Capitulo VII – Quem é Lady Syf?- parte 1
Passou-se três dias desde que Saga havia se tornado o Grande Mestre do Santuário. Syf já estava recuperada e foi pra arena para o seu primeiro dia de treino, como foi declarado pelo Grande Mestre, substituiria Marin. Hoje será o dia que treinaria com Shaka. Aioros que estava treinando com Mu, pensava – "Shaka é uma pessoa contida... Não vou precisar me preocupar quanto a segurança de Syf".
Como Aioros havia imaginado, Shaka pegou leve com ela, que ao contrario de seu oponente, usava todo o arsenal de golpes que aprendeu com Aioros.
A tarde, Syf teve aulas teóricas com Marin. Daí pra frente sempre seria assim, tendo treinos pela manhã, e pela tarde as aulas teóricas.
Dias seguintes
Treinou com Aioros na quarta-feira, na quinta-feira com Mu, na sexta-feira com Shina, no sábado com Máscara da Morte, na segunda-feira com Aioria, e por ultimo voltava ao treino na terça-feira, que era com Shaka.
Desse jeito se passaram dois meses, e aos poucos ela demonstrava que aprendia cada vez mais rápido, forçando aos seus oponentes a encarar o treinamento com mais seriedade.
Quando voltou a treinar com Shaka em um desses dias, este se viu obrigado a utilizar uma de suas técnicas. O que ele não esperava, era que Syf utilizasse um golpe parecido com o que acabava de dar. A diferença é que Shaka havia usado um pouco do seu cosmos para não machucá-la, e ela, usou todo o cosmos que tinha. Com o choque dos dois cosmos, Shaka foi parar a uma certa distancia, mas sem perder a pompa de Cavaleiro. Syf sai da arena ao perceber que todos olhavam pra eles.
- Ha! ha! ha! Shaka, o homem mais próximo de deus, apanhando de uma aprendiz de Amazona.
Shaka lança um olhar assassino pra Máscara da Morte, e depois olha sério para Mu, que estava sério. Saiu da arena sem dizer nada. Mu se teleporta pra sua frente.
- Sentiu aquela energia, Mu?
- Sim. E creio que só aqueles que tem poderes psíquicos como nós dois, puderam sentir essa energia.
- Sugiro que tenha cautela quando for seu dia de treinar com ela. – e vai pra sua casa meditar sobre o assunto, deixando o Cavaleiro de Áries falando pra si próprio.
- E eu terei, meu amigo.
No dia em que Aioros treinou com Syf, este percebeu que ela estava se contendo em seus golpes e que estava aparentemente cansada. Ele achou estranho, mas resolveu manter do jeito que estava.
No dia do treinamento com Mu, Syf havia começado com socos e chutes. Mas o de praxe só foi no inicio. Chegou uma hora em que ela atacou com um alto nível de seu cosmos, e Mu, faz uma parede de cristal. Syf ao ver que seu golpe havia voltado contra si, tentou desviar, mas acabou sendo pega de raspão no braço esquerdo. Ela se recompõe, e se prepara para lançar outro golpe do mesmo jeito do anterior.
- Não vê que se fizer isso, Syf, apenas você é que irá se machucar? – Mu dizia isso sorrindo da falta de experiência dela.
Mesmo com a advertência do Cavaleiro de Áries, ela o atacou. Mu continuou confiante quando o golpe voltou a ela. Mas seu sorriso se desfez ao ver que ela havia desaparecido. Quando se virou pra traz, recebeu um forte chute no rosto, que o fez bater em sua própria parede de cristal com tanta violência, que a parede de cristal só se desfez quando ele foi arremessado a metros dali, derrubando Máscara da Morte. Shaka, que treinava com ele nesse dia, ajudou aos dois a se levantarem.
- Mu, eu não te disse pra você ter cautela ao treinar com Syf?
- E eu tive. Mas ela... – ainda sem acreditar no que tinha acontecido – ... ela usou teletransporte. Como isso é possível?
- Vocês dois são uns frouxos mesmo... Eu nunca levaria uma surra de uma mulher. – Máscara da Morte empurrou os dois, e saiu dali.
O treino que Syf teve com Shina foi normal. As vezes até levava um golpe certeiro da Amazona de Cobra, mas se recuperava rápido, contra-atacando.
