Capitulo VI – O Grande Mestre parte 2

Uma hora depois, Aioros foi pra gruta levando um embrulho. Encontra Syf à sua espera. Ela estava vestindo uma túnica branca na altura do joelho, e usava um par de sandália trançadas. A luz da lua cheia lhe dava um ar misterioso e belo ao mesmo tempo. Aquel visão à sua frente parecia de um anjo sem asas. Ele se aproximou, admirando-a:

- Está muito linda, Syf... Tome. Deve usar essa capa para não chamar muita atenção. Syf pegou a capa da mão dele, colocando-a logo em seguida – Podemos ir agora?

Ela faz um gesto afirmativo, e os dois partem. Quando os dois chegam na entrada do Santuário, encontram Aioria, Marin, Kamus e quem menos Aioros esperava:

- Vai conosco, Phebe? – perguntou mostrando estar descrente com essa possibilidade. Phebe sorri, e responde:

- Athena disse "Aqueles que não saíram na última folga". E isso me inclui também.

Aioros não podia reclamar. Ela estava certa. Tudo que ele queria naquele momento é que não acontecesse nada que pudesse estragar a noite de todos. "Espero que Pheb esteja de bom-humor agora". Foi até Aioria, e puxou para um canto.

- Desculpe-me pelo que fiz mais cedo, Aioria. Em dias normais eu jamais faria isso... Eu sou um completo idio...

- Olha a besteira que ia falar, Aioros. Você sempre foi um modelo de bom-caráter. A culpa foi minha em ter me excedido... Vamos colocar uma pedra nesse assunto, e curtir a noite.

Aioros abraçou seu irmão agradecendo por ele o ter perdoado. Agradecia também aos deuses por tem um irmão como Aioria. Este podia ser esquentado, muitas vezes falava o que passava na cabeça sem medir conseqüências, mas também era amoroso e gentil, o que o tornava fácil de se magoar.

Tempos depois

No mesmo boteco que Aioros tinha ido com Shura e Saga, os seis estão sentados ao lado de seus respectivos acompanhantes. A conversa entre os irmãos e Marin estava animada. Kamus e Phebe conversavam sobre coisas mais intelectualizadas. Quanto a Syf, esta apenas observava tudo e todos. O lugar tinha uma música ambiente, o que tornava agradável a todos. Não precisavam gritar para escutar o que o outro dizia.Passou-se duas horas nesse clima de confraternização. Os irmãos bebendo vinho, Kamus bebendo vodka, Phebe e Marin estavam apenas sentados, conversando.O dono do estabelecimento estava com uma caneca de vinho para um cliente. Eis que Syf toma de sua mão, sem ser percebido por Aioros que conversava com Kamus neste momento. O dono até estava com vontade de dizer: "Ei, você é menor de idade. Não pode beber" mas deixou pra lá, afinal de contas quem era o responsável por ela era aquele cara (Aioros) que da última vez que veio ao boteco com outros amigos, gastaram muito dinheiro. Todos pararam o que faziam para olhar em direção ao som que veio de cima do balcão, e viram algo que não podiam acreditar sob o local. Syf havia posto sua máscara ali em cima, e bebia o conteúdo da caneca.

- SYF! Quantas vezes terei que explicar que não pode tirar sua mascara na frente de um homem? Não faz idéia do que pode acontecer se virem seu rosto.

- Consegue ver meu rosto agora?

- Não vejo, mas... – Aioros já não sabia mas o que argumentar. Os outros quatro olharam diferentes pra ela. E Marin toma a palavra:

- Lady Syf, se um Cavaleiro ver o rosto de uma amazona, ela terá que amá-lo ou matá-lo.

- Como não sei o que é a primeira opção, escolho a segunda se isso acontecer. –Phebe solta uma gargalhada.

- Era ó o que me faltava escutar nessa vida... Uma fedelha que tem um cosmos tão insignificante a ponto de nem conseguir matar uma mosca, achar que pode matar um Cavaleiro.

