Capítulo
17.
Prata e ouro.
O trio não teve tempo de se entreolharam, desataram a correr na direção da escada que dava acesso ao andar debaixo, mas Hermione o parou segurando pelo braço.
- Harry! Você simplesmente não pode se arriscar!
- Que?
- Fuja! – disse ela, seriamente. E Rony concordou com a cabeça.
- Não. Eu não sou covarde!
- Eu sei que você não é covarde, mas fuja! Pelo amor de Merlin, FUJA! – disse ela séria.
- Eu não posso! Eu não vou!
- Provavelmente Vol...Voldemort – ultimamente ele andava produzindo o nome de Voldemort, tinha enfrentado o nome do bruxo mais temido – Ele deve ter bloqueado a aparatação!
Harry sacudiu a cabeça, dizendo que não ia fugir do mesmo jeito.
- Pelo amor de nossos filhos, Harry, não saia debaixo da capa – disse Hermione apertando sua mão invisível com força, e ele sentiu ruborizar. E para completar o seu estado de vermelhidão, Hermione o beijou na bochecha.
Hermione atirou a capa sobre o garoto ainda meio atordoado com tudo o que tinha acontecido. E desceu correndo para as escadarias, com Rony à cola, com as respectivas varinhas em mãos.
- Eu não vou os deixar lutando sozinho! – murmurou Harry puxando a varinha, e descendo com a capa.
Gina estava lutando cruelmente contra um dos comensais, e Harry ajudou a chutar o Comensal pela janela, e do outro lado da sala, Neville estava sendo torturado como aconteceu com os pais, estava entrando em estado de delírio quando Harry arremessou o dono do feitiço em direção ao teto, brincando de iô-iô com o corpo do comensal. E não pode evitar de ouvir o grito de Hermione vindo de longe, quando virou os olhos na direção da porta, viu os comensais penetrando na casa, com as varinhas em punhos.
Onde estava Tom Riddle? Perguntou-se Harry para si mesmo, olhando para todos os lados.
Distraído, um corpo foi jogando ao lado de Harry, raspando e puxando a capa ao cair no chão, revelando o corpo de Harry na sala, chamando a atenção dos comensais.
- O menino Potter está aqui, Lord das Trevas! – gritou Belatriz desesperadamente – MILORDE!
Harry só teve tempo de puxar a capa de volta, e não teve tempo de lutar contra o comensal que a segurava com força, só teve certeza de ouvir um barulho de pano rasgando no ar. E teve certeza... Que sua capa tinha partido ao meio. Mas não teve tempo para discutir ou brigar, saiu correndo, entre as batalhas para que pudesse se salvar, alguns comensais se atiravam em sua direção para capturar Harry, mas Lupin, Tonks ou qualquer outra pessoa o protegia com feitiços.
Ele mirou a direção da porta da sala e atirou-se com violência para fora, correndo pelos jardins.
E quando derrapou pelo caminho coberto de gelo que dava acesso ao portal da Casa dos Potters, Harry deparou com uma cena que fez congelar o seu coração. A meio metro de distância, estava um homem usando capa negra, muito longe, tinha os olhos muito vermelhos e um rosto em formato de caveira. Era Lord Voldemort sem dúvida, e ao seu lado, era ninguém menos que Hermione Jane Granger, as roupas estavam rasgadas, o cabelo caído, mas com certeza era a mesma, com o pescoço enroscado nos braços dele. E por incrível que parecia... A fina cicatriz em sua testa não ardia.
- SOLTE-A! – berrou Harry sentindo os pulmões arderem ao dar esse grito. Voldemort simplesmente riu, uma risada fria e maléfica – AVADA KEDAVRA! – berrou Harry com todo o ódio do mundo dominando os seus pensamentos, e o feitiço verde jorrou de sua varinha com força. Ia na direção de Voldemort que...
- CRUCIO! – berrou em volta, atingindo o feitiço de Harry no ar, provocando fagulhas que voaram para todas as direções, atingindo blocos de neve que imediatamente derreteram.
- LEVE A MIM! MAS SOLTE-A! – berrou Harry mais uma vez sentindo os pulmões arderem na falta de oxigênio, sua garganta parecia saltar pela boca também.
Hermione simplesmente gemeu tentando murmurar alguma coisa, mas Voldemort apertou ainda com mais força o braço em direção ao seu pescoço, prendendo o ar da garota.
- Não me ameace, Potter! – e ele deu uma risadinha que só fazia Harry odiar-se de raiva por conter tanto sarcasmo em uma risada só.
