6 de Agosto de 2007, 16h15.

Cuddy estava deitada na mesa de exames, esperando ansiosa enquanto a Dra. Janice Philips pegava o gel do ultra-som. A Dra. Philips sorriu para Cuddy e espalhou o frio gel na área entre seus quadris ligeiramente mais largos. Cuddy respirou fundo e fechou os olhos quando a Dra. Philips correu uma câmera pela área de seu osso púbico logo abaixo da barriga dela.

- Está ouvindo esse som? – a Dra. Philips perguntou.

Cuddy ouviu intensamente o rápido batimento causado pela vida dentro dela. Ela abriu os olhos e olhou para a Dra. Philips.

- São os batimentos cardíacos do meu bebê? – O som era familiar aos ouvidos de Cuddy. Afinal de contas, ela era uma médica e sua irmã havia passado por duas gravidezes, mas Cuddy tinha que perguntar para confirmar, de qualquer maneira. Ela precisava saber que aquele som estava verdadeiramente vindo de dentro dela.

A Dra. Philips concordou. – São sim.

- Cuddy permitiu que o som invadisse seus ouvidos, desejando que aquilo jamais parasse. Era rítmico e rápido e lindo. Este som era real. Este bebê estava vivo e seu pequeno coração estava batendo. Seu bebê estava vivo e era definitivamente real.

6 de agosto de 2007, 17h47

- Alô? – a voz levemente cansada dele soou pelo telefone.

Cuddy estava encolhida em seu sofá, tentando segurar sua felicidade. Ela sabia que House não apreciaria esta ligação, mas ela não pôde se controlar. Ela tinha que falar com ele, lhe contar sobre a fonte de vida dentro dela.

- Eu sei que não deveria lhe importunar com as coisas do bebê – ela começou e abriu um sorriso, - mas eu ouvi os batimentos cardíacos pela primeira vez.

- Bom, então é mesmo um humano, né? – House perguntou parado em sua cozinha enquanto preparava um sanduíche de carne e mostarda.

- Eu nem sei como eu posso lhe agradecer, Greg. – ela lhe disse. Se ele estive com ela naquele momento, ela teria jogado seus braços ao redor dele e o beijado.

House mordeu o sanduíche. – Usando os primeiros nomes agora?

- Eu estou tão... feliz. – Cuddy mordeu o lábio inferior.

Mesmo que ela soubesse que deveria manter House fora disso porque eles não tinham mais negócios juntos, ela não se arrependia de ter ligado para ele. Ela sentia que ele precisava saber que este bebê estava vivo e bem.

No entanto, o que Cuddy não sabia era que House estava, na verdade, satisfeito que ela o havia incluído. Aquilo o fez se sentir levemente superior, sabendo que ele estava tendo notícias de primeira mão sobre Cuddy e sua gravidez. Aquilo era muito mais do que qualquer um no hospital, incluindo Wilson. Não que House tivesse ciúmes da amizade de Wilson e Cuddy. Algumas vezes que só queria que ele pudesse conversar tão facilmente com ela como Wilson sempre parecia fazer.

- Wilson disse que você está brilhante. – House descansou seu sanduíche. Ele estava tendo problemas para engoli-lo.

- Você deveria ter ouvido aquilo. – Cuddy disse, sua mente tão cheia dos batimentos cardíacos que ela não ouviu a frase do House. – Era tão forte. Era tão... tão, tão maravilhoso, House.

- E de volta aos sobrenomes. – House mancou de volta para a sala e sentou no sofá.

- Este bebê é forte. – Cuddy balançou a cabeça de seu lado do telefone.

- Certo, Cuddy. – House tentou colocar aquilo com desinteresse, mas os sentimentos extasiados dela estavam se espalhando nele, e que era levemente difícil de segurar aquele tom.

- Ah, desculpa, eu entendi. – Cuddy baixou o braço para o sofá depois de passar os dedos pelo cabelo. – Desculpe por te ligar sobre isso. Eu liguei para a minha irmã primeiro, mas ninguém atendeu na casa dela e eu tinha que contar a alguém. Me desculpe. Eu provavelmente estou interrompendo algum jogo de futebol.

- É, futebol. – House rolou os olhos. – Em agosto.

O sorriso ainda não tinha saído do rosto de Cuddy. – Desculpe.

- Tudo... bem, Cuddy. – um sorriso comprimido estava no rosto de House quando ele tentava segurá-lo. Ele manteve a atenção dele nos dedos que tamborilavam sua calça. – Estou feliz por você e pelo pequeno diabinho com um coração valente.

- Obrigada. – Cuddy respondeu docemente. – Eu vou deixá-lo voltar ao seu jogo.

- A temporada de futebol não começa – esquece. – House decidiu desistir. – Tchau, Cuddy.

- Tchau, House. – Cuddy respondeu e desligou.

House esperou um momento antes de apertar o botão para desligar seu telefone. Ele colocou o telefone sem fio no sofá. Ele estava pensando no bebê e nos batimentos cardíacos. As sobrancelhas de House se juntaram, mas sua expressão se suavizou e ele se forçou a se levantar.

Ainda com fome, House seguiu para a cozinha e seu sanduíche. Ele o pegou da pia e deu uma bela mordida. De repente, ele desejava que Cuddy não tivesse ligado para ele. Mesmo que ele estivesse satisfeito há pouco tempo atrás, mesmo que ele sentisse importante que ela precisasse dividir aquilo com ele, de repente ele não queria saber, porque agora ele não conseguia se livrar daquela pequena vontade de ter estado lá com ela para ouvir os batimentos do bebê deles.

