Título: Espionagem
Autora: Cuteless
Categoria: Romance/Humor
Casal: Sirius Black/Remus Lupin
Classificação: Lemon
Sumário: Sirius descobre uma maneira de falar o que quer e na hora que quer para Remus. Coisas que ninguém pode saber e que provavelmente Remus não gostaria que alguém descobrisse.
Disclaimer: Os personagens não me pertencem e a não há fins lucrativos com a publicação da fic.
Avisos: Homens se beijando, se agarrando e um pouco mais!
Nota: Sirius: sem formatação; Remus: em itálico.
Parte: 2/2


Espionagem
Parte II

Sexta-feira, 28 de novembro
Moony, sua gravata.

O quê?

Ahn, o nó está meio torto...

Ah...

Melhor.

Culpa sua. Me arrastar no meio do corredor?

Você deveria estar acostumado!
Além disso, você me deixou sozinho ontem de noite...

Você deveria controlar sua libido.

Eu controlo! O problema é que quando eu não te procuro... Você me ataca!

Eu?

Aquela minha camisa azul sem botões te diz alguma coisa?

Oh...
Você que provocou! Sabia que eu gostava dela...

Não sabia que gostar significava arrancar desesperadamente.

Isso não vem ao caso.
E foi só uma vez.

E a marca no meu pescoço que graças a Merlin minha gola esconde ou James me encheria por um mês?
Não é a primeira vez que ganho essas marcas...

Isso me lembra de algumas coisas do domingo...

Do quê?

Das suas mãos... seus dedos...

Fazendo o quê?

Movendo-se muito rápido... firmes...

E foi bom?

Muito!
Melhor quando sua boca me envolveu, devagar, úmida... sua língua e seu toque quente... Sugando... sugando...
E seus olhos brilhando!
E minhas pernas bambas...

Moony...
Pare.
Eu... eu estou ficando "desconfortável" e McGonagall não vai gostar...

E seu dedo fundo... Meu quadril se movendo contra sua boca... Seus cabelos entre meus dedos...

É sério, Moony! Daqui a pouco ela passa para checar se meu livro está parecido com um tabuleiro de xadrez e eu só consigo fazer bolas ao invés de quadrados...!

Seus olhos brilhando quando eu gemi alto, depois seus lábios nos meus... e finalmente, você dentro de mim... Firme, rápido... Investindo contra meu quadril... Dessa vez, minhas pernas firmes, agüentando seu corpo contra o meu.

Oh, Merlin... Você está um belo Sonserino hoje.

E seu braço enlaçando minha cintura, amassando minha camisa. Seus gemidos contra o meu ouvido, seus suspiros me fazendo arrepiar.

Entendi. Você quer repetir isso, né?!

E seu êxtase me atingindo, seu corpo mole sobre o meu... Seus olhos ainda brilhando...

OK. A aula acabou. Eu não posso me levantar com isso levantado!

É, eu estou vendo pelos seus olhos brilhando!!
ooo

Não, ele não era de fazer aquele tipo de coisa, normalmente seria James ou Sirius os autores de tamanha sacanagem, mas Moony tinha seu lado Maroto e nem fora algo planejado para ser tão grave assim.

Sabia que não deveria deixar Sirius naquele estado, mas era exatamente isso que era o divertido da coisa toda. Puxou James para fora da sala antes que o amigo percebesse qualquer coisa, pois aí sim, seria uma tragédia e Padfoot demoraria muito tempo para perdoá-lo.

Saiu risonho, ainda pensando mesmo se não pegara pesado demais. Concluiu que não, afinal, Sirius o fizera gemer no meio da aula de Aritmância dias atrás, não?

E Padfoot estava xingando baixo, pensando nas coisas mais broxantes que conseguia pensar: Peter tomando banho, Snape em trajes de praia, Barbara, a balofa, com um daqueles vestidos ridículos que sua mãe usava... Ou talvez McGonagall vindo irada na sua direção, o olhar severo mostrando que sabia que ele estava aprontando alguma.

- Sr. Black, o sinal tocou e todossaíram. Eu sei o quanto aprecia a minha aula, mas o senhor não precisa ir para a classe do Sr. Slughorn?

Isso! Slughorn com um dos vestidos de sua mãe era a imagem perfeita! Qualquer um perderia a motivação com uma visão daquelas...

- Eu não estou me sentindo muito bem, Professora... Só mais dois minutos aqui e eu já saio.

A professora pareceu não acreditar.

- Eu tenho outra classe esperando, Sr. Black. Por favor, não me faça ter de tirar mais pontos da minha casa! Não que o senhor pareça se importar muito com isso... Francamente! Sessenta e cinco pontos em um mês! O senhor e o Sr. Potter parecem querer esvaziar aquela ampulheta!

Hum, quantas vezes já escutara aquele sermão? Nem se lembrava mais. Bom, aquilo certamente era muito broxante.

- Deveriam pensar em seus colegas, principalmente no Sr. Lupin, que se esforça para recuperar os pontos que vocês parecem achar divertido perderem com brincadeiras que...

