cozinha sob olhares de Hermione. E ganharam privacidade em um corredor isolado que dava na direção de um lavabo. O estômago de Harry carregava formigas que o corroíam por dentro.
- Eu... Eu quero falar sobre o que aconteceu entre a gente – ela disse com o rosto um pouco mais corado do que Harry estava habituado a ver.
- Não, tudo bem se você não...
- É que... É que as coisas estão meio estranhas entre a gente depois de algum tempo... Eu sei que meu jeito de agir difícil de entender mas o que eu sinto por você mudou... E... As pessoas andaram me contando o tipo de relacionamento que levamos, e... Eu sei que foi muito estranho porque em um momento eu gostava de você, outro eu estava namorando com o Miguel Corner, e já falaram que eu estive com Dino Thomas, o que é um absurdo! E por fim, estava com você! Enfim, não tem lógica! E... Eu queria que você me desculpasse pelas Poções do Amor! Eu estava fora de mim, não lembro exatamente o que aconteceu...
Harry assentiu com a cabeça, alguma coisa estava pesando em suas costas, sentia que o dia não estava tão bom quanto imaginava que fosse.
- Está tudo bem, relaxa! – coçava a nuca meio embaraçado por estar falando com uma Gina que não tinha muita intimidade. Que não era a mesma.
- Eu... Eu gosto mesmo de você, mas não como antes, agora é como amigo! Eu... Eu me conformei com a verdade, e... Eu agora gosto do Miguel Corner, mesmo que ele esteja com Cho Chang!
Harry colocou as duas mãos nos ombros de Gina, e a sacudiu de leve.
- Eu sei que você deve estar achando tudo isso muito esquisito, mas... Eu sei absolutamente quem é você de verdade, e sei que a Gina tímida só precisa desenvolver um pouco melhor... Sei que você é uma garota madura, extrovertida, e...
- Não! – cortou ela negando com a cabeça, encarando os olhos de Harry, sem medo, ainda mais agora que ele não precisava mais dos óculos – Eu... Eu passei por muitos problemas que vão ficar em minha cabeça... Entrei numa espécie de trauma, e não vai ser tão fácil superar isso!
- Não, tudo bem, acho que você deve seguir em frente, deve ficar com quem você realmente gosta, e... Tentar ser feliz, não é tão difícil quanto parece, e... Tem ótimas pessoas que gostam de você, você pode ser feliz ainda, há tempo!
Gina deu um sorriso meio de lado, era a primeira vez que manifestava qualquer emoção depois de ter voltado das garras de Voldemort.
- Tudo bem, eu sei que Neville foi o meu melhor amigo durante esses dias em que você me deixou trancada em casa como uma garota indefesa! – o sorriso sumiu de repente – As pessoas me ajudaram a lembrar quem você realmente é... Mas pode ficar tranqüilo, eu não vou ter raiva de você, não mesmo! Porque eu não consigo, porque eu ainda o considero como um irmão... Como da minha família!
Harry voltou a apertar os ombros da garota, olho a olho.
- Acredite, eu tenho motivos ainda piores para ficar chateado!
- Não, não tem! – ela desvencilhou-se de suas mãos, recuando – Eu estava fora de mim, você sabe! E ainda que eu esteja pedindo desculpas aqui, não ouvi a parte em que você também limpa o seu nome! Afinal, Rita Skeeter me contou absolutamente tudo sobre uma tal Profecia que eu desconhecia!
Harry apertou os punhos com força, começava a odiar Rita Skeeter como nunca.
- Agora, Harry, olhe nos meus olhos, bem fundo e diga a verdade. Você me contava todos os seus segredos como uma digna namorada, ou não?
Harry respirou fundo, disposto a mentir. Diminuiu a distância entre o casal, e parou quase à altura de sua cabeça, os olhos ainda ligados por uma linha invisível.
- Eu... Eu... – ele simplesmente não conseguia mentir, era automático, não sabia fazer isso quando se tratava de seus melhores amigos – Me desculpa, Gina... Me desculpa mesmo, mas... Eu... Eu não o fiz!
Gina revirou os olhos, incrédula.
- Obrigado por ter me usado, Potter! – disse em voz alta e não mais serena, dando uma esbarrada com violência em seu ombro e saiu sem dizer mais nada.