Aioria, Marin e Kamus tiveram vontade de rir ao escutar o comentário de Phebe, mas não o fizeram. Aioros fuzilava Phebe com os olhos, que nem se importou com isso, e Syf continuou bebendo sem dizer nada. Como Aioros não conseguiu fazer Syf recolocar a máscara, todos deixaram de se importar com o assunto. E assim se passou mais uma hora. Um homem bêbado toca no ombro de Syf, e fala com sua voz torpe pela bebida:

- Quero ver seu rosto, vadia... e se você for bonitinha, dançará comigo... hum, e fará outras coisas também.

Como ela pegou outra caneca pra beber, ignorando completamente o bêbado, este tentou puxá-la. Aioros estava prestes a levantar para retirar o homem dali, quando subitamente o mesmo foi arremessado longe, atravessando a janela do bar. Aioros viu que Syf não tinha feito nada além de colocar a caneca na boca, e mesmo depois do ocorrido, permaneceu do mesmo jeito, bebendo como se nada tivesse acontecido. Os demais ficaram atônitos. Aioria foi ver como estava o homem, e teve que utilizar seu cosmos para curá-lo para evitar o pior. Quando voltou para o balcão, viu Syf do mesmo jeito que havia deixado. Foi até ela.

- Você quase matou aquele pobre-coitado, Syf... Dá pra explicar por que fez isso?

Com a mão direita Syf põe a caneca no balcão, enquanto a mão esquerda pega a máscara, colocando-a no rosto. Ela fica de pé e dá três passos em direção a saída. Foi só isso que ela conseguiu fazer, e do nada, desaba no chão.

- Syf, não pense que simular um desmaio impedirá sua obrigação de responder a pergunta de Aioria.

Como Syf não se mexeu, Aioros foi até ela agachando-se para tocá-la. Olhou assustado para os outros, e depois a pegou no colo.

- Ela está queimando em febre.

Kamus a tocou e constatou a mesma coisa, e afirmou aos outros. Aioria foi até o dono do bar entregando-lhe um cartão:

- Coloque tudo na conta da fundação GRAAD. O senhor será ressarcido de todo prejuízos.

E foram embora sem comentar a noite desastrosa. Finalmente chegaram ao Santuário, e Aioros continuava com Syf desacordada em seus braços.

- Phebe... Você que tem esse poder de ler a mente, o que viu em Syf?

- Absolutamente nada... Ela tem um tipo de barreira estranha, que não pode ser rompida... Mas depois do que vimos essa noite, devemos desconfiar dela.

- Está passando dos limites, Phebe. Até um simples incidente como esse, você usa para falar mal dela... Syf apenas perdeu o controle da situação. Coisa normal para alguém inexperiente como ela.

- E você, Sagitário? Está tão cego em defender essa daí, que não percebe o que está acontecendo à sua volta... – Phebe parou de falar, e Aioria achou que os dois acabariam lutando – Ela não se moveu, Aioros, e nem sentimos seu cosmo manifestar. Só conseguimos ver o estrago que ela fez. – Ela sai dali extremamente
irritada.

- Aioros, quer que eu cuide de Syf?

- Não será preciso, Marin.

Aioros a levou para a gruta, onde preferiu deixar as escuras para cuidar dela. Pegou um pano, molhando-o em água fresca, e ficou pensando se deveria ou não retirar a mascara dela. Resolveu pela primeira opção, retirando a mascara e colocando o pano sob sua testa. Desse jeito, ficou ao lado dela até que a febre abaixasse. Quando isso aconteceu, recolocou a mascara, e voltou pra sua cabana.

No dia seguinte, todos, com exceção de Syf, foram treinar. Pela tarde, Aioros foi a gruta ver como estava ela. Ao chegar a encontrou dormindo. Sentou-se na cama improvisada para esperar que despertasse, o que não demorou muito. Syf levantou-se meio tonta, colocando as duas mãos na cabeça. Aioros pegou uma caneca d'água, entregando-lhe junto com um comprimido, e virando de costas:

- Tome isso e sentirá melhor... Isso que você está se chama ressaca. Isso acontece quando bebe além da conta... Sugiro que não repita o mesmo episodio de ontem... Descanse por hoje, porque amanha o treino será puxado.

