Capítulo VII – A rebeldia
A Armada colocou fogo no castelo de Hogwarts. Em três semanas quase todos os membros já haviam sido colocados em detenção por algum motivo. Por mas que os Carrow estivessem tentando os intimidar, cada vez que saíam de uma detenção sentiam-se mais fortes. E o prior, para os Carrows, era que os outros alunos percebiam isso.
Quem mais estava odiando a atitude daqueles estudantes eram os sonserinos. Eles que sempre foram vistos como os maus, os rebeldes, perderam todo o espaço. A Armada era quem tocava o terror na escola, pichando muros, respondendo aos professores, soltando detonadores-chamarizes e colocando vomitilhas nas comidas dos sonserinos.
Em resposta os sonserinos começaram a atacar mais e mais alunos, sem nenhum motivo. Muito disso era feito para chamar a atenção da Armada, e outros estudantes, e assim conseguir detenções para eles junto dos Carrows.
Mais uma vez Ginny se viu de frente a Draco, mais uma vez atacando alunos do primeiro ano que saiam da aula de Transfiguração.
Ginny estava passando pelo corredor quando viu a silhueta de um menino na esquina dos corredores. Ela soltou o feitiço mufliato ao redor de si. Andou lentamente tentando não fazer barulho até onde o menino estava, para ver o que estava tramando.
Quando chegou mais perto pode ver que o menino estava se divertindo vendo um primeiro-anista dar um tapa na nuca de outro, depois chutar a bunda de outro aluno que estava a sua frente. Os alunos voltaram-se para o primeiro questionando o porquê ele estava fazendo isso. O outro menino respondia que não queria ter feito nada daquilo. Quando estavam quase começando a brigar, Ginny entrou em ação.
- Treinando Maldições Imperdoáveis em primeiro-anistas, Malfoy? – disse ela quando já estava atrás do rapaz com sua varinha apontada para sua cabeça. – Não está tendo sucesso com pessoas mais velhas, é isso? – zombou ela.
Draco virou-se, mas nada fez já que agora a varinha de Ginny estava grudada em seu nariz. – Srta. Weasley, a intrometida! – caçoou ele.
A gritaria no corredor ficou mais alta. – Levicorpus! – soltou Ginny, fazendo Draco voar. Então ela o levou até a muvuca que se formava. – Ele não queria fazer nada com vocês, - Ginny disse aos primeiro-anistas – este daqui que estava azarando ele para bater em vocês. – terminou ela indicando Draco com a cabeça. – Acredito que vocês já aprenderam o feitiço da levitação. – os primeiro-anistas balançaram a cabeça confirmando. – Querem praticar jogando livros nesse daqui? – perguntou Ginny, deixando os alunos animados.
Draco urrava de cima, ordenando Ginny que o soltasse, mas ela estava se divertindo muito. Alguns livros já levitavam no ar quando a Professora McGonagall saiu de sua sala.
- Que bagunça é essa aqui? – perguntou ela, fazendo Ginny por uma careta no rosto e os primeiro-anistas a pegarem seus livros e saírem correndo pelo corredor. – Stra. Weasley, ponha o Sr. Malfoy no chão. – ordenou ela.
- Liberacorpus! – disse ela, fazendo Draco cair no chão com força. – Ops, desculpe! – caçoou ela.
- Para dentro os dois! – disse a professora. – Posso entender o que aconteceu? – perguntou ela quando os dois já estavam dentro da sala.
Draco ia começar a falar mas McGonagall levantou a mão pedindo que Ginny começasse.
- Professora, ele estava usando a Maldição Império, para fazer os primeiro-anistas brigarem entre si. – disse Ginny com os braços cruzados.
- Mentira! Mentira deslavada! Eu não fiz nada! – disse Draco, fazendo Ginny levantar sua varinha, e ele levantar uma das sobrancelhas ironicamente.
- Abaixe sua varinha Srta. Weasley! – disse a professora firmemente. – Sr. Malfoy você pode ir. – ele virou-se para Ginny e mandou um beijo ironicamente. – Vá logo antes que eu mude de ideia! – disse ela, e Draco saiu correndo da sala.
- Mas professora! Você não vai dar nenhuma detenção pra ele? Ele estava usando uma Maldição Imperdoável! – questionou Ginny revoltada.
- Sente-se. – pediu a professora.
- Mas como? Não acredito que a senhora deixou ele ir embora! – continuava resmungando.
- Sente-se, AGORA! – ordenou McGonagall.
Ginny olhou para ela assustada, não era a primeira vez que a professora ficara zangada com ela, mas dessa vez tinha um tom de desespero na voz dela.
- O que vocês acham que estão fazendo? – questionou ela, e Ginny levantou uma das sobrancelhas sem entender. A professora bufou, mas continuou. – Armada Dumbledore, ainda em recrutamento. Onde vocês estão com a cabeça?
- Professora, você acreditou que nós ficaríamos quietos com três Comensais tomando conta da escola, um deles que ainda matou o Professor Dumbledore? – questionou Ginny de maneira firme.
- Mas vocês não vêm o risco que estão se metendo?
- Professora, sendo você a chefe da Grifinória, acredito que não esperava outra coisa de nós a não ser nos rebelarmos. – continuou Ginny, mas dessa vez ela achou que tinha ido longe demais.
Mas na verdade isso fez McGonagall deslizar a cabeça um tanto para o lado e depois sentar-se numa cadeira na frente de Ginny.
Ginny levou um susto quando McGonagall levantou a varinha em sua direção.
- Quantos pontos eu tirei da Grifinória quando você pôs vomitilhas na comida da Srta. Parkinson, no seu quarto ano? – perguntou McGonagall, deixando Ginny ainda mais assustada.
- Quatro e meio, você só não descontou cinco porque a Parkinson me xingou. – respondeu Ginny sem saber onde a professora queria chegar.
- Precisava verificar, desculpe. – disse ela – Ginevra, por favor, tome cuidado. Peça que seus amigos também o façam. – ela virou-se e tirou um pedaço de pergaminho debaixo de um livro. – Esta é a nossa escala de guarda noturna. Saiam somente nos dias em que eu, a professora Sprout e o professor Flitwik estivermos fazendo a ronda. – pediu ela, entregando o pergaminho para Ginny, que abriu um pequeno sorriso. – Pode ir!
Quando Ginny estava quase passando pela porta a professora voltou a falar. – E, Ginny, tome cuidado com Peeves! Ainda não sabemos de que lado ele está.
Aos poucos eles começaram a ser marcados. Não tinham provas de quem eram os membros da Armada Dumbledore, mas sabiam quem eram. A má reputação dos membros da AD não colou como os irmãos Carrow queriam. Os alunos adoravam eles, e agora com o apoio de McGonagall, ficaram ainda mais contentes que os tais Comensais achassem isso deles.
E foi tamanha algazarra que a Armada causou em Hogwarts, que não havia outra coisa a ser feita por Snape, a não ser trazer de volta a Brigada Inquisitorial a ativa.