- Eu vou pensar sobre isso, Professora! – Sirius disse, pegando sua mochila e saindo correndo da sala.

Sim, ele iria pensar muito sobre o esforço de Remus! Naquele momento mesmo já estava pensando em como iria punir o mais dedicado aluno do Sétimo ano da Grifinória. Hum, pensando bem, não era um bom momento para ter aquelas idéias. Tinha aula de Poções. Mas antes, água gelada na cara porque só de pensar em como seria aquela noite já começava a se animar.

OOO

Terça-feira, 5 de dezembro
James estava certo, Madame Pince estivera mesmo sentindo sua falta. Não que ele não aparecesse mais na biblioteca, mas suas visitas haviam diminuído significativamente. E ele estava decidido a mudar isso nesta semana. Voltaria a freqüentar o local, fugindo dos amassos de Sirius por Hogwarts inteira.

Primeiro ele achou que fosse paranóia sua, mas agora tinha certeza de que Padfoot estava determinado a experimentar todas as salas do castelo. E ele certamente não queria se vangloriar de uma coisa dessas no futuro, como sabia que Sirius certamente faria.

Não que ele não gostasse, pelo contrário, gostava demais para os seus princípios, mas nos NIEMs estavam se aproximando e Moony queria se dedicar mais aos estudos. Afinal, eles dormiam no mesmo dormitório e não precisavam se trancar no meio da tarde numa sala para uns amassos, precisavam? Remus deu um suspiro meio contrariado enquanto pensava sobre isso. Eles não precisavam, mas Sirius achava que precisavam, então não adiantava discutir muito. E mais uma vez, não era como se ele reclamasse muito de ser arrastado pelo namorado...

- Oi!

- Sirius? O que você está fazendo aqui? – Moony perguntou, indeciso entre ficar irritado ou feliz.

- Vim te ver!

- Aqui não é um local de encontro. É um local de estudos.

- Hum... Sabe, eu estou procurando um livro. Me ajuda?

Antes que Remus pudesse pensar em qualquer resposta, já estava sendo puxado por Sirius para o meio das estantes, parando bem nos fundos da biblioteca.

- Padfoot a gente não pode...

Sirius deu um de seus sorrisos caninos.

- A gente não podia na mesa da McGonagall, nem no corredor do Pirraça e muito menos nos arquivos do Filch... Mas fizemos, não foi?

- Mas aqui...

Mais uma vez Sirius impediu Remus de falar, beijando-o desesperadamente. Só que desta vez, não o empurrou contra a parede, foi Remus que envolveu sua nuca com uma das mãos e o pressionou contra a estante dos animais mágicos, fazendo o moreno dar uma risada.

- Então a gente não pode? – Sussurrou enquanto Remus descia a cabeça para sugar seu pescoço.

Moony não se preocupou em responder, só tomando cuidado para não empurrar muito Sirius e acabar por derrubar as estantes em um efeito domino. Sentiu uma das mãos dele entrar por trás da sua calça, pressionando para que seus quadris se encaixassem, o que aconteceu quando ele acomodou uma de suas pernas no meio das de Sirius, que segurou sua respiração.

E quando Remus estava prestes a enfiar sua mão por dentro do uniforme de Sirius, ouviu um barulho atrás de si. Ao se afastar com o susto, puxou um dos livros, que caiu e abriu na página que continha a figura dos leões felpudos, que começaram a rugir de maneira que a biblioteca inteira escutasse.

- Merda! – Moony exclamou, fechando o livro. Não sabia onde enfiar a cara com James ali na sua frente, pegando-os em ação pela segunda vez.

- OK, eu vim chamá-los para a aula extra que Flitwick resolveu dar agora. Vamos – James disse, muito interessado no último livro de capa velha que estava na prateleira de cima, evitando olhar para um Sirius despreocupado que arrumava seu uniforme. – E eu ficaria agradecido se até a sala vocês evitarem falar comigo para que eu possa excluir da minha mente essa imagem para que ela não volte quando eu ouvir suas vozes...

ooo
Oh, Merlin!
James vai ficar traumatizado.

Não, ele está traumatizado.

Isso não é bom.

Você não deveria ficar me agarrando na biblioteca!

Você que me cercou contra a estante, não foi?

Bem...

Há!

Olhe para a cara de James...

Ele está te imitando.

Não. Te imitando.

Oh.

Que foi? Ficou com vergonha?

Não. Na verdade, eu estou pensando em como fico lindo e sexy.

Hum.

Quando estou com você!

O quê?

Sou lindo e sexy quando estou com você. Porque estou com você.

Oh.
Eu vou ter de concordar.

OOO

Quarta-feira, 13 de dezembro
Sua aula ainda não acabou?

Não... Termina às quatro.

Hum.

Por quê?

Moony, você vai mesmo me deixar no Natal?

Eu não vou tedeixar, Padfoot, só vou ver meus pais!

OK.

Sirius...
Fala.

Eu vou sentir sua falta.
Muito.
Muito mesmo.