Entardecer Milo estava irritado com tudo, principalmente com o corte que levou no rosto. Foi um corte superficial que não deixaria nenhuma marca, mas mesmo assim não gostava de admitir que isso tivesse acontecido com ele. Ele havia sido rápido o suficiente para desviar da Escalibur de Shura, que o acertaria em cheio se não fosse pela sua destreza de Cavaleiro.

- Finalmente alguém tirou o sorrisinho cínico de seu rosto.

- Ah, não! Você não tem nada melhor pra fazer do que ficar me vigiando apenas pra depois ficar torrando a minha paciência, não é? Não tem outra coisa pra fazer não?

- Sim... matar você. – ela o ataca com seu chicote.

- Esse chicote te dá um ar de 'sado-maso' que não combina com você. –

Quando ela o enlaça com o seu chicote, sorri vitoriosa por trás da mascara, sabendo que ele estava nas suas mãos. Um mero engano. Milo pega o chicote e puxa com força, o que a faz perder o equilíbrio e ir girando de encontro ao Cavaleiro. Ele por sua vez, a abraça por trás e fala próximo a seu ouvido:

- Sabe o que combina com você? – Milo a ergue em seus braços e se dirige a uma parte da arena onde os aprendizes ficavam sentados, ignorando completamente a Amazona que esperneava:

- N-Não... O que você está fazendo?

- Com isso. – Milo senta-se na arquibancada, colocando-a no colo e começa a dar umas tapas nas nádegas de June – Uma menina mimada deve ser tratada assim.

A situação estava muito cômica. June apanhava como se fosse uma menina de sete anos, que tinha feito alguma coisa tão errada, que seu pai tinha que lhe dar algumas palmadas para aprender a lição. Milo já até ria escutando ela gritar "Não, Pare com isso! Você me paga!", e imaginando a cara que ela estava fazendo nesse momento. Como ficou debom-humor, parou com isso, e se levantou. Não deu outra. June foi com tudo no chão, e ficou por lá mesmo, gritando ao ver ele se afastar:

- Você vai me paga caro por isso, Milo de Escorpião. Eu juro.

- Se você conseguir me pegar... – e saiu de lá todo feliz, indo pro refeitório.

O dia seguinte

Syf acaba de chegar na arena. Todos já estavam lá, treinando. Ela se aproxima de Aioros, que sai de sua posição de ataque ao perceber a presença dela:

- Átrius, você pode tirar a manhã de folga. Hoje vou treinar com Syf pra ver como ela se sai em campo.Os dois começaram com ataques e defesa. Syf as vezes era pega desprevenida, mas contornava atacando com um chute, o que era facilmente bloqueado pela defesa de Sagitário. E desse jeito passaram a manha toda, até que Aiorosa acerta em cheio, e ela foi parar longe. Ele vai até Syf e a ajuda a se levantar. Vendo que ela estava cansada:

- Você foi muito bem, Syf. Foi melhor do que eu esperava... Vamos encerrar o treino por hoje.

Ela afirmou com a cabeça, e foi pra sua "casa", sendo acompanhada por Aioros. Este estava esperando uma brecha pra entrar em um assunto:

- Como conseguiu arremessar aquele homem sem usar o cosmos e nem um movimento?

- Não sei do que está falando.

- Da noite em que saímos do Santuário.

- Continuo sem saber do que fala, Aioros.

Aioros pensou que esse esquecimento talvez tivesse sido por causa do excesso de bebida. Era possível, afinal de contas existem casos em pessoas que tem pouca tolerância a bebida, sofrer de esquecimento.

- Não foi nada, Syf... Esqueça o que eu disse.

Caminho da arena

Aioros estava indo pra arena quando escutou o pedaço de uma certa discussão:

- Você não vai treinar hoje. – Aioria falava em um tom de voz capaz até de mover um batalhão, de tão firme que era a ordem.

- Mas que besteira, Aioria... Eu me sinto bem agora. Não precisa se preocupar.

- Se eu disse que você não vai treina, não vai treinar e ponto final.

