Capítulo 15.
Os alunos mágicos.
Harry, Rony e Hermione conversaram a sós em uma sala isolada sobre a possibilidade da nova Horcrux, claro, a possibilidade de ser cada aluno de Hogwarts não passou por despercebida. Os objetos eram os mais suspeitos, incluindo todos os troféus que havia em uma sala reservada do terceiro andar. Desde Minerva até Colin Creveey, todos viraram possibilidades.
- Uma pessoa? Isso seria muito estranho, obviamente, é claro! A pessoa tem que ser mais velha do que Harry, porque se for mais nova é impossível, as Horcruxes foram criadas antes da morte de Harry, não foi?
- É, faz mais sentido – concordou Rony coçando a cabeça porque tinha acabado de perguntar de "Denis Creveey" – E... E o Hagrid?
Hermione fez um barulho estranho com os lábios.
- Ah! Claro... Ele ajudou a gente a vida inteira, e agora vai dar o bote? – riu Hermione sacudindo a cabeça.
- Bom – Rony sacudiu os ombros – Ele não é, digamos que, muito bonzinho. Ele nos colocou um monte de vezes em frias!
Harry fez uma careta ao Rony.
- Cara, em épocas de guerras, nós temos que duvidar até da Hermione!
- Por que eu? – perguntou ela assustada.
- Sei lá... Você anda meio estranha ultimamente! Como se tivesse apaixonada...
Hermione arregalou os olhos e corou, Harry sentiu um liquido quente cair no estômago e encarou a garota que parecia decidida a não olhar para Harry.
- Eu não estou apaixonada! – resmungou ela virando as páginas do seu livro – Ei... Há tempos que eu quero falar com vocês sobre o que eu li! Lembra que eu tinha visto um artigo em Hogwrts: Uma história e dizia que Hufflepuff tinha uma espécie de vidência na família?
- Sei – concordaram os dois.
- Então... Andei estudando a relação entre a professora de Adivinhação, Trelawney, e... Hufflepuff, e... Achei uma grande semelhança, dêem uma olhada nisso! – ela tirou uma árvore genealógica do meio do livro, desenhada pela própria, com diversos desenhos e fotografias que provavelmente foram feitas por varinha. Entre várias ligações, algumas estavam ausentes, como o pai de Sibila, mas o mais importante, é que no topo da árvore, tinha Hufflepuff.
Harry deixou uma risada escapar pelo nariz.
- Você só pode estar brincando!
- Não, não estou! E parece que a família dela se misturou com trouxas, é por isso que Sibila às vezes adivinha algumas coisas, às vezes não, entendem?
- Eu achei que ela fosse naturalmente tapada! – comentou Rony dando uma olhada no mapa e sacudindo os ombros – Aliás, é bem esquisito, não é? Esse negócio de herdeiros, sei lá...
- E tem mais! – riu Hermione sacudindo a cabeça – Vocês vão me achar maluca quando disser, mas... Eu acho tão provavelmente que os Weasleys possam ser os legítimos herdeiros de Gryffindor quanto Voldemort estar caçando Harry!
Rony arregalou os olhos fazendo uma cara de nojo.
- C-como assim?
- É muito simples – disse ela passando o dedo em algumas páginas dos livros – Os Gryffindos são ruivos! Cheios de sarda! E olhos castanhos! Bem, você pode me perguntar – ela mudou a voz – "Ei, Mione, da época que Gryffindor existiu até hoje, houve muitas gerações, eles podem muito bem ter mudado a cor dos cabelos", mas... O livro diz que as seguintes gerações só se casaram entre primos, dando descendência somente de ruivos! Eles herdam isso até hoje! Tirando a Gina, claro, que tem olhos azuis! – ela riu novamente – E até que faz sentido pelo o que eu descobri... Os Gryffindors eram famílias tradicionalmente ricas, mas... Aqui conta que a irmã mais velha da atual geração fugiu com um outro homem para não poder se casar com o primo que ela tanto odiava, e adivinha o nome da mulher?
