Muitas vezes somos iludidos pela confiança: mas a desconfiança faz que sejamos por nós mesmo enganados. – Príncipe de Ligne.

A final da Copa de Quadribol estava entediante, o resultado já era bastante previsível, pois Vitor Krum era o melhor apanhador do mundo, o jogo já estava mesmo ganho. Depois de todos os discursos entediantes que o Ministro e seus assessores fizeram a cerca da comemoração, os dois Dafne e Vince, estavam sentados juntos em um dos melhores lugares da arquibancada, nenhum dos dois gostava de quadribol, por isso haviam ficado a partida inteira conversando sobre assuntos triviais. Por fim todos se dirigiram para o acampamento, que era bem distante do acampamento dos menos favorecidos economicamente. Era uma comemoração sem limites, várias bebidas, e o circo estava armado, Vince imaginava o tipo de confusão que poderia sair dali, estava próximo de chegar à barraca dos Greengrass, quando ouviu Samuel conversar com alguma outra pessoa, cuja voz ele não conhecia.

– Você entende não é? – Samuel tentava sussurrar, mas o barulho enorme advindo das comemorações impedia aquilo. – Apesar de ele ser um rapaz de aparência bastante confiável... Ele não cresceu com a mãe... Uma pessoa de caráter exemplar cresceu com o sujo do Cooper, e sobre influência do tio... Maldito tio. – Vincent agora estava bastante confuso, não entendia porque Samuel desconfiava de seu tio que sempre parecera uma pessoa bastante confiável.

– Claro que eu entendo Samuel. – O outro homem se pronunciou. – A mãe dele era uma pessoa de caráter exemplar, não sei como foi se envolver com uma pessoa tão baixa... Mas enfim, Samuel, se eu fosse você, eu ficaria de olho, como você disse, ele não teve influências muito boas. – Os dois então fizeram uma pequena pausa, e então voltaram a conversar.

– Edmond, eu ouvi alguns boatos, você sabe... O Lord das trevas, seu retorno é iminente. – Samuel falou baixando a voz cada vez mais, fazendo com que Vince precisasse se aproximar mais da barraca para ouvir o que eles estavam falando. – Os comensais da morte, exigem a presença dos Greengrass... Mas eu não vou me juntar a eles, não me juntei da primeira vez, e não será agora... – Samuel novamente baixou a voz. – Mas desta vez foram longe de mais... Ameaçaram raptar Astória para que nós nos juntássemos ao partido, por isso, meu caro, o ataque hoje é iminente, eu peço que cuide de Astória, e fique de olho no garoto Selwyn, por favor.

– O retorno do Lord das trevas é inevitável, inevitável... – Vince pôde ouvir um tom de adoração na voz de Edmond, bem diferente do desprezo na voz de Samuel. – Mas sim, eu não deixarei que levem sua filha, e ficarei de olho em Vincent, não se preocupe. – Vincent estava se sentindo bastante ofendido com tudo aquilo, ainda mais por não entender o motivo da desconfiança, mas não poderia perder o raciocínio lógico, Astória estava prestes a ser raptada, e seria levada sabe-se lá Deus onde.

– É muito bom saber que posso contar com você, Edmond. Agora vamos sair procurar as meninas, antes que algo pior comece. – Vincent então aproveitou para sair de perto da barraca, indo para um canto qualquer, para que quando aparecesse fosse pura coincidência. As meninas juntamente com Eleonor, foram as primeiras a aparecer nas barracas, Vincent entrou logo depois.

– Onde estava, Vince? – Astória perguntou calmamente, enquanto terminava de ajudar Dafne a se instalar.

– Estava conversando com alguns conhecidos, comendo um pouco, e vocês? – Vincent perguntou calmamente, sentando-se em uma das poltronas que ficavam mais próximas da porta, depois das palavras de Samuel, e do tanto de bebida que os convidados estavam tomando, ele sabia que os ataques não iriam tardar a começar.

– Estávamos conversando com algumas amigas da mamãe, meu amor. – Dafne falou calmamente, enquanto caminhava para a poltrona onde Vincent estava, sentando-se no braço da poltrona, abraçando-o. – Ouviu isso? – Um pouco depois de Dafne terminar de falar um barulho estrondoso foi ouvido, parecendo que haviam lançado um feitiço poderosíssimo. Em seguida Samuel entrou rapidamente na barraca, gritando.

