Cap.3
O agente Stuart levou Brennan até o canil onde acharam o corpo e assim que chegaram a doutora voou para perto do esqueleto, Hunter foi logo atrás.
-É um homem. – Brennan falou. – por volta dos quarenta, caucasiano. Era algum tipo de atleta-
-Como você sabe disso? – Hunter interrompeu surpreso.
-Os braços são bem musculosos e ele tem vários ferimentos cicatrizados que são típicos de um jogador de futebol americano.
-Impressionante.
-Nem tanto. Pelo visto ele morreu de uma hemorragia, de um corte profundo na perna, deve ter pegado uma artéria importante.
-Mais alguma coisa?
-Só vou saber mais quando eu examinar o corpo no meu laboratório.
-Ouviram? – Hunter perguntou para a equipe de investigação. – vamos levar o corpo.
-E amostras de solo, e os cachorros. – Brennan completou.
Dito e feito, em menos de duas horas tudo estava no Jeffersonian, Ângela ficou muito triste em ver os cachorros naquelas condições.
-É tão triste. – ela comentou olhando para eles.
-Eles comeram um corpo Angie, precisamos deles para achar alguma pista. – Brennan explicou.
-Mas não foi como se eles tivessem escolhas, pelo o que eu vi esses cachorros estavam passando fome. Não vão sacrificá-los depois disso não é?
-Não.
Brennan ficou quieta depois disso, nunca tinha se recuperado completamente da perda de Ripley, sua morte ainda lhe parecia muito injusta e ela jamais aceitaria. Ângela se animou um pouco quando Hunter apareceu para ver como as coisas estavam indo. A artista podia estar muito bem casada, mas olhar não tirava pedaço.
Wendell limpou os ossos, Ângela começou a dar um rosto para a vitima, Hodgins e Cam juntaram forças para descobrir a quanto tempo o cara estava morto e Brennan levou Booth e Parker para sua casa.
Cara o Booth tava doidão. Vincodin não fazia nada bem pra ele, quando a doutora saiu Booth estava apaixonado com uma de suas cadeiras, Parker morreu de rir e Max não perdeu a oportunidade de rir.
Demorou boa parte da tarde, mas todo aquele trabalho tinha valido a pena. Eles conseguiram uma ficha completa do defunto:
-Nome: Greg Sawyer.
-Idade: 39 anos.
-Ex-jogador de futebol americano, treinador do time da escola local.
-Estado civil: casado.
-Filhos: sim.
Nenhuma ficha criminal.
Desaparecido há três dias. Ou melhor: Morto há três dias.
Greg Sawyer era um homem robusto, estava começando a ficar careca e tinha uma cara meio carrancuda. Hunter conseguiu o endereço da esposa e não demorou para que ele e Brennan entrassem no carro a caminho da casa.
A esposa do cara morto era uma mulher magra e alta, os cabelos castanhos eram muito volumosos e ela tinha uma cara tão carrancuda quando a do marido. Mas mesmo com toda aquela pose ela caiu no choro quando ouviu o que tinha acontecido com seu marido.
-O que eu vou contar pra Diana? – ela perguntou para ninguém em especial.
E claro que a teve que responder:
-Só conte a verdade.
-Ela tem seis anos!
-Ela pode te surpreender.
-Só pode ter sido aquele idiota do Johnny. – a esposa respondeu ignorando Brennan por completo. – ele sempre quis acabar com o Greg.
-Quem queria matar o seu marido, Sra. Sawyer? – Hunter perguntou.
-Johnny Demarco, ele se considerava um grande amigo do Greg, mas o meu marido não gostava dele. Quando o Johnny descobriu deu um soco no Greg, disse que ele ia se arrepender de ter feito ele de idiota.
Hunter trocou um olhar com Brennan e os dois se despediram prometendo deixar a esposa informada. Na saída eles toparam com uma menininha loira que estava muito animada brincando com os amigos. Brennan simplesmente soube que ela era filha da vitima e pela primeira vez ela sentiu pena, uma menina daquela idade não deveria perder o pai daquele jeito.
Johnny Demarco era um homenzinho magricela com cara de rato, também era dono do canil onde o corpo foi encontrado. Ele sabia que restos humanos tinham sido encontrados, mas não se importou em tentar saber de quem eram, ou seja, ele não fazia a mínima ideia de que aqueles ossos eram de Greg Sawyer. Pelo menos era isso que eles acreditavam. O homenzinho foi muito grosso com Hunter, mas pela insistência do agente ele concordou em conversar com eles.
, o que você sabe sobre Greg Sawyer? – Hunter perguntou educadamente.
-Éramos amigos, sabe? Somos ex-jogadores de futebol, nos reuníamos para jogar e lembrar os velhos tempos.
-Você diz como se não fosse mais amigo dele. – Brennan disse.
-Não sou mesmo, na semana passada eu descobri que o cara falava muito mal de mim pelas costas, que tipo de pessoa faz isso? Covardes. – ele olhou de Hunter para Brennan desconfiado. – por que vocês querem saber sobre o Greg?
-Os restos dele foram encontrados no seu canil. – Brennan disse sem piscar.
Johnny desmoronou. Começou a chorar e rezar, uma coisa que deixou Brennan e Hunter muito confusos.
-Eu estou pedindo perdão a Deus. – Johnny explicou entre soluços. – eu não queria que Greg morresse, não de verdade...
-Falando no seu canil, você devia se envergonhar em como trata os seus animais. – Brennan falou sem dó nem piedade.
-Do que você está falando? – Johnny perguntou confuso.
-Os cães que devoraram o corpo de Greg Sawyer estavam famintos, devia fazer dias desde que eles não comiam nada. Podemos te prender por crueldade animal.
-Espera aí moça dos ossos! – Johnny falou indignado. – eu adoro cães, nunca deixaria um dos meus cachorros passar por uma coisa dessas. Aqueles cachorros não eram meus. Eu nem sabia que eles estavam ali. E se vocês quiserem provas todos os meus animais são registrados, os cães que comeram o Greg não estão no registro.
Hunter e Brennan trocaram um olhar, pensando a mesma coisa. Quem possuía os cachorros provavelmente era o assassino. Mesmo assim eles pediram uma copia dos registros e perguntaram se Johnny tinha algum hálibi. Dito e feito, ele estava na Califórnia no casamento da irmã.
-Você acha que foi ele? – Brennan perguntou para Hunter quando eles já estavam na estrada.
-Não, ele tem um hálibi e não me parece o tipo de cara que saí por aí matando as pessoas.
-Mesmo assim ele é uma pessoa muito desagradável-
Brennan parou de falar assim que sentiu o celular vibrar. Era Max.
-Eu tenho que trabalhar Tempe! Não posso cuidar de um menino de dez anos e um homem drogado o dia inteiro.
-Eu sei. Não se preocupe eu já estou chegando.
Ela desligou e Hunter a olhou pelo canto do olho.
-Era o seu namorado? – ele perguntou genuinamente interessado.
-Eu não tenho namorado.
-Sério? Você tem algum problema?
-Não. Por que você quer saber?
-Porque é muito estranho uma mulher tão bonita não ter um namorado.
-Para sua informação muito homens me chamam pra sair. Eu só não acho que é uma boa hora para entrar em um relacionamento sério.
Hunter deu um sorrisinho quase imperceptível, Brennan não notou. Ele a deixou em casa e Brennan passou o resto da noite tentando convencer Booth que os chinelos não estavam cochichando dele.
Ia ser um caso beeeeem longo...
Gente, me desculpa, eu escrevi o nome da filha errado, não é Emily, e sim Diana, mas não se preocupem. Já consertei.
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