Rony riu pelo nariz.
- Não vai me dizer que é Murie...
- Anna Muriel Weasley Gryffindor! Pelo menos o nome original!
Rony tinha os olhos quase arrancados do rosto.
- Por isso os seus descendentes são considerados traidores do próprio sangue! Inclusive, perderam todo o direito de herdar a fortuna de Gryffindor, incluindo uma espada esbelta guardada na diretoria de Hogwarts desde a era de Dumbledore – ela finalizou com um suspiro cansado – Precisa de mais alguma explicação?
Rony tinha os olhos vidrados na porta fechada, jogou o cabelo para trás em um ar que só ele sabia como fazer. Estava radiante de felicidade.
- Cara, eu sou... Um dos herdeiros de Gryffindor! – e jogou-se nos braços de Harry, bagunçando o seu cabelo.
- Saí, sai, vai beijar a sua Luna!
- Vou mesmo! – disse ele correndo na direção da porta e saindo.
Harry ergueu-se do chão com uma risadinha cínica no rosto. E Hermione o observava com grande carinho.
- Caí – disse por falta de assunto, achando o silêncio constrangedor.
- Você é tão ingênuo às vezes! – disse ela chacoalhando a cabeça de um lado para o outro.
- O que você quer dizer com isso? – perguntou ele coçando a cabeça.
- Ah, sei lá... Eu achei que o fim do seu namoro com a Gina fosse fazer você ficar diferente, um homem adulto, sei lá...
Harry parou raciocinando o que tinha acabado de ouvir, e se de fato ouvira o que tinha achado mesmo que ouvira.
- Você quer dizer que eu ainda sou meio criança?
- Meio? – perguntou ela quase rindo.
- Ah! É isso o que você acha de mim? Vamos ver quem é tão criança... – Harry pegou Hermione desprevenida e começou a coçar a sua barriga, causando-lhe cócegas. A garota querendo se safar das cócegas do amigo, jogou com toda força que podia o corpo para trás, batendo no assoalho de madeira com um baque forte, inclusive bateu a cabeça mas Harry não lhe deu descanso, continuou a encher a amiga de cócegas.
- Pára... Pára... Pára... – gaguejava ela tentando respirar e falar entre as pausas.
Harry ajoelhou-se diante da amiga, prendendo seus joelhos nas coxas dela, e as mãos ocupadas na barriga, e lentamente foram parando de brincar, começaram a se encarar, e um silêncio constrangedor foi tomando conta do local.
Os cabelos de Hermione estavam bagunçados para todas as direções no chão, e ambos se encaravam de um modo profundo. Foi então que Harry se lembrou do sonho que tivera com ela, cujo ela falava que gostava do Krum, mas sabia que isso era só um sonho e que na verdade, nada daquilo tinha acontecido. Os seus lábios foram se aproximando, ela já tinha os olhos fechados, esperando pela resposta, embora no fundo temesse que Harry novamente a deixasse ali, largada, dizendo que amava Gina.
Harry curvou-se na direção da garota e seus lábios alcançaram os de Hermione, não chegaram a se beijar, porque ela o empurrou com toda a força que podia para cima, fazendo ele tombar de lado, meio inconsciente e incrédulo com o que tinha acabado de acontecer. Vendo, estrelas, ele perguntou-se aquilo era a vida real.
- Nós não podemos ultrapassar os nossos limites de amizade! – retrucou Hermione levantando-se mais do que depressa e ajeitando as vestes.
Harry sentiu-se constrangido com a fala de Hermione, principalmente agora que ela encarava o nada. Sentia-se desconfortável como nunca tinha sentido ao estar perto da amiga.
- E quando tivemos limites? – perguntou criando toda a mínima coragem que tinha, nem parecia um grifinório.
Ela sacudiu a cabeça, cruzou os braços e ficou encarando o horizonte sem dizer nada, era ainda mais desconfortável.
