O inverno estava sendo muito pior do que a maioria dos jovens estava acostumada, a mansão dos Malfoy era de um luxo incontestável, possuía uma gigantesca sala de estar, com diversos quadros dos antepassados de Lucius Malfoy. Haviam chegado no dia 17 de dezembro, acomodando-se em uma casa considerada a casa de visitas. Todos os alunos do grupo de Vincent e Draco estavam reunidos nessa casa à parte, que ficava nos jardins da mansão dos Malfoy, era uma casa para receber hospedes.
Faltavam alguns dias ainda para o natal, mas como todos ali, com exceção de Crabbe e Goyle, já haviam terminado o semestre com notas excelentes, puderam sair de Hogwarts com antecedência, graças a um pedido mui educado do Sr. Malfoy, ao diretor de Hogwarts.
A programação deles estava bastante digna e seleta, não repetiam um só programa. Um dia jogavam quadribol, no outro estavam ouvindo palestras dos amigos ministeriais de Lucius. Era um excelente programa, embora estivesse servindo para alimentar o ego cego de Draco, o que acabaria irritando Vincent.
– Eu não poderia esperar mais dessa reunião, Draco. – Nott disse, pela primeira vez com um pingo de emoção em sua voz. – Está tudo correndo como deveria ser. – Seu comentário agora adotava sua voz sem emoção de antes.
– Quando o Ministro virá para cá? – Vincent perguntou, correndo os olhos pela sala onde estavam à lareira crepitava de forma bastante interessante, alguns dragões de fogo passeavam por cima das chamas, um encantamento bastante interessante da Sra. Narcisa. O Sr. Malfoy havia se disposto a ensinar alguns feitiços para os garotos, cada dia teriam um evento diferenciado, era uma estadia bastante interessante.
– Não sei Vince. – Draco respondeu um tanto aluado, passava os dedos por seus cabelos louros, que estavam um tanto brilhantes naquele dia. – Mas meu pai disse que não tardará a chegar o dia da visita. – Malfoy respondeu, caminhando e sentando-se ao lado de Vince. – Sabe Vince. Eu acredito que esse será o seu melhor natal. – Vince girou os olhos nas próprias órbitas, em um movimento que seria bastante engraçado, se não fosse frio como uma geleira.
– Interessante Draco. Estou pensando no que faremos até lá, sei que nossa programação é bastante distinta e seleta. – Sua voz foi bastante pastosa nas ultimas palavras. Não suportava toda aquela encenação dramática que Draco fazia. – Quero usar a biblioteca da casa central, será que sua mãe irá se incomodar? – Vincent perguntou, levantando-se de onde estava e deitando-se no sofá.
– Acredito que não, Vince. Pode ir lá quando quiser. – Draco respondeu sem dar muita atenção ao fato de Vince ter saído de perto dele.
Vincent levantou-se do sofá onde estava, e começou a caminhar em direção ao casarão principal, a visão era de completa magnificência, um jardim muito grande e bastante bem cuidado tomava conta de boa parte do caminho até a casa principal. Um pequeno afluente do rio local cortava a mansão, uma ponte servia como divisão da casa de hóspedes para a casa principal.
Vincent caminhou em direção à biblioteca da casa, e esbarrou em Dobby, o elfo doméstico que era o principal arrumador da casa. Ele era um elfo bastante excêntrico, e achava gozar de algumas liberdades que os outros elfos não possuíam, era de fato um elfo bastante tolo. No fim das contas o elfo acabou por pedir desculpas e continuou a fazer seus afazeres, depois de mostrar o caminho para a biblioteca. Vincent não demorou a se acomodar na biblioteca e procurar um excelente livro para leitura, aquela biblioteca superava e muito a da residência do Sr. Cooper. Achou um livro bastante interessante: Expecto Patronum, da teoria a pratica.
