Chegaram no local onde se treinavam os cães, por volta da hora do almoço. A fundação ficava em Phoenix, Arizona. Sara desceu do carro sozinha e sentiu o vento que passava por ela. Estava um dia muito lindo, pena que Sara não podia apreciar o lugar. Os dois foram recebidos por um jovem rapaz.

"Sejam bem-vindos" disse o rapaz. "Meu nome é Tom".

"Olá Tom" disse Sara.

"Vocês estão à procura de um cão-guia, certo?"

Grissom olhou para a ele, como se a resposta fosse mais do que óbvia. Sara, para não deixar o rapaz desconfortável, respondeu de forma simpática:

"Viemos sim. Fizemos reserva, Grissom e Sara".

"Certo" respondeu o rapaz olhando para a jovem. "Antes de mais nada, acho que seria melhor lhe mostrar o alojamento... Se puderem me acompanhar..."

Grissom pegou na mão de Sara e seguiu o rapaz. Depois de colocar as suas malas sobre as camas (haviam duas camas de solteiro), eles foram até o canil, onde estavam os cachorros.

"Temos em torno de 20 cães pastor alemão".

"De que cores eles são?" Perguntou Sara.

"Pretos e marrons" respondeu o rapaz.

"Devem ser lindos" disse Sara sorrindo. Grissom ficou olhando mais atentamente para sara e sua alegria, do que para os cães.

"Quando nós vamos ser apresentados a eles, e vice-versa?" Perguntou Sara.

"Primeiro, um dos donos vai conversar com vocês e os demais hóspedes, para fornecer informações gerais. Depois vão entrevistar cada um de vocês, para saber um pouco mais sobre o temperamento de cada um. Aí sim, poderão decidir qual dos cães é mais apropriada para cada indivíduo. Amanhã de manhã, é que vocês começaram o treinamento em conjunto com o cão".

"Parece legal" disse ela.

Os dois foram levadas até uma sala grande, onde encontraram demais hospedes. O dono que veio falar tinha aproximadamente 49 anos, alto, moreno, olhos claros. (grissom descrever o homem a pedido de Sara).

O homem explicou como que funcionava todo o treinamento com os filhotes. Disse que os animais recebem um adestramento minucioso que começa quando ainda são pequenos, e passam por alguns exercícios fundamentais: um dos primeiros treinamentos que o cão recebe é o de manter-se parado e andar em linha reta. O adestrador emite comandos verbais e o orienta com a mão. Nessa etapa, o cão aprende que deve caminhar do lado esquerdo do dono e um pouco à frente dele.

Além deste há também exercícios como: ao chegar junto à escada, o cão pára. Em seguida, desce (ou sobe) lentamente os degraus, um após o outro, em perfeita sintonia com o dono, até o final do percurso. (Nesse exercício, o animal também aprende que não deve pular os degraus); o cão é orientado a andar sempre no centro da calçada. Ao encontrar um obstáculo, como um poste ou um buraco, ele deve desviar pela parte de dentro. O animal também aprende que precisa buscar um espaço onde caibam os dois - ele próprio e o dono; Para ajudar o cego a atravessar a rua, o cão segue pela faixa de pedestres.

Quando não há faixa, ele atravessa a partir do meio do quarteirão. Para evitar acidentes, o bicho é treinado para ver e ouvir os carros. Se houver perigo, ele aborta a travessia. No caso de viagem, ou almoços em restaurantes, o cão fica sentado entre as pernas do dono, e só levanta, quando o dono assim quiser.

Conforme o homem falava, Grissom ia vendo que todos pareciam fascinadas com aquilo tudo. "Serio que ele faz isso?" Falou uma das moças, certa hora. "Nossa, que demais" disse a outra. Sara apenas sorria, nada dizia.

"Sei que é muita informação" disse o homem. "Mas é só para vocês terem uma idéia geral. Todos vão passar por essas mesmas etapas, depois de escolher o cão".

Depois da apresentação inicial, um por um eles foram chamados para falar com a terapeuta do lugar. Grissom queria entrar junto, mas a moça disse que era melhor ele esperar do lado de fora. A moça fez perguntas para determinar um pouco o tipo de temperamento dela.

Quando Sara saiu, grissom logo foi até ela.

"Tudo bem?" Perguntou Grissom.

"Não se preocupe, a moça não fez nada comigo" brincou ela.

"Foi uma entrevista demorada" comentou ele.

"Sim. Mas ela disse que é assim mesmo. Gris, estou com sede..."

"Eu vou arranjar um copo d'água".

Ele voltou depois, trazendo um copo e Sara estava conversando com um casal de jovens, o rapaz tinha perdido a visão num acidente de carro, e a mulher viera acompanhá-lo.

"Aqui está querida" disse ele colocando o copo na mão dela.

"Obrigada".

Continuaram no saguão da sala onde haviam feito a reunião, por mais tempo, até que um rapaz se aproximou deles, o mesmo que os levara até o dormitório.

"Senhorita Sidle?" Perguntou ele.

"Sara, por favor"

"certo, Sara, se puderem me acompanhar... Já selecionamos um dos animais".