Eu também. Já te disse, vamos comigo.

Não posso.
Você sabe.

Sei.
Mas são poucos dias.

Muitos longe de você.

Vários alunos vão ficar por aqui.

Verdade. Connery do Quinto ano me disse que não vai para casa.

Sirius Black!

Sim?

Primeiro: quem te permitiu conversar com aquele pivete assanhado?
Segundo: Nem ouse olhar para ele durante o feriado!
Terceiro: Você já ouviu falar dos cintos de castidade dos trouxas?

Você está prestando atenção na aula, Sr. Lupin?

Dane-se!
Me conta quando você falou com Connery!

Não era você que achava a bunda dele grande?

Mas não sou eu que vou passar o feriado de Natal perto dele!

Você mesmo disse para eu me socializar para não ficar sozinho.

Não desse modo.

Que modo?

Íntimo. Profundo.

E o que eu tenho com você é profundo?

Na maioria das vezes?

E eu não posso ter com mais ninguém?

Só se você quiser seu rabo cortado – e eu deixo a você a escolha de qual deles quer dispensar.

Você não iria querer perder nenhum dos dois...
Não confia em mim, Moony?

Humpf.

Hein?

Quem estava reclamando que iria ficar sozinho?
E agora já está com planos para se agarrar com aquele Corvinal!

Oooohh!
Você está com ciúme?

Eu? De forma alguma.

Está!

Não estou!

Está!

Não!

Está!
Eu estou vendo pela sua letra! Ela está mais inclinada!! Você está se apoiando mais na carteira de tanta raiva! Nem consegue se concentrar na aula.

Essa aula não exige muita concentração.

Apenas admita que está com ciúme!

Do mesmo modo que você em relação a Snape?

Eu não tenho ciúme do Seboso!
Porque eu sei que ele é um ser asqueroso e você nunca daria bola para ele!

Ah, é?

É!
Não é?

Se você diz...

O que você quer dizer com isso, Moony?

Nada.

Fala.

O quê?

Humpf!
Você está fugindo do assunto!

Você é que está com ciúme de mim! Com Connery!

Remus, responda!

Hey!

Pronto. Acabei meus exercícios.
O que você estava falando, Padfoot?

Estava detalhando a secada que ganhei de Connery hoje de manhã.
Sabe, ele comentava com os amigos sobre como o Natal aqui vai ser divertido... A confraternização entre as casas vai ser grande...

Que pena que você vai ficar trancado no dormitório, não é?

Não foi você que sugeriu confraternizar?

Já disse, não com ele!

Por que não?
Você pode olhar para a bunda dele e eu não?

Eu posso.
Você não.
Pela simples razão de que garotos morenos, altos, de cabelos cumpridos, com sorrisos marotos e ar rebelde são o tipo dele!

Ora, esse sou eu!

Pois bem. Fique longe.

Se você mudar para cabelo rebeldes, seria o Prongs!

Não que Connery já não tenha tentado.

O quê?
James não me contou.

É, ele também não me contou.
Foi Lily.

Não acredito.

Acredite.
Repare como ela sempre tira pontos da Corvinal, principalmente do quinto ano.

Achei que ela fosse a Srta. Certinha.

Está protegendo o que é seu.

E você vai me proteger?

Vou. Vai ficar trancado no meu malão no dormitório enquanto eu estiver fora.

Isso não é legal.

Não mesmo.
Mas quem mandou você me provocar?

Você pode me castigar hoje de noite.

Eu vou. Pode ter certeza.
ooo

E pela primeira vez desde que ele começara a namorar, Lily não estava lhe dando aqueles sermões chatos que sempre começavam com "James, aqui não!". Merlin, ele não acreditava na sorte que estava tendo ao conseguir arrastá-la para aquela sala. E ela não abandonava por nem um segundo aquele sorriso de vou fazer o que você quiser. Aquilo estava bom demais...

- James! Acorda! Jameeees...

- Lily, não precisa empurrar assim, eu... Peter? Mas que merda!

É, só podia ter sido um sonho mesmo. Quando é que Lily estaria quebrando alguma regra só porque ele queria dar uns amassos? Mas estava tão bom! Maldito Wormtail!

- Que foi? – Perguntou, mal-humorado.

- Padfoot e Moony – ele sussurrou, parecendo amedrontado.

- Que aconteceu com eles? – James perguntou, desta vez parecendo preocupado.

- Sumiram.

- Como? Não entendi.

- Sumiram! Não estão nas suas camas...

- Ah, é isso – James disse, seu rosto formando um sorriso à medida que entendia a situação.

- Por acaso é lua cheia? Foram para a casa dos gritos? Mas nós não fomos semana passada?

- Fomos. Vá dormir, Peter – James voltou a se deitar. Se ele continuasse aquela conversa, imagens nada agradáveis retornariam e ele iria ter pesadelos.

- Mas e os dois?

- Moony comentou alguma coisa sobre punição...

- Detenção? – Peter ainda insistia.