- O meu relacionamento com Gina já não anda mais o mesmo, os meus sentimentos também.
Ela voltou a encará-lo, e não tinha as bochechas vermelhas.
- Eu vou em arrepender disso, mas... – ela sacudiu a cabeça, incrédula – Por quê?
- Bem... Depois de tudo o que aconteceu... – respondeu ele ficando de pé e dando os ombros. Era a primeira vez que falava de sentimentos sem ficar tão constrangido assim, era como se tivessem trocando uma idéia com ela simplesmente como amigos. Mas não era bem assim que ele começava a enxergar a garota ultimamente.
- Gina não devia ter feito isso com você, sinceramente – respondeu Hermione de braços cruzados – Queria um dia acabar com alguém tão digno quanto você, Harry! Se alguém merece ser feliz nesse mundo, esse alguém é você!
- Você também – concordou Harry repentinamente se lembrando do sonho que tivera – É uma pena que Krum não esteja por perto, não é?
- Quê? – gritou quase que histericamente – Que história é essa?
- É... Você ama o Krum, ele ama você... É uma pena que ele não está aqui para vocês ficarem juntos.
- C-como assim eu amo o Krum? Quem disse?
Ele bufou pelo nariz, virando os olhos na direção da janela, como se a paisagem da neve fosse mais interessante.
- Está estampado na sua cara!
- Isso é ridículo, eu não amo o Krum e você sabe disso! Eu não tenho culpa se você é um garoto absolutamente inocente!
- Inocente? E-eu? – perguntou começando a falar mais alto do que deveria, sentindo uma pontada de raiva o atingir como uma flecha.
- Ah, não, desculpa... Você só está fazendo charminho!
- Por que é que você não toma iniciativa? – devolveu ele furioso.
- Porque você não se decide, fica correndo atrás de uma menina que sequer olha na sua cara! – ela puxou ar para continuar a dizer as palavras que saiam de sua boca – Gina Weasley é passado para você, Harry! E sabe o quanto me dói quando você fala dela para mim? "Ai, a Gina não me quer mais, mas eu amo ela" – imitou ela em uma voz de falsete criando lágrimas nos olhos – Sabe quanto me dói ouvir essas suas palavras? Sabe o quanto me doeu descobrir que vocês dois estavam juntos? Os meus melhores amigos juntos? – as lágrimas escorriam pela sua bochecha e ela falava aos gritos, ele desejou que ninguém escutasse.
- Por que você não me disse antes? – perguntou ele furioso.
Ela chorava. Soluçava. E gritava. Tudo ao mesmo tempo.
- Eu tinha medo de ser humilhada! De ser rejeitada! Primeiro porque só a Cho tinha espaço no seu coração... E quando eu achei que tivesse uma abertura em que eu pudesse entrar na sua vida, eu comecei a elogiar você, dei em cima de você descaradamente no começo do ano passado, disse que você era um homem já, adulto, popular, disse isso no Salão Principal, na frente de Rony, provando que eu não gostava dele! E... Quando pensei que poderia ficar com você livremente, veio a Gina dizendo que eu tinha beijado o Vítor Krum umas noites depois! Ela fez de propósito naquela época! Para você ter ciúmes!
- Ela estava sob efeito do feitiço Império! - defendeu Harry.
- Não importa! Eu tinha dito as palavras que custaram a minha vida a você. Disse que você era popular e bonito, na frente de um monte de gente, e você não fez nada!
- Aquilo não foi uma declaração!
- Não, mas foi uma tentativa! – berrou ela – E sabe o quanto me doeu duas semanas depois ver você me perguntando da Gina? Perguntando como ia o namorado dela e do Dino? O meu silêncio custou caro, Harry Potter! Você não tem idéia do quanto eu chorei para o meu travesseiro!
Harry deu um soco na porta de raiva, se antes soubesse de tudo isso, sabia que nem a Poção de Gina ia interferir em sua vida amorosa.
