Capítulo 18.
O sangue de dragão.
Harry foi recebido de volta à Toca com muitas festanças de alegria. A Sra. Weasley não parava de abraçar o trio e chorar, reclamando por Gina estar desmaiada no andar de cima.
- Eu a salvei das mãos dos comensais! – explicou Rony de repente, orgulhoso – Eles estavam levando-a novamente!
- Vocês sabem... Se alguém mais de Snape acabou morrendo? – perguntou Hermione cautelosa apertando a mão de Harry na poltrona, diante da lareira que os aquecia.
- Draco! Malfoy! – murmurou Harry entre os lábios com os olhos vidrados – Eu vi ele sendo jogado... Mas...
- Não, foi Neville! – corrigiu Rony – O Malfoy estava ajudando Neville a se levantar... Então o rapaz jogou o Malfoy para trás e recebeu todo o impacto do feitiço. Neville morreu no lugar de Draco, eu vi muito bem essa cena!
- Neville? – gemeram Harry e Hermione ao mesmo tempo.
- É triste... Eu sei, mas estamos numa guerra! – resmungou Rony torcendo as mãos – Podia ter sido qualquer um de nós!
Harry arrepiou só de pensar novamente em Hermione nos braços de Voldemort.
- Lupin quase foi morto também! Só foi atingido por fagulhas!
- Tonks! Tonks foi atingida fortemente no peito por um feitiço das trevas...
- Dessa vez a guerra foi feia! – pensou Harry – Antes que Rony me tirasse de lá, eu vi Voldemort produzir um furacão no meio do quintal da minha casa, destelhando-a! Quase que Tonks foi levada para dentro do furacão!
Hermione ficou de pé.
- Vou fazer um chocolate quente para tomarmos! – e sumiu na direção da cozinha indo ajudar a Sra. Weasley em alguma coisa.
Harry ficou a sós com Rony.
- O que houve com Gina?
- Ela foi atacada fortemente... Só desmaiou, mas os Comensais queriam raptá-la novamente... Ela certamente é o alvo preferido de Voldemort! – brincou Rony.
- Gina é a única forma de Voldemort conseguir informações sobre mim! Afinal, foi através dela que ele executou o Feitiço Impérios!
Rony concordou com a cabeça, tristemente.
- E como anda Luna, cara?
- Aquele primeiro Avada Kedavra beirou ela! Por sorte atingiu um vaso próximo e não ela, na verdade... Mas ela estava bem abalada no final da guerra!
- Sabe se algum Comensal morreu?
Rony deixou escapar um bocejo.
- Acho que Olho Tonto combateu dois comensais de frente em uma só vez... Eles ficaram inconscientes!
- Eu fiz o corpo de algum deles de iô-iô, mas não faço idéia de quem era!
Rony aproximou de Harry e apertou o seu ombro.
- Sei como deve ter sido difícil para você encarar toda essa realidade.
Harry levantou o rosto cheio de rugas na direção de Rony.
- Eu acho que envelheci dez anos depois do que eu enfrentei hoje, é sério, cara! – disse Harry olhando no fundo de seus olhos que eram visíveis pela pouca luz provocada pela lareira – Posso te afirmar que com certeza foi o dia mais difícil da minha vida! As coisas estão acontecendo de uma forma que eu não sei como te explicar... Está tudo vindo como uma bomba! A Gina... O Snape... A Hermione... Tudo isso! É tudo muito confuso!
- Eu entendo cara, e acho que você deveria descansar!
- E eu vou... Mas antes temos um serviço a fazer! Vamos destruir a taça de Hufflepuff!
- Ahm? Mas... Você trouxe a Espada de Gryffindor ou alguma coisa do tipo?
- Basta um Avada Kedavra, mas no momento não estou forte o bastante para executá-lo, então... Vamos perfurar a arma e vai ser o melhor que podemos fazer.
Mais tarde, eles foram para o quarto, agarraram os seus respectivos objetos, materiais e correram para o jardim, onde Rony aproveitou para montar a barraca que seu pai usara na Copa de Quadribol, e para que ninguém os visse o que fariam.
Harry, Rony e Hermione entraram na barraca que continuava com os móveis intactos e limpos. Eles colocaram a Taça no chão e Harry apontou a varinha.
- Avada Kedavra! – foi tão simples como nunca imaginara, exceto que suas energias todas se foram com um simples aceno na varinha, e a luz verde explodiu de sua varinha repartindo a taça em cacos. Hermione tinha os olhos virados para o canto da parede, Rony parecia mais pálido que o normal.
Quando a noite chegou, Hermione levou uma Gina aos prantos para o quarto dos meninos, a garota mais nova chorava como se o mundo fosse acabar, murmurando várias vezes que começava a considerar o amor de Neville por ela.
- Ele era tão bonzinho comigo! – gemeu ela na cama, ainda derramando lágrimas.
- Não fica assim, maninha! – consolou Rony passando os seus braços ao redor de seus ombros, puxando a irmã para um abraço confortável, inalando seu perfume de rosas, fazendo Harry sentir do outro lado do quarto.