Nunca havia ouvido falar naquele feitiço, mas parecia ser um feitiço de poder considerável, espantava os terríveis dementadores. Vincent tinha uma capacidade de leitura com certeza acima do comum, lia 35 páginas por hora, um ato louvável para um garoto de sua idade, considerando que o livro era grosso, demoraria algumas boas horas para terminar de lê-lo. Alguns elfos passavam pela biblioteca perguntando se ele gostaria de tomar algo, aceitava de hora em outra um chocolate quente, ou um café. Chegou à parte em que contava como evocar o feitiço. Deve se concentrar na lembrança mais feliz que tiver a mais feliz que conseguir lembrar, e repetir o nome do feitiço. Iludido por alguns segundos, pegou sua varinha, e apontou para um dos cantos do quarto. Tentava se concentrar na lembrança mais feliz que pudesse encontrar, mas não julgava ter alguma que pudesse ter algum poder suficiente para evocar o patrono.
Mas Vincent mesmo assim resolveu tentar, segurou a varinha em suas mãos com firmeza, e repetiu algumas vezes. – Expecto Patronum! – Pensava na primeira vez que havia visitado a sua família na Rússia, mais precisamente em São Petersburgo, uma gigantesca residência, que se assemelhava a um palácio de gelo. Digno de um verdadeiro Czar. Apenas um fiapo de luz escapou de sua varinha, não seria suficiente nem mesmo para espantar um beija flor.
Foi nesse instante, que tia Ciça (Ela havia pedido para chamá-la assim), entrou na biblioteca, com um ar ligeiramente feliz e pomposo, mas que diferia do de Draco, aquele ar possuía bastante classe. Ao notar que Vincent estava ali, ela abriu um longo sorriso.
– Vince, pensei que estivesse brincando com seus colegas, e com o Draco. – Ela fez questão de separar Draco dos outros colegas. Talvez pensasse que ele fosse mais colega de Draco do que dos outros, um ledo engano. Não era muito amigo de ninguém ali.
– Que nada, tia Ciça, quis vir ler algumas coisas aqui na biblioteca. E encontrei esse livro bem interessante, fala do feitiço do patrono. – Narcisa riu um pouco ao ouvir o feitiço que Vincent estava estudando, era por de mais avançado para ele.
– Ah, meu querido o feitiço do patrono é algo realmente interessante, creio que um dia você será capaz de conjurá-lo com maestria. Mas por hora, eu acho que deveria tentar feitiços e encantamentos que são adequados a sua idade. – A distinta senhora bruxa aproximou-se de Vince, passando as mãos por seus cabelos castanhos claros, e recolhendo o livro que ele lia. Acenou com a varinha para a estante o livro sobre patronos voou em direção a estante, e outro livro veio em direção a eles, Narcisa o pegou nas mãos, e o olhou, como se o livro trouxesse grandes recordações. – Sua mãe, em nossa época de escola me indicou esse livro para me aprimorar, talvez lhe seja útil. – Ela comentou com um grande sorriso no rosto.
Vincent ficou um tanto estupefato ao olhar para o livro, o titulo era um tanto divertido: "Feitiços Simples para pessoas grandiosas".
– Tia Ciça, poder-me-ia dizer como conheceu minha mãe, e quem sabe até um pouco da estadia de vocês em Hogwarts? – Vincent perguntou um tanto esperançoso, fazendo o sorriso de Narcisa desaparecer de seu rosto, uma expressão de grande tristeza tomou conta de seu rosto, nunca havia visto alguém com tanta tristeza a o falar de sua mãe, além dele é claro.
– Claro, meu querido. – Ciça recuou alguns passos, e sentou-se em uma das cadeiras. – Lembro como se fosse hoje mais cedo... Estávamos em nossa primeira aula de poções, Horácio Slughorn era nosso professor, irá conhecê-lo. Sua mãe era uma garota de olhar muito frio, preparava suas poções muito bem, era a favorita de Slughorn. – Ela suspirou por alguns segundos e tornou a falar. – Houve um problema com a minha poção, problema grandioso, ela começou a ferver, iria explodir antes mesmo que o professor pudesse chegar perto. Mas isso não aconteceu, sua mãe, dotada de uma maestria de poucos, jogou araramboia no caldeirão, e pronto, a poção se estabilizou. Nunca vi tanto orgulho nos olhos de Slughorn.
