Capítulo 19.
Exausto.

A notícia que chegou até eles no dia seguinte fez todos se espantarem. A Toca dos Weasleys foi simplesmente massacrada, apenas um corpo foi encontrado. De um vampiro que tinha lutado bravamente contra os invasores.

Os ex-estudantes fizeram feitiços em todos os cantos do lugar para que não fossem invadidos por ninguém, estavam usando a enfermaria como se fosse uma nova moradia.

- Os meus pais devem estar preocupados – comentou Carlinhos olhando o relógio – Vou dar uma saída para entrar em contato com eles, tudo bem se vocês ficarem a sós por um tempo?

- Sim, sem problemas – disse Harry fazendo um gesto – Pode ir, sem problemas! Eles devem estar no Largo Grimmauld!

Após Carlinhos sumir, o silêncio voltou a reinar ainda mais forte no lugar, o Comensal tinha dormido por horas e não tinha cara de quem ia acordar tão cedo. Os rapazes se revezavam para vigiar o homem enquanto os outros iam dormir.

- Será que o Hagrid está na Cabana dele? – perguntou Hermione olhando pela vidraça – Eu queria saber se ele tem algum tipo de Sangue de Dragão...

- Carlinhos vai aparatar na Romênia hoje à tarde – informou Gina – Não precisa se preocupar com Rony mais!

- A minha curiosidade vai além do feitiço que foi executado em Rony – disse Hermione cruzando os braços e aproximando do sofá.

- Como assim? – perguntou Gina ligeiramente assustada com a amiga.

- Eu queria que você tomasse um pouco do Sangue, Gina...

- Eu? Por que eu? – perguntou espantada.

- Porque você é uma herdeira de Gryffindor, capaz de descobrir tudo sobre o passado dele e ver se finalmente as palavras do Chapéu Seletor fazem sentido, entendeu?

Gina fez que sim com a cabeça.

- E quais eram as palavras do Chapéu?

- Bom, pelo que Rony anotou, o Chapéu tornou a falar da tal união que antecipou nos outros anos, mas essa união já está acontecendo. Por exemplo, Harry e Draco! – eles esticaram as sobrancelhas, assustado – Ele disse que seria a solução, certo? Disse também que Hogwarts não é segura a menos que confiem em Dumbledore! – ela sacudiu a cabeça – Eu confio em Dumbledore e Hogwarts continua sendo insegura, na minha opinião, mas ele ainda diz que podemos vencer, que precisamos nos juntos. Outra vez, Harry e Draco como exemplo. Ele citou que o Ministério está invadindo Hogwarts, mas isso é óbvio desde o quinto ano. Mas tem uma frase que me intriga muito... "Os erros do passado tão distante podem ser compreendidos para não serem repetidos no futuro tão próximos", quer dizer que aconteceu, certo? Disse também que lições foram dadas, acredito que seja aquele velho ditado da vovó. "Aprenda com os erros dos outros!". E disse que desunião gera destruição, guerras e mortes! Fim!

- Vai ver houve algum tipo de desentendimento entre os fundadores de Hogwarts – comentou Harry sacudindo os ombros.

- É por aí que eu pretendo chegar! – comentou Hermione apontando o indicador em sua direção – Sabe... São versos interessantes...

Um barulho fez com que as pessoas saltassem em seus lugares, assustadas. Alguém estava batendo na porta da enfermaria, e todos congelaram no lugar, puxando suas respectivas varinhas.

- Quem é? – perguntou Harry sentindo o coração ir batendo cada vez mais rápido.

- Sou eu, dona do castelo, Sibila! – e a voz era da própria.

- Pode abrir – disse Hermione, saltando da maca em direção ao chão – Deve ser ela!

Com um aceno na varinha de Harry, as portas se abriram com um estalido.