- E eu não tenho culpa se você não teve coragem de chegar na minha cara e dizer o que sente. Engraçado como que para o Vítor Krum você conseguiu se expressar muito bem, não foi?
Hermione riu ironicamente, virando-se com violência em sua direção, preste a voar em sua direção e encher sua cara de tapas e socos.
- E eu não tenho culpa se você não foi homem o suficiente como o Vítor! – disse quase aos gritos dando ênfase à palavra "culpa".
Harry fechou a cara ainda mais.
- Está insinuando o que?
Hermione pensou que tinha atingido o seu ponto fraco, ele estava com o rosto vermelho em raiva.
- Acho que você deve voltar para o seu Vítor Krum que é homem o suficiente para te fazer subir pelas paredes!
- VÁ SE DANAR, HARRY POTTER! – gritou Hermione faltando muito pouco para dar um tapa em sua cara, virou as costas e saiu andando, batendo a porta com violência de modo que as vidraças tremeram.
Agora sabia, estava tudo acabado entre eles. Não sabia até quanto tempo duraria, talvez uma eternidade, mas desde já sentia-se arrependido por tudo o que falava. Deixou-se ser levado pela raiva e acabou soltando todo o seu veneno contra a amiga. E o seu coração batia descontrolado. Mas agora uma verdade havia sido dita, e ele tinha certeza. Hermione gostava dele. Gostava não como só amigo, mas como também queria Harry, assim como ele a queria, como namorada.
Sim, o coração de Harry estava batendo com força, e foi nesse exato momento que ele descobriu que mais do que nunca queria ter Hermione como sua namorada. Não eram sentimentos de Hermione que vinha nutrindo ao longo dos anos. Era um sentimento de amor. Que cresceu pouco a pouco. A cada dia desde que percebia que Hermione era uma grande mulher. E quem sem ela ele não poderia sobreviver.
Gina? Gina era passado.
E sentia que não poderia sobreviver se continuasse assim brigado com Hermione. Ter a cara de Gina virada era terrível, mas a de Hermione... Era crucial só de imaginar...
Correu na direção de Hermione para pedir desculpas, dizer que não podiam terminar dessa forma, quando quem parou na porta foi Gina, seus olhos azuis piscavam na direção de Harry e tampava a sua passagem para o corredor.
- Sai, eu preciso falar com ela! – disse Harry empurrando Gina com o braço.
Ele a deixou para trás.
- Não adianta! – disse Gina e Harry parou quase derrapando ao ouvir a ruiva.
- O que?
- Não adianta correr atrás dela! – disse Gina calmamente – Eu vi como ela passou pelo meu quarto, bateu a porta com força aos berros de choro, se eu fosse você, dava um tempo para ela!
- Eu estraguei tudo! – gritou Harry dando um soco na parede, deformando-a, os seus poderes normalmente extraviavam quando ele ficava nervoso.
- Não saia derrubando as paredes! Não é culpa da casa! – continuou Gina naturalmente, mesmo depois de tanto tempo não falar com ele. Sentia até uma coisa ruim por dentro.
- Eu... Eu não entendo!
- O que? – perguntou Gina arqueando as sobrancelhas.
- Como que... Como que eu nunca pude gostar dela?
Gina deu uma risadinha abafada.
- Vocês garotos são tão estranho às vezes, sabe...
- Não ria, é sério!
- Ah – ela parou de rir ao exclamar – Em todo caso, acho que... A gente de vez em quando precisa enxergar mais adiante para poder enxergar o que está justamente a nossa frente! É difícil compreender, digo, da sua parte, mas não reparamos o quanto o próximo nos pode fazer feliz! E certas vezes pode ser tarde demais...