- Foi melhor para ele – comentou Harry que não tivera muito tempo para pensar sobre a morte do amigo. Era triste e chocante sabia disso, mas alguma coisa fazia com que ele não se conformava que isso era real. Acreditava que de algum modo ainda sonhava – Neville sofreu muito durante esse tempo todo, ainda mais sem seus pais – dizia com as palavras escapando de sua boca, naturalmente.
Hermione sentou-se na beirada da cama de Rony assistindo ele consolar a irmã, era uma situação triste mas não havia mais nada que pudesse fazer pela amiga, tinha acabado o seu estoque de palavras delicadas e filosóficas.
- Vamos conversar lá fora? – perguntou Harry saltando da cama querendo deixar Rony e Gina juntos, sozinhos, para que os irmãos pudessem matar a saudade depois de tanto tempo estando separados.
Harry e Hermione desceram as escadas da Toca pé ante pé para que não rangesse e consequentemente não acordasse o restante dos Weasleys que ainda dormia. E o casal parou em frente à lareira, em um silêncio sepulcral, até que mais tarde Harry resolveu tomar iniciativa.
- Parece que faz tanto tempo que sentamos aqui para discutir o meu relacionamento com Gina – analisou Harry com os olhos vidrados no pequeno fogo que crepitava na lareira – O tempo está passando... Quando antes faltavam sete horcruxes, agora faltam apenas duas! Nagini e algo de Rowena que ainda não temos idéia!
- Apesar de tudo o que passamos, as situações não parecem tão difíceis como eu esperava... Sei lá... Está sendo tão simples achar as Horcruxes e acabar com elas... O destino para que está nos ajudando, ou algo do tipo...
- Acho que a pior fase ainda não passou – comentou esfregando as mãos – O objeto de Rowena vai ser mil vezes pior do que pensamos!
Hermione soltou um suspiro em concordância porque não queria confirmar com palavras.
- O duro que as pistas que temos não chegam nem perto de alguma Horcrux realmente importante, sabe? Eu não faço idéia do que possa ser!
Hermione sacudiu a cabeleira de um lado para o outro, preocupada também.
Um barulho vindo da cozinha assustou os garotos na sala, houve um "TÉQUE", quase saltaram do sofá.
- Não é nada – suspirou Hermione aliviada mais tarde tirando a franja dos olhos – É só o relógio dos Weasleys!
Harry riu pelo nariz.
- Acho muito interessante esse relógio, sabe? Eu sempre quis ter um igual!
- Ele é mágico – comentou Hermione serenamente provocando curiosidade em Harry, mostrando através de sua expressão – É, ele é mágico! É herdado do Godric Gryffindor, como eu havia dito!
Harry levantou de sua cadeira e foi estudar atentamente o relógio, mostrando os nove ponteiros na direção de "PERIGO MORTAL" ignorando o tempo que passava, marcavam apenas os lugares que as pessoas estavam, e em época de guerra o único lugar que indicava era Perigo Mortal.
- Seria isso uma Horcrux? – perguntou passando os dedos lentamente pelo vidro que protegia os nove ponteiros.
- Não, não – negou Hermione chacoalhando a cabeça e indo em sua direção para conversar melhor – Eu já pensei nisso, se quer realmente saber. Mas não faz sentido, sei lá... Acho que é algum objeto da Rowena, e isso é de Godric! Não faz sentido mesmo!
Um barulho de escadas rangendo veio do teto da casa, os dois congelaram no ar e a garota praticamente espremeu os dedos do braço de Harry de tanta força que apertava.
- Vem vindo alguém! – comentou ela sussurrando no ouvido do garoto, provocando-lhe arrepios.
- Sou eu, não se preocupem! – revelou Rony aparecendo.
Hermione afastou de Harry aliviada enquanto o rapaz testava os dedos para ver se ainda podiam se mexer.
- Tomei um susto!
- Não pude fazer nada! – comentou Rony andando até os sofás diante a lareira, jogando os cabelos pesados para trás – Gina dormiu no meu colo, acabei deixando ela ficar em minha cama mesmo... Será que eu poderia pular para o seu quarto? – perguntou Rony na direção de Hermione.
- Sem problemas! Eu durmo na cama do Harry! - respondeu ela sentando ao lado de Rony nas poltronas – E então, Rony? O que você acha que devemos fazer?
Ele ergueu as sobrancelhas, surpreso. Não era bem o tipo de pergunta que estava costumado a receber, ainda mais vindo de Hermione.
- Ah, sei lá... A gente podia comer qualquer coisa! – Hermione reprimiu sua fala com um olhar de censura – Ah! Qual é? Estou com fome! Não tive um dia fácil...
Ele levantou e foi até a cozinha preparar um lanche.
- Acho estranho tudo o que aconteceu, sabe... – comentou Harry deixando-se cair em uma outra poltrona vermelha – Snape... Eu pensei que ele o tempo todo fosse do lado oposto, quando ele era do nosso lado!
- Não esqueço do puxão de cabelo que ele me deu! – riu Hermione levemente distraída – Arrancou bons tufos dos meus cabelos!
