Cap8.: Sr Ministro?

Mia: Gininhaa!!!

Gina: Não é porque a MINHA mãe me chama assim, que você tem esse direito.

Mia: Grossa (mostra a língua).

Gina: Vai escutar Britney Spears, vai...

Mia: Você sabe muito bem que eu prefiro Bon Jovi!!!!

Gina: Que seja então...

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Bom, você deve ter imaginado que eu dormi super bem naquele hospital...

Mas isso não aconteceu.

Porque eu tinha aquele troço me incomodando. Sim, entenda aquele troço como gesso...

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Mia: Péssimo começo...

Gina: Você acha que é quem, hein?

Mia: A sua editora.

Gina:...

Mia: Hahaha!!! Eu sabia! Eu sabia que você não conseguiria falar nada!!! Eu sabia!!!Sim, foi meio Yuki isso, mas foi tão LEGAL!!!!

Gina: O que você ta falando?

Mia: Hahaha!!! Não te interessa, senhorita sem-cultura-que-não-lê-Fruits-Basket.

Gina: Faça o que você quiser da sua vida..

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Então, me desculpe pela intromissão, mas, francamente, a Mia é tipo aquela mosquinha sabe? Que não te deixa em paz, até você esmagá-la.

Voltando, ao que eu estava falando...

Quando a minha mãe acordou, abriu as cortinas e berrou:

"Acorda, Gininha dorminhoca!"

Eu percebi.

Aquilo não foi um sonho. Não adiantaria eu me beliscar TREZENTAS vezes.

Eu tinha salvado o Sr.Primeiro Ministro.

Eu tinha sido interrogada pelos seguranças/agentes dele.

Eu tinha percebido que eles achavam que eu conhecia o Sr. Idiot.

Eu tinha percebido que de vítima que quebrou um braço, eu poderia passar de criminosa que tentou impedir aquela criatura de atirar.

Mas peraí! Eu impedi. Ou seja, eu não poderia ser presa, certo?

Bom, eu ainda não tenho tanta confiança assim.

Mas percebi que a minha mãe estava bem quieta e andando até a janela eu entendi o que estava acontecendo.

Pessoas.

Aqueles pontinhos eram pessoas que estavam enfrentando aquela chuvinha fina para...

Me ver?

Francamente! Elas não tinham nada para fazer, não?

E quando viram que eu estava na janela, as pessoas começaram a apontar.

Legal né? Acordar, ir até a janela e os pontinhos apontarem para você.

Eu deveria explodir de felicidade, não acha?

"Ah, meu Deus."-disse a minha mãe.-"Eles estão... estão... estão querendo ver você, Gininha."

"Eu... eu não sei o que fazer."-eu falei, num sussurro.

Imagine: eu de pijama de ursinhos, com o cabelo A coisa, com cara de sono, eu deveria estar com olheiras também, além de, lógico, estar com o braço engessado.

Eu estava A coisa.

"Acho que acenar é uma boa idéia."

Eu meio que obedeci a minha mãe...

... e fiquei BEM surpresa ao ver que as pessoas começaram a me aplaudir.

Pessoas aplaudindo Gina Weasley na chuva? Estranho???

Até para mim, viu.

Mas a minha surpresa aumentou quando:

1)Os agentes entraram no meu quarto do NADA e pediram que eu parasse de acenar, além de fechar as cortinas.

2)As enfermeiras entraram trazendo flores, bombons, ursinhos de pelúcia... e digo que todos os secretários, o prefeito de Londres, a chanceler da Alemanha, e mais um monte de gente importante, me deram o parabéns por ter salvado o Sr. Primeiro Ministro.

3)As enfermeiras falaram que ainda tinham muitos presentes, só que eles estavam sendo revistados.

4)Os agentes retrucaram falando que eles tinham a missão de me proteger contra as pessoas que querem o meu mal.

Ok, ok. A minha vontade de rir quando os agentes falaram isso, ficou bem grande.

Fala sério. As pessoas que querem o meu mal... quem seria? Alguém por acaso queria ver o Sr. Primeiro Ministro com os miolos estourados?

Bom, meu pai odeia o cara, mas duvido que ele gostaria de vê-lo com os miolos estourados... Já que é bem nojento, não acha?

"O mundo precisa de jovens como você. Assinado, rainha Elizabeth II"-dizia a minha mãe, pegando os cartões e lendo em voz alta.-"A cidade de Liverpool agradece"

Deixei a minha mãe lendo os cartões e quando estava a caminho do banheiro...

"AH MEU DEUS!"-era a Cho que berrava que nem uma louca.-"Então é verdade!!!"

"Não... é uma mentira."-eu disse, ácida.-"Sabia que esse gesso é falso?"

"Aiiinnn...!!"-disse a Cho com aquela voz de: eu-sou-a-vítima.-"Não precisa ser grossa comigo, mas Gina, a gente precisa conversar."

