Notas: Hehehehehe... Descobri que as aulas de metodologia científica são as melhores prá escrever! –rola- Enquanto o professor canta "perereca pra frente, perereca pra trás", eu me distraio escrevendo. Muito bom. xD

Ah, e relaxem se tiver uns errinhos, geralmente eu não reviso minhas fanfics. xD E quase sempre só os acho depois que postei e li a parada toda de novo. xD

Sem mais demora, Capítulo 5!

Capítulo 5

Depois do acontecido no apartamento de Ruki, nem ele quanto Reita tocaram no assunto. Ruki tinha ficado sem graça demais para falar alguma coisa – mesmo que tivesse achado muito estranho o comportamento de Reita – e o baixista... Bem, esse era o último a querer falar qualquer coisa além de um sincero pedido de desculpas.

Quando eles saíram em turnê no dia seguinte, ambos agiam normalmente, como se nada de estranho tivesse acontecido. Só que era notável como Reita parecia ficar um pouco cauteloso demais em relação ao vocalista, sempre se certificando de que não o encontraria em alguma situação constrangedora. Uruha, sabendo exatamente sobre a situação de Ruki, foi o primeiro a perceber o ar estranho entre os dois, mas estava constantemente sendo desencorajado por Aoi, que dizia que o namorado estava sendo um "enxerido da pior qualidade".

Felizmente eles não tiveram maiores problemas na primeira parte do show, todos estavam muito bem entrosados. E mesmo assim o guitarrista loiro não deixou de notar na concentração exagerada de Reita, lançando olhares discretos para Ruki quando tinha oportunidade, e virando o rosto em seguida, como se estivesse se repreendendo por seus atos. E foi durante todo esse tempo de observação que ele teve uma brilhante idéia.

"O quê?!?" Ruki arregalou os olhos e o queixo de Reita foi ao chão.

"Não me faça repetir, Ru-chan, você ouviu direitinho," E ele olhou de relance para Reita, que parecia em transe "Rei-chan ouviu direitinho não foi?" Gargalhou quando o loiro lhe mostrou o dedo do meio. "Sério gente, qual o problema? Não foram vocês que começaram a fingir essa história de serem namorados?"

"Uh, será que causar um ataque cardíaco nas fãs conta como problema?" Reita perguntou de repente, cruzando os braços e olhando sério para o guitarrista a sua frente.

"Até parece que elas não vão gostar." Uruha repetiu o mesmo movimento do baixista, o encarando com uma falsa seriedade.

Reita girou os olhos, pegando seu baixo ao ver um dos staff­ na porta do camarim acenando para si. "Ta na minha hora, resolvam o que querem fazer e me avisem depois." Apesar de desejar intensamente que Uruha desistisse da idéia ou que Ruki não aceitasse.

Quando ele já estava fora do camarim, Uruha deu seu melhor sorriso para o baixinho ao seu lado. "Agora somos só eu e você." Constatou bastante animado com a idéia, adorando ver a expressão de desespero de Ruki.

"Uma ova, Aoi está bem ali." Tentou se defender, apontando o moreno que estava sentado em uma poltrona, violão no colo e uma sobrancelha erguida à menção de seu nome. "E acho que ele precisa de companhia. Sério, Uru, olha só como ele está agarrado naquele violão."

Aoi deu uma risada alta, correndo os dedos pelas cordas do instrumento, tirando um som qualquer. "Tudo bem Ruki, eu não tenho pressa."

O vocalista bufou e seus olhos brilharam de raiva, não era possível que nem mesmo Aoi iria lhe ajudar! Se Kai estivesse ali com certeza seria bondoso o suficiente para lhe salvar das idéias absurdas do loiro. Uruha ficou extremamente satisfeito com a resposta do moreno, mandando um beijinho no ar para ele, que sorriu e balançou a cabeça. Passou um braço em volta do pescoço de Ruki e levou-o para o outro lado da sala.

"Você já parou pra pensar como que o Reita está agindo meio estranho?" Perguntou de repente, soltando-o e cruzando os braços. Ruki engoliu seco, era óbvio que tinha notado na mudança de comportamento dele. Passou duas semanas em companhia dele, não havia ninguém melhor para afirmar isso que Ruki. O único problema era que contar isso para Uruha seria como cavar seu próprio túmulo. Certamente ele viria com aquelas teorias que só ele entendia e sua situação com Reita ia passar de desajeitada para impossível.