- Acho que ele já estava planejando fazer a Poção Polissuco! – raciocinou Harry – E o bom disso, é que Voldemort pensa que você morreu de verdade! Inclusive, vai parar de te perseguir!
- É claro! – disse ela sacudindo os ombros – Snape sabia que ia morrer no final do dia, ontem... Provavelmente os Comensais combinaram de me matar, Snape ouviu a conversa e transformou-se em mim, sabendo que ia morrer quando o fizesse! E trocou de corpo assim que eu sai da casa, logo após o aparecimento de Dobby, foi aí que ele entrou no meu lugar!
Harry só faltou aplaudir o palpite de Hermione, boquiaberto, encarou-a.
- É... Snape preservou a sua vida!
- Ele foi um verdadeiro herói!
- Você poderia colocar o nome do seu filho de Severo! – comentou Rony aproximando com um pedaço de pão. Harry olhou para Rony como se fosse de outro planeta – Não me olhe assim, cara! Só acho que seria legal homenagear ele, ué!
Harry e Hermione só não riram mais alto porque poderia acordar os outros Weasleys.
- Ah! Rony, corta essa! – comentou Hermione fazendo um gesto bobo no ar – Soaria o nome mais brega que eu já vi na minha vida!
- Poderíamos aproveitar e colocar o nome de Alvo também! – riu Harry e Hermione tampou a boca com as duas mãos para que o som de riso não escapasse – Alvo Severo!
- Imagina: Alvo Severo, filho de Harry Potter! – riu Rony imaginando a primeira página do Profeta Diário – Seria muitíssimo bizarro!
- Ridículo! – continuou Hermione voltando a respirar normalmente – Ai, rapazes, eu sinto muito, mas eu preciso ir dormir!
- Bofha nofê! – assoprou Rony pedaços de pão na direção da garota.
- Boa noite para você também! – respondeu Hermione com um olhar de nojo tirando os cuspes de suas roupas.
Algum tempo depois que Hermione subiu, deixando o seu perfume para trás, Harry despertou de seus devaneios quando Rony o chamou para dormir, e arrastando-se, Harry subiu para o andar de cima.
- Vamos ficar com o quarto das garotas! Gina dormiu na minha cama! – lembrou Rony empurrando a porta do quarto de Gina. E novamente Harry estava ali no quarto da ex-namorada. Ex-namorada? Harry nunca tinha parado para analisar de fato o relacionamento que ele e Gina nutriram durante esse tempo todo.
Ele viu um colchão estendido ao chão, a coberta dobrada até a metade, era cor-de-rosa mas não ligava. Rony dirigiu-se até a cama e deixou seu corpo cair sobre ela, rangendo o objeto como fosse um gato velho.
Harry tirou os sapatos, tirou as roupas pesadas e deitou-se na cama planejada de Hermione, encaixando o nariz ao travesseiro, entrando em desespero ao relembrar do cheiro da melhor amiga. Era um cheiro incrível de maçã com alecrim. Ele podia imaginar-se a vida inteira ali, agarrado àquele travesseiro e estaria tudo absolutamente muito bom.
Os sonhos foram um pouco turbulentos, envolvendo Hermione em abraços e lugares que ele mesmo desconhecia. E ficou envergonhado ao acordar e saber que mantinha aqueles pensamentos sobre a melhor amiga, ficou apenas deitado na cama, imaginando-se quanto tempo passaria mais desejando a garota ardentemente sem se declarar para ela, sem que ela realmente soubesse...
Houve um barulho esquisito vindo da janela, Harry assustou ao ouvir, mas não parecia nada ameaçador, apenas o trouxe de volta à realidade, juntamente com Rony que dormia em um sono profundo.
- Deve ser Hermes! – comentou Rony abrindo a janela e tendo resultado como uma coruja de cara amassada carregando uma carta e aos pés tinha um pequeno frasco de poção amarrado – É natal!
- É mesmo! – lembrou Harry feliz.
Uma avoada de corujas adentrou o quarto trazendo livros, presentes e roupas. Incluindo os presentes de Hermione e Gina, respectivamente, uma capa de invisibilidade nova e um pôster de Harry sentado em uma vassoura de quadribol, ele acenava e piscava para a platéia.
- Hermione me deu uma capa de invisibilidade! – comentou Harry com brilho nos olhos descendo as mãos pelo tecido de cetim.
- A sua rasgou em Godric, né? – comentou Rony meio sem graça ao descobrir que invés de uma cama de invisibilidade ganhara uma linda mochila para viagem que caberia mais de vinte objetos sem o peso fazer diferença.
Harry deu os ombros e continuou abrir os demais presentes e não terminou porque nesse exato instante Hermione adentrou o quarto com gritinhos de emoção dizendo que o vestido que ganhara era perfeito.
- Muito bonito mesmo, vou usar na noite de cerimônia! – comentou alegremente, saindo de seus braços para que Gina pudesse agradecer também.
- Obrigada pelo kit perfumes, realmente encantador, Harry! – e abraçou o garoto com força para agradecer.
- Imagina! – resmungou soltando-a depois – Eu que agradeço pelo pôster!
Os quatro desceram para tomar café e encontraram Draco na porta da cozinha, estava usando roupas de galã, e trazia presentes também.