- SOLTE-A! EU ESTOU MANDANDO! MATE-ME! MAS NÃO ELA! – berrava mais uma vez, ofegando.
Lupin derrapou as escadinhas da cozinha e correu escapando por trizes de feitiços que saiam da casa, Voldemort já tinha percebido a presença do lobisomem aproximando e berrou antes que o homem pudesse se defender.
- AVADA KEDAVRA! – Harry aproveitou sua distração e sacou um feitiço imperdoável na direção de Lupin também, pretendo atingir o feitiço de Voldemort para que se transformasse em fagulhas, e como se fosse cronometrado, os feitiços de Harry e Voldemort se atingiram no ar, provocando luzes na frente do homem que quase foi atingido, caindo de costas ao chão, assustado e ofegante.
- A varinha dessa sangue-ruim até que é boa! – observou Voldemort fazendo uma avaliação da varinha da garota presa em seus braços – Vamos ver se é boa o suficiente para matar Harry Potter!
- NÃO! SEU COVARDE! – berrou Hermione se chutando de todas as formas possíveis no ar para se livrar de Voldemort.
- CALE-SE TOLA! – berrou Voldemort fechando os braços com força no pescoço de Hermione provocando asfixia, e a garota caiu desfalecida para trás.
- NÃO, SEU FILHO DA MÃE! – berrou Harry atirando rajadas de feitiços na direção de Voldemort, mas ele fazia o mesmo.
- HARRY, ABAIXE-SE! – gritou Rony aparecendo pela porta sangrando por todo o corpo, e atirou um feitiço em Harry, jogando-o contra uma árvore próxima, fazendo o garoto ficar atordoado.
- AVADA KEDAVRA! – berrou Rony na direção de Voldemort que percebeu o feitiço vindo em sua direção e voltou na direção de Rony também jogando rajadas de feitiços que não conseguiram atingi-lo.
Harry aproximou para jogar alguns feitiços aproveitando o duelo entre os dois, e descobriu que Voldemort parecia por para funcionar os dois braços. Conseguia incrivelmente lutar contra Rony e ao mesmo tempo com Harry. Era uma agilidade incrível!
- EU SEI TUDO SOBRE AS SUAS HORCRUXES! – berrou Harry entre os dentes querendo distrair Voldemort de todas as formas para que Rony atordoasse de alguma forma.
- ELES ESTÃO RAPTANDO GINA NOVAMENTE! – berrou Rony para Draco que ajudava Neville a ficar em pé no gramado. O ruivo saltou na direção dos dois gemendo ao chão e saiu correndo por trás da casa vendo que os comensais raptaram Gina e a levavam pelos braços – VOLTEM AQUI SEUS BUNDÕES – berrou na direção dos comensais, atingindo um deles pelas costas.
Harry viu que a batalha estava praticamente perdida agora que Voldemort estava lutando sozinho contra ele.
- TEMOS UM TRAIDOR DOS BONS AQUI! – murmurou Voldemort rindo – DEIXE LÚCIO SABER DISSO! AVADA KEDAVRA! – gritou na direção de Draco e virando-se para demolir os feitiços de Harry.
O feitiço verde faiscante caminhou em câmera lenta na direção de Draco. Harry só teve tempo de abrir os lábios e gritar um NÃO, mas não queria se distrair do duelo contra Voldemort.
Houve um barulho de alguma coisa pesada caindo na neve, e não havia dúvidas que o corpo era de Draco, só não teve tempo de conferir porque os feitiços de Voldemort estavam gastando todas as suas energias e agilidade, precisava de ajuda o mais rápido possível.
Harry viu Hermione levantando em silêncio para que não fosse observada, e engatinhava de quatro para fugir. Harry continuava distraindo o inimigo para que a namorada pudesse fugir.
- Deixa comigo! – berrou Tonks jogando rajadas de feitiços na direção de Voldemort também que se abaixou a tempo de pegar Hermione pelos cabelos e prender novamente o braço em volta de seu pescoço.
- MAIS UM FEITIÇO. E EU MATO! – berrou Voldemort apontando a varinha com firmeza na cabeça da garota que girava os olhos, vermelha de medo.
- NÃO! – berrou Harry estendendo o braço na direção deles – POR FAVOR, NÃO! EU IMPLORO! – e sentiu as lágrimas cedendo aos seus olhos. Caiu de joelho diante da neve, sentindo machucar.
- NÃO DESISTA ASSIM TÃO FÁCIL, IDIOTA! – berrou Tonks segurando a varinha com força – NÃO SEJA BURRO! E... – antes que terminasse de falar Tonks foi arremessada para trás com um feitiço de Crucio provocada por um comensal que estava descendo pelo telhado da casa.
