Sumário: Jensen é um adolescente problemático, que após perder a mãe, tem de conviver com o pai que o ignora e com o sentimento de que nada em sua vida se encaixa. Até que ele conhece Jared, um rapaz novo na cidade e com energia que emanava pelo corpo. E então, as coisas prometem mudar. AU. PADACKLES.
N/A: Minha imaginação fluiu para escrever isto e aqui estou com uma nova fic! Espero que gostem sinceramente! Nessa historia eles estão na escola, então, acredito que por motivos óbvios, decidi que Jensen teria 16 para 17 anos, e Jared 15 para 16, mais ou menos. Portanto não estranhem se a diferença de idade entre os dois não combina com a diferença real.
Disclaimer: Não é necessário dizer que eles não me pertencem…
Capitulo 6: Trégua
Jensen estava achando que aquele era o pior dia de sua vida. Josh havia ido embora naquela manhã; havia ido pra universidade e estava fora do convívio dele.
Jensen e Roger estavam sozinhos em casa agora, eram só eles dois. O rapaz não conseguia negar o fato de que estava apavorado com a idéia de não ter mais ninguém por ali, pois sabia que, nos dias ruins de seu pai, ele não se prenderia por nada. Tinha medo de que acontecesse algo de ruim qualquer hora dessas, porque sabia que agora a bebida seria algo constante dentro de casa.
Seriam dias ruins.
Sendo assim, Jensen estava pensando a respeito de trabalhar todos os dias na oficina, e não somente três dias na semana, como antes. Assim ficaria mais tempo fora de casa, e consequentemente, estaria mais seguro. Não iria faltar à escola nunca também, mas o problema todo seria à noite. Talvez se Jensen andasse na linha de agora em diante seu pai fosse bom com ele, fosse mais compreensivo.
Talvez Roger esquecesse que Jensen morava ali, e o deixasse em paz.
Era um domingo e tudo o que Jensen mais queria era que Jared e ele pudessem fazer algo juntos, que pudessem ir até a cidade ver um filme ou quem sabe comer alguma coisa no McDonalds… ele só queria estar com Jared, longe dali, podendo sorrir e conversar com alguém que o entendia tanto. Estavam muito próximos e Jensen sentia seu peito se aquecer só de lembrar do modo como o outro sorria, as covinhas sempre presentes, os olhos sempre tão cheios de atenção e carinho… e daí, Jensen se perguntou se não havia algo de estranho em pensar tanto em Jared. Pensava nele quase o tempo todo, ficava extremamente feliz quando ele estava perto, e infinitamente triste quando ele estava longe… às vezes sentia vontade de abraçá-lo com força, de ficar junto, de simplesmente sentir o corpo dele junto do seu. Será que tinha algo de mal em pensar algo assim de outro garoto? Será que ele estava sendo gay por pensar isso?
A verdade era que Jensen estava confuso. Nunca teria coragem de comentar isso com ninguém porque obviamente não queria ser julgado, ainda mais por coisas que ele nem bem entendia direito. E então decidiu que talvez se sentisse assim pelo simples fato de que como não tinha o carinho de ninguém, confortava-se em Jared. Era isso. Nada mais do que isso.
Mesmo assim, estava com o coração palpitando só de pensar que o veria no dia seguinte, pois seria uma segunda feira e eles teriam de se ver na escola. Jared estava indo sempre com ele para a oficina nos dias em que Jensen tinha trabalho. Nos outros dias eles andavam juntos, às vezes estudavam na biblioteca ou só mesmo conversavam no banco da praça que ficava perto da casa de Jared. Era bom passar tempo com ele. Se pudesse, Jensen estaria com ele todo o tempo.
Ainda mais agora que Josh não estaria mais por perto, iria precisar de Jared a todo o momento.
- Jensen!
O rapaz se levantou da cama com rapidez, o coração subindo à boca por alguns segundos. Seu pai o estava chamando lá de baixo e ele tinha que descer logo, antes que ele ficasse nervoso.
Desceu as escadas com rapidez, o rosto coberto por uma vermelhidão que só se devia ao fato de ele estar sempre nervoso quando o pai falava diretamente com ele. Tinha medo do que poderia acontecer sempre que era chamado por Roger.
- Sim senhor… - Ele disse num tom baixo assim que chegou à sala e encontrou seu pai sentado em sua poltrona lendo o jornal.
- São onze e meia, Jensen. Não acha que já está na hora de fazer o almoço?