- Não – respondeu, cobrindo-se por inteiro com o cobertor. – Moony que ia punir Padfoot.

- Mas por quê?

- Oh, Merlin, eu nem quero saber! – A voz abafada de James exclamou. – Agora vá dormir!

- Mas... – Peter ainda tentou, sendo mais uma vez rejeitado. Perguntou-se desde quando Moony tinha permissão para dar punições... Ele era Monitor, mas também podia aplicar os corretivos?

OOO

Quinta, 14 de dezembro
Moony?

Oi?
Estou terminando um dever.

Mas, meu chuchu, você não vem almoçar?

Vou, Prongs. Só preciso terminar.

Eita Lobo esperto! Como você adivinhou que era eu?

Padfoot não me chama de "meu chuchu", você é que faz isso quando quer irritar Lily. E a letra dele é horrível, mas um pouco melhor que a sua...!

Na verdade eu só piorei minha letra para ficar igual à dele...

Bom, não adiantou.
Mas... Sirius te deixou usar o pergaminho?

Hehe...
Eu percebi que esses tempos vocês têm andado escrevendo demais. Você tudo bem, mas Padfoot? Resolvi investigar e peguei o pergaminho de Sirius escondido para fazer um teste final! E minhas suspeitas estavam certas!
Acho que vou fazer um desses para Lily e eu...

Não acho que ela vá querer te ter ligado vinte e quatro horas por dia... Sabe, vocês só se separam quando vão dormir!

O mesmo vale para você e Sirius, não?

É... Não deixa de ser verdade!
Mas você e Lily podem assumir para Hogwarts inteira...
Sirius e eu, não.

Por quê?

Isso é uma pergunta retórica, né?

Não, Moony. Estou falando sério.
Por que vocês não assumem?
Se eu já aceitei, apesar de ter descoberto de uma maneira, hum, bem reveladora, qualquer um pode.

Não podem, James.
A sociedade bruxa não é tão tolerante assim e você sabe.

Sei. Mas... vocês vão esconder para sempre?

E quem disse que vai ser para sempre?

O quê?
Você pretende abandonar Padfoot?
Remus Lupin, seu destruidor de corações! Você sabe muito bem o quanto ele gosta de você!

Sei! Porque eu também gosto muito dele!
Mas... Talvez não seja bom para ele ficar com alguém como eu.

Um garoto?

Um garoto com um problema peludo...

Não seja idiota!
Sabe de uma coisa? O que faz aumentar o amor de Sirius por você é justamente esse seu problema peludo! Ou você acha que ele escolheu um cão por acaso?

Acho que não...
Vamos deixar isso pra depois. Estou indo te encontrar. Você está no Salão Principal?

Estou.

Bom.
Mas e Padfoot?

Hehehe!
Ele foi procurar seu pergaminho no dormitório... Disse que se não encontrasse iria checar a sala de Feitiços...

Você é mau!

Espere até ele descobrir que eu roubei o pergaminho para definir quem é mau.

É, isso é verdade.
Acho que estou com dó de você, Prongs!
ooo

Lily passou todos os momentos que esteve sozinha com James tentando fazer com que ele falasse, mas estava sendo difícil arrancar alguma coisa do namorado. Bom, na verdade ela sabia que havia sido Sirius, só poderia ser aquele cachorrão safado, mas também queria saber o motivo. James devia ter aprontado algo realmente terrível para ter recebido aquilo.

O mais estranho de tudo era que Remus nunca participava dessas brincadeiras, sempre ficava só observando, algumas vezes até desfazendo as traquinagens dos amigos. Contudo, desta vez, ela pegou Remus rindo com Sirius da cara de James. Tudo bem que era de uma forma bem mais discreta do que o moreno, mas não deixava de ser uma aprovação ao que Sirius havia aprontado.

O que o namorado havia feito para os dois para que ganhasse isso? Seria vingança pelo que aconteceu com os bombons? Não... Se fosse aquilo seria muito pior... E por que James estava aceitando de forma tão pacífica? Normalmente ele já teria aprontado alguma coisa com Sirius também... Mas não, ele parecia estar aceitando bem, como se merecesse.

E quem é que acharia que mereceria ter uma foto ampliada no salão comunal mostrando como ele gostava de dormir com seu pijama estampado com unicórnios e agarrado com um dragão de pelúcia? Não falando das letras berrantes que diziam: "Nosso apanhador voa como uma águia, mas dorme como uma menininha!"

OOO

Sexta-feira, 15 de dezembro
Sirius?

Moony! Estou com saudades!
Onde você está que ainda não apareceu?

James me pediu para acompanhá-lo até a biblioteca. Só estou esperando ele terminar uma coisa e já vamos para o salão comunal.

OK.

Sabe, eu queria conversar com você.

Fala! Sei que também está com saudade de mim!

Na verdade, era sobre isso também.

O quê?

Eu não tenho saudade de você, Padfoot.

Como assim?

Eu me sinto bem melhor quando estou longe de você. Essa sua necessidade de atenção está me cansando.

Moony, por que você está falando isso?

Porque é a verdade.

