11 de abril de 2007
- Você está bem? – Ela perguntou na escuridão, os lençóis da cama apertados no peito nu dela.
- Sim. – Ele murmurou e segurou um gemido enquanto saía da cama dela.
A coxa direita de House estava latejando e ele tinha certeza que ela poderia começar a arder de dor a qualquer momento. Mas, ele não queria que ela soubesse disso. Colocando a cueca, ele pegou sua pilha de roupas.
Cuddy sentou e enrolou o lençol da cama no peito.
- Tem certeza?
- Eu tenho planos. – Ele lhe disse, como uma desculpa para sua rápida saída da cama antes que ele, doloridamente, fizesse seu caminho para o banheiro.
Uma vez que a porta estava fechada, House relaxou contra ela. Ele jogou suas roupas exceto a calça. Ele puxou o pote de Vicodin de dentro do bolso e colocou dois comprimidos na boca. House não ousava se mexer com medo de machucar ainda mais a coxa.
Depois de vários minutos, House reuniu força o suficiente para se vestir. Quando ele abriu a porta, Cuddy estava de camisola e sentada na cama. Ela o olhou quando ele emergiu.
- Nós podemos parar com isso se você quiser. – Cuddy lhe disse.
House se esticou para pegar a bengala e se segurou nela.
– Só se você decidir que quer.
- Não, House. – Cuddy balançou a cabeça. – Não jogue tudo isso pra cima de mim. Você está agindo estranho. Eu não quero que isso afete nossa relação.
- Toda interação que nós temos afeta nossa relação, Cuddy. – House disse. – Só depende do grau da ação.
- Você poderia simplesmente ser honesto comigo por um momento e parar de se esconder atrás de quebra-cabeças e jogos? – O tom de Cuddy era de cansado. – Se isto é demais para você, eu não gostaria que você se sentisse obrigado a continuar porque eu-
- Cuddy, - House a interrompeu um pouco mais duro que desejava. Ele fez seu caminho para a cama e sentou ao lado dela. – Eu sei que este não é o método mais convencional de se fazer as coisas, mas nós temos que manter os sentimentos fora disso. É por isso que eu estou indo embora agora.
- Você está certo. – Cuddy respondeu em voz baixa. - Ela levantou a voz. – Mas, House, se você-
- Pára. – House a interrompeu mais com o olhar que ele lhe deu do que com a palavra que disse.
Forçar-se a manter essas noites estritamente profissionais era difícil para Cuddy. Não parecia muito certo, mas a idéia de um bebê a empurrava a diante. Ela apenas espera que isso funcionasse. uma vez que seis meses de tentativas haviam passado, ela poderia chamar aquilo de quites.
House, no entanto, não tinha tanto problema em esquecer. Ele achava mais fácil em tratar aquilo como negócios, como uma simples tarefa que ele era chamado a cumprir. Contudo, ele também viu a maneira como Cuddy tratava o ato deles com um pouco mais de paixão. Ele sempre começava a mostrar a paixão, mas constantemente tinha que lembrar a si mesmo de se conter. Mas era difícil de conter a paixão no moment,o mesmo que fosse fácil de esquecer o sentimento depois.
- Nós faremos novamente amanhã. – House lhe disse e levantou da cama. – Boa noite.
Cuddy não respondeu e House não esperava que ela o fizesse. Ele saiu da casa dela quietamente fechou a porta da frente enquanto saía para o úmido ar de primavera.
2 de maio de 2007
House mancou pela clínica e parou ao lado de Cuddy quando ela parou no balcão de enfermagem, examinando uma pasta.
- Bom dia. – House cumprimentou, mas não fez contato visual.
Cuddy lhe deu um olhar e sentiu um aperto no peito. – Bom dia.
House teve certeza que não havia ninguém por perto para escutar. – Como você está?
Engolindo com dificuldade, Cuddy se focou nas palavras que estavam no papel. Elas imediatamente começaram a borrar quando as lágrimas encheram seus olhos. – Minha menstruação começou no fim de semana.
Cuddy fechou a pasta e a colocou entre algumas outras. Apressadamente, ela rumou para as portas. Ela segurou as lágrimas enquanto teve vontade de escapar do hospital. House a alcançou e a parou colocando uma mão no braço dela.
- Tudo bem, Cuddy. – House lhe disse em um tom baixo par que ninguém ouvisse.
- Eu sinto como se tudo isso fosse em vão. – Cuddy puxou o braço para longe de House e cruzou os braços no peito.
- Você achou que iria acontecer na primeira tentativa? – House perguntou, tentando manter contato visual, mas ela o estava evitando.
- Essa foi a segunda tentativa. – Cuddy disse amargamente.
- E nós tentaremos na terceira. – House respondeu.
Cuddy finalmente levantou os olhos para os de House. – Porque você está sendo tão gentil?
- Se isso de repente lhe faz mau, eu estou esperando que você lembre deste momento e esqueça todos os outros comentários que eu já tenha feito sobre você. – House tentou amenizar o humor. – Pense como se fosse um seguro de vida.
Cuddy olhou para longe dele. House olhou ao redor, tendo certeza que ninguém por perto estivesse observando curiosamente.