Aioria passou por seu irmão sem percebê-lo, de tão irritado que estava com essa discussão. Foi diretamente até Saga:

- Marin não vai poder treinar hoje, Saga... A menos Syf a substitua, você terá que ficar no banco hoje.

- Ela ainda não está preparada pra treinar com os demais, Aioria. Portanto eu serei seu oponente, Saga. – Realmente. Dois meses havia se passaram desde que Syf chegou. Ela sempre treinava com Aioros e Átrius mas ainda não estava bem o suficiente para treinar com Saga.

- Como nos velhos tempos, meu amigo.

Todos treinavam sob os olhos atentos de seus alunos, que procuravam tirar o máximo proveito possível para aprender com eles. Marin que também assistia ao treino, saiu logo após o final da manhã rumo a sua casa. Aioros aproximou-se de seu irmão ao ver que o treino com o Cavaleiro de Peixes tinha acabado, e este se afastou de Aioria.

- Por que você e Marin estavam discutindo? Qual é o problema para você não querer que ela treinasse hoje?

- Espero conseguir afastá-la por muito tempo... Só não sei como vou fazer isso... – Aioros era a única pessoa em que ele podia confiar para lhe dar conselhos. – Você sabe que estou com Marin a um certo tempo... Bem é que... eu acho que ela está...

- Grávida!... E como você pretende esconder isso por muito tempo? As pessoas vão acabar percebendo e...

- Eu estava tentando encontrar uma solução pra isso... Não sei o que fazer, principalmente porque ela ainda não se tocou de seu estado, e quer a todo custo treinar.

- Vocês dois vão ter que conversar sobre isso. – deu um tempo para analisar a situação e disse – Vai pra casa e esfrie a cabeça que eu vou pensar em uma solução... Não se preocupe.

Durante a tarde, Aioros estava treinando com seu aluno e Syf, quando ao olhar pra ela, lhe veio uma idéia. Ao entardecer, foi ao templo de Athena.

- Desde que Syf perdeu a memória, não consegue distinguir o certo do errado. Ela precisa ter aulas teóricas não só sobre o cosmos, como também os deveres de amazona... Eu acho que a amazona mais indicada pra essa questão, seria Marin.

- Com tantas amazonas, Aioros, por que supõe que só ela seja a mais indicada? Por acaso está acontecendo algo pra ter que se ausentar dos treinos, como fez hoje pela manhã?

- É que ela será a mãe de meu sobrinho...

- Aioros, assim que puder chame seu irmão, Marin e Saga. Já tenho uma solução pra esse problema.

Aioros se retirou do salão totalmente pálido e sem animo, imaginando o pior. Quem o viu
daquele jeito perguntava o que estava acontecendo, mas não obtinham resposta.

Já no salão, Saga estava ao lado de Athena. Em frente aos dois estava Marin ajoelhada. Quando Aioria viu aquela cena imaginou o pior. Correu imediatamente pra frente de Marin,
implorando a deusa:

- Deusa Athena, seja misericordiosa, seja o que for que esteja pensando em fazer, eu assumo no lugar de Marin e...

- Aioria, entrando aqui dessa forma está desrespeitando a nossa deusa. – Saga fala em um tom serio de voz.

- O que eu quero é apenas conversar com vocês três.

Horas mais tarde, todos os cavaleiros e amazonas, com exceção de Lady Syf e Saga, estavam reunidos no salão diante de Atena, que parecia um pouco desapontada pela falta dos dois:

- Pedi que todos comparecem sem atrasos, no entanto ainda faltam duas pessoas. – disse olhando pra Aioria que foi até a deusa dar um comunicado.

- Saga ficou encarregado de chamar Lady Syf... Só que Milo me disse que viu ele sair do Santuário seguindo e Syf.

- Peço permissão para ir atrás dos dois, Athena.

- Sei que você se tornou responsável em cuidar de Lady Syf ao regressar de Asgard, Aioros, mas não posso permitir que mais alguém saia do santuário... Porem se eles demorarem uma semana sem dar noticias, te darei a permissão. Até eles voltarem, a reunião está suspensa.

