1 de outubro de 2007

Cuddy se aproximou dos dois homens que estavam esperando, praticamente impacientes, no balcão da enfermaria perto da entrada do Hospital Princeton-Plainsboro. Cuddy deu a cada um deles um sorriso.

- Menino ou menina? – Wilson perguntou, devolvendo o sorriso.

- Eu não quis saber. – Cuddy disse a eles, satisfeita consigo mesma.

Wilson concordou. – É muito nobre da sua parte.

- Nobre? – House olhou para Wilson como se ele fosse louco. – Como isso é nobre?

- Eu quero ser surpreendida. – Cuddy disse para ambos. Ela havia acabado de voltar da consulta médica e a Dra. Philips a garantiu que elas poderiam dizer o sexo do bebê, mas Cuddy se recusou em saber.

- Desde quando você gosta de surpresas? – House olhava para Cuddy agora como se ela fosse louca.

Cuddy olhou aborrecida para House. – Algumas vezes não dá pra saber qual é o sexo.

- E algumas vezes eles erram. – Wilson adicionou. – Meu amigo e a esposa pensaram que eles teriam uma garota e compraram todos os suplementos apropriados para uma menina e então era um menino.

- Você não tem nenhum amigo. – House sussurrou para Wilson e então se voltou para Cuddy. – E você não quer saber porque você ainda pensa que vai abortar?

- Não. – Cuddy mentiu.

House sabia que estava certo, mas deixou de lado. – Bem, eu quero saber o sexo.

- Porquê? – Wilson perguntou.

- É, porquê, House? – Cuddy tentou esconder qualquer suspeita.

- Para que eu possa comprar as coisas o bebê, obviamente. – House rolou os olhos.

Cuddy escolheu ignorar House e foi em direção ao escritório e Wilson a observou caminhar por um momento e então seguiu para os elevadores. Ele parou e virou quando notou que House não estava com ele.

House ainda estava observando Cuddy enquanto ela abria caminho pelo caos e finalmente entrou no escritório. Wilson balançou a cabeça.

- Você é insuportável. – Wilson continuou em direção ao elevador, sabendo de House iria investigar profundamente Cuddy.

House mancou pelo caos antes de entrar no escritório da Cuddy. Ele fechou a porta atrás de si e então virou para Cuddy, que o encarava da sua cadeira.

- Você realmente não quer saber? – House lhe perguntou.

- Não. – Cuddy abriu um exame e o leu.

- Isto é estúpido.- House respondeu.

Cuddy fechou o exame com força e olhou para House. – Não. Não é. Além do mais, este é o meu filho e eu não quero saber o sexo, então, eu vou esperar.

- Você não acha que chamar o bebê de "filho" o tempo todo é bem abusivo para o pequeno rascunho? – House deu alguns passou pra dentro da sala.

- E desde quando você se importa? – Ela o perguntou.

House deu de ombros. – Só estou curioso para saber qual dos meus garotos chegou à nave mãe.

- Meu bebê não é uma força de vida alienígena. – Cuddy o encarou.

- Por mais que possa ser verdade, eu ainda quero saber o sexo. – House respondeu.

2 de outubro de 2007

ouse entrou no escritório da Cuddy e ela estava esticada no sofá, descansando. House bateu a porta para fechá-la, fazendo com que Cuddy pulasse.

- Eu sei qual dos meus soldados chegou. – ele lhe disse com superioridade depois de sua entrada.

Cuddy sentou e gemeu. – House, eu tenho certeza que eles colocaram a minha pasta no cofre e lacrado.

- Eu sei. – House respondeu. – Eu tive um problemão para conseguir pegá-lo. Me custou um pouco mais caro do que...

- Por favor, não estrague - Cuddy o suplicou.

- Eu não vou te dizer. – House a interrompeu e rolou os olhos. – Acalme-se.

- Eu realmente não sei porque você se importa. – Cuddy cruzou os braços no peito.- Nossos negócios acabaram.

- Eu sei. – House disse.

Cuddy lhe mostrou desagrado. – Nós deveríamos passar por isso como se você jamais-

- Você está certa. – House a parou. – Eu estava esperando você riscar esta linha.

- O que você quer dizer? – AS sobrancelhas de Cuddy se juntaram.

- Eu estava zombando de você, Cuddy. – House explicou. – Eu queria ter certeza que você soubesse que isto eram apenas negócios. Não gostaria que alguém tivesse mais sentimentos nesta nossa pequena relação do que o outro. Você passou. Está tudo combinado.

House se virou em direção à porta e a abriu. Cuddy se forçou a levantar, ainda um pouco confusa.

- House.

House se virou para ela e suspirou. – Sim, Cuddy?

- Você fez tudo isso para provar alguma coisa? – ela o perguntou.

Ele levantou as sobrancelhas. – E porque mais eu faria isso?

- Só para ter certeza. – Cuddy respondeu cautelosamente.

- Sim. – House respondeu.

- Mas, você realmente sabe o sexo do bebê? – Cuddy concluiu, querendo ter certeza que ela havia entendido.

- Sim. – House deu um pequeno aceno e com aquilo, deixou o escritório dela.

27 de novembro de 2007

- House? É quase meia-noite.

Cuddy estremeceu contra o frio e se enrolou no cobertor ao redor dela. Suas costas a estavam matando-a, o que a deixou acordada. Aquilo era a única razão dela ainda estar de pé, o que a fez ficar assistindo infomerciais na televisão na sala de estar.

House estava parado na porta da frente, completo com casaco e chapéu. Ele estendeu a mão que segurava uma pilha cheia de envelopes.

- Peguei sua correspondência por engano. – ele lhe disse.