Mas no dia de seu treinamento com Máscara da Morte, foi bem diferente. Ele estava pegando pesado até no aquecimento. Syf por sua vez, se teletransportou para trás dele, o que o fez se virar e depois ela se teletransportou para baixo dele, dando-lhe uma rasteira. No chão, o Cavaleiro de Câncer, viu Milo rindo e dizendo irônico:
- "Eu nunca levaria uma surra de uma mulher."
Mascara da Morte ficou mais irritado com Milo do que com a rasteira que levou.
- Ondas do Inferno.
Syf foi tragada pelo buraco negro que se formou atrás do Cavaleiro. Quando Aioros se deu conta do que havia acontecido com Syf, acabou se distraindo e recebendo um soco de seu irmão. Aioria fez menção de desculpar-se, mas Aioros já estava longe.
Aioros socava Máscara da Morte com tanta raiva, que este nem conseguia se defender. Alguns cavaleiros tentavam impedir que ele o espancasse até a morte. Só quem conseguiu separar os dois, e mesmo assim com uma certa dificuldade, foi Aldebaran.
- Seu idiota. Como você foi capaz de usar um golpe desses em Syf? Ela não tinha nem uma armadura pra receber isso. – protestava Aioros, ao mesmo tempo em que tentava se livrar dos fortes braços do Cavaleiro de Touro.
- Calma, Aioros. Máscara da Morte apenas se excedeu.
- Apenas se excedeu? Por acaso está vendo Syf aqui?
Máscara da Morte faz um esforço para ficar em pé sem a ajuda de Kanon, enquanto dizia:
- Pensei que ela fosse se teletransportar como estava fazendo o tempo todo... Admito que errei, e para consertar isso, vou trazê-la de volta.
Ele usa sua técnica, ondas do inferno, e entra na Entrada do Além, procurando-a.
Tempos depois a encontra de uma forma que nunca tinha visto em sua vida como cavaleiro. Varias almas estavam carregando seu corpo em direção a uma estranha luz vermelha. Ela parecia tranqüila. Pensou que ela estivesse desnorteada, e correu o mais rápido que pode. Quando tentou retirá-la dali, ela fez um grande esforço para continuar seguindo com as almas que insistiam a conduzi-la para a tal luz. Máscara da Morte despedaçou varias almas, e a colocou em seu ombro, mesmo sob seu protesto. No meio de toda a confusão, Syf caiu de cabeça, e perdeu a consciência. Menos um problema para Máscara da Morte se preocupar.
Ele conseguiu se livrar das almas, e volta para o Santuário, onde todos estavam preocupados com a demora do Cavaleiro de Câncer. Aioros foi logo arrancando Syf dos braços dele, e saiu com ela, dizendo sem olhar pra trás:
- Para o seu próprio bem, Cavaleiro de Câncer, peça para todos os deuses que Syf não esteja seriamente ferida.
Aioros não era de ameaçar alguém, nem de se mostrar violento, mas ultimamente ele estava muito diferente. Explodia com uma certa facilidade. Por isso os seus amigos estavam temendo pela vida de Máscara da Morte.
- Dá próxima vez que treinar com Syf, vê se não usa esse golpe, M.M., ou nem mesmo Aldebaran vai conseguir salvar o seu couro.
- Milo, não to pra suas brincadeiras... Não percebeu o que aconteceu agora a pouco? – Máscara da Morte falou sério porque sabia que Milo pretendia rir da sua cara. Desde o dia que eles tiveram folga, Milo não parava de perturbar com essa história M.M.
- Oras, você enviou a menina para a Entrada do Além. O que mais eu deveria ter visto?
- Quando eu uso as minhas Ondas do Inferno, só a alma dessa pessoa que recebeu o golpe, é que vai pro hiraska, e não a alma com corpo, como aconteceu com Syf. – lembrou-se do que havia visto e resmungava, sendo escutado apenas por Mu e Shaka, que estavam perto dele. – Ainda não consigo acreditar no que eu vi...
- O que você viu?
- Ela fazia de tudo para continuar com as almas. E o pior de tudo não foi isso... Eles a guiava para uma luz vermelha, que eu nunca tinha visto ali. Parecia que essa luz a estava chamando.