Mentira!

Não seja infantil, Padfoot.

Ora... mas e ontem? Aliás, hoje no café? O que aconteceu com o eute amo que eu ouvi?
Você não pode ter mudado de opinião de uma hora para outra.

Na verdade eu venho fingindo...
Sabe, somos amigos no final das contas e eu não queria te magoar.

Não está parecendo que você se importa muito com isso.

Me importo sim, por isso vou te falar a verdade.

Que verdade?

Eu estou apaixonado por James.

Prongs?

Esse mesmo.

Como?

Sabe, aqueles olhos castanhos, aqueles cabelos rebeldes e o modo como ele voa são tão atraentes! Eu mal posso esperar para ser seu pomo de ouro! Aquelas mãos fortes me agarrando!

James seu idiota!
Eu até estava caindo... Mas Moony falar tão bem assim de você? Impossível!

Hahaha!
Admita, Padfoot, você ficou morrendo de medo de Moony te largar.

Claro que fiquei, porco-espinho. Ele é importante para mim.

Bom mesmo. Eu não quero que você desista dele.

Eu não vou.

Fico feliz pelos dois.
Agora me fala, por que Moony não falaria tão bem assim de mim?

Porque ele só tem olhos para mim!

Bem, não é isso que parece quando eu vejo aquele quintanista da Corvinal passando perto dele...

Como... como assim?

Bom, ele faz a mesma coisa que você faz quando Annieta Nool passa.

Você quer dizer lançar um olhar mortífero por saber que ela tem uma queda por seu namorado?

Oh. É isso que você faz?
Pensei que você secasse ela.

Não...

Bom, mas Moony seca aquele Corvinal... Qual era o nome dele mesmo? Connery?

Eu sempre desconfiei! Ele já me disse que a bunda dele era grande... Ah, o Sr. Lupin vai ouvir quando chegar aqui.

Pady.

O quê?

Eu estou te enganando de novo!

Como?

Eu estou tirando uma com a sua cara!
Nunca vi Moony olhando para outro cara. Nem para outra garota.
Pode ter certeza de que ele só tem olhos para você. Toda vez que está sem você, ou está escrevendo no pergaminho, ou está olhando para ele na esperança de que pule avisando que há uma mensagem sua...

Oh...

É. Então trate bem dele.
Você sabe que ele precisa.

Sei.

E sabe que você precisa dele.

Sei também.

Então esse é o fim da minha invasão.

Prongs?

Oi?

Você é um idiota...
Mas é o melhor dos amigos.

Eu sei.

Ah!

O quê?

Trate de devolver logo esse pergaminho para o Moony antes que eu espalhe outra foto sua!

OK.
Mas se você fizer isso, vai ter de se entender com Lily.
Sabe, ela é meio o seu tipo...
Superprotetora...

Hum... Melhor tomar cuidado então.

Prongs?

Oi?

Connery deu em cima de você?

O quê? Quem te falou isso?

Hummm!
Por que você não me contou?

Digamos que não é uma coisa da qual eu me vanglorie...

Mas você contou para Lily.

Não contei.
Ele a provocou dizendo que faria melhor uso de mim do que ela poderia...

Uau!
Nosso Prongs sendo disputado!
Então aquele pivete provocou a ira da ruivinha?
Por isso ela anda tirando pontos dele!

Como eu disse, superprotetora...

Você arranjou uma namorada ou um guarda-costas?

Um pouco dos dois?

É, Moony além de ser meu namorado, também tem outras utilidades...

Nem me fale!

Por quê?

Ora, Sirius!

Nós não estamos conversando sobre nossos relacionamentos?

Estamos.
Mas não nesse grau.

Que grau, Prongs?
Eu só queria falar mais sobre as habilidades de Moony.

Nem ouse!

Mas...

Tchau!

Você tem de concordar comigo, ele não daria um ótimo Professor?

Prongs?

Hey!

O que você achou que eu ia dizer?

Prongs?

Idiota!

OOO

Sábado, 24 de dezembro
Aquilo estava sendo um saco. Não que ele já não soubesse que iria ser, mas estava sendo muito pior. Tudo bem que falava com Moony todos os dias e recebia corujas de James vez ou outra, mas ficar naquele castelo enorme sem os amigos era torturante.

E também havia Connery. Merlin, se Remus descobrisse o que Sirius vinha fazendo para fugir do garoto, provavelmente o Corvinal já não estaria mais vivo naquele momento. Era Sirius sair da sala comunal para que o quintanista o encontrasse em algum corredor por aí, convidando-o para uma conversa em alguma sala quentinha. Até quando fora visitar Hagrid deparou-se com ele perto do lago da Lula Gigante. Tudo bem que ele tinha uma bunda enorme, mas aquela atitude o estava irritando.

Quem diria! Sirius Black rejeitando boas pegadas! Já perdera a conta de quantas garotas havia ignorado desde que começara a namorar Remus. E não que ele reclamasse. Saber que ele não ligava para outras pessoas só reforçava mais o que tinha pelo namorado.