- Não... Eu não quero que seja tarde demais – murmurou ele como se fosse uma criança, sentindo o coração apertar só de pensar – Eu... Eu preciso dela! Eu preciso dela sempre ao meu lado! Tantas e tantas vezes ela me salvou... Por exemplo, se não fosse ela durante a Pedra Filosofal, eu teria morrido! Dumbledore não teria chegado a tempo, e... Teve o segundo ano também, se não fosse ela, eu não teria achado você viva, Gina! E... Quando Sirius chegou em Hogwarts, se não fosse ela, eu jamais o salvaria! No quarto ano, eu teria morrido nas mãos de Voldemort! No quinto ano, ela tentou me avisar, mas eu não dei ouvidos a ela... E mesmo assim, ela me salvou de uma Maldição Cruciatus de Dolores Umbridge, sendo que ninguém na sala fez mais nada, ela foi a única que me salvou dessa! E quando ela desfaleceu no Ministério... Quando eu achei que tinha perdido ela para sempre... Eu comecei a trabalhar a minha mente. O que faria sem ela? Eu quase morri junto! E... No ano passado, foi tão difícil saber que ela e o Rony tinham uma forte ligação! Eu ficava pensando se ela fosse casar com Rony, como eu viveria sem ela? Como eu visitaria a casa de Rony, vendo ela sentada no sofá cuidando dos filhos do meu melhor amigo, quando na verdade, ela tinha que estar do meu lado, me ajudando! Me salvando! Me dando as dicas que só ela sabe cuidar! Como eu viveria sem acordar com ela ao meu lado todos os dias? – perguntou ele desabafando tudo para Gina. Não agüentando segurar-se – Sem Hermione... Eu jamais seria alguém! E sem a Hermione, eu jamais serei alguém!
- E você já disse isso a ela? – perguntou Gina, quando na verdade, Harry esperava uma dica melhor da amiga.
- Não!
- Bom, então, o jantar está na mesa! – anunciou Gina virando as costas e saindo, deixando Harry deslizar as costas pela parede, com as mãos nos cabelos, tentando arrancá-los.
O dia foi um silêncio sepulcral ninguém na mesa dizia mais nada, e Hermione muito menos apareceu à mesa, mas todos pareciam saber o que tinha acontecido exatamente. Logo, Harry foi acolhido pelos braços de Lupin no meio da sala, que o levou para um canto isolado para que pudessem conversar melhor sobre as mulheres, recebeu ótimos conselhos sobre isso. Lupin disse exatamente a história que tinha passado com Tonks e o quanto tinha demorado para descobrir que gostava dela e aceitar que ela pudesse se aproximar dele, pensou que era tarde demais, e sinceramente, era o começo de uma linda história de amor. Harry aproveitou para perguntar como o pai tinha conquistado Lílian, e ele respondeu que isso aconteceu anos de luta e inimizade, e que casos assim também existiam. Com isso, Harry se sentiu melhor e foi se deitar, e encontrou o quarto ocupado por um Rony e uma Luna afobados de tanto se beijarem.
- Com licença, eu quero dormir!
- Eu também já estou saindo! – disse Luna ajeitando os cabelos bagunçados e dando um selinho em Rony – Até mais meu herdeirinho de Gryffindor mais lindo de todos os herdeiros do mundo!
Luna saiu cantarolando e saltando na direção do corredor quando Harry a chamou e ela parou quase batendo de frente com a porta.
- O que?
- Eu quero perguntar se... Se você quer... Quer participar da nossa busca... Eu estou indo para a casa de meus pais amanhã! – disse determinado, ao conversar com Lupin mais tarde sentira curiosidade em saber como era a sua casa em Godric Hollows, e tinha medo também que Voldemort chegasse antes e mudasse a Horcrux de lugar.
- Eu quero! – disse animada saltitando – Vai ser ótimo conhece a cidade de Godric Hollows, dizem que as melhores histórias de fantasmas acontecem lá!
Harry revirou os olhos.
- Ótimo, pergunte ao Neville se ele quer ir também! Preciso ir escudado! Quanto mais gente melhor!
- Ahm... Isso inclui quem mais ou menos? – perguntou Rony.