Em outro lugar, Saga estava seguindo Syf sem deixar que ela o percebe-se a dois dias, sem descanso. Já estava começando a achar que ela estava apenas caminhando a esmo. Até que ela encontra um casebre, o qual havia muito barulho dentro. Estava prestes a bater na porta, quando houve uma grande explosão, a empurrando pra longe. Ao lado dela estava o cadáver de um homem. Na entrada da porta surgiram três guerreiros. Um deles começou a atacar Syf, enquanto que os outros dois procuravam algo na floresta. Saga achou melhor apenas observar, e descobrir o motivo que a fazia andar por tanto tempo para encontrar essa situação. Se por acaso ela precisasse de ajuda, ele o faria.

- Onde está a criança, mulher? Não conseguirá escondê-la por muito tempo.

O guerreiro que atacava Syf continuou a luta ao perceber que ela não responderia a pergunta. Syf apenas se defendia, olhando ao redor como se procurasse algo. Não demorou muito pra achar. Uma mulher aproximava-se correndo, com uma criança em seus braços, pedindo ajuda a ela. Nesse momento, um dos guerreiros lança uma bola de energia que
acertaria em cheio os dois, mas Syf foi rápida o suficiente para conter com as suas
mãos enquanto gritava:

- Rápido, Saga, salve o menino.

Sem hesitar, Saga toma a criança das mãos da mulher em um dos braços, e no outro tenta levá-la pra um lugar seguro. Todavia, a bola de energia explodiu, impulsionando Syf pro chão que não agüentou a pressão, e se abriu. Nem mesmo Saga pode evitar de cair no grande buraco, e ao alcançar o fundo deste, perdeu a consciência por alguns segundos, pois Saga havia protegido o menino com seu corpo do impacto iminente.Quando abriu os olhos percebeu que o lugar estava escuro, e que deveria ser uma caverna. Era possível, afinal de contar o cosmos que o guerreiro havia enviado, não era capaz de fazer um lugar tão grande assim. Ascendeu um pouco o seu cosmo pra iluminar um pouco o ambiente. Pode constatar que o menino estava bem, mas não conseguiu proteger a mãe do menino. Esta já estava morta.

Decidiu procurar Syf. A encontrou não muito longe de onde estava, semi-nua e sem respirar. Ele deixa a criança de lado, retira sua mascara, e faz respiração boca a boca, enquanto pensava: – "Vamos menina. Respira, por favor." – Saga já estava perdendo a esperança, quando a sente responder a seu esforço, só que sentiu algo estranho. Seus lábios ficaram presos ao dela por uma força maior. Em um simples piscar de olhos ele viu e sentiu na própria pele ao mesmo tempo: "Chicote rasgando as suas costas, grilhões queimando seus pulsos, torturas, feridas, solidão, gosto de sangue na boca". Estava quase desmaiando tamanha a dor que sentiu, mas mesmo assim, conseguiu juntar forças pra se afastar dela, respirando com uma certa dificuldade.

- O que foi isso? Cheguei a pensar que ia morrer...

Olhou pra todos os lados, vendo apenas a escuridão e o vulto de Syf jogada no chão. Como viu que não teria respostas pra suas perguntas, retirou sua capa, envolvendo Syf com ela, e a coloca no seu ombro esquerdo. Com o braço direito segura a criança, e sobe se segurando em uma raiz de planta com se fosse uma corda.

Asgard

Agnar estava dançando e festejado com Hilda alguma coisa que os estava deixando muito felizes. Agnar parou um pouco para pegar uma taça de vinho e Hilda
ia fazer o mesmo, mas foi impedida por ele:

- Você não deve beber, Hilda. Pode fazer mal. –dizia passando a mão no ventre de Hilda.

- Já começou a ser pai coruja antes do tempo, meu amor? Mas tudo bem. Eu farei tudo o que me pedir.

- Então, você vai aceitar se casar comigo. Não fica bem para uma princesa ter um filho sem ter um marido.

- Não sabe o quanto esperei por esse dia, meu amor. Podemos marcar o casamen...

Hilda foi interrompida quando viu Agnar deixar a taça cair no chão, e gritando de dor, que era tanta a ponto dele cair no chão rolando.

- Por Odin, Agnar. O que sente?

