Mais um capítulo para vcs! Review, please?
Capítulo IV – Armada Dumbledore
Neville e Seamus subiram para o dormitório com dor na barriga de tanto darem risada.
- E agora, Neville? O que faremos? – perguntou Seamus já deitado na cama.
- Como assim? – Neville já estava deitado, e olhava pela janela uma coruja branca passar.
- Voltaremos a ter reuniões da AD?
Neville não tinha pensado nisso antes. Não via como poderiam ter reuniões da AD sem Harry para os ensinar. Ele não tinha a capacidade para isso. Luna tinha bons conhecimentos em feitiços, já Ginny era excelente, principalmente em azarações. Talvez fosse possível.
- Ainda não sei, Seamus. Vou conversar com as meninas sobre isso. – Respondeu ele.
Neville acordou no outro dia ansioso. A ideia de voltarem a se encontrar era ótima. Os alunos mais novos não sabiam se proteger e os sonserinos os atacavam sem eles terem a menor chance. Além de que aquilo era uma guerra! Uma hora ou outra eles entrariam num embate seja com os sonserinos, seja com o próprio Voldemort.
Assim que viu Ginny no salão comunal da Grifinória, Neville correu até ela.
- Precisamos conversar agora! Eu, você e a Luna. – disse ele afoito.
- Neville, agora não dá. Eles vão desconfiar. Precisamos estar no café da manhã, e precisamos estar o mais casuais possível. – respondeu Ginny com a voz baixa.
- Mas precisamos conversar urgentemente! Podemos nos encontrar na Sala Precisa, antes do almoço? – pediu Neville um pouco frustrado.
- Tudo bem. – disse Ginny levantando uma das sobrancelhas, ficando curiosa. – Tenho aula com a Luna, vou com ela de lá.
Neville não conseguia pensar em outra coisa a não ser na reação que as meninas teriam quando ele propusesse a volta da AD. Pensava se o que elas iriam dizer. "Você está louco Neville, você não sabe nada de feitiços!" "Você está querendo tomar o lugar de Harry?"
Essa distração o custou um tapa na nuca de Seamus. Estavam na aula de Defesa contra as Artes das Trevas, e o professor tinha pedido que se levantassem para poderem praticar o feitiço que acabara de ensinar.
Neville se assustou com o tapa, e levantou rapidamente.
- Para usar a Maldição Cruciatus, primeiramente precisa-se querer machucar o inimigo. – começou Amico Carrow.
- O que? – perguntou Neville a Seamus, que só balançou a cabeça desolado.
- Então vamos lá. – disse o professor e os sonserinos se animaram. – Formem duplas e vamos praticar.
Seamus olhou para Neville e este balançou a cabeça, confirmando que podiam ser uma dupla. Porém ficaram os dois parados de frente um para o outro sem fazer nada. Nenhum deles tinha coragem. Quando Neville olhou para o lado viu que seus companheiros de Grifinória o olhavam abaixando a varinha assim como ele fazia.
Os sonserinos já estavam praticando, com sucesso. Caíam no chão de dor, e depois levantavam-se dando risada. O professor Carrow então reparou que os Grifinórios nada faziam.
- Qual é o problema aqui? – Perguntou ele. Ninguém o respondeu. – Cinqüenta pontos a menos para a Grifinória. – disse ele para a alegria dos sonserinos.
- Professor, o senhor mesmo disse que para conseguirmos usar a Maldição precisamos querer machucar nossos oponentes. Ninguém aqui quer machucar ninguém, então fica difícil. – respondeu Neville ironicamente, fazendo os outros levantarem as sobrancelhas de medo.
- Não seja por isso. Que tal fazermos duplas entre grifinórios e sonserinos? Acho que isso resolve o problema de vocês! – disse o professor.
Neville olhou para seus companheiros de Grifinória tentando pedir desculpas, acreditando que estes estariam furiosos com ele. No entanto, recebeu somente olhares de compreensão e, quem sabe, gratidão por ter tentado.
Crabbe era seu novo oponente. Por mais que Neviile o odiasse, ele nunca usaria a Maldição que o tirou seus pais. Porém Crabbe não tinha escrúpulos.
- Crucio! – berrou ele.