- Cara, eu nunca imaginaria o Malfoy na minha casa! – raciocinou Rony.
- É... Snape era o guardião dele – disse Harry servindo-se de um pouco mais de café que estava em cima da mesa – Acho que agora ele ficou sozinho, não é mesmo? É muito mais perigoso... Mais arriscado também, Voldemort pode achá-lo a qualquer momento!
O loiro aproximou dos demais.
- Eu fico muito agradecido por estarem me recebendo na casa de vocês! – agradeceu Draco para Rony.
- Ah! – ele não correspondeu estar gostando da visita do rapaz, virou os olhos na direção da parede, segurando o copo.
- Esse "ah" significa que ele não está aborrecido em receber você! – simplificou Harry para que não ficasse um clima chato.
- Se eu pegar você dando em cima da minha irmã novamente, eu juro que... – ia dizendo Rony apontando o indicador na face de Draco.
- Ei... Malfoy! – chamou Gina com os cabelos dançantes vindo em sua direção – Mamãe perguntou se você vai passar a noite aqui!
Draco afastou-se da rodinha sem atrever a encarar um Rony vermelho de raiva.
- Não sei, senhora Weasley, eu agradeço muito, mas...
Os cinco se reuniram na hora do almoço para almoçar, a Sra. Weasley pediu que a rapaziada almoçasse antes dos adultos que lotaria a mesa da cozinha, e foi o que fizeram.
- Eu tive um sonho bastante esquisito! – comentou Gina servindo-se de algumas batatas que estavam no canto da mesa – Era como se uma serpente estivesse me abraçando! Até arrepio só de pensar – murmurou chacoalhando-se.
- Falando em sonhos – interferiu Hermione mudando de assunto – Sonhei que Harry estava cortando a grama dos Dursleys!
Harry levantou os olhos.
- Nem me lembre! – resmungou levando uma colherada de comida à boca.
- A grama era aparada... Bem cuidada... Os seus tios são cuidadosos! – elogiou Hermione – Na verdade você era cuidadoso!
- Falando em grama bem aparada – ralhou a Sra. Weasley aproximando da mesa com as duas mãos na cintura – Você, Ronald Weasley, não andou aparando a grama do quintal que eu tanto te pedi ontem!
- Eu vou te ajudar mais tarde – ofereceu Harry.
- Não, querido, descanse! Você tem trabalhado mais do que deve!
A conversa entre Rony, Harry e a Sra. Weasley não fez o foco da conversa desviar, Draco, Gina e Hermione continuavam a conversar sobre sonhos esquisitos. Foi o que fez Harry se lembrar de alguns flashes do que sonhara, e sentiu perder a fome mesmo que o almoço estivesse delicioso.
- Sua cama tem um leve cheiro de pergaminho – disse Hermione, encaixando o cabelo atrás da orelha, falando com Harry.
Rony arregalou os olhos, parando a colher no meio do caminho, em direção à boca.
- Isso me lembra os cheiros que Hermione sentiu, na primeira aula do Slughorn sobre a Poção do... – ia dizendo Rony.
- POR QUE NÃO TOMAR MAIS SUCO DE ABÓBORA? – berrou Harry enfiando o copo de suco na mesa na goela de Rony.
- Cof, cof! – engasgou o amigo recebendo palmadinhas de Hermione que estava ao seu lado, com as bochechas pinicando.
Nesse instante a porta se abriu, deixando escapar um vento fresco e úmido vindo dos jardins. Era como se o sol estivesse penetrando dentro da Toca, mas não era exatamente o sol, e sim uma garota de cabelos longos e loiros, usando um vestido particularmente decotado, puxando as mãos de um rapaz de cabelos ruivos e amarrados bem atrás.
- Olá Arry! – cumprimentou Fleur graciosamente – Todos focês r-reunidos as-sim em volta da mês-sa! R-rony, olá! Er-r-mioni-i, olá também! Quem és es-se jô-fenzinho no canto da mês-sa?
- Prazer, sou Draco! – cumprimentou Draco levantando da mesa e estendendo a mão. Gui arregalou os olhos para a mãe, pedindo uma explicação, ela apenas sacudiu os ombros em resposta. O loiro observou a tensão que formou-se no lugar.
- O que ele faz aqui, mamãe? – perguntou Gui não disfarçando nada.
- Ele veio com Harry, filho!
- Ele é um Malfoy! – retrucou Gui fazendo cara de nojo, aumentando o tom de voz.
Draco tinha uma reação estática e todos olhavam na mesa para o garoto, com um ar de pena.
- Ele é o nosso hóspede! Nós o convidamos! Assim como você! – defendeu a Sra. Weasley enxugando as mãos no guardanapo.
Gui abaixou a cabeça meio sem graça, mas sua atitude não mudou muito depois disso, sequer cumprimentou Draco à mesa, apenas foi na direção dos fundos, puxando Fleur para se distraírem.
Depois que toda a louça foi lavada pelos jovens, os adultos tomaram o espaço da mesa para almoçarem, incluindo o Sr. e a Sra. Weasley, os gêmeos, Gui e Fleur. A molecada ficou na sala ajudando a enfeitar a árvore de Natal.