Mu e Shaka se entreolharam preocupados e já tomando suas próprias conclusões.
Na gruta
Aioros procurou por ferimentos, mas nenhum deles merecia grandes cuidados. Eram apenas pequenas escoriações. Ficou sentado ao lado dela. E quando ela acordou, parecia querer alcançar algo, mas não tinha nada ali, a não ser eles dois. Aioros chegou a pensar que fosse uma seqüela da experiência traumática que teve. Ele colocou as mãos em seus ombros, a forçando se deitar novamente.
- Descanse. – foi a única palavra que ela escutou, pois pegou novamente no sono.
Aioros decidiu ir pra sua casa. Como ela não foi ao treino no dia seguinte, ele foi até a caverna, mas Syf demonstrava que não queria a sua companhia. Aioros pensou: "Acho que ela está se sentindo uma fracassada porque não conseguiu vencer Máscara da Morte... Pode ser isso. As vezes eu a vejo como uma menina muito competitiva, e que não admite derrotas... Deve ser por causa de sua criação." Achou que seria melhor deixar de aparecer para ela recuperar a sua auto-confiança sozinha.
Passaram-se duas semanas, e ninguém gostava de chegar perto da gruta, principalmente depois de alguns boatos que corriam a solta no Santuário. Diziam que o lugar onde ela vivia devia ter muitas almas penadas que a estavam deixando maluca. Outros diziam que a família dela era amaldiçoada, por isso eles morreram e ela ficou sem memória pra sempre. E alguns diziam que esses boatos foram feitos pelos Cavaleiros de Ouro. Não se sabe se isso foi uma brincadeira de Milo para assustar os novatos, ou se esses boatos foram feitos por algum deles para deixarem ela em paz. Não importa qual dos boatos fossem verdadeiros ou falsos, e sim que nenhum dos aspirantes a Cavaleiros e a Amazonas tinha vontade de chegar perto daquele lugar.
Aioros achou esse tempo muito demorado para alguém se recuperar da humilhação de uma derrota. Pra ele isso já estava ridículo. Tinha sido apenas um treino, não havia necessidade para esse escarcéu todo da parte dela. Resolveu ir até lá para dizer isso a ela. Mas quando chegou lá, não a encontrou onde geralmente ficava. Caminhou até o que ele considerava o final da gruta. Estava tão escuro que não viu o que aconteceu a seguir. Começou a escorregar em umas rochas cobertas por lodo. O susto foi tão grande que ele ficou sem reação. Escorregou até mergulhar em um lago, que por sinal era profundo. "Este deve ser o lugar que Syf toma banho."
Já se preparava pra sair dali quando sente seu ombro ser tocado por mãos delicadas. Quando ele se virou, recebeu um beijo tímido. Como Aioros andava tão estressado, e tão carente ao mesmo tempo, aceitou aquela boca que cobria a sua de uma forma até inocente. Aos poucos foi se aprofundando naqueles lábios pequenos que não correspondia da mesma forma que ele. Aioros estava em outro mundo. Imaginava que aquela pessoa a sua frente fosse o ser que a quase dois anos atormentava a sua mente... Anjo da Morte. Nessa hora a realidade veio a tona. Quem estava ali era Syf, e provavelmente ela estava nua. Afastou-se imediatamente, se desculpando:
- Desculpe, Syf, eu... Esperai... Quem te ensinou isso?
- Eu vi Aioria e Marin fazendo isso, e queria saber como era.
- Isso se chama beijo. – "Só podia ser esses dois mesmo." Em um relâmpago, algo mais veio a sua mente, e ficou temeroso em escutar a resposta da pergunta que pretendia fazer – O que mais você viu?
- Mais nada... Pra que eles fazem isso, Aioros? – este suspirou aliviado.
- Para mostra o quanto se gostam, porque eles se amam.
- Ah! Isso é amor? Então eu te amo.
Com essa Aioros não esperava. Ficou tão atônito com o que ela disse, e acabou engolindo um pouco de água, fazendo-o tossir compulsivamente. Quando se recuperou do susto, falou meio sem jeito:
- Eu não posso ter esse sentimento por você, Syf.
- Você não gosta de mim?