- Oh, meninos, eu previ isso! Céus, uma nuvem negra... Jovens rodeando a escola, céus! Vocês por aqui! – berrou uma mulher com os cabelos cacheados em grande volume, usando um óculos redondo todo quebrado, ajeitando o xale vermelho nas costas.

- Estamos bem, obrigada! – disfarçou Gina.

- Ela é a herdeira de Hufflepuff, por isso que o castelo está nas mãos dela! – disse Hermione no ouvido de Harry.

- Ah! É mesmo... – comentou Harry coçando a cabeça – Deve ter sido pelo mesmo motivo que Dumbledore não deixou que Sibila fosse embora de Hogwarts no quinto ano, lembra? A Umbridge tinha até expulsado ela da escola...

- O que fazem em meu nobre castelo? – perguntou a professora estudando Gina da cabeça aos pés – Vieram buscar ajuda?

- Estamos com um problema, professora – disse Luna na cama, sentada – O meu namorado... – e apontou para o Rony.

- Não é nada! – cortou Hermione adiantando-se, não queria que Sibila soubesse que Rony estava desmaiado ao pé da cabeça, porque daria a entender que eles ficariam por mais tempo no castelo, e como não podiam dividir segredo com alguém suspeito, Hermione achou que fosse melhor inventar uma desculpa convincente – Viemos a Hogwarts para falar com Dumbledore!

- Ora, ora... Uma das alunas que abandonou a minha aula... É claro que você não tem clarividência para a nobre arte da Adivinhação...

- Não estou falando disso! – cortou Hermione – Queremos falar com Dumbledore, onde quer que ele esteja escondido!

- Não ousa a falar comigo nesse tom insolente, garotinha! – retrucou Sibila franzindo o cenho de raiva – Eu não sou subordinada a você!

- Deixa isso comigo, Hermione! – falou Luna empurrando a garota para o canto – Ei! Professora querida, há quanto tempo! – Luna abraçou Sibila com muita força, parecendo duas grandes amigas.

- Minha melhor aluna, eu sabia que você voltaria, eu sabia! – orgulhou-se Sibila.

- Trouxe um presente especial para a senhora – disse Luna empolgada correndo até o malão – Olha isso! – ela começou a revirar sua mochila, e tirou um cálice de bronze – Encontrado nas florestas da Albânia, lembrei-me da senhora no mesmo momento!

- Oh, minha querida, não precisava – agradeceu Sibila com os olhos brilhando.

- Papai disse que pertenceu à Raveclaw – comentou Luna orgulhosa.

- Pobre Raveclaw... Tão bela, tão doce... Com um coração tão nobre... Infelizmente morreu nas mãos do cruel Salazar!

- C-Como assim? – gemeu Hermione começando a se interessar ainda mais pela história.

- O que foi que eu disse? – fez-se de burra, Sibila.

Luna lançou um olhar de censura para Hermione como se quisesse dizer "Você atrapalhou tudo!".

- Professora, não escute essa ignorante em Adivinhação, vamos tomar um chá para colocarmos a conversa em dia, tenho uma história ótima sobre os terríveis animais da Tasmânia – disse Luna saltando na direção da professora, com o calcanhar totalmente curado, e puxando-a para fora, fazendo a mulher tropeçar.

Hermione começou a morder as unhas, nervosa.

- Não acredito! Vou ficar me remoendo de curiosidade para saber mais sobre os fundadores de Hogwarts!

- Não acham meio estranho o Chapéu Seletor ter poderes videntes enquanto Sibila, herdeira de Hufflepuff, também tem alguns poderes de vidência? Isso não te dizer nada? – perguntou Harry pensativo para Hermione.

- É claro! – murmurou Hermione quase pulando em seu pescoço – O Chapéu Seletor provavelmente foi construído pelos fundadores! Ele deve ter as qualidades dos fundadores, por isso sabe de algumas coisas!

- Exato! E acho que devíamos falar com ele também!

- Vamos esperar Carlinhos chegar! – disse Gina quieta no sofá com os pés de molho.