- Ah… sim senhor. – Ele respirou com certo alivio ao perceber que seu pai não estava bêbado, e também por ser somente esse o motivo de ter sido chamado. – Eu vou cuidar disso…
- E vê se não queima nada dessa vez, garoto.
Jensen assentiu e entrou na cozinha pensando no que poderia fazer para o almoço. Como seu pai não gostava de esperar, então optou por um macarrão que era a coisa mais simples no momento. Estava quase indo de volta para a sala perguntar se poderia mesmo fazer um macarrão quando deu de cara com seu pai entrando na cozinha, jornal debaixo do braço e uma expressão que não dava pra ler. Jensen recuou um ou dois passos. Seu pai sentou-se na mesa da cozinha e abriu novamente o jornal, sem olhar para seu filho.
- Ah, eu… queria saber se está bom se eu fizer macarrão.
- Tanto faz. – Roger deu de ombros e Jensen assentiu, começando a pegar tudo o que precisava para preparar o almoço.
O silencio reinou por um pouco, e enquanto Jensen enchia a panela de água para colocar no fogo, suava frio e tinha calafrios só de saber que seu pai estava ali na cozinha o observando… não podia fazer nada de errado, não sabia o que podia acontecer se fizesse algo de errado. Nunca sabia quando o pai estava tolerante para seus deslizes, então não era bom deixar a desejar em hora nenhuma.
- Sabe, Jensen… - Roger começou a falar de repente e o garoto se assustou, virando-se rapidamente. – Você anda tendo comportamentos inaceitáveis. Sabe disso, não sabe?
- Ah… sim senhor.
- Sabe que é por isso que eu te castigo, não é? Eu não iria ter que bater em você sempre se você não vivesse fazendo coisas muito, muito erradas… e você anda desobedecendo todas as regras que temos aqui em casa, que são regras tão simples, meu filho. Acho que não custa prestar atenção nelas, não é verdade?
- S-sim senhor…
- Muito bem. Desde que você começou a andar com esse tal garoto, Jared, você está agindo assim. Eu acho que preferia quando você não tinha amigos, porque pelo menos você não era tão mal influenciado. E esse garoto pode começar a ser uma má influencia pra você. Passei anos da minha vida te dando toda educação possível, ensinando a você como se portar, te encorajando a ser um homem decente… a obedecer regras… e você ultimamente parece que está jogando tudo isso fora.
- Não senhor, eu não…
- Me deixe terminar, Jensen. – Roger ergueu uma das mãos, para que ele parasse de falar. – Você fez toda aquela sujeira no seu quarto aquele dia… vomitou por todo lado, sujou suas roupas… acha que foi bonito, meu filho? Acha que eu gostei de ver aquilo? Não. Eu te criei pra ser melhor que isso. E quando você estiver sendo castigado, sabe que é por um motivo justo, então não há porque reclamar, chorar ou coisa nenhuma do tipo. Aceite os seus castigos como o homem que você é. Estamos claros? Você sabe as besteiras que faz, e por Deus, Jensen, ultimamente você anda cometendo besteira atrás de besteira. Quer que eu proíba você de sair com esse seu amigo? É isso que esta querendo?
- Não senhor. – Jensen respondeu de pronto, os olhos ficando ligeiramente amedrontados.
- Então eu espero que comece de verdade a andar na linha, entendeu? Ou você não vai poder cruzar nem a porta de seu quarto, ouviu bem?
- Sim senhor.
- Agora vá logo com esse almoço porque eu estou morrendo de fome.
Jensen somente concordou com a cabeça, voltando a fazer o almoço. Nem pensar queria que seu pai lhe proibisse de ver Jared. Ele achava que não iria suportar se tivesse que ficar longe dele, se não pudesse mais vê-lo todos os dias… sua vida iria voltar a ser chata e sem graça como sempre fora desde que sua mãe os havia deixado. Jensen queria tanto que ela nunca tivesse ido… queria tanto que ela ainda estivesse ali.
- Pai, eu… posso então sair hoje à tarde? – Jensen tomou coragem de perguntar. – Depois que eu arrumar tudo, eu… queria ir visitar o Jared…
- Desde que cruze essa porta no máximo até às oito… - Roger deu de ombros sem nem ao menos tirar os olhos do jornal.
- Sim senhor. Obrigado.
- Mas lembre-se do que conversamos a respeito disso…
- Pode deixar, eu não vou esquecer.
E subitamente Jensen sentiu-se um pouco feliz.