"Ele berrou como se seu time de quadribol estivesse ganhando a final mundial. – Perfeitamente, Joanna, perfeito, não poderia esperar nada aquém disto. Mais 10 pontos para a sonserina, 10 pontos! – Slughorn falava como se aquilo fosse algo grandioso, era, mas não tão grande quanto ao fato de uma das maiores amizades do mundo bruxo ter começado ali. Narcisa falava de forma muito emocionada sobre a mãe de Vincent, era como se de fato fossem as melhores amigas que já existiram.
– Você está bem, Narcisa? – Foram as primeiras palavras que sua mãe dirigiu a mim. – Ah, sim, perfeitamente, Selwyn. – Nossa amizade começou assim, com um incidente. Meses depois, éramos melhores amigas, isso agradava e muito nossas famílias, ambas de sangue imensuravelmente puro. Estava prestes a ser reprovada em feitiços, quando sua mãe me apresentou esse livro, salvou meu ano escolar, assim como todos os outros seguintes.
Lembro-me da nossa ultima aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, a professora Chistrom, havia mandado trabalharmos com a turma do quinto ano dos NOM'S, seu tio e meu futuro marido estavam nessa turma. Ao fim da aula, a professora informou que sua mãe um dia seria uma excelente auror, o que irritou Montie."
– Aquela época foi considerada a época de ouro dos Selwyn, Black e Malfoy, aproximadamente 11 membros da família Selwyn na escola, 6 dos Black, e 4 dos Malfoy, isso nunca mais aconteceu. – Narcisa comentou com pesar na voz. – Ao começo do nosso quarto ano, sua mãe conheceu Nathan, vieram a namorar anos depois, mas não se falavam muito. – Ao falar do Sr. Cooper sua voz demostrou rancor, um ódio escondido. – Sua mãe tinha tudo para ser grande, e seguiu seu destino, tornou-se correspondente estudantil com a Suprema Corte, e ingressou em um estágio pelo Ministério, ao quarto ano! Quantas garotas podem dizer que conseguiram isso? – Sua voz tornou-se marejada, algumas lágrimas escorreram por seus olhos – Montie trabalhava na seção de Registro e Controle das Criaturas Mágicas, seu avô, Selwyn Sênior, trabalhava como chefe desse departamento. – Era incrível como a parte Inglesa da família Selwyn se reduzira, de aproximadamente 14 membros, passara a ter 3, Vincent refletiu, tornando a prestar atenção às memórias de sua tia.
– Quando nos formamos, sua mãe tinha o sucesso garantido, já era Auxiliar Administrativa Sênior do Chefe do Departamento de Execuções das leis da magia. E no ano seguinte, casou-se com Nathan... – Algumas lágrimas escorreram novamente dos olhos de Narcisa, como se ela se lembrasse de algo que não gostaria de contar. Por fim, ela limpou as lágrimas, abrindo um sorriso bastante largo. – Bem, meu querido, eu ainda tenho algumas coisas para fazer aqui em casa, fique livre para continuar aqui, ou praticar os feitiços no jardim, os radares não funcionam. – Narcisa informou, levantando-se da poltrona onde estava sentada, e se dirigiu para fora da biblioteca.
No dia que se seguiu Vincent ficou recriando a história em sua cabeça, sua mãe era uma das melhores alunas de Hogwarts, assim como ele. O livro que sua tia havia lhe dado estava perfeitamente conservado, como se estivesse novo. Alguns feitiços ele já havia aprendido a fazer em aula, mas alguns eram completamente novos, além disso, continham várias anotações feitas por sua mãe, como a melhor forma de agitar a varinha, e essas derivações.