- Quando nos encontramos para os negócios de novo? House perguntou.
- O sétimo. – Cuddy respondeu, voltando seus olhos para os dele. – É segunda.
- A terceira vez é um charme, certo? – House tocou o cotovelo de Cuddy levemente.
Cuddy fez o melhor pra lhe dar um sorriso, mas saiu muito triste. – A terceira vez é um charme.
8 de maio de 2007
- Você está indo?
House se sentou em seu lugar na cama ao lado de Cuddy. Ele olhou pelo ombro para ela enquanto colocava a cueca.
- O encontro de negócios correu bem, certo, chefe? – Ele perguntou a ela e então saiu da cama nos dois pés, tentando não colocar muita pressão sobre a perna direita.
- Ah. – Cuddy pegou a camisola do chão e a colocou pela cabeça. – Certo.
- Não me diga que você esqueceu. – House colocou o jeans. – Cuddy, se isso vai funcionar como você queria-
- Eu sei. – Cuddy o interrompeu, irritada. – Você está certo. Eu só estava... Não, vá.
House pegou a camisa da cadeira no canto do quarto de Cuddy. Ele pegou seu celular e olhou a hora.
- Oh. – Ele murmurou.
- O quê? – Cuddy havia se ajeitado de volta na cama.
- É pouco depois das dez. – House lhe disse e colocou o celular e a camisa de volta na cadeira.
- Tão cedo? – Ela perguntou surpresa, considerando o quão cansada ela se sentia.
- Sim. – ele respondeu.
House fez seu caminho de volta para lado da cama em que estivera. Ele levantou o cobertor e deitou. Cuddy o encarou, suas sobrancelhas juntas.
- O que você está fazendo?
House se ajeitou sob o cobertor. – Eu estava contando para o meu vizinho sobre o meu encontro quente desta noite. Obviamente uma mentira, mas ele não sabe disso. Pelo menos ele não saberá, a não ser que eu chegue em casa pouco depois das dez. Isso me entregaria.
Cuddy suspirou. – Você não precisa mentir para mim, House.
- Eu não estou. – House respondeu, seu tom indicando seu ultraje que ela pensasse que ele estava mentindo para ela.
Cuddy passou dedos pelo cabelo dela enquanto se apoiava no cotovelo. – Você deveria ir.
- Você quer que eu arruíne minha reputação? – House perguntou.
- Não são negócios se você ficar. – Cuddy lhe respondeu.
As sobrancelhas de House se juntaram e ele lhe deu aquele olhar. – Eu achei que você queria que eu-
- Eu nunca disse isso. – Cuddy o interrompeu.
- Certo. – House rolou os olhos. – Mas, você é uma mulher, então quando você diz coisas, ou não diz coisas sobre isso, sempre significa algo. Eu espero que você dê a luz a um garoto, Cuddy. Nós não precisamos de mais mulheres coniventes e manipuladoras.
- Eu sou conivente e manipuladora? – Cuddy levantou as sobrancelhas.
- Praticamente. – House respondeu.
Cuddy pensou sobre isso por um momento. – É, de vez em quando.
- Pelo menos você consegue admitir seus defeitos. – House concordou. – É bom.
- Quem disse que são defeitos? – Cuddy lhe perguntou. – Além do mais, se tem alguém com defeito, é você com o Vicodin.
- Vicodin para a dor que eu tenho que suportar desde que você maliciosamente agarrou o músculo da minha coxa. – House retorquiu.
- Cala a boca. – Cuddy disse entre um bocejo cansado e descansou de lado.
Ela percebeu que provavelmente não deveria ter deitado na direção de House, mas ela tinha ficado muito cansada durante o luta verbal deles para virar para o outro lado. Tinha sido um longo dia no hospital e ela não tinha dormido bem na noite anterior. Além do mais, ela se sentia confortável com House na cama com ela, o que a levou a dormir ainda mais rápido.
Uma vez que a respiração dela estava regulada, House se sentiu relaxar. Ele olhou para o relógio na parede e se perguntou se Cuddy tinha notado que na verdade, já passava da meia noite.
Mexendo-se vagarosamente, House pegou em seu bolso o pote de comprimidos. Ele abriu a tampa e engoliu um a seco. Seus negócios com Cuddy estavam forçando sua coxa, mas ele não iria dizer para ela. Ele colocou o pote cautelosamente em cima da mesa ao lado da cama dela.
House virou a cabeça para Cuddy e estudou o rosto brando dela. Enquanto seu olhar passeou pela boca dela antes de se mover para seus olhos fechados, ele esperava que ela estivesse grávida. Tendo visto ela dormindo calmamente, agora ele era capaz de identificar o desapontamento e a tristeza escondidos atrás de um resistente exterior de quando ela estava acordada. E aquilo era mais dolorido de se ver todos os dias do que ter que suportar a dor da coxa.
Continua... Tradução by Regine Manzato.
N/T: fala galera!! Aqui é a Regine. Espero que vocês estejam gostando dessa fic! É a primeira tradução de House M.D. que eu faço.
Gostaria de agradecer a autora pela oportunidade, Jillis, thank you so much! :o)
Continuem acompanhando!!