Era bom ter alguém de quem gostar, alguém para proteger, mas também não deixava de ser assustador o fato de que dependia tanto dessa pessoa. Precisava da sua presença, dos seus sorrisos, das suas palavras reconfortantes e de seus abraços apertados. Precisava de coisas que antes não lhe faziam diferença, como a lua cheia, o cheiro de livros empoeirados, o uivo do lobo... Tudo por causa daquele garoto tímido e estudioso de cabelos castanhos que podia ficar calado na maioria do tempo, mas que fazia qualquer um parar para ouvir suas palavras quando resolvia pronunciá-las. Tudo por causa de Remus Lupin.

- Droga, Moony! Se você não pode estar aqui, saia da minha cabeça pelo menos! – Sirius exclamou, frustrado, afundando sua cabeça no travesseiro.

ooo
Pady?

Oi!

Como você está?

Bem.

Mentira.
Sua letra está diferente. Você não está bem.

Claro, eu estava me esforçando agora para tentar nãopensar em você, e você me faz o favor de me procurar.

Oh.
Desculpe, então. Já estou sumindo!

NÃO!
Você entendeu muito bem o que eu quis dizer!

Para a sua alegria, hoje eu estou compreensivo.

Humpf.

Porque estou morrendo de saudade...

Eu também.
Eu sei que não deveria ser egoísta e não reclamar do quando eu te queria aqui, mas não consigo... Você sabe, não seria eu!
Sei que você estava com saudade dos seus pais também e que eles precisam de você aí no Natal, mas... É difícil.

É...
Eu... também queria estar com você.
Sabia que sentiria sua falta... Mas não tanto...
É triste acordar e não entrar de fininho no seu dossel para te dar um beijo de bom-dia...
Comer sem ter de me preocupar com você querendo roubar meu pastelão...
Ler sem ter você me interrompendo a cada minuto para me dizer algo que vai me deixar desconcentrado o resto do dia e algumas vezes o resto da noite...
Dormir sem ouvir seu boa-noite...

Eu também me sinto assim...

Eu...
Se você me pedir, Pady, eu vou até aí.
É só pedir.
Eu aparato em Hogsmeade e chego em Hogwarts mais rápido que meus pés agüentarem.
Eu só preciso da certeza de que você me quer aí.

Eu te quero aqui, Remus.
Mas não posso pedir isso.

Por quê?

Porque eu sou egoísta a ponto de reclamar sua falta, mas não a ponto de pedir para você deixar seus pais. Não é porque eu larguei os meus que eu vou pedir para você deixar os seus numa noite de Natal...
Eu sei que vou me arrepender disso daqui a pouco quando você parar de falar comigo e eu me sentir abandonado de novo, mas... Fique aí.

Sabe, quando uma pessoa chega a se preocupar até com os pais do namorado, quer dizer que ela o ama muito, não?

Pode ser.
Mas pode ser também que talvez ele seja um idiota por estar desperdiçando uma boa oportunidade de aproveitar vários lugares vazios de Hogwarts...

Você não é idiota, Sirius.
Não em relação a isso, pelo menos.

Acho que isso foi um elogio, né?!

Foi.
E foi uma prova do quanto nossa relação é grande.

Hum?
Prova?
Como assim?

Você sacrificou sua própria vontade... Não pela minha, mas pela dos meus pais! Isso é mais até do que um Lufa pode fazer!
É mais da metade do que eu preciso para ter certeza de que eu escolhi certo quando me deixei cair quando aconteceu nosso primeiro beijo...

Ei! Peraí!
Você se deixou cair?
Eu achei que tinha escorregado!

Hum...
Eu precisava de uma dica para saber se você me correspondia... Deixá-lo cair em cima de mim foi uma boa idéia, não foi?
Eu achava que se você corasse ou ficasse com os olhos grudados nos meus, seria um sinal de que correspondia... Eu realmente não esperava uma amostra tão excessiva da sua atração, como foi seu beijo.

Um Black não cora, Moony.
Mas... E eu achando que havia dado o primeiro passo e, na verdade, foi você!

Eu também sou um maroto, ora!

Estou vendo...
Mas, Moony... E se eu pedisse para que você viesse?
Quando você disse que bastava eu pedir. E se eu pedisse mesmo?
Você me chamaria de insensível e me largaria?

Claro que não, Pady.
Eu já sabia que você não pediria.

Eu sou tão previsível assim?

Não, na verdade você é o oposto de previsível.
Mas tem um coração enorme...

Que é seu...

Só o coração?

Bom o que você quer mais de mim?

Que tal tudo?

Depende.
Quanto eu tenho de você.

O que você puder tocar.

Bom, eu acho que posso tocar em tudo.

Então...

Então você é todo meu?

Acho que sim.

Então eu te dou noventa e quatro por centro de mim.

Noventae quatro por cento?
E o restante?

É meu.

Por quê?

Para que você sempre fique comigo tentando alcançar os cem por cento.

Boa.
Mas isso quer dizer que você pode desistir de mim, pois já me tem por inteiro!