- Gina! Gina! – gritou Harry erguendo o braço para apanhá-la de volta, pelos ombros, mas ela foi mais rápida e saiu pisando firme, decidida a não olhar para trás, com os cabelos sedosos esvoaçando para trás. Ele a olhava, e não conseguia imaginar o quanto essa era diferente da Gina anterior. Era impossível pensar que era a mesma pessoa.
Era muito doloroso Harry cruzar com Gina pelos corredores, não só porque a garota não transmitia mais aquela sensação carinhosa por ele, não era mais romântica também, mas só pelo fato de virar os olhos, ou ignorar estar ouvindo o garoto já era o suficiente para que ficasse um dia inteiro aborrecido. Para sua sorte, Hermione estava sempre ao seu lado, dando o apoio que ele precisava, e os conselhos eram praticamente o mesmo "Dá um tempo até que ela aceite isso, Harry... Não é fácil para uma menina que perdeu a virgindade com um garoto que não se lembra!".
- Mas... Mas eu também perdi a minha virgindade com ela! – reclamou Harry chateado.
- Tudo bem, é normal esse tipo de situação! – disse Hermione acariciando seu braço levemente estendido pela mesa, causava-lhe uma espécie de choque que conectava às células e fazia sentir um carinho mil vezes mais gostoso.
- Você acha isso normal?
- Ah! Claro que eu acho, Harry! – comentou ela sacudindo os ombros – Acontece com diversas pessoas, inclusive comigo!
Harry sentiu um chute no meio do estômago e fechou a boca mais do que depressa para não vomitar o que tinha, e mais do que depressa afastou sua mão do braço de Hermione.
- C-como assim?
- Eu... Eu e o Vítor! – disse ela envergonhada, abaixando a cabeça.
Harry arregalou os olhos incrédulo, não que Hermione não pudesse ter feito nada com outros garotos, mas não a tal ponto. E... O que ele estava sentido. Era ciúmes? O que era? Céus, ele estava enlouquecendo. Estava se sentindo traído. Arruinado. Estava mal por isso.
- Vocês... Vocês se gostam? – perguntou ele meio tímido em perguntar isso.
Hermione suspirou forte, e fechou os olhos para responder.
- Eu gosto de outra pessoa, agora...
Harry aproximou da amiga, encostou testa a testa, encarando seus olhos fechados e perguntou bem baixinho.
- De quem você gosta? – o seu estômago pedia pelo amor de Deus que parasse de fazer perguntas embaraçosas.
- Eu... – ela soltou um suspiro - Eu preciso dizer que te amo? – perguntou ela ainda de olhos fechados, suspirando mais uma vez.
O problema ainda de sentir ciúmes da garota não mudara muito, pelo contrário, ficou ainda pior em descobrir que ela gostava dele, de fato, e ele sentia que ao mesmo tempo tinha perdido para o Vítor.
As mãos da garota entrelaçaram na dele, pouco a pouco ele foi perdendo a sensibilidade dos dedos, e aproximou-se de Hermione...
- Bom dia! – chamou a voz familiar de Hermione vindo fora de algum lugar – Vamos! Saiam daí todos!
Foi como um assopro em seus olhos, Harry os abriu e viu que não estava dentro do sonho que estava imaginando ser real, e sim deitado em sua cama, seguro. Impossível ter sentido os lábios da garota... Impossível! Olhou para a amiga com um sentimento estranho de culpa no peito. Não devia ter esses pensamentos sobre ela.
- Eu não vou sair daqui, sua mestiça... Sangue ruim do inferno! – xingou uma voz rouca vindo debaixo da cama.
Harry desceu os olhos para o assoalho do quarto, espantado. Neville tinha os olhos arregalados na direção dos dois. Rony parecia ligeiramente confuso.
- O que está acontecendo?
- Pelo visto Monstro passou a noite conosco! – explicou Harry curvando-se para ver melhor o elfo, mas não foi preciso, ele saiu debaixo da cama arrastando a mochila de viagem de Harry, por onde passava fazia uma faixa mostrando que o chão estava todo cheio de pó.
- Ei... Aonde é que você vai com a mochila do Harry? – perguntou Hermione fazendo a atenção de todos voltarem para o elfo, já que não tinham notado que ele além de carregar a mochila em uma mão, tinha uma plaqueta prateada na outra – Ele está roubando alguma coisa!
Monstro não parou para ouvir, só aumentou o número de reclamações a respeito de Hermione, dizendo em alto e bom som que não considerava como dona desta casa.