- Os Comensais podem chegar antes do Carlinhos, Gina! – lembrou Harry – Estamos em Hogwarts, e ele não vão demorar a revistar o castelo!

Ela deixou os ombros caírem de decepção.

- Eu vou com você então!

Harry e Hermione trocaram olhares rápidos e tímidos.

- Seria melhor se Hermione fosse comigo – disse Harry parando-a com a mão, a menina já tinha as duas mãos apoiadas no sofá para se levantar.

- Ah! Tudo bem então – ela deu uma olhada para o canto da enfermaria, vendo Draco de braços cruzados – Mas não demorem, por favor!

- Não vamos demorar – garantiu Hermione pegando sua mochila e colocando nas costas – Eu garanto! Dentro de uma hora estaremos de volta, e não deixem que ninguém entre! Okay?

Gina concordou com a cabeça, infantilmente, Draco deu uma risadinha no canto da sala e aproximou da poltrona vermelha, sentado ao lado da menina.

- Eu tomo conta dela, podem ir tranqüilos! – e deu uma risadinha de triunfo.

- Repito – disse Gina em alto e bom som – Não demorem ou não vão encontrar o Malfoy vivo!

Harry riu, pegou Hermione pelas mãos e a conduziu para fora da enfermaria, fechando a porta ao passar.

- Sabe... Dumbledore tinha poderes videntes também – disse Hermione olhando para o teto mesmo que caminhando.

- O que quer dizer com isso? – perguntou Harry com as duas sobrancelhas escondidas por cima da franja, seu cabelo estava começando a ficar anormalmente grande e cada vez mais bagunçado.

- Sei lá... Ele meio que descobria o futuro!

- Você quer dizer que ele tem chance de ser o pai de Sibila? – perguntou Harry ironicamente.

- Não digo pai, mas... – à medida que ela foi falando, sua voz foi morrendo.

Os dois permaneceram em silêncio pelo resto do caminho, entraram pelo escritório da diretora que ainda preservava a antiga senha desde que a escola tinha sido invadida. Subiram para o andar de cima vendo que o lugar estava completamente abandonado, sentimentos como solidão e depressão bateram no peito de Harry.

- Olá! – cumprimentou Hermione para os quadros dos velhos diretores assim que fechou a porta. Harry adiantou-se para alguns andares, subindo ao patamar da escrivaninha da diretoria, procurando pelo Chapéu Seletor em cima das prateleiras.

- Oi! – cumprimentou Harry acenando para o Chapéu Seletor que tirava uma soneca, parecia estar muito entediado ultimamente – Como tem andado?

- Olá, jovem Potter, desde que sumiram de Hogwarts nunca mais os vi!

- Tenho andado meio ocupado – remexeu Harry inquieto – Sabe, pedidos de Dumbledore – e coçou a cabeça meio envergonhado – Falando nele, você sabe onde o quadro dele foi parar?

O Chapéu Seletor pareceu dar um suspiro.

- Sinto muito, caro Potter, mas não estamos em tempos confiáveis para se falar de coisas absurdamente sérias!

- Mas isso também é sério, por favor, eu preciso falar com o Dumbledore!

- Está bem, está bem – murmurou o Chapéu após muita insistência – Vocês podem encontrá-lo pendurado na Sala dos Professores! Um lugar óbvio, mas não tanto assim... Ele está escondido atrás do armário!

- Ótimo, realmente, ótimo, obrigada – agradeceu Hermione apertando as alças da mochila com força – Não sabe o quanto estamos gratos!

- Por nada – remexeu o Chapéu solidário, dando um leve sorriso – Posso garantir que não é só isso?

- Bem... É que... – disse Harry inquieto mexendo os pés no chão – Precisamos saber de mais algumas coisas também!

- Tipo o que? Posso ser útil...

- É que... A única pessoa que de fato viveu há muitos anos atrás... E que... – Hermione ia pausando entre as falas demonstrando um tom de vergonha na voz – Gostaríamos de saber... Se... Se você conheceu os fundadores de Hogwarts.