Os dias foram se passando e no almoço da véspera de Natal, um convidado muito ilustre apareceu na casa dos Malfoy, seu nome? Horácio Slughorn, o antigo professor de poções. Alguns do grupo haviam ido para suas casas para arrumar roupas decentes para o natal. Ficando apenas Vincent e Nott. Todos estavam sentados a mesa, com Slughorn comentando sobre seus antigos alunos, uma conversa bastante animada.
– Sabe, Lucius, eu sinto muita falta de Hogwarts, conhecer as novas pessoas que serão influentes no futuro, como esses três rapazes. – Slughorn disse, passando as mãos nos cabelos de Nott, que estava ao seu lado.
– Eu também sinto falta de Hogwarts, embora no Ministério, as coisas sejam... Mais animadas. – Lucius comentou passando o lenço pela boca havia terminado seu jantar. – Já conhece o jovem Selwyn? – Perguntou, apontando com o lenço para Vincent.
Slughorn pareceu girar no próprio eixo, sua face empalideceu repentinamente, virou-se sem a delicadeza habitual, e encarou os olhos esmeraldas de Vince.
– Mas é claro, esses olhos... – Slughorn parou de falar por alguns instantes. – Sou Horácio Slughorn, meu caro. Fui professor de sua mãe por longos e longos anos. – Slughorn deu um grande sorriso, mostrando seus dentes um tanto amarelados, estendeu o braço em seguida, para apertar a mão de Vincent.
– Prazer em conhecê-lo, Sr. Slughorn. – Com algum esforço Vince estendeu a mão e apertou a mão de Slughorn. – Tia Ciça estava me contando um pouco da primeira aula de poções das duas. – Todos riram em coro, menos Draco e Nott, que não entenderam o motivo de tanta graça.
– Ah, aquela aula foi uma verdadeira comédia. – Slughorn comentou, coçando um pouco a careca. – Draco, sua mãe estava fazendo uma poção bastante simples, mas colocou extrato de coração de caranguejo – Ele riu de forma descontrolada – a mais do que deveria, e então uma explosão iria acontecer, mas bem a tempo, a distinta Srta. Joanne Selwyn atirou uma araramboia no caldeirão, salvando a todos da explosão, e criando uma poção completamente nova, um veneno terrível. – A sala de jantar novamente riu em coro.
As horas passaram de forma bastante lenta, Slughorn ficaria para pernoitar e passar o outro dia de natal com a família Malfoy, diversos outros convidados apareceria na casa para comemorar, uma verdadeira reunião de sangues puro. Durante o resto do dia Vincent praticou mais alguns feitiços que havia lido no livro de sua mãe, fazendo suas próprias anotações acerca de como executar melhor cada feitiço, era como uma espécie de diário mágico.
Naquele dia estava disposto a treinar o Protego, pedira para sua tia conjurar um atirador de bolas leves, que pudessem ser repelidas pelo Protego. No começo da tarde a atiradora de bolas estava montada na parte mais externa do jardim, onde ninguém pudesse interromper. Vincent caminhou para o jardim, a parte mais externa da mansão ficava próxima a um afluente de um dos rios que cortava a mansão. A atiradeira estava pronta como ele havia pedido, programada para expelir bolas a cada sete segundos, com uma velocidade aproximada de 6m.s-1. Caminhou a uma distância segura, de aproximadamente 18 metros, cada bola demoraria 3 segundos para atingi-lo.
A tentativa sucedida ocorreu talvez na vigésima oitava tentativa. – Protego! – Berrou, quando a bola estava a alguns metros de seu rosto, um fino escuto invisível firmou-se a sua frente, rebatendo a pequena bola de golfe para o outro lado, por fim havia conseguido usar o feitiço. Uma vez não era o suficiente, fez o maquinário disparar bolinhas de golfe duas vezes mais rápido e com mais força. Após passar a tarde inteira praticando o feitiço Protego, resolveu voltar para a casa de hospedes, para tomar banho e se arrumar para a primeira ceia de natal, ocorreria às 21h. Ainda teria muito tempo para estudar feitiços, já estava talvez no capitule que falava dos feitiços do segundo ano.