- É a primeira vez em muito tempo que eu me sinto bem – comentou Harry fazendo algumas bolas coloridas se levitarem com a varinha – É tão bom estarmos todos unidos assim!
- Falando em reunidos... Olha quem vem chegando! – comentou Gina dando uma olhada de relance à janela – Carlinhos! – e a garota saltou a correr para os jardins a fim de receber os abraços calorosos do irmão.
Carlinhos apareceu sorridente, trazendo a varinha em mãos e após cumprimentar a todos à mesa, reuniu-se à família para celebrar o almoço de Natal.
- Convidamos Lupin e Tonks para passarem a noite conosco! – disse a Sra. Weasley limpando os pratos na cozinha, os rapazes apenas prestavam atenção na conversa.
- Vocês fazem isso todo ano? – perguntou Draco dando um nó em um dos presentes ao lado do sofá.
- Quase sempre – comentou Gina para não dizer que "sim" porque isso provavelmente machucaria o garoto que não possuía a família sempre unida, ou ao menos possuía mas não do mesmo sangue.
- Você faz parte da nossa família agora – disse Harry colocando a mão em seu ombro. Draco apenas olhou por cima da mão do garoto em um olhar de agradecimento.
- Obrigado, Potter! – agradeceu Draco abrindo um sorriso, o que era raro.
- Bem vindo à nossa família, Malfoy! E Feliz Natal!
Harry e Draco se abraçaram no meio da sala para o espanto de todos.
A semana na Toca voou, estenda-se por voar: passou em segundos o que seria semanas. Harry e Rony acordaram no último dia daquele ano para apararem a grama em volta da casa – com dificuldade ainda maior já que blocos de neve estavam instalados por todas as partes do quintal -. Trabalharam tanto que quando terminaram estavam fedendo à beça, foram obrigados a tomarem um bom banho acompanhados pelos empurrões de Gina e Hermione.
O tempo fechou à medida que a noite foi chegando, as nuvens cinzentas e criavam formatos no céu trazendo uma aparência de tempestade.
- Vai chover – comentou Hermione usando um vestido branco para comemorar o Ano Novo que estava prestes a chegar.
- Vai! – respondeu Harry olhando para a janela, segurando um copo de vinho.
Havia muitas pessoas aquela noite na casa. Todos estavam comemorando o final do ano velho e na esperança de um ano melhor batesse à porta, principalmente os garotos.
Foram muitas comemorações quando o relógio atingiu o dia seguinte, muitos fogos de artifícios rolaram pelo céu do jardim naquela noite, e os casais se abraçavam com afinidade de aquecerem um ao outro. Hermione também abraçou Harry de lado, para que os dois pudessem ver os fogos juntos.
- É lindo, não? – comentou dando uma risadinha.
- Muito bonito – respondeu pensando na garota, não nos fogos.
Depois que os fogos dos Gêmeos se esgotaram, os casais voltaram às pressas para dentro da casa já que o frio cortava suas faces, porém, Harry e Hermione ficaram do lado de fora, conversando.
- Sabe... Eu fico feliz em saber que o Malfoy esteja fazendo parte de nós agora – comentou ela deixando algumas marcas na neve de seus passos.
- Eu achei ele um cara bacana, mesmo depois de tudo o que nos casou, sabe?
Hermione parou em frente ao Harry de modo que não havia como caminhar mais.
- Acho tão bonito esse seu gesto de companheirismo... De solidariedade! É sério!
Harry deixou uma risadinha temerosa escapar pelo canto dos lábios, pensando seriamente se esse devia dizer alguma coisa a amiga sobre os seus sentimentos. Alguma coisa remexia em seu estômago dizendo que era melhor deixar quieto. Outra dizia que ele, talvez, não tivesse muito tempo de vida e aproveitar essa oportunidade de uma vez por todas!
- Eu... Eu preciso conversar com você, Hermione – disse olhando no fundo dos olhos dela – Sobre tudo o que tem acontecido entre a gente!
Ela manteve os olhos fixos na direção de Harry, indisposta a ficar tímida.
- Sabe... Eu acho que eu preciso te dizer... E...
- E? – perguntou ela esperando uma continuação.
Harry levantou o rosto de Hermione ainda mais com o dedo, e ela pôs a outra mão em seus cabelos, puxando um punhado. Com os olhos firmes e fixos uns aos outros, eles se aproximaram...
- AVADA KEDAVRA! – um feitiço verde ofuscante passou raspando as suas cabeças quando eles estavam bem próximos, Harry e Hermione praticamente foram jogados ao chão com violência ao sentirem a pressão do feitiço voar por perto.
- Tem alguém aqui! – gemeu Hermione apertando Harry pelo braço - Tem alguém aqui, Harry!
- Corre, Hermione, corre! – gritou Harry ajudando a garota a ficar de pé – Eu distraio ele... Corre!
Ela parou para pensar por um momento, vendo Harry caído no chão ou se obedecia às suas ordens.