O Chapéu pareceu dar um salto no lugar, assustando-se.

- Mas é claro que eu conheci os grandes mestres do passado! Eles que me construíram! Um pedaço de pano aqui, outro pedaço ali... Alguma remenda... E eu nasci! – e sorriu orgulhosamente.

- Queríamos saber mais sobre os fundadores! – continuou Harry olhando diretamente para o chapéu.

- Ora, senhores, eu sinto muito, mas a única coisa que eu sei é isso!

- Sabemos que você esconde um segredo a mais! – disse Hermione em alto e bom som – Aposto que você sabe sobre o assassinato de Raveclaw!

O chapéu mais uma vez se assustou, só que dessa vez foi com maior intensidade, ele não parecia ter fala para continuar as próximas frases.

- Querida... Por favor, querida... Não vamos falar sobre isso!

- Hm... E ainda sei que você está escondendo que o verdadeiro culpado pelo assassinato dela é o Slytherin!

O chapéu pareceu perder o controle, franziu as sobrancelhas e olhou para Hermione com um ar sério, não mais educado ou preocupado.

- Você não deve se meter onde não é chamada!

Harry olhou para Hermione e quis sorrir, ela estava indo no caminho certo para tirar informações do chapéu.

- Nós sabemos tudo, só queremos que você confirme as histórias!

- Eu não vou lhe fazer absolutamente nada, senhorita Granger! Eu não devia ter mandado você para lugar algum quando foi selecionada... Devia ter te mandado de volta para sua casa, isso sim! Sabia que algum dia ia me jogar contra a parede, e...

- Eu só quero a verdade, por favor! – disse Hermione com um olhar de piedade – Sabemos toda a história... Mas uma confirmação não custa nada!

- Não, senhorita Granger, não vou falar nada sobre o passado!

- Sabemos também que você carrega o poder de vidência de Hufflepuff – comentou Harry quase rindo ao ver o chapéu assustado – Não adianta esconder!

- Vocês são dois xeretas! Isso sim é o que vocês são! Deviam ter sido mandados para a Corvinal!

- Bom, se você não vai dizer nada, vamos consultar o professor Dumbledore, ele certamente nos contará tudo! Você sabe, não sabe? – perguntou Harry fazendo chantagem – Eu sou o preferido dele! Todo mundo sabe disso!

Harry e Hermione apertaram as mochilas nas costas e começaram a descer os degraus do altar. O chapéu desatou em gritar.

- Não! Não! Aonde é que vocês pensam que vão? Ei... Voltem aqui!

- Vai nos contar, ou não? – perguntou Harry esticando a sobrancelha em tom de curiosidade.

- Er... Bem... Não tem muitas coisas que vocês precisam saber!

- Por que Slytherin matou Rowena? – perguntou Hermione dando alguns pulinhos para voltar a ficar de frente ao chapéu.

Harry ficou por alguns passos atrás.

- Ela certamente era muito teimosa... E persistente, claro! Ela apoiava a opinião de que nascidos trouxas deviam vir a Hogwarts, diferente de Slytherin!

- Só por isso ele a matou?

- Godric e Slytherin saíram no soco minutos antes de eu ter nascido! E pelo que eu sei, eles expulsaram Slytherin do castelo... Ele quis vingança e acabou matando os três!

- Os três? – perguntou Hermione incrédula – Tem certeza?

- Absoluta! Ele queria ficar com o castelo somente para ele!

- Isso é muita ganância, é um absurdo! – comentou Harry abobado.

- E bem... Os filhos de Godric e Rowena fizeram vingança!

- Eles se casaram? – perguntou Harry e Hermione juntos.

- Ela tentou conquistá-lo de todas as formas, até com a Poção Amortentia mas eles não acabaram juntos! – disse o chapéu fazendo os dois ficarem boquiabertos.