Assim, a Cho me empurrou para o banheiro e começou a falar como se eu fosse uma líder de torcida:

"Escuta garota! Você tem que estar decente, porque eu escutei que você vai ter uma coletiva de imprensa. E, caramba, Gina! Você ta péssima."

"Mas..."-antes que eu pudesse argumentar, a Cho me empurrou para o chuveiro, pediu que eu tirasse as minhas roupas e... em segundos, a água estava jorrando e eu, bem rápida, consegui salvar o bendito gesso.

Pelo menos a água estava bem quente, ela então pediu que eu molhasse bem o meu cabelo e mandou que eu passasse alguma coisa estranha e eu disse:

"Que porcaria é essa?"

"Um xampu fantástico para cabelos rebeldes."

Lancei o meu olhar: eu-te-mato-sua-retardada.

"É para emergência Gina."-ela disse, revirando os olhos.-"Passa logo, porque eu ainda tenho que secar os seus cabelos."

"Nada de secador."-eu disse, enquanto tentava passar o xampu nos meus cabelos.

"Enxágüe muito bem."-a Cho falou, ela então lançou um olhar para as minhas pernas.-"Cadê a minha cera?"

Eu berrei:

"NADA DE CERA!!!"-bom, eu realmente desejava, que os seguranças que estavam na porta, escutassem os berros e viessem me salvar.

"Ai que estresse."-ela falou, enquanto me dava a minha escova de dentes.-"Você não enxaguou muito bem, Gina. Dá para ver a espuma."

Enquanto eu tentava enxaguar a minha cabeça, escovar os dentes, a Cho ficava procurando a porcaria da cera.

Só tinha um probleminha: o meu braço direito, o quebrado, tinha que ficar de fora do boxe. Assim, o esquerdo poderoso tinha que fazer tudo.

Que dó do meu braço.

"Ah, meu Deus!!! Eu esqueci a cera! Eu não acredito!!! Eu não acredito, mesmo."

Bom, o meu sorriso se alargou bastante quando ela falou que a esqueceu.

Não me julgue!

Você gosta de passar dor?

Você gosta de sofrer para ficar linda e poderosa?

Bom, se você gosta, o problema é seu, pois prefiro muito mais ficar com as pernas cheias de pêlos do que passar por isso.

"Vamos Gina."-ela então fez com que um outro creme escorresse pela minha mão.-"Passa e não enxágüe até dar cinco minutos."

"Posso saber o que é isso?"

"O meu condicionar desfazedor de nós."-eu parei por um segundo e ela continuou, de modo bem simplista-"Eu uso quando grudam chiclete no meu cabelo".

Nem preciso dizer que o meu olhar de: eu-te-mato-sua-retardada apareceu novamente.

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Bom, além de ter que lavar o meu cabelo, passar condicionar, escovar os dentes, tudo ao mesmo tempo, a Cho teve a capacidade de fazer com que o meu cabelo ficasse lisinho, só com as pontas meio enroladas(ok, eu tenho que agradecer pelo que ela fez,já que o meu cabelo não parecia mais A coisa).

Além disso,eu ainda fui maquiada,mas,como ela disse,aquilo não seria nada demais, apenas base, corretivo, rímel,gloss, lápis e... ai, meu Deus!! Ela passou um monte de coisa em mim! Eu to uma baranga!!!

Como que eu faço para tirar esse monte de porcaria?

"Gina..."-começou a Cho, com a mesma voz ameaçadora que ela usa com as garotas que ela não suporta.-"Não pense em tirar. Afinal, eu escondi muito bem todas as suas sardas."

"Ta muito forte."

"Não ta nada."-ela disse de modo bem simplista.-"Nem acho que você está maquiada..."

Lógico, sua idiota!!! Você é uma garota que só se enxerga.

Pensar na Gina?Ver a Gina?

Ah, está em décimo terceiro plano!!!

"Agora se vista."-disse a Cho, me entregando as roupas...

Que não eram minhas.

Ah, meu Deus..

Eu vou matá-la! Vou cometer um assassinato e depois vou ser presa por isso, mas todo mundo vai esquecer que aconteceu isso, afinal, a morte da Cho vai ser importante?

LÓGICO QUE NÃO!!!!

"Eu não vou vestir isso."

"Ah vai!"-disse a Cho, com aquele olhar: eu-sou-mais-do-que-superior-eu-sou-o-máximo.-"Gina, eu não poderia trazer aqueles trapos. Agora vista o jeans e a camiseta."

"Esse troço é... argh! Rosa."

"Bom, é a camiseta mais linda que eu tenho."-ela se virou e continuou-"Eu to com uma saia aqui. Ou esse jeans ou a saia. Você escolhe."