– Peguem suas coisas, andem, andem! – Ele estava visivelmente desesperado, algumas escoriações podiam ser vistas em seu rosto. – Deixem tudo aí, são os comensais da morte, andem! – As meninas começaram a se levantar rapidamente, pegando tudo o que estava à vista. Enquanto isso, Vincent já estava com a varinha em postos por dentro das vestes, como se já estivesse se preparando para o que viria a seguir.

– Edmond, Edmond! – Samuel gritava inutilmente, enquanto as crianças e Eleonor saiam da barraca, mas não tardou muito, a corrente de pessoas que passavam correndo desnorteadas acabaram por separar toda a família, Vince havia perdido Dafne, Eleonor e Samuel, mas Astória ainda estava sob seus olhos, estava à meia multidão de distância por assim se dizer.

Vincent precisava observar a situação de longe... Não poderia pegá-la agora porque nunca descobriria se suas suspeitas estavam corretas, Astória caminhou um pouco, até que entrou em um beco formado por algumas barracas, forçando Vincent a ir atrás dela, até agora nenhuma outra pessoa havia se colocado no caminho da menina. Mas então, naquele momento um vulto enorme se postou no caminho onde ela estava.

– Bem minha querida, eu acho que seu caminho acaba aqui. – A voz metálica do homem soava levemente familiar para Vince, e pela a cara de Astória para ela também. – Colabore e ninguém se machuca...

– Acho melhor você colaborar meu caro, e nenhum de nós irá sair ferido. – Vincent saiu da sombra onde estava, com a varinha em punho, arrancando algumas risadas do comensal.

– Uma criança, eu estou atrás de uma criança, e outra criança vem defendê-la? É piada? – O comensal riu mais algumas vezes, antes de fazer um breve movimento com a varinha, lançando contra Astória um feitiço.

– Protego! – Um escudo invisível se projetou entre Astória e ricocheteou o feitiço que o mascarado havia lançado, jogando-o contra uma barraca qualquer. – Meu caro, você ainda acha que seria um duelo contra uma criança? – Vincent foi se aproximando ainda mais dos dois, ficando na frente de Astória. – Ast, vá e se esconda dentro de uma das barracas, o mais fundo que conseguir, eu vou ficar por aqui e darei um jeito nele.

– Mas Vince... – Astória tentou relutar um pouco, mas Vince a empurrou, fazendo com que ela corresse para alguma das barracas, a qual ele não tinha certeza.

– Pronto, agora as coisas podem ficar sérias. – Vincent disse com desdém, enquanto recuava um pouco, para manter o que era chamado de distância segura. – Edmond, pode mostrar seu rosto... – O comensal da morte recuou alguns passos, e então assumiu novamente a postura equilibrada.

– Você... Como... Ora... Como eu odeio pirralhos! – O homem então tirou seu capacete, revelando-se o homem que Vince havia visto conversar com Samuel. – Diga-me rapaz, como você descobriu, eu creio que nunca fomos apresentados, não formalmente...

– Sou um pirralho muito esperto... As estatísticas indicam isso. – Vincent não havia baixado a guarda, estavam já em um local muito isolado, onde algumas poucas barracas cobriam a paisagem, não poderia vacilar. – Ouvi sua conversa com Samuel Greengrass, meu sogro... Antes de duelarmos mortalmente, meu caro. Eu tenho um pedido a fazer-lhe, seria capaz de me auxiliar? – Edmond deu uma risada sonora, olhando para o garoto de cima a baixo.

– A mesma petulância, deve ser de família, obviamente... – Edmond novamente riu, ainda com a varinha apontada para Vince. – Contando que não me peça para deixá-lo sair com vida... – Vincent e ele riram em uníssono, sabiam que apenas um sairia vivo dali.

– Sempre me dizem isso... Estou começando a ficar convencido de que seja verdade... – Vincent brincava com o perigo, de certa forma sabia que estava em desvantagem tremenda contra o bruxo das trevas que estava anos luzes de experiência de batalha. – Eu quero que me conte porque o Samuel não confia em mim... Dizendo ser a influência de meu tio.