"Nossa que rápido", comentou ela. Nem percebera as horas passando.

Eles foram até o jardim, que ficava entre a recepção e os dormitórios. Grissom viu um outro homem parado, com um pastor alemão sentado ao lado.

"Senhor Grissom, Sara, esse é o Juan, ele que vai trabalhar com vocês" disse o homem.

"Muito prazer" falaram os dois.

"Igualmente" respondeu Juan. "E este aqui ao meu lado é o Lucky".

"Posso acariciá-lo?" Perguntou Sara.

"Claro"

Juan se aproximou mais, e o cão cheirou a jovem. A jovem agachou e fez caricias ao animal.

"Olá Lucky" disse ela. "Quantos anos ela tem?"

"É ele. E tem cinco. Gostaria de segurá-lo na correia?"

"Será que ele não vai estranhar?" Perguntou Grissom.

"No começo, sim. Mas se você diz no sentido de latir ou sair correndo, aí não".

Sara pegou a correia dele e o cachorro ficou parado ao lado dela.

"Se quiser andar um pouco, com ele, pode".

"Como eu faço?" Perguntou ela.

"Apenas diga "vamos"".

"Vamos".

O cachorro começou a caminhar devagar.

"Não precisa ficar com medo dele" disse o homem.

Depois de uma primeira volta pelo gramado, Sara se despediu de lucky e os dois foram para o dormitório. O treinamento mesmo começaria no dia seguinte.

Assim que entrou no quarto, Sara foi tomar um banho. Grissom mostrou direitinho onde ficavam as coisas, desde a toalha até as torneiras.

"Se precisar de algo, chame" falou grissom.

Em Las Vegas, o pessoal conversava na sala de reuniões. Haviam acabado de chegar para o turno da noite.

"Quer dizer que ele foi com ela... Incrível... " falou greg.

"realmente. Nunca pensei que ele fosse fazer algo assim" disse Nick.

"Acho que foi bom ele ir também" falou Catherine. "Mas não posso negar que é incomum".

"Hei pessoal" disse warrick aparecendo. "Falei com a Sofia, e o tal do motorista confessou".

"Ele bem que achou que ia escapar..."

"Todo mundo pensa, Cath" falou Warrick. "Por isso que temos trabalho".

"E como vão as coisas do seu lado, Nick?" Perguntou Catherine.

"Continuo esperando o tal do sócio do cara aparecer, mas ainda nada".

"Tem certeza que ele está na cidade?" Perguntou Greg. "Ele poderia ter ido "viajar"" riu o companheiro.

"se precisar de ajuda, chame" falou Catherine.

"Tudo bem. Vejo vocês depois então" falou Nick.

Nick ligou para a fábrica, procurando pelo cara que trabalhava lá, e deixou o número do seu telefone com o dono; caso ele aparecesse, era para entrar em contato com o csi. O dono da fábrica tentou entrar encontrar com o sócio, mas só dava caixa postal, no celular. Ele já deveria ter voltado da tal entrega.

Depois de checar todos os documentos da fábrica, Nick verificou as contas no banco, as duas, em nome do dono e não viu nada de anormal. Tentou descobrir também como era o sócio, mas não conseguiu nenhuma foto, nem mesmo sabia onde o cara morava – Será que o cara estaria ligado ao assassinato e tinha fugido? O csi resolveu esperar mais um dias antes de colocar a policia atrás do cara.

O treinamento na fundação Eyes dog, estava indo muito bem. Sara começou a treinar no campus, da própria fundação, aprendendo habilidades básicas de como utilizar a correia do cão e como dar ordens ao cão. Depois de alguns dias, foi a pequenas cidades perto do campus e depois gradualmente para áreas mais desafiadoras. (A variedade de locais, ajudaria ao individuo e ao cão, se habituarem em diversos tipo de situação: estradas rurais, ruas de cidade, centros comerciais, lojas, e transporte público).

Durante a noite eles participavam de conferências de como cuidar do cachorro, assuntos pertinentes tais como leis de acesso, e outras coisas mais. Sara estava se dando muito bem com Lucky e até Grissom, já estava mais doce com o cão, depois de alguns dias convivendo.

Os vinte cinco dias na fundação passaram muito rápido.

Quando Sara se deu conta, já estavam no último dia:

"amanhã já voltamos para Vegas..." – falou sara no ultimo jantar. "Já estava ficando com saudade".

"É, eu também".

"Eu me diverti muito aqui, mas quero voltar para minha casa".

"Nossa casa" corrigiu Grissom (sara sorriu contente).

"Você não se importa mesmo se ficarmos na minha casa? Podemos ir para a sua."

"você vai ficar mais a vontade num lugar conhecido" respondeu Grissom. Aquilo era verdade.

"Quando a gente finalmente decidiu morar junto, tivemos que deixar o apartamento por alguns dias..."

"Verdade".

"Nem deu tempo de arrumarmos as coisas..."

"Mas tudo bem. Posso fazer isso quando voltarmos".

"Vamos ter que arrumar espaço para a coisa dos dois... " falou Sara acariciando Lucky, que estava deitado bonitinho entre suas pernas.

TBC