- TONKS! – berrou a voz de Lupin gemendo de dor na neve.
Harry se sentiu indefeso, não havia mais ninguém ali que morresse por ele, ou lhe ajudasse de alguma forma. Estavam todos imobilizados, ou mortos. Só estava Harry, Voldemort e Hermione em suas mãos, correndo risco de vida. E faria o possível para que ela sobrevivesse, nem que doasse a sua própria vida.
- Não, não mate-a! – murmurou Harry ainda ajoelhado – Eu te falo onde está a última Horcrux, eu te levo até o lugar!
- Não, Harry! – gemeu Hermione nos braços de Voldemort – Não, Harry!
Harry pensou por um instante. Por que Voldemort não o matava de uma vez? Se livraria de Harry e tudo seria mais fácil. Mas ele pensou... Não adiantava matar Harry sabendo que a sua Horcrux continuava solta pelo mundo. Ele tinha que manter a Horcrux viva para que continuasse vivo também, era recíproco. E matar Harry não ia resolver o problema da Horcrux, porque ele era o único que sabia onde ela estava, nesse exato momento.
- Tudo bem, Potter... Nós podemos ir até o local conferir! Não é bom acreditar em sangues-ruins nos dias atuais!
Harry ao seu lado ao chão. Rendendo-se. Por Hermione ele faria tudo. Tudo o que fosse preciso. Ele a amava mais do que si próprio. E diversas vezes ela tinha salvado sua vida. Era hora de retribuir. Não?
- Harry, não... – gemeu Hermione com lágrimas nos olhos – Você não sabe... Quem sou eu! – murmurou chutando-se no ar.
- CALE-SE GAROTA TOLA! – berrou Voldemort virando um tapa em sua cara, fazendo-a cambalear e cair de costas na neve – NÃO ABRA A SUA BOCA! – e apontou a varinha na direção da menina, jogada ao chão – PELA ÚLTIMA VEZ, NÃO VOU TOLERAR INSOLÊNCIA!
O silêncio veio após o grito de Voldemort, nada e mais ninguém falou. Inclusive a garota jogada ao chão.
- Eu previ a minha morte, Harry! – berrou Hermione ao chão, Voldemort virou-se em sua direção, ainda com maior convicção – E saiba que a última Horcrux é uma pessoa!
- AVADA KEDAVRA! – berrou Voldemort com a varinha na direção do peito de Hermione, sem dó e nem piedade. O feitiço atravessou a garota que caiu molemente para trás, como se dormisse profundamente.
E uma faca rasgou Harry de cima até embaixo, sua mente ficou bloqueada de qualquer outro pensamento. Sentia que estava tudo acabado. Hermione tinha morrido, e não havia outra alternativa, não precisava sobreviver, não... Não havia absolutamente um motivo para continuar a viver...
- AVADA KEDAVRAAAAAA! – berrou Harry jogando toda a raiva que podia como se fosse uma corrente elétrica pelo corpo, e ela transformou-se no feitiço que explodiu de sua varinha, com o impacto, jogou Harry para trás (contra o caminho do feitiço), e Voldemort aparatou antes mesmo que o feitiço o atingisse.
Voldemort apareceu novamente às costas de Harry, e o rapaz não conseguia se mexer, suas pernas estavam mole por saber que aquilo era uma realidade fria e triste. Hermione estava morta.
A sua voz não saia. Nada parecia ter vida. Não parecia pensar direito, nada conseguia passar pela sua cabeça. Queria ser morto, junto com ela. Apenas isso...
- AVADA KEDRAVA! – tornou a gritar virando-se tão depressa quanto antes.
Voldemort bateu palmas formando um enorme furacão de vento, bem antes no lugar em que estava. As roupas de Harry o puxavam para dentro do furacão.
- SOCORRO! – berrou Tonks agarrando-se ao chão para não ser sugada para a ventania numa espécie de rodamoinho – SOCORRO!
- TONKS, SEGURA FIRME! – berrou Harry lançando vários feitiços para desarmar o feitiço de Voldemort, mas o furacão crescia a cada momento mais.
Voldemort aparatou ao lado de Harry com a varinha em punhos e gritou o feitiço verde tão temido por todos.
- APARATAR! – berrou a voz de Rony puxando Harry pelo braço.
A sensação de ser sugado por um cano passou despercebida por Harry, só teve realmente uma reação esquisita ao cair de cara em frente a um gramado, também cheio de neve cinzenta.
- Ela morreu, Rony! Hermione morreu!