– Sua pergunta é sabia meu caro... – Edmond argumentou favoravelmente. – Um rapaz como você, não pode morrer aos olhos de Samuel como um canalha, carregando as reputações de seu tio... Direi a Samuel como você lutou bravamente para proteger Astória, e como meu atraso de alguns segundos custou sua vida... – Vincent apertou com força a varinha naquele instante, temendo uma maldição. – Mas bem... Eu conheci seu tio, quando havia acabado de me alistar no Partido do Lord das Trevas, e seu tio... Nunca vou me esquecer... Veio me recepcionar...

– Seja muito bem vindo, meu caro. – Selwyn falou simpaticamente, enquanto caminhava em direção ao novo recruta. – Sou Montgomery Selwyn, humilde servo do Lord das Trevas... – Os dois se cumprimentaram com uma espécie de abraço.

– Muito prazer, caro Selwyn, sou Edmond Ollygmory. – Os rapazes então caminharam para uma das mesas vazias do três vassouras. – Alistei-me ainda ontem! Mal me aguento em euforia, meu caro, mal me aguento! – Eles riram em couro, além de Selwyn e Edmond, haviam outras quatro pessoas na mesa: Cissa, Lucius, uma moça de cabelos emaranhados conhecida como Bellatrix Black, e Dominique Laugborr.

– Aqueles cinco mais tarde seriam reconhecidos como a elite dos comensais da morte, meu caro... Bellatrix e seu tio foram conhecidos como os mais cruéis... Mas nada puderam provar contra ele... Graças à influência de seu avô, que permitiu que ele saísse livre por aí. – Edmond falou pausadamente cada parte da história, voltando a empunhar sua varinha. – Não, não, você precisa saber de mais uma coisa... Mais uma sobre seu tio calhorda.

– Havia sido minha terceira missão como comensal da morte... Estávamos eu e seu tio, frente a uma residência, sequestraríamos a filha de um importante membro da suprema corte se conseguíssemos o apoio dele para o partido, pouca coisa o Ministério poderia fazer contra nós. Como você pode imaginar o portão da casa estava inundado de feitiços de proteção avançadíssimos, poucos bruxos seriam capazes de quebrá-los.

– Acho que nossa missão acaba por aqui, Selwyn, não há como penetrar ai, é uma verdadeira fortaleza. – Edmond falou cautelosamente para o Selwyn que estava a sua frente.

– Não seja tolo, meu caro, não seja um tolo. – Selwyn puxou a varinha de dentro das vestes de comensal da morte, rezava a lenda de que os mais orgulhosos comensais não ocultavam seu rosto mesmo durante as ações mais perigosas. – Alguns muitos complicados encantamentos e pronto, afaste-se por favor... – Selwyn então apontou a varinha para o suposto lugar onde a mansão deveria estar, e começou a pronunciar diversas palavras em latim, sussurrando-as, horríveis estampidos metálicos foram ouvidos, e o primeiro feitiço a ser rompido foi o Fidelius, revelando a mansão. – Não se aproxime ainda. – Assim que Selwyn terminou de falar, labaredas se formaram em torno da casa. Novamente Selwyn apontou a varinha para a casa, e então foram necessários mais 5 minutos para quebrar todos os encantamentos e feitiços, Selwyn é um bruxo prodigioso, bruxos normais demorariam uma vida para chegar ao nível dele. – Vamos, vamos entrar. – Os portões então da casa foram escancarados pelo vento, estavam tão frágeis que a mais simples brisa foi capaz de romper o portão.

Então os dois entraram na casa, onde alguns aurores tomavam conta da entrada da casa. – Vamos matar esses três, e vamos entrar em duas frentes pela casa. – Selwyn e Edmond caminharam juntos em direção aos aurores que mal tiveram tempo para se preparar. – Estupefaça! – Os dois berraram em uníssono, derrubando os três aurores ao mesmo tempo. – Em seguida, Selwyn puxou uma adaga feita por duendes e cortou o pescoço dos três, espalhando o sangue por todo o chão. – Deviam tomar mais cuidado com os guardas que escolhem esses três aqui não serviram para nada. – Os dois caminharam ainda mais para dentro da casa do membro da Suprema Corte, encontrando-se com uma mulher já de cabelos grisalhos, provavelmente a esposa do homem.