Depois de tomar um belo banho, e colocar a roupa mais bonita que havia ganhado de seu tio, um elegante terno, feito a risca de giz, perfeito para o jovem Vincent, o mais nosso ascensor da Aristocracia Bruxo. Sentia-se pertencente àquele grupo, não o dos sonserinos mais novos, e sim ao grupo de seu tio, os Malfoy, a verdadeira classe bruxa, tanto em poder quanto em elegância. Mais alguns minutos e todos já estavam prontos para seguir em direção à sala de jantar. Os Senhores Malfoy estavam em uma elegância impecável, Narcisa estava tão bela, que ofuscaria provavelmente qualquer convidado. O jantar foi muito calmo, tio Lucius e tia Ciça contaram diversas histórias sobre sua estadia em Hogwarts, Lucius sempre fora um aluno exemplar, assim como tia Ciça, e sua mãe. No ultimo ano, ela havia se tornado monitora Chefe, assim como Lucius, dois anos atrás.
– É incrível como a maçã não cai longe da árvore. – Slughorn comentou, cortando uma das coxas de peru. – O jovem Vincent tornar-se-á um monitor em seu quinto ano, tenho plena certeza, e depois virá a ser um grande Monitor Chefe, assim como sua mãe. – A mesa estava completamente reorganizada Lucius estava na primeira cadeira da mesa, como era de esperar, Ciça estava sentada ao seu lado, lado direito, Draco estava ao lado dela, e Nott ao lado de Draco. Slughorn estava sentado ao lado esquerdo de Lucius, e Vincent ao seu lado. A refeição já estava quase no fim, faltava apenas comerem à sobremesa, um delicioso mousse de chocolate, providenciado por um dos elfos da casa, seguindo a receita antiga dos Malfoy.
– Eu não tenho duvidas disso, professor. – Narcisa falou, enquanto tocava levemente a palma da mão com um dos dedos, e todos os pratos do jantar sumiram, em seguida apareceram taças, juntamente com o mousse que estava com uma aparência bastante apetitosa. – Acredito que os dois, Draco e Vince, estarão juntos como Monitores Chefes em Hogwarts. Logo após todos terminarem de jantar e se dirigiram para a sala de estar, era aproximadamente 23h, todos já iriam dormir para acordarem cedo no dia anterior, os convidados chegariam aproximadamente às 10h.
A madrugada passou de forma bastante rápida, em algum horário da manhã todos os relógios despertaram de forma alta e bastante barulhenta, em alguns minutos todos os alunos da casa de hospedes já estavam de pé, prontos para tomar banho e esperar que a comemoração se iniciasse. Logo após todos estarem completamente arrumados, o primeiro convidado chegou, era Yaxley e esposa, Yaxley é um antigo amigo dos Malfoy, conhecido por ser um dos maiores Seguidores de Você-Sabe-Quem, mas que aparentemente havia conseguido perdão Judicial e agora trabalhava no Departamento de Execuções das Leis da Magia. A esposa de Yaxley chamava-se Malévola, nome de solteira Malévola Crouch, um parente distante de Bartô Crouch Sênior, que por coincidência estaria na reunião. Malévola era uma distinta Senhora da Aristocracia bruxa, dotada de uma beleza incomum, possuía longos cabelos negros, e as faces completamente pálidas, seus olhos eram azuis celeste.
– Feliz natal, Lucius, querida Ciça, e dignos alunos convidados da Sonserina. – A voz forte de Yaxley ecoou pela sala de estar, onde todos estavam sentados. – Professor Slughorn! – Yaxley fez uma cara de surpresa ao ver que Slughorn era mais um dos convidados, embora Slughorn não tenha feito a mesma expressão ao vê-lo.
Os dois ficaram conversando por um bom tempo, o próximo a chegar foi o Ministro Cornélio Fudge, estava acompanhado por sua esposa, uma senhora de certa idade, era Eleonor Fudge, Eleonor era a chefe de uma associação de Senhoras Bruxas, cargo muito pleiteado por tia Ciça, talvez aquele almoço de natal fosse para retirar o cargo de Eleonor.