***************
Estavam no quarto de Jared, cansados de tanto jogar vídeo game. Aliás, Jared cansado de tanto perder para Jensen no vídeo game a ponto de não querer mais jogar com o loiro por causa disso. Agora eles simplesmente estavam assistindo qualquer programa que estava dando na televisão, sentados um ao lado do outro no chão do quarto, com as costas apoiadas na cama de Jared. Estava fazendo muito sol, e eles decidiram esperar entardecer para jogar um pouco de basquete no quintal.
- Eu sei que é chato quando um irmão da gente vai embora… - Jared começou, ambos olhando para a televisão distraidamente. – Mas pode ter certeza que o Josh vai ficar bem.
- Eu sei que vai. – Jensen disse com convicção. – Eu torço muito por ele mesmo. Eu… só acho que vou sentir muito a falta dele… e… vou sentir falta de você também quando você for embora pra universidade.
Jared se virou para olhar para ele e Jensen deu de ombros, olhando para os pés:
- Por que… sabe… eu gosto de você.
Naquela hora, Jared achou que podia morrer ali, contente, só de ouvir aquelas palavras.
- Também gosto de você, Jen. Por isso que eu queria que você fosse pra universidade também. Junto comigo… assim você não iria precisar sentir a minha falta e nem eu a sua. – A voz de Jared saiu baixa e Jensen virou-se para olhar para ele, pensando em como aquela idéia soava bem. Pena que ele não iria poder realizá-la.
- Acho que… se fosse com você eu até iria gostar dessa coisa. – Jensen sorriu de leve. – Mas… vamos deixar isso pra lá, não quero mais pensar nisso por enquanto. Vamos deixar pra quando acontecer.
Jared assentiu e baixou um pouco os olhos, um silencio instalando-se entre os dois. Ficaram assim um bom tempo, pensativos e calados. Jared foi meio pego de surpresa quando Jensen apoiou a cabeça em seu ombro, assim sem dizer nada, e ficou ali de olhos fechados aproveitando o contato com o moreno. Jared sorriu e passou seu braço esquerdo em volta do corpo dele, apertando-o levemente e fazendo-o encostar-se cada vez mais em seu corpo.
- Você não liga? – Jensen perguntou um pouco depois.
O mais novo fez uma cara de desentendido.
- Não ligo pra que?
- Pra eu estar assim tão perto de você… - Jensen sussurrou e Jared riu um pouco.
- Claro que não… por que eu iria me incomodar? Eu gosto de abraçar você, e estou muito ok se você gosta também.
- Que bom… - Jensen disse sem erguer a cabeça, mas ficando instantaneamente vermelho. Enquanto era abraçado por Jared, fez questão de retribuir na mesma moeda, envolvendo a cintura dele com seus braços. – Eu não vou ligar de ficar assim um tempão então.
Jared sentiu seu corpo todo se aquecer com aquelas palavras, e subitamente estava esperançoso que Jensen gostasse dele de volta, que o quisesse tanto quanto ele o queria. Queria que Jensen gostasse dele mais do que só como amigo. Seria perfeito poder beijar aqueles lábios, tirar toda a dor do mais velho com carinhos e abraços e tudo mais em que pensasse… mas… Jensen nem sabia que Jared era gay. E talvez o loiro só fosse mesmo muito carente e aceitasse qualquer tipo de carinho, de quem quer que fosse. Jared não queria sofrer, mas era impossível não gostar dele. Já era um fato em sua vida impossível de se remediar.
Foi desviado de seus pensamentos quando sentiu a respiração quente de Jensen bem em seu pescoço.
- Você é tão cheiroso. – Jensen disse de repente e Jared sorriu.
- Valeu. Você também é, se quer saber. – Jared riu e apertou mais o abraço em volta do loiro. Jensen ergueu os olhos e sorriu, afastando-se um pouco de Jared, mas sem sair de seu abraço. – Hum… está com fome?
- Cara… na sua casa eu sempre estou com fome. Sua mãe faz cada coisa…
- Poxa, então quer dizer que você vem aqui em casa só por causa da comida da minha mãe? – Jared fez cara de triste e Jensen riu.
- Claro que não, cara. Venho aqui porque eu posso jogar vídeo game.
Jared o empurrou de brincadeira e Jensen riu dele abertamente. Era tão fácil conversar com Jared e ficar perto dele…
- Não, falando sério de verdade. – Jensen voltou a dizer. – É porque lá em casa quem costumava cozinhar era Josh ou eu. Na maioria das vezes eu, então… é legal comer algo feito por alguém diferente de vez em quando, e eu não sou mesmo muito bom na cozinha, daí já viu né?