- Eu ordeno que você pare de xingar Hermione desse jeito! – gritou Harry com Monstro – E quero que você devolva as minhas coisas!
- Não! Não o farei, meu senhor! – recusou-se Monstro soltando a mochila e guardando a plaquinha de metal como se fosse um objeto de alta proteção.
Harry chutou as cobertas para longe dos pés, e Hermione assistiu a cena já fazendo seus pensamentos maquinarem. Rony e Neville prestavam atenção. Duda estava na outra cama, roncando como um porco, dizendo para as cobras se afastarem dele.
- Monstro! Devolva agora! – berrou Harry fazendo até mesmo Duda acordar assustado.
Antes que Harry tomasse qualquer providência a isso, o elfo partiu do quarto correndo, com as duas mãos protegidas em torno da plaqueta.
- Ele vai aparatar! – gritou Rony.
- Ele está velho demais para fazê-lo! – explicou Hermione para o ruivo enquanto Harry passava velozmente por ela.
Harry correu na direção do elfo que subia as escadas com uma agilidade incrível, que nem mesmo o próprio animal devia conhecer.
- EU ORDENO QUE PARE AGORA! – berrou Harry para o elfo, e ele parou, batendo a cabeça contra a parede, não deixando de soltar o objeto.
- Accio! – berrou Harry apontando a varinha para o objeto que voou até sua mão.
Rony, Neville e Hermione chegaram às costas no exato momento em que ele segurava a placa nas mãos.
- O que o meu falecido senhor diria sobre isso? O que? – gritava o elfo esmurrando a cabeça contra a parede.
- Ele vai ter o crânio rachado! – comentou Rony assistindo à cena.
- Isso pertencia ao senhor dele – comentou Hermione assistindo Harry apalpar o metal – Pertence ao Senhor Black... Pai de Sirius!
- Além de tudo... É uma sangue ruim burra! – xingava Monstro não pausando para falar.
- PARE DE XINGAR HERMIONE! – gritou Harry – É A ÚLTIMA VEZ QUE EU ORDENO! – gritou ele sentindo a raiva subir à cabeça.
- Tudo bem, Harry, tudo bem – disse Hermione calmamente aperto o rapaz pelo bíceps.
Harry desceu os olhos para as mãos da garota, mas não disse nada, estava bom sentindo a mão dela por ali, mas ela pareceu desconfiar e soltou, não tão constrangida, ou talvez por nem sequer ter percebido o que tinha feito.
Harry deu três batidas fortes com a varinha no metal e algumas palavras itálicas apareceram.
- Régulo Acturo Black! – leu Rony por cima dos ombros, ignorando as caras de Harry e Hermione, ambos boquiabertos – Uma placa de pendurar na porta do quarto! Grande coisa!
- Isso... Isso só pode significar uma coisa! – murmurou Hermione com uma das mãos na boca, trocando um olhar espantado com Harry.
- É... Isso só pode significar que o quarto em que dormimos pertencia ao Régulo tal Black, irmão de Sirius, não é? – respondeu Rony com indiferença.
Harry respondeu com apenas três letras.
- R.A.B! – foi então que a ficha de Rony caiu e ele juntou-se ao grupo dos boquiabertos.
- Eu... Eu não estou entendendo mais nada! – comentou Neville querendo participar do assunto que eles papeavam através da mente.
- Régulo Arcturo Black é R.A.B! – respondeu Hermione logicamente – É claro... Faz sentido!
- Sirius tinha me contado tudo sobre o irmão. Régulo era um comensal, e...
- Mas Voldemort – Neville enfiou o dedo no olho ao ouvir essa palavra, Hermione continuou sem parar – Não confiaria uma tarefa tão secreta ao irmão de Sirius, ele só era um comensal qualquer!
- Eu ainda acho que ele é o R.A.B. – comentou Rony dando um ar de ponto final.
- Concordo com o Rony dessa vez, Hermione – disse Harry fazendo um aceno.
- Não, não, tudo bem, mas eu acho que só pode ser mera coincidência!
- Ham? – espantaram-se os dois.
- Se R.A.B. for realmente Régulo... Eu... Eu tenho uma opinião muito melhor do que isso! – gritou ela quase que histericamente – Venham! Vamos!