Bado e Freiya Chegam pra ver o que estava acontecendo, só que Agnar parou de repente de se contorcer, mas respirava pesadamente.

- Bado, leve ele imediatamente pro meu quarto.

Bado prontamente leva seu amigo ao quarto o deixa ele na cama. Estava preocupado, pois nunca, desde que o conheceu viu ele ficar daquele jeito. Hilda demonstrou querer ficar a sós com seu amado. Bado sai junto com Freiya.

- Agnar, o que está sentindo?

- Foi apenas um mal-estar repentino... não precisa se preocupar, Hilda. – falava um tanto nervoso.

- Vou pedir que chamem um médico...

- Não é preciso, Hilda. Vem, é melhor você deitar também pra descansar. Eu quero que meu filho seja muito saudável. – em seus pensamentos "Isso que eu senti a pouco foi muito estranho. Se for o que eu estou pensando, terei que me ausentar mais uma vez de Asgard."

Santuário

Saga acaba de chegar com a criança e Syf, ainda inconsciente. Ao colocar os pés nos degraus da primeira casa, se depara com os olhos apreensivos de Aioros.

- O que aconteceu com ela, Saga?

- Cuide dela, Aioros. Preciso falar imediatamente com Athena sobre o ocorrido.

Templo de Athena

-Tudo o que vocês relataram sobre essa Amazona é estranho até mesmo pra mim, entretanto não a vejo como uma provável inimiga. Temos, graças a ela, duas crianças, cujos nomes são os mesmo dos cavaleiros que tombaram no mundo dos mortos... O que nos leva a crer que se tratam da reencarnação deles.

- Acredito nisso também... Caso contrario, ela os deixaria morrer.

- Temos um grande mistério em nossas mãos, que não podem ser solucionados agora... Vamos abordar outro assunto. – olhou pra todos como se fosse a ultima vez e continuou – Quando Syf recobrar a consciência, ela irá substituir Marin que lhe dará aulas teórica pela tarde. Aioros, você substituirá Saga que a partir de agora será o Grande Mestre do Santuário, e assim passando a armadura gêmeo para Kanon, o novo Cavaleiro de Gêmeos... E com isso eu me despeço de todos. – Athena sai do templo.

- O que Athena quis dizer com isso?

- Que deixará o Santuário nas mãos do Grande Mestre para poder cuidar unicamente de Seiya, Mascara da Morte. –logo após dizer isso, faz uma reverencia a Saga e sai do templo assim como Athena fez.

Os Cavaleiros e Amazonas presentes nem conseguiram esboçar algum tipo de reação de tão espantados que estavam com o que Phebe havia dito. Mas como se tratava de Phebe, tiveram mesmo que acreditar. Todos mostraram o devido respeito ao novo Grande Mestre. Quando todos estavam saindo, Saga pediu que Aioros permanecesse no templo:

- Aioros, nunca deseje que Syf recobre a memória... ela já sofreu demais, e talvez essas seqüelas de seu passado podem a ter deixado desse jeito...

- O que? Como você ficou sabendo disso?

- Aioros, nem mesmo eu entendi direito como eu descobri tudo isso, mas te asseguro que não foi nada agradável quando eu soube... Deixe do jeito que está, meu amigo. Será melhor pra ela... Agora eu preciso ficar sozinho. Tenho que organizar muitas coisas agora que sou o Grande Mestre.

- Athena fez uma excelente escolha. Você é o mais indicado pra esse cargo.

Nenhuma palavra era necessária naquele momento, apenas o aperto de mãos entre os dois velhos amigos já dizia tudo. Aioros saiu do salão e ao passar pelos templos, encontrou Phebe a sua espera.

- Algo me diz que você queria falar comigo, Aioros.

- Isso mesmo... Queria pedir que tentasse ler a mente de Syf novamente.

- Ah! Era isso!... Eu jurei nunca mais ler a mente de ninguém, Aioros... eu tenho lá as minhas razões. – Phebe foi embora deixando o Cavaleiro de Sagitário pensativo.

Continua...

Obs: Este capitulo foi betado por Perséfone Theravous. Valeu pela força, amiga! XD