De maneira nenhuma.
Eu já tive muitas coisas por inteiro e as perdi, Moony.
O que eu quero agora é manter as que restaram.

Bom!
Eu te amo, Pady!

Não mais que eu!

Hum...
Você está aonde?

No dormitório.
Por quê?

Só para saber se está longe do Connery...

Bom, isso não tem como você ter certeza.
Eu posso ter dado a senha para ele...

Eu tenho meus meios para saber...

É?
Quais?

Ei! Espere um pouco...
Tem alguém batendo na porta... Deve ser aquele novato, Jonahan. Ele tem me perturbado o feriado inteiro querendo que eu ensine xadrez bruxo! Ora, tão simples! É só seguir o que as peças falam, não é?

Então é por isso que você sempre perde!
ooo

Seu animo havia voltado. Era tão bom falar com Moony! Desta vez ele nem ia dispensar o garotinho. Remus o deixara tão bem que prometeria ao primeiro-anista que depois da ceia de Natal o ensinaria tudo o que se tinha a se saber sobre xadrez – não que ele soubesse muita coisa.

Saiu pulando da cama, correndo até a porta com um sorriso bobo nos lábios. Deveria se sentir um idiota por se deixar influenciar tanto apenas por algumas palavras do namorado, mas não se sentia assim. Aceitava muito bem o fato de Moony lhe deixar feliz e tentava se aproveitar ao máximo disso, pois era uma das poucas pessoas que tinha nas mãos a fórmula da felicidade e sabia como utilizá-la.

Abriu a porta de uma vez, presenteando o visitante com um sorriso maior do que seu rosto poderia sustentar, o que fez seus olhos se fecharem e não perceberem num primeiro momento quem estava à sua frente.

- Bom saber que minha presença causa tanta felicidade!

Sirius abriu os olhos ao reconhecer a voz. Será que batera a cabeça no meio do caminho para a porta e estava delirando? Ou será que a falta de Moony estava fazendo tão mal a ele que sua mente estava tentando amenizar as coisas iludindo-o? Ou pior, talvez fosse Connery com uma poção polissuco tentando enganá-lo! Qualquer uma das possibilidades poderia ser verdadeira, menos Remus ali, na sua frente. Disso ele tinha certeza.

Contudo, sua convicção foi por água abaixo quando ele viu o sorriso que sempre o enternecia e o brilho nos olhos castanhos que faziam suas pernas perderem a firmeza. Aquele era Remus com toda certeza.

- O que... O que você está fazendo aqui?

Remus aumentou seu sorriso.

- Eu esperava um: estava morrendo de saudade!

Sirius até pensou em perguntar novamente o porquê do namorado estar ali, mas ele não era o mestre em fazer e depois explicar? Então por que estava demorando tanto para agarrar Remus? Teria muito tempo depois para ouvi-lo!

Assim, puxou o namorado para junto de si e uniu seus lábios num beijo cheio de sede e volúpia. Era voltar para o paraíso. As mãos, os toques, as pernas enlaçadas e o cheio que ele procurava sentir quando dormia na cama de Remus, mas que só estava voltando a provar agora, com a pele dele junto da sua.

- É... Sirius? – Remus chamou, sem ar, separando-os. Sirius reparou que ele estava ofegante e também... envergonhado? Hum, eles já não haviam feito muitas outras coisas mais quentes do que apenas se beijarem? Por que Remus ficaria com vergonha logo agora?

- Moony, você...

- Nós não estamos sozinhos... – Remus interrompeu, dando um passo para o lado e revelando um garoto de onze anos que tinha os olhos arregalados.

- Jonahan?

- Logo que eu bati, ele apareceu... – Moony explicou, ainda sem jeito.

- É... Hum, garoto... Eu e Remus, nós... Sabe, ele joga xadrez melhor que eu – Sirius tentou, sabendo que Moony estava preocupado com o fato do garoto espalhar a cena que acabara de presenciar.

- Eu não quero aprender xadrez – a voz baixa do garoto ressoou.

- Como? – Sirius perguntou, não entendendo.

- Eu... Merlin, depois de ter visto isso, eu quero aprender a beijar assim! Parece muito mais legal que xadrez!

Remus e Sirius se encararam, surpresos pela atitude do garotinho.

- Hum, está bem. Nós te ensinamos depois, mas com uma condição – Remus fez uma pausa, o que fez os olhinhos de Jonahan brilharem. – Que você não conte a ninguém que nos viu.

- Combinado!

- Então vá para a ceia. Vá! – Sirius praticamente o expulsou.

- Essas crianças...

- E o senhor, o que está fazendo aqui?

Remus deu um olhar maroto para Padfoot, fechando a porta e os fazendo sentar na sua cama.

- Meus pais me mandaram.

Sirius franziu a testa.

- Como assim?

- Eu, hum... estava meio triste... Falei que era porque estava preocupado com você estar aqui sozinho, sabe? Então ontem, eles me pegaram afundado no sofá e me mandaram voltar. Disseram que se era para eu ficar lá, como se estivesse num velório, era melhor voltar e ficar com você. Daí eu voltei!