- Sim, eu gosto. Mas é de outra forma.
- Marin disse que pra amar uma pessoa, tem que gostar dela, se preocupar com ela, fazer de tudo para o seu bem-estar e sempre estar junto dela... Tudo isso que você faz por mim.
- Syf, existe vários tipos de amor. Existe o amor fraterno, o amor ao próximo... Eu gosto de você do mesmo jeito que eu gosto dos meus amigos e amigas... – parou de falar por que no fundo no fundo, sabia que ela não entenderia isso naquele momento – Mas as pessoas só podem amar, no sentido de manter um relacionamento como Marin e Aioria, por alguém que seu coração pede...
- E você ama desse jeito outra pessoa?
- Sim... Mas ela está fora de meu alcance. – Passou a mão no cabelo dela, tentando passar um pouco de conforto ao coração daquela menina inocente – Você está confusa por causa da sua amnésia, e se apegou a mim para tentar se centralizar. E isso é normal que esteja acontecendo. Quando sua memória voltar, e se você se lembrar dessa conversa, me dará razão... Agora eu tenho que ir.
Ele escalou as rochas e saiu da gruta. Estava todo encharcado, seguindo pra sua casa, e se lembrando do que tinha acontecido a pouco. No final das contas, nem conseguiu falar com Syf sobre ela ter que voltar aos treinos.
- Desse jeito vai pegar um resfriado. – a dona dessa voz se faz presente – Ao que parece, Lady Syf não irá treinar mais.
- Não creio que ficou de tocaia esperando eu voltar para apenas pra me dizer isso. O que você quer, Phebe?
- Você nunca tinha me tratado assim... Qual o motivo de ter se afastado assim de mim, Aioros?
- Acho que você já sabe a resposta.
- Desconfio que seja por causa de Lady Syf... Você a protege demais.
- Eu não acredito no que estou ouvindo... Pelos deuses, Phebe, ela é apenas uma menina que não consegue enxergar o mundo do jeito que ele é realmente, e que não tem ninguém pra cuidar dela... Afastei-me de você porque depois de tantos anos preso no Mundo Inferior, acabei me apaixonando por outra pessoa...
- Como você pode amar o Anjo da Morte? – a curiosidade de Phebe falou mais alto do que a promessa que tinha feito a si própria – Ela é a filha de...
- Se eu fosse vocês, não mencionava o nome dessas entidades... Nunca se sabe quando eles podem atender a um chamado.
- Agnar? O que está fazendo aqui?
- Freiya estava preocupada com o menino, e eu me ofereci para trazê-la. Eu queria vir também porque eu preciso falar com Athena.
- Nesse caso perdeu a viagem, rapaz. Athena partiu do Santuário, e não sabemos de seu paradeiro. Terá que se contentar em falar com representante dela, o Grande Mestre.
- Phebe, poderia levar os dois ao templo do Mestre? Não posso ir assim...
- Tenho mais o que fazer do que ficar escoltando as pessoas até o Tempo do Grande Mestre, sabia?
- Não precisa se preocupar, Phebe. Eu recebi um comunicado do Grande Mestre dizendo para levar os visitantes que viriam de Asgard... – Áries balançou a cabeça em reprovação a atitude da amazona, que saiu sem dizer mais nada. Viu logo que ela não estava no melhor de seus dias. – Você deve ser Agnar, e a senhorita deve ser Freiya. Eu sou Mu de Áries.
- A sua amiga é muito mau-educada.
- Phebe não é sempre assim. Hoje ela está de mau-humor... Acompanha-me, senhorita? – Mu dizia oferecendo o braço como um perfeito gentleman.
Ela aceitou e os três rumaram para a escadaria. Mu falava alegremente sobre a rotina do Santuário, e Freiya falava sobre Asgard. Já Agnar só escutava a conversa sem dizer nada.
Uma semana haviam se passado
Shura havia dormido na casa de Shina porque ela não estava se sentindo bem no dia anterior. Já eram 6:30 e Shina não havia se levantado ainda. Achou estranho porque os dois eram bem parecidos. Tinham uma rotina sagrada de acordar bem cedo para fazer exercícios antes do treino, e mesmo assim ainda chegavam cedo na arena. Resolveu acordá-la:
- Ah, Shura. Deixa-me dormir. Estou muito cansada...