Algumas outras pessoas importantes chegaram depois, o casal Nott, Rufus Scrimgeour, o chefe da Seção dos Aurores, Pio Thicknesse membro da Suprema Corte dos Bruxos, dentre muitos outros. O ultimo a chegar foi Bartolomeu Crouch, antes o mais cruel chefe do Departamento de Execuções das Leis da Magia, agora Chefe do Departamento de Cooperação Internacional em Magia. Demonstrava em sua face certo desgosto por estar na casa dos Malfoy.
– Desculpem-me pelo atraso. – Bartô anunciou, colocando seu chapéu em um dos cantos da sala. – Encontrei-me muito ocupado esses dias, meu departamento está com algo grande em mãos. – Bartô Crouch era um homem muito sério, cortou o assunto naquele instante, sem deixar mais vazão para perguntas.
Ao almoço se seguiu de uma forma bastante linear, os adultos estavam entretidos sem suas conversas sobre o preço do galeão e sobre assuntos Ministeriais, e os jovens conversavam sobre qualquer inutilidade. Excetuando Vince e Draco que estavam sentados a mesa dos adultos.
– O garoto Selwyn está conosco hoje? – Crouch perguntou, correndo a mesa, deparando-se com os olhos esmeraldas de Vincent. – Que pergunta mais tola, ali está o garoto. – Bartô se auto respondeu, colocando os talheres sobre a mesa. – Sabe garoto, quando eu era Chefe do Departamento de Execuções das Leis da Magia, cargo hoje muito bem ocupado por Amélia Bones. – Pôde-se ver o olhar bastante retraído de Yaxley, com bastante ódio escondido, sabia-se que durante a Grande Guerra Bruxa, Bones havia derrotado Yaxley, e o mandaria para Azkaban. – Sua mãe trabalhou comigo, ela era vice-chefe do meu departamento, estava tudo certo para ela me suceder, mas infelizmente aconteceu... – Bartô suspirou, coçando levemente os olhos. – Eu já tenho um cargo garantido a você, ao quinto ano você se tornará um estagiário do Departamento de Execuções das Leis da magia, ao sair, você terá um cargo garantido garoto, seu futuro é grande. – Crouch terminou de falar, e a sobremesa foi servida, diversas receitas bruxas antigas.
– Muito obrigado, Sr. Crouch. – Vincent respondeu um tanto recatado, sentia-se um pouco envergonhado de estar à frente de tantos bruxos importantes. – Creio que não irei decepcioná-lo. – Vincent comentou, pegando uma das sobremesas que estavam a mesa, a sobremesa estava intitulada como da família Yaxley.
– Eu tenho certeza que não, Alvo me disse que suas notas puxaram as de sua mãe. – Crouch comentou com certo tom de voz diferente. – Bem, meus caros, eu ainda tenho muito trabalho a ser feito. Preciso me encontrar com Ludo Bagman, feliz natal a todos. – Bartô retirou sua varinha de dentro das vestes e conjurou um livro, cujo titulo era: "As mui antigas práticas de Defesa Contra as Artes das Trevas". – Para você de aniversário, foi um presente de sua mãe para mim, e agora estou repassando para a próxima geração. – Bartô Crouch deixou o livro próximo a Vince, e então girou no seu próprio eixo, desaparatando em seguida.
Vincent havia ficado estupefato com o presente, em pouco menos de duas semanas havia ganhado dois livros que pertenciam a sua mãe, que aparentemente possuía um excelente gosto para livros. Ambos eram extremamente didáticos, e passavam a informação como muitos poucos livros conseguiam.
O resto da festa se passou normalmente, com todas as outras famílias bruxas se retirando ao fim do dia. Ficando apenas Vincent e Nott, de famílias diferentes. Mas Vincent não ficaria muito tempo ali.