- Eu não posso ir! – murmurou ela tendo uma lembrança crucial ao pensar que ele poderia ser atingido pela Maldição da Morte.
Harry deu um salto do chão e puxou Hermione pelas mãos para dentro da casa, desviando dos feitiços que explodiam no ar.
- ESTÃO INVADINDO A TOCA! – berrou Harry entrando ensopado pela casa, não ligava para o frio que penetrava em cada célula do seu corpo, os ossos chegavam a congelar, ele sequer conseguia movimentar as pernas.
- Vamos pegar nossas coisas! – gritou Hermione para Gina – Vamos pegar nossos livros! – e puxou a garota pelas vestes.
- ESPERA! – gritou Gina correndo na direção da cozinha – O relógio! O relógio de Godric! – berrou tirando ele da parede e segurando firme com as mãos.
A gritaria dificultou ainda mais o processo, as pessoas aparatavam, outros resolviam ficar para lutar, não foi bem o caso de Harry que foi praticamente arrastado por Draco e Rony para os andares de cima.
- Nós vamos escapar com segurança! – afirmou Rony com convicção dando a Harry um cobertor – Cubra-se com isso, vai melhorar! – e correu na direção das portas do guarda-roupa para juntar o máximo de objetos que seriam úteis, encaixando na mochila nova que tinha ganhado – O presente de Hermione vai ser válido!
- Essa é uma daquelas mochilas que agüentam mais de vinte quilogramas e ainda faz parecer leve?
- Exatamente – respondeu Rony e a porta foi arrombada pelas garotas desesperadas. Carlinhos segurava a varinha, estava atrás delas, tomando conta.
- Vamos fugir! – gritou Harry para elas.
- Eu vou com vocês! – informou Carlinhos – O pessoal pediu para que eu tomasse conta de vocês! Segura em mim, Lovegood! – chamou Carlinhos recebendo um olhar de censura de Rony que deveria tomar conta da namorada.
- Gina, segura na minha mão! – falou Harry estendendo o braço.
- SAIAM DA FRENTE! – berrou uma voz vindo do corredor.
- Eles estão vindo! – gritou Hermione e de repente começou a sussurrar – Para onde nós vamos, Harry?
- Casa dos Gritos!
- APARATAR! – berraram todos ao mesmo tempo.
Todos foram jogados contra o chão com estrepito seco, não tiveram nem mesmo tempo de levantar quando escutaram.
- PETRIFICUS TOTALUS! – um barulho de pedra caindo ao chão chocou-se contra o ouvido de Harry, e Gina estava atordoado ao chão. Todos viraram os olhos na direção do feitiço e lá estava McNair rindo.
- Ele segurou na minha perna antes de aparatar! – informou Rony puxando a varinha, e eles começaram a duelar.
- EXPELLIARMUS! – berrou Hermione desarmando o homem encapuzado algum tempo depois, não havia chance ele lutar contra os demais.
McNair franziu o cenho, olhando fixamente para o chão onde eles pisavam, e de repente o chão sumiu. Provavelmente o maldito teria feito um feitiço não-verbal que tinha explodido o chão.
- AI! – gritou Hermione histericamente abraçando Harry pela cintura, e os dois foram jogados para o andar debaixo, por sorte caíram em algumas almofadas ao lado de um sofá.
- Ele derrubou o chão – comentou Harry assustado, todo sujo e arranhado – Os demais estão lá em cima!
- Os Comensais estão treinando feitiços não-verbais, eu percebi isso em Godric Hollows – informou Luna se levantando, também tinha caído com os dois – Não temos chance, Harry – estremeceu a garota caída ao chão.
Harry ajudou Luna a ficar de pé, Hermione partiu para os andares acima já com a varinha em punhos.
- Espera, você não pode aparecer! – berrou Harry correndo atrás da garota – Voldemort não sabe que você está viva!
- Eu não me importo! Eu juro que não me importo! – berrou ela em resposta não retardando sua corrida.
Hermione chegou com a varinha em punhos ajudando na batalha McNair contra Carlinhos, já que Rony estava inconsciente do outro lado da sala. Draco estava amarrado por cordas e se jogava ao chão para tentar escapar delas.
- Você não pode ser tão bom assim! – gritou Carlinhos soltando alguns feitiços apenas com movimento da varinha.
- Fui muito bem treinado, isso eu garanto! – devolveu em resposta.
- ESTUPEFAÇA! – berrou Hermione chegando aos berros, McNair foi mais rápido e soltou um simples Impedimenta sem dizer nada.
- Garota Granger? Você ainda está viva?
- Tão saudável como nunca! – respondeu.
- AH! SEU BOSTA DE MORCEGO! – gritou Harry chegando logo atrás soltando feitiços potentes que tinha aprendido com o Príncipe Mestiço.
McNair foi jogado contra a parede, ferido, Harry aproveitou para aproximar de Hermione e perguntar se estava tudo bem.
- Estou mais preocupada com Rony – disse Hermione ajoelhando-se ao lado dele, colocando a palma de sua mão na testa – Está tudo bem? Rony! Acorda!
- Ele só desmaiou – garantiu Carlinhos – Vai ficar tudo bem, precisamos levar ele para a enfermaria!