"Sinceramente, eu não notei nada. Acho que ele está é cansando desse fingimento." Respondeu displicente, dando de ombros.

"Como assim cansado? Ruki, você não fez nada do que eu te falei?"

O baixinho mordeu os lábios, não podia falar a verdade agora. Uruha iria lhe matar se dissesse que passou aquelas duas semanas tentando corrigir os péssimos hábitos de Reita ao invés de fazer o que fora combinado. "Claro que eu fiz! Mas é como eu disse, ele não está interessado nisso! Ele nem percebeu..."

O guitarrista o encarava com uma sobrancelha erguida. Era claro que não comprou a história do outro, mas fingiria que acreditava. Pelo menos dessa vez. "Que seja. Mas eu acho que ele está muito estranho, e raramente falho em minhas intuições." Ruki sentiu um arrepio correr por sua espinha, Uruha chegava a dar medo quando falava aquelas coisas. Porque era mesmo verdade. "Mas vamos tirar a prova então, né? Você faz aquilo que combinamos com Reita e todos ficamos felizes. Inclusive as fãs." Disse sorridente, desviando sua atenção para o staff que agora lhe acenava. "Te espero lá em cima Ruki!"

Ruki suspirou, vendo Aoi passar por ele com um sorriso e lhe mostrar o polegar em encorajamento. Mas não sabia se aquilo seria suficiente para o que estava prestes a fazer. Realmente, realmente não queria ter que fazer aquilo, mas tinha alguma opção, se tratando de Uruha? Esperou pacientemente, até que chegasse sua hora de voltar ao palco.

xxx

Assim que subiu novamente no palco, a primeira coisa que seus olhos buscaram foi a pessoa próxima ao microfone. Aquele seria o momento em que iria se aproximar de Uruha e lamber a guitarra dele. Mas pelo que pôde perceber, o loiro tinha mesmo colocado sua idéia em prática, porque quem ocupava aposição agora era Reita. E um Reita parecendo extremamente nervoso.

Ele manteve a postura, andando em passos lentos até o baixista, notando como os dedos dele se apertavam contra o instrumento que segurava contra o corpo. Quando parou ao lado dele, foi rápido para abaixar a bandana que cobria seu rosto e passar a língua pelo comprimento do pescoço do baixo. Por um momento achou que Reita não faria sua parte, mas logo em seguida sentiu o braço dele, impedindo a visão do rosto dos dois pela platéia, e se aproximando.

Foi questão de segundos. Mas pareceu uma eternidade. O que era para ser fingido aconteceu de verdade e ele não teve chance de virar o rosto ou fazer qualquer coisa para se afastar. E mesmo que o fizesse, o esconderijo que o braço de Reita tinha criado falharia completamente.

Mas aconteceu mesmo assim, e ele sentiu, muito rápido para o que gostaria, a boca de Reita pressionar contra a sua, e a umidade de uma língua ao fazer o contorno de seu lábio inferior.

Ele teria ficado parado no mesmo lugar, desde que Reita se afastou, o resto do tempo previsto para o show, não fosse Uruha se aproximar e bagunçar os cabelos loiros, murmurando algo como hora de voltar à Terra.

Mas sinceramente, ele não queria voltar.

xxx

"Vocês viram como elas gritaram?" A voz de Kai se sobressaía no quarto de hotel onde estavam reunidos, o elegido da noite era o que Reita e Ruki dividiam. O baterista ainda não tinha acreditado na idéia maluca de Uruha, e muito menos que aqueles dois a aceitaram, mas não discordava que tinha sido bem interessante.

"Eu achei que elas fossem morrer ou algo do tipo..." Aoi comentou por alto, se ajeitando ao lado de Uruha, que continuava apalpando suas costas de um jeito nada inocente. "Né, Ruki, qual deles é melhor de lamber?"