"Hum... acho que eu vou escolher, a toalha."-eu disse, mostrando a toalha do hospital.

"Você vai dar a entrevista com uma toalha?"

Droga!!! Ela tinha que me pegar?

Isso é tortura. Só pode ser tortura psicológica com pessoas fracas e oprimidas como eu.

A culpa é minha se os agentes quiseram levar as minhas roupas PRETAS para a vistoria?

Bom, em parte sim.

Enquanto eu pensava numa resposta decente para a Cho, ela continuava falando:

"Acho bom, você se vestir logo, afinal, eu quero sair desse banheiro."

Com um suspiro, peguei as roupas e disse:

"Vou colocar."

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Quando eu saí do banheiro, percebi que a tensão estava muita grande.

Minha mãe, uma das pessoas mais articuladas, estava quieta.

O meu pai com a cara fechada.

A Tonks, não sabia o que fazer com as mãos.

A Luna... bom, a Luna tava lendo o terceiro volume de um romance que ela pegou emprestado da Cho.

Foi aí que eu vi que um cara estava parado do lado da janela.

A Cho pigarreou e todos se voltaram para ela.

O cara da janela parou de observar a multidão e disse:

"Então é essa a garota que me salvou."-ele foi andando até a minha direção e disse.-"Ela é realmente parecida com você, Arthur."

Não era impressão minha, mas os pulsos do meu pai se fecharam...

E a voz do Sr. Primeiro Ministro, normalmente calorosa, estava bem fria.

Sei lá, mas ver o Sr Primeiro Ministro daquele jeito fez com que eu encarasse a realidade. Aquele era o cara que eu evitei que morresse com os miolos estourados e esse mesmo cara, era o maior inimigo do meu pai.

E vê-lo assim, em carne e osso (lógico né?) pude ver que era humano. Não era só o Primeiro Ministro, não era a pessoa que odeia o meu pai. Era os dois juntos. Era a pessoa que tinha rugas, que devia ter cabelo branco e muitas outras coisas.

Mas antes que eu pudesse cumprimentá-lo...

"Lucio!!!!"-berrou,entrando correndo no meu quarto.-"Bem que Draco me falou que você estava aqui."

Aquela era a mulher do Sr. Primeiro Ministro.

"Ah, meu Deus, Narcisa."-disse o Sr. Primeiro Ministro, com a voz cansada.-"Eu tinha te falado que eu iria visitar a heroína nacional hoje."

Peraí!!! Não me diga que a heroína nacional sou eu...

"Ah, sim."-ela então se virou para mim e disse.-"Você é Gina Weasley, não é?"

Eu apenas fiz sim com a cabeça.

"Muito prazer, Narcisa Malfoy."-ela então me deu a mão para cumprimentá-la.

"O prazer é todo meu."-eu disse, com a voz meio esganiçada, também levantei a mão...

Só que era a mão engessada.

Fiquei vermelha na hora, pois todo mundo riu.

"Ah, me perdoe."-ela disse, sorrindo e "trocou" de mão.

E, assim, pude apertá-la.

O Sr. Primeiro Ministro, ou Sr. Lucio Malfoy, estava "conversando" comigo e com meu pai.

Na verdade, só os dois estavam conversando, de uma maneira bem fria, era algo tipo assim:

"E como vai o seu comparsa, o tal do Lestrange?"-era o meu pai de modo (nada) educado.

"Não que seja da sua conta, mas ele está muito melhor que Sirius Black não acha?"

Sim, o meu medo que eles se socassem, aumentava a cada palavra fria do Sr.Malfoy e a cada palavra que mostrava a irritação do meu pai..

Resolvi escutar a conversa da minha mãe.

Ela, a Cho e Narcisa Malfoy estavam conversando... de modo bem animado, por sinal.

"Bom, eu realmente fiquei preocupada, sabe?"-a mulher do Sr. Primeiro Ministro ia dizendo, para a minha mãe.-"Afinal, Draco estava lá."

Fiquei em alerta.

Não, não, não!!! Não poderia ser o Draco que eu conhecia.

"Ah, e por falar nele, entre Draco."-disse a tal de Narcisa de modo bem amável.-"Esse é meu filho. Draco Malfoy."

Meu queixo caiu.

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Gina: Leia logo, pessoa superior que lê Fruits Basket.

Mia: Sou tão superior, que não vou te responder.

Gina(dando de ombros): O problema é seu.

CONTINUA...

N/a: A autora atrasou???

Nããããããããããão!!!!

Sim, hoje, na minha cidade, está chovendo!!!!

Bom, mais um cap e posso dizer que quis terminá-lo com um suspense!!

O Draco apareceu!!!

Ok,ok, apareceu no finalzinho, mas apareceu.

E bom, espero que tenham gostado desse cap!!!

Beijos

Anaisa

Ps.: Me mandem reviews, okk?