- Hum, entendi, sei. Mas você ainda não me convenceu… pensei que viesse aqui pra visitar seu melhor amigo. – Jared implicou, tentando segurar um sorriso.
- Único amigo. – Jensen disse sorrindo. – Mas ta, pode ser… até que ver você é um diferencial na minha visita…
- Babaca. – Jared riu e o empurrou novamente, Jensen achando graça de toda aquela conversa.
Os dois foram interrompidos de sua conversa logo em seguida quando Megan entrou no quarto sem nem bater, um sorvete na mão e um sorriso curioso nos lábios.
- Oi, Jen. – Ela acenou sorrindo contente e o loiro sorriu de volta.
- Já te ensinaram que precisa bater antes de entrar? – Jared olhou zangado e ela revirou os olhos. – Mamãe está chamando você…
Jared suspirou e levantou-se, caminhando até a porta.
- Eu já volto, Jen. E você, deixa ele em paz, hein?
Megan fez uma careta para Jared enquanto ele ia descendo as escadas e foi entrando no quarto bem vagarosamente, sendo observada por Jensen. Ela sentou-se de frente para ele, lambendo seu sorvete despretensiosamente enquanto o observava com um sorriso leve no rosto. Jensen sentiu-se ligeiramente intimidado.
- E aí? – Ela perguntou de repente.
- Tudo bom…
- Ahn… vocês estavam fazendo o que?
Jensen deu de ombros. Nem pensar que ia contar pra Megan que estava abraçadinho com o irmão dela há alguns instantes. Talvez ele fosse escorraçado dali antes que tivesse uma chance de explicar que não era o que eles estavam pensando.
- Vendo TV. – Ele respondeu ao invés e ela abriu mais ainda o sorriso.
- Que bom que você veio hoje. Quando você não vem, o Jared fica um saco… e fala em você o tempo todo também. Ele deve gostar mesmo de você. Você vai jantar aqui hoje?
Jensen pareceu perdido entre a pergunta dela e o comentário anterior; coçou a nuca e fez um som de indecisão antes de responder alguma coisa:
- Ah, eu não sei.
- Mamãe quer que você fique. Jared ia gostar…
Jensen deu de ombros e disse:
- Eu gostaria mesmo. Mas eu preciso estar em casa às oito.
- Hum… - Megan ergueu as sobrancelhas um pouco e lambeu de novo seu sorvete, terminando-o finalmente. – Quer jogar alguma coisa?
Ele deu de ombros e ela foi ligar o vídeo game outra vez, animada. Gostava de Jensen. Ele parecia ser um cara legal, diferente dos últimos idiotas com quem seu irmão havia ficado antes, e ela queria muito que as coisas dessem certo para os dois. Só se preocupava um pouquinho pelo fato de que Jensen não era gay e isso era óbvio, caso contrário ele já teria percebido as intenções de Jared bem mais cedo. Seu irmão precisava mesmo conversar com ele de uma vez sobre aquele assunto…
E, caramba, não demorou nada pra Megan descobrir que Jensen era mesmo uma fera no vídeo game.
- Que droga. – Ela resmungou depois de perder. Ele riu. – Você podia deixar alguém ganhar de vez em quando, credo…
- Ah, eu deixei o Jay ganhar uma vez de mim hoje mais cedo…
- Opa… que história é essa de deixou?
Megan e Jensen se viraram ao mesmo tempo para olhar em direção à porta, e lá estava Jared com uma falsa expressão de indignação no rosto. O loiro deu um sorriso apaziguador e tentou consertar:
- Nada não… é só que…
- Eu ouvi muito bem, você me deixou ganhar… eu não preciso que ninguém me deixe ganhar. – Jared ia dizendo, caminhando em direção a Jensen. Megan não conseguiu evitar em dar um sorriso.
- Está perdido, Jen… - Ela disse a ele, afastando-se do loiro com um sorriso.
Jensen se levantou e ergueu as mãos em defesa enquanto o moreno aproximava-se dele com rapidez e passos largos. Megan sorriu. Jared não deixou mesmo barato e estava lá atacando seu amigo com cócegas e mais cócegas, e depois de cinco minutos Jensen estava vermelho e com a barriga doendo de tanto rir. E daí ela decidiu que eles eram uma graça juntos.
- Ta bom… - Jensen conseguiu dizer entre os risos, deitado no chão enquanto Jared ameaçava prosseguir. – Eu me rendo…
- Tão cedo?
- Cara… - Jensen tentou recuperar o fôlego e sentou-se ainda rindo. – Eu só queria te deixar feliz…
- Ah, me deixou agora. Você está rindo.