- Mas então eles sabem sobre nós?

- Hum, acho que não... Eles sabem o quanto somos amigos, o quanto eu me importo com você, essas coisas... Além do mais, minha mãe passou a se preocupar mais com você depois que soube que você saiu da casa dos seus pais.

- Então aquele papo de que você sabia que eu não pediria para você vir era mentira! Você só estava me induzindo a pedir e daí aparecer aqui como se estivesse sacrificando o Natal dos seus pais por mim!

- Claro que não, Pady! Eu sabia mesmo que você iria se recusar a pedir. Por isso perguntei.

Sirius lhe lançou um olhar sério.

- Eu não acredito nisso.

- Oh, Merlin, eu não acredito que eu vim aqui para brigarmos!

- Nós não precisamos brigar – Sirius começou, aproximando-se de Moony e o olhando agora de uma forma marota. – Basta uma punição.

Remus fechou os olhos enquanto os dedos de Padfoot aprofundavam-se em seus cabelos.

- Que tipo de punição? – Ele sussurrou.

- Eu não sei ainda qual... Mas eu sei que nós podemos usar os vários lugares vazios que temos disponíveis aqui no castelo...

- E por qual deles você quer começar?

- Que tal o banheiro dos Monitores? – Sirius sugeriu, mais uma vez com um daqueles sorrisos que faziam Remus quebrar qualquer regra...

OOO

A autora infelizmente informa que devido a enorme empolgação do cachorrão tarado, digo, do estudante Sirius Black, não foi possível continuar a compilação das mensagens trocadas entre ele e o lobinho mais fofo do mundo, digo, Remus Lupin. O fato de Moony ter sido carregado com roupa, varinha e pergaminho para dentro da banheira localizada no banheiro dos Monitores, fez com que o objeto que eles usavam com o objetivo de se comunicarem fosse inutilizado pela água e sabão contidos na banheira, além de ser despedaçado pela constante agitação que os próprios provocavam na água.

Claro que um leve aceno de varinha poderia consertar o pergaminho e dar continuidade a nossa espionagem, digo, a nossa observação com fins apenas científicos, contudo, mais uma vez o bruxo Sirius Gostosão Black terminou com nossa alegria, digo, pesquisa. Depois de muitos amassos e posições que eu não poderei relatar devido a enorme quantidade de espuma no local, ele teve a brilhante idéia de esvaziar a banheira, fazendo com que a água, o pergaminho e nossas esperanças fossem ralo abaixo.

Depois disso seria muito mais fácil observar Remus Me aperta! Lupin ser enlaçado por um insaciável Padfoot, contudo, mais uma vez nosso desejo não foi realizado. E milagrosamente, não foi Sirius que o frustrou, já que desta vez, até o próprio saiu frustrado. Quem acabou com o sonho de qualquer vouyer que se preze de ver Sirius e Remus molhados se esfregando como se não houvesse amanhã foi a famosa conhecida das garotas que freqüentam o banheiro do terceiro andar: Moaning Myrtle. Sim, senhoras! Foi aquela fantasminha filha de uma, digo, camarada que acabou com nossa alegria e com o prazer dos dois Grifinórios.

Corre um boato por aí que Sirius Tudo de bom! Black está oferecendo uma recompensa para quem achar aquele fiapo de espectro que ainda acha ser gente. Ela anda sumida depois de ter sido perseguida por Remus Morde a minha orelha! Lupin logo após ter aparecido no banheiro. Claro, quem não ficaria aborrecido após ter sido interrompido durante a sessão As mil e umas sensações que a língua de Sirius Black pode causar?

A autora ainda confessa que tentou com muito esforço continuar a relatar as atividades dos dois bruxos, contudo, depois de terem sido pegos mais de uma vez em situações não publicas pelo amigo James Arranca meus óculos! Potter, os dois Grifinórios se tornaram mais cuidadosos e passaram a colocar feitiços em todas as salas em que entravam para praticarem os movimentos por nós estudados. Padfoot parece não se sentir incomodado em ser observado – contanto que não seja interrompido – só que Moony não acha muito agradável que saibam sobre a habilidade que tem com as mãos.

A autora finaliza lamentando ser uma trouxa que não possui magia para desfazer as proteções e continuar com a espionagem, digo, pesquisa. Também pede para aqueles que se interessarem em descobrir um modo de matar um fantasma entrem em contato o mais rápido possível para se iniciarem as buscas pelo alvo em questão.

OOO

Nota final: Ufa! É tão bom esse sentimento de dever cumprido quando se termina de postar uma fic! Eu gostei muito de escrever, mesmo. E queria muito saber se vocês, que chegaram até aqui, gostaram também. Então, please, reviews! Nem que for pra dizer que aquela fantasma falseta merece umas belas descargas na cara ou para reivindicar os seis por cento restantes do Sr. Sirius Black que ainda não tem dono...
Obrigada por lerem, e espero, por comentarem!