- Você? Cansada? Nunca pensei que viveria o suficiente escutar isso de você... Tem certeza que não se feriu seriamente quando treinou com Kanon ontem?
- É sério, Shura. Não estou me sentindo bem... Arranje alguém pra me substituir hoje, porque não vou treinar hoje, de jeito nenhum mesmo.
- Quanto a isso você não precisa se preocupar. Hoje era o dia de você treinar com Lady Syf, mas como desde aquele incidente com Máscara da Morte que ela não veio mais treinar, e Kamus é que está se desdobrando para manter o esquema de Saga normal. Ele até vai gostar de ter uma pequena folga, afinal de contas, está com muitos alunos... Por que você não vai à enfermaria que Athena mandou instalar ao lado do refeitório pra ver esse mal-estar?
- É o que pretendo fazer... À noite eu passo na sua casa, e digo como foi.
Arena
Como Shura havia dispensado Kamus, Syf que apareceu uns minutos depois, ficou sem um oponente.
- Eu substituo Shina até ela voltar. – todos olharam pra Phebe assustados – Podem ficar despreocupados. Eu só vim treinar, e não pretendo pegar pesado.
Como ela havia dito, realmente lutou contra Syf sem usar seu cosmos, e esta ultima fazia o mesmo. Durante a manhã inteira, o treino das duas mais parecia estar sendo um teste de resistência do que treino, propriamente dito. Todos já haviam parado para almoçar, mas resolveram assistir, e até chegavam a se arrepender, de tão monótono que estava aquilo. Quanto a Shura, Milo, e os irmãos, se perguntavam até quando Phebe pretendia segurar seu gênio, e acabar logo com aquele impasse.
Agnar e Freiya acabam de chegar na arena, e isso tira a concentração de Syf. Essa distração fez ela receber um chute certeiro de Phebe, e ela foi arrecada pra longe, fazendo uma trilha considerável no chão. Aioros fez menção de se levantar, mas o seu irmão o impediu apontado pro local onde Syf estava. Ela estava se levantando ao mesmo tempo em que enviava duas bolas de energia. Phebe desviou facilmente e lançou o mesmo artifício de sua oponente, que se teletransportou para fugir do golpe dela, e quando reapareceu, atacou com tudo.
- O negocio começou a ficar animado... – Milo falava pra Capricórnio que estava do seu lado, mas sem tirar os olhos daquelas duas.
Os outros cavaleiros e amazonas se aproximaram de Aioros. Ali era o melhor angulo para ver esse confronto. Syf começou a pegar mais pesado, impondo a Phebe que usasse mais do seu cosmo. Os dois cosmos se chocavam com mais intensidade, proporcionando um belo espetáculo a platéia.
Phebe embora estivesse se contendo pra não usar o máximo de seu cosmo via-se em uma luta empatada. Não só pela honra de seu orgulho, mas como também para acabar com aquele treino cansativo,prepara pra lançar seu ultimo e mais poderoso golpe. Ao ver o que a outra estava fazendo, Syf se prepara também pra atacar. Cria uma parede de cristal, que se quebra formando uma chuva de cristal. Essa chuva se tornou um ciclone, girando a sua volta, e girava cada vez mais rápido. No olho do ciclone, Syf criava uma bola de energia, que desferiu junto com os cristais contra Phebe. E esta atacou ao mesmo tempo.
- STELLAR FALLING!
- CRYSTAL CYCLONE!
Na ultima hora, Mu percebeu o perigo que todos a sua volta estavam correndo com o choque dos dois cosmos, e criou uma parede de cristal. Trinta segundos se passaram depois da colisão dos cosmos, apenas se via poeira e estava muito silencioso. Quando a poeira dissipou um pouco, puderam ver vagamente que as duas estavam distantes uma da outra, caídas ao chão sem se mexerem. Kamus foi até Phebe e a levou desacordada dali. Logo a seguir, Agnar levantava-se com uma certa dificuldade, e com um filete de sangue no canto da boca, se dirigindo ao local onde Syf estava. Mu ficou apenas olhando pra ele sem entender como ele podia estar machucado, mesmo depois de ter protegido todos com sua parede de cristal.