– Ora... Mas o que está acontecendo aqui? – A mulher de cabelos grisalhos puxou sua varinha, já lançando alguns feitiços em direção a Selwyn, que se protegeu completamente com um feitiço escudo perfeito. – São comensais da morte, como passaram pelos aurores? – A mulher lançou um feitiço em direção a Edmond, que tentou se proteger, sem tanto sucesso como Selwyn.

– Ora, inútil, Lord das Trevas não deveria estar em juízo perfeito quando recrutou você! Vá atrás da filha, eu cuido da mãe. – Edmond saiu correndo em direção a escada, sabia que os quartos ficavam para lá, mas não teve coragem de seguir adiante... Precisava assistir o duelo que viria a seguir.

– Minha senhora, eu detestaria ver um sangue tão puro ser desperdiçado, o da senhora, depois o de sua filha... – Selwyn começou seu discurso clássico de formação de opinião. – Seu marido anda desagradando o Lord das Trevas, se ele junto a Suprema Corte resolvesse caçar a permissão do uso de maldições imperdoáveis em comensais da morte, já alegraria e muito o Lord das Trevas. – Selwyn possuía uma posição de combate única, percebendo que estava conseguindo ganhar a confiança da senhora a sua frente.

– Não... Vocês comensais da morte não prestam, se o uso das maldições for cortado, o que vocês farão? Se já fazem o que fazem com o uso destas liberado, imagine o que não farão? – A senhora tentou lançar outro feitiço em direção a Selwyn, porem a maldição da morte foi inevitável, fazendo com que ela caísse inerte no chão.

– Socialites bruxas são tão irritantes... – Selwyn ria em voz alta enquanto caminhava em direção ao corpo da mulher. – Vou deixar um brinde para o nosso querido membro da Suprema Corte. – Selwyn abaixou-se e então fez alguns cortes estratégicos no corpo da senhora, fazendo a marca negra em seu corpo, e então um banho de sangue tomou conta do corredor.

Por sorte do destino, ou não a criança que eles precisavam sequestrar apareceu no local, sendo facilmente dominada por Edmond, Edmond nunca soube o que foi feito daquela criança, mas nunca soube o que havia sido feito dela, mas sabia que não havia sido devolvida a família.

– Bem, meu caro... Nossa conversa chegou ao fim. – Edmond falou calmamente, apontando novamente para onde Vince estava com a varinha. – Estupefaça!

Novamente um feitiço escudo ficou entre Vincent e Edmond, mas desta vez Edmond foi mais esperto em um movimento muito rápido lançou outro feitiço contra o ponto cego de Vince, acertando-o em cheio, jogando-o metros adiante.

– Porcaria... – Vincent reclamou enquanto tentava se levantar, seu rosto estava cheio de escoriações. – Flipendo! – Um raio vermelho saiu em direção ao homem, fora tão rápido que o mesmo não havia conseguido desviar a tempo, não havia sido jogado para trás como Vince, mas serviu para que Vince saísse do campo de visão do Comensal.

– Meu caro, eu sou um bruxo avançadíssimo, você acha sinceramente que pode me vencer? – Edmond lançou um feitiço contra uma das cabanas, começando a incinerá-la. – Além do mais, mesmo que você vença Samuel nunca acreditará em suas palavras, Selwyn. Você carrega nas costas a má reputação de seu tio. – Neste instante alguém se aproximava do local onde a batalha dos dois estava se seguindo, Vincent agora contava com a vantagem de campo, precisava apenas aproximar-se o suficiente de Edmond para desarmá-lo.

– Estupefaça! – Mais uma vez Edmond errava o alvo, fazendo com que sua localização ficasse mais evidenciada, mas precisava ainda incitá-lo a fazer alguma besteira, um ato tão burro que praticamente daria ao duelo a Vince.

– Sabe meu caro, eu não consigo entender porque alguém como você foi escolhido para ser comensal da morte. – Incitar a raiva de alguém poderia não ser uma boa estratégia, pois afinal a raiva servia como canalizador do poder mágico, expulsando-o com mais fora para fora do corpo, aumentando o poder da mágica realizada. – Achei você! – Ele berrou, lançando outra magia na direção errada.

