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Quando finalmente voltou, Hermione já tinha lembrado de algumas coisas, mas todas relacionadas a magia, como alguns feitiços e até como preparar certas poções. Lembrou também de algumas coisas sobre Severus, inclusive que ele era seu professor, lembrou-se que ele era uma pessoa rude, mal-humorada. Teve um sonho uma noite, mais uma lembrança, era uma aula, ela fazia uma poção e quando terminou com perfeição esperou pelo reconhecimento de Snape, mas não o recebeu. Acordou triste aquele dia. Mas não lembrou nada em relação ao Harry.
- Você disse que lembrou de alguns feitiços, no primeiro dia que vim aqui. Certo? – perguntou ele, sério.
- Sim. Lembrei de mais alguns esses últimos dias.
- Você lembra o que é o voto perpétuo?
- O Voto Perpétuo é um feitiço poderosíssimo, que cria uma ligação entre pessoas de modo a obrigar alguém que promete determinada coisa a cumpri-la, para que não seja morta – disse Hermione, ela não lembrava do feitiço em questão antes dele tê-lo mencionado.
- Exatamente como no livro, como sempre – falou Snape – Lembrou de algo?
- Não. Desculpe. – disse. Ela tentou muito. Ficou repetindo 'Harry Potter' na cabeça por horas todos os dias. Mas nada apareceu.
- Você quer sair desse quarto? – perguntou Snape.
- Claro – ela disse, com um sorriso no rosto. Ela não aguentava mais aquele lugar.
- Está disposta a fazer uma promessa? O voto perpétuo? – disse, olhando nos olhos de Hermione, que sentiu um calafrio. Ela pensou. Tinha medo, sabia que se quebrasse o voto morreria.
- Com você?
- Sim – ele disse, erguendo a sobrancelha – Faz alguma diferença?
- Acho que não – ela tinha em mente que podia confiar nele, mas achou melhor não mencionar isso – Eu faço o voto. Mas não precisa de uma terceira pessoa? Um avalista não é?
- Sim – ele abriu a porta e tirou metade do corpo para fora – Elizabeth venha.
Hermione tremeu, ela não gostava daquela mulher, ela que a alimentará os últimos dias, mas sempre dizia coisas ruins.
- Você será a avalista do voto perpétuo, pegue sua varinha – disse Snape. Logo após segurou a mão de Hermione. A garota sentiu outro tremor, a pele de Severus era quente, meio áspera, mas ela gostou da sensação de seu toque.
A Elizabeth pegou sua varinha e sem grandes cerimonias começou o feitiço – Irá você, Hermione, permanecer dentro dessa casa enquanto não lhe for dito que pode sair?
- Irei - disse, e observou enquanto uma labareda saia da varinha de Elizabeth e serpenteava em volta de sua mão e de Severus.
- Irá você, não utilizar magia, e nem tentar reaver sua varinha enquanto for prisioneira?
- Irei – disse, e outra labareda saiu da varinha, juntando-se a primeira.
- E mais importante, irá você obedecer a todas as ordens de Severus Snape direcionadas à você?
Um frio subiu a espinha de Hermione, e ela olhou direto nos olhos de Snape, um medo tomou conta dela. Foi Snape quem falou primeiro.
- Isso não estava no combinado Elizabeth.
Antes que Snape soltasse a mão de Hermione, ela disse como das duas outras vezes, com convicção – Irei – e esperou a tão adorada sobrancelha de Severus levantar com a surpresa.
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