NA: Mais dois capítulos para vcs! Espero que gostem. Reviews please?
Capítulo VI – O motivo
- Primeiramente, acho importante, quem quiser, mas acredito que todos aqui deveriam participar, que cada um dissesse o porque estão aqui. Na outra vez que nos reunimos, estávamos todos tentando aprender o que Umbridge não nos ensinava. Mas e agora? Porque estamos aqui? – iniciou Neville.
Os outros se entreolharam. Neville percebeu que eles estavam se questionando a mesma coisa. Ele acreditou que um deles três teria que começar, mas Hannah Abbot levantou a mão. Neville pediu que ela falasse.
- Acho que todos sabem que minha mãe foi assassinada ano passado por Comensais. – começou ela e os outros abaixaram a cabeça. – Ela foi morta simplesmente pelo fato de ter se casado com meu pai que é trouxa. Eu preciso lutar para que a morte dela não tenha sido em vão, para que ninguém mais sofra o que eu sofri. – terminou ela com lágrimas nos olhos. Ernie, colocou o braço em seu ombro.
Neville virou-se para Seamus, e percebeu que ele estava muito abalado, também era mestiço. Então voltou a olhar para Hannah e não conseguiu tirar os olhos dela enquanto os outros tomaram coragem e contavam seus motivos. Imaginava quantas outras pessoas estavam passando pela mesma situação. Lembrou-se de seu colega Dean Thomas que estava foragido, se perguntava onde estavam Harry, Hermione e Ron, e se eles estavam bem.
- Estamos lutando a favor de Harry Potter. – começou Colin Creevey, e seu irmão confirmava com a cabeça – Nós achamos que ele é o escolhido, e queremos ajudar na sua missão em destruir Vocês-sabem-quem.
Neville viu Ginny sorrir abertamente aos dois pequenos grifinórios, que mesmo com o passar dos anos continuavam parecendo muito novos. Faltavam somente os três para responder. Então Luna pediu a palavra.
- Acho que estamos aqui todos por um motivo maior, que é o fim desse regime preconceituoso, que não aceita o diferente, e não vê que ter magia não significa ser superior aos outros. Nós não somos melhores que ninguém, somos somente diferentes, e enquanto as pessoas não aceitarem o diferente o mundo não vai pra frente. – terminou Luna, e muitos ali sentiram-se envergonhados por terem zombado tantas vezes dela.
- Faço minhas as palavras de Luna. Estou aqui hoje porque preciso defender minha família, meus amigos, meu... – Ginny engasgou, Luna que estava ao seu lado passou a mão em suas costas, encorajando-a a terminar. – Não podemos deixar que o mal prevaleça. Precisamos nos unir para podermos aprender a nos defender, porque, por mais que aqui em Hogwarts as coisas pareçam estar mais normais, estamos em guerra.
Os membros aplaudiram o discurso de Ginny, e então olharam para Neville esperando sua vez.
- Há dezessete anos, a Comensal da Morte Bellatrix Lestrange, seu marido e Barty Crouch Jr. torturaram meus pais. Eles eram da Ordem da Fênix e os três queriam saber do paradeiro de Vocês-sabem-quem. Usaram tanto a Maldição Cruciatus que levaram meus pais a loucura. – começou Neville, firmemente, enquanto os outros membros olhavam-no aterrorizados. – Por muito tempo deixei a história deles escondida dentro de meu peito, mas não mais. Tenho muito orgulho de meus pais, tenho orgulho de quem eles foram, por mais que eles não puderam estar comigo durante minha infância. Eles lutavam pelo mesmo motivo que estamos lutando hoje, lutaram contra Vocês-sabem-quem. E não se enganem, uma hora ou outra chegará nossa vez. Precisamos estar prontos! Precisamos ajudar o máximo de pessoas a se preparar. E o primeiro passo para isso é mostrar aos sonserinos que eles não são os donos de Hogwarts!
A salva de palmas foi muito mais forte. Todos olhavam impressionados a Neville, Hannah levantou-se e deu-lhe um abraço. Ginny, e até mesmo Luna, tinham lágrimas nos olhos, por não saberem dos pais de Neville.
- Mas como vai funcionar a AD? – perguntou Michael Corner – Harry não está aqui para nos ensinar.
Neville ia começar a responder mas Ginny o interrompeu. – Nós tínhamos pensado de nós três pesquisarmos os feitiços e depois passar para vocês, mas ontem tive uma ideia melhor. – disse ela olhando para Neville e Luna, que indicaram para ela continuar. – Acho que cada semana um de nós trouxesse um feitiço, poção, azaração, e passasse para os outros membros.
