No dia seguinte, Sara acordou e logo que apareceu na sala, Lucky veio até ela.

"Bom dia" disse ela acariciando o rosto dele. "Como você está?"

"Tenho certeza que ele está bem" falou Grissom que tinha acabado de entrar, trazendo pães da padaria. Sara sorriu contente ao ouvir a voz dele.

"A que horas você marcou o oftalmologista?" Perguntou ela.

"Às onze. Ainda temos duas horas".

Os dois tomaram o café sorridentes. A noite anterior tinha sido mesmo perfeita. Nada igual a passada, para felicidade de Grissom; e uma que acrescentava algo mais na relação, para alegria da Sara.

Enquanto a mulher necessitava de uma continuidade no desenvolver das relações, e a noite passada lhe demonstrava um amor muito maior de Grissom por ela; no caso dele, era algo isolado e totalmente mágico, nada como o anterior e nada como o que viria a seguir.

Desta vez eles apareceram no consultório com Lucky. Somente o pessoal que ia neste consultório, poderia subir com cachorros. (não era todo mundo que podia ir acompanhado de outra pessoa)

"Boa tarde, Sara, Grissom... " falou Doutor Navarro. "Podem entrar".

Os dois assim fizeram.

"Como estão?"

"Bem e o senhor?" Perguntou Grissom.

"Também. E você, Sara?"

"Muito bem. Este é Lucky."

"Vejo que deu muito certo no Eyes Dog Fundation".

Ela sorriu em resposta.

"Bom, vamos ver como estão os seus olhos".

O médico a colocou na cadeira de exame.

"Tem sentido alguma coisa: coceira, dor, está difícil lacrimejar?"

"Não" respondeu Sara.

Ele tirou os óculos escuros dela e a posicionou novamente na máquina com a Lâmpada de Fenda. Desta vez foi mais rápido, pois o médico tinha o último exame e era só comparar.

"Não houve aumento significativo da úlcera, em nenhum dos olhos. O que é muito bom" disse o médico.

Sara respirou aliviada. Grissom ficou contente em ouvir aquilo.

"Eu prescrevi um antibiótico, que deve ser usado todo dia, de preferência duas vezes por dia: uma ao acordar e a outra ao deitar".

"Está bem" disse sara.

"Eu não vou deixá-la esquecer" enfatizou grissom.

O médico entregou a receita a grissom e depois eles se despediram.

"Se cuide, senhorita".

"Eu vou. Vamos Lucky" disse a jovem, saindo da sala.

Antes de voltar para casa, grissom passou na farmácia e comprou o antibiótico.

"Prontinho" disse ele voltando para o carro.

"Foi rápido" disse Sara.

"Sim. Se fizer tudo conforme ele disse, logo isso vai se resolver".

"Esperemos que sim..."

Grissom sorriu, acariciou o rosto dela e depois dirigiu até o apartamento.

"O que vamos fazer hoje?" Perguntou ela ao entrarem no apartamento.

"Primeiro você vai tomar seu remédio".

"Isso eu sei, gris. Mas vai levar um minuto".

"Depois vamos ficar aqui, descansando" disse ele.

"Não quero ficar aqui dentro o dia todo!" Exclamou ela. "Você sabe que eu preciso fazer alguma coisa. Porque não vamos passear?"

"Depois do almoço, talvez".

Sara fez bico ao ouvir aquela resposta - parecia uma criancinha contrariada. Grissom simplesmente fingiu que não viu e foi para cozinha.

Durante à tarde, acabaram fazendo coisinhas no apartamento, e Sara até esqueceu que estava a fim de passear. No final da tarde, grissom foi para o laboratório.

"Hei Gris. Como está Sara?" Perguntou Nick ao vê-lo entrando.

"Está bem".

"Ela vai voltar a enxergar?"

"Esperemos que sim, Nick. Então, como estão as coisas?"

"Bom, estamos atrás do tal cara, sócio do dono da fábrica, que está foragido".

"Foragido?!"

Os dois entraram na sala de Grissom e o csi explicou o que tinha acontecido nos vinte cinco dias que ficou fora: depois de achar muito estranho a viagem sem volta do tal sócio, e o fato de ninguém conseguir contatá-lo em lugar algum, Nick investigou mais sobre ele e descobriu que possuía duas contas, uma no nome dele e outra no nome da empresa, porém o dono não tinha conhecimento.

"Acredito que ele estava ganhando dinheiro, com venda ilegal de armas" falou Nick. "A conta tinha uma grande quantia de dinheiro."

"E como o dono não percebeu?"

"O dinheiro não entrava nos papéis da empresa e, a menos que o cara tivesse falado com o dono, ele não tinha como saber. Quando Brass e eu confrontamos o dono, ficou muito claro de que ele não estava ciente de nada".

"Por que isso não me surpreende?" pensou Grissom.

"Só temos um problema, não encontrei foto do sócio em lugar nenhum".

"Como assim?!"

"Isso mesmo, não tem foto. Procurei na casa dele, nos nossos bancos de dado... Nada!"

"As balas e os revolveres têm número de série. Temos que verificar se esta faltando armamentos na fábrica, depois avisaremos todos as empresas para ficarem atentas. Se alguma das armas for vendida, saberemos".

"Isso é um longo tiro"

"Tem alguma idéia melhor?" Perguntou Grissom.

"Não. Eu... Vou cuidar disso".

"Ok".

Depois da pequena conversa e das más noticias, grissom foi atrás dos outros csi's, para ver se descobria algo mais "animador". O mais legal foi não ter que cuidar da papelada.

No dia seguinte, Grissom disse que iria ao mercado comprar umas coisas para eles, e jovem achou ótima idéia. Estava uma típica manhã de outono: um pouco fria, apesar do sol, mas Sara iria passear um pouco. Sem contar que Lucky precisava passear uma vez por dia, ao menos.

"Está confortável?" perguntou ele ao acomodar Sara no banco da praça. "Quer alguma coisa? Ficará bem até eu chegar?"

"Pelo amor de Deus, Grissom! O mercado é logo ali. Além do mais, Lucky, me faz companhia" falou ela, fazendo um carinho na cabeça do cachorro.

É que Grissom não gostava que ele não estivesse, sob sua proteção, um minuto sequer. Sabia que era preciso bem menos que isso, para um desastre acontecer, e queria prevenir coisas más de acontecerem com ela, a todo custo.

"Posso ir, então? Você ficará bem?"

"Sim" respondeu ela, com voz cansada, pois detestava depender assim dos outros.

Afrouxou o lenço de seda que trazia no pescoço e, pelo visto, afrouxou demais, pois o vento levou-lhe das mãos. Ela sentiu-se inútil e desastrada. "E agora? Como vou me arrumar?", pensou ela, já dando o lenço, como perdido.

Um rapaz se aproximou dela, com o lenço na mão.

TBC