Os olhares caíram sobre Ruki, que apesar de estar rindo e falando bobagens com os outros, não parecia tão á vontade assim. O mesmo valia para Reita, que não tinha aberto a boca nem para expressar sua satisfação ou não com a experiência. O vocalista esboçou um sorriso, encolhendo os ombros. "É a mesma coisa. Só que o pescoço do baixo é maior."

"Ruki! Está dizendo que meu instrumento é menor que o do Reita? Antes não tivesse te dado a idéia de provar outro..." Zombou Uruha, afastando as mãos de Aoi para segurar melhor a câmera do baixista – em sua posse desde o show - que registrava todos os momentos da turnê.

Reita começou a tossir com o comentário, e o rosto do vocalista ficou tão vermelho que ele parecia prestes a explodir. Uruha ria com gosto, e levou um cutucão de Aoi, fazendo bico ao ser repreendido.

"Vocês não estão com fome?" Kai perguntou de repente, Santo Kai, sempre quebrando o clima desagradável entre eles. "Eu sei que já é tarde, mas talvez encontremos alguma coisa pra comer, não?" E levantou da cama, ajeitando as roupas. "Quem vem comigo?"

Aoi levantou de imediato, ignorando os protestos do namorado, tirando a câmera das mãos dele para colocar em uma mesa perto da cama onde estavam e logo em seguida o puxando da cama também. Reita aceitou o convite, a última coisa que queria era ficar perto de Ruki depois do que tinha feito no show, não tinha dado uma palavra com ele depois daquilo.

"Vou tomar um banho primeiro." Os outros pararam na porta para encarar Ruki, que tinha levantado da cama apenas para pegar suas roupas. "Encontro vocês lá embaixo."

"Tudo bem, estaremos esperando então." Kai saiu na frente, logo em seguida um Uruha sendo empurrado por Aoi antes que conseguisse abrir a boca para falar o que tinha em mente e Reita logo atrás, com as mãos no bolso e a cabeça baixa, calado demais.

Ruki fechou a porta e descansou as costas contra a madeira, suspirando. Tocou os lábios com a ponta dos dedos, podia sentir mesmo agora o contato dos lábios de Reita, o jeito como ele lambeu sua boca. Fechou os olhos, viajando de volta para aquele exato momento. Tinha sido tão rápido. Se não fosse o show, não fosse as fãs e tudo o que aquilo implicava, teria agarrado Reita e retribuído o beijo com toda a vontade que tinha.

Balançou a cabeça. Aquilo não estava certo. Por que Reita tinha lhe beijado daquele jeito? Foi só para parecer mais real? Para a mentira que criaram parecer mais verdadeira aos olhos da mídia? Ruki não entendia que outro motivo ele poderia ter. A não ser... Não, era impossível. Não tinha cogitado a idéia de Reita estar interessado nele. Mas era estranho como ele vinha agindo. Como ele tinha agido durante aquelas duas semanas. Apesar de continuarem se tratando como os amigos que eram, as brincadeiras tinham diminuído. As bobagens que Reita falava saíam com menos freqüência. Quase como se ele tivesse vergonha de conversar sobre certo tipo de coisa com Ruki.

"Pára, Ruki. Melhor não pensar nisso agora." Disse para si mesmo, interrompendo o curso de seus pensamentos antes que começasse a criar muitas esperanças. "Preciso de um bom banho..." Mas era impossível deixar de pensar naquela boca... Na respiração quente tão próxima de seu rosto. E como ele gostaria de lamber Reita e não seu instrumento musical. E seu corpo estava ficando quente demais com aqueles pensamentos. "Merda."

Já estava começando a ficar freqüente, se perder nas fantasias e se encontrar quente e excitado. E foi exatamente o que constatou ao olhar para baixo. Suspirou derrotado e rumou novamente para a cama, deitando de bruços. Por mais que tentasse desesperadamente pensar em outra coisa, a única imagem que tinha atrás de seus olhos era Reita. Virou na cama e mesmo com muita relutância, desceu as mãos por seu corpo até chegar ao fecho da calça jeans e escorregar para dentro do tecido. Era vergonhoso fazer aquilo pensando no loiro. E depois olhar para ele, com a cara mais lavada do mundo, como se nunca tivesse se masturbado pensando nele.

"Rei-ta..."