Harry e Rony seguiram Hermione enquanto Neville ficou para trás guinchando de dor. Ele penetraram no quarto de Sirius e a garota arrancou alguns livros da prateleira próxima a cama, a capa era escura e sinistra.
- Aqui diz... É, realmente, realmente... Aqui diz que ele foi um comensal... É, as situações se encaixam – Hermione apontou a varinha na direção da porta e obrigou-a que se fechasse – Eu... Eu acho que sei quem é R.A.B.
- Chega de ensaio e diga logo que é Régulo porque se não o café vai esfriar! – comentou Rony esfregando o estômago.
- Não, R.A.B. não é Regulo Black – riu Hermione dando um tapa na testa como se aquilo tivesse sido óbvio.
- Desde quando R.A.B. não é Régulo Arcturo Black? – perguntou Harry indignado após ver que todas as teorias se encaixavam.
- Muito óbvio – respondeu ela estralando os dedos – Desde quando Voldemort confiaria uma tarefa tão grande sobre Horcruxes ao seu comensal qualquer? Ainda mais um comensal traidor!
Harry negou a cabeça, esfregou os olhos e continuou a ouvir.
- R.A.B. seria um tipo de distração ou coisa do tipo? – perguntou Rony.
- Exatamente! É óbvio demais! Uma falsa Horcrux foi encontrado com Dumbledore, certo? – perguntou sem esperar a resposta de Harry – Isso não quer dizer que Dumbledore já não tenha levado antes, certo?
- C-como assim?
- Dumbledore levou o medalhão com ele para a caverna! Ele queria trocar o medalhão pela Horcrux que estava lá na ilha!
- Mas... Mas ele não trocou! – disse Harry.
- E teve tempo? – perguntou Hermione.
- Não, porque os Inferis me atacaram, e porque o próprio Dumbledore passou mal na hora em que estava bebendo a poção verde!
- Então... Ele morreu com o medalhão! – disse Hermione batendo uma mão na outra, lógica – Ele estava com o medalhão na noite de sua morte! Com o medalhão que ele ia substituir! Com o medalhão que é a Horcrux falsa! Snape acertou o Avada Kedavra no medalhão de Dumbledore, ao mesmo tempo o matou, claro, e isso fez com que ele voasse para fora da Torre de Astronomia, quando na verdade, o Avada Kedavra devia ter simplesmente matado ele, e não feito voar! Certo?
Harry concordou, parecia mais lógico.
- E por que R.A.B. seria Dumbledore? – perguntou Rony mais adiante.
- Porque na verdade, Dumbledore queria colocar a falsa Horcrux lá na ilha, para quando Voldemort voltasse, descobrisse que foi Régulo quem tinha acabado com a Horcrux, e não Harry, entendeu?
- Não!
- Olha, Dumbledore queria deixar o bilhete assinado "R.A.B." para Voldemort descobrir que era Régulo Arcturo Black, e não poderia fazer nada, porque já estava morto, ok?
- Sim! – concordou Harry começando a entender – Para Voldemort não descobrir que tinha sido eu, o culpado de matar a Horcrux na ilha! A responsabilidade foi toda para Régulo!
- Exatamente! É por aí mesmo... Se Voldemort soubesse que Harry esteve na ilha, provavelmente mudaria as outras Horcruxes de lugar sabendo que ele tinha descoberto tudo sobre as Horcruxes! Por isso, Dumbledore culpou R.A.B., o irmão de Sirius, que já estava morto mesmo... Aliás, faz mais sentido, porque afetar o Régulo não afetaria mais a Ordem da Fênix, afinal, não existe mais nenhum Black vivo!
Harry concordou sentindo um aperto no peito.
- É... Não teria como se vingar de Sirius, ele já está morto!
- Ele ia morrer de qualquer jeito – explicou Hermione – Atravessando o véu, ou mais tarde com Voldemort furioso pelo que o irmão tinha feito! O véu só adiantou a morte dele... Ele ia ser levado de qualquer forma, Harry!
- E no final... A bacia ficou vazia, sem o bilhete! – pensou Harry relembrando da ilha.
- Talvez Dumbledore tenha colocado e você não chegou a perceber – arriscou Hermione – Dumbledore é mais inteligente do que você imagina, Harry!
- Mas o bilhete ficou comigo!
- Outro bilhete, Harry! – explicou Hermione – Esse bilhete que você tem do R.A.B. é uma cópia do bilhete que deve estar lá na bacia, na caverna, nesse exato momento, isto é, se Voldemort já não foi lá ver!