- Não, Harry, fique bem! – disse Rony ajudando o rapaz a ficar em pé, mas ele deu um empurrão em Rony que fez o amigo cair de costas ao chão.
- ELA MORREU POR MINHA CULPA! – berrou sentindo as lágrimas arderem os seus olhos – POR MINHA CULPA!
Rony sacudiu a cabeça.
- Hermione está bem, Harry! Eu juro que está bem!
Harry sacudiu a cabeça, sentindo o sangue quente subir pela cabeça, juntamente com as lágrimas que escorriam descontroladas pelo seu rosto.
- EU NÃO TIVE TEMPO DE DIZER QUE A AMO! ELA MORREU NA MINHA FRENTE...
- AQUELA NÃO ERA HERMIONE, CARA! – berrou Rony chateado por ter sido empurrado – LARGA A MÃO DE SER CHORÃO E ME OUVE!
Harry parou estático, sentindo um fundinho de esperança bater em seu peitoral. De acordo com Rony, havia uma possibilidade, uma mera possibilidade de Hermione não ter sido morta.
- Eu... Eu sinto lhe dizer, Harry... Mas aquela não era Hermione!
- Quem era, então? – perguntou sacudindo a cabeça, incrédulo. Seria uma piadinha de mal gosto de Rony? Mais uma daquelas vezes que tentava consolar o garoto.
- Era Snape!
- O que?
- Exatamente! Luna sabe de toda a verdade...
- C-como assim?
- Luna me contou que Snape se transformou em Hermione... Por vários motivos, mas eu não sei exatamente o porquê, e não posso te contar sem saber... A questão é que você vai ter que esperar aqui até que ela apareça!
Foi então que Harry percebeu que estava com os pés firmes ao chão de algum lugar muito diferente que conhecia. Olhou a sua volta e enxergou muitas cruzes, anjos e outras estátuas esquisitas. Sentiu um frio rodopiar pelo estômago e se deu conta de que estava em um cemitério.
- O cemitério... De... Godric Hollows!
- Seria ótimo se você fosse mais depressa! Voldemort vai estar aqui em dois segundos! – Harry concordou com um aceno – E como vamos achar a lápide de minha mãe?
Rony apontou para pisos de paralelepípedos em tom cinzento, e bem no meio do design havia um triângulo com um círculo ao meio, cortado. A mesma figura da correntinha de Hermione. A mesma figura que estava escrita nas paredes da lareira da Casa dos Potters.
- Aqui... Aqui é o caixão vazio da minha mãe! – disse Harry apontando para o lugar – E... – ele olhou para o lado onde havia uma plaqueta de prata.
"Tiago James Potter.
24/09/1957.
+ 31/10/1981."
- O meu pai, Rony! O meu pai... – gemeu Harry com uma vontade inexplicável de abraçar o lugar – Aqui está enterrado o corpo do meu pai! O mesmo que todos dizem se parecer comigo!
- É, Harry, aqui mesmo! – gemeu Rony concordando com a cabeça – E ainda tem uma mensagem – apontou ele para onde estava escrito.
"Agüente
até o fim, filho.
Seja forte. Eu sei que você pode
contra isso.
Eu te amo."
Ele virou-se para a lápide de sua mãe.
- Eu ainda volto para visitá-lo, papai! – sorriu Harry em resposta, era um sorriso desesperado, meio forçado. E mirou a varinha na direção da lápide de sua mãe.
- BOMBARDA MÁXIMA! – berrou fazendo a poeira subir, sentindo pedaços de tijolos atravessarem o seu rosto, cortando-o, ele apenas tinha se protegido com os braços em torno do rosto.
Ele sentiu um aperto desesperado no peito um enorme buraco no lugar. Estava completamente vazio.
- Aqui... Devia estar por aqui!
Estava absolutamente vazio. Não havia nada. Seu coração parou.
- RONY, A HORCRUX SUMIU! ALGUÉM PEGOU!
- Mas, Harry... – conferiu Rony olhando para o buraco – Será que não está mais embaixo?
- Não! – berrou uma voz familiar aparecendo. Era Hermione com os seus cabelos fofos correndo na direção dos dois.
- Hermione! – gemeu Harry envolvendo a garota em seus braços com toda a força que podia, querendo sentir que ela era mesmo real, que não passava de um fantasma – Você está viva!
- Desculpa mesmo, Harry! – disse ela emocionada, em lágrimas – Eu sai correndo da casa... E vim direto para o cemitério... Eu sei que devia ter ficado lá... Mas eu pensei que talvez Voldemort fosse chegar antes...