- Não adianta – disse Hermione desesperada – Mataram Madame Pomfrey na última invasão em Hogwarts!
- Então... – Carlinhos passou os braços pelas costas e pelas coxas do irmão – Nós mesmos vamos cuidar dele!
- Finite Incantatem! – Harry desfez o feitiço em Draco e Gina que saíram muito gratos. Luna apareceu mancando, ficando em pé com ajuda dos móveis.
- Estou bem, obrigada! – respondeu zangada quando ninguém estava se preocupando com ela e sim com Rony.
- Acha seguro descermos para o castelo agora? – perguntou Hermione olhando o céu estrelado, a lua cheia.
- Estava tudo bom demais para ser verdade – reclamou Harry pegando os objetos para saltar.
- Rony escapou de um Avada Kedavra muito potente – informou Carlinhos aos demais – Se a mochila dele fosse um pouco mais pesada, ele teria morrido!
Hermione não deixou de sorrir radiante, satisfeita com o presente que tinha dado.
- Nós precisamos encontrar algum Sangue de Dragão – respondeu Carlinhos rapidamente com os olhos fixos na parede – Vamos descer para o castelo sim!
A turma passou do Salgueiro Lutador para os jardins graças a ajuda de Bichento que acalmou a árvore. Em seguida, enfrentaram a nevasca e subiram até o castelo, entrando pela porta do Salão Principal.
- Está muito escuro aqui! – avaliou Hermione passando as mãos nos braços – E frio também!
- Vai ficar tudo bem – disse Harry ajudando Luna a saltar os degraus para subir – Lumus Máxima! – e um feitiço potente clareou o cômodo.
Eles chegaram com muita dificuldade até a enfermaria, enfrentaram o castelo escuro e silencioso com um ar fantasmagórico, estava completamente abandonado, até mesmo pelos fantasmas.
- Ele fecharam Hogwarts de vez depois da última batalha – disse Hermione vendo Carlinhos depositar Rony na enfermaria, o corpo de McNair sobrevoava atrás, Gina desfez o feitiço e o homem desabou no chão.
- Desculpa! – disse Gina irônica ao homem – Foi sem querer! – e o fez novamente.
Carlinhos e Hermione aproveitaram para revirarem as prateleiras da enfermaria em busca de alguma poção, alguns ingredientes, ou até mesmo o Sangue de Dragão. Harry, Draco e Gina apenas sentaram no sofá conversando sobre a noite já que não sabiam muito sobre o aspecto da poção. Luna estava na cama massageando os pés.
- Não há nada! – falou Hermione aparecendo das cortinas por trás dos aposentos da ex-enfermeira – Não há absolutamente nada aqui de Sangue de Dragão!
- O que o Sangue de Dragão faz exatamente? – perguntou Harry curioso.
- Muitas coisas importantes – pronunciou Carlinhos que até o momento estava quieto – Na verdade, ele tem as mesmas funções das principais matérias ensinadas em Hogwarts!
- Essas utilidades foram descobertas por Dumbledore – complementou Hermione.
- Ah? – perguntaram o restante sem muito entender.
- São doze principais usos importantes – explicou Carlinhos suspirando – O primeiro deles tem o poder de Transfiguração, a pessoa consegue mudar a aparência com algumas gotas!
- Como a Tonks faz?
- Exato! Mas ela nasceu assim, naturalmente! – emendou Hermione.
- O segundo poder mágico dela é baseado nos Curandeiros, muito potente... Não existe qualquer outro feitiço que cure os pensamentos ruins trazido pelos dementadores, mas o sangue de Dragão faz com que você se esqueça dos piores pensamentos causados em sua vida! Cura também suas visões de ver Testrálios, para quem não gosta...
- Isso significa que eu vou perder a memória toda?
- Não vai alterar em nada, mas os dementadores não o afetarão mais! Qualquer pensamento ruim que você tiver vai sumir de sua memória!
- E nem com o Feitiço da Memória as pessoas conseguem apagar as piores lembranças?
- Não! – intrometeu Hermione – Só com o Sangue de Dragão mesmo!
- E o terceiro uso é muito utilizado para pessoas que querem descobrir o futuro, assim como a matéria de Adivinhação. Basta você beber algumas gotas do sangue e ir dormir. Os seus sonhos revelarão o seu futuro!
- Uau! – exclamou Draco impressionado – O Sangue é realmente valioso!
- O quarto uso ajuda em batalhas, guerras. Baseada na matéria de Feitiços, faz com que você lance feitiços poderosíssimos! E o quinto produz as melhores linhas de Poções para qualquer atividade, são bem parecidos esses dois últimos usos.
- Os meus avós eram fazedores de poções – comentou Luna distraidamente – Eles usavam Sangue de Dragão!
Carlinhos ignorou e continuou.
- O sexto uso é um plágio do jogo de Quadribol, só que você não precisa de vassoura para voar.
- Quer dizer que podemos voar sem vassoura? – perguntou Draco.
- Sim, basta beber o sangue, saltar do chão, e voar por alguns minutos!
- Eu quero um desses! – voltou Luna a dizer.