Cuddy puxou a correspondência dele. – Foi quase engraçado da primeira vez, mas agora é indesejado. Pare de mudar o seu caminho para roubar a minha correspondência.

- Não posso fazer nada se o carteiro é incompetente. – House deu de ombros, mas ele estava secretamente satisfeito da sua pequena artimanha para ter um motivo de checar Cuddy.

Cuddy sentiu uma leve pressão e colocou a mão, sentindo o bebê que descansava debaixo de sua pele. Os olhos de House seguiram a mão dela e lá permaneceram.

- Alguma coisa errada? – Ele olhou de volta para ela.

- Nada. – Cuddy sacudiu a cabeça. Ela não iria dizer a House que tinha começado a notar que o bebê respondia ao som da voz dele.

House a estudou, mas não seguiu adiante com suas acusações. – Bem, boa noite, então.

29 de novembro de 2007

Wilson, House e Cuddy estavam reunidos no escritório dela. Cuddy estava encostada em sua cadeira, enquanto Wilson estava parado na frente do sofá e House permanecia na frente da porta fechada.

- House, isto foi longe demais, mesmo para você. – Wilson apontou um dedo nervoso para seu amigo.

- Eu duvido disso completamente. – House levantou as sobrancelhas em resposta.

Cuddy levantou a mão. – Por favor, James, acalme-se.

- Ele disse que o câncer da minha paciente desapareceu! – Wilson exclamou.

- Erro do laboratório. – House deu de ombros.

- Câncer no estágio três não desaparece simplesmente e você sabe disso, House. – Os olhos de Wilson estavam queimando House. – Qualquer médico sensato e qualificado teria checado-

- Qualificado? – House repetiu, interrompendo-o. – Ai, isso dói.

Cuddy caminhou para longe de sua mesa. – Chega.

- Ele a assegurou que havia sumido mesmo quando ela o perguntou se os resultados poderia ter dado errado. – Wilson tentou se manter calmo. – Ele sabe muito bem que-

- Eu entendi que ela tem PAP, não? – House estava aborrecido que Wilson estava querendo seu pescoço.

- Mas isso não muda o fato que ela tem câncer, House! – Wilson colocou as mãos na cintura.

- Eu disse chega. – Cuddy parou no meio dos dois. Ela olhou para a porta. – House... o que você estava pensando?

- Eu estava pensando na vida da paciente! – ele respondeu inocentemente.

- Você não pode simplesmente mentir para uma paciente com câncer sobre uma cura miraculosa. – Cuddy lhe disse, aborrecida. Você tem muita sorte desse caso não ter recebido nenhuma atenção pública porque se nós tivéssemos que ir contra isso com uma explicação tão trivial quanto erro de laboratório, isso poderia ter desacreditado este hospital instantaneamente. Isto nunca mais vai acontecer, você me entendeu?

House devolveu o olhar aborrecido de Cuddy. – Bem, ela foi besta em acreditar em mim no começ...

- Você é médico! – Wilson deu um passo em direção ao House. – Ela confiou -

- Nós pagaremos todas as despesas médicas dela. – Cuddy olhou do Wilson para o House. – Graças ao Dr. House. – Ela olhou de volta ao Wilson. – É o suficiente?

Wilson suspirou. – Acho que será.

- Ah, engole isso. – House rolou os olhos para Wilson.

- O maior problema que eu estou tendo com isso, House, é o fato de você nem acha que foi errado sobre o que você fez. – Wilson se aproximou de House e o encarou.

- Eu salvei a vida dela. – House lhe disse.

- Sim, House. – Wilson concordou sarcasticamente. – Através de mentiras e falsa declaração. Você deve estar muito orgulhoso de si mesmo.

Wilson abriu a porta do escritório, House saindo do caminho no momento exato. A porta bateu ao fechar e House olhou para Cuddy.

- O que deu em você para fazer aquilo? – Cuddy o perguntou, esperando uma resposta verdadeira.

- Eu dei àquela mulher outros vinte anos por mentir sobre uma coisa simples. – House disse. – Claro, ela provavelmente não sobreviverá tanto, mas pelo menos eu fiz o meu trabalho. Pelo Wilson, bem, ele precisa- o que foi isso?

- O quê? – Cuddy esvaziou o rosto de qualquer emoção.

House apontou. – Essa careta que você fez.

- Nada. – Cuddy deu de ombros. – Eu só estou enojada com você.

- É o chatinho chutando? – House olhou para a barriga de Cuddy antes de olhar de volta para os olhos dela. – Mick deve estar chutando por mim.

- Não. – Cuddy observou.

- Mas chutou você. – House sabia que estava certo.

- Não exatamente. – Cuddy tentou disfarçar como se não fosse nada. – O bebê simplesmente se mexe de vez em quando.

- Hum. – House a considerou. – Você fez a mesma cara duas noites atrás quando eu lhe devolvi a sua correspondência. E ontem quando eu entrei no seu escritório enquanto você almoçava. E de novo agora. Alguém deve suspeitar que o bebê gosta de se mexer quando...

- O que quer que seja que você esteja pensando é não. – Cuddy deu um passo para perto dele, tentando se intimidadora.

- Certo. – House concordou com um tom desacreditado.

- Você está errado, House. – Cuddy disse. – Tire esse olhar presunçoso da cara.

House se curvou para mais perto dela. – Você simplesmente odeia o fato que o bebê gosta mais de mim do que de você.

Ele sorriu em deleite e abriu a porta do escritório dela. House mancou para fora, deixando Cuddy sacudir a cabeça levemente, incerta de como ela realmente se sentia sobre o bebê reconhecer a voz do House.


Continua... Tradução by Regine Manzato