Neville e Luna concordaram, e os outros membros então toparam.
- Acho que o primeiro feitiço que temos que aprender e praticar é o Muffliato. – Ginny disse e indicou Neville com a cabeça, vendo que os outros membros olhavam-na sem saber qual era aquele feitiço.
- Muffliato é um feitiço que nós iremos usar praticamente todo o tempo. Ele cria um zunido como se tivéssemos conversando rápido e a pessoa que está fora não consegue entender a conversa. Logo, sempre que estivermos falando qualquer coisa da AD usaremos ele.
Os outros membros pareciam um tanto frustrados, mas entenderam a importância do feitiço. Neville, Ginny e Luna se dividiram em grupos e começaram a praticar. Duas pessoas ficavam no centro e tentavam lançar o feitiço e as pessoas que ficavam de fora tentavam adivinhar o que estavam falando.
Para alguns foi mais difícil, mas não demorou e todos já tinham aprendido. – A chave desse feitiço é a concentração, se seu corpo sabe que ninguém pode ouvir a conversa o feitiço funciona perfeitamente. – Comentava Neville.
Ainda era cedo quando chegaram ao acordo de que todos ali aprenderam. Neville achou que iriam terminar a reunião, mas os outros quiseram continuar mais um pouco.
- Podíamos relembrar os outros encantamentos que aprendemos com Harry, praticá-los não-verbalmente. – Disse Hannah Abbot. – Eu sou terrível em feitiços não-verbais.
- É Neville, você podia ajudar a gente com feitiços não-verbais! – comentou Seamus, e os que presenciaram a façanha de Neville contavam aos que não.
- Aquilo foi só uma vez! – disse Neville envergonhado.
- Ei! O que são feitiços não-verbais? – perguntou Dennis Creevey.
- É quando você performa um feitiço sem falar o encantamento. – explicou seu irmão. – Nós ainda não começamos a praticar. – continuou Colin Creevey, olhado para Neville.
- Padma é ótima! – comentou Parvati – Ela pode nos ajudar!
Todos olharam para ela deixando-a constrangida. Mas Neville encorajou-a a continuar.
Ela limpou sua garganta e começou. – Bom, feitiços não-verbais são difíceis até você pegar o jeito. Depois disso fica muito fácil. A chave é a concentração. Temos que lembrar que a magia está em nosso corpo e não nas nossas cordas vocais. Uma coisa que me ajudou muito no começo foi lembrar de quando era criança, lembrar da sensação que sentia quando fazia algo se mexer sem querer. A gente não tinha varinhas naquela época e nem falava encantamentos. Quando você sentir a magia em seus corpos, é por que estão no caminho certo!
Ginny olhou para Luna impressionada. Luna retribuiu com uma risadinha.
- Vamos nos dividir em pares. O primeiro que estuporar o companheiro ganha uma caneca de cerveja amanteigada! – disse Padma animadamente.
E estavam enferrujados! Mesmo os alunos do sétimo ano que já tinham praticado bastante não conseguiram durante algum tempo. Neville ficou frustrado, pois tinha conseguido a pouco tempo. Mas naquela situação tinha sido diferente, ele estava se defendendo. Então ele se lembrou da força que a magia deu para seu corpo, e então Seamus foi jogado ao outro lado da Sala.
Todos começaram a rir e aplaudir Neville que havia conseguido estuporá-lo.
- Ótimo encontro, pessoal! – comemorou Luna.
- Neville, você não vai dizer o que aconteceu com sua mão? – perguntou Parvati.
- Nossa, já tinha até me esquecido disso. Tive detenção com o Carrow hoje. – disse ele mostrando a mão vermelha. – Está escrito "covarde." – ele explicou quando os membros tentavam ver o que estava escrito. – Ele estava me tentando o tempo inteiro, me irritando para que eu o azarasse. Então fica aqui minha dica. Se forem para detenção com ele fiquem calmos!
- Mas, Neville, você tinha que denunciar ele! – comentou Lavender.
- Denunciar ele para quem? Snape? Pessoal, nós temos que entender que estamos em uma guerra! Temos que entender isso agora, porque se deixarmos pra fazê-lo depois, será tarde demais!
Todos cumprimentaram Neville, Luna e Ginny, e começaram a deixar a Sala Precisa. Hannah ficou por último.
- Você não é covarde, Neville. Obrigada por compartilhar o que aconteceu com seus pais com a gente. – disse ela, e depois deu um beijo em sua bochecha e saiu.
Assim que a menina passou pela porta, Neville olhou para Luna e Ginny, corado. As duas gargalharam.