- Mas... Mas... Régulo morreu dois anos antes de eu nascer!
- Voldemort não visitou a caverna após a morte de Régulo, Harry! Voldemort esteve nas florestas da Albânia, como Dumbledore já te disse várias vezes!
- Accio bilhete! – gritou Harry apontando a varinha na direção da mochila e o papel muito bem amassado veio em sua direção. Harry tratou de desamassá-lo com cuidado para que não rasgasse.
Ao Lord das Trevas,
Sei
que estarei morto bem antes de você ler isto, mas quero que
você saiba que fui eu quem descobriu o seu segredo.
Roubei
a horcrux verdadeira e pretendo destruí-la assim que eu puder
.
Enfrento
a morte na esperança de que, quando você encontrar seu
adversário à altura, terá se tornado outra vez
mortal.
R.A.B.
- Óbvio, Dumbledore começou a carta com "Ao Lord das Trevas" já que todos comensais chamam Voldemort por Lord das Trevas!
- Ele queria mesmo incriminar Régulo! – comentou Rony.
- Mas a letra não é de Dumbledore?
Hermione riu da estupidez de Harry.
- Claro, Dumbledore não ia caprichar na letra para que Voldemort descobrisse que era Dumbledore, não é mesmo? Dumbledore, é lógico, que falsificou a letra de Régulo, afinal, Régulo já foi aluno de Dumbledore! Já fez provas de Dumbledore! Dumbledore falsificaria a letra dele facilmente!
- Mas por que Dumbledore não me contou sobre o bilhete?
- Dumbledore ia contar... Se tudo saísse bem! Mas ele ficou fraco... Tão fraco que quase morreu! Você sabe! Você viu!
- É! – concordou Harry – Faz mesmo sentido, mas... Quer dizer que a Horcrux verdadeira estava lá na ilha?
- Hm – Hermione revirou os olhos – Não, era tão falsa! Não muda os fatos! Só que alguém bebeu a poção... Voldemort vai chegar lá e ver a bacia vazia! Entendeu?
- Ah! Ficou bem mais claro... Mas... Só por isso, Régulo? Dumbledore ia deixar outro bilhete me contando outras coisas.
Hermione negou com a cabeça.
- Ele queria que você chegasse até aqui onde chegou, Harry! Digo chegar até a Ordem! Até o Régulo Arcturo Black! Queria mesmo! E agora eu sei porquê!
- Ahm?
- Se ele queria que você viesse até aqui, é porque ainda existe um segredo a ser revelado, e a única pessoa que sobreviveu além dos Blacks, é...
- MONSTRO! – respondeu Harry e Rony juntos.
- Isso! Monstro sabe onde está a Horcrux verdadeira! Então Dumbledore queria que você viesse aqui... De qualquer forma!
Harry, Rony e Hermione desceram pelos corredores a procura de Monstro, mas não acharam, Rony aproveitou para desejar que ele não estivesse morto após tanto se debater, mas com a ajuda de Neville, eles descobriram que o elfo estava trancado em seu armário na despensa. Lá estava ele, deitado, com um pano cobrindo a cabeça no lugar de um enorme caroço, e abraçado com uma fotografia que parecia ser sua mãe, ele dizia para que ela não o abandonasse.
- Essa é a sua mãe? – perguntou Rony torcendo o nariz ao ver que ela era para lá de esquisita, usava alguns tipos de roupas.
- Essa é Hóquei! – gritou Harry apontando para o porta-retrato.
- Esse nome não me é estranho... – murmurou Rony coçando a cabeça.
- Não atreva a chamar a minha nobre mãe pelo nome, bando de indigentes! – gritou Monstro escondendo a fotografia da mão por baixo dos panos.
- Ela... É a elfo daquela mulher ruiva que Dumbledore lhe mostrou nos pensamentos? – disse Hermione quase em um grito.
- É, a própria! Ela tinha a taça da Lufa-Lufa... Isso quer dizer que...
- Ah! – exclamou Rony – Você a viu nos pensamentos de Dumbledore durante as aulas particulares do sexto ano?
- É! Agora, Monstro, me conta! Me conta... A sua mãe... Como... Como...
- Não interessa!
- Eu ordeno que conte! – gritou Harry mais uma vez.