- O sétimo é usado como Astronomia. Há quem diga que quem toma desse poder, pode fazer desabar chuva ou abrir o sol até mesmo durante à noite! Mas isso ainda não foi provado!
- Cada efeito dura quanto tempo?
- Depende do peso de cada um. E da dose – explicou Hermione.
- O oitavo uso faz com que você se proteja de alguns feitiços, como Defesa contra as Artes das Trevas, mas isso não inclui todos os feitiços, como...
- Avada, Crucio e Imperius! – intercalou Harry e Carlinhos fez um jóia com a mão.
- O nono uso te trás raciocínio, Aritmética, faz com que você pense em soluções inesperadas, ou que você consiga resolver diversos outros problemas! E o décimo uso faz com que vocês descubra sobre o seu passado, funciona como uma penseira, sabe? Você descobre tudo sobre o seu passado, e para isso, basta você tomar alguns goles e ir dormir!
- O penúltimo uso, cura gripes, machucados, cura cegueira e algumas vezes recupera a memória da pessoa, não tão poderoso quanto as lágrimas de Fênix, mas o efeito é parecido.
- Lockhart pode ser curado, então? – perguntou Luna radiante.
- Pode – respondeu Hermione de braços cruzados – Mas é tão raro achar o tipo desse Sangue de Dragão, e muito valioso também, quase que não compensa comprar!
- E... O último é o décimo segundo uso, faz com que você aumente o poder das plantas... Você consegue fazer uma árvore crescer em poucos segundos! Herbologia, claro!
- Uau! – exclamou Harry espantado – O Sangue de Dragão é mesmo muito potente!
- É – respondeu Carlinhos orgulhoso – Mas é claro, cada dragão tem o seu poder, nem todos os poderes são encontrados em um único sangue! E além do mais, são iguais aos unicórnios, tem que ter morte natural para que se possa tomar o sangue deles!
- E que tipo de sangue você precisa para salvar o Rony? – perguntou Draco.
- É um dragão escocês, muito difícil de ser encontrado, vamos ter que ficar esperando ele reagir de alguma forma!
- E se ele não reagir? – perguntou Hermione espantada.
- Pode ser que ele nunca reaja! – explicou Carlinhos – Não sei que tipo de feitiço ele recebeu, McNair executou um feitiço não-verbal, vamos ter que esperar esse idiota acordar – e apontou para o Comensal.
- O tempo está mudando – disse Harry olhando o tempo através da janela – Chuva... Nevasca... Espero que isso tudo chegue ao fim logo!
Hermione aproximou do garoto, e entrelaçou os seus dedos aos deles.
- Eu prometo, Harry, que você vai ser muito feliz depois disso tudo! – ela apoiou o queixo no ombro do rapaz e disse – Vamos dormir, amanhã a gente decide o que faz com o corpo de McNair!
Notas do Autor: O começo desse capítulo na Toca! Adoreiiiiiii! Sei lá, ele dizia os cheiros EXATAMENTE OS MESMOS CHEIROS que Hermione sentiu na primeira aula de Poções do Slughorn, e explica PORQUÊ os cheiros de Grama (pelo Harry) e não pelo Rony. Porque o Rony não cuida da grama. E o Harry cuidava! Ou seja... Grama Harry. Já pergaminho... Era por causa das cartas que o Harry escrevia a ela. Ele sempre ficava feliz quando recebia as cartas dela. Entendeu o sentido?
Os 12 usos do Sangue do Dragão. Gostaram? D
Outra dúvida que não ficou muito esclarecida: Snape era o tempo todo Hermione em Godric Hollows? NÃO! Ele só virou a Hermione depois que ela saiu correndo da casa dos Potters, na hora da batalha. Ela correu para o cemitério enquanto Snape entrou no lugar dela! Certo? Qualquer dúvida é só perguntar! Adoro responder perguntas
Sobre o Dumbledore: Preferi explicar melhor a história dele do que inventar que ele é solteiro porque ele é gay. Ridículo! Não pelo fato de ser gay, mas pelo fato da autora ficar inventando sobre o personagem após ter acabado os livros. Ela teve mais de 3.000 páginas para escrever sobre e não o fez, e agora vem inventando "o passado" dele. Tenha dó, não sou débil! E pra mim o Dumbledore tinha um caso com a Minerva, e zé fini!
Lolix, Jane, Jennifer, obrigadão pelas reviews. Beijos.
Próximo capítulo...
Harry e Hermione apertaram as mochilas nas costas e começaram a descer os degraus do altar. O chapéu desatou em gritar.
- Não! Não! Aonde é que vocês pensam que vão? Ei... Voltem aqui!
- Vai nos contar, ou não? – perguntou Harry esticando a sobrancelha em tom de curiosidade.
- Er... Bem... Não tem muitas coisas que vocês precisam saber!
- Por que Slytherin matou Rowena? – perguntou Hermione dando alguns pulinhos para voltar a ficar de frente ao chapéu.
PS: Quer mesmo ler o próximo capítulo? Juro que posto nessa mesma semana se tiver mais de 10 reviews. Juro! "GO REVIEW". Beijos.