– Fim de jogo, meu caro... – Ao passo que Edmond lançava feitiços na direção oposta, Vincent aproveitava para se aproximar cada vez mais dele. – Fim de jogo, fim de jogo. – Vincent agora estava perfeitamente atrás de Edmond, mas ele ainda estava a muitos metros de distância. – Você deve saber que eu estou certo, não é? – Vincent caminhava por trás de uma das barracas, não adiantava tentar um confronto direto, pois Edmond conhecia seu ponto cego do feitiço escudo, e por esse mesmo motivo não poderia sair dali vivo.

– Apareça, Vincent. – Edmond disse aos berros. – Não aja como um covarde honre o seu sangue, ora! – Edmond continuava a falar, procurava o possível local onde Vince poderia estar, mas onde estavam existiam muitos escombros naturais por conta do terreno montanhoso.

– Estou honrando não estou? – Vincent caminhava agora por cima de uma das pedras. – Você Edmond, que deveria honrar o nome de sua família, porque se serviu para entrar para os comensais da morte, deve ter uma boa linhagem que está sendo manchada por sua covardia. Não teve coragem de ir por si só procurar a menina do senhor da Suprema corte, e não tem coragem agora para matar um garoto de 14 anos, não é? – Edmond lançou outra magia em direção onde a voz de Vince estava vindo, errando-o por pouco.

– Vincent, apareça, meu caro, e vamos terminar esse duelo como homens! – Novamente Edmond lançou um feitiço, atingindo novamente um ponto próximo ao local onde Vince se escondia. Vincent precisava agir agora, afinal de contas não poderia dar mais chances para Edmond acertá-lo.

– Estupefaça! – O feitiço foi certeiro, derrubando o homem. – Qual era mesmo a história de que você era um bruxo avançadíssimo? Que eu jamais o venceria?... – Vincent caminhou em direção ao corpo do homem, e pisou em sua garganta. – Sabe de uma coisa? Quando eu tinha 7 anos, acho que foi só para se livrar de provas, eu ganhei uma faca do meu tio... – Vincent colocou a mão dentro das vestes sacando uma faca. Os olhos de Edmond se arregalaram, talvez com o súbito medo da morte.

– Vincent... Pense bem... Se você me matar você só vai ser acusado de ter sequestrado Astória eu vou sair vitorioso, não há vitória para você... – Vincent caminhou para o lado do corpo de Edmond, pisando em sua garganta, arrancando alguns grunhidos dele.

– Há vitória sim... Astória testemunhará em meu favor... Tudo ficará certo... Sem falar que você não pode sair vivo daqui, descobriu algo muito grave sobre mim. – Vincent nessa hora apontou a faca novamente para o moribundo, porém em um rápido movimento, Edmond levantou sua varinha acertando o rosto de Vincent em cheio com um feitiço cortante. – Sabe, Edmond, você é realmente uma pedra no sapato sabia? Um covarde, uma pária, que nem no fim da vida conseguiu destruir seu algoz, um bruxinho de 14 anos... Algum ultimo pedido? – Antes que o moribundo pudesse terminar de falar Vincent gravou a faca em seu pescoço, destruindo o ultimo sopro de vida.

Após aquela sequência toda de Eventos, Vincent encontrou a barraca onde Astória estava ainda imaginava como contaria para Samuel o que havia acontecido.

– Ast, como falarei ao seu pai que matei um de seus melhores amigos? – Vincent caminhava segurando Astória nos braços, a menina estava exausta e assustada com o que havia se passado, seu rosto ainda sangrava um pouco por conta do feitiço cortante que havia recebido.

– Vincent não será necessário explicar. – Uma voz foi ouvida dentre uma das barracas, e logo a sombra mostrou-se tratar de Samuel Greengrass. – Eu ouvi boa parte da conversa de vocês, ouvindo o que ele havia dito, não há dúvidas de que o vilão da história é Edmond, e não você. Temos antes de tudo dar um jeito em seu rosto, quanto mais rápido fizermos menos chance há de ficar cicatriz. – Vincent apenas balançou positivamente a cabeça, enquanto continuava a caminhar com Astória no colo, até que chegaram a um lugar seguro, porém a marca negra estava acima deles, anunciando o que Edmond havia previsto: o começo do retorno do Lord das Trevas.