- Syf... Não se preocupe, meu amor. Eu voltei pra cuidar de você...
Nessa hora ele sente seu pescoço ser agarrado por duas mãos que queriam lhe tirar a respiração. "Eu não entendo. Por que Syf está fazendo isso? A não ser que..."
- Tyr, sabe o quanto odeio esse nome... Da próxima vez que me chamar assim, morrerá. Não será uma lei estúpida que me impedirá.
- Eu não queria te irritar, Letha.
Ela se teleportou pra longe, deixando todos sem entender o que estava acontecendo. Aioros se aproximou de Agnar:
- Agnar ou Tyr, seja qual for o seu nome, ordeno que explique o que está acontecendo.
- Tudo o que posso dizer é: estamos todos perdidos. –ao terminas de desferir essa frase, saiu correndo em direção as doze casas.
Aioros despertou de seu transe e seguiu em disparada para obter mais informações. Encontrou Agnar no templo de Áries, e já foi logo empurrando o outro com força, contra uma pilastra.
- Por que ela fez aquilo com você?
- Seu encantamento foi quebrado, e com isso a sua memória voltou...
- Do que está falando? E por que mentiu sobre seus nomes?
- Eu não menti sobre nossos nomes, Aioros... É uma longa história.
- Tenho todo o tempo do mundo.
- Tudo bem, eu conto... Eu tinha dez anos quando ela apareceu em Valhalla. Ela quase não sabia falar, e minha mãe começou a chamá-la de Syf. Passamos um tempo treinando. Até que um dia ela me conduziu ao Mundo Inferior... A minha mãe desconfiou da minha demora, e procurou por todos os cantos de Valhalla. Ela deduziu que Syf havia me levado para um lugar que eu não deveria pisar, e foi atrás da gente pra impedir que Hades revelasse a verdade a mim. Mas já era tarde... – Agnar deu um pequeno tempo para se recompor, pois sempre que se lembrava do passado, se sentia mal. – Hades contou que nós dois nascemos em seu reino. Ele disse que meu nome era Tyr, e o dela era Letha. Nós dois teríamos que encontrar um medalhão, que só o verdadeiro dono poderia pegar. Nem mesmo um deus podia encostar nele... Letha foi a escolhida, e se tornou o seu braço direito no pior lugar do Mundo Inferior. Ela apenas servia para coordenar os Espectros, e só intervir na batalha contra Athena quando necessário... Eu e minha mãe fomos obrigados a permanecer em Hades... Um dia a minha mãe tentou fugir comigo, mas Letha, apesar de todo o amor e carinho que recebeu da minha mãe, decidiu matá-la. Percebi que só podia partir quando eu me vingasse... Depois que a vi se memória, eu achei Letha tão inocente, tão frágil que me lembrou da menina Syf a quem eu tinha muito apreço.
Aioros, que até então só escutava o relato do rapaz, procurava algo que não se retratasse da pura verdade. Cada gesto de mãos, o olhar, e o tom de voz de Agnar, não passava despercebido. Mas estava faltando algo nessa historia, e certamente seria muito importante.
- Agnar, tem algo que não bate muito bem nisso que você disse. Como conseguiram sair do Mundo Inferior se vocês passaram um tempo lá? O Sacerdote disse que todos os seres que comecem a comida de lá, não poderia voltar ao mundo dos vivos novamente.
- Não entendeu ainda, Cavaleiro?... Ela é o Anjo da Morte, Vossa Alteza das Trevas, e minha pior inimiga.
- Você enlouqueceu? Os cabelos daquela que vive em Hades tem os cabelos negros, e Syf os tem vermelho-vinho.
- Pelo jeito você não conhece a lenda, como deveria conhecer...
Com essa, Agnar continua seu caminho, rumo ao templo do grande mestre, abandonando o Cavaleiro de Sagitário se ação nenhuma. Este se encostou na pilastra deixando seu corpo escorregar até o chão onde coloca suas mãos.
- A lenda dizia que o Anjo da Morte vive nos dois mundos, sem pertencer a nenhum deles... Se isso for verdade, esse é o verdadeiro nome dela... Letha.
Continua... Capitulo VII – Quem é Lady Syf?- parte 2