– E essa briga vem passando ocorrida entre os fundadores vem passando de geração para geração! Até que chegou em Vocês-Sabem-Quem!

- O que Voldemort quer exatamente de mim? – perguntou Harry seriamente, esfregando os olhos, sentindo a falta do óculos em sua face.

- Ele quer te destruir para mostrar que pode se vingar do passado!

- E o que eu tenho haver com isso? – tornou a perguntar.

- Você é o único capaz de derrotá-lo, Potter! O único... O eleito! E acredite... Os Weasleys também são alvos já que pertencem à mesma família de Godric.

Harry suspirou, passando as mãos pelos cabelos, farto de tudo o que estava acontecendo. Farto de ter sido o tal eleito. Não agüentava mais essa vida que estava levando, onde a perda de seus amigos começava a parecer algo absolutamente normal. A morte era como se os seus amigos tivessem indo viajar, simplesmente, para nunca mais voltar. E estava começando a parecer tudo tão natural...

- Eu vou vingar a morte dos três fundadores! – berrou Harry segurando a varinha com firmeza, como se ela fosse colada nas mãos.

- Vamos descer, Harry? – perguntou Hermione puxando levemente a manga de suas vestes, acordando de seus devaneios.

- Vamos, vamos que eu preciso tirar algumas dúvidas com Dumbledore! Não é nada sobre os fundadores, eu garanto – disse Harry falando para o Chapéu Seletor – Vamos falar sobre coisas importantes sobre a Guerra, mesmo assim, obrigado, obrigado mesmo por todos os conselhos e tudo mais!

O chapéu deu uma risadinha radiante. Hermione parecia estar vendo alguma coisa particularmente interessante na escrivaninha, onde tinham muitos livros.

- Parabéns por conseguir ser amigo dos sonserinos, parabéns mesmo, não seria bom se a história de rivalidade entre Godric e Slytherin se repetisse... Não quero ver mais mortes!

Harry sorriu em resposta por cima do ombro, e nesse mesmo momento ele viu uma espada reluzindo diante da escrivaninha da diretora, havia uma espada pendurada na parede com algumas pedras de rubi.

- Isso vai me ser útil! – disse Harry tirando a espada de Godric Gryffindor da parede e encaixando nas costas, e saiu da sala pensando quando seria a próxima vez que veria o Chapéu Seletor.

Harry e Hermione chegaram à sala dos professores graças ao caminho que Lupin tinha ensinado no terceiro ano em Hogwarts, quando eles lutaram contra um bicho-papão que estava morando dentro do armário. E o mesmo armário estava sendo ocultando a imagem de Dumbledore pendurada na parede, Harry o saudou assim que o viu. Fazia tanto tempo em que não encarava o brilho do olhar daquele homem idoso e cheio de inteligência.

- Professor Dumbledore, há quanto tempo! – murmurou Harry contente – Eu... Eu realmente sinto a sua falta!

- Finalmente vocês vieram me visitar! – respondeu ele sorrindo – Faz décadas que não os vejo! E não é muito agradável ficar escondido atrás do armário por segurança, sabe? Garanto que jogar boliche é bem melhor!

- Vai ficar tudo bem quanto essa guerra terminar, professor – disse Harry.

- Vejo também que você andou passando no meu ex-escritório – sorriu ele piscando para o garoto vendo a espada em suas costas.

- Ah! Sim – corou Harry de leve – Achei melhor levar isso aqui como precaução... Nunca se sabe quando eu poderei usar, não é mesmo?

- Claro! Claro... – repetiu Dumbledore acenando com a cabeça – Fico feliz em revê-lo, caro Harry, fico feliz em saber que você está intacto e pelo que vejo abandonou o velho visual!

- É, não preciso mais dos meus óculos... Muitas coisas aconteceram, professor, mas... Eu não quero lembrar disso agora, quem sabe um dia eu passo aqui e a gente conversa melhor sobre tudo o que aconteceu... Não quero reviver as lembranças do passado!