- Eu, você, Luna, Hermione, Neville, Draco, Gin... – antes que ele terminasse de falar Rony o cortou, indignado.
- O Malfoy?
- Sim! Por que? Ahhhh! Nem vem com essas rixas que vocês ainda mantém!
- Não, não é bem isso – ele sentou na cama – O filho da mãe fica dando em cima da minha irmã, e eu não gosto disso!
- C-como? – engasgou Harry.
- É... Eu peguei ele encostando a Gina na parede da cozinha e partindo para um beijo no dia do velório da sua mãe.
Harry ficou pensando o quanto era egocêntrico esse casal, nunca em toda sua vida imaginaria Draco e Gina andando como amigos, ainda mais juntos! Realmente... Os tempos estavam mudando!
- Mas... Eles estão namorando? – perguntou só por curiosidade não sentindo medo da resposta.
- Não, não, acho que ela e o Neville estão de ti-ti-ti por aí! Ela ficou aborrecida por você não ter contado sobre a profecia a ela... E, ainda você sabe...
- É, sei! – cortou Harry sacudindo os ombros – Mas agora o país inteiro sabe da profecia, saiu no jornal! Maldita Skeeter! – praguejou.
- Agora não adianta fazer mais nada, a não ser lutar! – respondeu Rony – A cada dia que passa fica mais próximo o dia em que vamos bater de frente com Vo...Vo... Voldemort! – disse Rony falando a palavra Voldemort pela primeira vez. Harry sorriu em resposta.
- Então... Luna, se puder chamar as meninas, eu agradeço!
- Okay – murmurou ela contente dando uma voltinha no lugar e assoprando a vela ao sair, mergulhando os garotos na escuridão.
Os sonhos perturbadores voltavam, e traziam Hermione juntamente, era sempre com ela, sempre aquela garota preocupada com ele, tirando os cabelos dos olhos, murmurando coisas como "Harry, você precisa de mim e eu preciso de você", ele sentia que estava tudo bem novamente, e que não precisava de mais nada. Isso era até acordar!
- O café está pronto! – chamou Neville acordando Rony aos resmungos que no fim acabou acordando Harry também.
- Ahm... – disse Harry esfregando os olhos e custando para levantar, queria continuar deitado, sonhando outra vez.
- As malas já foram postas na escadaria, Harry! Nós temos que ir!
- C-Como assim, nós? As pessoas, digo, os adultos, não devem saber que estamos indo! – resmungou Harry levantando da cama em um súbito.
- Ah! – Neville virou os olhos na direção dos pés, de um lado para o outro, deixando Harry fora de visão – Que pena! Lunaaaa! – gritou Neville saindo do quarto – Não era para ter contado! – e sumiu na porta.
Harry desceu para tomar café na esperança de ver Hermione, era a única coisa que o animava porque na verdade não estava com muita fome, a ansiedade de saber que ia conhecer a sua velha casa era demasiada.
- Eu preciso verificar se minhas coisas estão arrumadas! – avisou Hermione levantando subitamente da mesa assim que Harry acabou de sentar, virando a cara para não trocar olhares com ele.
- Você não precisa ir! – gritou Harry sentado à mesa, a raiva tinha misturado com a sua adrenalina – Não precisa mesmo!
- Eu o faria se não tivesse jurado! – comentou Hermione parada de costas, sem encarar ninguém da mesa – Agora com licença! – virou as costas e saiu da cozinha.
Harry trocou olhares assustados com Lupin que tinha ouvido seus desabafos durante a noite passada.
- Ela realmente me odeia – comentou Harry abaixando os ombros, tristemente – Mais do que eu imaginava!
- Na verdade... – Lupin desceu um pouco mais para cochichar, fazendo com que o segredo só fosse partilhado entre os dois – Ela realmente te ama! – e deu uma risadinha – Mais do que você imagina! – completou.
Nota do Autor: Desculpa a demora... Mas ando sem tempo, só passei para atualizar. Agradeço as reviews, obrigado. Até breve. Beijos.