20 de setembro de 2007

House se aproximou de Cuddy enquanto ela seguia para o escritório. – Você está gorda.

- Obrigada. – ela lhe deu uma olhada e empurrou a porta do seu escritório.

- E você está feliz por isso. – House continuou, esboçando um olhar de nojo enquanto ele a seguiu.

-Meus seios estão maiores. – Cuddy se virou para ele vagarosamente para mostrar os seios antes de continuar e dar a volta na mesa e se sentar.

- Eu estava tão distraído com o seu traseiro crescido que não tinha notado. – House levantou as sobrancelhas e mancou em direção à parede dos diplomas dela.

- Claro, como se você não fosse notar que meus seios estão maiores, House. – Cuddy deu uma olhada rápida em alguns bilhetes deixados por sua secretária na mesa dela.

House repentinamente virou na direção dela. – Você sentiu mexer?

- O bebê? – Cuddy perguntou com um recado na mão.

- Não, a sua ovelha. – House responder sarcasticamente.

Cuddy cerrou os olhos. – Achei que não falaríamos sobre as coisas do bebê.

- Só queria ter certeza que o pequeno Mick ainda está vivo. – House deu de ombros e se moveu para a cadeira em frente à mesa de Cuddy. Ele cruzou as pernas casualmente.

- Mick? – Cuddy repetiu.

- Assim como o Jagger. – House deixou um sorriso se formar em seu rosto.

- Você nomeou meu filho de Mick Jagger? – ela o perguntou.

House quis jogar a carta do "meu filho também", mas ele sabia que não poderia. Ele já estava perigosamente próximo para ultrapassar a linha profissional para a pessoal. – Você não gosta do nome?

Cuddy percebeu que sua resposta era óbvia. – E se o bebê for uma menina?

- Dá certo do mesmo jeito. – House deu de ombros de novo e tirou uma sujeira do tênis.

Cuddy observou os movimentos dele e não conseguiu se controlar e perguntou. – Você e a Stacy alguma vez falaram sobre filhos?

- Desculpa? – House levantou a cabeça para poder ver os olhos de Cuddy.

- Se vocês estivessem casados. – Cuddy sabia que não deveria ter perguntado, mas ela não podia voltar a trás. – Vocês teriam filhos? Ou até mesmo não casados. Vocês chegaram a conversar sobre isso?

House parou, pendendo sua cabeça para o lado levemente. – Eu não queria. Ela sim.

- Mas vocês continuaram juntos mesmo sabendo disso? – Cuddy estava surpresa, mas ela tentou esconder isso.

- Sim. – House respondeu e fez um som estranho com a boca. – Ela achava que poderia mudar minha opinião.

- E conseguiu? – Cuddy mordeu o lábio inferior e levantou uma sobrancelha.

- Stacy é uma das poucas mulheres que consegue.

Os olhos de House se mantiveram em Cuddy até ela finalmente terminar o contato e olhar de volta para a mesa. Após um momento, ela voltou a olhar para House, que tinha voltado a tirar sujeiras do tênis.

- Além de Mick Jagger, quais outros nomes você escolheria? – ela o perguntou. Ela realmente queria uma opinião dele porque geralmente ele era direto e honesto com ela.

- Não escolheria. – House respondeu. – Não planejo ter meus próprios diabinhos.

- Você não pensa nisso? – Cuddy não acreditava nele.

- É difícil pensar em algo que não se quer, Cuddy. – ele respondeu.

Cuddy pensou sobre aquilo por um momento. – Minha irmã batizou o primeiro filho de James. É engraçado porque ele tem os mesmos olhos escuros do Wilson.

- Talvez fosse necessário ter um "Junior" no final do nome, então. – House disse.

Cuddy sabia o que ele estava insinuando e rolou os olhos. – Ela nunca encontrou o Wilson. – Cuddy parou. – E ela batizou o segundo filho de Thomas. Como se escolhe o nome ideal? E se você estiver errado? E se você os chama de Joe quando soaria melhor Theodoro?

- Graças a Deus, para o seu filho, estes nomes são hipotéticos. – House respondeu.

Cuddy cerrou seus olhos nele. – House.

- Com o que você está preocupada, Cuddy? – House perguntou, encostando-se à cadeira. – Você é a mãe. Você é quem deve dar à criança um nome estúpido e ela vai ter que viver com isso gostando ou não.

- Sinto um pouco de amargura. – Cuddy sorriu maliciosamente. – Não gosta de Gregory?

House deu de ombros e se inclinou para frente. – Você gosta de Lisa?

Ela pensou por um momento e então concordou. – Sim.

- Então o nome que você escolher será o melhor. – Ele lhe disse. – Pare de duvidar de si mesma.

- Isto foi... legal. – As sobrancelhas de Cuddy se juntaram em confusão.

- Bem, você é uma chorona irritante quando duvida de si mesma e eu fui ensinado a não usar de força física em uma mulher grávida. – House disse.

- Agradeço a Deus por isso. – Cuddy o olhou.

- Agora, nós temos um bom nome. – House se encostou novamente na cadeira.

- É. – Cuddy rolou os olhos e voltou para suas mensagens, risonha.


Continua... Tradução by Regine Manzato.