Harry segurou o seu rosto com as duas mãos, super geladas.
- Não se preocupe, está tudo bem agora! – e voltou a abraçar a amiga.
Ela começou a chorar, soluçando ao mesmo tempo.
- Desculpa por ter brigado com você também! Eu sinto muito... Eu não queria ter dito aquilo... Quando eu disse aquelas coisas sobre você e o Krum... Desculpa mesmo, não foi a minha intenção... – e ela voltou a chorar.
- Eu que peço desculpas, Hermione... Por tudo o que te disse, pelo ciúmes descontrolado... Por ter te xingado daquela forma... Por ter dito palavrões... Sinto muito... Desculpa, Hermione, me desculpa! – ele segurava a garota com força nos braços, com um alivio incrível no corpo, sentindo mais do que nunca que ela estava viva, e isso era como se ele tivesse nascendo novamente. Sentiu também que precisava do beijo dela agora mais do que nunca... Poderia não sobreviver agora que Voldemort rodeava Godric Hollows, sentiu que não poderia perder tempo... Precisava dizer que amava ela... – Desculpa, Hermione – disse afastando-se do abraço na intenção de beijá-la logo após.
- Vamos! – apressou Rony cortando a fala dos dois. Eles simplesmente tinham esquecido do amigo ruivo parado ali, estático – Vamos antes que alguém chegue! Ainda dá tempo de fugir...
- Para onde nós vamos? – perguntou Harry puxando a varinha.
- Fugir para a Toca!
- Eu acho que nós devemos ir para Hogwarts! – disse Harry com convicção – A penúltima Horcrux está por lá!
- Quê? – perguntou Hermione arregalando os olhos.
- Snape antes de morrer disse que tem uma Horcrux em Hogwarts! Em formato de gente...
- Uma pessoa? – perguntou Hermione franzindo a sobrancelha – Isso só confirma o que descobrimos na Ordem da Fênix com a ajuda de Monstro!
- Exatamente... – disse Harry – Hermione, onde é que os objetos estão escondidos? – ele se referia à Horcrux do caixão.
- Na casa do Rony!
E eles aparataram. Desejando mais do que nunca colocar as mãos na Taça de Ouro de Hufflepuff e acabar com mais um obstáculo em sua vida.
Notas: Pensaram que a Hermione tinha morrido, né? Assustaram? XD
Naquele dia em que o Snape pegou um fio de cabelo de Hermione quando invadiu Hogwarts, ele puxou um fio de cabelo dela... E fez a poção... E morreu no lugar dela. Triste, né? Triste e heróico! Sempre soube que o Snape fosse morrer para salvar o Harry. Essa teoria é baseada no livro ("O destino de Harry Potter"), lá tem uma teoria parecida.
Snape morreu luto Eu não acredito até agora que ele morreu pela Hermione... I can not believe!
Gente... Vestibular da Fuvest vem chegando -me mato- Me desejem boa sorte... E boa sorte quem vai vestibular também! Beijos!
Vou fazer a inscrição
hoje –chora- é o meu sonho entrar na USP!
Próximo capítulo...
- EXPELLIARMUS! – berrou Hermione desarmando o homem encapuzado algum tempo depois, não havia chance ele lutar contra os demais.
McNair franziu o cenho, olhando fixamente para o chão onde eles pisavam, e de repente o chão sumiu. Provavelmente o maldito teria feito um feitiço não-verbal que tinha explodido o chão.
- AI! – gritou Hermione histericamente abraçando Harry pela cintura, e os dois foram jogados para o andar debaixo, por sorte caíram em algumas almofadas ao lado de um sofá.
- Ele derrubou o chão – comentou Harry assustado, todo sujo e arranhado – Os demais estão lá em cima!
Respondendo às reviews:
Lolix: Obrigado por deixar review. Sobre o porquê a cicatriz do Harry ardia, era porque a maldição Avada Kedavra produzida por Voldemort ainda estava no corpo de Harry, por causa da Lílian ainda lá, entendeu? Sempre que o Voldemort aproximava, gerava dores... Mas agora que a Lílian está fora de "seu corpo" o Harry não sente mais dores, apesar do formato da cicatriz continuar lá pelo fato do corpo já ter adaptado. Mas com o passar dos anos, ela vai sumir... Obrigadão, beijos. Te adoro.
Jennifer: Obrigadão pela review, fiquei muito lisonjeado com os seus elogios. Adorei. Beijos, obrigado!
Jane Malfoy: Gostou do futura senhora, hehehe? Que bom, fico feliz em saber. Obrigadão por comentar, beijos. Volte sempre!