- Tudo bem, meu querido, respeito totalmente a sua opinião embora a minha curiosidade esteja me corroendo por dentro!

Harry sorriu e acenou. Hermione acenou também, meigamente, correspondendo com um sorriso.

- Prometo que vou sair vivo dessa guerra e a gente vai conversar melhor.

Harry e Hermione voltaram para a enfermaria e depositaram suas mochilas em cima das macas, Draco e Gina estavam em um momento íntimo de discussão sobre alguma coisa que o loiro tinha feito e que ela não tinha gostado.

- E não me diga o que eu devo fazer ou não! – ela apontava o dedo na cara dela.

Harry pigarreou querendo ser notado diante da presença dos dois.

- Será que posso interromper os namoradinhos? – perguntou Harry rindo.

- Não diga isso, Harry! – voltou-se Gina contra ele, apontando o dedo indicador – Nunca mais repita isso! A não ser que queira perder a cabeça do pescoço!

- E pelo visto o Carlinhos não chegou!

- É – concordou Gina com a cabeça, cruzou os braços e caiu sentada no sofá.

Harry suspirou e deixou o corpo cair em uma das poltronas macias da enfermaria, cruzou as pernas em cima da mesinha central sentindo o corpo moído de cansaço.

- Eu vou descansar um pouco – disse ele ajeitando as almofadas.

- E eu vou ler um livro que eu peguei no escritório de Dumbledore – disse Hermione tirando da mochila um exemplar amarelo e depositando em cima da maca – Tem algumas histórias interessantes nele.

- Boa sorte – murmurou Harry bocejando e deitando a cabeça nas almofadas para uma soneca – Se achar alguma coisa interessante, pode me acordar!

Notas do autor: Gostaram desse capítulo? Bom, ele não é tão importante para a trama, retrata mais sobre os quatro fundadores de Hogwarts, porque eu sempre achei que eles fossem ter mais destaque no livro 07. Bom, é isso aí. Bye.

Diika: Oi, tudo bem? Obrigado pelos elogios, de verdade, é sempre bom escutar isso. Hehehe. Beijos, deixe sempre reviews!

Lolix: Oi, tudo bem? Então, rolou maior batalha entre o pessoal da Toca. O Carlinhos trará novidades de quem sobreviveu. Hauhau, obrigado por tudo. Beijos.

Jane Malfoy: Obrigado por perguntar, está tudo bem sim! Quero os links da sua fanfic, ok? Obrigado pelos elogios, mega beijo.

Haylinhu: Obrigado pelo elogio, passe aqui novamente. Até.

HJG: Obrigadão mesmo pelo elogio, é uma honra saber que você está lendo e gostando. Muito obrigado mesmo. Beijos.

Golden: Olá, obrigadão, esse foi um dos melhores elogios que eu pude receber, mas sério, não chego aos pés de JK. Mesmo assim, obrigado pelo apoio. Até.

Próximo capítulo...

- É um assunto de Dumbledore, não podemos falar!

- Tudo bem, tudo bem – disse depois de muita insistência, Draco e Gina estavam ficando curiosos também, já Luna tinha uma opinião formada dizendo que Harry e Hermione estavam em busca de marshmallows saltitantes nos jardins de Hogwarts – Mas não podemos ficar a vida inteira no castelo! Obviamente os Comensais vão nos procurar aqui!

- Não podemos ir embora tão cedo – resmungou Harry pela décima vez – Sinto muito, Carlinhos, mas se você quiser, pode ir! Eu, o Rony e a Hermione vamos ficar!

- O Rony vai comigo! – defendeu Carlinhos – Ele é o meu irmão e por estar inconsciente, eu descido sobre ele!

- Não seja teimoso! – insistiu Gina abraçando o irmão pela cintura – E abaixe um pouco o seu tom, não gosto quando você fala assim.