Ele voltou a bater a cabeça na parede, xingando-se.
- Ela... Ela... Era uma feliz, meu senhor! Casou-se com meu pai... Ainda cedo! E... Me tiveram, senhor!
- Você... Você foi embora cedo de casa?
- Eu fui doado... – parou para bater a cabeça de novo – ...para a família Black! Separei da minha mãe antes mesmo de completar três anos de vida!
Hermione fez uma cara de piedade na direção do elfo.
- Você não conheceu sua mãe?
- Conheci sim, mestre sangue sujo... – e bateu a cabeça novamente – Eu aparatava toda vez para visitá-la.
- E o seu pai?
- Trabalhava em Hogwarts!
- Você o visitava? Aparatando? – perguntou Rony confuso.
- Elfos podem aparatar nos terrenos de Hogwarts! – explicou Hermione virando os olhos em tom óbvio.
- E... Você sabe onde a dona dela guardava os seus objetos? – perguntou Harry
cortando-os antes que brigassem – Por exemplo, a taça da Hufflepuff?
- Não... Não! – e batia a cabeça freneticamente – Quer dizer... Não, Sim! Não! Hufflepuff! Não! Sim! Nãooooo!
- Para de se debater! – comentou Hermione com lágrimas nos olhos.
- Diga o que você sabe! – ordenou Harry outra vez perdendo a paciência.
- Eu... Eu... – ele batia a cabeça freneticamente contra a parede – Eu vi... Você... Eu vi você... Eu vi Você-Sabe-Quem!
Harry, Rony e Hermione deixaram um "Oh!" escapar de seus lábios.
- Eu cheguei assim que minha mãe foi assassinada, senhor... Foi em seguida! E... Eu ouvi ele dizendo algumas palavras, e...
- O que ele disse? – perguntou Rony curiosamente.
- Era uma língua diferente, senhor, uma língua que eu não falo – disse Monstro parando de bater, pois devia estar doendo muito.
- E... E você não ouviu nada útil? – perguntou Rony indo direto ao assunto.
- Ele conversou com outras pessoas... Outras pessoas e disse que precisava de uma alma viva!
- Uma alma viva? – perguntaram os três espantados.
- É, foi o que eu ouvi... E em seguida aparatou em língua normal!
- C-como assim aparatou? Para onde?
- Para Hogsmeade! – Harry, Rony e Hermione se entreolharam assustados. Isso só podia significar uma coisa. Que ele ia ou para Hogsmeade ou para, obviamente, Hogwarts, onde não se podia aparatar.
Lolixx: Aparece sumida! Beijos. To com saudades!
Lechery: Onde ele ia enfiar a varinha? Só Deus sabe! Hehehe! Fico feliz em saber que você gostou dos shippers, das cenas e tudo mais. Obrigadão. Volte sempre. Beijos
Nessa: Nossa, fiquei super feliz em saber que você gostou viu? E só entra na net para ler minha fanfic, fiquei mais feliz ainda. Hehehehe. Que bom que você gosta. Espero que tenha gostado dos capítulos novos. Beijos! Até mais.
Jennifer: O Draco ficar com você? Um bom shipper, hehehe. Só espero que você se acostume com ele cuspindo cada vez que fala POTTER, xD. Beijos!
Jane: Função do Rony? Hauhauha! Tadinho! E Harry e Hermione forever. XD. Beijos. Até breve, adoro suas reviews!
Próximo capítulo…
- Não, mas foi uma tentativa! – berrou ela – E sabe o quanto me deu duas semanas depois ver você me perguntando da Gina? Perguntando como ia o namorado dela e do Dino? O meu silêncio custou caro, Harry Potter! Você não tem idéia do quanto eu chorei para o meu travesseiro!
Harry deu um soco na porta de raiva, se antes soubesse de tudo isso, sabia que nem a Poção de Gina ia interferir em sua vida amorosa.
- E eu não tenho culpa se você não teve coragem de chegar na minha cara e dizer o que sente. Engraçado como que para o Vítor Krum você conseguiu se expressar muito bem, não foi?
Hermione riu ironicamente, virando-se com violência em sua direção, preste a voar em sua direção e encher sua cara de tapas e socos.
- E eu não tenho culpa se você não foi homem o suficiente como o Vítor! – disse quase aos gritos dando ênfase à palavra "culpa".
Harry fechou a cara ainda mais.