Neville caiu ao chão sentindo a pior dor de sua vida. Todo seu corpo doía como se estivesse sendo eletrocutado. E foi nesse momento que ele entendeu por tudo o que seus pais passaram. E foi nesse mesmo momento que alguma coisa aconteceu. Quando a dor passou Neville ergueu-se firmemente. Ficou parado encarando Crabbe.
- Não vai me atacar não? – perguntou o menino com um sorriso irônico na boca. – Não eram vocês grifinórios os corajosos?
Neville não respondeu. Continuava a encarar o menino. Então Crabbe levantou sua varinha e o atacou novamente.
Dessa vez Neville não caiu ao chão. Sentia uma força dentro de si, uma força que o protegia como uma aura. Crabbe irritou-se e azarou novamente. Neville continuou de pé.
Toda sala havia parado e estavam olhando somente os dois. Os olhos dos grifinórios estavam esbugalhados. Todos impressionados com a força de Neville em se manter de pé.
- Usando feitiços não verbais, Longbottom? – perguntou o professor. – O senhor acabou de pegar uma detenção!
Então Neville entendeu o que estava acontecendo. O professor estava certo, aquela força que sentia era a magia sendo expressada. Ficou incrédulo que finalmente havia conseguido.
Quando a aula terminou, os alunos da Grifinória vieram o cumprimentar.
- Neville, você sabe alguma coisa sobre a pichação de ontem? – perguntou Parvati quando os outros estudantes já estavam mais longe.
- Porque você pergunta? – respondeu ele esquivo.
- Porque se a AD voltou eu quero participar. – respondeu ela com os olhos brilhando.
- Eu não sei, mas eu ando com meu galeão mágico no bolso o dia todo. – respondeu ele colocando a mão no ombro dela, fazendo a menina sorrir abertamente.
Neville deu uma desculpa e correu para a Sala Precisa. Quando chegou lá encontrou as meninas o esperando.
- Vamos transformá-la em que? – perguntou Luna.
Neville não respondeu. Passou pela frente da tapeçaria três vezes e esperou a porta se formar. Quando entraram as meninas soltaram suspiros.
- QG da Armada, Neville? – perguntou Ginny, nostálgica, andando pela sala, olhando ao redor.
- Seamus me perguntou ontem a noite se a Armada voltaria a se reunir. Parvati perguntou a mesma coisa hoje.
As outras duas pararam de andar e olharam para Neville.
- Acho que deveríamos retomar as reuniões. Precisamos aprender a nos defender. Nunca vamos aprender isso nas aulas de DCAT. Os estudantes mais novos estão na mão dos sonserinos!
Ginny parou para considerar. – Mas Harry não está mais aqui. – disse ela, colocando a mão entre os olhos, tentando afastar as lágrimas.
- Nós podemos fazer isso. – disse Luna, fazendo os olhos de Ginny brilharem, mas não por conta das lágrimas, então ela balançou a cabeça confirmando.
- Foi o que imaginei. – começou Neville. – Mesmo eu não sendo tão bom com feitiços...
- Mas você é ótimo com as pessoas, Neville. – comentou Luna.
- É verdade! Além de que você é o mestre das plantas. Se nós formos começar isso de novo, temos que usar tudo o que podemos. Estamos numa guerra, temos que diversificar!
- Só precisamos primeiro nos assegurar de que ninguém nos denunciará. – comentou Neville.
- Pode deixar! Andei praticando o Feitiço da Língua Presa. Papai contratou pessoas para trabalhar no Pasquim, e pediu que eu arrumasse um jeito deles não contarem a ninguém o que estavam escrevendo. – disse Luna.
- Mas poderíamos fazer um pergaminho como o da Hermione. – disse Neville – Caso alguém consiga soltar a língua, precisamos saber quem foi.
- Certo! Luna você pode ficar encarregada dos dois? – perguntou Ginny, e Luna balançou a cabeça feliz. – Ótimo, quando faremos nossa primeira reunião?
- Podemos fazer no sábado. Usaremos os galeões primeiro, e depois chamamos os alunos mais novos que acreditarmos serem confiáveis. – disse Neville.
- Vou passar as mensagens todos os dias da semana, para tentarmos chamar o maior numero de membros. – concordou Ginny.