Jensen o olhou e sacudiu a cabeça.
- Claro… seria impossível depois dessa tortura. Esquece essa droga. Vamos jogar vídeo game nós três. Você e a Megan vão primeiro e quem ganhar me desafia, ok? Vai ser uma luta justa. E eu prometo que não vou deixar ninguém ganhar.
Jared o olhou desconfiado, mas depois sorriu e aceitou o trato. Megan sentou-se no chão bem contente, pronta para começar sua partida contra seu irmão, quando os três ouviram Sharon gritar lá de baixo:
- Crianças, o lanche está pronto!
Os três se entreolharam e Jared foi o primeiro a se levantar.
- Vamos lá. – Disse ele. – Mas depois a gente vai fazer essa disputa, nem adianta fugir.
- Eu não vou fugir. – Jensen sorriu de lado. – O único que devia estar com medo aqui é você, porque a sua irmã é bem melhor que você nessa coisa.
- Agora acho melhor você correr, Ackles… - Jared falou, as mãos avançando para o loiro.
Jensen riu e saiu correndo para fora do quarto, perseguido por Jared até lá embaixo. Megan revirou os olhos e saiu do quarto por último, fechando a porta atrás de si.
- Garotos… - Ela resmungou com um sorriso.
***************
Sharon estava terminando de arrumar as coisas na cozinha e Jared a estava ajudando. Era um pouco tarde e ele estava indo dormir assim que terminasse de enxugar toda a louça, tinha aula no dia seguinte.
- Você falou com ele?
Jared se virou para sua mãe e logo entendeu o que ela havia perguntado. Ele sacudiu a cabeça em negação.
- Quanto mais você demorar, filho, pior vai ser. Você tem que falar com ele.
- Não quero perder a amizade dele, mãe…
- Se ele for mesmo o garoto ótimo que demonstra ser, Jared, ele nunca vai deixar de ser seu amigo não importa o que aconteça. Então acho que vale à pena conversar com ele.
- Eu queria, mãe… mas também tem a coisa da faculdade… - Jared sacudiu a cabeça com chateação e sua mãe o olhou atenta. – Jensen não vai pra faculdade. O pai dele não vai pagar os estudos…
Jared contou a ela toda a situação que sabia a respeito de Jensen e seu pai, e como as coisas estavam piores agora com Josh tendo ido para a faculdade. Disse a ela o quanto estava com medo de que coisas cada vez piores acontecessem com Jensen. Temia que ele se machucasse mais do que em todas as outras vezes, pois agora não havia nada que parasse o homem de fazer o que fazia.
- Eu queria poder ajudá-lo, mãe… e… não queria ter que me afastar dele. Não quero ir embora e deixar Jen aqui com aquele cara… eu nunca vou ficar em paz.
Sharon o olhou atenta e acabou concordando com seu filho. Deviam sim fazer algo para ajudar Jensen, ela achava que era muito justo. Gostava do rapaz e não conseguia entender porque um pai tratava tão mal um garoto tão bom, educado e carinhoso como Jensen. Ele com certeza não merecia o que estava vivendo, mas também não sabiam até que ponto deveriam interferir na vida das pessoas.
- Nós vamos pensar em algo, ok, JT? Vamos fazer alguma coisa. Mas por enquanto eu quero que você pense bastante em contar pra ele o que sente… e eu prometo que vou conversar com seu pai e ver o que podemos fazer pelo Jen, tudo bem?
Jared assentiu e ela beijou-lhe a testa, sorrindo.
- Vai ficar tudo bem, amor… - Ela assegurou com firmeza e Jared soltou um suspiro. – Não precisa se preocupar. Agora deixe isso aí e vá dormir, você tem aula amanhã.
- Obrigado, mãe… - Ele a beijou de volta e sorriu antes de seguir o caminho até seu quarto. Esperava mesmo ter a coragem para contar a Jensen o que estava acontecendo, e rezava para que o loiro não reagisse mal quando descobrisse que Jared estava mais do que loucamente apaixonado por ele.
Continua…
N/A: Gente, que loucura. Estava eu aqui em casa fuçando minhas pastas do computador, achando que já estava na hora de escrever outro capitulo de Something New. E daí me deparei com esse capitulo pronto, que já estava escrito desde que postei o capitulo cinco e eu nem me lembrava disso! Bem, aqui está ele. Espero que estejam gostando, viu? Fico sempre muito feliz com as reviews que recebo! Beijos!
